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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Sua empresa está preparada para a próxima crise?

 Sua empresa está preparada para a próxima crise?

Os 4 princípios que separam quem atravessa de quem afunda


Nenhuma empresa planeja passar por uma crise. Mas toda empresa, em algum momento, vai passar por uma. Pode ser um acidente na operação, uma denúncia, um fornecedor que quebra, uma notícia negativa que viraliza ou uma retração brusca de mercado. A diferença entre quem atravessa e quem afunda raramente está na sorte: está no preparo.

Crise, por definição, reúne três características: é inesperada, cria incerteza e exige resposta imediata. Essa combinação é exatamente o que faz o pânico tomar o lugar do planejamento. Por isso, o plano de crise precisa existir antes da crise — e precisa ser simples. Um documento de cem páginas não será lido na noite em que tudo dá errado.

Na prática, um plano enxuto se sustenta em quatro princípios, nesta ordem:

1. Proteger pessoas primeiro

A primeira pergunta diante de uma crise não é "quanto vamos perder", e sim "há alguém em risco?". A segurança de colaboradores, clientes e do entorno vem antes de qualquer outra preocupação. Além de ser a decisão correta, é a que define a reputação da empresa na sequência: resposta rápida e cuidadosa gera respeito; resposta lenta gera indignação.

2. Proteger os ativos

Em seguida, o foco vira o que mantém a empresa viva: patrimônio, caixa e operação. O que pode ser segurado precisa estar segurado. O que pode ser isolado precisa ser isolado — uma unidade com problema não pode contaminar o resto do negócio. Essa etapa é muito mais fácil quando a empresa já fez o dever de casa: mapa de riscos atualizado, backups de sistemas e contratos de contingência.

3. Comunicar com fatos apurados

Aqui mora o erro mais comum. Na pressa de responder, a empresa divulga versões incompletas — e depois precisa se desdizer, o que destrói credibilidade. A regra é inversa: primeiro apurar, depois falar. E falar por um único canal, com um único porta-voz e uma única versão oficial. Silêncio organizado de algumas horas vale mais do que uma nota apressada.

Um exemplo prático: uma empresa de serviços recebeu uma denúncia em uma rede social. A diretoria quis responder na hora. O comitê de crise segurou a resposta por algumas horas, levantou os fatos e descobriu que a denúncia se referia a um caso já resolvido — publicou então uma nota com evidências. O assunto morreu no mesmo dia. Se tivesse reagido no impulso, teria validado a acusação e alimentado o debate.

4. Aprender e corrigir depois

A crise não termina quando a notícia some. Termina quando a empresa identifica as causas, corrige os controles e atualiza o plano. Sem essa etapa, a próxima crise será igual — ou pior. Empresas que transformam crise em aprendizado saem mais fortes; as que fingem que nada aconteceu repetem o ciclo.

O que fazer na prática

  • Defina um comitê de crise — mesmo que de duas ou três pessoas — com um porta-voz único;
  • Escreva um plano de uma página: pessoas → ativos → comunicação, com nomes e telefones;
  • Simule uma crise uma vez por ano; um exercício de mesa já revela as lacunas;
  • Depois de qualquer incidente, registre a causa e ajuste o controle interno.

Cada empresa tem o seu risco, o seu porte e o seu momento — vale sempre a análise individualizada por profissional habilitado. Se você quer revisar o plano de crise da sua empresa, vamos conversar. Só precisamos conhecer suas demonstrações contábeis.

Ensaio para gestão de crise preparado por ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA, sócio e responsável técnico da Siqueira & Associados Auditores Independentes, em 19 de outubro de 2026.

Faça contato através de:
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Governança corporativa não é só para gigantes

 

Governança corporativa não é só para gigantes

O que a empresa familiar perde sem regras claras


Quando se fala em governança corporativa, a imagem que vem à mente é a de conselhos de megacorporações listadas em bolsa — nunca a da empresa familiar de médio porte. Mas essa distância é ilusória: qualquer organização, inclusive a de controle familiar, depende de regras claras para crescer com previsibilidade, proteger o patrimônio e atravessar a passagem de geração sem desgaste.

Não se trata de preconceito com empresas familiares — afinal, todas as grandes corporações do mundo começaram assim. A questão prática é outra: o que separa uma empresa profissional de uma não profissional não é quem controla o capital, e sim como os sócios conseguem separar os interesses pessoais dos interesses da organização.

O que é profissionalismo na prática

Profissionalismo, no sentido que importa, combina cinco elementos: conformidade técnica, prática, habilidades, padrões de conduta e retorno financeiro. Uma empresa é profissional quando se orienta por esse conjunto — apoiada em práticas de governo que garantam sua perenidade e a realização de seus objetivos.

Na minha experiência, empresas de controle familiar aparecem em perfis distintos: a empresa que sustenta a família, a herdada, a de capital aberto com controle familiar, a controlada por family office (escritório de gestão do patrimônio familiar) e a construída por um empreendedor. Os faturamentos vão de milhões a bilhões; os clientes, de pessoas físicas a grandes companhias. Um aprendizado se repetiu em todos os perfis: empresas familiares não são, invariavelmente, não profissionais. A profissionalização é uma decisão de gestão, não uma consequência do tipo de acionista.

Quem governa a empresa: os órgãos de governo

Governo tem relação com direção e controle. Toda empresa conta com um conjunto de órgãos que formam as bases do seu governo:

  • Sócios ou acionistas — os portadores do poder econômico, proprietários da empresa.
  • Contrato social ou estatuto — o documento que estabelece objetivos, forma de governo e regras.
  • Representantes dos sócios — conselheiros ou gerência nomeados para conduzir os negócios.
  • Gerência — quem executa o dia a dia, por indicação dos sócios ou de seus representantes.
  • Órgãos de assessoramento — conselhos consultivos que aconselham sem substituir a gestão.
  • Legislação e regulamentos — o conjunto de leis que enquadra a operação.
  • Órgãos externos de regulação e supervisão — instituições que fiscalizam o cumprimento das regras.

O que esses órgãos buscam garantir é transparência e isenção no processo de decisão, com responsáveis passíveis de cobrança. Um certo conflito entre o poder econômico (interesse financeiro) e o poder político (gestão e decisão) é até saudável: é o equilíbrio que evita decisões tomadas no impulso ou em benefício de um só.

Riscos: o que pode tirar o sono — e o caixa — do empresário

Gestão de riscos é, em essência, a quantificação de eventos que podem se materializar, combinada com ações para mitigá-los. Quantifica-se com modelos financeiros e histórico de ocorrências; mitiga-se, por exemplo, transferindo o risco. Calcular o fluxo de caixa é uma forma simples de quantificar; contratar hedge (proteção) para fixar o preço de uma matéria-prima ou de uma moeda é uma forma de transferir.

Costuma-se ver gestão de risco como perda de tempo — até que algo dá errado. Quando a perda acontece, todos correm atrás de responsáveis, mas o principal — mitigar e reagir rápido — segue sem dono. Toda empresa está sujeita a riscos de:

  • Reputação — ameaça à imagem de produtos e marcas;
  • Regulatório — descumprimento de leis e do marco regulatório;
  • Recursos humanos — escassez de talentos ou turbulência na sucessão;
  • Tecnologia — falhas em sistemas críticos e na segurança;
  • Mercado — desvalorização de ativos;
  • País — instabilidade política, social e econômica;
  • Crédito e financiamento — inadimplência de clientes ou falta de linhas para a continuidade;
  • Desastres naturais — destruição de prédios e unidades.

O primeiro passo prático é desenhar uma matriz de riscos: nela, listam-se os riscos, os controles mínimos, quem responde por cada um e a periodicidade de revisão. Um documento simples, mas que muda o jogo quando a crise chega.

O sistema de controle interno: barato quando feito na hora certa

Alguns elementos de mitigação são de implementação simples e formam a espinha dorsal do controle interno:

  • Auditoria externa. Seu papel é dar uma opinião (parecer) sobre se as demonstrações financeiras foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com as normas legais e contábeis. Ela trabalha por testes — não reconstrói todas as transações — e depende de duas pré-condições: contabilidade formal e controle interno em uso. Sem elas, a auditoria perde efetividade e fica proibitivamente cara. Para o conselho, ela é parte do sistema de checks and balances — freios e contrapesos — que dá tranquilidade na prestação de contas.
  • Auditoria interna. Complementar à externa: foca na conformidade com regras e procedimentos e, por sua proximidade com o negócio, está mais bem preparada para identificar fraudes.
  • Seguros. Transferem riscos para uma seguradora (propriedade, responsabilidade civil, crédito). A seguradora dimensiona o risco e precifica o prêmio — e isso já é uma avaliação externa valiosa do seu negócio.
  • Instrumentos financeiros. Operações de hedge protegem o negócio da volatilidade: fixar o câmbio de uma importação ou o preço de uma matéria-prima são exemplos práticos. Já os derivativos, como o nome diz, têm valor derivado de outro ativo, índice, moeda ou taxa — exigem cautela e entendimento antes de contratar.
  • Licenças e alvarás. Estar em dia significa, na prática, que o negócio cumpre os requisitos para operar. Como são muitos, em órgãos diferentes e com prazos curtos, o recomendável é um controle completo com datas de vencimento e responsáveis.
  • Canal de comunicação. Em operações espalhadas, funcionários precisam ser ouvidos sem medo de exposição. Um canal bem divulgado, ligado a um comitê (RH, jurídico e diretoria) que analisa e responde, evita que a administração seja surpreendida — e o Comitê de Ética, em crescimento, cumpre exatamente esse papel.
  • Plano de gerenciamento de crises. Crises são inesperadas, criam incerteza e exigem resposta imediata. O plano deve ser simples, cobrindo três pontos, nesta ordem: segurança das pessoas e do entorno, segurança dos ativos e comunicação à direção — sempre com os fatos apurados antes de qualquer divulgação.

O que fazer na prática

  • Mapeie quem decide o quê na sua empresa e onde as decisões não estão formalizadas;
  • Liste os riscos que mais ameaçam seu caixa e monte uma matriz simples com responsável e periodicidade;
  • Confirme que a contabilidade é formal e que há controles em uso antes de contratar uma auditoria;
  • Crie um canal para ouvir colaboradores com proteção de identidade e um comitê que responda.

Cada empresa tem sua realidade, porte e momento — vale sempre uma análise individualizada por profissional habilitado. Se você quer discutir governança, riscos ou controles internos na sua empresa, vamos conversar.

Ensaio para gestão preparado por ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA, sócio e responsável técnico da Siqueira & Associados Auditores Independentes, em 19 de outubro de 2026.

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sábado, 17 de outubro de 2026

Flávio x Lula: o que a eleição pode — e o que não pode — mudar na Reforma Tributária

 

Ensaio preparado por ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA 

Em 12 de outubro de 2026

O segundo turno está marcado para 25 de outubro e a pergunta que não cala no setor produtivo é: vale a pena continuar investindo na adaptação ao IBS e à CBS, ou é melhor esperar? Sistemas, consultoria e reorganização fiscal custam caro. Ninguém quer gastar duas vezes.

A resposta curta: a maior parte da reforma já está blindada pela Constituição. Mas a disputa eleitoral pode mexer em detalhes que afetam diretamente o seu caixa. Vamos por partes.

O que já está protegido — e não muda com a eleição

A Reforma Tributária do consumo nasceu da Emenda Constitucional 132, aprovada em dezembro de 2023 com amplo consenso entre governo, oposição, estados e municípios. O cronograma está gravado na Constituição:

  • 2026 é o ano de teste: desde 1º de janeiro, as notas fiscais já destacam os valores de CBS e IBS — mas nada é cobrado ainda.
  • 2027: a CBS passa a ser cobrada de verdade, substituindo PIS e COFINS. Também nasce o Imposto Seletivo.
  • 2029 a 2032: o IBS entra em cobrança progressiva, ano a ano.
  • 2033: os tributos antigos (PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS) são extintos.

Para alterar esse calendário, é preciso nova emenda constitucional — o que exige apoio de pelo menos 3/5 dos deputados e senadores, em dois turnos de votação em cada casa. Análises publicadas esta semana, como a do Congresso em Foco, reforçam: qualquer adiamento antes de 2027 exigiria emenda aprovada pelo atual Congresso em poucas semanas — improvável.

O cenário eleitoral: onde está a disputa

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula (PT). As primeiras pesquisas do segundo turno mostram disputa acirrada: o Datafolha (8/10) registrou 49% x 45% — empate técnico no limite da margem de erro —, enquanto o Atlas/Bloomberg (9/10) apontou 51,1% x 45,7% para Flávio.

O ponto central da campanha para o empresário: Flávio Bolsonaro promete revisar a reforma e acabar com o split payment — o mecanismo que separa o imposto no momento do pagamento.

O split payment no centro do debate

Como funciona: hoje, quando sua empresa vende R$ 100 mil, recebe os R$ 100 mil e recolhe o imposto depois. Com o split payment, o imposto é retido automaticamente no pagamento — se a carga de IBS e CBS for de R$ 17 mil, você recebe R$ 83 mil e o fisco recebe os R$ 17 mil direto.

A mudança afeta o capital de giro de qualquer empresa que venda a prazo. Por isso virou tema de campanha: o candidato do PL promete extingui-lo via PEC, e a Fazenda responde que o recuo favorece fraudes. Enquanto isso, o mecanismo segue seu curso: os testes de integração começam em 15 de outubro, e a vigência está prevista para 2028.

O que a política ainda pode mexer

Aqui está a influência real das eleições. A emenda criou a estrutura; as leis e regulamentos definem os detalhes — e detalhes, no imposto, significam dinheiro:

  • Alíquotas de referência: ainda não definidas. Caberá ao Senado fixá-las na transição. Estimativas do setor, como a da Roit, apontam CBS começando em 2027 com cerca de 9,43% — mas é projeção, não decisão.
  • Imposto Seletivo: o governo decidiu enviar a medida provisória só depois da eleição, para não transformar o tema em bandeira de campanha.
  • Pressão parlamentar: segundo a Folha de S. Paulo, cerca de 50 projetos de lei tramitam no Congresso tentando alterar pontos da reforma.
  • A janela da posse: o vencedor assume em 5 de janeiro de 2027 — com a CBS já em vigor desde 1º de janeiro. Mesmo um presidente contrário não teria tempo hábil para impedir essa etapa.

Os cenários possíveis

  1. Continuidade plena: o cronograma segue, com ajustes pontuais na regulamentação.
  2. Ajustes negociados: mudanças em leis complementares — regras de retenção, setores beneficiados. Exige maioria simples no Congresso; é o caminho mais viável.
  3. Revisão profunda: adiamento ou reescrita do modelo. A barreira é alta: emenda constitucional, negociação com governadores e desfazer investimentos que o mercado já fez — as notas fiscais de 2026 já trazem os novos tributos.

O cenário mais provável, na leitura da maioria dos especialistas, é o 2: o calendário se mantém, e a briga se dá nos detalhes regulatórios.

O que fazer na prática

  • Não paralise a adaptação. A CBS chega em 2027 independentemente do resultado das urnas. Sistemas e cadastros precisam estar prontos — as notas técnicas de outubro já mudaram os leiautes de NF-e e DANFE.
  • Acompanhe o split payment. É o ponto mais sensível da campanha e afeta seu fluxo de caixa. Modele o impacto: quanto do seu faturamento a prazo ficaria retido?
  • Atenção ao Simples Nacional. Quem opta pelo regime precisa definir até 20 de dezembro se fica no modelo puro ou híbrido de IBS/CBS — mais de 586 mil empresas já pediram o híbrido.
  • Documente os impactos. Registre como a transição afeta preços e contratos. Se a regra mudar, você terá base para renegociar.

As eleições vão definir o ritmo e o acabamento da reforma — não a sua existência. Quem se prepara agora, ajusta depois com menos custo.


ATENÇÃO: Este texto tem caráter informativo e não substitui análise individualizada por profissional habilitado para o seu caso.

Sua empresa tem dúvidas sobre como a transição afeta seu caixa e seus contratos? Vamos conversar.

#ReformaTributária #IBS #CBS #GestãoFinanceira #Eleições2026

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Fontes consultadas: Agência Senado e Rádio Senado (out/2026), G1/Datafolha (out/2026), Estadão/Atlas (out/2026), UOL (out/2026), O Globo (out/2026), Comsefaz (out/2026), Agência Brasil (out/2026), Folha de S. Paulo (mai e out/2026), Gazeta do Povo (out/2026), Congresso em Foco (out/2026), Receita Federal (set/2026), Contadores.cnt.br (mai/2026).

Como economizar na empresa em 2026: o guia financeiro para PMEs em tempos de juros ainda altos

 


2026 é um ano de virada — e de contradições. A taxa Selic, que passou quase todo o período entre meados de 2025 e março de 2026 no teto de 15% ao ano (o maior nível desde 2006), iniciou um ciclo de cortes e hoje está em 13,75% ao ano (fonte: Banco Central). O mercado já projeta novos cortes até dezembro, levando a taxa a 13,25% (fonte: Boletim Focus, 13/10/2026). Ao mesmo tempo, o faturamento real das pequenas e médias empresas cresceu 3,1% em junho na comparação anual (fonte: Índice Omie/Valor Econômico) — mas o Brasil ainda tinha 8,7 milhões de CNPJs inadimplentes no início do ano, sendo 8,3 milhões micro e pequenas empresas, com R$ 176,1 bilhões em dívidas (fonte: Serasa Experian).

Nesse cenário, “economizar” virou palavra de ordem. O problema é que a maioria das empresas corta custos do jeito errado: na pressa, sem critério e justamente nos lugares que sustentam o lucro. Este guia organiza a economia inteligente em cinco frentes — com o contexto atualizado de 2026.

Diagnóstico antes da tesoura

A regra número um não é cortar: é mapear. Antes de qualquer corte, liste todos os custos da empresa e mantenha um histórico deles. O critério de decisão é simples e implacável: cada gasto contribui ou não para a geração de receita e lucro? Os cortes devem começar pelos itens de menor participação no resultado — nunca pelos que sustentam a operação.

Com o mapa em mãos, defina metas de redução dentro do planejamento estratégico, do mesmo jeito que se definem metas de vendas. E envolva a equipe: usar parte da economia alcançada para premiar o time que ajudou a cortar transforma o controle de custos em causa coletiva, não em imposição do dono.

Um alerta que nunca sai de moda: economia que o cliente percebe costuma sair cara. Reduzir iluminação do salão, tempo de atendimento ou qualidade da embalagem pode gerar uma percepção negativa que custa muito mais do que a conta de luz economizada.

O custo do dinheiro caro (e como pagá-lo menos)

Com a Selic em 13,75%, toda dívida brasileira continua cara. E o pior cenário segue sendo o crédito rotativo do cartão: as taxas praticadas pelos bancos superam 150% ao ano em várias instituições e raramente ficam abaixo de 70% (fonte: Banco Central, set/2026). Nenhuma margem de PME sobrevive a isso.

Três movimentos práticos:

·      Renegocie dívidas existentes com os credores buscando a menor taxa possível — mas calcule antes a capacidade real de pagamento nas condições propostas. Renegociação que a empresa não consegue honrar é apenas uma dívida nova disfarçada.

·      Planeje o endividamento em vez de sofrê-lo. O crédito pode ser trampolim de crescimento, mas deve ser contratado comparando condições em vários bancos — nunca pela facilidade de acesso, que cobra a taxa mais alta.

·      Apresente bons números ao banco. Balanço e demonstração de resultado bem elaborados permitem ao credor avaliar o risco real da empresa e oferecer taxa compatível com o seu perfil — e não a taxa padrão para quem “não apresenta informações”. Empresas que demandaram mais crédito em 2026 (+8,6% no acumulado do ano, fonte: Serasa Experian) encontraram um mercado disposto a emprestar — a quem demonstra organização.

E o fluxo de caixa? Analise os últimos 12 meses e identifique os períodos de baixa de vendas e necessidade de capital. Com esse mapa, negocie com fornecedores o remanejamento de prazos antes que o aperto chegue — quem negocia antecipadamente tem poder de barganha; quem negocia no vencimento, não.

Regime tributário: a economia que a maioria das PMEs ignora

Aqui está, provavelmente, a maior economia disponível sem vender um ativo ou demitir ninguém. Cada regime tributário — Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real — tem alíquotas, créditos e deduções próprios. Estar mal enquadrado é pagar imposto que não precisava. Vale simular anualmente, com apoio de contador, se o enquadramento atual ainda é o melhor para o seu faturamento e margem.

E 2026 é um ano que exige atenção redobrada, porque a Reforma Tributária entrou em operação. O que está valendo agora:

·      Fase de teste: as empresas regidas pelo regime regular estão destacando nas notas fiscais as alíquotas simbólicas de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, valores deduzidos dos tributos atuais — sem cobrança efetiva (fonte: Agência Brasil). O preenchimento tornou-se obrigatório em agosto de 2026.

·      Simples Nacional e MEI ficaram dispensados do destaque em 2026 — mas não da decisão que vem por aí.

·      2027 será o ano crítico: extinção do PIS e da Cofins, entrada da CBS em alíquota cheia (estimada em torno de 8,8%), início do Imposto Seletivo e, principalmente, multas para quem não se adequar. É também o ano em que os optantes pelo Simples enfrentarão o dilema de permanecer ou migrar para o regime regular.

Na prática: a adaptação de sistemas, cadastros, contratos e precificação precisa começar agora, não em 2027. A empresa que tratar 2026 como “ano de teste, então não preciso fazer nada” vai amargar custos de correção apressada — e possivelmente multas — no ano seguinte. Para o empresário, a mensagem é direta: a reforma muda a forma de apurar, escriturar e precificar impostos, e quem se preparar antes converte obrigação em vantagem competitiva.

Compras e fornecedores: onde a margem se esconde

A negociação com fornecedores é uma das poucas fontes de economia com efeito imediato e sem perda de qualidade. Três práticas comprovadas:

·      Compre em volume para reduzir o custo unitário — e, quando fizer sentido, alugue em vez de comprar.

·      Diversifique fornecedores. Depender de um só significa preços mais altos e risco de ruptura de estoque. A busca constante de alternativas — inclusive produtos substitutos com custo menor — mantém os fornecedores atuais honestos.

·      Renegocie a matéria-prima com base em pesquisa de mercado. Uma renegociação bem-feita costuma gerar economia entre 13% e 30% — um intervalo que, na maioria das PMEs, equivale a todo o lucro do trimestre.

Uma tática subestimada: unir forças com empresas concorrentes ou complementares para compras conjuntas, reduzindo o valor unitário e dividindo custos logísticos. Concorrência na prateleira, cooperação na compra.

Informação contábil: o ativo que barateia tudo o resto

Repare que todas as frentes acima dependem da mesma matéria-prima: informação confiável. Não dá para mapear custos sem histórico, negociar com banco sem demonstrações, escolher regime tributário sem apuração correta ou planejar caixa sem fluxo organizado.

Por isso a dica de ouro — que já fechava o material original e continua sendo a mais importante de todas: tenha um ótimo contador. Mais do que um prestador de serviços, o contador é um parceiro de negócios, capaz de traduzir relatórios financeiros em decisões práticas. Em um ano de transição tributária como 2026, essa parceria deixa de ser recomendável e passa a ser estratégica: é o profissional que vai dizer se sua empresa está no regime certo, se o destaque de CBS e IBS nas notas está correto e se seus sistemas estarão prontos para 2027.

E uma nota de quem vive de auditoria: números bem estruturados não servem só para o fisco. Eles reduzem o custo de capital da empresa — banco e investidor cobram juros menores de quem apresenta informação transparente e verificável. Informação contábil de qualidade é, literalmente, dinheiro no bolso.

Conclusão

Economizar na empresa em 2026 não é cortar — é decidir com informação. Mapear custos antes de cortar, tratar a dívida com planejamento em vez de pânico, revisar o regime tributário no meio da maior reforma fiscal em décadas e negociar fornecedores com método. As empresas que fizerem isso sairão do ciclo de juros altos mais fortes — e chegarão à CBS em alíquota cheia, em 2027, preparadas em vez de surpreendidas.

Se a sua empresa ainda não fez essa revisão neste ano, o melhor momento é agora — antes que o fechamento do exercício e a obrigação da reforma tributária concentrem toda a atenção da sua contabilidade.

 

Em 16 de outubro de 2026.

Texto preparado por ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA, sócio e responsável técnico da Siqueira & Associados Auditores Independentes, com objetivo de apresentar algumas sugestões de melhoria às empresas em geral; especialmente as PMEs.

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terça-feira, 15 de outubro de 2019

PREMONIÇÕES. Chegou o tempo de sua realização?

Sempre que vemos a realidade um pouco mais próxima de nós, aumentada em muito o seu tamanho (aquele, que nos parece normal), ficamos pensando: "Será que estou no tempo e lugar certo? É este o mundo que escolhi?"

A surpresa que temos quando vemos as notícias sendo apresentadas, mesmo quando conseguimos identificar o fato ocorrido, as versões que são apresentadas nos fazem refletir sobre qual a verdadeira intenção por trás de cada notícia; a quem eles (os que editam e divulgam essas versões) pretendem que entendamos e tracemos nossas ações.

Claro que estou afirmando, sem qualquer disfarce, que todos nós estamos sujeitos a manipulação mental durante todo o tempo... Não sei se na fase do sono deixamos de receber estímulos... É muito forte e consolidada a maneira que podem nos afetar nos julgamentos que fazemos a toda hora.

Sobre essa questão recomendo que assista o documentário intitulado: "Privacidade Hackeada", baseado nos escândalos protagonizados pelo Facebook. Pode ser acessado no NETFLIX. Vale a pena, em minha opinião, conhecer as várias situações em que nossa vontade é determinada por interesses que desconhecemos.

Nesta final de semana, com direito a comemorações diversas, tais como: (i) Dia das Crianças; (ii) Feriado pela comemoração do Dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Brasil; e, (iii) Canonização de Irmã Dulce, muitas variações de versões foram produzidas e colocadas nas mídias e meios de comunicação massiva.

Vimos que há pessoas que fazem o bem de forma unida e, aparentemente descompromissada. Foi assim que Irmã Dulce conseguiu realizar muitas de suas ações, contando com apoio e recursos que lhes chegavam às mãos por meio de doações de políticos e empresários baianos.

A comitiva brasileira presente, com várias autoridades dos três poderes, era grande, sem dúvida. Tudo às expensas dos contribuintes nacionais...

Outro fato que chamou a atenção de muitos foi o discurso feito pelo Bispo de Aparecida do Norte, lembrando os males do "dragão do mal" e a "direita cruel". (sobre essa questão ainda não consegui entender qual a intenção ou sobre qual fato ele apresenta essa versão)

Também temos um surpreendente silêncio de todos os ecologistas do mundo e do Brasil, que até pouco tempo insistiam em comentar sobre os "incêndios na amazônia" e que agora, diante do grave acidente (ainda não revelada a sua origem) com petróleo derramado no litoral do nordeste brasileiro vem matando e causando sérios problemas a muitas cidades, que vivem do turismo para garantir suas economias. Surpreendente a aparente passividade com que as autoridades aparentam estar tratando essa questão (ou a falta de divulgação pela mídia de ações em andamento).

Um outro fato, iniciado na semana anterior, trata do SÍNODO DA AMAZÔNIA e seus objetivos, que estão claros a quem identifica a intenção do mesmo: promover ações para reafirmar falsas versões e acusações. Tanto fizeram que vários cardeais da Igreja Católica acabaram se manifestado e demonstram clara aversão aos atos divulgados por outros. E tudo isso me fez lembrar de um fato ocorrido comigo.


...

Há muitos anos, creio que foi por volta de 1994 / 1995, eu costumava, aos domingos, fazer regularmente um exercício de meditação dirigida. Estava em um daqueles momentos de descoberta de verdades; ainda que um tanto esotéricas.

Morava em Curitiba e, regularmente, aos Domingos pela manhã, depois de comprar os jornas "A Gazeta do Povo" e "O Estado do Paraná", me sentava em uma poltrona, de costas para a janela, e começava a folheá-los. Ia lendo e sorvendo todas notícias relatadas de acordo com o viés de cada jornal. Claro que sempre houve tendências divergentes, acredito que desde a época que antecedeu a famosa Revolução Francesa (a qual, em minha opinião, não mudou absolutamente nada), essas divisões, cada vez mais mostravam o que buscavam: o populismo travestido de “progressista” ou o desenvolvimento, baseado em políticas liberais (chamadas de fascistas ou antidemocráticas). Depois de ter lido, ainda que rapidamente, as principais manchetes e feita a comparação para ver como "cada um dos lados" se manifestava sobre o mesmo assunto, ficava quieto e pensando comigo mesmo por um bom tempo, Depois eu me concentrava em alguma pergunta pessoal, e entrava numa espécie de transe, até conseguir alguma resposta ou ser chamado para o almoço.

De acordo com os resultados dos estudos que vinha fazendo, haveria uma mudança radical no desenvolvimento da humanidade; tudo fundamentado no que vinha sendo prometido para qualquer momento futuro. Muitos diziam, naquele momento, de que o "NOVO CRISTO" já vivia entre nós, ainda "não manifestado"...
Certa vez a pergunta que havia formulado, depois de ver a quantidade de desacertos entre os representantes religiosos e provavelmente baseado nos estudos esotéricos que vinha fazendo, surgiu em minha menta a pergunta que era a seguinte: "QUEM É O ANTICRISTO".

Com essa pergunta em mente, entrei em meditação e deixei a mente flutuar livremente até que chegou a resposta e me causou um grande choque:

O Papa é o anticristo...

E essa resposta, à qual ainda não tive como modificar até hoje, eu conheci há mais de 25 anos...

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Eleições de 2018 - Nada mudou?


Faz muito tempo que deixei de registrar neste espaço as minhas indignações com relação ao que é propagado pela mídia em geral – e atualmente mais massivamente pela Internet – distorcendo as informações veiculadas, distanciando-as da verdade e promovendo – cada vez mais – as mentiras que modificam a forma de pensar das pessoas. Sem dúvida são grandes manipuladores e “apagadores” das memórias e lembranças vividas por nós.

Comecei a registrar minhas observações em 30 de dezembro de 2008 (pode ter sido antes dessa data já que parece que alguns dos textos desapareceram...). No texto que está no Blog, com o nome de IncertezaSoberana faço alertas sobre a criação do Fundo Soberano, que – de fato – transformou-nos a todos em escravos, massa de manobras políticas.

Se analisarmos sob o ponto de vista criminoso a ideia concebida e concretizada é bastante inteligente e permitiu aos que estavam no poder a condição de nele perpetuarem-se, desviando grandes somas de dinheiro e riquezas produzidas pelos brasileiros. E aqui vale uma observação, os criminosos no poder não se detinham em buscar “salvaguardar” os trabalhadores, os idosos, as crianças, etc. Todos foram penalizados e condenados a pagar com trabalho ou com a vida (falta de saúde, educação, segurança) o dinheiro que foi criado para abastecer os largos bolsos dos políticos que dominaram o poder...

Tudo o que foi falado na época ficou abafado pela mídia e pela desconstrução da verdade. A grande maioria, na verdade, não prestou a mínima atenção para a gravidade do que estava para ser cometido contra o povo brasileiro, que é quem, de fato, gera a riqueza que vem sendo expropriada e aproveitada por essa classe de políticos (um eufemismo para bandidos?).

É desalentador observar que 10 anos se passaram e a situação geral do país e do povo em geral sofreu grandes perdas.

Nestas eleições, que tem sido a mais disputada que já vivenciei (inclusive com atentado a candidato. Na eleição de 2014 não ficou configurado como atentado a morte do candidato a presidente Eduardo Campos), o que se mostrou é que muitos acabaram se aproveitando do momento para garantir seu lugar na vida política. Ainda que tenham substituído velhas figuras parecem terem sido criadas pelos mesmos oportunistas que se mantém escondidos, por trás das coxias...

Vou citar alguns dos novos (que não são nem melhores nem piores do que os outros que deixei de apresentar) que passaram a ocupar cargos no Senado, na Câmara Federal e nas Assembleias Estaduais:
Paraná:
- Flávio Arns (REDE) 
- Prof. Oriovisto Guimarães (PODE)
Rio de janeiro: - Flávio Bolsonaro (PSL)
São Paulo
- Mara Gabrilli (PSDB) 
- Major Olímpio (PSL)
Deputados Federais
São Paulo:
- Eduardo Bolsonaro
- Joyce Asselmann

E etecetera... não vou fazer a lista de todos os novos que entraram e nem fazer a lista dos que deixaram o conforto de seus cargos e, principalmente o foro privilegiado que lhes protegia contra andamento de processos ou mesmo da prisão.

E foi assim em todos os estados e no distrito federal! Uma quantidade de pessoas que há cerca de 2 anos começaram a fazer notícia bradando sua indignação contra os políticos em gral. Foi nessa esteira que a grande maioria se engrandeceu e passou a ter o nome reconhecido pela população que iria votar...

O que mais está surpreendendo destas eleições é o fortalecimento dos eleitores em grupos formados pelas mídias sociais. A mídia tradicional demonstra que não estava preparada para essa revolução na comunicação; por isso a vantagem de candidatos que usando de inteligência e ferramentas adequadas estão se mantendo em destaque junto ao eleitor. E com orçamentos modestos.

Os candidatos que investiram fortunas em suas campanhas tiveram resultados pífios, sem qualquer comparação àqueles que usaram de inteligência e se valeram de mídias sociais.

É um novo tempo, sem dúvida. Já havíamos percebido essa força por ocasião das eleições americanas que sagraram Obama como vencedor. E, ainda assim, as velhas raposas não aprenderam nada de novo, mesmo tendo passado mais de 8 anos...

Agora, na semana que antecede a votação do 2º turno das eleições presidenciais, vivemos um momento de muitas informações – em sua maioria caracterizadas como FAKE NEWS – que apenas confundem eleitores e atemorizam aqueles que não sabem, de fato, ler as entrelinhas de tudo que lhes vem sendo servido.

Enquanto isso, e sem deixar de apresentar algumas das verdadeiras razões para que o partido do governo e seus aliados estejam sendo defenestrados (como se dizia antigamente), apresento um vídeo que recebi e é atribuído a um parlamentar da bancada do Rio Grande do Sul.


Deputado do Rio Grande do Sul (segundo pude apurar)




sexta-feira, 15 de julho de 2016

Cidadania

Que a Ética e a Cidadania, assim como a flor do Lótus,
floresçam do lodo que nos está sendo apresentado

O Brasil tem jeito...

Temos acompanhado, desde a década passada, a quantidade de investigações realizadas pelos integrantes dos Ministérios Públicos, Federal e Estaduais, que resultam em processos formais a serem analisados e julgados pela Justiça! Trabalho sem igual no Brasil e em grande parte do mundo!

As operações denominadas Mensalão e Lava Jato são modelos que estão sendo adotados por outros países, inclusive!

Com todo esse vigor é de se esperar que haja, daqui há bem pouco tempo, uma sensível melhoria em toda a sociedade e com grandes reflexos na condução da política nacional. Certo?
Infelizmente, nem tanto...

Ainda somos – em grande maioria – um povo que é crítico severo dos crimes, impunidades, etc. quando praticados por terceiros. Por incrível que possa parecer, adora conhecer os novos escândalos que surgem... Até por que ele já se esqueceu do anterior...

A grande maioria de nós não tem memória; sequer uma vaga lembrança... Acredito que a memória deva funcionar como mero espelho; lembramo-nos apenas enquanto as imagens estão sendo vistas nas manchetes dos jornais e é assunto de rodinhas de fofocas...

Falta cidadania! Ou, como disse, com outras palavras, um jornalista de Curitiba: “Não existe Cidadão Cívico no Brasil. O que temos é Cidadão Cínico, que sabe das falhas e faltas dos outros e as condena exigindo cadeia e outras penas. Só que ele continua a cometer toda sorte de irregularidades, quando lhe é necessário ou aparece alguma oportunidade.”

Entendo que a cidadania predominante é aquela que se identifica na grande maioria das pessoas, quer sejam pessoas comuns ou autoridades. É essa predominância para o descaso e falta de caráter que devemos começar a repensar, reprimir e mudar. Mudar para atitudes éticas de qualidade (o comportamento padrão também forma princípios éticos; ainda que indesejáveis).

Até por conta de legislação criada pelo Estado, houve um aumento significativo de práticas informais (e ilegais em muitos casos) que ajudaram vários governos. Agora há uma manifestação que julga ter ultrapassado o limite do bom senso e – por isso – desejam que essa informalidade cesse. Veja o artigo Informalidadecrescente prejudica a economia, onde são apresentadas – além da sua origem – as razões para que voltemos ao Estado formal.

Há que se considerar, entretanto, a forma de pensar da grande maioria de brasileiros, ao constatar, quase que diariamente, novos crimes que são cometidos por pessoas “poderosas”, que deveriam servir de exemplo.

É preciso uma profunda reflexão de cada um de nós para que possamos dar início a uma nova condição de cidadania.


Você está disposto a começar?

sábado, 4 de junho de 2016

O estupro do brasileiro


Nesta semana, por conta de várias notícias de casos de estupro ocorridos em cidades brasileiras o tema integrou a mente de muitas pessoas. Pudemos ver, ler e assistir várias matérias em função até do posicionamento dúbio do delegado que iniciou o atendimento à menor do Rio de Janeiro.

Claro que a “oportunidade” foi fértil para surgimento de feministas, manifestações públicas, ações do congresso nacional criando novas leis, pesquisadores e analistas, apoiados por profissionais da área de comportamento humano, buscando encontrar a melhor frase, o melhor substantivo, o melhor adjetivo, etc., que causasse maior impacto popular...

De acordo como essas notícias descobri, por exemplo, que o Brasil tem a “cultura do estupro”; seja lá o que isso possa significar... Será que somos educados, mesmo antes de nascermos, a sermos estupradores e/ou estuprados?

De acordo com essas novas definições, inclusive jurídicas, sobre o significado da palavra “estupro”, pude compreender que estupro é o ato entre duas pessoas no qual uma delas não esteja de acordo em praticá-la. Mesmo assim o estuprador força o ato...

Todas as pessoas com quem convivo trabalham e trabalham bastante... Sempre buscam fazer novos trabalhos para conseguir melhorar sua renda, que se tona minguada depois de deduzidos todos os tributos que incidem em qualquer rendimento. Por mais que reclamem e julguem que a parcela que lhes é tomada é injusta e muito maior do que deveria (e poderia) ser, sem terem qualquer retorno efetivo, são obrigados a pagarem o que lhes é exigido; sob pena de ameaça a integridade e à vida. É um abuso praticado constantemente pelo Estado...

Meu Deus!!! Se essa definição valer o brasileiro vem sendo estuprado há muitos anos... a quem ele pode pedir ajuda?