Páginas

Mostrando postagens com marcador controladoria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador controladoria. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Sua empresa está preparada para a próxima crise?

 Sua empresa está preparada para a próxima crise?

Os 4 princípios que separam quem atravessa de quem afunda


Nenhuma empresa planeja passar por uma crise. Mas toda empresa, em algum momento, vai passar por uma. Pode ser um acidente na operação, uma denúncia, um fornecedor que quebra, uma notícia negativa que viraliza ou uma retração brusca de mercado. A diferença entre quem atravessa e quem afunda raramente está na sorte: está no preparo.

Crise, por definição, reúne três características: é inesperada, cria incerteza e exige resposta imediata. Essa combinação é exatamente o que faz o pânico tomar o lugar do planejamento. Por isso, o plano de crise precisa existir antes da crise — e precisa ser simples. Um documento de cem páginas não será lido na noite em que tudo dá errado.

Na prática, um plano enxuto se sustenta em quatro princípios, nesta ordem:

1. Proteger pessoas primeiro

A primeira pergunta diante de uma crise não é "quanto vamos perder", e sim "há alguém em risco?". A segurança de colaboradores, clientes e do entorno vem antes de qualquer outra preocupação. Além de ser a decisão correta, é a que define a reputação da empresa na sequência: resposta rápida e cuidadosa gera respeito; resposta lenta gera indignação.

2. Proteger os ativos

Em seguida, o foco vira o que mantém a empresa viva: patrimônio, caixa e operação. O que pode ser segurado precisa estar segurado. O que pode ser isolado precisa ser isolado — uma unidade com problema não pode contaminar o resto do negócio. Essa etapa é muito mais fácil quando a empresa já fez o dever de casa: mapa de riscos atualizado, backups de sistemas e contratos de contingência.

3. Comunicar com fatos apurados

Aqui mora o erro mais comum. Na pressa de responder, a empresa divulga versões incompletas — e depois precisa se desdizer, o que destrói credibilidade. A regra é inversa: primeiro apurar, depois falar. E falar por um único canal, com um único porta-voz e uma única versão oficial. Silêncio organizado de algumas horas vale mais do que uma nota apressada.

Um exemplo prático: uma empresa de serviços recebeu uma denúncia em uma rede social. A diretoria quis responder na hora. O comitê de crise segurou a resposta por algumas horas, levantou os fatos e descobriu que a denúncia se referia a um caso já resolvido — publicou então uma nota com evidências. O assunto morreu no mesmo dia. Se tivesse reagido no impulso, teria validado a acusação e alimentado o debate.

4. Aprender e corrigir depois

A crise não termina quando a notícia some. Termina quando a empresa identifica as causas, corrige os controles e atualiza o plano. Sem essa etapa, a próxima crise será igual — ou pior. Empresas que transformam crise em aprendizado saem mais fortes; as que fingem que nada aconteceu repetem o ciclo.

O que fazer na prática

  • Defina um comitê de crise — mesmo que de duas ou três pessoas — com um porta-voz único;
  • Escreva um plano de uma página: pessoas → ativos → comunicação, com nomes e telefones;
  • Simule uma crise uma vez por ano; um exercício de mesa já revela as lacunas;
  • Depois de qualquer incidente, registre a causa e ajuste o controle interno.

Cada empresa tem o seu risco, o seu porte e o seu momento — vale sempre a análise individualizada por profissional habilitado. Se você quer revisar o plano de crise da sua empresa, vamos conversar. Só precisamos conhecer suas demonstrações contábeis.

Ensaio para gestão de crise preparado por ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA, sócio e responsável técnico da Siqueira & Associados Auditores Independentes, em 19 de outubro de 2026.

Faça contato através de:
a) WhatsApp – 41 9977-4426

b) E-mail – siqueira@siqueiraeassociados.net.br

 

Governança corporativa não é só para gigantes

 

Governança corporativa não é só para gigantes

O que a empresa familiar perde sem regras claras


Quando se fala em governança corporativa, a imagem que vem à mente é a de conselhos de megacorporações listadas em bolsa — nunca a da empresa familiar de médio porte. Mas essa distância é ilusória: qualquer organização, inclusive a de controle familiar, depende de regras claras para crescer com previsibilidade, proteger o patrimônio e atravessar a passagem de geração sem desgaste.

Não se trata de preconceito com empresas familiares — afinal, todas as grandes corporações do mundo começaram assim. A questão prática é outra: o que separa uma empresa profissional de uma não profissional não é quem controla o capital, e sim como os sócios conseguem separar os interesses pessoais dos interesses da organização.

O que é profissionalismo na prática

Profissionalismo, no sentido que importa, combina cinco elementos: conformidade técnica, prática, habilidades, padrões de conduta e retorno financeiro. Uma empresa é profissional quando se orienta por esse conjunto — apoiada em práticas de governo que garantam sua perenidade e a realização de seus objetivos.

Na minha experiência, empresas de controle familiar aparecem em perfis distintos: a empresa que sustenta a família, a herdada, a de capital aberto com controle familiar, a controlada por family office (escritório de gestão do patrimônio familiar) e a construída por um empreendedor. Os faturamentos vão de milhões a bilhões; os clientes, de pessoas físicas a grandes companhias. Um aprendizado se repetiu em todos os perfis: empresas familiares não são, invariavelmente, não profissionais. A profissionalização é uma decisão de gestão, não uma consequência do tipo de acionista.

Quem governa a empresa: os órgãos de governo

Governo tem relação com direção e controle. Toda empresa conta com um conjunto de órgãos que formam as bases do seu governo:

  • Sócios ou acionistas — os portadores do poder econômico, proprietários da empresa.
  • Contrato social ou estatuto — o documento que estabelece objetivos, forma de governo e regras.
  • Representantes dos sócios — conselheiros ou gerência nomeados para conduzir os negócios.
  • Gerência — quem executa o dia a dia, por indicação dos sócios ou de seus representantes.
  • Órgãos de assessoramento — conselhos consultivos que aconselham sem substituir a gestão.
  • Legislação e regulamentos — o conjunto de leis que enquadra a operação.
  • Órgãos externos de regulação e supervisão — instituições que fiscalizam o cumprimento das regras.

O que esses órgãos buscam garantir é transparência e isenção no processo de decisão, com responsáveis passíveis de cobrança. Um certo conflito entre o poder econômico (interesse financeiro) e o poder político (gestão e decisão) é até saudável: é o equilíbrio que evita decisões tomadas no impulso ou em benefício de um só.

Riscos: o que pode tirar o sono — e o caixa — do empresário

Gestão de riscos é, em essência, a quantificação de eventos que podem se materializar, combinada com ações para mitigá-los. Quantifica-se com modelos financeiros e histórico de ocorrências; mitiga-se, por exemplo, transferindo o risco. Calcular o fluxo de caixa é uma forma simples de quantificar; contratar hedge (proteção) para fixar o preço de uma matéria-prima ou de uma moeda é uma forma de transferir.

Costuma-se ver gestão de risco como perda de tempo — até que algo dá errado. Quando a perda acontece, todos correm atrás de responsáveis, mas o principal — mitigar e reagir rápido — segue sem dono. Toda empresa está sujeita a riscos de:

  • Reputação — ameaça à imagem de produtos e marcas;
  • Regulatório — descumprimento de leis e do marco regulatório;
  • Recursos humanos — escassez de talentos ou turbulência na sucessão;
  • Tecnologia — falhas em sistemas críticos e na segurança;
  • Mercado — desvalorização de ativos;
  • País — instabilidade política, social e econômica;
  • Crédito e financiamento — inadimplência de clientes ou falta de linhas para a continuidade;
  • Desastres naturais — destruição de prédios e unidades.

O primeiro passo prático é desenhar uma matriz de riscos: nela, listam-se os riscos, os controles mínimos, quem responde por cada um e a periodicidade de revisão. Um documento simples, mas que muda o jogo quando a crise chega.

O sistema de controle interno: barato quando feito na hora certa

Alguns elementos de mitigação são de implementação simples e formam a espinha dorsal do controle interno:

  • Auditoria externa. Seu papel é dar uma opinião (parecer) sobre se as demonstrações financeiras foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com as normas legais e contábeis. Ela trabalha por testes — não reconstrói todas as transações — e depende de duas pré-condições: contabilidade formal e controle interno em uso. Sem elas, a auditoria perde efetividade e fica proibitivamente cara. Para o conselho, ela é parte do sistema de checks and balances — freios e contrapesos — que dá tranquilidade na prestação de contas.
  • Auditoria interna. Complementar à externa: foca na conformidade com regras e procedimentos e, por sua proximidade com o negócio, está mais bem preparada para identificar fraudes.
  • Seguros. Transferem riscos para uma seguradora (propriedade, responsabilidade civil, crédito). A seguradora dimensiona o risco e precifica o prêmio — e isso já é uma avaliação externa valiosa do seu negócio.
  • Instrumentos financeiros. Operações de hedge protegem o negócio da volatilidade: fixar o câmbio de uma importação ou o preço de uma matéria-prima são exemplos práticos. Já os derivativos, como o nome diz, têm valor derivado de outro ativo, índice, moeda ou taxa — exigem cautela e entendimento antes de contratar.
  • Licenças e alvarás. Estar em dia significa, na prática, que o negócio cumpre os requisitos para operar. Como são muitos, em órgãos diferentes e com prazos curtos, o recomendável é um controle completo com datas de vencimento e responsáveis.
  • Canal de comunicação. Em operações espalhadas, funcionários precisam ser ouvidos sem medo de exposição. Um canal bem divulgado, ligado a um comitê (RH, jurídico e diretoria) que analisa e responde, evita que a administração seja surpreendida — e o Comitê de Ética, em crescimento, cumpre exatamente esse papel.
  • Plano de gerenciamento de crises. Crises são inesperadas, criam incerteza e exigem resposta imediata. O plano deve ser simples, cobrindo três pontos, nesta ordem: segurança das pessoas e do entorno, segurança dos ativos e comunicação à direção — sempre com os fatos apurados antes de qualquer divulgação.

O que fazer na prática

  • Mapeie quem decide o quê na sua empresa e onde as decisões não estão formalizadas;
  • Liste os riscos que mais ameaçam seu caixa e monte uma matriz simples com responsável e periodicidade;
  • Confirme que a contabilidade é formal e que há controles em uso antes de contratar uma auditoria;
  • Crie um canal para ouvir colaboradores com proteção de identidade e um comitê que responda.

Cada empresa tem sua realidade, porte e momento — vale sempre uma análise individualizada por profissional habilitado. Se você quer discutir governança, riscos ou controles internos na sua empresa, vamos conversar.

Ensaio para gestão preparado por ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA, sócio e responsável técnico da Siqueira & Associados Auditores Independentes, em 19 de outubro de 2026.

Faça contato através de:


a) WhatsApp – 41 9977-4426

b) E-mail – siqueira@siqueiraeassociados.net.br




sábado, 29 de outubro de 2011

As manifestações populares e a transparência

De grande importância a análise feita por Alberto Carlos Almeida (sociólogo e professor universitário) em seu artigo "Não basta sair às ruas e protestar", abordando a questão da corrupção no Brasil e, principalmente a forte tendência de uma parte dos 99% da população em não mais aceitar essa situação.

Sua análise apresenta informações de grande relevância, pois permitem que cada cidadão passe, depois de conhecer os danos causados pela situação em que nos encontramos, a exigir diretamente de seu vereador, deputado estadual, deputado federal e senador; além dos cargos executivos de: prefeitos, governadores e presidente da república, uma ação efetiva na dinamização dos órgãos de controle.

Fica evidente a falta que a eficácia dos profissionais dos órgãos de fiscalização e controle faz às entidades públicas em geral e aos cidadãos, em especial.

Certamente não haveria tanta falta de atendimento aos doentes em geral, não faltariam recursos à Saúde, bem como à Educação, à Segurança e ao Saneamento Básico; só para citar algumas das áreas de maior carência.

Por isso é de grande importância que haja – por parte de cada cidadão – a exigência de maior fiscalização e independência dos profissionais dos Tribunais de Contas, da Procuradoria, do Ministério Público…

Uma das sugestões apresentadas pelo articulista:

Eis minha sugestão para os organizadores das marchas contra a corrupção: passar a defender o fortalecimento das instituições judiciárias, dos Tribunais de Contas e procuradorias, promover abaixo-assinados, para serem enviado a todos os juízes, defendendo a condenação à prisão de políticos considerados corruptos, e também negociar com faculdades públicas e particulares a criação de departamentos de ensino e pesquisa exclusivamente dedicados ao estudo de fraudes e corrupção. O movimento contra a corrupção deve não só criticar, mas também passar a apoiar explicitamente as instituições responsáveis pela cassação do mandato de 296 prefeitos entre 2005 e 2008 e de outros 274 que já foram cassados depois de 2008. A grande maioria deles perdeu o mandato por improbidade administrativa ou por infração à legislação eleitoral.

Uma das conclusões que apresenta:

Os cinco Estados que têm as instituições de controle mais fortes são Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O lanterninha é o Maranhão de Sarney, antecedido por Roraima, Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas. Isso mostra que a família Sarney e Collor não são fenômenos isolados, que pairam sobre o mundo sem ligação alguma com suas instituições. Pelo contrário, os Sarneys só existem porque em seu Estado não foram desenvolvidas as instituições que os combateriam. Não existe algo equivalente para os cinco Estados que lideram a lista das regiões brasileiras com maior controle de poder sobre os políticos.

As passeatas e outras manifestações populares devem, por isso, exigir transparência das informações, auditoria consistente e independente e ação rápida dos responsáveis pelo Ministério Público, dentro do sigilo que todo caso requer, até que seja finalizado.

Transparência e boas práticas de gestão. Apenas isso…

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pequenas empresas e baixa renda têm maior impacto tributário

A arrecadação assemelha-se a um buraco negro no espaço...
Ninguém consegue saber o que acontece depois.

Sob o argumento de que o "Brasil deve promover a Inclusão Fiscal", para só depois se pensar em redução de carga tributária, estamos acompanhando o significativo aumento da quantidade de contribuintes.

No artigo: Carga Tributária Atinge Baixa Renda e Pequenas Empresas fica evidenciada a distorção causada pela (má) política tributária adotada no Brasil.

Claro que sou favorável a Inclusão Fiscal. Ela representa a oportunidade para desenvolvimento de todos em melhoria de qualidade de vida e cidadania. Só não dá para concordar da forma como vem sendo feita...

Veja este comentário extraído do texto indicado:

Paralelo a isso, o Brasil tem a 9ª maior carga fiscal para assalariados de baixa renda (que ganham US$ 25 mil ao ano), dentre os 19 países da amostra.
Nesse mesmo contexto, o impacto da carga tributária nas micro e pequenas também é maior do que nas grandes companhias. "As empresas que estão no Lucro Presumido - onde entram aquelas micros e pequenas empresas que não podem, por lei, optar pelo Simples - recolhem os impostos somente sobre o faturamento, de modo a não poder retirar do cálculo as despesas, como são autorizadas as companhias - normalmente as grandes -, que tributam somente se tiver lucro (regime Lucro Real). O resultado disso é que aquelas que estão no Lucro Presumido veem seu patrimônio ser tomado pelas contribuições que são obrigados a fazer".

Por isso é recomendável que, antes de fazer uma escolha sobre a forma de tributação a ser adotada pela empresa, o empresário consulte os profissionais qualificados para analisar adequadamente sua situação e recomendar, com propriedade a melhor forma a ser adotada.

Além disso, o Consultor poderá orientar e ajudar na implantação de um Orçamento Empresarial, onde ficará transparente a capacidade de geração de resultados do seu negócio.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mudanças nos demonstrativos contábeis


Ainda nos encontramos no meio do enorme turbilhão em que se transformou a forma de elaboração e apresentação dos demonstrativos contábeis (também denominados de financeiros), a partir do ano calendário de 2008.

Àqueles que ainda não perceberam o alcance dessas mudanças, valerá a pena ler o artigo: A evolução dos demonstrativos financeiros

Agora não basta apenas fazer poucas contas com base nos diversos demonstrativos apresentados. Será necessário ler, com grande atenção, as notas explicativas e o relatório dos auditores independentes.


Uma das maiores mudanças deve-se as várias formas para avaliação de componentes do ativo e do passivo. Sempre será buscado o valor justo que melhor represente o patrimônio líquido da sociedade. E as bases de cada forma de avaliação vem descrita em mais de uma nota, normalmente...


Ganhará pontos com seus sócios e mercado em geral aquelas empresas que adotarem, de fato, as boas práticas de gestão de seus negócios; inclusive contando com uma eficiente política de Governança Corporativa.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A sustentabilidade vai entrar no balanço

Faz tempo que venho comentando sobre a importância das
empresas apresentarem sua realidade social e ambiental

Conheça a proposta contida no artigo A sustentabilidade vai entrar no balanço para compreender a importância que isto trará para todos.

Um dos primeiros países a prestar informações sociais, para elaboração de dados oficiais, foi o Brasil.

Certamente poucos se lembram de quando começaram a ser coletados os dados sobre as informações sobre os funcionários, mediante a obrigatoriedade de apresentação da RAIS anualmente.

Os dados coletados, se utilizados por empresas, ou pelo próprio Estado, poderiam oferecer soluções de desenvolvimento muito mais apropriadas do que as orientadas pelo 'feeling' dos políticos ou tecnocratas.

As informações sobre sutentabilidade oferecem um maior volume de informações e riqueza para pesquisas e análises de tendências. Basta que as empresas atendam ao cumprimento dessa obrigação e comecemos a observar e acompanhar os dados revelados.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Avalanche ou Tusnami? Sem dúvida um grave problema...

Avalanche diária de alterações promovidas pela União

O nome não importa. Avalanche, tsunami, diarréia normativa do legislativo ou executivo...

Até quando o Governo (ou os governantes) acreditaram que podem ter desenvolvimento sustentável manipulando seus frágeis cordões de regulamentação?

Isso só tem provocado o atraso no desenvolvimento do país, além do absurdo encarecimento na administração de tributos; tanto por parte dos contribuintes como do próprio governo. As formas de apuração de créditos, base de cálculo, aplicação de alíquotas diferenciadas, preenchimento de formulários que mudam conforme as 'penadas' dadas pelo executivo...

Esse um dos graves custos que nos fazem um país de outro mundo... Não estou buscando culpados. Apenas sensibilizar um número de pessoas de forma a melhorar essa triste realidade brasileira.

Não vou falar que um imposto difícil de ser entendido ou administrado provoca erros por parte dos contribuintes, que passam a ser alvo de fiscais corruptos que querem presentes e outros benefícios para 'aliviar a multa'. Só que isso não é mais possível!

O contribuinte deveria - no mínimo - saber que tudo é hoje interligado e um 'período de sossego' acertado com o fiscal, será cobrado com juros, correção e multas pesadas. Isso se não for parar na justiça penal.

Está próximo o Dia do Contabilista (25 de Abril). Que os governantes e seus tecnocratas dêem esse presente para todos nós. Chega de leis mal feitas e mal refeitas...

Performance com boas práticas


Uma medida para governança


Já faz algum tempo que nos acostumamos com métricas para quase tudo.

Afinal, se não conhecermos bem o que fazemos, não saberemos medir (é como diz o ditado: "Só amamos o que conhecemos."

E se não medimos ficamos sem uma resposta sobre a eficácia das ações tomadas.

Descrevendo dessa forma parece não ser tão complicado. Verdade?

Certamente essa questão é de alta complexidade. Especialmente pelo fato de que há um elevado grau de subjetividade na tomada de qualquer decisão.

Somos, ou podemos ser, influenciados no momento da tomada de nossa decisão por faores como: ambiente; humor; otimismo exagerado; dados incompletos ou equivocados; excesso de confiança; etc.

Sem dúvida que essá não é uma missão fácil! Faltam parâmetros adequados que tornem confiáveis os resultados obtidos numa enorme gradação da forma de ação proposta pelos membros do conselho, em cada momento...

Não é uma questão de maior ou menor número de reuniões; da quantidade de atividades a que cada conselheiro é submetido, do profundo conhecimento dos conselheiros sobre determinada área, da forma eficaz da comunicação da decisão tomada, ou tantas outras formas de se compor o conjunto de conselheiros...

Afinal, todas são igualmente importantes; tanto para o sucesso como para o fracasso das decisões tomadas.

No Brasil temos de desenvolver o nível de Contestabilidade dentro dos Conselhos, como forma de permitir um debate saudável e livre, sobre cada um dos temas que são importantes para a Empresa.

Não li, na matéria, nenhuma observação quanto à questão de CONTESTABILIDADE. Parece, até, que querem transformar em métricas 'simples' as formas utilizadas pelos conselhos para chegarem nas suas decisões. Cuidado!


terça-feira, 19 de abril de 2011

Imagem da Auditoria


Na data de hoje o IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil) comemora 40 anos.

Para começar a comemorar será feito os seguintes lançamentos:
  • Nova marca do IBRACON
  • A revista Transparência IBRACON
  • E os prêmios de Jornalismo e Universitário
Claro que nesta data marcante as mudanças não ficam somente nos aspectos de imagem do Instituto, cujas ações marcantes na sua história dignificam o profissional da área da Contabilidade e da Auditoria, especialmente a Auditoria Independente.

É de grande importância a comunicação mais intensa com todo mercado para que fiquem claras as atribuições da auditoria independente no exame que faz sobre as demonstrações contábeis.

Apesar da onda de denúncias de variados tipos, especialmente de ordem financeira, os auditores continuam e exercer suas atividades com zelo e grande responsabilidade.

No próximo dia 25 de Abril a classe dos Contabilistas comemora seu dia. Desta feita num mês totalmente especial, cheio de novidades por conta da enorme quantidade de mudanças que ocorreu.

Estamos tendo um verdadeiro Tsunami de normas e leis aplicáveis na elaboração e apresentação das demonstrações contábeis das empresas.

O desenvolvimento tecnológico, a complexidade do ambiente econômico e o crescimento das organizações, além da abundância de normas legislativas a serem atendidas (o tsunami já citado), vêm dificultando, em parte, o entendimento e a gestão dos negócios das empresas. A conseqüência natural desse processo é a necessidade, cada vez maior, de informações que auxiliem os administradores nas tomadas de decisões.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rombo do Panamericano inclui fraude e erros técnicos


Rombo do Panamericano inclui fraude e erros técnicos - INCOMPETÊNCIA

Má Gestão e Incompetência!

Além desses dois fatores há o componente da desonestidade, da ganância, da certeza da impunidade...

A certeza de que roubo de dinheiro público neste país não é investigado e nem cobrado por ninguém.

Vejam bem os fatos ocorridos nesse caso do PanAmericano:
a) Caixa Econômica adquire participação relevante no PanAmericano após proceder a exames normais de auditoria específicos para processo de aquisição (Due diligence). O relatório da auditoria é considerado normal e a aquisição de participação realizada;

b) A empresa responsável pelos exames de auditoria das demonstrações contábeis teve seus trabalhos encaminhados a comissão de 'notáveis' da área contábil para analisar possíveis erros no procedimento da auditoria. Até o momento nenhuma notícia quanto ao resultado. Aliás anda tão quietos que dá a impressão que esperam que esqueçamos das decisões tomadas na época;

c) Os recursos tomados pelo Senhor Abravanel 'como empréstimo' sem JUROS vieram de um fundo criado COM NOSSO DINHEIRO para cobrir perdas de CORRENTISTAS. Não de banqueiros;

d) Os sócios da Caixa Econômica viram seus papéis serem desvalorizados muito rapidamente. Quanto venderam, achando que haviam perdido. E, de fato, acabaram perdendo;

e) Da mesma forma as ações do PanAmericano, vendidas na bacia das almas no início do escândalo, estão muito valorizadas neste momento. Quem perdeu? Quem ganhou?

Espero que os responsáveis pelas empresas públicas e pelas decisões que favoreceram uns poucos, em prejuízo de muitos, façam esclarecimentos convincentes e sejam apurados os responsáveis.

E que haja apuração dos responsáveis por mais esse roubo e os culpados SEJAM PUNIDOS.

Será que estou pedindo muito?


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Governo Catarinense dá bom exemplo!

Ações do MP de SC buscam imposto sonegado

A notícia do Diário Catarinense, divulgada pelo Portal Contábil de SC, revela as ações em andamento naquele Estado.

É bom quando tomamos conhecimento de ações de Estado na busca de recuperação de suas finanças por meio de Gestão Política, Administrativa e Tributária competente.

Faço votos que todo esse trabalho de recuperação seja acompanhado pela Sociedade Civil, capitaneada pelo Conselho Regional de Contabilidade-SC e OAB-SC para garantir que os recursos arrecadados sejam vertidos ao erário, sem desvios ou favorecimentos estranhos...

Em terra de "pizza" tudo é possível...

Os mistérios do PanAmericano - Será que acabou?

G1 - 'Vendi o banco', diz Silvio Santos sobre Panamericano - notícias em Negócios

Então vendeu e PONTO FINAL! Só isso! Há várias coisas que ficaram sem ser respondidas nessa questão do PanAmericano. Não basta o Senhor Abravanel declarar, no artigo, que "Nada ganhou, nada perdeu".

Foram declarados R$ 4 BILHÕES de fraude no caso do Banco. Será que todo esse dinheiro saiu e voltou às mesmas mãos? E ninguém ganhou ou perdeu com toda essa brincadeira? Fala sério...

Será que a Caixa Econômica pode fazer essa declaração? E os sócios da Caixa Econômica? Ficaram sabendo, algum dia, o que - de fato - aconteceu?

E a contabilidade do Banco? E o diligente trabalho de sues auditores independentes? E a Ética? E a vergonha (ou falta dela)? E os R$ 4 BILHÕES???

Espero que esse caso não acabe assim. A impressão que fica é que foi uma jogada para gerar ganhos de toda natureza aos compradores, ficando o mico para os sócios dos seus gestores (no caso refiro-me aos sócios da Caixa Econômica, QUE SOMOS NÓS!)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As inconsistências contábeis do PanAmericano

Chimpanze pensando Normalmente encontro muitas explicações – que poderiam ser chamadas de “acusações gratuitas” – que causam grande confusão aos leitores, afastando-os da busca pela Verdade ou, o que é igualmente danoso: ao ser revelada a Verdade a notícia já não desperta o mesmo interesse.

Fica, somente, as acusações iniciais, de responsabilidade duvidosa, divulgadas pelos jornais e revistas. Cristalizam, como no presente caso, perguntas inadequadas, como:

  • Qual o papel da Contabilidade?
  • Que segurança há no parecer dos auditores independentes?
  • Afinal, para que serve a auditoria?

Assim como ficam perdidas no tempo as razões para fatos ocorridos no início da década, nas empresas norte-americanas, temos de ter consciência a importância de buscar-se as razões para o que aconteceu com o PanAmericano. É uma questão de espera responsável, sem acusações precoces e infundadas.

Muito interessante, por isso, a forma abordada pelo Sr. Paulo Caetano no artigo sobre as tais “inconsistências”, abaixo reproduzida.

É preciso responsabilidade para que os caminhos fiquem mais seguros para todos. E é com serenidade que devemos aguardar todos os esclarecimentos sobre esse caso.

 

As inconsistências contábeis do PanAmericano

22/11/2010 - Paulo César Caetano de Souza (1)

Foram atribuídas a “fraudes contábeis” as quebras de megaempresas, entre elas a Ahold, Enron, WorldCom, Vivendi, Stanley Steel e Parmalat, fatos que ainda hoje dão o que falar, na época surpreendendo e abalando acionistas, consumidores e todo mundo.

Arranhada também saiu a contabilidade, citada nesses casos como a caixa de Pandora, fonte de irregularidades, peças falhas ou falsas, apresentação de informações inverídicas, maquiagem de balanços, acusações não inteiramente descabidas - tanto que um contador chegou a se suicidar -, mas injustas na dose da responsabilização. Será que os altos dirigentes das empresas não sabiam de nada?

“Inconsistências contábeis” é a expressão que tem sido utilizada para tentar justificar a crítica situação do banco PanAmericano, que, para não fechar as portas, amargando um calote gigantesco, obteve um socorro de R$ 2,5 bilhões garantido por patrimônio do grupo controlador Sílvio Santos.

Na defesa da ciência contábil e no interesse da sociedade, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) decidiu investigar o que aconteceu de fato; verificar se as normas de contabilidade vinham sendo obedecidas e esclarecer que inconsistências são essas. O novo momento vivido pela contabilidade no país é de absoluta segurança técnica, científica, ética e transparência, marcado pelo Sistema Público de Escrituração Digital e pela convergência das normas contábeis brasileiras às internacionais. Em caso de fraude ou omissão de profissionais que trabalham na contabilidade do banco ou de auditorias contratadas, restará a punição na forma da lei.

Empresa nenhuma desmorona de uma hora para outra, causando espanto que a Caixa Econômica Federal tenha recentemente manifestado interesse e efetivamente fechado negócio com o Panamericano, comprando 35,54% das suas ações, um negócio analisado, aprovado e avalizado pelo Banco Central.

Bem sabemos que a injeção para tentar salvar o moribundo vem das próprias instituições financeiras que bancam o Fundo Garantidor de Créditos do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Mas seja como for, os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, devem explicações à população brasileira e principalmente aos crédulos investidores e clientes do PanAmericano.

Nosso particular interesse de tirar a limpo essa questão é para devolver à contabilidade a consistência que ela conquistou como ciência que cria valor e sustenta o crescimento econômico e social, por coincidência, um dos temas do Congresso Mundial de Contadores que acaba de ser realizado em Kuala Lumpur, na Malásia. Mudanças contábeis estão ocorrendo em todo o mundo, e elas vêm para garantir veracidade e confiabilidade ao mundo dos negócios.

(1) Paulo César Caetano de Souza; Contador; Empresário da Contabilidade; Presidente do CRCPR.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Considerações sobre Transparência

            Já estamos nos acostumando a conviver com termos como: “boas práticas”, “fair trade” e “accountability”, como parte deste momento onde novas normas são estabelecidas para a elaboração e apresentação das Demonstrações Financeiras, buscando conformidade com normas internacionais.
A qualidade da informação a ser prestada pelas Empresas é uma nova e constante exigência do mercado. Certamente comporá a relação das barreiras não tarifárias dos importadores e/ou compradores de produtos, bens e serviços, cada vez mais exigentes. Aumentando, como conseqüência, os riscos regulatórios, como citava o Site Empreendedor (www.empreendedor.com.br) no artigo: “Os 10 Principais Riscos para os Negócios em 2008”.
É interessante observar que não há surpresas quando lemos com atenção os indicadores sobre o que nos reserva o futuro. Também não há surpresas quando temos os instrumentos adequados e uma estrutura para Gerenciamento de Riscos, quer de natureza interna ou externa. Especialmente quando há transparência na informação. Portanto, para que tudo funcione bem, é necessário que a organização possua também, boas práticas para a transparência. E é aqui que grande parte dos gestores ainda peca...
Não há mais espaço para análises complexas que nada informam. É irrelevante a contribuição de quadros comparativos que demonstram, por exemplo: “Vendas por Região ou Segmento”; “Gastos por Departamento”; etc. É preciso que a informação seja acompanhada de dados que revelem qual o objetivo alcançado ou benefício gerado. Não dá mais para esconder fatos com meros demonstrativos sem objetivo (ou, o que seria pior, com a intenção de lograr o leitor). É como diz o ditado: “Pior que uma mentira inteira, somente uma meia-verdade”
As agendas ocultas estão – pouco a pouco – sendo apresentadas. É o momento de revelar-se também o novo profissional que, além da competência em elaborar dados para a contabilidade terá a responsabilidade de criar apresentações simples e claras a todos os usuários das informações contábeis.
Afinal de contas, há uma questão inquietante a ser respondida: “O que é Transparência?”
Podemos listar as seguintes qualidades sobre transparência: legitimidade; simplicidade; originalidade; revelar o que é essencial; etc.
Os sites governamentais que tratam da transparência pública entendem que ela é a “construção da relação entre o Estado e a Sociedade, mediante prática de prestação de contas”. Alguns órgãos chegam a criar leis e/ou normas para que “haja maior transparência”.
Empresas também criam novos controles e regras complexas, tendo como objetivo “serem mais transparentes”... Como se fosse possível graduá-la.
Ainda que a palavra transparência nos remeta a uma das características do vidro revelando vários graus de nitidez; há dois tipos apenas quanto à transparência da informação: Ela Existe ou Não.
O que se observa, infelizmente, é o receio de alguns empresários em apresentarem os principais fatos ocorridos na gestão de seu negócio. Há medo de dar informações demasiada aos concorrentes e com isso, acabam divulgando uma “meia verdade”. Os leitores acabam compreendendo de forma equivocada aquilo que está sendo revelado ou, o que é pior, imaginam algo oposto ao que deveria ser entendido.
A melhor política para o exercício da transparência é a simplicidade. Quanto mais simples for a informação mais facilmente ela será compreendida, eliminado interpretações equivocadas ou falsas. A simplicidade na comunicação é o segredo!
Os Contadores com formação nas áreas de Auditoria e Controladoria são mais habilitados a preparar, junto com um profissional de Comunicação, a forma e o conteúdo dos dados a serem divulgados aos usuários da informação contábil.


                As boas práticas estão aí para comprovar essa nova situação. A transparência e a ética são os vetores desses novos tempos.