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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Sua empresa está preparada para a próxima crise?

 Sua empresa está preparada para a próxima crise?

Os 4 princípios que separam quem atravessa de quem afunda


Nenhuma empresa planeja passar por uma crise. Mas toda empresa, em algum momento, vai passar por uma. Pode ser um acidente na operação, uma denúncia, um fornecedor que quebra, uma notícia negativa que viraliza ou uma retração brusca de mercado. A diferença entre quem atravessa e quem afunda raramente está na sorte: está no preparo.

Crise, por definição, reúne três características: é inesperada, cria incerteza e exige resposta imediata. Essa combinação é exatamente o que faz o pânico tomar o lugar do planejamento. Por isso, o plano de crise precisa existir antes da crise — e precisa ser simples. Um documento de cem páginas não será lido na noite em que tudo dá errado.

Na prática, um plano enxuto se sustenta em quatro princípios, nesta ordem:

1. Proteger pessoas primeiro

A primeira pergunta diante de uma crise não é "quanto vamos perder", e sim "há alguém em risco?". A segurança de colaboradores, clientes e do entorno vem antes de qualquer outra preocupação. Além de ser a decisão correta, é a que define a reputação da empresa na sequência: resposta rápida e cuidadosa gera respeito; resposta lenta gera indignação.

2. Proteger os ativos

Em seguida, o foco vira o que mantém a empresa viva: patrimônio, caixa e operação. O que pode ser segurado precisa estar segurado. O que pode ser isolado precisa ser isolado — uma unidade com problema não pode contaminar o resto do negócio. Essa etapa é muito mais fácil quando a empresa já fez o dever de casa: mapa de riscos atualizado, backups de sistemas e contratos de contingência.

3. Comunicar com fatos apurados

Aqui mora o erro mais comum. Na pressa de responder, a empresa divulga versões incompletas — e depois precisa se desdizer, o que destrói credibilidade. A regra é inversa: primeiro apurar, depois falar. E falar por um único canal, com um único porta-voz e uma única versão oficial. Silêncio organizado de algumas horas vale mais do que uma nota apressada.

Um exemplo prático: uma empresa de serviços recebeu uma denúncia em uma rede social. A diretoria quis responder na hora. O comitê de crise segurou a resposta por algumas horas, levantou os fatos e descobriu que a denúncia se referia a um caso já resolvido — publicou então uma nota com evidências. O assunto morreu no mesmo dia. Se tivesse reagido no impulso, teria validado a acusação e alimentado o debate.

4. Aprender e corrigir depois

A crise não termina quando a notícia some. Termina quando a empresa identifica as causas, corrige os controles e atualiza o plano. Sem essa etapa, a próxima crise será igual — ou pior. Empresas que transformam crise em aprendizado saem mais fortes; as que fingem que nada aconteceu repetem o ciclo.

O que fazer na prática

  • Defina um comitê de crise — mesmo que de duas ou três pessoas — com um porta-voz único;
  • Escreva um plano de uma página: pessoas → ativos → comunicação, com nomes e telefones;
  • Simule uma crise uma vez por ano; um exercício de mesa já revela as lacunas;
  • Depois de qualquer incidente, registre a causa e ajuste o controle interno.

Cada empresa tem o seu risco, o seu porte e o seu momento — vale sempre a análise individualizada por profissional habilitado. Se você quer revisar o plano de crise da sua empresa, vamos conversar. Só precisamos conhecer suas demonstrações contábeis.

Ensaio para gestão de crise preparado por ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA, sócio e responsável técnico da Siqueira & Associados Auditores Independentes, em 19 de outubro de 2026.

Faça contato através de:
a) WhatsApp – 41 9977-4426

b) E-mail – siqueira@siqueiraeassociados.net.br

 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Questões de Orçamento

Estamos caminhando para uma significativa mudança na área pública. A Lei de Responsabilidade Fiscal não conseguiu trazer a necessária condição de ferramenta gerencial ao orçamento. Espera-se que as novas normas contábeis para o setor público, chamadas de internacionais, consigam resolver essa condição.

O Orçamento das Entidades Públicas ainda continua a ser uma peça meramente ilustrativa, sem nenhum efeito prático para sua gestão. A origem certamente recai sobre a falta de elaboração de um planejamento alinhado com a realidade e comprometido com o desenvolvimento do país.

As questões políticas devem ser limitadas às condicionantes de ondem técnica, além da própria realidade. Clamor de deputados para atrair luzes da mídia nem sempre tem a seriedade necessária para a elaboração do orçamento ou avaliação do planejamento.

Só que nada disso interessa…

Em matéria divulgada hoje, com o título: O Discurso contraditório do governo na área fiscal observa-se que estamos nos últimos momentos da grande nau TITANIC, que já está bem avariada com tantos “icebergs” aliados.

Os jornais dão em suas manchetes os indícios do que está acontecendo. Alguns analistas econômicos, em seus comentários lacônicos, mais confundem do que esclarecem…

E a população? Bem a população, como uma “enorme plateia” fica contando os capítulos para ver se há algum final feliz em mais essa novela…

Só que, na vida real, os bandidos e cafajestes e imorais e etc., costumam se dar bem…

Que ninguém se esqueça de que há eleições no ano que vem…

E o TITANIC?

Quem sabe ele ‘guenta’ mais uma reformazinha até lá… depois das eleições é preparação para a Copa, outra eleição…

Já tem gente torcendo para que as profecias Maias sejam antecipadas…

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pequenas empresas e baixa renda têm maior impacto tributário

A arrecadação assemelha-se a um buraco negro no espaço...
Ninguém consegue saber o que acontece depois.

Sob o argumento de que o "Brasil deve promover a Inclusão Fiscal", para só depois se pensar em redução de carga tributária, estamos acompanhando o significativo aumento da quantidade de contribuintes.

No artigo: Carga Tributária Atinge Baixa Renda e Pequenas Empresas fica evidenciada a distorção causada pela (má) política tributária adotada no Brasil.

Claro que sou favorável a Inclusão Fiscal. Ela representa a oportunidade para desenvolvimento de todos em melhoria de qualidade de vida e cidadania. Só não dá para concordar da forma como vem sendo feita...

Veja este comentário extraído do texto indicado:

Paralelo a isso, o Brasil tem a 9ª maior carga fiscal para assalariados de baixa renda (que ganham US$ 25 mil ao ano), dentre os 19 países da amostra.
Nesse mesmo contexto, o impacto da carga tributária nas micro e pequenas também é maior do que nas grandes companhias. "As empresas que estão no Lucro Presumido - onde entram aquelas micros e pequenas empresas que não podem, por lei, optar pelo Simples - recolhem os impostos somente sobre o faturamento, de modo a não poder retirar do cálculo as despesas, como são autorizadas as companhias - normalmente as grandes -, que tributam somente se tiver lucro (regime Lucro Real). O resultado disso é que aquelas que estão no Lucro Presumido veem seu patrimônio ser tomado pelas contribuições que são obrigados a fazer".

Por isso é recomendável que, antes de fazer uma escolha sobre a forma de tributação a ser adotada pela empresa, o empresário consulte os profissionais qualificados para analisar adequadamente sua situação e recomendar, com propriedade a melhor forma a ser adotada.

Além disso, o Consultor poderá orientar e ajudar na implantação de um Orçamento Empresarial, onde ficará transparente a capacidade de geração de resultados do seu negócio.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mudanças nos demonstrativos contábeis


Ainda nos encontramos no meio do enorme turbilhão em que se transformou a forma de elaboração e apresentação dos demonstrativos contábeis (também denominados de financeiros), a partir do ano calendário de 2008.

Àqueles que ainda não perceberam o alcance dessas mudanças, valerá a pena ler o artigo: A evolução dos demonstrativos financeiros

Agora não basta apenas fazer poucas contas com base nos diversos demonstrativos apresentados. Será necessário ler, com grande atenção, as notas explicativas e o relatório dos auditores independentes.


Uma das maiores mudanças deve-se as várias formas para avaliação de componentes do ativo e do passivo. Sempre será buscado o valor justo que melhor represente o patrimônio líquido da sociedade. E as bases de cada forma de avaliação vem descrita em mais de uma nota, normalmente...


Ganhará pontos com seus sócios e mercado em geral aquelas empresas que adotarem, de fato, as boas práticas de gestão de seus negócios; inclusive contando com uma eficiente política de Governança Corporativa.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Avalanche ou Tusnami? Sem dúvida um grave problema...

Avalanche diária de alterações promovidas pela União

O nome não importa. Avalanche, tsunami, diarréia normativa do legislativo ou executivo...

Até quando o Governo (ou os governantes) acreditaram que podem ter desenvolvimento sustentável manipulando seus frágeis cordões de regulamentação?

Isso só tem provocado o atraso no desenvolvimento do país, além do absurdo encarecimento na administração de tributos; tanto por parte dos contribuintes como do próprio governo. As formas de apuração de créditos, base de cálculo, aplicação de alíquotas diferenciadas, preenchimento de formulários que mudam conforme as 'penadas' dadas pelo executivo...

Esse um dos graves custos que nos fazem um país de outro mundo... Não estou buscando culpados. Apenas sensibilizar um número de pessoas de forma a melhorar essa triste realidade brasileira.

Não vou falar que um imposto difícil de ser entendido ou administrado provoca erros por parte dos contribuintes, que passam a ser alvo de fiscais corruptos que querem presentes e outros benefícios para 'aliviar a multa'. Só que isso não é mais possível!

O contribuinte deveria - no mínimo - saber que tudo é hoje interligado e um 'período de sossego' acertado com o fiscal, será cobrado com juros, correção e multas pesadas. Isso se não for parar na justiça penal.

Está próximo o Dia do Contabilista (25 de Abril). Que os governantes e seus tecnocratas dêem esse presente para todos nós. Chega de leis mal feitas e mal refeitas...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Imagem da Auditoria


Na data de hoje o IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil) comemora 40 anos.

Para começar a comemorar será feito os seguintes lançamentos:
  • Nova marca do IBRACON
  • A revista Transparência IBRACON
  • E os prêmios de Jornalismo e Universitário
Claro que nesta data marcante as mudanças não ficam somente nos aspectos de imagem do Instituto, cujas ações marcantes na sua história dignificam o profissional da área da Contabilidade e da Auditoria, especialmente a Auditoria Independente.

É de grande importância a comunicação mais intensa com todo mercado para que fiquem claras as atribuições da auditoria independente no exame que faz sobre as demonstrações contábeis.

Apesar da onda de denúncias de variados tipos, especialmente de ordem financeira, os auditores continuam e exercer suas atividades com zelo e grande responsabilidade.

No próximo dia 25 de Abril a classe dos Contabilistas comemora seu dia. Desta feita num mês totalmente especial, cheio de novidades por conta da enorme quantidade de mudanças que ocorreu.

Estamos tendo um verdadeiro Tsunami de normas e leis aplicáveis na elaboração e apresentação das demonstrações contábeis das empresas.

O desenvolvimento tecnológico, a complexidade do ambiente econômico e o crescimento das organizações, além da abundância de normas legislativas a serem atendidas (o tsunami já citado), vêm dificultando, em parte, o entendimento e a gestão dos negócios das empresas. A conseqüência natural desse processo é a necessidade, cada vez maior, de informações que auxiliem os administradores nas tomadas de decisões.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Falta Contabilidade para ONG's

Inviabilização das Ongs

A forma de gestão municipal passou a ser feita mediante a contratação de uma série de atividades terceirizadas.

Essa condição foi, de certa forma, favorecida com a edição de lei específica (Lei 9.730/99) disciplinando a forma de criação das entidades denominadas de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).

Pena que algumas questões surgiram, a partir desse momento:
a) Apareceu um bando de oportunistas (políticos ou a eles ligados), com objetivo de desviar recursos do erário;
b) Pessoas respeitáveis passaram a ser escolhidas para serem Presidentes ou Diretores das entidades criadas. Isso fazia com que houvesse uma aparência de seriedade (na maioria dos casos essas pessoas respeitáveis, por conta do brilho que imaginavam ter, não percebiam que estvam ingressando numa arapuca). Na maioria foram vítimas de boa fé;
c) Falta de entendimento sobre os reais objetivos de uma OSCIP, tanto por parte dos seus gestores como dos profissionais contratados para lhe darem apoio nas áreas administrativa, contábil, tributária;
d) Uma série de denúncias apresentadas no Congresso, onde ficou evidente o brutal desconhecimento de todas as pessoas sobre o objetivo desse tipo de entidade;
e) Os auditores dos diversos tribunais de contas ficaram sem entender como deveriam analisar as contas do município quando destinadas a entidades que passariam a ser responsáveis pela realização dos vários programas e/ou projetos;
f) As autoridades tributárias, das três áreas do executivo, também por desconhecimento, passaram a fazer tributação indevida, indesejada, desnecessária e - na maioria das vezes, - apenas de cunho político.

Este artigo do SESCAP coloca uma pequena luz num enorme problema que o Brasil tem. Infelizmente a maioria das entidades existentes têm servido, apenas, para serem usadas por políticos corruptos, que delas se servem sem qualquer vergonha ou punição.

FALTA, TAMBÉM, TRABALHOS DE QUALIDADE POR PARTE DOS CONTADORES E, PRINCIPALMENTE, DOS AUDITORES CONTÁBEIS.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

o PanAmericano joga a contabilidade (e a vergonha) no buraco negro da conveniente impunidade

depressao2502 Há uma série de notícias correlacionadas neste caso tenebroso. Afinal de contas até onde pode chegar o ‘descaramento’ das nossas ‘autoridades’ responsáveis pelas áreas financeira e tributária; para não falarmos meramente em ética e zelo com o dinheiro público.

QUE É NOSSO DINHEIRO!

A FENACON apresenta vários desses textos iniciando pelo sugestivo título: “PanAmericano apaga passado”.

Sob esse título desfilam os seguintes:

a) Atual administração decide divulgar apenas números referente a dezembro, sem explicar em detalhes os ajustes nas contas

Fico imaginando a reação dos administradores e sócios do PanAmericano: “Explicar por quê? Ninguém tem que saber o que fizemos e como fizemos...”

Esse tipo de atitude somente me deixa cada vez mais preocupado, pelas seguintes razões:

· Há dinheiro publico nesse Banco; ou seja: o seu dinheiro, o meu dinheiro, o nosso dinheiro...

· Quem foi beneficiado com essa grana? Afinal uma importância dessa magnitude deve ter favorecido alguém muito importante. Isso fica evidente pelo fato de não quererem divulgar o que aconteceu de fato. Aumenta o campo das suposições...

· Posso supor que grande parte desse dinheiro foi destinado à campanha de algum político, já que 2010 foi um ano eleitoral?

· Supondo que isso seja possível qual o político que foi beneficiado?

· Ainda nessa suposição avanço imaginando que não deve ter sido dirigida à campanha de quem perdeu, claro. Afinal quem perdeu não teria mais poder para impedir que a verdade fosse revelada.

· Fico preocupado, também, com a omissão do Ministério Público nesse assunto. O que é que eles andam fazendo que os ocupa tanto para perceberem que há uma grande fortuna surrupiada da população?

b) Solução dada ao balanço passou por BC e CVM

· Confesso que li duas vezes e ainda não acredito no que estou lendo. Chamam de ‘solução inédita’! vejam só a que ponto chegam os técnicos do BACEN e CVM. Que absurdo!

· As peças contábeis de 2010 e 2009 são consideradas de ficção, sem qualquer qualidade ou confiabilidade. E ainda consideram que isso é a forma correta?

· Socorro! Será que Deus – depois dessa – ainda aceita ser qualificado de Brasileiro?

c) Suporte dado por FGC e Caixa garante liquidez do PanAmericano

Nessa parte do artigo fica claro que a continuidade do banco está mantido de pé graças ao suporte da Caixa Econômica e do Banco Garantidor de Créditos. Ambas são instituições públicas. Entendam bem isso: Entidades Públicas é que entregam o dinheiro (nosso dinheiro) para salvar o PanAmericano!

E a administração não quer dar nenhuma explicação a esse ‘suposto roubo’?

Cada vez mais acho que essa grana foi usada em fundo de campanha de algum político (que ganhou a eleição, claro!)

d) Contabilidade ao gosto do freguês

As expressões adotadas pelo Niero, um velho conhecido na área de auditoria contábil, vamos vendo um desfile de adjetivos que vão sendo apresentados sobre essas, com perdão da má palavra, demonstração de *mierdas*, já que não há como chamá-la de contábil. Alguns exemplos das expressões:

· “Valor Ajustado” em vez de Valor Justo

· “Inconsistências Contábeis” em vez de “Recursos não contabilizados”, para definição do Caixa 2 do PT (na época do Delúbio)

· “Balanço Autista” para designar a fraude bilionária, que é ignorada na ‘mensagem da administração’ – melhor seria que, no espaço destinado a publicação das demonstrações de *mierdas* fosse deixado um espaço em branco, como citado por Niero

· Contabilidade customizada

· Os trechos retirados do relatório da administração apenas revelam que ‘papel aceita tudo’

Será que a suposição de que tudo foi uma armação para gerar dinheiro público para a campanha política, causando uma ‘perda’ a ser abatida do imposto de renda, apenas com a certeza da impunidade e de que ‘o brasileiro tem memória curta’? ou melhor: ‘o brasileiro não tem nenhuma memória...’

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Governo Catarinense dá bom exemplo!

Ações do MP de SC buscam imposto sonegado

A notícia do Diário Catarinense, divulgada pelo Portal Contábil de SC, revela as ações em andamento naquele Estado.

É bom quando tomamos conhecimento de ações de Estado na busca de recuperação de suas finanças por meio de Gestão Política, Administrativa e Tributária competente.

Faço votos que todo esse trabalho de recuperação seja acompanhado pela Sociedade Civil, capitaneada pelo Conselho Regional de Contabilidade-SC e OAB-SC para garantir que os recursos arrecadados sejam vertidos ao erário, sem desvios ou favorecimentos estranhos...

Em terra de "pizza" tudo é possível...

Os mistérios do PanAmericano - Será que acabou?

G1 - 'Vendi o banco', diz Silvio Santos sobre Panamericano - notícias em Negócios

Então vendeu e PONTO FINAL! Só isso! Há várias coisas que ficaram sem ser respondidas nessa questão do PanAmericano. Não basta o Senhor Abravanel declarar, no artigo, que "Nada ganhou, nada perdeu".

Foram declarados R$ 4 BILHÕES de fraude no caso do Banco. Será que todo esse dinheiro saiu e voltou às mesmas mãos? E ninguém ganhou ou perdeu com toda essa brincadeira? Fala sério...

Será que a Caixa Econômica pode fazer essa declaração? E os sócios da Caixa Econômica? Ficaram sabendo, algum dia, o que - de fato - aconteceu?

E a contabilidade do Banco? E o diligente trabalho de sues auditores independentes? E a Ética? E a vergonha (ou falta dela)? E os R$ 4 BILHÕES???

Espero que esse caso não acabe assim. A impressão que fica é que foi uma jogada para gerar ganhos de toda natureza aos compradores, ficando o mico para os sócios dos seus gestores (no caso refiro-me aos sócios da Caixa Econômica, QUE SOMOS NÓS!)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Rombo no PanAmericano vai a R$ 4 bi

Rombo no PanAmericano vai a R$ 4 bi e BTG faz oferta | Valor Online

Quando anunciaram o rombo de R$ 2,5 bilhões já havia comentado sobre a existência de uma 'quadrilha' agindo de forma coordenada enquanto havia 'interesses a serem preservados'.

Afinal de contas qual é o rombo do PanAmericano? Será que a contabilidade dessa entidade está tão estranha que ninguém consegue fazer as contas certas? Nem mesmo o BACEN?

Há algo muito poderoso rondando esse escândalo financeiro. Quem será que anda por trás? E que poder, hem?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Após rombo, Carrefour vai refazer balanço

ViewFenacon
É uma pena que as informações que estão sendo divulgadas pelos jornais tragam mais confusão ao mercado.

Fica a impressão de que os ajustes que foram decididos agora, diferente ao estabelecido anteriormente; e possam trazer perdas aos investidores, fornecedores, colaboradores, etc.

É preciso maior responsabilidade na divulgação nesse tipo de notícia.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

RFB lança cartilha explicativa sobre o Regime de Tributação Unificada

Contadores.cnt.br - Seu portal contabilista

Claro que eu posso estar equivocado. Só que esse tipo de notícia da Receita Federal, 'beneficiando' os micros sempre me faz ficar de 'orelhas em pé', como se dizia antigamente...

Tomara que isso não represente um desaguar de mercadorias (que chegam pelos portos e aeroportos brasileiros) 'carimbadas' como vindas do Paraguai.

A redução dos tributos compensa largamente a possível valorização do Real perante as demais moedas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

12 de Janeiro - Dia do Empresário Contábil

Portal Contábil SC | Unindo a Contabilidade Catarinense

Aproveito a nota enviada pelo Portal Contábil de Santa Catarina, para cumprimentar a todos os amigos que são empresários da contabilidade.

Que as profundas mudanças que ocorreram nestes últimos anos proporcionem a evolução profissional e pessoal daquele que se dedica e zela pelo conforto e manutenção dos bens das famílias, no mundo todo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As inconsistências contábeis do PanAmericano

Chimpanze pensando Normalmente encontro muitas explicações – que poderiam ser chamadas de “acusações gratuitas” – que causam grande confusão aos leitores, afastando-os da busca pela Verdade ou, o que é igualmente danoso: ao ser revelada a Verdade a notícia já não desperta o mesmo interesse.

Fica, somente, as acusações iniciais, de responsabilidade duvidosa, divulgadas pelos jornais e revistas. Cristalizam, como no presente caso, perguntas inadequadas, como:

  • Qual o papel da Contabilidade?
  • Que segurança há no parecer dos auditores independentes?
  • Afinal, para que serve a auditoria?

Assim como ficam perdidas no tempo as razões para fatos ocorridos no início da década, nas empresas norte-americanas, temos de ter consciência a importância de buscar-se as razões para o que aconteceu com o PanAmericano. É uma questão de espera responsável, sem acusações precoces e infundadas.

Muito interessante, por isso, a forma abordada pelo Sr. Paulo Caetano no artigo sobre as tais “inconsistências”, abaixo reproduzida.

É preciso responsabilidade para que os caminhos fiquem mais seguros para todos. E é com serenidade que devemos aguardar todos os esclarecimentos sobre esse caso.

 

As inconsistências contábeis do PanAmericano

22/11/2010 - Paulo César Caetano de Souza (1)

Foram atribuídas a “fraudes contábeis” as quebras de megaempresas, entre elas a Ahold, Enron, WorldCom, Vivendi, Stanley Steel e Parmalat, fatos que ainda hoje dão o que falar, na época surpreendendo e abalando acionistas, consumidores e todo mundo.

Arranhada também saiu a contabilidade, citada nesses casos como a caixa de Pandora, fonte de irregularidades, peças falhas ou falsas, apresentação de informações inverídicas, maquiagem de balanços, acusações não inteiramente descabidas - tanto que um contador chegou a se suicidar -, mas injustas na dose da responsabilização. Será que os altos dirigentes das empresas não sabiam de nada?

“Inconsistências contábeis” é a expressão que tem sido utilizada para tentar justificar a crítica situação do banco PanAmericano, que, para não fechar as portas, amargando um calote gigantesco, obteve um socorro de R$ 2,5 bilhões garantido por patrimônio do grupo controlador Sílvio Santos.

Na defesa da ciência contábil e no interesse da sociedade, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) decidiu investigar o que aconteceu de fato; verificar se as normas de contabilidade vinham sendo obedecidas e esclarecer que inconsistências são essas. O novo momento vivido pela contabilidade no país é de absoluta segurança técnica, científica, ética e transparência, marcado pelo Sistema Público de Escrituração Digital e pela convergência das normas contábeis brasileiras às internacionais. Em caso de fraude ou omissão de profissionais que trabalham na contabilidade do banco ou de auditorias contratadas, restará a punição na forma da lei.

Empresa nenhuma desmorona de uma hora para outra, causando espanto que a Caixa Econômica Federal tenha recentemente manifestado interesse e efetivamente fechado negócio com o Panamericano, comprando 35,54% das suas ações, um negócio analisado, aprovado e avalizado pelo Banco Central.

Bem sabemos que a injeção para tentar salvar o moribundo vem das próprias instituições financeiras que bancam o Fundo Garantidor de Créditos do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Mas seja como for, os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, devem explicações à população brasileira e principalmente aos crédulos investidores e clientes do PanAmericano.

Nosso particular interesse de tirar a limpo essa questão é para devolver à contabilidade a consistência que ela conquistou como ciência que cria valor e sustenta o crescimento econômico e social, por coincidência, um dos temas do Congresso Mundial de Contadores que acaba de ser realizado em Kuala Lumpur, na Malásia. Mudanças contábeis estão ocorrendo em todo o mundo, e elas vêm para garantir veracidade e confiabilidade ao mundo dos negócios.

(1) Paulo César Caetano de Souza; Contador; Empresário da Contabilidade; Presidente do CRCPR.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Um pouco de nossa história recente



É cada vez mais comum a sensação de que “o passar do tempo tem transcorrido de forma mais célere”...

A maioria das pessoas consegue reter fatos ocorridos na semana passada. E isso graças a uma enorme quantidade de revistas semanais que são consumidas (em alguns casos) de forma voraz. Também temos alguns programas televisivos que servem para fazer um resumo sobre as principais notícias “acontecidas” no decorrer da semana. Claro que há vários jornais com notícias e fatos (quase sempre interpretados), que reforçam ou dão mais detalhes.

Há uma parte (pequena, ainda) que lê comentários e informações por e-mails (“span”) que circulam enchendo as nossas lixeiras eletrônicas, ou mesmo pela Internet, que podem ter abrangência superior a uma semana.

Como a grande maioria das pessoas se vale dos mesmos recursos é natural que nas conversas as pessoas se sintam “totalmente inseridas no contexto”. Estão “up to date” em termos de informação julgada suficiente para “manter uma conversa minimamente inteligente” com qualquer outra pessoa.

Seus julgamentos são meras repetições das que conseguiram absorver nesse universo de informações. Acompanhando, cada um, esse ou aquele “agente noticioso”. Claro que o volume de informações disponibilizado é cada vez maior; sufocante!

Claro que não sou muito diferente dessa grande maioria. E isso é muito triste! Estamos nos acostumando com uma parcela muito pequena do que, realmente, acontece na parte do mundo em que vivemos, independentemente ao tamanho que lhe atribuirmos.

São os tempos modernos. Muita correria, muitas tarefas, necessidade de ser famoso em comunidades, redes sociais ou no twitter, conseguir o maior número de seguidores para os “posts” de seu blog, etc.


A vida está acontecendo fora do mundo real. Ela passou a ser muito intensa no meio virtual; onde solitários sentem que estão num palco de um enorme teatro (ou circo).

Atribui-se um grau de veracidade a tudo que se lê, vê ou ouve. Muitos poucos se mantêm em alerta, com seu senso crítico vívido.  Quase sempre, quando fazem comentários mais amplos e, por isso, discordam do senso comum, são chamados de “chatos” ou “do contra”.

Fiz todo esse preâmbulo para ir ao objetivo desta mensagem; alguns pontos sobre nossa história recente... Entendo que cada notícia ou fato novo com que nos deparamos é consequência de sucessivos fatos ou situações anteriores, onde tudo passa a ser decorrente. Por isso não se pode deixar de lado o contexto. É com o contexto histórico que podemos compreender melhor o outro lado das notícias...

Ainda que o terceiro milênio já tenha vencido sua primeira década, recordo de alguns fatos que aconteceram depois de 1950; e que, ao menos resumida e pontualmente, poderiam ser assim descritos:

·        A década de 1950 é marcada pelo grande desenvolvimento conquistado pelo Brasil, após os efeitos decorrentes da 2ª Guerra Mundial. A PETROBRAS e a VALE, por exemplo, é resultado do sacrifício de tantas vidas. Há um principio de desenvolvimento no Brasil, o que impõe um controle por parte dos países mais desenvolvidos e líderes mundiais (Inglaterra, EUA, França), que observam a atração da política brasileira para uma realidade destoante aos interesses daqueles países.
·         Um dos fatos marcantes foi a morte de Getúlio, em 1954, que posterga por 10 anos os planos de dominação mais “alinhada”. O período JK é marcado pela criação de Brasília, deslocando do Rio de Janeiro para o Planalto Central, a Capital do Brasil. É o início da indústria automobilística (com enormes reflexos na formação profissional e qualificação das pessoas, concentração de riquezas, e escolha do transporte por pneus, substituindo trilhos pelo país).
·         A dívida interna, gerada pelo descontrole da moeda e significativa elevação dos gastos públicos, dá início a inflação, que se tornará crônica, sem meios de amenizar as perdas dos trabalhadores que formam uma massa descontente à política econômica do governo. Estes ingredientes formam grande parte da desculpa principal para a interrupção do governo civil. Entendo que uma das razões foi o projeto de criação de uma grande hidrelétrica (Itaipu) que tinha projeto e financiamento soviético. Totalmente condenado pelos interesses de dominação das Américas, que já tinha sofrido com a perda de Cuba.

    Começo dos “sem-terra”

    ·         Para superar esse risco foi estabelecido um governo de exceção, militar com princípios rígidos e até muito bem intencionado em seu princípio. A necessidade de prolongamento do período nessa forma de governo trouxe outros reflexos, tais como: (i) mudança no sistema de ensino, que permitia um maior contingente de pessoas ingressar em faculdades e, com isso, migrarem na escalada social; (ii) mudança nas leis sobre a propriedade da terra (PIN, PROTERRA), que ocasionou a “expulsão” dos trabalhadores das fazendas para as cidades. Era o início da formação de favelas por miseráveis, que perderam sua segurança, ainda que tênue, de manter suas famílias com alguma integridade; (iii) eliminação de líderes que se mostravam discordantes com o sistema implantado. A oposição política era mantida apenas para demonstra que o país “tinha uma democracia relativa”.

    Mudanças na Educação fazem com que sejam formadas pessoas sem preparo

    ·         A década de 1970 apresenta indicadores bastante interessantes, de um modo geral.  Foi uma década de grande crescimento econômico. Graças à obtenção de muito capital externo e a manutenção de uma política social repressiva.
    ·         Mantém-se uma inflação oficial relativamente baixa, com exceção dos anos após os choques do petróleo dos países árabes (que foram “convencidos” a converter o resultado da exploração do petróleo em “petrodólares”, ajudando os EUA na continuada emissão de sua moeda). O Brasil não estava preparado para a recessão. Seu parque industrial estava sendo finalizado exatamente no momento da recessão mundial, que elevou a taxa de juros à estratosfera, reduziu as exportações de manufaturados, deixando todas as fábricas prontas e sem ter o que (ou para quem) produzir.
    ·         O Brasil quebrou. Era o início dos anos 1980!

      1980 – Uma década perdida?

      ·         As medidas adotadas – de forma simplificada – provocaram, entre outros: (i) a dispensa em massa dos técnicos e dos profissionais mais experientes, que foram substituídos por subordinados menos experientes e mais “baratos”; (ii) para abrigar o contingente de pessoas experientes e desempregadas, foi instituído o programa da “microempresa”, que permitia que essas pessoas, na forma de pessoas jurídicas, servissem de terceirizados, quando e se fossem necessários; (iii) os contratos de financiamento tinham cláusula limitante de atualização pela correção monetária (20%) independente da inflação que viesse a ser divulgada; (iv) a manutenção de inflação anual na faixa de 200% anuais, que tinham a capacidade de gerar “ganhos” monetários à maioria das empresas. Foi o início da prática de “over-night” que gerava ganhos suficientes para os empresários pagarem sua folha de pagamento, sem gerar maior impacto no desemprego ou falência das empresas; (v) baixa produtividade das indústrias e rígido controle sobre o cambio, além do fechamento do mercado internacional, especialmente para importação de tecnologia. Era o início do período chamado de “estagflação” e atraso em todos os segmentos econômicos.
      ·         Ao final do governo militar, com o compromisso de devolvê-lo à sociedade civil, além do retorno de todos os exilados, com promessa de anistia “ampla, geral e irrestrita”, foi arquitetada a criação de um novo partido que pudesse agregar a maioria dos trabalhadores, especialmente aqueles da chamada região do “ABC paulista”. Era a criação do Partido dos Trabalhadores, arquitetado por um General. Havia grande receio que o retorno de alguns líderes exilados pudesse mudar, de forma radical, o modelo que estava instalado no país.
      ·         A inflação, até o ano de 1984, seguia de forma equilibrada em patamares ao redor de 200% anuais. A magia da política econômica impedia que a retroalimentação inflacionária causasse uma espiral infinita de crescimento, onde ninguém mais conseguiria ter controle e governabilidade.

        A Nova República - 1985

        ·       A nova república inicia com sérios problemas. Além da morte do Presidente escolhido (Tancredo Neves) e da escolha de seu vice, para tentar acomodar as divergências entre militares e civis, houve a manutenção do mesmo ministério, escolhido pelo falecido presidente eleito, sem que houvesse um plano de governo, elaborado e/ou conhecido pelo vice, que ocupava seu lugar.

        ·         Esse início é marcado pela vingança, exercida especialmente por alguns dos ministros de governo. Além disso, “desmontou-se” totalmente o complexo econômico que mantinha as taxas de inflação anuais de forma “equilibrada”. Foi o início do total descontrole sobre a moeda. Começamos a ter índices oficiais de inflação elevados à estratosfera. Era o ano de 1985, que havia recebido uma grande riqueza com o resultado da produção agrícola recorde da safra 84/85. Inaproveitada!

          Início dos Planos Econômicos
          ·         1986 teve o Plano Cruzado, que provocou um congelamento dos preços de forma impositiva. De início essa estabilidade de preço provoca uma maior demanda à indústria, que vinha produzindo muito abaixo de sua capacidade instalada e que sobrevivia graças às práticas financeiras de “over-night”. Com essa política financeira, aliada à inflação, os resultados financeiros eram, normalmente, maiores que o resultado alcançado com a atividade operacional.
          ·         O aumento da demanda às indústrias e serviços em geral, gerou o caos. Ficou patente a incompetência que o quadro de pessoas, mantidos sem aprimoramento técnico e sem desenvolvimento de líderes, tinha em acompanhar a retomada da produção em maiores volumes, mesmo que bem aquém de sua capacidade instalada. A procura é o mais natural dos elementos para elevação de preços e, consequentemente, da inflação. O Plano Cruzado, até por razões políticas que não permitiram que o mesmo fosse ajustado às novas realidades, foi um grande fracasso.
          ·         Como sinal claro de que a teimosia é bem maior que a razão, em 1987 houve um novo plano econômico: o Plano Cruzado II, que, assim como os vários que lhe seguiram, resultaram em grande fracasso. Não havia mais credibilidade nem confiança. O governo adotava a truculência para tentar fazer valer suas determinações.
          ·         Em 1988 o país ficou aguardando a grande panacéia. Com a Assembléia Constituinte instalada foi elaborada a Constituição Cidadã, que conseguiu multiplicar os problemas (que causam reflexos até os dias atuais) além de provocar a ingovernabilidade, por não definir a forma de governo que o país teria. Ficamos entre o parlamentarismo e o presidencialismo, escolhendo o que há de pior em cada um deles.

            Voto direto para presidente da república

            ·         1989 é marcado pela peleja entre “Deus e o Diabo”. Era a primeira eleição direta para presidente da república. Um marco da democracia! O voto passou a ser plebiscitário, sem qualquer importância a apresentação de um modelo de governo, que viesse a ser apresentado pelos candidatos. O eleitor – considerado pela massa de votos – passou a ser um “maria vai com as outras”. Já demonstrava baixa capacidade de discernimento e de avaliação.
            ·         O governo Collor, primeiro eleito após quase trinta anos de exceção, produziu impactos fenomenais, tais como: sequestro da moeda de toda economia, abertura do mercado para importação de máquinas e tecnologia (não foi só para automóveis, substituindo as famosas “carroças”). Algumas das consequências: corrupção política, insatisfação de velhos caciques que, ainda que não tivessem coragem de serem governantes não abriam mão de sua condição de dominantes, e aumento da violência urbana. Tudo isso levou o presidente à renúncia, sendo substituído pelo seu vice.
            ·         O término do mandato pelo vice é cheio de contradições e sem objetividade. Marca-se apenas a questão da possibilidade de reeleição aos cargos executivos. Prática que passou a ser adotada pela maioria de países latino-americanos. Para o bem ou para o mal.

              O Neoliberalismo

              ·         A política neo-liberal instituída no governo FHC (acompanhando um tendência adotada em outros países) causou novas mudanças. O país passou a ser vendido sob argumentos nem sempre revelado (privatização). Institui-se o Plano Real que traz forte impacto à economia em geral. A estabilidade de preços provoca uma elevação significativa de consumo e exige gestão profissional e competente dos negócios. O aumento da renda da população é acompanhado pelo crescente número de falências. Entrega-se um grande volume de recursos aos bancos (PROER). A taxa de juros sobe e a inflação e o câmbio são mantidos por força do governo.
              ·         Essa mudança provoca, em vez de um desenvolvimento sustentável, a geração de oportunistas e a corrupção torna-se cada vez mais comum. Os efeitos da globalização, até por conta da tecnologia que proporcionava maior facilidade de comunicação instantânea, passa a interferir nas decisões e nos negócios.
              ·         O sonho acaba em 1999, com a desvalorização do real e incertezas causadas pela necessidade de ajuste da economia americana, para fazer frente às suas perdas sucessivas e término de um “governo de sonhos”. A economia real mostra sua força ao provocar a quebra da nascente “economia virtual”.
              ·         É nesse clima de incerteza e recessão que o governo Bush inicia timidamente seu governo em 2001. A promessa de que ”não haveria apagão na Califórnia naquele ano” terminou com a quebra sucessiva de várias gigantes americanas (será que a verdade virá à tona algum dia?). O retorno de sua credibilidade deu-se graças ao atentado de 11 de setembro, que vitimou milhares de pessoas e trouxe uma política xenófoba e afeita ao combate e uso de armas, que perdura até hoje, mesmo que em menor escala.
              ·         Buscando manter a economia interna os EUA alimentam uma bolha que facilita o crescimento de vários setores industriais no Brasil. Apesar das dificuldades era como se vivêssemos “anos palidamente dourados”.
              ·         Isso produziu o final das possibilidades de continuidade do governo FHC, substituído por Lula com grande esperança de mudanças sociais e estabilidade no campo (onde os chamados “sem-terra” promoviam ações reivindicando direitos, cada vez mais distorcidos).

                Fome Zero

                ·         O novo governo promove ações de impacto no meio das populações carentes. O sucesso da medida faz com que o programa não busque as alternativas necessárias para promover o desenvolvimento social sustentável dessa camada da população. Ao contrário, a quantidade de carentes começa a aumentar e há muita corrupção e desvios dos recursos do governo.
                ·         Há uma continuo aumento da carga tributária, aliado a uma política de juros elevada (demora a iniciar sua redução gradual), que dificulta a geração de emprego e riqueza distribuída. Agrava-se a situação e as ações dos “sem-terra”.
                ·         A política de auxílio do governo garante facilmente a continuidade do governo. A oposição vai ficando cada vez menos atuante e sem objetivos claros. Passa a haver uma briga partidária, com “troca-trocas” cada vez mais intensos, na busca dos “favores” do governo. Essa é uma herança da Constituição Cidadã de 1988. Sem os favores do executivo aos membros do legislativo, em troca de aprovação das Medidas Provisórias, não há governabilidade.
                ·         A gestão do governo é baseada na edição de uma enormidade de Medidas Provisórias e textos legislativos confusos e trapalhadas crescentes no Congresso. Fica cada vez mais difícil distinguir quem é quem nos partidos. É o fim da Democracia Representativa. Os candidatos eleitos, em sua maioria, passam a ter compromissos exclusivamente de ordem pessoal, sem que haja qualquer mudança do comportamento, mesmo com renúncias, expulsões e cassação de mandatos. O circo passa a ser o grande espetáculo divulgado pelas mídias, sem trabalho efetivo e objetivo por parte dos congressistas. Desde a era FHC, tornou-se comum a instalação de CPI’s ou CPMI’s; um meio para o sucesso midiático de muitos. Ainda que sem nenhum resultado prático.




                  ·         Muitos escândalos são revelados. Depois de algum tempo tudo é esquecido. Especialmente pela revelação de um novo escândalo, normalmente maior que o anterior.
                  ·         Os empregos gerados não atraem mais os trabalhadores, especialmente aqueles das classes carentes. A segurança do programa assistencial é muito maior, e os ganhos bem melhores, que o possível de ser alcançado com a “carteira assinada”. Institucionaliza-se uma nova classe social de dependentes crônicos dos cofres do governo.
                  ·         O mundo passa por um desenvolvimento que não é acompanhado pelo Brasil. Não há aproveitamento das várias oportunidades de consolidação de uma política econômica sustentável.
                  ·         A educação torna-se banal. É fácil conquistar um diploma, inclusive de pós-graduação, mestrado ou doutorado. Os formandos são cada vez mais jovens. E sem qualquer experiência prática. A sabedoria conquistada ela experiência passa a ser secundária.
                  ·         A gestão do conhecimento, o capital intelectual, a inteligência competitiva e a inteligência de mercado requerem uma formação diferente da oferecida pelas escolas. É preciso aliar vários fatores, tais como conhecimento transdisciplinar, atitude resiliente, criatividade, observação e, principalmente, uma capacidade de “ligar os pontinhos”.

                    Início de uma nova era

                    ·         Em 2007 ocorre um fato importante. É sancionada a Lei que altera a legislação societária e dá nova forma para os demonstrativos financeiros das empresas. Com a aprovação dessa lei o Brasil conquista, quase que imediatamente, a condição de Investment Grade que proporciona a substituição das dívidas por investimento de capital. Há euforia e muita bobagem dita pelas autoridades econômicas do Brasil.
                    ·         A moeda brasileira passa a ser valorizada, especialmente frente ao dólar americano, provocando distorções superadas parcialmente pela ginástica (ou jogo) em derivativos financeiros.
                    ·         A explosão da bolha imobiliária, nos Estados Unidos, em 2008, que já vinha dando seus sinais ao longo de 2007, provoca uma reação global de recessão e crise financeira. As medidas tomadas pela política econômica nacional são tímidas, gerando – para manter o crescimento – outras bolhas, ou bolsões, que tem tempo limitado de duração.


                      ·         É nesse ambiente, de muitas mudanças rápidas e muitas incertezas, que o país se prepara para: (i) mais um ano eleitoral; (ii) superar as fatalidades ocasionadas pelo clima; (iii) iniciar planos de infra-estrutura para recepcionar eventos internacionais (copa mundial de futebol e olimpíadas); (iv) posicionamento internacional; e, política econômica, social e ambiental.
                      ·         Recursos naturais, como gás ou petróleo do pré-sal, são incógnitas. Não há como anteciparmos qualquer resultado que os mesmos trarão, nem se serão bons ou não.
                      ·         Continuamos com problemas básicos, que apenas vêm se agravando, como: Reforma Política; Reforma Administrativa; Reforma Judiciária; Reforma da Previdência; Reforma Fiscal; Reforma Tributária; Responsabilidade Ambiental; etc.


                        Cada um de nós tem o seu contexto próprio. Os dados acima fazem um pequeno pano de fundo para a forma de análise que aplico em cada fato que me chega. Espero não ter sido muito enfadonho ao tentar demonstrar a importância que há em se ligar os pontinhos a cada nova informação que recebemos.

                        Afinal há sempre algo além do que é divulgado, que deve ser buscado para podermos ter um pouco mais de base na formação de nossa opinião.

                        sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

                        Dinheiro na mão é vendaval... é vendaval...

                        Na imagem abaixo há linhas que não existem; são criadas em nossas mentes. Temos essa característica. As vezes vemos o que não existe e, quase sempre, não conseguimos enxergar o que há de REAL...
                        Você se lembra... Foi o Grande Paulinho da Viola, quem compôs a música que tinha parte de sua letra, conforme abaixo:
                        Dinheiro na mão é vendaval É vendaval Na vida de um sonhador De um sonhador Quanta gente aí se engana E cai da cama com toda ilusão que sonhou E a grandeza se desfaz Quando a solidão é mais Alguém já falou Mas é preciso viver E viver não é brincadeira não Quando o jeito é se virar Cada um trata de si Irmão desconhece irmão E aí dinheiro na mão é vendaval Dinheiro na mão é solução E solidão
                        A manchete do Valor Econômico apresenta a notícia: "BNDES terá R$ 100 bi do Tesouro" me deixou pasmo... Vejam só... De uma hora para outra é feito um "aporte" do Governo ao BNDES para que ele atenda a necessidade de recursos financeiros para a continuidade das atividades das empresas.
                        Brilhante! É uma forma muito objetiva para que não haja descontinuidade no desenvolvimento da economia do país.
                        Será que a coisa funciona, realmente assim? Aparentemente os recursos serão destinados às empresas que não necessitam, tanto assim, desse tipo de alavancagem; a tendência é que as empresas que realmente buscam crédito fiquem forma dos critérios de escolha do BNDES.
                        Por falar nisso... será que alguém já conseguiu saber quais serão os critérios estabelecidos? Parece que a coisa será decidida de acordo com a política da conveniência... coisa de país democrático e coisa e tal...
                        Outra questão que me parece importante e muito oportuna, é a forma pela qual o BNDES e outros bancos que venham a emprestar dinheiro às empresas, farão a análise do credor. Com tantas mudanças na forma de elaboração e apresentação das Demonstrações Financeiras (perderam a denominação de Demonstrações Contábeis) será que os departamentos de análise e crédito estão preparados para encontrar a forma certa para avaliar as empresas...
                        Tenho muitas dúvidas... As empresas de um modo geral e os próprios auditores, responsáveis pela certificação das demonstrações das empresas estão muito cautelosos, já que há muitas dúvidas que sequer foram, ainda, identificadas.
                        E aí BNDES? E aí Bancos Comerciais e de Investimento? Vocês já tem essa questão equacionada? Ou será que os créditos que forme dados a entidades sem nenhuma condição de prosperidade e liquidação de seus compromissos serão, novamente, cobrados da sociedade num novo PROER?
                        Olho Vivo, gente!!!
                        Onde estão as linhas (especialmente as linhas de crédito) verdadeiras? Será que só conseguimos falar das que não existem?