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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Sua empresa está preparada para a próxima crise?

 Sua empresa está preparada para a próxima crise?

Os 4 princípios que separam quem atravessa de quem afunda


Nenhuma empresa planeja passar por uma crise. Mas toda empresa, em algum momento, vai passar por uma. Pode ser um acidente na operação, uma denúncia, um fornecedor que quebra, uma notícia negativa que viraliza ou uma retração brusca de mercado. A diferença entre quem atravessa e quem afunda raramente está na sorte: está no preparo.

Crise, por definição, reúne três características: é inesperada, cria incerteza e exige resposta imediata. Essa combinação é exatamente o que faz o pânico tomar o lugar do planejamento. Por isso, o plano de crise precisa existir antes da crise — e precisa ser simples. Um documento de cem páginas não será lido na noite em que tudo dá errado.

Na prática, um plano enxuto se sustenta em quatro princípios, nesta ordem:

1. Proteger pessoas primeiro

A primeira pergunta diante de uma crise não é "quanto vamos perder", e sim "há alguém em risco?". A segurança de colaboradores, clientes e do entorno vem antes de qualquer outra preocupação. Além de ser a decisão correta, é a que define a reputação da empresa na sequência: resposta rápida e cuidadosa gera respeito; resposta lenta gera indignação.

2. Proteger os ativos

Em seguida, o foco vira o que mantém a empresa viva: patrimônio, caixa e operação. O que pode ser segurado precisa estar segurado. O que pode ser isolado precisa ser isolado — uma unidade com problema não pode contaminar o resto do negócio. Essa etapa é muito mais fácil quando a empresa já fez o dever de casa: mapa de riscos atualizado, backups de sistemas e contratos de contingência.

3. Comunicar com fatos apurados

Aqui mora o erro mais comum. Na pressa de responder, a empresa divulga versões incompletas — e depois precisa se desdizer, o que destrói credibilidade. A regra é inversa: primeiro apurar, depois falar. E falar por um único canal, com um único porta-voz e uma única versão oficial. Silêncio organizado de algumas horas vale mais do que uma nota apressada.

Um exemplo prático: uma empresa de serviços recebeu uma denúncia em uma rede social. A diretoria quis responder na hora. O comitê de crise segurou a resposta por algumas horas, levantou os fatos e descobriu que a denúncia se referia a um caso já resolvido — publicou então uma nota com evidências. O assunto morreu no mesmo dia. Se tivesse reagido no impulso, teria validado a acusação e alimentado o debate.

4. Aprender e corrigir depois

A crise não termina quando a notícia some. Termina quando a empresa identifica as causas, corrige os controles e atualiza o plano. Sem essa etapa, a próxima crise será igual — ou pior. Empresas que transformam crise em aprendizado saem mais fortes; as que fingem que nada aconteceu repetem o ciclo.

O que fazer na prática

  • Defina um comitê de crise — mesmo que de duas ou três pessoas — com um porta-voz único;
  • Escreva um plano de uma página: pessoas → ativos → comunicação, com nomes e telefones;
  • Simule uma crise uma vez por ano; um exercício de mesa já revela as lacunas;
  • Depois de qualquer incidente, registre a causa e ajuste o controle interno.

Cada empresa tem o seu risco, o seu porte e o seu momento — vale sempre a análise individualizada por profissional habilitado. Se você quer revisar o plano de crise da sua empresa, vamos conversar. Só precisamos conhecer suas demonstrações contábeis.

Ensaio para gestão de crise preparado por ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA, sócio e responsável técnico da Siqueira & Associados Auditores Independentes, em 19 de outubro de 2026.

Faça contato através de:
a) WhatsApp – 41 9977-4426

b) E-mail – siqueira@siqueiraeassociados.net.br

 

Governança corporativa não é só para gigantes

 

Governança corporativa não é só para gigantes

O que a empresa familiar perde sem regras claras


Quando se fala em governança corporativa, a imagem que vem à mente é a de conselhos de megacorporações listadas em bolsa — nunca a da empresa familiar de médio porte. Mas essa distância é ilusória: qualquer organização, inclusive a de controle familiar, depende de regras claras para crescer com previsibilidade, proteger o patrimônio e atravessar a passagem de geração sem desgaste.

Não se trata de preconceito com empresas familiares — afinal, todas as grandes corporações do mundo começaram assim. A questão prática é outra: o que separa uma empresa profissional de uma não profissional não é quem controla o capital, e sim como os sócios conseguem separar os interesses pessoais dos interesses da organização.

O que é profissionalismo na prática

Profissionalismo, no sentido que importa, combina cinco elementos: conformidade técnica, prática, habilidades, padrões de conduta e retorno financeiro. Uma empresa é profissional quando se orienta por esse conjunto — apoiada em práticas de governo que garantam sua perenidade e a realização de seus objetivos.

Na minha experiência, empresas de controle familiar aparecem em perfis distintos: a empresa que sustenta a família, a herdada, a de capital aberto com controle familiar, a controlada por family office (escritório de gestão do patrimônio familiar) e a construída por um empreendedor. Os faturamentos vão de milhões a bilhões; os clientes, de pessoas físicas a grandes companhias. Um aprendizado se repetiu em todos os perfis: empresas familiares não são, invariavelmente, não profissionais. A profissionalização é uma decisão de gestão, não uma consequência do tipo de acionista.

Quem governa a empresa: os órgãos de governo

Governo tem relação com direção e controle. Toda empresa conta com um conjunto de órgãos que formam as bases do seu governo:

  • Sócios ou acionistas — os portadores do poder econômico, proprietários da empresa.
  • Contrato social ou estatuto — o documento que estabelece objetivos, forma de governo e regras.
  • Representantes dos sócios — conselheiros ou gerência nomeados para conduzir os negócios.
  • Gerência — quem executa o dia a dia, por indicação dos sócios ou de seus representantes.
  • Órgãos de assessoramento — conselhos consultivos que aconselham sem substituir a gestão.
  • Legislação e regulamentos — o conjunto de leis que enquadra a operação.
  • Órgãos externos de regulação e supervisão — instituições que fiscalizam o cumprimento das regras.

O que esses órgãos buscam garantir é transparência e isenção no processo de decisão, com responsáveis passíveis de cobrança. Um certo conflito entre o poder econômico (interesse financeiro) e o poder político (gestão e decisão) é até saudável: é o equilíbrio que evita decisões tomadas no impulso ou em benefício de um só.

Riscos: o que pode tirar o sono — e o caixa — do empresário

Gestão de riscos é, em essência, a quantificação de eventos que podem se materializar, combinada com ações para mitigá-los. Quantifica-se com modelos financeiros e histórico de ocorrências; mitiga-se, por exemplo, transferindo o risco. Calcular o fluxo de caixa é uma forma simples de quantificar; contratar hedge (proteção) para fixar o preço de uma matéria-prima ou de uma moeda é uma forma de transferir.

Costuma-se ver gestão de risco como perda de tempo — até que algo dá errado. Quando a perda acontece, todos correm atrás de responsáveis, mas o principal — mitigar e reagir rápido — segue sem dono. Toda empresa está sujeita a riscos de:

  • Reputação — ameaça à imagem de produtos e marcas;
  • Regulatório — descumprimento de leis e do marco regulatório;
  • Recursos humanos — escassez de talentos ou turbulência na sucessão;
  • Tecnologia — falhas em sistemas críticos e na segurança;
  • Mercado — desvalorização de ativos;
  • País — instabilidade política, social e econômica;
  • Crédito e financiamento — inadimplência de clientes ou falta de linhas para a continuidade;
  • Desastres naturais — destruição de prédios e unidades.

O primeiro passo prático é desenhar uma matriz de riscos: nela, listam-se os riscos, os controles mínimos, quem responde por cada um e a periodicidade de revisão. Um documento simples, mas que muda o jogo quando a crise chega.

O sistema de controle interno: barato quando feito na hora certa

Alguns elementos de mitigação são de implementação simples e formam a espinha dorsal do controle interno:

  • Auditoria externa. Seu papel é dar uma opinião (parecer) sobre se as demonstrações financeiras foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com as normas legais e contábeis. Ela trabalha por testes — não reconstrói todas as transações — e depende de duas pré-condições: contabilidade formal e controle interno em uso. Sem elas, a auditoria perde efetividade e fica proibitivamente cara. Para o conselho, ela é parte do sistema de checks and balances — freios e contrapesos — que dá tranquilidade na prestação de contas.
  • Auditoria interna. Complementar à externa: foca na conformidade com regras e procedimentos e, por sua proximidade com o negócio, está mais bem preparada para identificar fraudes.
  • Seguros. Transferem riscos para uma seguradora (propriedade, responsabilidade civil, crédito). A seguradora dimensiona o risco e precifica o prêmio — e isso já é uma avaliação externa valiosa do seu negócio.
  • Instrumentos financeiros. Operações de hedge protegem o negócio da volatilidade: fixar o câmbio de uma importação ou o preço de uma matéria-prima são exemplos práticos. Já os derivativos, como o nome diz, têm valor derivado de outro ativo, índice, moeda ou taxa — exigem cautela e entendimento antes de contratar.
  • Licenças e alvarás. Estar em dia significa, na prática, que o negócio cumpre os requisitos para operar. Como são muitos, em órgãos diferentes e com prazos curtos, o recomendável é um controle completo com datas de vencimento e responsáveis.
  • Canal de comunicação. Em operações espalhadas, funcionários precisam ser ouvidos sem medo de exposição. Um canal bem divulgado, ligado a um comitê (RH, jurídico e diretoria) que analisa e responde, evita que a administração seja surpreendida — e o Comitê de Ética, em crescimento, cumpre exatamente esse papel.
  • Plano de gerenciamento de crises. Crises são inesperadas, criam incerteza e exigem resposta imediata. O plano deve ser simples, cobrindo três pontos, nesta ordem: segurança das pessoas e do entorno, segurança dos ativos e comunicação à direção — sempre com os fatos apurados antes de qualquer divulgação.

O que fazer na prática

  • Mapeie quem decide o quê na sua empresa e onde as decisões não estão formalizadas;
  • Liste os riscos que mais ameaçam seu caixa e monte uma matriz simples com responsável e periodicidade;
  • Confirme que a contabilidade é formal e que há controles em uso antes de contratar uma auditoria;
  • Crie um canal para ouvir colaboradores com proteção de identidade e um comitê que responda.

Cada empresa tem sua realidade, porte e momento — vale sempre uma análise individualizada por profissional habilitado. Se você quer discutir governança, riscos ou controles internos na sua empresa, vamos conversar.

Ensaio para gestão preparado por ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA, sócio e responsável técnico da Siqueira & Associados Auditores Independentes, em 19 de outubro de 2026.

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sábado, 1 de agosto de 2015

Vencendo a Crise!

Temos acompanhado as notícias divulgadas pela mídia nos últimos meses; desde a época da frustração com a Copa de Futebol sediada no Brasil, que nos indicam a severidade do momento que teremos de atravessar.
Na minha opinião trata-se de uma crise política de natureza política e, claro, de gestão que compromete a governabilidade e as decisões mais cuidadosas com o interesse do País. De forma sistemática as decisões do Governo têm sido devastadoras à economia e à segurança empreendedora.
Temos algumas realidades que não podem deixar de ser reconhecidas, especialmente no campo do empreendedorismo, que se perpetuam no âmbito empresarial, de uma maneira expressiva.
Há muito pouco interesse, ainda e aparentemente, em fazer com que empreendedores e empresários entendam que houve uma grande mudança nas “regras do jogo” nesses últimos 15 ou 20 anos. É como se – num jogo eletrônico – em que estávamos habituados a “vencer as batalhas virtuais” chegássemos numa nova fase, onde os cenários parecem os mesmos. Só que as regras são totalmente diferentes.
Essa condição ficou ressaltada a partir de 2008, quando o País obteve, por conta da aprovação da Lei 11.638/2007, que mudou as normas brasileiras de contabilidade, o título de “Investment Grade“.
Sim! Foi graças a publicação dessa Lei que houve um crescimento na confiança das informações financeiras a serem apresentadas pelas empresas e não por outra razão política ou de forma de governo!
Exige-se, portanto, que as empresas de um modo geral, independentemente à forma pela qual estejam constituídas, passem a elaborar e apresentar suas demonstrações contábeis com base nas normas brasileiras de contabilidade; que foram harmonizadas com as do IFRS (International Financial Reporting Standards).
Para que haja segurança quanto a adoção continuada dessas normas é essencial que a Empresa adote procedimentos e processos que melhorem seu ambiente de controle interno. Deve-se, portanto, incorporar, no espírito empresarial e no de cada sócio, administrador e colaborador
As Boas Práticas de Gestão
Elas são o meio mais prático para que a Empresa mantenha com menor índice de risco seu desenvolvimento e sua continuidade operacional.
As Boas Práticas Gestoriais substituem, principalmente nas pequenas e médias empresas, o papel que deve ser feito, em qualquer organização, pública ou provada, pela
Governança Corporativa
Esse novo, que parece pomposo demais para as PMEs, é perfeitamente substituído pela adoção de Boas Práticas Gestoriais.
Por isso desenvolvemos vários estudos para que sua empresa possa incorporar as boas práticas e ter todas as vantagens de uma governança corporativa, com menor custo e igual eficiência.
Acreditamos, com base em nossa experiência de mais de 40 anos, que essa “ferramenta” possibilitará aos empresários e empreendedores, vencer a crise instalada no país. Todos já passamos por outras crises… E vencemos! Está requer que haja um reposicionamento de nossas atitudes, bem como a implementaçao de normas e práticas condizentes à nova realidade.
Para iniciar o conhecimento sobre esse tema preparamos um E-book “Governança Corporativa para PMEs“
Consideramos ser esse um tema urgente e atual no ambiente empresarial brasileiro. Nosso objetivo com esse E-book é levantar a discussão da ética nas empresas, em suas diferentes instâncias e equipes, inclusive oferecendo subsídios para os departamentos de recursos humanos levantarem grupos de discussão interna sobre esse tema!
Agradecemos por seus comentários.
Obs.: (caso haja problema com o link acima clique aqui: http://migre.me/qZLt6 ou encaminhe seu e-mail para contato@siqueiraeassociados.net.br )

quinta-feira, 26 de junho de 2014

E a Copa do Mundo está acontecendo… Vamos aproveitar essa oportunidade?

Apesar de todas as manifestações e ameaças do tipo “não vai ter copa” chegamos ao momento de vermos as disputas das oitavas de final.

O clima em geral é bom. Ainda que esteja havendo contratempos em determinadas situações, o clima geral é muito bom!

Os turistas que estão distribuídos por várias cidades brasileiras têm se revelado surpresos e encantados com o brasileiro e as cidades por onde passam. Viramos uma vitrine especial aos olhos de todas as pessoas de todos os lugares do mundo (ou quase todos, ao menos).

Apesar das críticas à FIFA e aos organizadores – especialmente em relação à transferência de poder, direitos e benefícios muito além do que foi concedido à FIFA em outros países – o espetáculo proporcionado pelos jogadores que buscam a superação a qualquer custo, surpreendendo com resultados inesperados…

É uma ótima oportunidade para apresentarmos as várias possibilidades de turismo que muitas das cidades brasileiras (independente a terem sido escolhidas como sede de alguma seleção ou jogo) oferecem aos que visitam o país.

Os vídeos que a FIFA tem divulgado no exterior mostram alguns pontos turísticos de cada estado brasileiro onde são realizados os jogos.

Vejo isso como uma grande oportunidade para agências de viagem e, principalmente, as associações organizadas em cada município aproveitem a onda e passem a divulgar, também, seu calendário de atrações e a estrutura que podem disponibilizar ao turista que nos visita…

Os municípios podem desenvolver programas de cooperação regional, criando pacotes com passeios e atrações que retenham o turista pelos dias que forem adequados para usufruir ao menos das principais atrações de sua região.

A vantagem do turismo é que ele gera uma riqueza para todos e, se soubermos aproveitar essa alavancagem que a copa está oferecendo, de forma contínua. Haverá um relevante aumento do PIB, se houver uma coordenação das ações privadas, da sociedade civil, aliadas com o setor público, principalmente fazendo uma nova política tributária. Nesse sentido aproveito para convidá-lo a conhecer o artigo Brasil só será potência regional com a revisão da tributação de controladas.

Uma organização de entidades fará com que as alegrias vividas nos dias em que são realizados os eventos da copa fique permanente.

E todos continuaram a ter muitos motivos de comemoração!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A nova modalidade de guerra

Estamos falando da água! Esse elemento mineral, essencial à vida de todos os que estão neste “pequenoagua planeta azul” chegou ao máximo de sua exploração e descaso por parte dos humanos, principalemente. Nas palavra do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca de Macedo, o Homem é o único animal que suja (defeca, em suas palavras) a água que precisa para beber.

Não há como rebater esse argumento! Numa rápida comparação entre os chamados “civilizados” e os nativos da região do Xingu, por exemplo, sobram exemplos do respeito que os nativos têm com a vida e com a água. há relatos de meninos, brincando no rio durante várias horas, deixarem o rio para, atrás de uma árvore ou numa pequena moita, deixarem a brincadeira em que estavam para urinar. A necessidade fisiológica era feita FORA DO RIO; preservando a qualidade da água que seria utilizada por outros. Não é admirável?

Com as várias mudanças de nosso clima, ao longo de todo globo, vemos excessos de chuvas ou perídos de estiagem mais longos do que o normal. Com essa situação é natual que haja, mesmo num país tão privilegiado pela natureza como o Brasil, crises de colapso hídrico com restições ao consumo ou crises causadas por enchentes que igualmente afetam tantas cidades brasileiras.

Recentemente vimos pelos meios de comunicação as discordâncias dos governadores dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo sobre os direitos de uso de água do Rio Paraíba. A cidade de São Pulo lançou mão de estoques de água que nunca foram utilizados anteriormente; a chamada “água morta” existente numa profundidade que requer tecnologia especial para sua utilização.

No artigo “Paraíba do Sul, um rio que desperta para sua importância”  é descortinado um pouco mais dessa realidade que vivemos neste momento. E revela algumas verdades, como a descrita na frase a seguir:

“As cidades brasileiras estão, em sua maioria, de costas para seus rios. No Vale do Paraíba essa realidade começa a mudar e o rio assume a centralidade em um debate que vai além da simples distribuição de suas águas em partilhas políticas.”

A Sociedade, de uma forma geral, é extremamente complacente com os dirigentes governamentais em relação à falta de ação para a manutenção e construção de infraestrutura necessária para a proteção dos mananciais, no impedimento de deixar dejetos serem livremente jogados nos rios, no uso racional da água, enfim.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Possível caminho à evolução

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As questões da administração pública podem ser solucionadas com um pouco de criatividade. E trabalho, claro!

Infelizmente parece que a maioria dos administradores públicos têm apenas um foco: criar as condições necessárias para sua reeleição ou fazer seu sucessor, de modo a garantir sua perpetuidade no poder.

Parecem todos macaquinhos amestrados e adestrados no roubo do erário. Sem dó nem piedade! São exímios criminosos, de crimes nem sempre percebidos pela sua matéria difusa…

E todos, sem excessão, apresentam sua carinha simpática, sempre querendo que você lhe ofereça mais banana (voto, melhor dizendo).

Temos de ter responsabilidade em todo esse processo. De nada vale estendermos nosso dedo, apontando outros culpados pela mazela que vivemos e vivem a grande maioria dos brasileiros. Estamos, além de arrogantes e ignorantes, nos transformando num país de medíocres.

Acho que uma das formas de agir ainda é mediante um processo de coleta e disseminação de boas ideias, apresentação de soluções possíveis e dar a maior divulgação possível ao fato; apresentando essas ideias a vereadores, prefeitos, deputados, senadores, etc. Quanto maior o número de pessoas conseguirmos fazer vibrar numa mesma tônica, mais próximo estaremos de um bom resultado.

Um de nossos problemas é a Energia, que vem tendo apagões e, com a expectativa de elevação da demanda a partir da aceleração motivada por obras para a copa, todos teremos problemas. Sem energia elétrica nada funcionará!

Somos totalmente dependente desse tipo de energia!

Ao mesmo tempo vemos os problemas causados pelos lixões e pelo descaso público em relação à gestão do mesmo. Enchentes programadas vêm ocorrendo por conta da falta de educação da população e da inoperância do Estado de um modo geral. O lixo se acumula e causa outros problemas inerentes à população, como doenças e a proliferaão da dengue (por ex.), que é um flagelo, também, na produção econômica das cidades.

Busquei reunir algumas notícias que permitem uma reflexão e, principalmente, o início de alguma ação reparadora, criativa e geradora de riqueza a todos.

Inicialmente faço uma reflexão sobre a nossa grande capacidade de geração de energia renovável, de fonte limpa e praticamente inesgotável. Sobre esse tema veja o comentário em Falta pouco para termos energia eólica – A nossa grande capacidade de geração decorre da abundância de Sol em todo país.

Resolvendo as questões de energia e da gestão dos lixões que estão começando a sufocar várias cidades brasileiras, vale a pena conhecer as soluções relatadas em texto sobre a geração de energia elétrica a partir de resíduos sólidos urbanos ou em forma de educação às pessoas, conforme a reportagem em Santa Catarina, no Dia do Meio Ambiente, nos apresenta.

Quando falamos em educação ambiental o pensamento que vem, normalmente às pessoas é “economizar água”. Sem dúvida qualquer desperdício deve ser evitado, sob pena de ser reconhecido um “estado de burrice e/ou estupidez” daqueles que o fazem. Na realidade – acreditamos – o cuidar do ambiente vai bastante além. Ele depende de uma disciplina de consumo, onde iremos, sem dúvida, gerar menor quantidade de lixo, poluindo menos o meio ambiente e protegendo o local em que vivemos. No site da AMBIENTE BRASIL vemos que é necessário que os municípios acabem com seus lixões até 2014!!!

A meta já nos parece meio inviável, até pela vontade do administrador público estar focada apenas na construção de estádios (ops, Arenas como gostam de denominar esses enormes elefantes brancos).

Vamos acordar para as nossas necessidades e emergências! Vamos convocar os políticos e empresários que possam, de alguma maneira, iniciar e dar seguimento às várias ideias que este grande país ainda oferece.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Proibido, na Europa, uso de pesticida, que matava as abelhas...

Esta é uma notícia que vale a pena ser divulgada. Felizmente em algum lugar deste planeta alguém começou a olhar para as abelhas...

Elas estão, infelizmente, morrendo. No mundo todo; inclusive aqui, no Brasil!

A falta de atenção para esse importante inseto, que dá, de forma incansável, a vida a todos deste planeta pode, em pouco tempo, levar toda a vida animal e a maioria da vida vegetal à extinção.

Leia com atenção e faça o que estiver ao seu alcance.

Cara comunidade da Avaaz,

Conseguimos -- a Europa acabou de votar uma proibição aos pesticidas de abelhas! Grandes empresas como a Bayer lutaram com toda força contra a proposta, mas o poder popular, a ciência e a boa governança foi mais forte!!

Morte das abelhas na Alemanha
Abelhas "morrem" em frente à sede da Bayer em Colônia, na Alemanha
Vanessa Amaral-Rogers, da organização especializada em conservação, Buglife, disse:
"Foi um voto apertado, mas graças à enorme mobilização dos membros da Avaaz, criadores de abelhas e outros grupos, nós vencemos! Não tenho dúvidas sobre o quanto as enchentes de telefonemas e emails enviados aos ministérios, as ações presenciais em Londres (Reino Unido), Bruxelas (Bélgica) e em Colônia (Alemanha), e a gigante petição com 2.6 milhões de assinaturas foram responsáveis por esse resultado. Obrigado Avaaz e a todos que trabalharam tão arduamente para salvar as abelhas!"
As abelhas são responsáveis por polinizar ⅔ de todos os nossos alimentos. Por isso, quando os cientistas começaram a notar que, silenciosamente, as abelhas morriam em proporções aterrorizantes, a Avaaz entrou com tudo, e não parou até alcançar uma vitória. A vitória dessa semana é fruto de dois anos de campanhas que começaram com o envio de mensagens para ministros de governos, organização de protestos para chamar a atenção da mídia junto com criadores de abelhas, comissionamento de pesquisas de opinião e muito, muito mais. Foi assim que fizemos, juntos:
  • Assegurando a posição da França. Em janeiro de 2011, 1 milhão de pessoas assinaram nosso pedido para a França fazer valer a lei sobre o banimento de pesticidas neonicotinoides mortais. Membros da Avaaz participaram, junto com criadores de abelhas, de uma reunião com o Ministro da Agricultura francês, irradiando força e pressionando-o para que ele não se intimidasse pelo lobby da indústria e mantivesse a proibição aos pesticidas, assim enviando um forte sinal para outros países europeus.

  • Bernie em Bruxelas
    Bernie, a abelha gigante infável, ajudou na entrega de nossa petição com 2.6 mihões de assinaturas em Bruxelas
  • Cara à cara com a indústria. Bayer viu a Avaaz e seus aliados protestarem ferozmente nos últimos 3 encontros anuais da empresa. Os gerentes e investidores da gigante produtora de pesticidas foram recebidos pelos criadores de abelhas, que faziam bastante barulho e carregavam banners enormes mostrando nossa petição de mais de 1 milhão de assinaturas; a petição exigia a suspensão do uso dos neonicotinoides até que os seus efeitos na natureza fossem avaliados pelos cientistas. AAvaaz até mesmo fez uma apresentação dentro do encontro dos investidores, mas a Bayer insistiu no 'não'.

  • Destacando a importância da ciência. Em janeiro de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos descobriu três pesticidas que colocavam as abelhas em risco. Foi aí que entramos novamente, buscando garantir que os políticos europeus respondessem ao apelo dos cientistas. Nossa petição cresceu rapidamente e chegou a 2 milhões de assinaturas. Após várias conversas com tomadores de decisão da União Europeia, a Avaaz entregou as nossas vozes à sede da UE em Bruxelas. Logo depois, naquele mesmo dia, a Comissão Europeia propôs uma proibição de 2 anos aos pesticidas!

  • Marcha dos criadores de abelha
    Criadores de abelhas ajudam a entregar nossa enorme petição em Downing Street, Londres
  • Aproveitando a oportunidade. A batalha para salvar as abelhas pegou fogo nos meses de fevereiro e março. Em toda União Europeia, membros da Avaaz estavam prontos para dar uma resposta enquanto os 27 membros da UE decidiam se aceitariam ou não a proposta de proibição dos pesticidas. Quando grandes países agricultores como Reino Unido e Alemanha disseram 'não', a Avaaz conduziu pesquisas de opinião pública que mostraram que a maioria dos britânicos e dos alemães eram a favor da proposta de proibição. Além disso, membros da Avaaz enviaram meio milhão de emails para os Ministros da Agricultura dos países do bloco europeu. Aparentemente temendo mais os cidadãos do que o lobby da indústria, o ministro do Reino Unido, Owen Paterson, queixou-se de um "ciber-ataque", algo que os jornalistas trataram como uma história a nosso favor! E então veio o Bernie, nossa abelha inflável de 6 metros de altura situada em Bruxelas. Uma forma bem criativa de entregar a petição, enquanto as negociações chegavam na reta final. Os jornalistas cercavam o Bernie, e descobrimos que nossa atuação ajudou a garantir que o ministro espanhol olhasse com mais atenção para a ciência e mudasse o seu posicionamento acerca do tema para proteger as abelhas. Mas nesse dia não conseguimos a maioria necessária para assegurar a proibição.

  • Bernie no The Independent
    Bernie ganha destaque no jornal britânico The Independent
  • Do alerta vermelho para o sinal verde. Em abril, a proposta que poderia salvar as abelhas é enviada ao Comitê de Recursos, dando-nos um raio de esperança se finalmente conseguíssemos trazer mais alguns países-membros para o nosso lado. Na reta final, a Avaaz junta-se à outros grupos como a Environmental Justice Foundation, Amigos da Terra e a Pesticides Action Network, além dos criadores de abelha e estilistas famosas, para organizar uma ação do lado de fora do Parlamento do Reuno Unido. Na Alemanha, os criadores de abelha lançam sua própria petição no site da Avaaz direcionada ao governo, e 150.000 cidadãos alemães juntam-se à campanha em apenas dois dias; pouco depois as assinaturas são entregues em Colônia. Mais telefonemas são feitos para os gabinetes de ministros em diferentes capitais europeias, enquanto a Avaaz respondia a uma emenda destruidora feita pela Hungria no acordo de proibição e posicionava Bernie, a abelha, novamente em uma ação em Bruxelas. As empresas de pesticidas compraram espaços de publicidade no aeroporto de Bruxelas para chamar a atenção das comitivas diplomáticas, e aumentaram a pressão sugerindo propostas como a plantação de flores selvagens. Mas a máquina de propaganda deles é ignorada.Primeiro foi a Bulgária que mudou de posição. Depois, veio a grande vitória: a Alemanha muda de ideia a favor das abelhas e carimba nossa vitória. Mais da metade dos países da União Europeia votaram pela proibição dos pesticidas!
Conseguir essa vitória foi um processo longo, e isso não seria possível se não fosse a participação dos cientistas, especialistas, oficiais de governo, criadores de abelha e todos os nossos parceiros de campanha. Podemos ficar orgulhosos do que conseguimos fazer juntos!

Forte defensor das abelhas, Paul de Zylva, chefe da Unidade de Polinização e Pesticida da organização Amigos da Terra, disse:
"Obrigado aos milhões de membros da Avaaz que se mobilizaram online e nas ruas. Sem dúvida, a enorme petição e as campanhas criativas da Avaaz ajudaram a pressionar pela proibição dos pesticidas, complementando o nosso trabalho e o de outras ONGs."
Chegou a hora de festejar a conquista desse espaço para uma das criaturas mais importantes e preciosas de nosso planeta. Entretanto, a proibição da UE durará apenas dois anos até ser revisada. E, ao redor do mundo, as abelhas continuam a morrer por causa dos pesticidas que as enfraquecem e deixam-nas confusas, além da perda de seu habitat natural causada pela expansão das cidades. Na Europa, e ao redor do mundo, há ainda muito o que fazer para garantir que a ciência seja a condutora das nossas políticas agrícolas e ambientais. E somos a comunidade perfeita para tornar isso realidade. :)

Com esperança e alegria,

Ricken, Iain, Joseph, Emily, Alex, Michelle, Aldine, Julien, Anne, Christoph e toda a equipe da Avaaz

PS: Vamos continuar nossa luta -- ajude-nos a lançar campanhas rápidas e de impacto sobre questões que são importantes para todos nós: https://secure.avaaz.org/po/bees_victory/?bjQTEdb&v=24680

PPS: Muitas das campanhas da Avaaz, como a campanha criada por um criador de abelhas alemão, foram iniciadas por indivíduos ou grupos de indivíduos. Clique aqui para descobrir como começar sua própria campanha:http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?rba13

FONTES

A campanha das abelhas, e o papel da Avaaz nesse processo, foi mencionada em centenas de artigos. Aqui estão alguns deles:

UE proibirá três pesticidas mortais para abelhas por dois anos (R7)
http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/ue-proibira-tres-pesticidas-mortais-para-abelhas-por-dois-anos-20130429.html

UE proíbe três pesticidas que matam as abelhas (Euronews)
http://pt.euronews.com/2013/04/29/ue-proibe-tres-pesticidas-que-matam-as-abelhas/

Estilistas britânicos fazem campanha para salvar abelhas (Último Segundo)
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2013-04-26/estilistas-britanicos-fazem-campanha-para-salvar-abelhas.html

Proibição de pesticidas procura acabar com massacre das abelhas (PressEurop)
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/3735851-proibicao-de-pesticidas-procura-acabar-com-massacre-das-abelhas

Votacão histórica pela proibição dos pesticidas neonicotinoides causadores do declínio das populações de abelhas (em inglês) (The Independent)
http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/historic-vote-to-ban-neonicotinoid-pesticides-blamed-for-huge-decline-in-bees-8591807.html




A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 21 milhões de pessoas
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Uma Cidade Solar!

Já temos algumas boas experiências com energia renovável no Brasil.

A maioria é de origem eólica. Apesar do Brasil, em sua dimensão continental, receber uma grande quantidade de radiação solar, praticamente durante o ano todo, ainda há poucas unidade de geração com base na energia solar.

Acabei de conhecer um Blog que trouxe uma notícia espetacular, ao menos para quem busca alternativas de energia e que sejam sustentáveis. Trata-se de uma cidade japonesa, na província de Gunma, a 138 km de Tokio, chamada de Cidade Solar.

A surpresa é maior pela solução estar em uma cidade cujo país encontra-se num grave dilema de energia. Sabe que suas usinas nucleares estão necessitando de reparos e, pelos riscos, devem ser descontinuadas. A grande questão é: Onde obter energia?

Claro que a geração nas casas localizadas na cidade de Ota é pequena, em relação à própria necessidade local.

Vemos essa notícia como uma pequena luz que se acende após tantos problemas sofridos pelo Japão.

Que a nota sirva, também, para despertar investidores brasileiros na colocação dessa tecnologia em cidades remotas, sem acesso fácil (e barato) de energia elétrica.

Que sejam estimulados, também, novos produtos, de baixo consumo e maior rentabilidade de energia.

Enfim, que as Luzes sejam acendidas, também no Brasil!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A sabedoria dos antigos e a agrofloresta

Quando os primeiros europeus (na maioria portugueses) chegaram ao Brasil, e passaram a conviver com os nativos encontrados (e que ainda não haviam eliminados) ficaram admirados pela falta de observação que os nativos tinham na preparação de suas roças.

(sim, minha gente, esse papo de que todo índio (nativo brasileiro) é preguiçoso e vagabundo não é verdadeiro. Se alguém duvidar basta ir viver durante um período em uma das comunidades ainda não totalmente contaminadas pelos nossos (maus) hábitos)

Voltando ao assunto: os portugueses ficavam admirados em ver que nos plantios de feijão, por exemplo, eles plantavam, próximas uma das outras, uma grande variedade de sementes de feijão. Na colheita, observavam os portugueses, dignos representantes do Rei e da Igreja, ícones na civilização ocidental, que apenas algumas poucas sementes vinham com muita força na produção. Boa parte produzia uma quantidade apenas razoável e outras sequer produziam…

Eles (os civilizados) ficavam indignados com essa evidente falta de coerência dos nativos. Os jesuítas passaram a pesquisar quais as variedades de feijão eram mais produtivas e decidiram fazer as novas roças apenas com as variedades “campeãs”. Sob protesto dos nativos, que alegavam que não daria certo deixar de plantar as demais variedades, fizeram suas novas roças.

Na primeira safra foi um grande sucesso. com maior área plantada somente com as sementes mais produtivas houve grande fartura e todos se alegraram. Especialmente os jesuítas que acreditavam ter feito “um grande bem à comunidade”.

A segunda safra foi um pouco menor que a primeira; mesmo assim bastante superior ao que era colhido anteriormente…

Na terceira safra houve uma grande invasão de pragas, que provocou uma grande quebra na produção de feijão.

Os jesuítas ficaram impressionados com o aparecimento de tanta praga ao mesmo tempo. Perguntaram, então, aos mais velhos: “O que aconteceu? De onde veio tanta praga?” E eles lhes responderam:

- “Essas pragas sempre existiram. Quando vinha o feijão das várias sementes elas iam e comiam daquela variedade; deixando as outras crescerem em paz. Preferiam aquelas espécies que, na colheita já não apresentavam nenhum grão; já alimentados não apreciavam o “gosto” das outras bagas, deixando-as para nós…”

Partilhavam sua colheita com algumas pragas que eram mantidas sob controle apenas pela diversidade com que faziam suas roças. Quando diminuiu a quantidade de sementes os insetos passaram a aprender a “gostar” também da nova variedade, atacando-as nas safras seguintes.

No artigo Agroflorestas – A Agricultura do Futuro fica evidente que a diversidade na natureza é condição que garante a qualidade e a sobrevivência das espécies.

Essa a principal razão de tantos julgarem danoso ao ambiente a prática da monocultura.

A recuperação das matas e a preservação da natureza depende de nosso reconhecimento da ignorância que nos move. Somos movidos pela ganância que o ganho financeiro proporciona no momento inicial. Continuamos limitados em pensar a longo prazo. Não sabemos planejar o futuro; nos falta o conhecimento que vai muito além do momentâneo ganho financeiro.

Precisamos reaprender economia, dando solidez ao nosso desenvolvimento, mesmo que aparente ser modesto, de forma permanente e sustentável.

É a sustentabilidade que nos garantirá a continuidade; não ganho financeiro baseado na ganância…

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A equação da educação brasileira

Ou quando “Menos” mais “Menos” produz “Mais”… Pena que os determinantes não sejam bons.

É o que revela o Professor Vicente Falconi, ao lado do empresário Jorge Gerdau em um Painel para desenvolvimento sustentável, realizada recentemente.

Menos Educação, Menos Conhecimento, Mais Desperdícios

Ainda que saibamos que o Governo, em todas as instâncias, tem se mostrado totalmente incompetente na questão da Educação, provocando grandes confusões e tomando decisões equivocadas, é importante que o Empresário, as pessoas de um modo geral e as lideranças percebam a necessidade de mudarmos esse quadro dantesco.

Se não houver uma reação positiva por parte das lideranças da sociedade não teremos, em breve, um país em condição de prover o sustento de seus habitantes. Estamos caminhando, celeremente, para o caos…

Segundo Falconi, a aposta no tripé conhecimento técnico, liderança e conhecimento gerencial continua sendo a melhor saída para a inovação. “O líder é um educador. Ele bate metas com o seu time e fazendo a coisa certa. Se você se conscientiza que bate meta com as pessoas, você resolve investir nelas. E o trabalhador só consegue inovar quando é levado a pensar”, pregou Falconi.  Logo, concluiu, não adianta o país deixar a educação básica de lado e tentar recuperar o atraso mais tarde.

É viável promovermos essa mudança em nossas empresas, em nossas organizações sociais e em nossos lares.

Não há mais espaço para a competição sem sentido, que nos trouxe até o momento atual com graves consequências para as economias dos países, das pessoas e – principalmente – do meio ambiente.

Estamos num momento em que a palavra a ser adotada em nossas relações é “Colaborativo”.

É essa a nova forma de atuarmos em nosso trabalho, na escola e na sociedade. Em colaboração com os demais.

Somente com um espírito colaborativo é que passaremos a desenvolver nossa criatividade e a encontrar as melhores soluções para todos os casos.

Aos empresários e aos líderes deixo esse recado: mudem o ambiente interno de suas empresas para que o trabalho colaborativo seja estimulado. Todos irão ganhar, e muito, com isso.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pardinho recebe o Programa Cidades Sustentáveis

Vista na subida de Pardinho

Em tempo de eleição eu normalmente fico meio ressabiado.

Todas as notícias são para divulgar os milagres que serão realizados por este ou aquele candidato, se "eleito for".

Se o candidato é da oposição ao partido do Prefeito atual todas as obras existentes são ruins e todos os problemas são exaltados. Se, ao contrário, o candidato for "sucessor" ou mesmo candidato à reeleição somos brindados com as "fantásticas realizações" de seu governo.

Sou um fã da cidade de Pardinho. Especialmente por sua natureza que, não sendo exuberante como tantas outras, proporciona àquele que a visita um contato fantástico com sua poderosa energia...

Pois bem, agora foi informado sobre a assinatura de uma Carta Compromisso a ser firmada por todos os candidatos. Quem dera mais cidades brasileiras tivessem essa iniciativa cidadã e começassem a dar seus primeiros passos ao desenvolvimento...

Lembrando que desenvolvimento não é sinônimo de "progresso" como tem sido aplicado na maioria das cidades, no mundo todo.

Desenvolvimento está atrelado ao conhecimento das necessidades essenciais de cada pessoa e de sua coletividade. Não deve haver preocupação em acumulação que prive a qualidade de vida; ou mesmo nos prive dela...

Quem sabe Pardinho, com sua poderoso energia consiga fazer com que essa ideia ILUMINE todas as demais

Município de Pardinho recebe o Programa Cidades Sustentáveis | Rede Nossa São Paulo:

terça-feira, 10 de abril de 2012

1 em cada 4 cidades paulistas joga lixo em lugar inadequado


Pelo título da manchete considerei que a notícia é muito boa! Afinal, apenas 25% dos municípios de São Paulo ainda não destinam de forma adequada o lixo gerado em sua cidade...

Pena que, quando vamos avançando nas informações que revelam a forma pela qual o índice definidor dos critérios de classificação são estabelecidos, percebemos que a situação não é tão "positiva" assim...

Infelizmente o lixo nos municípios é gerado por fatores básicos. O principal deles é a ignorância da grande maioria de seus cidadãos. Repare que, quando digo ignorantes não estou me referindo a analfabetos. Grande parte dos ignorantes são até doutores...

Outro fator é o descaso das pessoas que são escolhidas (pelo voto) com o sistema ambiental. Talvez por terem um período limitado de poder entendam que "o tempo é pequeno demais para fazer as coisas certas e necessárias". Ficam, apenas, cuidando do que lhes dá voto e prestígio... Lixo não é uma coisa importante para a maioria de seus eleitores (infelizmente).

Quando vemos regiões como a serra fluminense, onde mora boa parte de pessoas influentes daquele estado, sofrer seguidos cataclismos por responsabilidade direta dos administradores municipais, estaduais e até federais, que foram omissos e oportunistas sem se importarem com as vidas que colocaram em risco, ficamos nos perguntando: "Até quando? até quando a população permanecerá como gado miúdo a caminho de seu destino? Destino que as leva, inexoravelmente, ao abate?"

Vale lembrar também que há o fator da "Comunicação" dos órgãos de imprensa que, por serem "monitorados" politicamente acabam dando as notícias de forma distorcida e extremamente excassa para ser alcançada pela maioria dos cidadãos...

É uma pena! Veja a matéria do Estadão no link abaixo:

1 em cada 4 cidades paulistas joga lixo em lugar inadequado

quarta-feira, 28 de março de 2012

Não deixe isso morrer…

Temos responsabilidades com o futuro… Nosso futuro!

Repassando!

ESTA MÚSICA É DA DÉCADA DE 1970, ANIMOU MUITOS BAILES, MAS CREIO QUE QUASE NINGUÉM ENTENDIA O QUE  HURRICANE SMITH ESTAVA CANTANDO.

AGORA SE VÊ QUE ELE, HÁ QUASE 40 ANOS, JÁ ESTAVA PREVENDO O QUE IRIAM FAZER COM O MUNDO.

ASSISTA AO VÍDEO, VEJA A LETRA DA MÚSICA E OUÇA A MELODIA MARAVILHOSA NA VOZ ROUCA DE HURRICANE SMITH!

VAMOS FAZER COM QUE ESSA MENSAGEM CORRA O MUNDO!

ISSO MESMO, QUEM SABE ASSIM NÓS CONSEGUIREMOS RETARDAR UM POUCO ESSE FIM!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Uma decisão de investidor

Brasil possui a maior carga tributária na América Latina:

Mais uma vez o IBPT presta um excelente trabalho a todos que buscam avaliar as melhores oportunidades para seus investimentos.

Afinal, ainda que a Europa esteja chorando por "suas perdas", há muitos investidores de lá (bem como de outros lugares), que apreciam muito fazer aquilo que sabem fazer muito bem!

Ganhar mais dinheiro!

Para que isso se concretize eles vivem fazendo permanentes pesquisas. Como todos - encantados pelas notícias propagadas - acreditam que o Brasil "É a Bola da Vez!".

Entretanto, para que um investidor obtenha segurança de ter ganhos constantes, sem grandes surpresas, é necessário que seja feita uma análise cuidadosa do "Ambiente Empresarial".

É aí que nos damos mal...

Além de termos uma carga tributária elevadíssima, ainda temos de considerar, no custo desses tributos, o peso da ineficiência do Estado. As empresas têm de pagar para todas as melhorias que necessita em sua instalação, o custo da demora para que suas solicitações sejam atendidas, pagara para ter segurança, etc.

Já passou da hora de tratarmos o Brasil como um país digno para brasileiros, que ainda são honestos e trabalhadores.

Chega de tanto imposto; chega de uma carga tributária tão elevada; toda ela para ser usurpada por uma quadrilha instalada por conta de suposta democracia...

Parabéns a cada brasileiro e ao IBPT, que nos ajuda a alertar sobre a calamitosa situação em que nos encontramos

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Campanha para o bem do Brasil!

O assunto é recorrente…
Já foi postado por mim várias vezes o mesmo tema. Isso sem falar numa dezena de outros blogs, jornais e artigos de especialistas, tratando do mesmo assunto.
Por isso vou colocar apenas algumas chamadas (com os respectivos links, claro) para que possamos disseminar esse conhecimento que anda – por incrível que pareça – oculto de todos.
Vemos os governadores, senadores e deputados brigarem, chorarem, ou falarem muitas bobagens… Isso mesmo, discutem uma grande bobagem chamada pré-sal e os seus respectivos royalties…
O que se está alertando é para uma grande riqueza, provavelmente muito mais importante e muito maior do que a possível com o pré-sal, chamada de NIÓBIO.
Confira alguns dos artigos abaixo:
Além desse, também vale a pena dar uma olhada na denúncia sobre o que anda acontecendo com as fronteiras brasileiras do Norte e os acordos ocultos feitos pelos governantes e/ou líderes de alguns países. Confira em: Roraima e a Serra da Lua: A união indissolúvel do Brasil e as homologações das reservas
Se você ficar interessado há muito mais informações sobre essa riqueza e o destino que tem sido dado a esse minério, inclusive o preço vil com que tem sido praticado a maioria dos negócios realizados.

sábado, 3 de setembro de 2011

A Riqueza que o Governo do Brasil está deixando para os estrangeiros

vende-se

Faz algum tempo que alguns jornais têm noticiado sobre a questão do NIÓBIO. É claro que a grande maioria das pessoas ainda não se deu conta da importância desse elemento químico, cuja ocorrência na natureza é predominante no território brasileiro (especialmente na Amazônia).

Abaixo transcrevo (e destaco) algumas das suas aplicações. Acredito, realmente, que a liga formada com o NIÓBIO, venha a ser uma solução às usinas termonucleares.

Aplicações

O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos. Estas ligas devido à resistência são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias.

  • Usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais.
  • Usado em soldas elétricas.
  • Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em superligas para fabricação de componentes de motores de jatos , subconjuntos de foguetes , ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão. Pesquisas avançadas com este metal foram utilizados no programa Gemini.
  • O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores.

O nióbio se converte num supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas. Na pressão atmosférica (e quando puro) , tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos supercondutores de tipo I, 9.3 K. Além disso, é um elemento presente em ligas de supercondutores que são do tipo II (como o vanádio e o tecnécio ), significando que atinge a temperatura crítica a temperaturas bem mais altas que os supercondutores de tipo I (30K, por exemplo).

Nesta semana foi anunciada a venda – pela bagatela de US$ 1,95 bi de 15% da CBMM (empresa de mineração e siderurgia de NIÓBIO)  aos chineses.

Essa questão é muito mais importante do que se discutir, por exemplo, a possível riqueza que o brasileiro teria com a exploração do pré-sal. O Nióbio já existe e está ao dispor, até agora pelos estrangeiros. Os nossos “governantes” teimam em desconhecer essa realidade.

A notícia foi divulgada pelo jornal Valor Econômico.

Outras informações sobre Nióbio: Nióbio - A riqueza que o Brasil Despreza; Nióbio, palavra proibida aos brasileiros; Nióbio. Mais uma notícia; etc..

Na área da riqueza mineral temos sido extremamente desatenciosos com nosso futuro. Ou será que podemos ficar tranquilos de que a enorme quantidade de minério de ferro (sem qualquer beneficiamento) exportada aos outros países, que retornam depois de receberem muito valor agregado, além de mão-de-obra, poderá continuar por quanto tempo mais…

Estamos sendo saqueados, sem que toda essa riqueza, sequer, passe pela contrapartida de gerar um mínimo de riqueza aos brasileiros. Ao menos nas questões de educação, saneamento básico, saúde e dignidade.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

BEES FEEL THE STING - ENDANGERED BEES UNDER SCRUTINY

Com esse mesmo título, a Revista SCIENCE ILLUSTRATED, de Setembro/Outubro de 2011, ilustra a grave preocupação que há, ao menos numa pequena parte das pessoas e cientistas, sobre o que está acontecendo com as abelhas.

“As abelhas têm servido aos seres humanos por muitos anos, e agora é nossa vez de ajudar esses pequenos insetos. Equipado com uma ferramenta inovadora, os biólogos estão tentando determinar o que está causando a morte em massa de abelhas em todo o mundo. Microchips anexado às costas das abelhas francesas poderá permitir aos cientistas monitorar a vida dos insetos individualmente e descobrir o que as está matando.”

No quadro abaixo outra das chamadas da matéria:

image

“Em todo o mundo, as populações de abelhas estão em declínio em taxas alarmantes. Este não é apenas significativo na Produção de mel, mas para a produção de alimentos em geral, uma vez que as abelhas polinizam 75 por cento de todas as culturas consumidos pelos humanos. Em alguns lugares nos Estados Unidos, o número de abelhas diminuiu mais de 70 por cento em menos de 10 anos; na Europa, o número de colónias de abelhas diminui em 20 a 30 por cento ao ano. Ninguém sabe exatamente porquê. Pragas, predadores, doenças, sprays de pesticidas,mudança climática e os telefones móveis são todas as possíveis causas.”

 

Esperemos que mais pessoas passem a observar, com um pouco mais de atenção, o que acontece ao nosso redor, durante todo o tempo… De nada adianta acreditar que todas as informações de que necessitamos nos chegará pelos jornais, rádio, televisão ou pelo Face Book. Observar a natureza é uma boa forma de percebemos o que está acontecendo, ou por acontecer…

Por onde andam as Abelhas?


Faz algum tempo que venho observando a ausência das abelhas, que sempre estavam pelo quintal quando havia qualquer flor disponível ao seu ‘trabalho’ de coletora de néctar e pólen.
Já havia lido que elas estavam rareando pelos países do hemisfério norte, chegando a ser atribuída uma doença para essa diminuição…
Ainda que possa parecer estranha essa minha observação, creio que nunca é demais lembrar que sem as abelhas e outras classes de insetos que usam o pólen e o néctar o chamado Reino Vegetal passaria a ter um sério problema para sua sobrevivência.
Além das causas citadas na matéria abaixo, que dá esperança para o desenvolvimento quantitativo das abelhas, acredito que a existência de grande quantidade de sementes tratadas, hibridas ou transgênicas, podem, também, estar causando esse dano a essa importante criatura da natureza.
Não resisti e estou colocando a matéria divulgada na data de hoje sobre o projeto, ainda que promovido por uma empresas que pode, também ser uma das responsáveis pelo rareamento dessa espécie, no mundo todo.
Preste atenção e observe se há abelhas nos jardins próximo de onde você mora ou trabalha…

Projeto quer levar abelhas de volta às lavouras
Bettina Barros | De São Paulo 16/08/2011
Setor privado, encabeçado pela Syngenta, universidades e ONGs integram a iniciativa que vai abranger uma área de 10 mil hectares que circundam lavouras
Uma iniciativa entre o setor privado, universidades estaduais e organizações não governamentais tenta restaurar os habitats naturais de insetos polinizadores em três Estados americanos onde já há declínio em sua população. O programa, encabeçado pela Syngenta, uma das maiores empresas do mundo de agrotóxicos, tem como objetivo restaurar 10 mil hectares próximos a áreas agrícolas nos Estados Unidos até 2015.
A iniciativa é uma tentativa de reverter um problema ambiental grave: o desaparecimento de insetos responsáveis pela polinização das lavouras, sobretudo as abelhas, fenômeno em curso em vários países mas sentido mais fortemente nos Estados Unidos.
A polinização é um elemento crítico para a qualidade das lavouras. Mais de 100 culturas dependem dela - um em três alimentos consumidos pelo homem é resultado desse serviço ambiental prestado por insetos.
Somente a Califórnia, um dos principais berços agrícolas de pequenas culturas, necessita de quase 1,5 milhão de abelhas por ano para polinização - uma média de duas colmeias por acre. Por uma série de motivos, porém, o número de polinizadores recuou de forma dramática nos últimos 40 anos. A causa da "desordem de colapso das colônias", como foi cunhada recentemente, ainda não é conhecida, mas a destruição dos habitats e o uso extensivo de agrotóxicos no campo (que pode ter afetado o sistema imunológico das abelhas) são possibilidades consideradas por alguns especialistas.
"Por esse motivo, a Syngenta tenta reverter este quadro", explicou ao Valor Jeff Peters, gerente técnico para sustentabilidade e coordenador nacional do chamado "Programa Polinizador". "O programa não vai estancar a produtividade - ao contrário. A intenção é encorajar os produtores a utilizar terras marginais para plantas que atraiam insetos".
O projeto americano se baseou em uma experiência similar, a "Buzz Project", realizada no Reino Unido entre 2001 e 2004. Lá, a restauração dos habitats naturais provocou uma guinada populacional de 600% no caso de abelhas. A população de borboletas cresceu 21 vezes e a de outros insetos polinizadores, 10%. "Esse projeto foi a base para o esforço da Syngenta", diz Peter. A "Operação Polinizador" se estende atualmente a 13 países da Europa e à Austrália, além dos EUA.
O programa prevê que cada Estado americano participante atue com o apoio acadêmico de uma universidade e quatro produtores. No Michigan, o alvo de estudo são os mirtilos (blueberries). Na Califórnia, os melões. Na Flórida, os pesquisadores estudam o impacto da restauração nas cucurbitáceas (família das abóboras, abobrinhas, pepinos).
Na primeira fase, os pesquisadores analisam quais são as preferências de plantas nativas, de forma a se chegar a um "mix" ideal de flores que atraia insetos.
A ideia é plantar entre dois mil e oito mil metros quadrados com espécies nativas em cada propriedade. Essas áreas restauradas serão então comparadas a outras, onde não houve interferência, para a comparação do número de insetos polinizadores.
De acordo com Rufus Isaacs, entomologista da Universidade Estadual do Michigan, parceira do programa, os agricultores do Estado podem, por exemplo, pleitear ajuda financeira ao Natural Resources Conservation Service, incluída na Farm Bill, a legislação agrícola americana.
Os pesquisadores também tentarão quantificar os benefícios econômicos que as plantas em floração trarão aos agricultores. De acordo com Isaacs, que lidera os esforços em Michigan, pesquisas anteriores indicam que os insetos polinizadores podem incrementar a produtividade dos melões em até 10%.
O programa prevê ainda trabalhos de educação ambiental para ajudar a compreensão dos benefícios da polinização. Os habitats naturais também contribuem para a redução da erosão do solo e para melhorar a qualidade da água. Também participam da iniciativa ONGs como a National Fish and Wildlife Federation e Applewood Seed, além das universidades da Califórnia (UC Davis) e da Flórida.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Virtudes morais despertam interesse das empresas e instituições

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Um dos grandes desafios das empresas atualmente é formar e reter talentos.
A nova geração que vem substituindo os diversos níveis de trabalhadores trazem perspectivas e expectativas diversas daquela que até então eram comuns às empresas.
Estamos migrando de uma sociedade “industrial”, onde há hierarquias e lideranças definidas e preestabelecidas, para um novo modelo de sociedade que se comporta e age na forma de uma grande rede distribuída.
Vale a pena, sobre esse tema, conhecer o ensaio apresentado no endereço: Da Sociedade Industrial à Sociedade em Rede, de Maristela Moura, numa atenta observação dessa nova forma de sociedade que foi apresentada por Augusto de Franco em seminário realizado na FIEP.
Essa moçada, extremamente talentosa e inquieta, tem novo comportamento nos ambientes de trabalho. Não conseguem manterem-se subordinadas a qualquer forma de comando que lhes exija atitudes de rotina. São extremamente havidas por novos conhecimentos (que também são descartados mais rapidamente ainda).
A liderança atualmente é situacional. Não é mais possível termos equipes com lideranças fixas, nem sempre inovadoras, e com focos muito estreitos.
A busca que as empresas passaram a buscar, alimentando crenças coletivas e valores morais, pode representar uma possível solução para a formação e retenção dos novos talentos.
Já há alguns anos as empresas vêm buscando adequar-se às chamadas “boas práticas de administração”, bem como na aplicação do “fair trade”. São essas práticas que dão a sustentação à criação dos valores morais das empresas, que devem praticá-las de forma autêntica e contínua.
A globalização e a comunicação na forma de redes faz com que todos saibam tudo sobre todos... e rapidamente. Por isso, comete grave erro aquele que ‘fingir’ adotar essas práticas apenas no discurso. Se não houver integridade todo o esforço feito poderá representar um grande retrocesso; dificilmente recuperável.
A adoção de boas práticas é sinal de responsabilidade social pelos empreendedores. A aplicação e perpetuidade das mesmas dará o respaldo necessário para o crescimento da empresa e a satisfação daqueles que nela trabalham.
As nossas recomendações, especialmente quando atuamos como ‘advisor’ de conselhos empresariais, é a de buscar fortalecer as políticas de governança e transparência, mediante a adoção ética dos princípios de ‘accountability’.
Mantemos a esperança de que essas mudanças nas empresas ocorram rapidamente, alastrando-se de forma quântica, como temos observado em tantas situações análogas atualmente.

Pequenas empresas e baixa renda têm maior impacto tributário

A arrecadação assemelha-se a um buraco negro no espaço...
Ninguém consegue saber o que acontece depois.

Sob o argumento de que o "Brasil deve promover a Inclusão Fiscal", para só depois se pensar em redução de carga tributária, estamos acompanhando o significativo aumento da quantidade de contribuintes.

No artigo: Carga Tributária Atinge Baixa Renda e Pequenas Empresas fica evidenciada a distorção causada pela (má) política tributária adotada no Brasil.

Claro que sou favorável a Inclusão Fiscal. Ela representa a oportunidade para desenvolvimento de todos em melhoria de qualidade de vida e cidadania. Só não dá para concordar da forma como vem sendo feita...

Veja este comentário extraído do texto indicado:

Paralelo a isso, o Brasil tem a 9ª maior carga fiscal para assalariados de baixa renda (que ganham US$ 25 mil ao ano), dentre os 19 países da amostra.
Nesse mesmo contexto, o impacto da carga tributária nas micro e pequenas também é maior do que nas grandes companhias. "As empresas que estão no Lucro Presumido - onde entram aquelas micros e pequenas empresas que não podem, por lei, optar pelo Simples - recolhem os impostos somente sobre o faturamento, de modo a não poder retirar do cálculo as despesas, como são autorizadas as companhias - normalmente as grandes -, que tributam somente se tiver lucro (regime Lucro Real). O resultado disso é que aquelas que estão no Lucro Presumido veem seu patrimônio ser tomado pelas contribuições que são obrigados a fazer".

Por isso é recomendável que, antes de fazer uma escolha sobre a forma de tributação a ser adotada pela empresa, o empresário consulte os profissionais qualificados para analisar adequadamente sua situação e recomendar, com propriedade a melhor forma a ser adotada.

Além disso, o Consultor poderá orientar e ajudar na implantação de um Orçamento Empresarial, onde ficará transparente a capacidade de geração de resultados do seu negócio.