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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"Valhacouto de Oligarcas"



Tudo bem! Há que se reconhecer que os rumos da política brasileira estão extremamente precários, tanto pela maioria de seus mandatários (em todas as esferas e níveis de Governo: Executivo, Legislativo e Judiciário), de seus candidatos e, também, de seus eleitores.

A definição dada pelo candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, ao Congresso Nacional parece precisar o que temos assistido nos últimos 30 anos (pelo menos!). Valhacouto de Oligarcas! Muito bem definido...

É por isso que não há desenvolvimento no Brasil. Estou me referindo, especialmente, ao desenvolvimento mais importante em qualquer país: o desenvolvimento educacional e cultural. "Coisas" relegadas prá "baixo do rastro da cobra", há muitos anos.

Já tive oportunidade de ouvir algumas barbaridades que comprovam essa afirmação. Quando, juntamente com um grupo de pessoas ligadas em um projeto social de longo alcance, propusemo-nos em melhorar as instalações das escolas de um município da região metropolitana de Curitiba. Os alunos do ensino fundamental iam às escolas que NÃO TINHAM BANHEIROS!!! Faltando noções mínimas de higiene como é possível esperar que existam professores com uma frequência mínima nos dias letivos? Que tipo de pessoas essas crianças serão?

Pode acontecer isso numa cidade da região metropolitana de uma capital do chamado "sul maravilha"?

Pois bem. Além de promover a instalação das condições mínimas em escolas municipais foram sendo criadas condições para o pagamento a um grupo de professores (outros professores, evidentemente), remunerados com recursos oriundos de economias geradas pelo uso de técnicas ambientais corretas a algumas entidades privadas. Com a economia gerada as empresas destinavam, mensalmente, uma quantia suficiente para pagamento de vários professores.

Ao perceberem que não tinham portas abertas para continuar com o projeto, explodiu a razão para a falta de interesse e apoio do governo local. Um(a) Vereador(a) disse, de modo sigiloso, que as atividades que estavam sendo realizadas "Acabava com os eleitores que davam sustentabilidade para a continuação dos mesmos no poder."

Assim é a política no Brasil. Democracia só para poder "fazer de conta que vivemos num Estado Democrático de Direito". Que balela...

O Projeto Ficha Limpa, transformado em Lei, já revelou que nem todos os candidatos - ainda que condenados - podem ser barrados por essa Lei. Ora, será que precisamos realmente de uma Lei para que tenhamos como candidatos (também em todos os níveis) somente aqueles que merecem Fé Pública?

Falta cultura e educação ao povo brasileiro. Não será distribuindo canais de TV, Estações de Rádio ou acesso a Internet, que isso se resolverá. É preciso que o Governo tome a decisão de que país seremos nos próximos 20 e 50 anos. Os que ocupam cargos no Executivo, Legislativo e Judiciário têm de parar com essa mania de criar grandes currais eleitorais.

Fico pensando se não é por essa forma de pensar que o Brasil vem buscando apoiar governantes de outros países, sabidamente déspotas ou ditadores sanguinários. Todos se parecem! São iguais...

É a Revolução dos Bichos vivenciada ao vivo e a cores...

Em tempo: não acho que o caminho seja o Fechamento do Congresso. Acredito que ainda seremos capazes de promover as reformas essenciais, na seguinte ordem:


• Reforma Política

• Reforma Administrativa

• Reforma Fiscal

• Reforma Tributária

• Reforma da Previdência

O Ministério Público, bem como o Supremo Tribunal Eleitoral, deve começar a trabalhar para saneamento do país. Isso é mais importante que "os meros 15 minutos de fama", que aparentemente satisfaz a maioria das pessoas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Retrocesso Democrático e os Moinhos de Vento - Até onde seremos passivos?

Creio que tenho a síndrome do "cavaleiro da triste figura". Teimo em combater o mal que todos vêem como meros "moinhos de vento".

Este texto de Yves Gandra (apresentado ao final), entretanto, revela que há, de fato, um mal sendo gestado; não se trata apenas de moinhos de vento, afinal! A maioria das pessoas está vivendo como num sonho, sem distinguir o que é realidade da ficção.

As novelas (na realidade dramalhões que oferecem a sensação dos sonhos irrealizados) passam a ser a Realidade para a maioria das pessoas. O que acontece fora das telas não interessa... Só passa a ter importância depois de ter sido "filtrado" pelos "jornais nacionais" e "datenas" da mídia brasileira. Não falo de jornais; pois sua leitura, ao menos na parte política e social (não socialite, claro) é bem pouco acessada. Os jornais são consumidos (lidos) principalmente pelo que trazem de violência e esportes (entenda-se, basicamente, futebol).

Desde Geisel, sabemos que há vários tipos de Democracia; e que o Brasil "vive uma Democracia Relativa". Podemos entender, então, que a evolução da tal Democracia Relativa é a TIRANIA, com toda sua ignorância e truculência; sustentada por uma população levada à ignorância extrema e à custa de uma ração para engordar porcos, burros e outros animais menos inteligentes...

É a nova versão da "Revolução dos Bichos", de Geoge Orwell, onde os Mandamentos (Consituição) passam pelas seguintes mudanças:

No princípio, após a consagração do Governo dos Animais, é promulgada a lista contendo os 7 Mandamentos:
  1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
  2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
  3. Nenhum animal usará roupas.
  4. Nenhum animal dormirá em cama.
  5. Nenhum animal beberá álcool.
  6. Nenhum animal matará outro animal.
  7. Todos os animais são iguais.
Como na vida real (especialmente na política brasileira, neste momento) os Porcos são os que brigam pela criação dos Mandamentos (Constituição) atribuindo aos demais a responsabilidade por não lhes permitir dar "aos trabalhadores" tudo o que a "verdadeira democracia oferece".

A falta de vergonha dos Porcos, aliada a sua crueldade, safadeza e outros atributos igualmente indesejáveis, faz com que o Poder passe a ser a única razão pela qual governam. Há uma insaciável sede de Poder e de Dinheiro (mesmo que tenham de matar e roubar. Como estão no poder sabem que ninguém terá coragem para condená-los). Aí mudam-se as regras e os princípios; rasgam-se as cartilhas. Tudo pelo que, supostamente, lutavam é...

Transformado em um único mandamento:
"Todos os animais são iguais / mas alguns animais são mais / iguais do que os outros."

O retrocesso democrático
Por Ives Gandra da Silva Martins (*)


     A proposta da criação do Conselho Federal de Jornalismo levanta, pela primeira vez, em âmbito nacional, a discussão sobre a existência, no governo Lula, de um projeto para reduzir o Estado Democrático de Direito, no Brasil, a sua mínima expressão.
     Tenho para mim que existe um risco concreto de estar sendo envidada uma tentativa de impor um controle sobre a sociedade, se possível com a implementação de um "direito autoritário", desrespeitando até mesmo cláusulas pétreas da Constituição.
     De início, quero deixar claro não considerar que o governo federal esteja agindo de má-fé, ao pretenderem seus integrantes impor uma república de cunho socialista, visto que nunca esconderam suas preferências, quando na oposição, pelos caminhos de Fidel Castro, de Chávez e da ditadura socialista chinesa. Prova inequívoca é o tratamento absolutamente preferencial que dão ao ditador cubano.
     O que estão pretendendo impor é apenas o que sempre pregaram - embora não tenham sido eleitos para implementar programa com esse perfil. Tenho-os, entretanto, por gente de bem, que acredita num projeto equivocado de governo e de Estado - ou seja, num modelo a ser desenvolvido sob seu rigoroso controle, se possível sem oposição, que deve ser conquistada ou eliminada.
     Como primeiro passo, sinalizaram que adotaram a economia de mercado, com o objetivo de não assustar investidores nacionais e internacionais, e desarmaram resistências, escolhendo uma competente equipe econômica, que desempenha papel distante dos moldes petistas, mas relevante para manter a economia em marcha e assegurar investimentos externos. É a melhor parte do governo.
     A partir daí, todos os seus atos foram e são de controle crescente da sociedade. Passo a enumerar os sinais que justificam os meus receios:
1) MST - Trata-se de um movimento que pisoteia o direito, desobedecendo ordens judiciais, invadindo propriedades produtivas - muitas vezes, destruindo-as - e prédios públicos. Embora seu principal líder dê-se o direito de chamar o ministro Pallocci de "panaca", recebe passagens grátis do governo para pregar a desordem e a subversão. O ministro da Reforma Agrária, que o incentiva, diz, todavia, que o fantástico número de invasões - o maior que já se verificou, na história do país - é normal. Esse senhor, que saiu do MST, apóia abertamente as constantes violações da lei e da Constituição. A idéia básica é transferir toda a terra produtiva para as massas do MST.
2) Judiciário - A reforma objetiva calar um poder incômodo, que, muitas vezes, no exercício da sua função, impõe limites ao Executivo. Por isto o governo defende o controle externo desse poder, quando não admite a imposição de controle semelhante para outras carreiras do Estado, como, por exemplo, a Receita Federal e a Polícia Federal.
3) Jornalismo - O Conselho Federal do Jornalismo não objetiva outra coisa que calar os jornalistas, visto que hoje já há mecanismos legais (ações penais e por danos morais) para responsabilizar os que comentem abusos no exercício da profissão.
4) Controle da produção artística - Como na Rússia e na Alemanha nazista, pretende o governo controlar a produção artística, cinematográfica e audiovisual.
5) Agências reguladoras - Pretende-se suprimir a autonomia que a legislação lhes outorgou, para atuarem com base em critérios técnicos, e submetê-las mais ao controle do chefe do Executivo e menos dos ministérios, como se pode constatar dos anteprojetos que a imprensa já trouxe à baila.
6) Energia elétrica - O projeto é nitidamente re-estatizante.
7) Reforma Trabalhista - Pretende-se retirar o poder normativo da Justiça do Trabalho, reduzindo a força de um poder neutro.
8) Sistema "S" - Estuda-se, nos bastidores, retirar dos segmentos empresariais as contribuições para o Sistema "S", que permitem que Senai, Sesc etc. funcionem admiravelmente na preparação de mão-de-obra qualificada e recuperação de jovens sem estudo, com o que se retirará parte da força da livre iniciativa, representada pelas CNA, CNC, CNI e outras, de reagir a regimes autoritários. A classe empresarial ficará enfraquecida, se isto ocorrer.
9) Universidade - O fracasso da universidade federal está levando ao projeto denominado "Universidade para todos". Por ele, revoga-se, mediante lei ordinária, a imunidade tributária outorgada pela Constituição, retirando-se das escolas privadas - que fazem o que o governo deveria fazer, com os nossos tributos, e não faz - 20% de suas vagas. Como essas escolas já têm quase 30% de inadimplência, o projeto é forma de inviabilizá-las ou transferi-las para o governo.
10) Sigilo bancário - Embora haja cláusula imodificável, na Constituição, assegurando que o sigilo bancário só pode ser quebrado mediante autorização judicial, há projeto para permitir à Polícia Federal a sua quebra. Se ato desse teor for editado, terá, o governo, até as próximas eleições, acesso aos dados financeiros da vida de todos os cidadãos brasileiros, o que lhe permitirá um poder de fogo e de pressão jamais visto, nem mesmo durante o período de exceção militar.
Poderia enumerar outros pontos.
Não ponho em dúvida, volto a dizer, a honestidade dos integrantes do governo, até porque conheço quase todos, sou amigo de alguns, e estou convencido de que acreditam que essa é a melhor solução para o Brasil. Como eu não acredito que seja - pois entendo que nada substitui a democracia e que qualquer autoritarismo é um largo passo para a ditadura - e como não foi esse o programa de governo que os levou ao poder, escrevo este artigo na esperança de levar pelo menos os meus poucos leitores a meditarem em se é este o modelo político que desejam para o nosso país.

(*) - Ives Gandra da Silva Martins - Jurista, renomado professor de Direito
Fonte: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=11116&cat=Ensaios&vinda=S
Há vários outros sinais quanto ao Retrocesso do Brasil. Não diria apenas no aspecto "democrático", pois há uma outra classe de retrocesso que não está sendo observando; e que vem ocorrendo de forma assustadora, tais como:
  • É difícil encontrar alguém que queira trabalhar
  • Abundam as pessoas que vivem em filas buscando empregos "que não precisem trabalhar"
  • Estudar é algo que passou a ser moda. Nada a ver com APRENDER e APLICAR o CONHECIMENTO ADQUIRIDO
  • A ignorância vem avançando de forma assustadora em todos os ambientes (familiar, escolar, empresarial, público, político, legislativo, judiciário, etc.)
  • A vida passou a ser algo extremamente efêmero - por qualquer coisinha assistimos crimes bárbaros, que nos levam à codição dos piores animais
  • A falta de responsabilidade e a elevação do risco de vida(s) é extremamente normal; e - aparentemente - passou a ser aceito pela sociedade, que vem se tornando tolerante na mesma medida
  • A indignação só é usada quando dá IBOPE, especialmente diante das câmaras de repórteres, que garante o "Minuto de Sucesso"
  • Em época de eleição ninguém quer saber de discutir programas. Todos querem saber onde vai cada candidato, que roupa está vestindo e que comentários fez contra seus adversários. Candidato bom é aquele que se sai melhor na baixaria e revela sua ignorância à semelhança daqueles que acredita serem seus eleitores
  • Com o Lula na Presidência, após termos vivido com todos os Presidentes da Nova República, ficou coroado o estilo Brega de Governar. Ser ignorante e boçal é que é chique...
  • A Lei do "Ficha Limpa", que permite a candidatura de condenados e sabidamente (ou será melhor o eufemismo "supostamente") criminosos, lava a alma de todos os políticos, como se isso eliminasse a responsabilidade dos Partidos Políticos, do TSE/TRE e do próprio eleitor na escolha do seu candidato.
Que Deus nos ajude...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Descontrole com o Etanol

Ainda que já estejamos acostumados com as várias mensagens (propagandas) sobre o risco de uso indevido (ou descontrolado) do Etanol, muitas pessoas passam completamente desatentas sobre essa condição.

Há quem diga que a "desatenção" ocorre por excesso de entusiasmo (ou será que é bandalheira mesmo). Outros preferem dizer que assim é a forma natural e expontânea que mais agrada seus eleitores (será que estes também sofrem desse tipo de descontrole?)...

As notícias que foram divulgadas, com fotos inclusive, revelam o risco do excesso do Etanol. Além do prejuízo comercial, sem precedentes, que essa ação pode provocar. Afinal de contas é muito comum, no mundo atual, não ser dissociada a pessoa do cargo que ela ocupa. Afinal, é o cargo que passa a ter a dignificação que a pessoa que o ocupa lhe presta.

Acessem pelos links: (a) Notícia da UOL; e, (b) Blog do JBB

Surpreenda-se, e tire suas conclusões...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Como seria bom se os Governantes e Políticos tivessem coragem...

Susaa03 É verdade!

Quantas vezes não nos perguntamos: “Será possível que o Prefeito (ou o Governador ou o Presidente) não sabia disso?”

E vamos presenciando – e até nos acostumando e achando normais – atos de governantes e políticos que são criminosos.

Há algum tempo escrevi que se fosse aplicado o que prescreve os 5 primeiros artigos de nossa constituição nossos governantes, especialmente o Presidente e os Governadores, estariam presos, sem possibilidade de defesa. Tantos são os crimes que cometem; propositadamente ou por simples ignorância.

Acabo de ler o artigo de Günter Pauli demonstrando que há a necessidade de mudarmos a forma pela qual entendemos (ou interpretamos) o que seja desenvolvimento. O artigo A Economia Azul apresenta a realidade que vivemos, toda ela baseada em dados falsos.

Na abundância de informações que recebemos não atinamos para o que é, de fato, Real.

Não é possível, por exemplo, termos Desenvolvimento Econômico sem pensarmos em sustentabilidade. Só que sustentabilidade teria de ser verdadeira e não a que estamos acreditando que existe e é praticada pelas corporações e governos…

É a continuidade da vida que deve ser avaliada nas ações praticadas.

A falácia da chamada Economia Verde, baseada em uma enorme quantidade de voluntários “bonzinhos”, que desejam ver o mundo transformado naquilo que imaginam ser o Paraíso. Só que na característica visceral de serem “bonzinhos” são transformados, também, em boçais. E, o mais grave, Boçais com Poder e/ou Doutorados com PhD.

E a ignorância, por sua natureza, é contagiosa e invencível...

As soluções para a grande maioria de nossas dificuldades e crises estão à disposição de todos. Basta que aqueles que detém poder deixem de serem subservientes à “mão-invisível”; para que sejam fomentadas as diversas criações, inovações e – até mesmo – o bom senso.

É preciso mudar a Métrica pela qual o Mundo vem sendo medido. Em vez da financeirização que tal iniciarmos uma verdadeira mudança da ordem econômica (na verdadeira acepção da palavra).

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Descascando a Bala

reciclaReciclar conceitos também é melhorar…

Recebi este texto atribuído a Paulinho da Viola. Não vi necessidade de confirmar a autoria.

Vi, isso sim, a importância em colocar o texto no Blog, numa tentativa de dar uma pouco mais de visibilidade ao mesmo!

Especialmente hoje; quando, numa conversa, ficaram sendo atribuídas “cores” às “democracias” existentes no Brasil e em outros países.

Não vejo a questão por esse prisma… Simplista demais.

Vivemos um momento de muitas e profundas mudanças. Continuar a agir com modelos que podem ser importantes apenas como fatos históricos é falta de inteligência.

Aliás, inteligência tem sido um componente cada vez mais raro nas relações humanas…

Que pena!

 

Parece um detalhe minúsculo diante da grandiosidade do fato histórico que acabamos de presenciar, mas eu começo meu texto falando em quem? Nele, no Presidente Lula. Para ressaltar o que acho ser o vale profundo que separa nossos países.

Lula descasca uma bala, Obama a desembrulha. Lula joga o papel no chão e acha isso perfeitamente natural; insiste que no mundo todo isso nem seria notado. Obama, caso aceitasse comer uma bala durante solenidade oficial, poria o papel no bolso até poder jogá-lo numa lixeira. É um detalhe? É, mas daqueles  fundamentais, como o sorriso da Mona Lisa: em toda a tela de da
Vinci, quanta beleza, quanto talento, quantos simbolismos. Mas o que mais chama atenção? O   pequeno detalhe do sorriso.

Obama foi eleito presidente dos EUA e não do mundo. Seu interesse primeiro é seu país e o povo americano. Problemas internos, muito sérios, não lhe vão faltar. Mas, pela primeira vez na história daquele país, foi eleito um homem mestiço, filho de um queniano e de uma jovem do Kansas, que passou parte da infância entre o Havaí e a Indonésia, teve oportunidade de
conviver com crianças e jovens de  outras nacionalidades, de conhecer outras religiões e filosofias, e que por mérito e esforço próprios cursou boas universidades na Costa Leste. Isso o diferencia de todos os outros presidentes americanos.

Sobretudo o diferencia de George W. Bush, rapaz muito rico, mas que até ser presidente da República nunca tinha ido além do México. E assim mesmo porque era muito perto de sua casa, talvez até considerasse aquele país a continuação de seu quintal.

A eleição foi uma festa, uma linda festa que congregou, e aí está sua maior beleza, a grande maioria dos americanos e não somente os brancos, anglo-saxões e protestantes. Os EUA celebraram aquilo que já deveria ter sido celebrado desde o fim da Guerra Civil, desde que imigrantes começaram a desembarcar de navios abarrotados de gente no porto de Nova York. Finalmente ouviram a voz da Estátua da Liberdade e responderam aos agourentos que achavam aquela grande nação à beira do desaparecimento. Como disse o presidente-eleito na noite de sua vitória: "Foi a resposta dada pelos jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, índios, homos, heteros, inválidos e não inválidos - somos e sempre seremos, os Estados Unidos da América".

Barack Obama viu mais longe que os outros; não podemos desmerecer a luta e o sacrifício pessoal de Lincoln, de Martin Luther King, de Rosa Parks, dos meninos de Little Rock. Mas Obama viu que o que uniria o país era a força de seu "melting pot" em potencial, e não o ódio, não a vingança, não o punho cerrado, mas o abraço.

Pode ser que ele não consiga realizar o sonho das multidões que vibravam e choravam na noite de 4 para 5 de novembro. Seja como for, ele abriu a porta, derrubou barreiras, rasgou a picada, deu os primeiros passos. Torcida não lhe vai faltar.

Enquanto isso, no Brasil, o Chefe da Nação não diz duas palavras sem atiçar o fogo, sem jogar brancos contra negros, pobres contra ricos, instruídos contra iletrados, nordestinos contra sulistas, partidos contra partidos, povo contra a Imprensa, todos contra todos. Não fala, grita, berra. Esfalfado, ouve os uivos da platéia, acha que está sendo adorado, e parte para outro palanque.

Criou um Ministério da Integração Racial que é tudo que nós menos precisamos. Seu titular teve a idéia de criar a Delegacia do Negro! Se um negro é assaltado, ele vai procurar a delegacia dele, não uma delegacia qualquer.. Breve, delegacias para japoneses, coreanos, chineses... e o nome disso é Integração Racial.

"Espero que Obama (...) não vá gastar um ano sem resolver imediatamente a crise. Agora a crise pode ser debitada ao atual governo, mas um ano depois de ele tomar posse é dele também", disse Lula. Quer dizer, o Obama não pode apelar para a herança maldita do Bush! E ainda: "Acho que ele é suficientemente inteligente para tomar as medidas para evitar que a crise continue".

Pode deixar, Lula, Obama é brilhante. Peça ao Amorim para ler consigo o site que ele inaugurou logo no dia 5, Change.gov. Vá direto à política externa. É de chorar de emoção. Depois, leia todo o site e aprenda como se faz política respeitando o povo, o eleitor, o cidadão. O dado concreto, Lula, é que Change.gov é extraordinário!

As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender!

  Paulinho da Viola

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Cala a Boca Galvão" - Uma Campanha Mundial!

Claro que o Galvão Bueno não é uma unanimidade nacional. Afinal de contas ele é contratado da Globo e tem seus amigos e companheiros.

Entretanto o fato ocorrido com a campanha "Cala a Boca Galvão" é algo sensacional. Digno dos tempos da Web 2.0.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Livros - Caetano Velozo

Somos um país que - cada vez mais - dá menor atenção à cultura e ao conhecimento de seu povo. O Modelo de Educação adotado no Brazil é um grande propoulsor da ignorância diplomada. Ignorância até com Pós Doutorado...

São esses Doutores, investidos de autoridade e gozando de uma grave cumplicidade com a maioria dos meios de comunicação, que fazem a Estória do "nunca antes nesse país"...

A baixa qualidade de ensino vem aumentando assustadoramente o nível dos riscos operacionais em todos os tipos de atividade. As seguradoras passarão a ter novos parâmetros para avaliar os prêmios a serem pagos nas coberturas mais corriqueiras (sobre esse tema podemos falar durante muito tempo. O risco é muito grande. Para todos nós.)

Já há algumas décadas somos grandes exportadores de empregos para outros países, assim como exportamos mercadorias e produtos, com valores agregados que não fazem nenhuma diferença no preço pago. Essa questão é uma das mais graves distorções que temos na política tribuária brasileira. E que ninguém quer mudar! Claro que há, por trás de tudos isso, muita esperteza e muita ignorância! Infelizmente somos assim! Ao menos a grande maioria é assim...

Dentro em breve estaremos importando trabalhadores de outros países. As pessoas que vivem no Brazil, consideradas nativos, são mantidas totalmente despreparadas. Seus conhecimentos correspondem apenas ao leve verniz colocado sobre o diploma, entregue por uma das várias linhas de "produção de graduados, pós graduados, mestre, doutores e pós doutores". Isso custa barato e o desastre ocorrerá, provavelmente num mandato futuro (que o político de hoje espera que esteja nas mãos da oposição, seja ela quem for).

A música de Caetano, em especial a letra (apresentada ao final), vale a pena ser conhecida e nos levar a uma reflexão.



Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.
Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.
Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou  o que é muito pior  por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.

A carga tributária é de 50%! E todos estão felizes! Isso é maravilhoso!!!

Somos um país de pessoas felizes. Basta saber que - de acordo com a opinião pública estabelecida pela mídia em geral - o brasileiro "gosta de carnaval, cachaça, futebol e mulher pelada". É assim que a imagem é divulgada pelo munda afora...

Estamos ficando um país muito importante. O nosso modelo tributário é elogiado por todos. A Hillary Clinton ficou admirada e fez alguns comentários atribuindo a Carga Tributária o "bom momento em que vive o Brasil"; gerando, em contrapartida, sua comparação à personagem Magda.
Muito provavelmente é por essa razão que o Presidente Lula, esquecendo-se completamente de sua bandeira, brandida durante tantos anos exigindo a Reforma Tributária, no período em que era da oposição, fez um discurso um tanto debochado sobre países que têm carga tributária equivalente a cerca de 20% a 30% da que é praticada no Brasil.

Claro que não entro no aspecto da complexidade que há na forma de apuração, entendimento sobre a quantidade de alíquotas, quando que um tributo incide sobre outro, como fatores de elevado custo aos contribuites em se organizar para informar, elaborar declarações, preencher guias de recolhimento, etc., e que também fazem parte do Custo Brasil.

Nossa complexidade é tamanha que, mesmo atribuíndo grande parte dos serviços e trabalho aos contribuintes, via informações pela Internet, o custo do controle do que é arrecadado ainda é bastante alto. Em 1990 esse custo era equivalente a 30% do montante arrecadado. É isso mesmo que você entendeu. O Governo gastava 30% do total arrecadado em pagamento da estrutura do controle do que era arrecadado. Não é FANTÁSTICO? Atualmente esse custo gira em torno dos 12% a 15%.


A grande questão a ser levantada e discutida com "nossos representantes" é que vivemos num país onde o sistema de arrecadação, selvagem e predatório, produz uma "riqueza" que não retorna ao cidadão. Ele é aplicado com grande generosidade na melhoria de vida de grande parte dos políticos e sua curríola (crescente) de apaníguados.

Nenhum cidadão, seja da classe pobre, média, média superior e, até mesmo, daqueles que quase estão na classe alta, tem qualquer direito, pleno e respeitoso, à segurança, à saúde, à educação, à propriedade, à liberdade, etc. (leiam a Constituição Federal. Ao menos até o atigo 10o).

Acredito que é por isso que vivemos, cada dia mais, próximos de uma Tirania Autocrática. Ninguém mais se lembra - sequer - de ler e conhecer seus direitos e suas obrigaçõesa (repito, vejam a Constituição Brasileira, de 1988, ao menos até o seu 10o Artigo). Não é preciso muito para descobrirmos que vivemos numa grande mentira. E constatamos que a grande maioria, infelizmente, "até gosta de viver nessa ilha da Fantasia".

Em momento de campanha eleitoral vemos candidatos com a cara mais deslavada do mundo falar em "Fazer a Reforma Tributária que o Pais precisa..."

Pelo jeito vamos ter a oportunidade, nesses próximos meses, de vivenciar muitas brigas, palavras ofensivas e muita, muita... muita mentira. Além da baixaria que é natural do povo estrelado...

Claro que o Brasil (e os brasileiros) em época de Copa do Mundo de Futebol encontram nesse momento um excelente fator anestesiador para a sua NORMALMENTE BAIXA disposição de PENSAR. Que pena!