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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Por onde anda a Inteligência?

Conversas
Mais um ano com eleição para Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados Estaduais e Federais. É um exercício de democracia que vem sendo praticado desde 1989, na era chamada de Nova República.
Ainda me lembro de discursos presidenciais da década de 1970, época dos militares. Ainda assim, havia alguns discursos muito bons; com programas claros sobre como pensavam e o quê iriam realizar. É certo que no segundo choque do petróleo o país entrou em severo declínio econômico. Haviam sido construídas cidades industriais em várias regiões brasileiras, que “tinindo” de novas não tinham como fabricar seus produtos, já que havia uma forte recessão mundial. Aí começou a serem tomadas decisões governamentais com efeitos que até hoje nos ressentimos. Parte deles se agravou, pois hoje não temos mais Inteligência em qualquer uma das esferas de governo, nem nas instituições legislativas e judiciárias.
Este relato é baseado na vivência dos fatos. De pouco adianta pesquisar dados pela Internet. Podem estar distorcidos de acordo com a intenção daqueles que detêm poder...
 

Visão em perspectiva

Tudo acontece num mesmo tempo, se o medirmos em sua perspectiva adequada. Quando fazemos isso conseguimos contextualizar e passamos a entender as razões para que determinadas coisas ocorram... ao longo do tempo nada é, de fato, bom ou mau; apenas algo natural, sem surpresas. Apenas consequências...
Dentro desse espectro, histórico ocorrido nos primeiros anos da ditadura militar (1964 / 1970), foi que surgiu “alguns dos ovos da serpente”... Acompanhe alguns recortes feitos daquela época...
“Já no governo de Castelo Branco, a preocupação com o ensino é elevada a categoria de prioridade. Começa, neste governo, um longo processo de transformação do campo educacional representado pelos acordos MEC-Usaid, cobrindo todo o espectro da educação nacional (ensino primário, médio e superior), com treinamento de professores e com a produção e veiculação de livros didáticos. Estas mudanças, como mais adiante veremos, iriam redundar em uma verdadeira desnacionalização da educação brasileira.
É no bojo deste processo que o governo promove a Primeira Conferência Brasileira de Educação, em março de 1965. No discurso de abertura, o presidente Castelo Branco salientou que o governo tem recebido “aplausos por estar repondo a ordem no sistema educacional” (Branco, 1965, p.112). Isto mostrava que o projeto posto em prática atingia seus objetivos de legitimação de um regime político reformulado.”
Trecho do artigo da Revista Itinerários Reflectionis: Autoritarismo e Educação no Brasil


Um fato marcante foi a passagem do então Ministro Jarbas Passarinho nas pastas do Trabalho e da Educação. Suas ações deviam estar baseadas em ordenamento ou ideário muito acima dos seus poderes.
 

O que aconteceu com a educação?

A reforma na educação ampliou a quantidade de faculdades (particulares, em sua maioria com preços mais acessíveis às classes menos favorecidas) e cursos variados para um contingente crescente que era barrado nos vestibulares.
AnotacoesA formação desses estudantes era completada (ou redirecionada) pelos cursos internos promovidos pelas empresas, ajustando o conhecimento ao título que lhe havia sido concedido. Passamos a ter um maior número de bacharéis, extremamente raros na época, que tinham emprego garantido no início dos anos 1970, que logo de início passou a ser conhecido como a década do desenvolvimento. Havia emprego, escola e reais possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional a todos aqueles que realmente resolvessem investir tempo na aquisição de conhecimento e aplicação de seus talentos.
Só que, infelizmente, grande parte passou a ficar acomodada em seus postos de trabalho, sem qualquer vontade de se desenvolver. Julgavam que o diploma de bacharel seria seu eterno trunfo na vida e carreira escolhida.
O fator mais perverso que esse tipo de mudança na pasta da educação causou, entretanto, foi a criação de novas gerações sem uma base mais sólida na aquisição e aplicação efetiva de seu conhecimento. Os alunos do ensino fundamental, que ingressaram nas escolas após a reforma ficaram sem aprender de forma eficiente. Foi ali que começou o analfabetismo funcional. Claro que infinitamente menor ao comparado com o que conhecemos atualmente.
A origem, entretanto, está certamente nessa mudança de política de educação...
De forma breve coloco algumas dessas situações criadas nos últimos anos do governo militar, que germinaram a semente do mal que hoje vivemos.
a) Para conseguir dólares para ajustar sua balança de pagamentos foram criados projetos grandiosos, sem utilidade (ou necessidade) com o único objetivo de equilibrar as finanças do País. Esses projetos tinham valores onerados; afinal o objetivo maior era que houvesse o ingresso dos dólares. Os grupos que foram forçados a fazer esses projetos eram da área de energia e siderurgia, principalmente.
b) As taxas de juros internacionais, às quais estavam submetidos esses “mega” financiamentos eram bem elevadas, comprometendo significativamente o desenvolvimento e gerando um acelerador de inflação interna, magicamente mantida numa faixa média de 200% ao ano. Nessa época o discurso era: “crescer o bolo para depois dividir”. O que sobrou para dividir foi: as contas elevadas, a serem suportadas pelos cidadãos, e a miserabilidade das cidades, causadas pelo desemprego generalizado.
c) Como forma de reduzir os gastos com pessoal foi chamado o Ministro Beltrão, que ocupou a pasta da desburocratização. Uma das medidas foi a de provocar um programa de demissão voluntária (PDV), que fez com que os melhores e mais capazes aderissem a ele. Foi um processo de seleção invertido; o governo perdeu os seus melhores talentos e ficou com os menos competentes, com as suas naturais consequências.
d) Parte desses funcionários públicos foi rapidamente absorvido pelas empresas. Para que a outra parte continuasse a fazer os serviços que o governo necessitava, e já não tinha as competências necessárias para realizar, foi criado o Estatuto da Microempresa, dando oportunidade a esses profissionais, que foram acrescidos de outros profissionais, igualmente competentes, originários da economia provada, que também teve seu PDV.
e) O PDV da área privada foi motivado, principalmente, pela baixa demanda de produtos nas indústrias onde trabalhavam. Essa baixa demanda era decorrente da recessão pela qual a maioria dos países ocidentais atravessava e era “controlada” pela taxa de juros que restringia crédito e impedia qualquer desenvolvimento.
f) O País tornou-se uma espécie de “Terra de Zumbis”, onde a grande maioria fingia que fazia alguma coisa, ainda que – de prático – nada fosse feito. Um exemplo claro dessa política foi a limitação em 20% ao ano da correção monetário sobre os empréstimos tomados pelas empresas nos programas do BNDES. A diferença entre a inflação real (que gerava um índice para efeito da correção monetária) e os 20% devidos, conforme estabelecimento legal, permitia aos empresários fazer aplicações financeiras que lhes rendiam receitas superiores às que conseguiam obter na produção. Esse sistema permitia que as empresas continuassem a funcionar (com baixíssima produtividade) sem demissões ou liquidação das plantas industriais, que ainda eram novas.
g) Nessa apatia passamos à “Nova República” que trouxe vários líderes políticos, antigos e cheios de ideologias. Tudo o que se fazia em termos de organização política era desfazer o que havia sido feito no governo militar. Não importava se fosse bom ou não: antigas práticas eram, simplesmente eliminadas...
h) Por conta disso, aliada a irresponsabilidade do Governo como um todo (Executivo, Legislativo e Judiciário) passamos a viver, durante alguns anos – 1986/1994) processos de hiperinflação e experiências de planos mirabolantes para controla-la.
i) Na esteira da hiperinflação ficou mais fácil, aos corruptos e maus políticos, praticarem roubos cada vez maiores do erário. Como medir superfaturamento numa moeda hiperinflacionada?
E assim foram sendo exterminadas as competências, as inteligências e surgindo, em profusão, os ignorantes e arrogantes ambiciosos.
 

Nossa realidade atual

Última semana de debate eleitora da TV, na disputa para o 2º turno das eleições. Grande decepção! Nada... nenhuma proposta, nenhum horizonte onde possamos encontrar o nosso lugar... Uma verdadeira fraude eleitoral!
Como ficam as esperanças? Bandeira
Independente ao resultado dessas eleições, cujas pesquisas teimam em mostrar um irritante “empate técnico”, vamos continuar a trabalhar e a lutar para que continuemos a viver num País que, realmente, valha a pena! Se não der para mim, tudo bem... Aos meus netos pelo menos!
E assim renascem minhas forças e minha Fé! As esperanças são sempre vívidas.





























quinta-feira, 6 de março de 2014

Será que “falar mal dos governantes” é vício?

Anonymous

Nestes últimos anos nos acostumamos a falar mal de praticamente tudo. Nada escapa ao nosso senso de criticidade... Com as mídias sociais, então, tudo ficou mais fácil; basta um clicar de ‘mouse’ para que estampemos a nossa opinião do momento.

Sim! Nossas opiniões são muito volúveis. Mudamos de lado como se fossemos meros torcedores dos times que não estão jogando e, por isso, tanto faz torcermos por este ou por aquele. Nada nos importa. Muito menos qualquer ação positiva para que possamos sair da condição de meros espectadores para a condição de atores ou, quem sabe, diretores do espetáculo que se descortina a todos.

Só que nossa participação, além de efêmera, é frívola; sem qualquer comprometimento com qualquer coisa. O máximo que aceitamos é um envolvimento desapaixonado ou – se apaixonado – com alternâncias de lado.

Estamos – cada vez mais – nos acostumando a essa forma de “participação social”; sem que nos comprometamos a nada vamos alimentando o fogo de todos os lados; de qualquer lado. Não temos ideologia; chegamos a criticar quem a tenha... Ou criticamos pessoas por lhes faltar um ideal; especialmente daquelas que se dedicam a determinadas campanhas ou simplesmente expressam suas opiniões.

Por onde será que anda a “Senhora Coerência”? Provavelmente, assim como o “Bom Senso”; a “Educação” e a “Ética”, estejam perdidas no fundo de algum baú, empoeiradas e sem brilho, por falta de uso.

Quero falar de coisas boas! Coisas que estão acontecendo em vários pontos deste país; com pessoas dedicando-se a fazer o bem, ajudando aos que carecem de apoio, de orientação ou, mesmo, de um pequeno lume de esperança.

É impressionante! Mesmo num momento de tanto caos e colapsos há muito anunciados, vemos uma revolução intestina ocorrendo em vários lugares e setores da nossa vida.

Alone in the darkSó que o caos e o colapso causam muito mais impactos na sociedade em função da potencialização que ganham pela mídia! Nada mais interessante para os “donos da notícia”; dá um bom retorno financeiro àqueles que a financiam e que vivem das más notícias, do espraiar de medos, das opiniões dúbias sobre fatos ocorridos, etc.. Quando olhamos as manchetes dos jornais, telejornais, revistas ou rádios, somos conduzidos ao ponto onde parece não haver a menor chance de salvação. Sentimo-nos atemorizados, pequenos, desesperançados...

Notícias sobre violências sem causa, geradas sem qualquer razão, que desmanipulacao-midiaticatroem, causam pânico e atrapalham a vida de todos nós. Sobre a insensibilidade (ou seria mais adequado usarmos outros adjetivos, mais duros e verdadeiros) das autoridades constituídas que parecem omissas diante de tudo o que se vê.

O colapso hídrico que ameaça várias cidades, bem como os constantes “apagões” ou as greves, sempre inoportunas à população, como a dos garis da cidade do Rio de Janeiro, que além de “emporcalhar” as vias públicas é uma séria ameaça de surtos epidêmicos pelo nosso clima tropical, ainda que de chuvas incertas.

A destruição dos valores básicos da família, que representa (ou será que, nesta altura dos acontecimentos, já representou?) o esteio da sociedade; criando novos pontos de violência pela segregação que promove (ricos x pobres; brancos x negros; heterossexuais x homossexuais; etc.), com base num suposto novo código de “direitos humanos”. Além de não valorizar os verdadeiros valores promove uma inquietude nos grupos de pessoas que, sem qualquer outra razão, passam a discriminar e/ou a sentirem-se discriminados.

Os governantes, indistintamente e sem qualquer pecha partidária, tratam a população como idiotas. Somos criançaHomer Simpsons fáceis de lograr (idiotas mansos) nas mãos do Governo que dispõe como quer (e se quiser) dos nossos direitos. O custo Brasil foi além do que qualquer analista poderia imaginar. Nos tratados de economia a corda já teria “rebentada” há muito tempo. Por bem ou por mal...

A arrecadação cresceu em relação ao PIB de forma acentuada. Saiu dos 24% no início dos anos 90 para além dos 37% em 2013. Imaginem que estamos falando de um percentual aplicado ao PIB, que cresce a cada ano. O volume de dinheiro retirado da economia produtiva é muito significativo, portanto.

A explicação mais razoável para o fantástico aumento de arrecadação tributária e o mínimo de devolução de benefícios aos cidadãos é atribuído ao mau uso do dinheiro público, aos desvios e os crimes organizados para saquear as verbas públicas. Como são feitos por organizações poderosas, às vezes mais poderosas que o próprio governo, a chamado crime de colarinho branco vai colocando suas patas em todas as possibilidades de recursos existentes. São exímios criadores de projetos que nunca dão em nada. Pontes, estradas e viadutos que ligam “o nada a coisa nenhuma”.

ImpunidadeO crescimento desse crime extremamente organizado causa, além do empobrecimento do país, com seu atraso em todas as áreas a morte pelo descaso com a saúde, com a segurança, com a educação, com a infraestrutura, etc.. Já faz muito tempo que – além das obras emergenciais para a copa – não vemos qualquer obra significativa (e útil) na área de infraestrutura. Para os aeroportos e portos o governo, ainda que tardiamente, reconheceu sua incompetência e resolveu licitar empresas para que façam as construções necessárias. Claro que essas obras terão, muito provavelmente, seus buracos para a lavagem de dinheiro. Muito dinheiro...

O texto está se alongando e eu ainda não falei nada sobre as boas coisas...

Tomara que deixem que essas pessoas que estão construindo o nosso novo país, melhorando a educação de nossas crianças, dando amparo às famílias (tudo sem qualquer ajuda de governos ou entidades públicas: federais estaduais ou municipais),Nucleos continuem a trabalhar sem se importar com os desmandos e a falta de ética de nossos atuais líderes públicos. Que as crianças consigam sobreviver (e continuar com sua inteligência divina) apesar do caos que estamos presenciando.

Tudo tem um fim. Mesmo um mal tão grande como este que se abate sobre nós nos últimos 30 anos.

Conversa em Rede

 

As comunidades em Rede vencerão!!!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A importância da auditoria

Depois da frase de Stephen Kanitz afirmando que “o Brasil não é um país corrupto. É apenas um país pouco auditado” em seu artigo sobre questão da Origem da Corrupção, com a qual concordo plenamente, passei a dar maior atenção às noticias sobre a atuação do Tribunal de Contas.
Dentre várias que pude observar, chamou a atenção a questão da duplicação dos custos com indenizações relativas às desapropriações de áreas que estavam (ou estão) ao longo do trecho de “600 quilômetros de calhas de cimento” exigidos pela obra.
Claros são os indícios de irregularidades na forma de avaliação das áreas a serem desapropriadas. Segundo os auditores “essa supervalorização é reflexo de defeitos encontrados na metodologia usada para o calculo dos valores de indenização”.
Há alguns anos muitas pessoas, dentre as quais alguns amigos, protestaram sobre a decisão do Governo Federal em promover a transposição do Rio São Francisco.
Mais do que a questão ambiental, que seria apenas agredida sem levar qualquer benefício aos mais carentes, havia a clara percepção de que haveria – até pelos estratosféricos números que eram projetados – elevados interesses de muitas pessoas, sem qualquer compromisso ético.
Pena que a decisão adotada para suspender esse "aparente butim” foi de suspender todos os pagamentos, se ainda houver pagamentos pendentes…
É de se supor que se houver pagamentos pendentes estes não devem ser daqueles que engordaram os valores das indenizações. Se ficou por pagar é, muito provavelmente, daqueles que tiveram suas terras tomadas e acabam ficando sem o dinheiro de sua pequena indenização.
Se na época em que se começou a falar da obra, e antes da aprovação pelo governo, os preços subiram até serem estimados em R$ 5 bilhões, hoje com os desmandos e a falta de gestão fala-se, no Ministério da Integração, em R$ 8,2 bilhões.
É muito dinheiro…
São poucos os auditores…
Pífios os resultados para os homens que vivem nas regiões áridas…
Grandes recursos para aqueles que usam desse dinheiro para suas campanhas pleiteando cargos políticos, em todas as instâncias…
Realmente são poucos auditores… Muito poucos…

terça-feira, 10 de abril de 2012

1 em cada 4 cidades paulistas joga lixo em lugar inadequado


Pelo título da manchete considerei que a notícia é muito boa! Afinal, apenas 25% dos municípios de São Paulo ainda não destinam de forma adequada o lixo gerado em sua cidade...

Pena que, quando vamos avançando nas informações que revelam a forma pela qual o índice definidor dos critérios de classificação são estabelecidos, percebemos que a situação não é tão "positiva" assim...

Infelizmente o lixo nos municípios é gerado por fatores básicos. O principal deles é a ignorância da grande maioria de seus cidadãos. Repare que, quando digo ignorantes não estou me referindo a analfabetos. Grande parte dos ignorantes são até doutores...

Outro fator é o descaso das pessoas que são escolhidas (pelo voto) com o sistema ambiental. Talvez por terem um período limitado de poder entendam que "o tempo é pequeno demais para fazer as coisas certas e necessárias". Ficam, apenas, cuidando do que lhes dá voto e prestígio... Lixo não é uma coisa importante para a maioria de seus eleitores (infelizmente).

Quando vemos regiões como a serra fluminense, onde mora boa parte de pessoas influentes daquele estado, sofrer seguidos cataclismos por responsabilidade direta dos administradores municipais, estaduais e até federais, que foram omissos e oportunistas sem se importarem com as vidas que colocaram em risco, ficamos nos perguntando: "Até quando? até quando a população permanecerá como gado miúdo a caminho de seu destino? Destino que as leva, inexoravelmente, ao abate?"

Vale lembrar também que há o fator da "Comunicação" dos órgãos de imprensa que, por serem "monitorados" politicamente acabam dando as notícias de forma distorcida e extremamente excassa para ser alcançada pela maioria dos cidadãos...

É uma pena! Veja a matéria do Estadão no link abaixo:

1 em cada 4 cidades paulistas joga lixo em lugar inadequado

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O papa, o crocodilo e o regime


É impressionante a constatação da realidade quando paramos para ver o que nos cerca...

Parece que os inúmeros terremotos que têm ocorrido em quase todos os lugares no mundo estão, também, fazendo com que tudo fique fora de seus lugares... Ou, ao menos, daqueles lugares que acreditávamos por tanto tempo ser o normal...

Em Cuba, assim como por aqui no Brasil, os governantes "perderam a mão". Ninguém pode mais dizer o que são (faço algum esforço para acreditar que algum dia tenham sido algo definível, ainda que só me lembre dos discursos de destruição, de combate e de outras violências mais. Claro que falo dos políticos que se dizem "sobreviventes da ditadura militar" e não dos milhões que passaram por todas as dificuldades para superar dificuldades e reconduzirem o país aos trilhos, depois dos difíceis anos que tivemos).

Vamos torcer para que haja uma crise de consciência e todos voltem aos seus "estados naturais". Esses políticos, que se deram bem, especialmente com a violência que muitos sofreram, deveriam, também, voltar às suas origens, assim como tal do crocodilo cubano.

Tá mais do que na hora da tartaruga sair de cima do poste...

Vejam o artigo abaixo para entenderem um pouco mais sobre os efeitos "tsunâmicos" pelos quais estamos passando.

O papa, o crocodilo e o regime | Instituto Millenium:

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Os náufragos da moral

Nos últimos dias fomos surpreendidos por notícias que podem ser classificadas como FANTÁSTICAS!

Uma foi a infeliz manobra realizada pelo capitão Francesco Schettino, do transatlântico “Costa Concórdia” que naufragou na ilha italiana de Giglio, causando a morte (até agora) de 16 pessoas, além do grave risco ambiental pela contaminação que seus tanques, com 2.400 toneladas de combustível, ameaça fazer...

Por mais que se faça investigação e entrevistas com as pessoas que se encontravam à bordo do navio, seu capitão e tripulação será muito difícil de entendermos as razões que levaram a realizar tamanha asneira...

Outro desastre moral esta ocorrendo, nesta semana, na cidade de São José dos Campos, na comunidade do Pinheirinho, numa ação da justiça de São Paulo que determinou à Polícia Militar a desocupação da área de forma truculenta.

O anúncio desse naufrágio vem sendo anunciado desde 2004. Isso mesmo! A tal invasão ocorreu em 2004!!! E até o final de 2011 ainda não havia sido tomada qualquer decisão sobre a realidade que estamos vivendo neste momento.

Falta de seriedade política, em qualquer um dos níveis de governo (municipal, estadual e federal). Jogaram com a esperança do povo e usam de suas vidas, e parcas posses (muito provavelmente) para fazerem sua ‘campanha política’ e reivindicações popularescas, que só fazem inchar o bolso de alguns empresários e alguns políticos.

É uma manipulação grotesca! Descabida sob qualquer ângulo que se busque analisar...

Claro! Há o chamado “Estado de Direito” que, supostamente oferece garantias aos proprietários de áreas de terra. A decisão da Justiça de São Paulo buscou restaurar e garantir esse direito.

O Governador perde muitos pontos de sua tímida popularidade, já que não soube (ou não quis) conduzir esse processo de forma mais adequada a todos. Aliás, todos os prefeitos que passaram pela cidade de São José dos Campos, todos os governadores que passaram pelo Estado de São Paulo e todos os presidentes que passaram pelo Brasil nesse período de 2004 até hoje, deveriam ser chamados à responsabilidade; ou se declararem numa das possíveis condições: corruptos ou negligentes ou incompetentes.

Há um grave desrespeito aos moradores daquela comunidade, bem como dos policiais da Polícia Militar. Eles serviram, apenas, de massa de manobra; “bucha de canhão”, meros instrumentos usados para satisfazer a sanha de uns políticos.

Infelizmente a mídia também tem se aproveitado desses “naufrágios morais” para dar seu ‘pitaco’ sem que se realize, de fato, um trabalho jornalístico necessário para esclarecimento de todos.

O vídeo abaixo foi feito por uma equipe do “Causa Operária TV”, o qual mesmo com as considerações políticas existentes deve proporcionar uma boa avaliação do que passou essas pessoas nestes dias.

 

Na Rede Globo a repórter informa que das 2.800 pessoas cadastradas (será que era só isso?) cerca de 760 encontram-se em abrigos. Os demais, possivelmente, estão em casas de familiares e amigos. As promessas dos governantes, como sempre, têm apenas o soar eleitoreiro que findará imediatamente após passado o período eleitoral.

Apenas um detalhe: o transatlântico que naufragou na costa italiana, levava cerca de 4.200 pessoas...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O INÍCIO DE UMA NOVA ERA, QUEM SABE....

Brasil -socorro

Repasso artigo de Reinaldo Azevedo que, mais uma vez, apresenta um alerta para que cada pessoa possa refletir sobre qual é seu papel na história…

Claro que continuamos (imagino que a maioria) a acreditar que basta apontarmos o dedo (ou que alguém aponte…) para que a solução da questão levantada seja prontamente resolvida. E muito bem resolvida…

Observava isso pela manha, quando a TV mostrava professores sendo espancados por militares e, logo depois, o jornalista fez seu comentário dando as informações sobre ‘o descaso das autoridades com a educação’, que essa atitude do Governo só irá prejudicar o país pois ceifará os profissionais das empresas, que ‘sentem falta desse ensino’, etc..

Continuamos a assistir a vinda do Tsunami sentados em confortáveis poltronas, sem mexermos qualquer músculo para uma tomada de decisão mais efetiva contra esse estado no qual nos encontramos.

Basta a corrupção; basta aos políticos que apenas se servem da coisa pública sem sequer ver o que está diante dos olhos de qualquer um que queira ver…

Basta!

 

O INÍCIO DE UMA NOVA ERA, QUEM SABE....

Reinaldo Azevedo

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a UNE não saiu, não!
É que a UNE estava contando dinheiro.
O governo petista já repassou aos pelegos mais de R$ 10 milhões e vai dar outros R$ 40 milhões para eles construírem uma sede de 13 andares, que serão ocupados pelo seu vazio de ideias, pelo seu vazio moral, pelo seu vazio ético.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a CUT não saiu, não!
É que a CUT estava contando dinheiro.
O governo petista decidiu repassar para as centrais sindicais uma parte do indecoroso imposto cobrado mesmo de trabalhadores não-sindicalizados. Além disso, boa parte dos quadros das centrais exerce cargos de confiança na máquina federal.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, o MST não saiu, não!
É que o MST estava contando dinheiro.
O movimento só existe porque o governo o mantém com recursos públicos. Preferiu fazer protestos contra a modernização da agricultura.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, os ditos movimentos sociais não saíram, não!
É que os ditos movimentos sociais estavam contando dinheiro.
Preferiram insistir no seu estranho protesto a favor, chamado “Grito dos Excluídos”. Na verdade, são os “incluídos” da ordem petista.

Os milhares que saíram às ruas, com raras exceções, não têm partido, não pertencem a grupos, não reconhecem um líder, não seguem a manada, não se comportam como bando, não brandem bandeiras vermelhas, não cultuam cadáveres de falsos mártires nem se encantam com profetas pés-de-chinelo.

Os milhares que saíram às ruas estudam, trabalham, pagam impostos, têm sonhos, querem um país melhor, estão enfarados da roubalheira, repudiam a ignorância, a pilantragem, lutam por uma vida melhor e sabem que a verdadeira conquista é a que se dá pelo esforço.

Os milhares que saíram às ruas não aguentam mais o conchavo, têm asco dos vigaristas que tomaram de assalto o país, não acreditam mais na propaganda oficial, repudiam a política como exercício da mentira, chamam de farsantes os que, em nome do combate à pobreza, pilham o país, dedicam-se a negociatas, metem-se em maquinações políticas que passam longe do interesse público.

O MSP - O Movimento dos Sem-Político
Vocês viram que os milhares que saíram às ruas estavam acompanhados apenas de seus pares, que, como eles, também saíram às ruas. Era o verdadeiro Movimento dos Sem-Político. Não que eles não pudessem aparecer por ali. O PSOL até tentou “embandeirar” os protestos, mas os presentes não aceitaram. Aquele era um movimento das ruas, não dos utopista do século retrasado, que ainda vêm nos falar, santo Deus!, de “socialismo com liberdade”.

Se políticos aparecessem para também protestar  — não para guiar o povo —, teriam sido bem-recebidos, mas eles não apareceram porque nem se deram conta ainda de que alguma coisa está em gestação, de que um movimento está em curso, de que algo se move no ventre da sociedade brasileira.

Na semana em que milhares de brasileiros evidenciavam nas redes sociais e nos blogs e sites jornalísticos que estão enfarados de lambança, governistas e oposicionistas estavam mantendo conversinhas ao pé do ouvido para tentar preencher a próxima vaga do Tribunal de Contas da União. A escolha do nome virou parte das articulações para a disputa pela Presidência da República em 2014… Governistas e oposicionistas que se metem nesse tipo de articulação, da forma como se dá, não estão percebendo que começa a nascer um movimento, que já reúne milhares de pessoas, que não mais aceita esse minueto de governistas arrogantes e oposicionistas espertalhões. Essa gente, de um lado e de outro, ficou irremediavelmente velha de espírito.

Os caras-pintadas, desta feita, não puderam contar com a máquina dos governos de oposição, como aconteceu com o Movimento das Diretas-Já e do impeachment de Collor. Ontem, e assim será por um bom tempo, eram as pessoas por elas mesmas. Sim, algo se move na sociedade. E é inútil se apresentar para “dirigir” o movimento. Marina Silva até percebeu a onda, mas errou ao apostar que os outros não perceberam a sua onda. Esse movimento, dona Marina, não nasce com assessoria de imprensa, assessoria de imagem, assessoria política e forte suporte financeiro. O seu apartidarismo, candidata, é transitório; o dos brasileiros que foram às ruas é uma condição da liberdade.

O maior em nove anos
Os milhares que saíram às ruas ontem, tratados com desdém nos telejornais, fizeram a maior manifestação de protesto contra o “regime petista” em seus nove anos de duração. E algo me diz que vai continuar e tende a crescer. Pagamos um dos maiores impostos do mundo para ter um dos piores serviços públicos do mundo. Sustentamos os políticos que estão entre os mais caros do mundo para ter uma das piores classes políticas do mundo. Temos, acreditem, uma das educações mais caras do mundo para ter uma das piores escolas do mundo. Temos um dos estados mais fortes do mundo para ter uma das maiores cleptocracias do mundo.

O Movimento dos Sem-Partido não rejeita a democracia dos partidos — até porque, sem eles, só existe a ditadura do Partido Único —, mas quer saber se alguém se dispõe efetivamente a romper esse ciclo de conveniências e conivências. Os milhares que foram às ruas desafiaram o risco de ser demonizados pelos esbirros do oficialismo. Perderam o medo.

Sim, em passado nem tão recente, em 2007, um grupo tentou organizar uma reação à corrupção, que se generalizava. Não chegou a crescer como este de agora, mas se fez notar. Tinha uma espécie de palavra-chave para identificar os indignados: “Cansei!” O movimento foi impiedosamente ridicularizado. Escrevi a respeito à época. Foi tratado como coisa de dondocas, de deslumbrados insatisfeitos com o que se dizia ser a “democratização” do Brasil. Houve estúpidos que afirmaram que eram ricos que não suportavam ver pobres nos aviões — como se o caos aéreo punisse apenas os endinheirados.

A menor tentativa de esboçar uma reação aos desmandos dos ditos “progressistas” era tratada a pauladas. Na Folha, Laura Capriglione chegou a ridicularizar uma passeata de estudantes da USP, feita no campus da universidade, que protestavam contra as greves. Os que queriam estudar foram tratados como um bando de reacionários. Os indignados com a corrupção e com a mistificação perderam o medo.

Enfrentar a desqualificação
A tentativa de desqualificação virá — na verdade, já veio. Veículos a soldo, dedicados ao subjornalismo oficialista, alimentado com dinheiro público, já fazem pouco caso das manifestações. As TVs ontem deram menos visibilidade aos protestos do que dariam a uma manifestação de descontentamento no, deixe-me ver, Bahrein! Parece que há gente que acha que democracia é uma coisa importante no Egito, na Líbia e na Síria, mas não no Brasil.

É inútil! Os milhares que foram às ruas ontem não precisam da oposição, não precisam do subjornalismo, não precisam do jornalismo simpático às manifestações de protesto do Iêmen… A dinâmica hoje em dia é outra.

Que os sem-partido, sem-grupos, sem-líder, sem-bando, sem-bandeiras vermelhas, sem-mártires e sem-profetas insistam. A oposição, se quiser, que se junte. Quem sabe até ela aprenda a ser livre e também diga com clareza: “Não, vocês não podem!”

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lula prevê mensalão julgado em 2050

Lula prevê mensalão julgado em 2050

Excelente a declaração do ex-Presidente!
Paulo Duarte / Valor Econômico 31/03/2011

Sem dúvida a homenagem feita em Coimbra deve ter feito um bom trabalho de 'lustramento egóico', daqueles que agradam a qualquer pessoa. Ainda mais quando ocorre nas especialíssimas circunstâncias em que ocorreu...

Quanto a notícia do mensalão há algumas considerações importantes.

Em primeiro lugar ele reconhece a existência e seu conhecimento sobre algo que ele dizia desconhecer ou que não teria existido. A passagem pela presidência deve ter contribuído para essa evolução de cidadania...

Outro ponto positivo é a 'crítica subliminar' que ele faz ao sistema judiciário, cuja morosidade elimina totalmente a condição da prática do 'estado democrático de direito', tão apregoado...

Fica a dúvida em relação ao trabalho da Polícia Federal. O relatório é conclusivo? É tão primário como alega o ex-Presidente? Ou será que eles tiveram de colocar muitos 'sofismas' ara relatar situações que colocavam o 'ex' em condição adversa?

O tempo é mestre. O tempo dirá...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Afinal, de quem é que o poder emana mesmo?

250px-Diretas_ja_1 A questão do “Ficha Limpa” tá dando o que falar!!!

Primeiro ficou claríssimo (e só não percebeu quem não quis) que a tal da Constituição Cidadã e a Democracia que vivemos, desde a tal Nova República é uma enorme mentira!

Quem não se recorda das palavras proferidas nas grandes (será que eram, realmente, grandes?) manifestações populares, denominadas pela mídia de “Diretas Já”, quando quase houve uma catarse geral ao se ouvir a frase de Heráclito Fontoura Sobral Pinto que proclamou:

- "Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido." A multidão delirou com sua vitalidade cívica.

Há bem pouco tempo, creio que todos ainda se recordam (2010, gente); no início do ano em que ocorreu eleições para cargos majoritários (Presidente e Governadores, bem como Senadores e Deputados Federais) houve um momento de lucidez cidadã.

Um movimento popular elevou-se e exigia que os candidatos, de qualquer partido, fossem submetidos a uma avaliação prévia. A esse processo deu-se o nome de “Ficha Limpa”.

Só que essa manifestação nasceu no meio do povo. Era a livre manifestação do cidadão. Com esse abuso intolerável foi com que nossos Ministros da Justiça receberam a missão de analisar o pedido.

De nada valeu. Afinal não existe nenhuma democracia onde os poderes se auto protegem, sugando, como parasitas insaciáveis e imortais, toda vida e toda a esperança das pessoas. A insensatez é tamanha que, muito provavelmente, até mesmo aqueles cidadãos analfabetos (por culpa dos próprios governantes) e oportunistas, comecem a sentir o mau cheiro que a podridão dos poderes instituídos vem exalando...

Conheça a peça que o ex-ministro do TSF produziu a respeito:

Ex-ministro defende decisão sobre a Ficha Limpa

Em meio à incompreensão de grande parcela da sociedade em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a impossibilidade de aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições do ano passado, há espaço para enfrentar o tema com bom humor. Foi o que fez o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral,Carlos Eduardo Caputo Bastos.

O ex-ministro enviou à revista Consultor Jurídico um texto em forma de versos no qual lembra que quando o assunto é segurança jurídica, a Justiça não pode tergiversar. Caputo Bastos ressalta que a aplicação da lei é apenas uma questão temporal e que é importante que todos respeitem a decisão do Supremo de forma incondicional.

Leia os versos

Cada um tem uma maneira de pensar
Por isso, meu caro amigo, eu digo
Para a segurança jurídica preservar
A norma da Constituição há de imperar

Mesmo sem aos meus filhos consultar
Mas com a outorga uxória a sustentar
Se achar oportuno e gostar
Pode, sem dúvida, publicar

Na questão da ficha limpa
É importante e necessário ressaltar
Trata-se de norma desejada e aplaudida
Porém, de compreensão e aceitação pendular

É difícil pra sociedade separar o direito da moral
Mesmo para os bacharéis, convenhamos, isso não se faz de maneira linear
A política e a moral, perdoe-me, devem ceder ao preceito constitucional
Pois, em face da segurança jurídica, é convir, não se pode tergiversar

Não deve de forma alguma haver frustração
Pode até não ser o caso de celebração
Mas não é pesadelo, nem motivo de tristeza fatal
Pois a aplicação da lei é apenas uma questão temporal

Juiz conservador, técnico, protagonista ou liberal
Expressar convicção no argumento é condição vital
Para ele o que importa definitivamente é o compromisso constitucional
Devemos todos, portanto, respeitar a decisão de maneira incondicional

sábado, 26 de março de 2011

O Assistencialismo é um Bem?

Não há dúvida quanto a necessidade de diminuirmos a distância entre ricos e pobres. A distância em termos financeiros é grande. Ela é gigantesca, entretanto, em termos de acesso ao conhecimento.

No texto abaixo somos convidados a refletir um pouco mais sobre ações que a mídia e todo um arcabouço político criado favoreceu ao encontrar as pessoas com a necessidade de 'parecerem bonzinhos aos olhos de outros...'

Faz algum tempo que ouvi que "Estamos aqui não para sermos bonzinhos... Estamos aqui para sermos MELHORES..."


Normalmente, ao repetir essa frase, completo com a seguinte: "Os 'Bonzinhos' irão arder no fogo mais quente do Inferno por toda Eternidade mais meia hora!"

Há grande diferença entre assistência e assistencialismo. Espero que o Governo retome as rédeas da situação e promova o enriquecimento das pessoas sem transformá-las em parias e massa eleitoral direcionada aos seus míseros interesses (até para não dizer outras coisas mais terríveis).

Fazendo o bem com o dinheiro dos outros
Acredito que há uma falácia básica em todas as medidas de bem estar e seguridade social. A falácia está em acreditar que é possível fazer o bem com o dinheiro de outras pessoas. Esta idéia tem pelo menos dois defeitos. Se eu vou fazer o bem com dinheiro dos outros, primeiro preciso tirar o dinheiro deles, o que significa que a filosofia de seguridade social é na sua base uma filosofia de violência e coerção. É contra a liberdade porque eu tenho que usar de força para conseguir o dinheiro. Em segundo lugar, muito pouca gente gasta o dinheiro de outras pessoas com o mesmo cuidado com que gastaria o seu próprio dinheiro.
Um dos grandes erros é julgar políticas e programas pelas suas intenções em lugar de julgá-los pelos seus resultados. Nós todos sabemos qual é o caminho que está pavimentado de boas intenções. As pessoas que vão por aí falando sobre a ternura de seu coração, eu as admiro pelo seu coração mole, mas infelizmente muito frequentemente essa moleza se extende também às suas cabeças. O fato é que programas que são vendidos como sendo para ajudar os pobres e necessitados, quase sempre terminam tendo efeitos que são exatamente opostos aos efeitos que seus bem-intencionados proponentes pretendiam alcançar.
Milton Friedman

quarta-feira, 23 de março de 2011

Hora de mudanças

Instituto Millenium
Até quando os eleitos irão governar pelo interesse próprio ou aqueles que parecem ser da grande massa popular.

Em qualquer um dos casos a nação está sendo espoliada, subtraída em suas riquezas e promovendo, cada vez mais, o desenvolvimento de:
a) Políticos Corruptos;
b) Agentes econômicos corruptores;
c) Abrangência do mal a todas as pessoas, dos três poderes constitucionais (Executivo e Legislativo, mais fácil de ver, e o próprio Judiciário que começa a deixar 'vazar' parte de suas mazelas);
d) População indolente, já que trabalhar exige que se renegue uma enorme quantidade de benefícios que o governo lhe concede;
e) Dificuldade de desenvolvimento real da população que não quer mais nada com o estudo, a formação ou dignidade (é muito mais fácil ser deputado ou bandido).

Será que a sociedade, neste momento de tantas questões importantes pelas quais o mundo está nos apresentando (guerras, massacres, terremotos, tsunamis, ameaça nuclear, etc.), começará a perceber a importância da mudança?

Que nossos governantes, começando pela Presidente e Governadores de Estado e DF, passem a ter mais responsabilidade em levar adiante sua dignidade e honradez...

quinta-feira, 10 de março de 2011

A tal da comissão de reforma política não parece coisa de gente séria...

Para ler a notícia clique no link: Jaqueline Roriz é excluída da comissão de reforma política

Pelo jeito a Família Roriz é mais que uma simples família. Trata-se de uma notória quadrilha que vive de monumentais assaltos ao erário. Retirá-la da comissão deverá ser apenas o princípio. Não dá para aceitar as evidências reveldas pelas notícias (e vídeos) divulgados pela mídia, contra as atitudes dessa senhora.

Essa tal comissão parece um grande deboche ao eleitor brasileiro. Seus integrantes, designados a estabelecer as normas para restabelecer um mínimo de ordem democracia bagunçada que estamos presenciando, teve os seguintes destaques há bem pouco temo:

Folha de S. Paulo de 02/03/2011:

"Uma semana depois do Senado, ontem foi a vez da Câmara instalar uma comissão especial sobre a reforma política. Sem nenhum tipo de consenso até o momento, os deputados terão que analisar mais de cem propostas sobre o tema.
O presidente da comissão será Almeida Lima (PMDB-SE), ex-senador, que ficou conhecido por ser um dos integrantes da "tropa de choque" do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) em 2007, quando o peemedebista respondeu a uma série de denúncias no Conselho de Ética.
Entre os integrantes da comissão estão ainda Paulo Maluf (PP-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP), réu no processo do mensalão.
Já o relator será o ex-líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS). Ontem ele disse que o "pilar" da reforma será o financiamento público de campanha.
Presente da sessão inaugural sobre o tema na Câmara, o vice-presidente da República, Michel Temer, voltou a defender o chamado "distritão", sistema pelo qual cada Estado constituiria um distrito eleitoral, dentro do qual seriam eleitos os candidatos a deputado mais votados individualmente. A tese ainda é controversa.
"Esse é um sistema menos discriminatório. O atual modelo é um deboche ao desejo popular", afirmou o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), em referência aos deputados que conseguem se eleger por causa de votos de colegas de coligação, como aconteceu no caso de Tiririca (PR-SP)."

é ou não é um país do outro mundo???

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

o PanAmericano joga a contabilidade (e a vergonha) no buraco negro da conveniente impunidade

depressao2502 Há uma série de notícias correlacionadas neste caso tenebroso. Afinal de contas até onde pode chegar o ‘descaramento’ das nossas ‘autoridades’ responsáveis pelas áreas financeira e tributária; para não falarmos meramente em ética e zelo com o dinheiro público.

QUE É NOSSO DINHEIRO!

A FENACON apresenta vários desses textos iniciando pelo sugestivo título: “PanAmericano apaga passado”.

Sob esse título desfilam os seguintes:

a) Atual administração decide divulgar apenas números referente a dezembro, sem explicar em detalhes os ajustes nas contas

Fico imaginando a reação dos administradores e sócios do PanAmericano: “Explicar por quê? Ninguém tem que saber o que fizemos e como fizemos...”

Esse tipo de atitude somente me deixa cada vez mais preocupado, pelas seguintes razões:

· Há dinheiro publico nesse Banco; ou seja: o seu dinheiro, o meu dinheiro, o nosso dinheiro...

· Quem foi beneficiado com essa grana? Afinal uma importância dessa magnitude deve ter favorecido alguém muito importante. Isso fica evidente pelo fato de não quererem divulgar o que aconteceu de fato. Aumenta o campo das suposições...

· Posso supor que grande parte desse dinheiro foi destinado à campanha de algum político, já que 2010 foi um ano eleitoral?

· Supondo que isso seja possível qual o político que foi beneficiado?

· Ainda nessa suposição avanço imaginando que não deve ter sido dirigida à campanha de quem perdeu, claro. Afinal quem perdeu não teria mais poder para impedir que a verdade fosse revelada.

· Fico preocupado, também, com a omissão do Ministério Público nesse assunto. O que é que eles andam fazendo que os ocupa tanto para perceberem que há uma grande fortuna surrupiada da população?

b) Solução dada ao balanço passou por BC e CVM

· Confesso que li duas vezes e ainda não acredito no que estou lendo. Chamam de ‘solução inédita’! vejam só a que ponto chegam os técnicos do BACEN e CVM. Que absurdo!

· As peças contábeis de 2010 e 2009 são consideradas de ficção, sem qualquer qualidade ou confiabilidade. E ainda consideram que isso é a forma correta?

· Socorro! Será que Deus – depois dessa – ainda aceita ser qualificado de Brasileiro?

c) Suporte dado por FGC e Caixa garante liquidez do PanAmericano

Nessa parte do artigo fica claro que a continuidade do banco está mantido de pé graças ao suporte da Caixa Econômica e do Banco Garantidor de Créditos. Ambas são instituições públicas. Entendam bem isso: Entidades Públicas é que entregam o dinheiro (nosso dinheiro) para salvar o PanAmericano!

E a administração não quer dar nenhuma explicação a esse ‘suposto roubo’?

Cada vez mais acho que essa grana foi usada em fundo de campanha de algum político (que ganhou a eleição, claro!)

d) Contabilidade ao gosto do freguês

As expressões adotadas pelo Niero, um velho conhecido na área de auditoria contábil, vamos vendo um desfile de adjetivos que vão sendo apresentados sobre essas, com perdão da má palavra, demonstração de *mierdas*, já que não há como chamá-la de contábil. Alguns exemplos das expressões:

· “Valor Ajustado” em vez de Valor Justo

· “Inconsistências Contábeis” em vez de “Recursos não contabilizados”, para definição do Caixa 2 do PT (na época do Delúbio)

· “Balanço Autista” para designar a fraude bilionária, que é ignorada na ‘mensagem da administração’ – melhor seria que, no espaço destinado a publicação das demonstrações de *mierdas* fosse deixado um espaço em branco, como citado por Niero

· Contabilidade customizada

· Os trechos retirados do relatório da administração apenas revelam que ‘papel aceita tudo’

Será que a suposição de que tudo foi uma armação para gerar dinheiro público para a campanha política, causando uma ‘perda’ a ser abatida do imposto de renda, apenas com a certeza da impunidade e de que ‘o brasileiro tem memória curta’? ou melhor: ‘o brasileiro não tem nenhuma memória...’

A falta de indignação é crescente

Brasil - Vergonha  Vivemos um momento em que várias pessoas fizeram manifestações seguidas para retirar do poder ‘líderes’ tirânicos, numa ditadura de décadas!

  A imprensa mundial – e todos nós – olhamos com entusiasmo as mudanças que serão possíveis ocorrer ‘melhorando a vida de várias pessoas’, ainda que distantes geograficamente ne nós.

  Transcrevo um artigo publicado nos jornais no início do mês que nos dá uma pequena mostra uma das razões para os tempos de ‘piorança’ que estamos vivendo. Deixamos de nos indignar com coisas erradas. Deixamos que os outros invadam a privacidade e os direitos das pessoas, desde que seja a privacidade e o direito de outro. Enquanto o ‘nosso’ estiver mantido não moveremos nenhuma palha.

  Estamos acomodados na situação. Estamos muito mal acomodados!

  O que será preciso fazer para nos incendiarmos? O que será necessário acontecer para que tenhamos um levante unido em uma única voz e propósito?

Do ''rouba, mas faz'' ao ''fala, mas não faz''

O depoimento do então secretário demissionário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Barreto de Castro, em audiência da Comissão Representativa do Congresso Nacional, em 20 de janeiro, é um dos documentos mais relevantes e reveladores da incúria administrativa e do cinismo político no Brasil. E da forma como esses vícios foram levados a extremos do descalabro nas gestões petistas de Luiz Inácio Lula da Silva.

Infelizmente, esse testemunho não teve a repercussão merecida nos meios de comunicação nem provocou em nenhum dos Poderes da República (se é que funciona de fato aqui um sistema tripartite de governo) e na sociedade o debate que deveria ter provocado para que os absurdos por ele indicados sejam evitados.

O primeiro absurdo já havia sido noticiado antes de o técnico ter sido ouvido em vão pelos congressistas, a convite da senadora Marina Silva (PV-AC), que foi ministra do Meio Ambiente do governo em questão. Os brasileiros que não tiveram o privilégio de acompanhar esse depoimento ou mesmo a audiência já sabiam que em 2005, quando um tsunami devastou praias asiáticas, o ex-presidente Lula tinha firmado um compromisso com outros 167 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para instalar, ao custo de R$ 115 milhões, um sistema de radares para prevenir desastres naturais.

No entanto, não foi investido nenhum centavo e os cidadãos que pagam os impostos que bancam as despesas públicas só ficaram sabendo disso quando, em 17 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff mostrou que não é tão loquaz como o antecessor, mas aprendeu muito bem alguns de seus mais caros truques de marketing, ao anunciar um tal Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais para o País.

Seria uma piada de mau gosto se não fosse uma tragédia amarga. Pois ela anunciou para daqui a quatro anos a instalação do mesmo equipamento com cuja aquisição pelo Brasil seu antecessor e padrinho se havia comprometido em documento oficial internacional havia seis anos. A caradura do anúncio do governo foi tal que o prazo para o funcionamento, que era de dez anos, passou a ser de quatro, considerado insuficiente por quem conhece o assunto.

O depoimento do especialista no Congresso tornou-se histórico por relatar como e por que a palavra empenhada por Lula na ONU virou titica de galinha na prática. O burocrata que deixou o posto por discordar da forma como a promessa foi triturada nos trâmites da máquina pública federal revelou, antes de entregar o abacaxi com casca e tudo ao substituto nomeado, Carlos Nobre: "Há dois anos fizemos um plano de radares para entrar no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-1), não conseguimos.

Fomos orientados a entrar no PAC 2, ficamos fora. E aí eu perguntei para meu ministério: E agora? O presidente disse que devíamos colocar no Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação Governamental (PCTI), que não teria fôlego para financiar os R$ 115 milhões".

Tudo isso seria ridículo se não fosse mais doloroso. Domingo, O Globo constatou que os responsáveis pelos PACs, pelo PCTI e pelo Orçamento da União (inclusive os representantes do povo no Poder Legislativo) não encontraram meios de conseguir R$ 115 milhões para salvar vidas em 500 áreas de risco e 300 sujeitas a inundações no Brasil, mas autorizaram o pagamento de R$ 1,2 bilhão para construir ou alugar prédios suntuosos para repartições públicas.

Na Região Serrana do Rio, na Grande São Paulo e em Santa Catarina, só para citar os casos mais recentes e urgentes, brasileiros morrem ao desamparo de seus representantes e mandatários, enquanto a elite funcional federal se refestela nas sedes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Polícia Federal (PF), do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Ministério da Cultura (MinC).

Sem dinheiro para radares, para instalar varas federais no interior, para melhorar a saúde pública nem para construir aeroportos seguros, a União não enfrenta entrave algum para pagar contas de cerveja, chicletes de menta e bolas de futebol ou até para financiar eventos que afugentem o estresse da nata burocrática que na União Soviética era chamada de Nomenklatura. Tudo isso, porém, vira café pequeno se comparado com os desastres naturais: só a nova sede do TSE custará mais que o triplo do dinheiro que deveria ter sido, mas não foi aplicado nestes seis anos para salvar as vítimas dos temporais.

E não me venham com a conversa de que o excesso de precipitação pluviométrica pegou os maganões federais, estaduais e municipais com as barras arriadas das calças. A ONU, sempre a ONU, revelou em Genebra que, de 2000 a 2010, 7,5 milhões de brasileiros sofreram com 60 catástrofes naturais (sem contar as enchentes e os deslizamentos deste verão): 6 secas, 37 enchentes, 5 deslizamentos de terra, 5 tempestades, 1 terremoto, 3 incidentes provocados por excesso de calor e 3 epidemias.

Os leitores de Graciliano Ramos perceberão que houve seis vezes mais desastres provocados por excesso do que por falta de chuvas no País, acostumado a lamentar o flagelo da estiagem. Os observadores da cena política terão mais a aprender da frase do técnico federal em prevenção de enchentes Luiz Antônio Barreto de Castro, que resumiu exemplarmente o comportamento de Lula e seu popularíssimo governo de oito anos: "Falamos muito e não fizemos nada".

O flagelo das secas foi imerso sob a desgraça das cheias. E o país do "rouba, mas faz", ainda em plenos vigência e esplendor, ganhou agora outra dimensão trágica: é também a pátria do "fala, mas não faz". Falar menos do que Lula, Dilma já fala. Agora precisa fazer mais - muito mais do que anunciar o que foi prometido antes e nunca realizado.

José Nêumanne*, jornalista e escritor para O Estado de S.Paulo - 02/02/2011

*Jornalista e escritor, José Nêumanne é editoralista do "Jornal da Tarde"

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Democracia Brasileira. Quanta Bobagem, meu Deus!

Na verdade nada temos a reclamar. Afinal dispendemos muito esforço em ‘conquistar a democracia em que vivemos’.

Não se trata de querer outro tipo de governo; afinal democracia é, segundo já dito há bastante tempo, a forma menos ruim que existe!

Agora, falando sério… dá muita vergonha vermos o estágio de ignorância, dependência e safadeza que levamos a palavra: “democracia”, alcançar! Está no último dos infernos! Lá nada resiste; muito menos a verdade e a coerência.

De que valeu a denúncia feita pelo wikileaks dos roubos, dos desvios de dinheiro para o exterior, da absurda ladroagem que vem sendo praticada pelo clã ‘sarney’ (entre aspas por isso não ser nome, apenas uma forma de tratamento dado a alguém; provavelmente com nome Nei).

Sem dúvida que sabemos o quanto custa o Congresso. Sabemos estimar, também, quanto custa as Assembleias Estaduais, as Câmaras Municipais… além dos amigos dos apadrinhados pela política ‘conquistada pelo voto direto’.

Essa tal mania do ‘políticamente correto’ só podia acaba nisso. Numa bobagem sem fim. Maior do que todo o universo…

A seguir o artigo de Dora Kramer, precedido do comentário recebido:

Reeleito José Sarney para a presidência do Senado. O mesmo político que mandou censurar um jornal da estatura de O Estado de São Paulo. Motivo: esse periódico ousou publicar falcatruas envolvendo um dos filhos deste "ilustre" político maranhense. Até hoje o jornal permanece censurado.Triste país o Brasil.

A falência da elite

Dora Kramer, O Estado de S. Paulo

Nunca foi tão verdadeiro o bordão da ex-senadora Heloisa Helena sobre o "balcão de negócios" que se instalara na Praça dos Três Poderes e comandava as relações políticas no Brasil.

O que há algum tempo era denúncia de uma personalidade rebelde hoje é voz corrente entre os parlamentares. Amanhã poderá - não se duvide disso - vir a ser prática reconhecida oficialmente, tal a rapidez com que se deteriora o Poder Legislativo.

Há cinco anos a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) para a presidência da Câmara foi um ponto fora da curva. Hoje, a escolha de deputado inexpressivo junto ao público para dirigir a Casa é fato aceito, padrão incorporado. Amanhã poderá vir a representar o curso natural das coisas.

Há dois anos causou espanto a quantidade de irregularidades reveladas a partir da eclosão do escândalo dos "atos secretos", mediante os quais a diretoria do Senado fazia e desfazia ao arrepio da lei, do regimento e da transparência.

Hoje ainda não se reduziram os funcionários de confiança, afilhados políticos seguem em seus empregos, não houve punições significativas. Da reforma administrativa prometida só se conhecem os R$ 500 mil pagos à Fundação Getúlio Vargas por um projeto que deu em nada e aumento de salários.

Hoje será eleito pela quarta vez o presidente que, ao assumir o posto pela terceira vez, em 2009, passou um ano como protagonista de uma crise que revelou desvios de conduta em série e só não resultou em renúncia por interferência do então presidente da República.

Sob incrédulo desdém geral e a tolerância desarticulada de suas excelências, José Sarney (PMDB-AP) consagra-se como o mais qualificado entre os 81 senadores. Mal visto pela opinião pública, mas, no dizer dos nobres colegas, o melhor e mais indicado para presidi-los.

Aqui merecem destaque os parlamentares de oposição. Muitos, não todos, clamaram pela regeneração da Casa. Quando viram que não daria resultado, dobraram-se docemente às conveniências corporativas. E isso sem o pretexto do dever de ofício frente às exigências de uma estratégia governista.

Um exemplo: nem um pio sobre a condução da Comissão de Orçamento. É possível que tenha a ver com acerto feito com o então relator Gim Argello (antes da apressada e conveniente renúncia) para o aumento das verbas do fundo partidário? Muito provável.

Amanhã, quando surgirem novas denúncias nenhum senador poderá dizer que a cigana os enganou. Mesmo entre os que chegam agora raros são os neófitos, todos sabem muito bem por onde andam as cobras e, ainda assim, aceitam as regras tais como elas são.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Divida Interna e Divida Externa - Análise Didática....

Waldir Serafim Economista

 Waldir Serafim é economista em Mato Grosso

Recebi a mensagem com o texto desse economista abordando sobre a questão das dívidas do Brasil, tanto a Interna como a Externa. Como achei a análise bem didática estou reproduzindo o texto na íntegra.

Sempre é importante ouvir comentários. Estou aguardando o seu…

SAIBA TUDO QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010

Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV
e não entende direito vamos explicar a seguir:
DÍVIDA EXTERNA
= é como uma dívida que você deve para bancos e outras pessoas...


DÍVIDA INTERNA
= é como uma dívida que você deve para sua mãe, pai ou parente...
Quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, os montantes eram:
* dívida externa 212 Bilhões
* dívida interna 640 Bilhões
* Total de dívidas: 852 Bilhões

Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa. E é verdade.

Só que ele não explicou que, para pagar a externa, ele aumentou a interna:
Em 2007, no governo Lula:
* Dívida Externa = 0 
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 400 Bilhões
* Total de dívidas =  1 Trilhão e 400 Bilhões

Ou seja, a dívida externa foi paga, mas a dívida interna mais do que dobrou.

Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.


Sabe por quê?

Porque ela voltou.
Em 2010:
* Dívida Externa= 240 Bilhões
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 650 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 890 Bilhões

Ou seja, a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão no governo LULA.

Daí é que vem o dinheiro que o Lula está gastando no PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura, bolsa para presos, dentre outras bolsas...

Não é com dinheiro de crescimento; é com dinheiro de ENDIVIDAMENTO.

Compreenderam?

Ou ainda acham que Lula é mágico? Ou que FHC deixou um caminhão de dólares pro Lula gastar?

Quer mais detalhes sobre dívida interna e externa do Brasil?

Acesse:
http://www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista

Dívida Interna: perigo à vista
Autor: Waldir Serafim


A dívida interna do Brasil, que montava R$ 892,4 bilhões quando Lula assumiu o governo em 2003, atingiu em 2009 o montante de R$ 1,40 trilhão de reais e, segundo limites definidos pelo próprio governo, poderá fechar 2010 em R$ 1,73 trilhão de reais, quase o dobro. Crescimento de 94% em oito anos de governo.
Para 2010, segundo Plano Nacional de Financiamento do Tesouro Nacional, a necessidade bruta de financiamento para a dívida interna será de R$ 359,7 bilhões (12% do PIB), sendo R$ 280,0 bilhões para amortização do principal vencível em 2010 e R$ 79,7 bilhões somente para pagamento dos juros (economistas independentes estimam que a conta de juros passará de R$ 160,0 bilhões em 2010). Ou seja, mais uma vez, o governo, além de não amortizar um centavo da dívida principal, também não vai pagar os juros. Vai ter que rolar o principal e juros. E a dívida vai aumentar.
A dívida interna tem três origens: as despesas do governo no atendimento de suas funções típicas, quais sejam, os gastos com saúde, educação, segurança, investimentos diversos em infraestrutura, etc..

Quando esses gastos são maiores que a arrecadação tributária, o que é recorrente no Brasil, cria-se um déficit operacional que, como acontece em qualquer empresa ou família, terá que ser coberto por empréstimos, os quais o governo toma junto aos bancos, já que está proibido, constitucionalmente, de emitir dinheiro para cobrir déficits fiscais, como era feito no passado.

A segunda origem são os gastos com os juros da dívida. Sendo esses muito elevados no Brasil, paga-se um montante muito alto com juros e os que não são pagos é capitalizado, aumentando ainda mais o montante da dívida.

A terceira causa decorre da política monetária e cambial do governo: para atrair capitais externos ou mesmo para vender os títulos da dívida pública, o governo paga altas taxas de juros, bem maior do que a paga no exterior, e com isso o giro da dívida também fica muito alto.
A gestão das finanças de um governo assemelha-se, em grande parte, a de uma família.

Quando se faz um empréstimo para comprar uma casa para sua moradia, desde que as prestações mensais caibam no seu orçamento familiar, é visto como uma atitude sensata. Além de usufruir do conforto e segurança de uma casa própria, o que é um sonho de toda família, depois de quitado o empréstimo restará o imóvel. 

No entanto, se uma família perdulária usa dinheiro do cheque especial para fazer uma festa, por exemplo, está, como se diz na linguagem popular, almoçando o jantar. Passado o momento de euforia, além de boas lembranças, só vão ficar dívidas, e muito pesadelo, nada mais.
No caso, o Brasil está mais assemelhado ao da família perdulária: gastamos demais, irresponsavelmente, e entramos no cheque especial. Estamos pagando caro por isso. 

Como o governo não está conseguindo pagar a dívida no seu vencimento, e nem mesmo os juros, ao recorrer aos bancos para refinanciar seus papagaios, está tendo de pagar um “spread” (diferença entre a taxa básica de juros, Selic, e os juros efetivamente pagos) cada vez mais alto (em 2008 no auge da crise, o governo chegou a pagar um “spread” de 3,5% além da Selic). E isso, além de aumentar os encargos da dívida, é um entrave para a queda dos juros, por parte do Banco Central.
O governo tornou-se refém dos bancos: precisa de dinheiro para rolar sua dívida e está sendo coagido a pagar juros cada vez mais altos (veja os lucros dos bancos registrados em seus balanços).

Em 2009, em razão das altas taxas de juros pagas, o montante da dívida cresceu 7,16% em relação ao ano anterior, mesmo o PIB não registrando qualquer crescimento.

O problema da dívida interna não é somente o seu montante, que já está escapando do controle, mas sim qual o destino que estamos dando a esses recursos.

Como no caso da família que pegou empréstimo para comprar uma casa própria, se o governo pega dinheiro emprestado para aplicar em uma obra importante: estrada, usina hidroelétrica, etc. é defensável. É perfeitamente justificável que se transfira para as gerações futuras parte do compromisso assumido para a construção de obras que trarão benefício também no futuro.
Mas não é isso que está acontecendo no Brasil.
O governo está gastando muito e mal. Tal qual a família perdulária, estamos fazendo festas não obras. Estamos deixando para nossos filhos e netos apenas dívidas, sem nenhum benefício a usufruir.

Deixo para o prezado leitor, se quiser, elencar as obras que serão deixadas por esse governo. 
Não tenho bola de cristal para adivinhar quem vai ser o próximo presidente da República: se vai ser ele ou ela, mas posso, com segurança, afirmar, que seja quem for o eleito vai ter que pisar no freio, logo no início do governo. Vai ter que arrumar a casa.


Waldir Serafim

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Bolhas de Sabão...

como-fazer-bolhas-de-sabao

Quem se lembra da alegria ao produzir, pela primeira vez, uma bolinha de sabão, que ia crescendo na ponta de um canudo...

Na minha época de criança esse canudo era conseguido quebrando os galhos dos mamoeiros, que são ocos e permitem soprar através deles. Claro que deixavam um gosto amargo na boca; só que o prazer era muito maior que o incomodo que era esquecido pelas infindáveis brincadeiras naqueles maravilhosos dias da infância.

Bolinhas de sabão! Quantos sonhos elas levam para longe; ou para bem perto. Algumas nem mesmo chegam a tomar forma, estourando e espirrando gotas de água com sabão em nosso rosto.

Nunca vi nada mais frágil. Qualquer coisa e pronto. Rebentavam, sem barulho, apenas deixando o gotejar d’água como sua única lembrança da curta existência.

Acho que quando uma criança resolvia fazer bolas de sabão ela devia emitir ondas sonoras para as demais crianças. Em poucos minutos ao seu redor juntava um bando de crianças; todas com seus canequinhos, canudinhos de folha de mamoeiro molhando-os na água e soltando o ar para caprichar nas bolas.

O começo parecia difícil para todos. Ninguém conseguia ter facilidade, desde o princípio em fazer belas bolas. Até que, num momento qualquer, as bolas passavam a sair: grandes bonitas, algumas com cores do arco-íris... Era uma beleza! Havia até aqueles que soltavam suas grandes bolas ao ar como se fossem mágicos. Aliás, tudo era magia nessa época!

Ainda continuo com essas lembranças bem vivas em minha mente. Essa (a das bolas de sabão) veio quando assisti, e depois li, várias interpretações sobre o que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, faltando cerca de 10 dias para a da eleição no Brasil. Houve um aparente confronto entre as torcidas (é o que parecem, no fundo, esses militantes que brigam, falam mal, discutem, sempre com base na “opinião de outros”, já que nunca tem suas próprias) que culminou nas cenas gravadas pelo SBT (a cabeça do candidato Serra sendo atingida por uma pequena bola de papel) e outra, feita por um celular, gravando a cabeça do candidato sendo atingida por outro objeto, descrito em detalhes pelas emissoras de televisão, auxiliadas por perito especialista, na busca de esclarecer detalhes do objeto e o possível ferimento causado. Nesse sentido achei muito apropriada a divulgação do fato. Deixou de ser a “fraude” bradada pelo Presidente Lula, defendendo sua turba e sua candidata, claro.

Numa análise bem rápida percebemos que o Brasil não conseguiu consolidar sua democracia (mesmo que relativa, no dizer do General Geisel) devido a tanta palhaçada e ganância em tomar de assalto o poder e poder assaltar as riquezas do país (quase digo nação. Que pena! Há uma nação Ianomami, constituída pelos poucos índios que vivem na riquíssima região do Brasil e Venezuela; mas ainda não há uma nação brasileira).

De acordo com a física, estabelecida na 3ª Lei de Newton, que "afirma" que a força é a expressão física para a interação entre dois entes físicos [ou entre duas partes de um mesmo ente], definindo então a direção, o sentido e a igualdade dos módulos das forças de um par ação-reação. Infelizmente as forças políticas, ainda que pareçam contrárias, totalmente antagônicas, ajustam sua força numa mesma direção, que é a de locupletar-se com o erário, no menor tempo possível. Aqueles que se mantém no cargo por muitas jornadas é para amealhar mais ou garantir sua “imunidade” garantida pelo cargo “legitimamente ocupado pelo sagrado sufrágio universal”.

E de tirar o fôlego!

Pois é essa a “democracia” que conquistamos após a saída do governo militar (denominado de ditadura, até que bem adequadamente). Só que o novo modelo de governo que estamos presenciando, e do qual NINGUÉM FALA ABSOLUTAMENTE NADA é muito pior que uma ditadura, seja de direita de esquerda, de militares ou de visionários. Vivemos numa variação da autocracia gerida por um tirano e seus apaniguados. Todos em busca da sua causa seja ela qual for e que interesses possa ter. É uma reedição piorada e muito ampliada dos grandes líderes destruidores que tivemos na história do último século. Não apenas Hitler, que é o primeiro a ser lembrado. Falo especialmente de: Pol Pot, no Cambodja; Mao Tse-Tung, na China; Fidel Castro, em Cuba; François Duvalier (Papa Doc), no Haiti. Além dos atualíssimos (não menos terríveis): Hugo Chaves, na Venezuela; e, Evo Morales, na Bolívia.

Ou você acredita que a perpetuidade no poder, buscada por todos eles, não tem nada em comum? Reflita apenas um pouco mais...

Na atual democracia que estamos vivendo, a pequena liberdade que parece existir (não acredito no chamado “estado democrático de direito”), poderá passar a ser apenas para agradar a Rainha da Inglaterra.

Nosso risco é que a democracia, ainda jovem e sem muito jeito que estamos construindo, possa ser derrubada com uma bolinha de papel.

Tão frágil quanto as minhas bolinhas de sabão…

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Origem e Finalidade do PT

Bandeira A Democracia é caprichosa! Somente ela admite a convivência de pessoas com variadas tendências políticas ou ideológicas.

A possibilidade de alternância de poder, sem que haja sufoco (ou eliminção) dos considerados “inimigos políticos”, quando derrotados nas eleições, dá um certo conforto e quase certeza de que haverá continuidade…

Nos velhos arquivos encontrei o texto abaixo. De tão antigo não há mais sinal de sua autoria. Entretanto, mantém a coêrencia e a atualidade, especialmente num tempo de eleição presidencial.

Que possa parecer desnecessário, pois estamos num Fórum de Debates, gostaria de solicitar especial atenção ao relato que estou fazendo a seguir. É baseado em informações que recebi durante uma conversa que ocorreu em meados de 2002, portanto pouco antes da ascensão da candidatura Lula à Presidência da República.

Creio que todos nos recordamos do início do ano eleitoral de 2002. Bush como Presidente Norte-Americano (cargo conquistado de forma inexplicável). No Brasil despontava a candidatura de Ciro, aparentemente o preferido dos banqueiros norte-americanos. O PFL, tendo em conta o prejuízo que o voto vinculado lhe causaria, provoca um “escândalo” com a Roseana que lhe possibilita “desgrudar-se” da aliança que mantinha com o PSDB. Como bom estrategista o Partido vê a oportunidade de fortalecer-se crescendo nas bancadas do Senado e da Câmara, alem de tentar o governo em alguns Estados. Tanto é que, após a fase do desligamento não se falou mais de Roseana ou da origem do dinheiro encontrado em poder de seu marido. Ficaram restritos aos seus “cantos”.

O Ciro – por sua própria ação – despenca do cenário eleitoral. As novas possibilidades são incertas. O então Presidente FHC mantém um discreto apoio ao candidato de seu partido: José Serra. Garotinho tenta alguma evolução apoiado nos evangélicos. Não foi suficiente. Lula vinha mantendo-se com os mesmos clamores da “direita” que se declarava temerosa de uma eventual vitória petista. Os outros candidatos não oferecem motivos de relato especial. Essa indefinição foi até junho, com algumas cartadas do PSDB favorecendo seu candidato mediante uso da mídia (Rede Globo, especialmente; que chegou a fazer transmissões através da rede de antenas parabólicas, levando Futebol e Discurso pró Serra). Parecia que o candidato chegaria liderando ao 1º turno; o segundo candidato poderia ser Garotinho ou Lula. O Ciro já estava “fora da jogada”.

O posicionamento de Serra destaca-se por parecer manter-se “independente” das ações de FHC. Tem opiniões que contrariam aos interesses do Poder Instituído. Começa a ficar isolado... sua atitude quixotesca apresentando “alvos e metas” que a população não consegue (até por causa da distorção provocada pela mídia) entender a pretensão do candidato. Sente que tem um discurso nacionalista duro; contra a ALCA e as dependências que o país vinha caminhando, ao capital internacional e a importância de uma administração “forte”.

A partir daí a candidatura Lula ganha um importante cabo eleitoral. O próprio Presidente FHC – que abandona qualquer apoio efetivo ao candidato do PSDB – passa a agregar votos e confiança ao candidato Lula. A direita reage! Só um pouquinho e só no princípio. Depois mantém uma crítica discreta; mais para dizer que “esta contra”! no fundo fica claro que “não existe mais o ‘temor’ da entrada do PT no Governo”. As ações eleitorais cristalizam-se entre os candidatos do PT e do PSDB.

Agora o relato que ouvi nessa época (meados de 2002). A mudança de apoio da “opinião pública” (claramente manipulada pela mídia e caciques políticos) é muito clara. A razão para isso? É simples... e estarrecedora (ao menos foi para mim à época). O objetivo é “acabar com o PT”. “Ele já havia cumprido o papel que lhe havia sido destinado quando de sua criação”.

???

Como assim?!?

O relato, a seguir, ainda que não esteja entre aspas, é de terceiro. E é o seguinte:

- O PT foi uma criação (invenção) do General Golbery do Couto e Silva. Sim. Você leu direito. O PT foi uma idéia concretizada pelo General que ocupava a Casa Civil no Governo Figueiredo. E as razões são simples:

- O Governo Militar já havia se esgotado e passava da hora de entregar o poder, novamente, aos civis. Era uma missão que o General Figueiredo tinha “ordem” de cumprir integralmente. Era o momento de se promover a abertura. O retorno de todos os exilados políticos que viviam em outros países... dentre esses exilados alguns nomes conhecidos: Arraes, Brizola... Brizola! Um líder temido pelos militares. Dono de um carisma e um poder muito forte sobre os trabalhadores brasileiros. Ainda era viva a lembrança do PTB de Getúlio, de João Goulart “a quem muitos brasileiros idolatravam”. Era um temor muito forte dos militares que, caindo o poder na mão de algumas pessoas, houvesse a retaliação vingativa contra os mesmos. É provável que tivessem consciência dos atos cometidos e antevissem o julgamento que eles próprios fariam, se em campos contrários...

Era preciso, então, minar o poder desses exilados, antes que se mobilizassem e conquistassem o apoio do povo... naquele momento, final dos anos 70 o Brasil experimentava, especialmente em s. Paulo, na região do ABC, o enriquecimento proporcionado pela indústria, notadamente a indústria automobilística que agregava um grande número de trabalhadores com uma remuneração privilegiada em relação aos demais trabalhadores de outras áreas. Nascia o Metalúrgico. Uma atividade invejada por muitos. Era um grande status trabalha em uma das montadoras, naquela época. Essa mesma indústria, entretanto, tinha sua estratégia definida em seus países de origem, de acordo com a estimativa que faziam de crescimento ou diminuição do mercado consumidor. Ao final dos anos 70 ocorreu, também, o 2º choque do petróleo, provocando uma recessão da economia mundial e, conseqüentemente, no Brasil e no seio dos metalúrgicos. A dispensa dos trabalhadores gerou o crescimento dos sindicatos e estes passaram a ter algumas conquistas, decorrentes do trabalho e militância desses trabalhadores.

Foi visualizando essa situação que o astuto General provocou a gestação de novas lideranças no seio dos trabalhadores. Apresentando-lhes a importância de uma atividade política coordenada e permanente que possibilitasse a manutenção dos direitos de todos os trabalhadores. As lideranças nós ainda nos lembramos; a conclusão também. Foi fundado o Partido dos Trabalhadores com uma liderança muito forte; de um líder nascido no seio do, quase certamente, maior centro de trabalhadores do Brasil. O chamado ABC.

Em que isso interessava aos generais? Ora, dividindo-se os trabalhadores brasileiros em mais de uma liderança haveria, sem dúvida, o enfraquecimento de quem estava para chegar ao país. E assim foi. Não contente com essa divisão, foi imposto uma nova cizânia. A antiga sigla do partido PTB era também disputada por Ivete Vargas, que se dizia “herdeira” do PTB. Foi um Brizola amargurado por mais uma derrota que nasceu o PDT. Que chegaria em terceiro lugar na primeira disputa para presidência, pelo voto direto, nas eleições de 1989. o General tinha razão de o temer!

Muito bem! Essa, segundo o relato que recebi, a origem e a razão principal da criação do PT. E qual o motivo de se “acabar com o PT” neste momento (meados de 2002)? A explicação foi tão ou mais fantástica que a de sua origem...

A melhor maneira de facilitar o ingresso do PT era “combinando” que ele se incumbiria de fazer reformas estruturais extremamente importantes e necessárias ao País. Especialmente a Reforma da Previdência, que causaria uma grande perda à classe trabalhadora. Somente um partido identificado com esses trabalhadores é que conseguiria “realizar essa missão árdua” sem que houvesse uma agitação popular. O PT estaria entrando, então, para realizar o “trabalho sujo” que os outros partidos não conseguiram ou temiam fazer. Esse desgaste de aprovação de reformas anti-populares provocaria, também, um desgaste do partido, acelerando sua queda...

Pois é! Esse o relato. O resto dá pra sentir na leitura dos jornais diários e acompanhamento das notícias da mídia. O desgaste que está sendo imposto ao PT vem colocando em risco as instituições nacionais; aparentemente os arquitetos dessa ação não temem nenhum risco e continuam com a execução do que foi planejado!

É isso aí. Quem viver verá...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

“Eleitor é culpado pela atual falta de segurança no Brasil”

Essa a manchete que antecede a matéria apresentada na manhã de hoje no Bom Dia Brasil.

Concordo!

Todos somos responsáveis! Ninguém está isento dessa responsabilidade, ainda que possa ter alguma graduação.

Por exemplo: quem vota em político sabidamente Ficha Suja, Incompetente ou outra má qualificação É REPONSÁVEL pelas falhas que existem nos diversos sistemas brasileiros, como: Educação, Saúde, Segurança, Cidadania, Distribuição de Renda, geração de Renda, etc.

Como é possível aceitarmos que o TSE autorize os Partidos Políticos receberem candidaturas de pessoas com visível restrição para tomarem posse, caso sejam eleitos? De quem é a responsabilidade, nesse caso? do TSE? do cidadão que não cobra a tibieza dos tribunais? dos partidos que só querem benefícios pessoais? Ou, novamente, no eleitor totalmente despreparado, irresponsável e ignorante?

Aos meios de comunicação também cabe uma certa responsabilidade. Afinal são eles que, por razões próprias e nem sempre dignas, que endeusam políticos de moral (competência e honestidade) duvidosa.

A corrupção está cada vez maior. Agora, reclamam alguns corruptores: “Temos de dar dinheiro mensalmente até para os contínuos das repartições públicas.”

E tudo isso aumenta o custo coberto pelos elevados impostos que pagamos. E TODOS NÓS PAGAMOS IMPOSTOS, mesmo aqueles que recebem recursos do Bolsa Família. Os impostos estão em tudo o que fazemos.

Por que é tão alto? Para que o Governo possa aceitar os preços superfaturados com as diversas propinas que têm ser paga para Políticos, Secretários, Ministros, Vereadores, Prefeitos, Deputados, Governadores, etc.

A culpa de tudo isso? Só pode ser nossa, na qualidade de ELEITOR IRRESPONSÁVEL e DESPREPARADO!

Uma pergunta: Por qual razão eu briguei tanto, e durante tanto tempo, para que voltasse a democracia e o sagrado direito de voto?

Caso só queira conhecer a matéria ela está apresentada abaixo:

 

Segurança pública: um assunto que precisa ser muito debatido neste segundo turno das eleições. É a oportunidade de nós, eleitores, batermos no peito e dizermos: “nostra culpa”. É lamentável termos que fazer isso, mas fomos deixando. Viramos um país fora da lei.

Acreditamos nas mentiras das autoridades, que justificam o crescimento do crime dizendo que no mundo é assim. Agora, eu ouço na rua brasileiros e brasileiras pensando em ir morar no Chile, onde há segurança.

Somos um país incomparável: 50 mil homicídios por ano. Isso dá 137 assassinatos por dia. É um avião grande caindo todos os dias e nós não nos escandalizamos com isso.

No Rio de Janeiro, a convivência vem de longe, com a contravenção do bicho. E se espalhou para assaltos coletivos, arrastões. São Paulo tem crime que chegou a fazer ataques de guerrilha urbana. A capital do país imita Rio e São Paulo. Nem a organiza Curitiba escapa. Nem mesmo as cidades outrora pacatas do interior do Brasil.

Nós não nos damos conta de que no Iraque e no Paquistão, hoje, morrem menos pessoas de morte violenta que aqui, no nosso Brasil abençoado por natureza. Nós ajudamos a enfraquecer as leis abençoando a esperteza e julgando que lei é para trouxa. Nossas atitudes pouco civilizadas na desorganizada vida urbana brasileira.

Nós elegemos os que fizeram leis boas com o crime, que beneficiam os engravatados do crime, que dão exemplo para os menores. Os fora-da-lei têm mais direito que as vítimas. Os juízes são amarrados pela lei. Os presídios não recuperam. Enfim, nós deixamos. Algemamos nossa cidadania. Se não encontrarmos as chaves para abrir a nossa vontade de segurança, vamos condenar ao medo de reféns nossos filhos e netos.