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domingo, 20 de maio de 2012

A falta de inteligência na área da agricultura (também…)

Há discussões que se transformam em verdadeira “Paixão Nacional”.
É assim que vejo, já há algum tempo, a questão da soja transgênica adotada por grande parte dos produtores brasileiros.
Sempre que fazia meus comentários, criticando essa “inovação” tecnológica recebia, como resposta, que usando esse tipo de semente o custo de produção iria cair – no custo direto do plantio e manutenção – e os ganhos iriam aumentar, por conta da maior produtividade prometida pelos técnicos que trabalhavam para a multinacional.
Com relação aos possíveis riscos de saúde – causados por um produto (soja) resistente ao herbicida, cujos efeitos aos que dele se alimentam podem ser inúmeros – a resposta era que já haviam muitas sementes transgênicas “e não seria esta que faria qualquer mal às pessoas…”
Vários jornais trazem, neste final de semana, uma opinião do Sr. César Borges de Souza,  presidente da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados, na matéria: “Mitos Transgênicos”, trazendo informações sobre os diferenciais entre os custos de produção com as sementes transgênicas e as da chamada “soja livre”.
Os produtores não terem percebido essa elevação no custo ao longo de alguns anos de uso é bastante estranho. Afinal, os produtores são reconhecidamente pessoas bastante cuidadosas na hora de fazer suas mudanças.
O que mais é estranho que – na época E MESMO HOJE – NENHUM ÓRGÃO GOVERNAMENTAL fez qualquer avaliação mais criteriosa sobre esse tema. Somente um Governador levantou-se contra a “novidade” que estava sendo imposta…Foi vencido pelas inevitáveis (e estranhas) circunstâncias que envolvem casos dessa natureza.
Infelizmente a agricultura brasileira carece de uma política inteligente, que pudesse orientar com maior cuidado os produtores, inclusive fazendo as sugestões para o equilíbrio das safras, sem causar desvalorização dos preços de venda do produto.
Os governos que têm passado, em todas as esferas: federal, estadual e municipal, são em sua grande maioria: omissos, incompetentes ou simplesmente desonestos…
Que pena!
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E tudo isso sem falar dos seguintes problemas causados por esse tipo de cultura de plantio de soja em grande extensão, para “ajudar o país na exportação”, causando:
a) desertificação das áreas, pela massiva quantidade de adubos químicos colocados no solo durante muitos e muitos anos seguidos (basta observar o estado do Rio Grande do Sul, que vem  transformando grande parte de suas áreas em plantio em grandes desertos);
b) a enorme quantidade de água necessária para a produção do soja, que é exportado. Normalmente os grandes importadores estão na Europa, onde o grave estresse hídrico já é uma realidade;
c) promovendo o desenfreado desmatamento, tanto nas áreas do cerrado como das florestas da Amazônia. Infelizmente. no Sul e no Sudeste já não dá mais para falar, sequer, em preservação ambiental…
d) aumentando a quantidade de trabalhadores rurais sem terras para trabalhar, ou onde morar. A tecnificação da agricultura exige que o trabalhador rural esteja, cada vez mais, melhor capacitado para poder trabalhar. E a quantidade de postos de trabalho vem diminuindo cada dia mais;
e) na gravíssima situação criada, graças a um erro tributário, que faz com que o Brasil tenha se transformado num dos “maiores exportadores de emprego” do mundo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Uma decisão de investidor

Brasil possui a maior carga tributária na América Latina:

Mais uma vez o IBPT presta um excelente trabalho a todos que buscam avaliar as melhores oportunidades para seus investimentos.

Afinal, ainda que a Europa esteja chorando por "suas perdas", há muitos investidores de lá (bem como de outros lugares), que apreciam muito fazer aquilo que sabem fazer muito bem!

Ganhar mais dinheiro!

Para que isso se concretize eles vivem fazendo permanentes pesquisas. Como todos - encantados pelas notícias propagadas - acreditam que o Brasil "É a Bola da Vez!".

Entretanto, para que um investidor obtenha segurança de ter ganhos constantes, sem grandes surpresas, é necessário que seja feita uma análise cuidadosa do "Ambiente Empresarial".

É aí que nos damos mal...

Além de termos uma carga tributária elevadíssima, ainda temos de considerar, no custo desses tributos, o peso da ineficiência do Estado. As empresas têm de pagar para todas as melhorias que necessita em sua instalação, o custo da demora para que suas solicitações sejam atendidas, pagara para ter segurança, etc.

Já passou da hora de tratarmos o Brasil como um país digno para brasileiros, que ainda são honestos e trabalhadores.

Chega de tanto imposto; chega de uma carga tributária tão elevada; toda ela para ser usurpada por uma quadrilha instalada por conta de suposta democracia...

Parabéns a cada brasileiro e ao IBPT, que nos ajuda a alertar sobre a calamitosa situação em que nos encontramos

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

“FREEDOM IS NOT FREE”

Trata-se de denúncia feita por suposto cidadão norte-americano que se intitula como ex-assassino econômico.

Perturbador e com claras denúncias às políticas e governantes dos chamados países emergentes.

Vale pena conhecer este lado das formas de conquista que são realizadas pelos EUA, especialmente.

É provável que a falta de credibilidade do dólar tenha sido exatamente a ganância na aplicação deste mesmo modelo, nos últimos 70 anos, pelo menos.

Tudo se esgota; até a falsa “liberdade” com alto e injusto preço…

domingo, 7 de agosto de 2011

Existe tanto dinheiro?

Entenda a magnitude da dívida pública norte-americana

Dívida norte-americana: muito se fala, pouco se entende. Vai abaixo um infográfico para tentar ajudar a entender e visualizar o tamanho da encrenca. Não tenha dúvida, meu caro amigo, minha cara amiga: não é porque vivemos no país do PAC, do bolsa família, da prosperidade Antonio Palocciana… Se os EUA dançam, o mundo inteiro vai atrás deles até o fundo do buraco. Nunca antes na história desse planeta valeu tanto aquela expressão… No mundo globalizado com economia on-line, estamos todos no mesmo barco.

Agora, vamos enxergar o tamanho do buraco dos nossos irmãos do norte através de um infográfico criado pelo WFTnoway com dados do US Debt Clock, o reloginho que marca em tempo real o tamanho da dívida do estado norte-americano.

100 dólares: nota de dinheiro mais conhecida do mundo.

100 Dolares

10 mil dólares: grana suficiente para torrar numas férias caprichadas ou num carro usado. É o valor médio equivalente a um ano de trabalho de um cidadão no planeta Terra.

10 mil dolares

1 milhão de dólares: prêmio de reality show brasileiro. É o valor equivalente a cerca de 92 anos de trabalho de um humano médio no planeta Terra.

1 milhao de dolares

100 milhões de dólares: opa, já dá para arrumar a vida de qualquer bom gastador. Ladrão que botar a mão numa bolada dessa já vai precisar de uma empilhadeira para levar o tutu para casa.

100 milhoes dolares

1 bilhão de dólares: agora a coisa ficou séria. Brincadeira de cachorro grande, o clube do bilhão é só para pesos pesados. Repare: vemos aí uma pilha dupla, em unidades encaixadas de 100 milhões de dólares.

1 bilhao dolares

1 trilhão de dólares: Se você gastasse 1 milhão de dólares desde o dia 1 do ano que Jesus nasceu, não teria gasto até hoje a soma de 1 trilhão de dólares, mas apenas cerca de 700 bilhões.

Quando o governo dos EUA reconhece um déficit de U$ 1,7 trilhão, isto representa apenas o valor que ele tomou emprestado em 2010 para manter a máquina do estado em movimento.

1 trilhao de dolares

Para facilitar sua visualização do tamanho da encrenca: o trilhão de dólares comparado a um jato ou um campo de futebol.

1 trilhao de dolares 2

15 trilhões de dólares: Se o governo americano não resolver o déficit, a dívida alcançará 15 trilhões de dólares até o natal de 2011. Estoura o teto máximo permitido por lei, hoje fixado em U$ 14,3 trilhões. Um volume capaz de assustar a Estátua da Liberdade.

15 trilhoes de dolares

114,5 trilhões de dólares: é o endividamento dos EUA sem lastro, que fica a descoberto, sem garantias. Representa o valor necessário para o país financiar previdência social, serviços médicos e remédios, fundo de desemprego, despesas militares e pensões para os civis… Enquanto isso, eles continuam acelerando nos gastos. Só a guerrinha no Afeganistão custa a bagatela de U$ 2 bilhõezinhos por semana!

114 bilhoes dolares

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dependência de nióbio é causa de preocupação de Washington

Que bom que a imprensa começa a falar sobre esse minério...

Provavelmente este minério representa uma oportunidade para o Brasil muito maior e mais relevante que o "pré-sal". Claro que há a necessidade de acordarmos os políticos e a sociedade. E isso nunca será fácil! Há sempre muitos interesses 'difusos' envolvidos em questões como essa.

Leia a matéria nesse link: Dependência de nióbio

Felizmente a imprensa brasileira dá - ainda que muito raramente - algum espaço para esse mineral altamente estratégico para o Brasile para o mundo todo.

Ele representa uma segurança, que se revelou extremamente necessária, quando falamos da energia atômica. Também para voos de naves que vão ao espaço e outras questões vitais para a humanidade.

Quando iremos acordar? Espero que seja breve, pois estamos patinando há mais de 10 anos sem conseguirmos sair do lugar ou aproveitarmos os bons momentos dos demais países.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SBPC e ABC comentam Código Florestal

SBPC e ABC comentam Código Florestal

Há sempre uma questão a ser discutida e apreciada por todos...

Quem é que está, afinal de contas, com a verdade? Pelo andar da carruagem dá para percebermos que tudo deve ter saído do fundo das 'calendas'...

A falta de debate com a sociedade - especialmente a parte da sociedade que tem maior conhecimento sobre esses temas - é algo que não se admite em uma sociedade moderna, que se autodenomina como democrática.

Claro que há exageros. Bem como há erros exagerados e posicionamentos equivocados. Debater é algo que engrandece. Aliás debater tem sido uma prática afastada deste país há muito tempo.

Hoje o direito do 'mais forte' prevalece sobre todas as coisas... Sobre qualquer coisa!

A esperança que há é numa evolução espontânea e natural das pessoas, que tenderão a aprender a conviver sem a necessidade de uma tutela. Qualquer tutela! As pessoas que fazem parte dessa coisa que chamam de governo estão pra lá de podres. Que sequem todas como coisas velhas, ultrapassadas e, principalmente, desonestas.

Felizmente a tal da república e da democracia, ao menos na forma pela qual estamos apreciando pelo mundo, está se acabando. A dissenção ocorre entre seus próprios membros. Cada um querendo seu quinhão no butim feito aos cidadãos, que ainda continuam a entregar metade do que produzem para o festim desses políticos que se apoderaram do poder...

Felizmente haverá um fim de tudo isso... Só espero que seja breve.


domingo, 17 de abril de 2011

''O governo vai ter de aumentar a carga tributária''

''O governo vai ter de aumentar a carga tributária''

Claro que essa tem sido a solução adotada por todos os governos. Nenhum deles, nem seus analistas aliados ou não, sequer dá-se ao trabalho de analisar novas formas para solucionar esse problema bem comum a todas as economias e, em especial, à brasileira.

Numa primeira análise a ser feita pode-se perguntar: "A quem interessa, de fato, um aumento de carga tributária?"


Todos sabem que mais dinheiro na mão do Governo significa:

  • Menos dinheiro na mão da sociedade, quer para produzir, quer para consumir. Quando não se equaciona os índices de inflação, julgados aceitáveis, a economia entra naquela fase de estagflação, comprometendo todo o desenvolvimento e abrindo brechas para a 'revoada' do capital;
  • Mais dinheiro com o Governo significa ampliar o montante dos gastos inúteis, que são mal administrados e, infelizmente, comumente desviados aos bolsos corruptos que emanam do poder;
  • O aumento de complexidade tributária adotado no Brasil permite que grande parte do esforço, quer dos contribuintes, quer do próprio governo, sejam destinados à sua administração; ou seja: grande parte esvai-se sem qualquer proveito para qualquer parte;
  • As exportações ficaram com seus preços de custos mais elevados, em função da falha no sistema tributário que não desonera as exportações, especialmente aquelas de produtos manufaturados.
A inflação é causada, em sua parte mais significativa, por um agente que faz os aumentos dos custos de qualquer produto sem qualquer coisa em troca. São as famosas tarifas e taxas religiosamente elevadas em cada ano. Quem controla as tarifas e taxas? Claro que é o próprio Governo. Ele é um dos principais motores de qualquer inflação registrada.

Será que ninguém se dá conta disso? Ou também há outros interesses 'muito fortes' por trás de tudo?

Cheguei a pensar que este governo teria mais ousadia. Reduziria a arrecadação tributária, em troca do êxito da inclusão fiscal que vem sendo realizada.

Com menor carga tributária seria forçoso fazer-se uma Reforma Fiscal e um plano de investimentos objetivos por parte do Estado. Nada de ficar buscando coisas que, ainda que possam existir, irão exigir um enorme gasto e endividamento do país. Ficaremos, mais ainda, na mão de banqueiros internacionais que ficarão buscando manter as taxas de seus juros na estratosfera. Sem benefício de ninguém da sociedade.

Que pena! Até cheguei a pensar que o que sempre foi impensável, mesmo no governo militar, ser possível com tamanha carga de confiança e esperança depositada num governo que, no fundo, é igual e tão incompetentente como todos os demais foram...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O dia que durou 21 anos | Direto da Redação - 10 anos

O dia que durou 21 anos

Sem dúvida este é um documentário verdadeiramente do 'outro lado da notícia'. Ao menos da notícia que todos nós lemos nos jornais, aprendemos nas escolas e aprendemos a amar e a odiar.

Nada como ter uma antena sempre atenta para sabermos o que há, de fato, por trás de cada notícia divulgada.

'Não existe almoço grátis' é uma expressão que retrata bem o que foi feito à nossa história, ao nosso país e à nossas vidas.

Uma outra, mais caseira, é aquela que diz que 'quando a esmola é demais o Santo desconfia'...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Yes we have Brazil!

100 Dolares Uma das (muitas) questões que deve ter surpreendido analistas na recente viagem do Presidente Obama aos países da América do Sul e Central foi o fato dele estar acompanhado de toda família. Quando isso ocorre o fato é passado até meio escondido (talvez para que não haja cobranças de dinheiro público favorecendo familiares).

De qualquer forma isso mostra que o resultado alcançado, provavelmente, não foi aquele pretendido (ao menos para o Obama). A falta de seu discurso no Rio de Janeiro, por exemplo, deve ter perdido muito da força que poderia ser alcançada em sua imagem pessoal.

Afinal qual seria a intenção de Obama em sua viagem ao Brasil?

De acordo com o Professor Atilio Borón o interesse é a Amazônia. Realmente há muitos pontos importantes que a região pode oferecer ao mundo (menos ao Brasil, claro. Não temos liderança responsável, competente e honesta para podermos, sequer, pensar em melhorarmos a condição de vida de todos neste país).

Além da riqueza mineral (o nióbio é só uma pequena ponta, mesmo representando uma reserva de mais de 90% da existente no mundo) e hídrica, há que se considerar questões como energia e política (o Chaves tá por perto).

Tudo é uma grande pena, já que a alma de tantos é tão pequena (lembrando um pouco do grande poeta).

E, por falar em alma pequena, é importante registrar o fato de que o jornal “O Estado do Paraná” demitiu um cartunista por julgar inadequada a charge que o mesmo teria feito sobre a visita de Obama ao Brasil. Um ato dessa natureza apenas revela que estamos ainda muito distantes dessa tal de democracia, que vem sendo ‘gritada’ por tantos militantes de bandeira vermelha e sangue azul. Saiba mais dessa história lendo o artigo de Deonísio Silva, no Observatório da Imprensa.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Governo bloqueia compra de terras por estrangeiros

Governo bloqueia compra de terras por estrangeiros

Quando a notícia é divulgada significa que o 'estrago' já ocorreu.

A falta de preparo das pessoas que são responsáveis pelas questões nacionais é absurda.

Praticamente ninguém atua com seriedade e probidade. Vamos aguardar para saber - se puder ser revelado, claro - as verdadeiras razões para o bandeamento da família do presidente americano para o Brasil.

Ainda tem 'muita amazônia para ser tomada'...

terça-feira, 15 de março de 2011

Dize-me com quem andas que te direi quem és...

Gente fina Neste caso, imagens dizem mais do que palavras...

Eu prefiro dizer e repetir: "dize-me com quem andas que te direi quem és." Assim penso, lamentando que milhões de idiotas tenham se vendido a um indigente político que se julgou e ainda se julga um predestinado...

GENTE FINA É OUTRA COISA. Veja algumas fotos:

Kadafi Kadafi1 Kadafi2

Nada pode ser mais revelador que a imagem. Os chinezes já diziam: “A imagem vale por 1.000 palavras”. Nesse caso creio que passe de vários milhões (de dólares, claro!)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

México - Olhe o que a polícia encontrou na casa de um narcotraficante!

Realmente é impressionante! E pensar que os governantes de vários países são responsáveis pela “facilitação” do tráfego das drogas e de sua permissão, votando leis que apenas estimulam ao crescimento da dependência em favor de uns poucos…
Não há nada pior do que a omissão. Somos – em todos os países e não apenas no Brasil – omissos em relação a essa questão que vem destruindo uma grande quantidade de jovens!
Por que o Governo não dá um basta a essa situação? Ora, claro que ele tem muito intere$$e ni$$o, não é verdade?


Observe a qualidade do armamento! Quantos exércitos tem armas menos mortíferas que os Narcotraficantes?

A honra e o orgulho que impera nesse tipo de sociedade é totalmente diverso do nosso; ao menos daquela que julgamos a desejável e temos esperança em alcançar.


É uma peça digna de um colecionador. Rico, com certeza!



Coleção riquissima… E, certamente, não se trata de um museu público…


Os esconderijos são coisa de cinema!










Sem dúvida é muito dinheiro. Grande parte retirado de crianças nas portas das escolas.
Os Pais podem não saber. As autoridades, sem dúvida, são omissas e partilham dos ganhos criminosos!











E ainda existem pessoas achando que podem derrotar  o tráfico apenas com campanhas pacifistas contra as drogas.
Doce ilusão!
Quem investiu toda essa grana, foram os viciados, protegidos por lei e pelo Ministério Público (MP) como 'apenas' usuários.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Está na hora de redescobrir o Brasil

José Brandão Coelho - Presidente da CCBP
Todos devemos ter um compromisso em informar sobre o que julgamos ser VERDADE. Tenho grande satisfação quando esse compromisso corresponde a apresentação de fatos que nos fazem renovar nossas esperanças e acreditar que tudo que estamos fazendo, mesmo que possa parecer insignificante (especialmente aos nossos olhos), repercute e tem grande significado.

Reproduzo, abaixo, o texto divulgado na Newsletter "Diplomacia & Turismo" contendo a entrevista concedida pelo presidente da Câmara de Comércio Brasil Portugal Paraná, José Brandão Coelho, a Bruno Felipe Pires, do jornal “Algarve 123”, semário publicado no Sul de Portugal, onde tem grande visibilidade, assim como no resto da Europa, graças à edição on- line. O jornal é publicado nos idiomas português, inglês e alemão.

A matéria, depois divulgada também no informativo da AICEP, me foi repassada por Fernando Martins da Silva, empresário português radicado em Curitiba. Nela, temas interessantes são focalizados, embora suscintamente. Como se trata de reprodução, foi mantida a ortografia lusitana, que conserva algumas diferençcas em relação à nossa. Brandão Coelho encontra-se em Portugal há cerca de 30 dias e vem realizando uma série de contatos com autoridades e empresários. Na entrevista, o presidente da Câmara Brasil Portugal fala ainda sobre aspectos do Brasil contemporâneo.

“Os efeitos da crise arrastam-se em Portugal e na Europa. Por isso, cada vez mais empresários consideram que está na hora de investir em novos mercados. Angola e Brasil são um mundo de novas oportunidades para quem queira expandir os seus negócios. Mas para se ter sucesso, há que conhecer as especificidades do mercado, fazer contactos e preparar o terreno. José Brandão Coelho, 70 anos, é uma das pessoas que poderá ajudar. É o presidente da Câmara de Comércio Brasil/Portugal do Paraná – uma das cerca de 30 entidades congéneres, de carácter privado que trabalham para facilitar as relações comerciais e económicas entre os dois países. Em entrevista, fala-nos um pouco do que é o Brasil de hoje, para além dos preconceitos."


“Sabia que os portugueses estão a conquistar de novo o Brasil, com a marca de congelados «Family Frost»? O sucesso tem sido tão grande que a empresa-mãe na Alemanha está a assumir a iniciativa da sua empresa lusa?"
“Sabia que o Paraná, um dos 27 Estados do Brasil, é 3,5 vezes maior que Portugal, e que na sua capital Curitiba e região metropolitana, vivem cerca de 3 milhões de pessoas? E que entre hipermercados, shoppings e centros comerciais somam mais de 50 empreendimentos, entre os quais cerca de 20 de grandes dimensões?"
“Sabia que nesse estado há um grande potencial para a produção de bio-combustíveis? Sabia que os grupos hoteleiros Vila Galé e Pestana estão hoje no Brasil com megainvestimentos desde Fortaleza até à América Latina?"

Quem o diz é José Brandão Coelho. Homem da indústria e de negócios ao longo de toda a vida, foi sócio de uma das maiores fábricas de móveis de Angola e de África. Com o 25 de Abril de 1974, veio para Portugal onde geriu várias grandes iniciativas empresariais. Ao longo dos últimos 10 anos, reparte a sua vida entre Portugal e o Brasil, a apoiar o desenvolvimento de ambos os países.

Bruno Felipe Pires: “Qual é o maior desafio para uma empresa europeia se instalar no Brasil?"
José Brandão Coelho: “O mercado é muito grande e a logística é complicada porque é tudo muito longe.Conheci uma empresa que foi para São Paulo e começou a vender para todo o lado. Mas depois, não conseguia fazer as entregas.
Infelizmente, o Brasil ainda não tem caminho-de-ferro. Os transportes são quase todos feitos por camiões e autocarros. Isso tem prejudicado muito a dinâmica da economia. Por outro lado, o sistema fiscal é muito organizado e rigoroso."


BFP: “Acha que Portugal apoia a iniciativa empresarial no estrangeiro?

JBC: “Há cerca de dois anos atrás, o Ministério dos Negócios Estrangeiros convidou todas as câmaras de comércio portuguesas espalhadas pelo mundo para uma reunião em Lisboa. Havia até um grande projecto do Governo para dar apoio à internacionalização das empresas portuguesas. Entretanto, chegou toda esta crise bancária e acho que isso não chegou a ser posto em prática…"

BFP: “Que empresários portugueses têm procurado a vossa câmara?"
JBC: “Têm sido mais empresários do norte e centro do país. Neste momento, o que interessa mais ao Brasil são produtos industriais e alimentares."

BFP: “A crise financeira tem afectado muito o Brasil?"
JBC: “Não, nada. Praticamente, passou ao lado. Mas foram tomadas algumas medidas para o evitar. Repare, quando há uma crise, a primeira coisa que o povo faz é cortar em tudo o que não são bens de primeira necessidade.
Para estimular a economia, o Governo Brasileiro tirou uma parte do imposto dos bens de consumo, como por exemplo, os electrodomésticos. Isso fez com que as vendas não caíssem. Penso que até nem baixou muito o imposto, foi na ordem dos 5 por cento. Mas isso teve um impacto psicológico forte. Todo o comércio continuou muito dinâmico ao longo dos últimos dois anos.
"

BFP: “Na Europa, ainda há muito a imagem do Brasil como o país das favelas, do terceiro mundo. Qual é a sua impressão?"
JBC: “Quem vir um noticiário na televisão em Portugal ou no Brasil, não verá grande diferença. Passam apenas notícias de terror – os assassinos, os roubos, é tudo o que é mau. E falam muito pouco do que é positivo. E tal como aqui, centram-se apenas nas grandes cidades, Rio de Janeiro e São Paulo. Esquecem-se do resto.
Temos que ter a noção da dimensão do país. O Brasil é maior que a nossa Europa. É 102 vezes maior que Portugal. Se juntarmos todos os crimes que se passam aqui na Europa, certamente são tantos ou mais do que os que lá acontecem. Há de facto favelas. Mas já houve mais.
O Brasil teve uma grande recuperação, faz um enorme esforço para erradicar a pobreza. O Governo criou bolsas de apoio às famílias que não têm o mínimo para se alimentarem. Criou subsídios para as crianças de famílias pobres irem para a escola. Ou seja, há uma série de acções sociais que estão em marcha."


BFP: “Pelo contrário, Portugal acaba de subir impostos e cortar nos apoios sociais…"
JBC: “Sim, e isso é um problema."

BFP: “Como é a sociedade brasileira hoje?"
JBC: “O Brasil tem hoje grandes indústrias. O parque automóvel é muito recente. A cidade de Curitiba, onde vivo, tem uma arquitectura moderna, actualizadíssima.
Depois, o Brasil recebe toda a gente de braços abertos. Muitos europeus refugiaramse lá no período das grandes guerras mundiais e criaram grandes comunidades que vivem como se estivessem no seu próprio país.Aqui em Portugal, qualquer imigrante é um estrangeiro. Lá, não. É integrado ao fim de pouco tempo."


BFP: “Os brasileiros cultivam uma série de preconceitos acerca dos portugueses..."
JBC: “Sim. Mas é uma relação de amor/ódio. Eles contam muitas anedotas sobre os portugueses. Mas penso que há um carinho muito especial. Muitos brasileiros já sabem que Portugal evoluiu muito e hoje é um país moderno."

BFP: “Falando na língua portuguesa, concorda com o novo acordo ortográfico?"
JBC: “Penso que a língua tem que se adaptar e evoluir, e se é falada em muitos países diferentes, deve aproximar-se o mais possível. Contudo, por mais leis que se façam, isso não pode ser imposto às pessoas. Tem que entrar nos hábitos culturais. Por outro lado, o Brasil tem a sua própria linguagem. Há palavras que é um absurdo tentar-se adaptar."

BFP: “Tem experiência de vida em Angola, Portugal e Brasil. Na sua opinião, por que motivo não conseguimos sair da cauda da Europa?"
JBC: “Se Portugal, tal como acontece nalguns Estados do Brasil onde falta desenvolvimento, tivesse uma qualidade de políticos melhor, os dois países poderiam crescer muito mais.
É só isso. Os políticos muitas vezes escondem interesses privados e obscuros, que ninguém sabe bem quais são, e deixam de apoiar aquilo que é essencial para o país."


BFP: “Como vê Portugal daqui a 30 anos?"
JBC: “Vejo Portugal sempre bem. Portugal não é um país de ontem. É um país de muitos séculos. Tem uma base cultural muito forte. Com o tempo, penso que as pessoas vão aprendendo a exigir, e vai surgir uma nova camada de dirigentes com mais patriotismo, com mais ideias novas, sobretudo internacionais”.

FONTE: NEWSLETTER "Diplomacia & Turismo", do jornalista Antonio Claret de Rezende (claretrezende@gmail.com)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Por trás do Outro Lado da Notícia

 Sagrado Olho de YSHA
Penso que estamos cegos,
Cegos que vêem,
Cegos que, vendo,
não vêem.”
José Saramago                                   
 Claro que há, no título deste post, uma evidente dose de “teoria da conspiração”. Só que na leitura que faço dos acontecimentos atuais e o conteúdo da nota que li, fica difícil ter outra avaliação da 'realidade' que estamos vivendo, nestes dias atuais…

 Venho comparando as pessoas nas multidões aos “Zumbis”. Elas vivem num mundo construído segundo seus padrões (estabelecidos conforme as novelas que vêem ou lêem. Dificilmente esses padrões são originados por reflexão própria ou desenvolvimento pessoal). Por isso, quando viajamos num coletivo ou estamos num ambiente público com muitas pessoas, encontramos a maior parte delas como se estivessem adormecidas, falando coisas repetidas e repetidas.

 O pouco pensar parece ser algo “políticamente correto” atualmente. Quem pensa ou faz reflexão sobre o que percebe o seu redor é “chato” ou “meio maluco”. Por isso a grande média das pessoas prefere viver num mundo fantasioso. Só seu! Sua grande luta é convencer outras pessoas (ao menos aquelas com quem tem mais afinidade) para também ingresarem em seus sonhos.

 Sonho ou Pesadelo? Depende apenas do que você vê e do que, realmente, enxerga…

 Uma nota bem interessante, analisando nossa situação nos últimos anos, revela a incoerência de algumas atitudes tomadas pelo Governo Brasileiro. Será verdade? Até onde vai, de fato, nossa autonomia?

 Em seu comentário: “Ambigüidade do Governo; Economia e Um Cenário para Terceira Guerra”,  Gelio Fregapani vai apresentando fatos e comentários que nos surpreendem. É como se fosse acendida uma Luz; uma grande janela sendo aberta, a pleno Sol…

 Como que não havíamos, ainda, percebido determinadas coisas? Também estamos, de certa forma, “zumbizados”?

 Apreciaria muito conhecer seu comentário…