- Prof. Oriovisto Guimarães (PODE)
- Major Olímpio (PSL)
Imagem do Blog: http://www.ambientelegal.com.br/a-ditadura-da-caneta/#comment-110070
O ano: 1988.
Aprovada a nova Constituição Federal do Brasil. A Constituição Cidadã, nas palavras de Ulisses Guimarães…
Era um texto logno, que buscava reunir todas as possibilidades de ocorrências na vida das pessoas, das instituições e do país. Criava-se, ali, o verdadeiro “ovo da serpente”…
Em 2006 concluí o MBP de Gestão e Contabilidade Pública. Foi com grande surpresa e decepção que pude perceber que as várias leis, decretos e demais normas aplicáveis à atividade pública são conflitantes. É impossível seguir-se plenamente a todas as leis e regulamentos em vigor.
Com base nessa constatação, além de observar que, por mais abusrdo que possa parecer, há tribunais de contas (estaduais) que legislam por sua conta, em vez de seguir o que determina a Lei e demais ordenamentos legais que regulamente a Contabilidade e Gestão Pública. Com base nessa constatação, criei a seguinte frase:
O Relatório do Tribunal de Contas pode ser de aprovação ou não das contas apresentadas. Exemplos:
Falta clareza e – principalmente – uma séria e completa revisão dos textos de leis dúbias. Alie-se a essa balburdia legislativa a rapinagem que floreceu, e cresceu assustadoramente, na política que influencia diretamente os serviços públicos. Para ser contratado o licitnte tem de concordar em repassar parte do valor do contrato para “o caixa do partido”.
O texto A DITADURA DA CANETA demonstra de forma brilhante o que ocorre nesses meandros administrativos com sérias influencias jurídicas.
“O resultado da ideia, executada com as melhores intenções, foi tão eficaz quanto desastroso.”
A conclusão a qual chegamos é aquela que já ouvimos em nossa infância e adolescência: “De boas intenções o Inferno está cheio.”
É com essa desconcertante constatação que vemos que o grande responsável pelas mazelas que estamos vivendo, não são os maus, os bandidos, os corruptos ou corruptores. Os responsáveis são os idealistas que, acreditando que estão produzindo o bem geram a “semente do mal”, que germina, cria raiz e sufoca qualquer outra planta que quiser germinar…
Uma outra frase que nos cansamos de ouvir: “É do couro que sai a correia.”, demonstra que para seguirmos adiante no desenvolvimento econômico (que inclui o social e o ambiental, sem dúvida) temos de conhecer melhor o que move o ser humano; e segurar os impetuosos idealistas, sejam de que lado forem pois, nesse setor, esquerda, direita, centro ou qualquer outra posição são impressionantemente iguais…
Creio que sempre é importante lembrar que a sociedade é formada por pessoas que foram educadas a serem “boazinhas”. Também costumo dizer que aquele que é “Bonzinho” irá queimar no fogo mais quente do Inferno durante toda a eternidade e mais um dia! Nenhum de nós está aqui para ser bonzinho. Estamos todos na busca de sermos MELHORES…
É por isso que não vemos mudanças na política deste país. E pode ir buscar nas atitudes dos governantes desde a época do Império. Sempre foram feitas as mesmas coisas; sempre foram aplauidos os mesmos “bonzinhos” que fizeram coisas achando que iriam melhorar a vida dos outros…
Somos um verdadeiro desastre político!
“Já no governo de Castelo Branco, a preocupação com o ensino é elevada a categoria de prioridade. Começa, neste governo, um longo processo de transformação do campo educacional representado pelos acordos MEC-Usaid, cobrindo todo o espectro da educação nacional (ensino primário, médio e superior), com treinamento de professores e com a produção e veiculação de livros didáticos. Estas mudanças, como mais adiante veremos, iriam redundar em uma verdadeira desnacionalização da educação brasileira.É no bojo deste processo que o governo promove a Primeira Conferência Brasileira de Educação, em março de 1965. No discurso de abertura, o presidente Castelo Branco salientou que o governo tem recebido “aplausos por estar repondo a ordem no sistema educacional” (Branco, 1965, p.112). Isto mostrava que o projeto posto em prática atingia seus objetivos de legitimação de um regime político reformulado.”Trecho do artigo da Revista Itinerários Reflectionis: Autoritarismo e Educação no Brasil
Nestes últimos anos nos acostumamos a falar mal de praticamente tudo. Nada escapa ao nosso senso de criticidade... Com as mídias sociais, então, tudo ficou mais fácil; basta um clicar de ‘mouse’ para que estampemos a nossa opinião do momento.
Sim! Nossas opiniões são muito volúveis. Mudamos de lado como se fossemos meros torcedores dos times que não estão jogando e, por isso, tanto faz torcermos por este ou por aquele. Nada nos importa. Muito menos qualquer ação positiva para que possamos sair da condição de meros espectadores para a condição de atores ou, quem sabe, diretores do espetáculo que se descortina a todos.
Só que nossa participação, além de efêmera, é frívola; sem qualquer comprometimento com qualquer coisa. O máximo que aceitamos é um envolvimento desapaixonado ou – se apaixonado – com alternâncias de lado.
Estamos – cada vez mais – nos acostumando a essa forma de “participação social”; sem que nos comprometamos a nada vamos alimentando o fogo de todos os lados; de qualquer lado. Não temos ideologia; chegamos a criticar quem a tenha... Ou criticamos pessoas por lhes faltar um ideal; especialmente daquelas que se dedicam a determinadas campanhas ou simplesmente expressam suas opiniões.
Por onde será que anda a “Senhora Coerência”? Provavelmente, assim como o “Bom Senso”; a “Educação” e a “Ética”, estejam perdidas no fundo de algum baú, empoeiradas e sem brilho, por falta de uso.
Quero falar de coisas boas! Coisas que estão acontecendo em vários pontos deste país; com pessoas dedicando-se a fazer o bem, ajudando aos que carecem de apoio, de orientação ou, mesmo, de um pequeno lume de esperança.
É impressionante! Mesmo num momento de tanto caos e colapsos há muito anunciados, vemos uma revolução intestina ocorrendo em vários lugares e setores da nossa vida.
Só que o caos e o colapso causam muito mais impactos na sociedade em função da potencialização que ganham pela mídia! Nada mais interessante para os “donos da notícia”; dá um bom retorno financeiro àqueles que a financiam e que vivem das más notícias, do espraiar de medos, das opiniões dúbias sobre fatos ocorridos, etc.. Quando olhamos as manchetes dos jornais, telejornais, revistas ou rádios, somos conduzidos ao ponto onde parece não haver a menor chance de salvação. Sentimo-nos atemorizados, pequenos, desesperançados...
Notícias sobre violências sem causa, geradas sem qualquer razão, que des
troem, causam pânico e atrapalham a vida de todos nós. Sobre a insensibilidade (ou seria mais adequado usarmos outros adjetivos, mais duros e verdadeiros) das autoridades constituídas que parecem omissas diante de tudo o que se vê.
O colapso hídrico que ameaça várias cidades, bem como os constantes “apagões” ou as greves, sempre inoportunas à população, como a dos garis da cidade do Rio de Janeiro, que além de “emporcalhar” as vias públicas é uma séria ameaça de surtos epidêmicos pelo nosso clima tropical, ainda que de chuvas incertas.
A destruição dos valores básicos da família, que representa (ou será que, nesta altura dos acontecimentos, já representou?) o esteio da sociedade; criando novos pontos de violência pela segregação que promove (ricos x pobres; brancos x negros; heterossexuais x homossexuais; etc.), com base num suposto novo código de “direitos humanos”. Além de não valorizar os verdadeiros valores promove uma inquietude nos grupos de pessoas que, sem qualquer outra razão, passam a discriminar e/ou a sentirem-se discriminados.
Os governantes, indistintamente e sem qualquer pecha partidária, tratam a população como idiotas. Somos criança
s fáceis de lograr (idiotas mansos) nas mãos do Governo que dispõe como quer (e se quiser) dos nossos direitos. O custo Brasil foi além do que qualquer analista poderia imaginar. Nos tratados de economia a corda já teria “rebentada” há muito tempo. Por bem ou por mal...
A arrecadação cresceu em relação ao PIB de forma acentuada. Saiu dos 24% no início dos anos 90 para além dos 37% em 2013. Imaginem que estamos falando de um percentual aplicado ao PIB, que cresce a cada ano. O volume de dinheiro retirado da economia produtiva é muito significativo, portanto.
A explicação mais razoável para o fantástico aumento de arrecadação tributária e o mínimo de devolução de benefícios aos cidadãos é atribuído ao mau uso do dinheiro público, aos desvios e os crimes organizados para saquear as verbas públicas. Como são feitos por organizações poderosas, às vezes mais poderosas que o próprio governo, a chamado crime de colarinho branco vai colocando suas patas em todas as possibilidades de recursos existentes. São exímios criadores de projetos que nunca dão em nada. Pontes, estradas e viadutos que ligam “o nada a coisa nenhuma”.
O crescimento desse crime extremamente organizado causa, além do empobrecimento do país, com seu atraso em todas as áreas a morte pelo descaso com a saúde, com a segurança, com a educação, com a infraestrutura, etc.. Já faz muito tempo que – além das obras emergenciais para a copa – não vemos qualquer obra significativa (e útil) na área de infraestrutura. Para os aeroportos e portos o governo, ainda que tardiamente, reconheceu sua incompetência e resolveu licitar empresas para que façam as construções necessárias. Claro que essas obras terão, muito provavelmente, seus buracos para a lavagem de dinheiro. Muito dinheiro...
O texto está se alongando e eu ainda não falei nada sobre as boas coisas...
Tomara que deixem que essas pessoas que estão construindo o nosso novo país, melhorando a educação de nossas crianças, dando amparo às famílias (tudo sem qualquer ajuda de governos ou entidades públicas: federais estaduais ou municipais),
continuem a trabalhar sem se importar com os desmandos e a falta de ética de nossos atuais líderes públicos. Que as crianças consigam sobreviver (e continuar com sua inteligência divina) apesar do caos que estamos presenciando.
Tudo tem um fim. Mesmo um mal tão grande como este que se abate sobre nós nos últimos 30 anos.
As comunidades em Rede vencerão!!!
Vivemos um momento maravilhoso onde a tecnologia nos permite acesso a várias informações de forma instantânea…
São tantas informações que nos são disponibilizadas que – na grande maioria das vezes – agimos como se estivéssemos diante da televisão. Apenas consumimos a informação como verdadeira e a instalamos em nossa memória para ser acessada, usada, transmitida, etc. a todo instante e com nosso aval sobre sua autenticidade.
Estamos vivendo num momento paradoxal. Enquanto nos disponibilizam fantásticas tecnologias também nos entopem de conhecimento inútil e, principalmente, MEDO.
Passamos a ter medo de não sermos felizes. Como se o medo pudesse nos ajudar nesse sentido…
Só que, dentro de nosso ‘adestramento’ aprendemos a ‘confiar’ em tudo que é informado na tela da televisão. E lá que ouvimos existirem medicamentos maravilhosos, que podem ser receitados pelos renomados e confiáveis médicos, que fazem uma conversa breve (que eu chamo ‘prá boi dormir’) e já vão pegando o receituário para lhe recomendar a última novidade da ‘ciência médica’ para ‘o seu caso’.
Sim! O médico sempre estará diante de um doente a ser tratado com os remédios que estão em sua listinha pessoal. De nada adianta você afirmar que quer uma avaliação mais precisa sobre o que você está sentindo.
Ele encerra a conversa com frases do tipo: “O risco é todo seu. Afinal o médico aqui sou eu que estudei… blá-blá-blá…”
O que resta à pessoa, que até entrar no consultório julgava-se, no máximo, um paciente e, de repente, foi levada à categoria de ‘doente’? Desobedecer ao médico, que tem tanta ‘autoridade’?
Humilde as pessoas acatam e empenham boa parte de seus salários na compra daquela droga que terá de ingerir por um bom tempo, aprendendo a superar todos os seus efeitos colaterais.
Infelizmente é mais um que está dominado…
Vejam este vídeo. É um alerta a todos…
Conheça e repasse aos seus amigos. Esclareça, sempre, tratar-se de opinião de outras pessoas e, por isso, sempre é recomendável que a pessoa comece a PENSAR e faça as reflexões e ligações necessárias para saber o quê lhe faz BEM e o quê lhe faz MAL…
Pense…
A decisão do STF sobre a questão da terceirização da saúde demonstra duas questões relevantes:
A primeira é que a área de saúde vem sendo tratada de forma muito displicente pelos administradores públicos.
A segunda é que o STF não conhece ou não vive no Brasil; ou ainda não sabe como é que a Saúde realmente funciona (ou não funciona, como temos visto).
Sempre que vejo uma decisão judicial fico imaginando o tempo despendido por grandes pensadores de nossa sociedade e da sociedade em geral. Que tomam suas decisões para que todas as coisas da sociedade, suas carências, suas necessidades e a racionalização de seus recursos, estejam melhor utilizadas pelo cidadão e todos os demais que vivem neste país.
Fico em dúvida, entretanto, quando vejo que decidiu pela impossibilidade de terceirização "dos cargos inerentes aos serviços de saúde, prestados dentro de órgãos públicos, por ter a característica de permanência e de caráter previsível, devem ser atribuídos a servidores admitidos por concurso público", conforme requereu o Sindicato dos Médicos (provavelmente do Rio de Janeiro), no Governo Cesar Maia.
Também entendo que todos os serviços prestados pelo município devam ser realizados por funcionários públicos, devidamente habilitados e credenciados para prestarem adequadamente o que lhes é requerido pela população em geral.
Só que a realidade brasileira – especialmente no que se refere a questão de contratação de profissionais de saúde – está muito distante daquilo que seria da essencialidade da atividade pública: prover todas as condições de boa saúde às pessoas.
A forma adotada atualmente, pela grande maioria de municípios brasileiros, é a de valer-se de “Organizações Sociais” para suprir suas necessidades.
Isso não significa que o médico que trabalha nessas organizações ganhe mais do que aquele que seria contratado pelo município. Em ambos os salários oferecidos estão muito aquém do que seria razoável. Só que ao trabalharem para as organizações eles podem acumular outros empregos, duplicando a renda e dando um péssimo atendimento a todos os usuários de seus serviços…
Outra questão que tem perpetuado essa forma de contratação de profissionais é a maior facilidade de corrupção existente. Será que alguém dúvida disso?
Gostaria de conhecer a posição do Conselho Regional de Medicina sobre essa questão. Ficam omissos, como se não fosse de seu interesse o zelo pelo profissional que depende desse registro para prestar seu serviço.
Todos os responsáveis nessa questão ficam omissos, fazendo “cara de paisagem”, mostrando até, surpresa com o que vem acontecendo no serviço público de saúde.
O mais interessante é que a questão saúde é “um prato cheio” para todos os candidatos aos cargos de prefeito. Suas soluções são mágicas…
Soube hoje de que há candidato “diz que vai criar um HOSPITAL VETERINÁRIO PARA AS PESSOAS QUE NÃO PODEM PAGAR...”
Confesso que chego a duvidar quem é que é, de fato, mais despreparado…
Sobre mais detalhes da notícia do STF basta clicar aqui.
Há esperança!
Sempre há esperança. Graças a Deus!
E ela é baseada numa questão simples e objetiva!
Se considerarmos que cerca de 90% das pessoas que vão aos médicos são sadias; precisando muito mais de alguém com quem possam conversar e se orientar para seus problemas íntimos, seria válido começarmos a pensar em resolver a questão de saúde, de todos os municípios brasileiros, principiando pelas seguintes ações:
Pensem nisso senhores candidatos…
Repassando!
ESTA MÚSICA É DA DÉCADA DE 1970, ANIMOU MUITOS BAILES, MAS CREIO QUE QUASE NINGUÉM ENTENDIA O QUE HURRICANE SMITH ESTAVA CANTANDO.
AGORA SE VÊ QUE ELE, HÁ QUASE 40 ANOS, JÁ ESTAVA PREVENDO O QUE IRIAM FAZER COM O MUNDO.
ASSISTA AO VÍDEO, VEJA A LETRA DA MÚSICA E OUÇA A MELODIA MARAVILHOSA NA VOZ ROUCA DE HURRICANE SMITH!
VAMOS FAZER COM QUE ESSA MENSAGEM CORRA O MUNDO!
ISSO MESMO, QUEM SABE ASSIM NÓS CONSEGUIREMOS RETARDAR UM POUCO ESSE FIM!
Nos últimos dias fomos surpreendidos por notícias que podem ser classificadas como FANTÁSTICAS!
Uma foi a infeliz manobra realizada pelo capitão Francesco Schettino, do transatlântico “Costa Concórdia” que naufragou na ilha italiana de Giglio, causando a morte (até agora) de 16 pessoas, além do grave risco ambiental pela contaminação que seus tanques, com 2.400 toneladas de combustível, ameaça fazer...
Por mais que se faça investigação e entrevistas com as pessoas que se encontravam à bordo do navio, seu capitão e tripulação será muito difícil de entendermos as razões que levaram a realizar tamanha asneira...
Outro desastre moral esta ocorrendo, nesta semana, na cidade de São José dos Campos, na comunidade do Pinheirinho, numa ação da justiça de São Paulo que determinou à Polícia Militar a desocupação da área de forma truculenta.
O anúncio desse naufrágio vem sendo anunciado desde 2004. Isso mesmo! A tal invasão ocorreu em 2004!!! E até o final de 2011 ainda não havia sido tomada qualquer decisão sobre a realidade que estamos vivendo neste momento.
Falta de seriedade política, em qualquer um dos níveis de governo (municipal, estadual e federal). Jogaram com a esperança do povo e usam de suas vidas, e parcas posses (muito provavelmente) para fazerem sua ‘campanha política’ e reivindicações popularescas, que só fazem inchar o bolso de alguns empresários e alguns políticos.
É uma manipulação grotesca! Descabida sob qualquer ângulo que se busque analisar...
Claro! Há o chamado “Estado de Direito” que, supostamente oferece garantias aos proprietários de áreas de terra. A decisão da Justiça de São Paulo buscou restaurar e garantir esse direito.
O Governador perde muitos pontos de sua tímida popularidade, já que não soube (ou não quis) conduzir esse processo de forma mais adequada a todos. Aliás, todos os prefeitos que passaram pela cidade de São José dos Campos, todos os governadores que passaram pelo Estado de São Paulo e todos os presidentes que passaram pelo Brasil nesse período de 2004 até hoje, deveriam ser chamados à responsabilidade; ou se declararem numa das possíveis condições: corruptos ou negligentes ou incompetentes.
Há um grave desrespeito aos moradores daquela comunidade, bem como dos policiais da Polícia Militar. Eles serviram, apenas, de massa de manobra; “bucha de canhão”, meros instrumentos usados para satisfazer a sanha de uns políticos.
Infelizmente a mídia também tem se aproveitado desses “naufrágios morais” para dar seu ‘pitaco’ sem que se realize, de fato, um trabalho jornalístico necessário para esclarecimento de todos.
O vídeo abaixo foi feito por uma equipe do “Causa Operária TV”, o qual mesmo com as considerações políticas existentes deve proporcionar uma boa avaliação do que passou essas pessoas nestes dias.
Na Rede Globo a repórter informa que das 2.800 pessoas cadastradas (será que era só isso?) cerca de 760 encontram-se em abrigos. Os demais, possivelmente, estão em casas de familiares e amigos. As promessas dos governantes, como sempre, têm apenas o soar eleitoreiro que findará imediatamente após passado o período eleitoral.
Apenas um detalhe: o transatlântico que naufragou na costa italiana, levava cerca de 4.200 pessoas...
Momento muito interessante esse em que vivemos.
A mídia nos informa sobre a gravidade das crises pelas quais alguns países vêm passando e as sucessivas reuniões dos ‘luminares’ apontando esta ou aquela solução.
Agem como se tivessem a absoluta certeza sobre todas as coisas. E que tudo seguirá conforme seus pronunciamentos. Não importa que esteja ocorrendo guerras, combates e mortes de muitas pessoas, buscando sua sobrevivência ou alguma mudança que melhore a condição de suas vidas, de seu trabalho, de algum futuro para seus filhos...
Se no mundo global é esse o tipo de informação que temos, por aqui nada é diferente.
Vemos ministros e a própria Presidente dando opiniões e dizendo como é que as ‘coisas estão e como ficarão’. Baseiam-se em resultados alcançados por suas próprias ações, elogiando a si próprios, em todos os momentos possíveis.
Para resolver o “problema da saúde’, basta haver a informação do Congresso sobre a fonte de recursos a ser usada. Por sua vez o Congresso divide-se em promover mais um saque à economia do cidadão, lançando mais um tributo cujo produto da arrecadação, muito provavelmente, terá a mesma destinação de grande parte de todos os demais tributos arrecadados: será desviado para atender a interesses pessoais, sem que haja qualquer retribuição à população.
O que mais inquieta é a atitude diante dos fatos que vivem sendo estampados nos jornais e são assunto de todas as demais mídias. Pessoas estão morrendo por falta de atendimento médico; por falta de leito nos hospitais; por falta de locomoção a tempo do paciente; etc.
Recentemente vimos que foram compradas, no ano passado, enorme quantidade de novas ambulâncias, que ainda estão paradas (em sua maioria) por falta de gestão dos prefeitos ou governadores. Tudo é uma questão política. Tudo corre no leito da estrada do “toma lá, dá cá”.
Parece que estamos vivendo na expectativa de que algo diferente irá acontecer. Se será bom, ou não, não importa. Há uma expectativa de todos sobre esse ‘algo novo’ por acontecer.
É essa ‘certeza’ de algo novo que faz com que todos fiquem imobilizados, sem qualquer ação ou tomada de atitude diante dos fatos que estão ocorrendo e repetindo-se seguidamente.
Teimamos em ver uma realidade totalmente diversa dos fatos. Isso é uma doença coletiva?
Para o Diplomata Jório Dauster “o Brasil está no alto de uma colina, aparentemente a salvo da crise que começa a varrer partes da Europa e ruma para os Estados Unidos. Mas até que ponto essa posição é segura?”. Veja aqui.
Todos andam afirmando que a saída será a renegociação das dívidas, a emissão de mais papel moeda, e outras medidas de ordem monetarista e financeira.
Ao mesmo tempo os verdadeiros produtores de riqueza, pelas safras agrícolas e pastoris, veem seus preços caírem e sofrerem uma série de barreiras de toda natureza.
Enquanto isso, todos, em especial os governantes, passam seu tempo olhando tudo do topo de uma colina, aguardando ‘algo novo’ acontecer.
A solução, especialmente no caso brasileiro, passa por uma mudança de comportamento de todos; a começar pelos governantes e demais integrantes da classe dominante do país. É preciso que deixem de ser LASCIVOS.
Uma atitude compassiva, indisciplinado, sujeito a qualquer ato ilegal, imoral ou licencioso. É preciso que seja eliminado o comportamento ultrajante das pessoas, que mostram total desprezo ao que ‘é certo’.
É esse comportamento que vem destruindo, completamente, todos os valores da sociedade, criados ao longo de muitos séculos de uma formação cidadã. Hoje, especialmente no Brasil, damos pouquíssimo valor à família e à sociedade. Só há valor ao efêmero e ao supérfluo.
Triste observar essa agonia pela qual a maioria das pessoas vive nestes tempos...
Repasso artigo de Reinaldo Azevedo que, mais uma vez, apresenta um alerta para que cada pessoa possa refletir sobre qual é seu papel na história…
Claro que continuamos (imagino que a maioria) a acreditar que basta apontarmos o dedo (ou que alguém aponte…) para que a solução da questão levantada seja prontamente resolvida. E muito bem resolvida…
Observava isso pela manha, quando a TV mostrava professores sendo espancados por militares e, logo depois, o jornalista fez seu comentário dando as informações sobre ‘o descaso das autoridades com a educação’, que essa atitude do Governo só irá prejudicar o país pois ceifará os profissionais das empresas, que ‘sentem falta desse ensino’, etc..
Continuamos a assistir a vinda do Tsunami sentados em confortáveis poltronas, sem mexermos qualquer músculo para uma tomada de decisão mais efetiva contra esse estado no qual nos encontramos.
Basta a corrupção; basta aos políticos que apenas se servem da coisa pública sem sequer ver o que está diante dos olhos de qualquer um que queira ver…
Basta!
O INÍCIO DE UMA NOVA ERA, QUEM SABE....
Reinaldo Azevedo
No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a UNE não saiu, não!
É que a UNE estava contando dinheiro.
O governo petista já repassou aos pelegos mais de R$ 10 milhões e vai dar outros R$ 40 milhões para eles construírem uma sede de 13 andares, que serão ocupados pelo seu vazio de ideias, pelo seu vazio moral, pelo seu vazio ético.No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a CUT não saiu, não!
É que a CUT estava contando dinheiro.
O governo petista decidiu repassar para as centrais sindicais uma parte do indecoroso imposto cobrado mesmo de trabalhadores não-sindicalizados. Além disso, boa parte dos quadros das centrais exerce cargos de confiança na máquina federal.No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, o MST não saiu, não!
É que o MST estava contando dinheiro.
O movimento só existe porque o governo o mantém com recursos públicos. Preferiu fazer protestos contra a modernização da agricultura.No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, os ditos movimentos sociais não saíram, não!
É que os ditos movimentos sociais estavam contando dinheiro.
Preferiram insistir no seu estranho protesto a favor, chamado “Grito dos Excluídos”. Na verdade, são os “incluídos” da ordem petista.Os milhares que saíram às ruas, com raras exceções, não têm partido, não pertencem a grupos, não reconhecem um líder, não seguem a manada, não se comportam como bando, não brandem bandeiras vermelhas, não cultuam cadáveres de falsos mártires nem se encantam com profetas pés-de-chinelo.
Os milhares que saíram às ruas estudam, trabalham, pagam impostos, têm sonhos, querem um país melhor, estão enfarados da roubalheira, repudiam a ignorância, a pilantragem, lutam por uma vida melhor e sabem que a verdadeira conquista é a que se dá pelo esforço.
Os milhares que saíram às ruas não aguentam mais o conchavo, têm asco dos vigaristas que tomaram de assalto o país, não acreditam mais na propaganda oficial, repudiam a política como exercício da mentira, chamam de farsantes os que, em nome do combate à pobreza, pilham o país, dedicam-se a negociatas, metem-se em maquinações políticas que passam longe do interesse público.
O MSP - O Movimento dos Sem-Político
Vocês viram que os milhares que saíram às ruas estavam acompanhados apenas de seus pares, que, como eles, também saíram às ruas. Era o verdadeiro Movimento dos Sem-Político. Não que eles não pudessem aparecer por ali. O PSOL até tentou “embandeirar” os protestos, mas os presentes não aceitaram. Aquele era um movimento das ruas, não dos utopista do século retrasado, que ainda vêm nos falar, santo Deus!, de “socialismo com liberdade”.Se políticos aparecessem para também protestar — não para guiar o povo —, teriam sido bem-recebidos, mas eles não apareceram porque nem se deram conta ainda de que alguma coisa está em gestação, de que um movimento está em curso, de que algo se move no ventre da sociedade brasileira.
Na semana em que milhares de brasileiros evidenciavam nas redes sociais e nos blogs e sites jornalísticos que estão enfarados de lambança, governistas e oposicionistas estavam mantendo conversinhas ao pé do ouvido para tentar preencher a próxima vaga do Tribunal de Contas da União. A escolha do nome virou parte das articulações para a disputa pela Presidência da República em 2014… Governistas e oposicionistas que se metem nesse tipo de articulação, da forma como se dá, não estão percebendo que começa a nascer um movimento, que já reúne milhares de pessoas, que não mais aceita esse minueto de governistas arrogantes e oposicionistas espertalhões. Essa gente, de um lado e de outro, ficou irremediavelmente velha de espírito.
Os caras-pintadas, desta feita, não puderam contar com a máquina dos governos de oposição, como aconteceu com o Movimento das Diretas-Já e do impeachment de Collor. Ontem, e assim será por um bom tempo, eram as pessoas por elas mesmas. Sim, algo se move na sociedade. E é inútil se apresentar para “dirigir” o movimento. Marina Silva até percebeu a onda, mas errou ao apostar que os outros não perceberam a sua onda. Esse movimento, dona Marina, não nasce com assessoria de imprensa, assessoria de imagem, assessoria política e forte suporte financeiro. O seu apartidarismo, candidata, é transitório; o dos brasileiros que foram às ruas é uma condição da liberdade.
O maior em nove anos
Os milhares que saíram às ruas ontem, tratados com desdém nos telejornais, fizeram a maior manifestação de protesto contra o “regime petista” em seus nove anos de duração. E algo me diz que vai continuar e tende a crescer. Pagamos um dos maiores impostos do mundo para ter um dos piores serviços públicos do mundo. Sustentamos os políticos que estão entre os mais caros do mundo para ter uma das piores classes políticas do mundo. Temos, acreditem, uma das educações mais caras do mundo para ter uma das piores escolas do mundo. Temos um dos estados mais fortes do mundo para ter uma das maiores cleptocracias do mundo.O Movimento dos Sem-Partido não rejeita a democracia dos partidos — até porque, sem eles, só existe a ditadura do Partido Único —, mas quer saber se alguém se dispõe efetivamente a romper esse ciclo de conveniências e conivências. Os milhares que foram às ruas desafiaram o risco de ser demonizados pelos esbirros do oficialismo. Perderam o medo.
Sim, em passado nem tão recente, em 2007, um grupo tentou organizar uma reação à corrupção, que se generalizava. Não chegou a crescer como este de agora, mas se fez notar. Tinha uma espécie de palavra-chave para identificar os indignados: “Cansei!” O movimento foi impiedosamente ridicularizado. Escrevi a respeito à época. Foi tratado como coisa de dondocas, de deslumbrados insatisfeitos com o que se dizia ser a “democratização” do Brasil. Houve estúpidos que afirmaram que eram ricos que não suportavam ver pobres nos aviões — como se o caos aéreo punisse apenas os endinheirados.
A menor tentativa de esboçar uma reação aos desmandos dos ditos “progressistas” era tratada a pauladas. Na Folha, Laura Capriglione chegou a ridicularizar uma passeata de estudantes da USP, feita no campus da universidade, que protestavam contra as greves. Os que queriam estudar foram tratados como um bando de reacionários. Os indignados com a corrupção e com a mistificação perderam o medo.
Enfrentar a desqualificação
A tentativa de desqualificação virá — na verdade, já veio. Veículos a soldo, dedicados ao subjornalismo oficialista, alimentado com dinheiro público, já fazem pouco caso das manifestações. As TVs ontem deram menos visibilidade aos protestos do que dariam a uma manifestação de descontentamento no, deixe-me ver, Bahrein! Parece que há gente que acha que democracia é uma coisa importante no Egito, na Líbia e na Síria, mas não no Brasil.É inútil! Os milhares que foram às ruas ontem não precisam da oposição, não precisam do subjornalismo, não precisam do jornalismo simpático às manifestações de protesto do Iêmen… A dinâmica hoje em dia é outra.
Que os sem-partido, sem-grupos, sem-líder, sem-bando, sem-bandeiras vermelhas, sem-mártires e sem-profetas insistam. A oposição, se quiser, que se junte. Quem sabe até ela aprenda a ser livre e também diga com clareza: “Não, vocês não podem!”
Por Reinaldo Azevedo
Trata-se de denúncia feita por suposto cidadão norte-americano que se intitula como ex-assassino econômico.
Perturbador e com claras denúncias às políticas e governantes dos chamados países emergentes.
Vale pena conhecer este lado das formas de conquista que são realizadas pelos EUA, especialmente.
É provável que a falta de credibilidade do dólar tenha sido exatamente a ganância na aplicação deste mesmo modelo, nos últimos 70 anos, pelo menos.
Tudo se esgota; até a falsa “liberdade” com alto e injusto preço…