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sábado, 8 de agosto de 2015

ACORDOS DO MUNDO FINANCEIRO

Ainda estamos passando pela crise da Grécia!

Até hoje ainda não se sabe qual a origem de sua queda vertiginosa... Claro que há uma questão que nos salta aos olhos, decorrente da "melhor vida" que o povo passou a ter depois das enxurradas de recursos financeiros que migraram para lá. A questão relevante é: Com quais objetivos? Para quais finalidades? Quem analisou e aprovou o ingresso desses recursos e os projetos que - supostamente - lhes dava a necessária "cobertura", nos termos internacionais de empréstimos...

Muitos se beneficiaram com esses recursos. Na realidade: MUITO POUCOS! Se tivesse havido, de fato, benefícios a todos a Grécia não estaria em crise hoje.

A grande crise foi dos bancos, portanto. Que safaram-se dela mediante a transferência de seus crédito micados para o Governo que, sem recursos disponíveis, deixava de honrar seus compromissos com o FMI, BCE e outros, normalmente oficiais.

As crises são, quase que sempre, de natureza financeira. Um banco deixa de realizar seus créditos (mesmo depois de ter ganho muito com a modalidade) e deixa de pagar seus compromissos. Seus credores acabam criando um fato político que é resolvido com a assunção da "parte podre" pelo Estado. Ou seja, quando um banqueiro vai mal todos os cidadãos acabam assumindo uma parcela das perdas apontadas pelo Banco.

E, ainda, os Bancos Mundiais (FMI, BCE, FED, ETC.) recomendam essa ação para que não haja uma "Crise Sistêmica (efeito dominó)". Com base nesse terrorismo e em seu poder vão obrigando os países a contraírem novos empréstimos para pagarem juros vencidos, aumentando o estoque de dívidas que já sufoca o país e engessa o poder de gestão de qualquer governo.

Há, agora, uma nova condição: as instituições devem ser estruturadas dentro de um arcabouço legal e capacidade técnica que lhes permita ter, e isso ser refletido sistemicamente, em Planos de Recuperação "resolúveis", ou seja: uma gestão fora do board causador da situação de insolvência.

Um aspecto importante: há consenso de que não são mais recursos financeiros que ajudarão a instituição a se recuperar. A recuperação depende de ações efetivas contidas em seu "Plano de Recuperação", que deverá ser revisto anualmente (se for o caso, claro).

Portanto faço a pergunta:

   a) Se para as instituições - sistemicamente importantes - é necessário que tenham um Plano de Recuperação;

   b) Se há consenso de que "não é maior quantidade de dinheiro que resolverá a crise da Instituição", devendo ser aplicadas ações efetivas para sua recuperação e/ou solução, sem que haja reflexo nas demais instituições, podendo causar o "efeito dominó";

   c) POR QUÊ PAÍSES TÊM DE ASSUMIR CONTINUADOS RECURSOS FINANCEIROS (NORMALMENTE PARA PAGAMENTO DE JUROS VENCIDOS) QUE APENAS SERVIRÃO PARA ACELERAR SUA CRISE E GRAVE EMPOBRECIMENTO DE SEUS CIDADÃOS?

Ainda não encontro respostas para essas questões... Só vejo o anunciado terrorismo que busca assaltar a todos os trabalhadores que "ousaram" juntar parcos recursos para terem uma velhice mais segura...

Sejam quais forem essas respostas não consigo deixar de pensar que as mesmas tipificam crimes hediondos praticados contra a humanidade.


sábado, 10 de janeiro de 2015

O Imperialismo da Caneta…

Imagem do Blog: http://www.ambientelegal.com.br/a-ditadura-da-caneta/#comment-110070

O ano: 1988.

Aprovada a nova Constituição Federal do Brasil. A Constituição Cidadã, nas palavras de Ulisses Guimarães…

Era um texto logno, que buscava reunir todas as possibilidades de ocorrências na vida das pessoas, das instituições e do país. Criava-se, ali, o verdadeiro “ovo da serpente”…

Em 2006 concluí o MBP de Gestão e Contabilidade Pública. Foi com grande surpresa e decepção que pude perceber que as várias leis, decretos e demais normas aplicáveis à atividade pública são conflitantes. É impossível seguir-se plenamente a todas as leis e regulamentos em vigor.

Com base nessa constatação, além de observar que, por mais abusrdo que possa parecer, há tribunais de contas (estaduais) que legislam por sua conta, em vez de seguir o que determina a Lei e demais ordenamentos legais que regulamente a Contabilidade e Gestão Pública. Com base nessa constatação, criei a seguinte frase:

O Relatório do Tribunal de Contas pode ser de aprovação ou não das contas apresentadas. Exemplos:

  • a)Se o responsável pelas contas tiver seguido as eis e feito uma péssima gestão, as contas podem ser aprovadas se for interessante politicamente.
  • b)Se o responsável pelas contas tiver desobedecido as leis e feito uma boa gestão, as mesmas podem ser aprovadas se for interessante politicamente.
  • c)As mesmas razões podem resultar em desaprovação das contas, se for interessante politicamente.

Falta clareza e – principalmente – uma séria e completa revisão dos textos de leis dúbias. Alie-se a essa balburdia legislativa a rapinagem que floreceu, e cresceu assustadoramente, na política que influencia diretamente os serviços públicos. Para ser contratado o licitnte tem de concordar em repassar parte do valor do contrato para “o caixa do partido”.

O texto A DITADURA DA CANETA demonstra de forma brilhante o que ocorre nesses meandros administrativos com sérias influencias jurídicas.

“O resultado da ideia, executada com as melhores intenções, foi tão eficaz quanto desastroso.”

A conclusão a qual chegamos é aquela que já ouvimos em nossa infância e adolescência: “De boas intenções o Inferno está cheio.

É com essa desconcertante constatação que vemos que o grande responsável pelas mazelas que estamos vivendo, não são os maus, os bandidos, os corruptos ou corruptores. Os responsáveis são os idealistas que, acreditando que estão produzindo o bem geram a “semente do mal”, que germina, cria raiz e sufoca qualquer outra planta que quiser germinar…

Uma outra frase que nos cansamos de ouvir: “É do couro que sai a correia.”, demonstra que para seguirmos adiante no desenvolvimento econômico (que inclui o social e o ambiental, sem dúvida) temos de conhecer melhor o que move o ser humano; e segurar os impetuosos idealistas, sejam de que lado forem pois, nesse setor, esquerda, direita, centro ou qualquer outra posição são impressionantemente iguais…

Creio que sempre é importante lembrar que a sociedade é formada por pessoas que foram educadas a serem “boazinhas”. Também costumo dizer que aquele que é “Bonzinho” irá queimar no fogo mais quente do Inferno durante toda a eternidade e mais um dia! Nenhum de nós está aqui para ser bonzinho. Estamos todos na busca de sermos MELHORES…

É por isso que não vemos mudanças na política deste país. E pode ir buscar nas atitudes dos governantes desde a época do Império. Sempre foram feitas as mesmas coisas; sempre foram aplauidos os mesmos “bonzinhos” que fizeram coisas achando que iriam melhorar a vida dos outros…

Somos um verdadeiro desastre político!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Governo vai simplificar isenção de tributos de importação

Os tributos são extremamente elevados no Brasil. Nenhuma novidade nisso. 

Além disso a forma de apuração de bases de cálculo e a grande diversidade de tributos dificulta (e encarece) demasiadamente aos empresários (especialmente os novos e os dirigentes de pequenas empresas).

Essa política impede o nosso desenvolvimento, bem como gera temor a todos em relação ao acumulo de sanções às quais ficam sujeitos.

A medida que está sendo apresentada deveria ser estendida, facilitando o intercâmbio de mercadorias e insumos por todas as pessoas físicas ou empresários de pequenas empresas. Veja a notícia no link abaixo:

Governo vai simplificar isenção de tributos de importação:


quinta-feira, 6 de março de 2014

Será que “falar mal dos governantes” é vício?

Anonymous

Nestes últimos anos nos acostumamos a falar mal de praticamente tudo. Nada escapa ao nosso senso de criticidade... Com as mídias sociais, então, tudo ficou mais fácil; basta um clicar de ‘mouse’ para que estampemos a nossa opinião do momento.

Sim! Nossas opiniões são muito volúveis. Mudamos de lado como se fossemos meros torcedores dos times que não estão jogando e, por isso, tanto faz torcermos por este ou por aquele. Nada nos importa. Muito menos qualquer ação positiva para que possamos sair da condição de meros espectadores para a condição de atores ou, quem sabe, diretores do espetáculo que se descortina a todos.

Só que nossa participação, além de efêmera, é frívola; sem qualquer comprometimento com qualquer coisa. O máximo que aceitamos é um envolvimento desapaixonado ou – se apaixonado – com alternâncias de lado.

Estamos – cada vez mais – nos acostumando a essa forma de “participação social”; sem que nos comprometamos a nada vamos alimentando o fogo de todos os lados; de qualquer lado. Não temos ideologia; chegamos a criticar quem a tenha... Ou criticamos pessoas por lhes faltar um ideal; especialmente daquelas que se dedicam a determinadas campanhas ou simplesmente expressam suas opiniões.

Por onde será que anda a “Senhora Coerência”? Provavelmente, assim como o “Bom Senso”; a “Educação” e a “Ética”, estejam perdidas no fundo de algum baú, empoeiradas e sem brilho, por falta de uso.

Quero falar de coisas boas! Coisas que estão acontecendo em vários pontos deste país; com pessoas dedicando-se a fazer o bem, ajudando aos que carecem de apoio, de orientação ou, mesmo, de um pequeno lume de esperança.

É impressionante! Mesmo num momento de tanto caos e colapsos há muito anunciados, vemos uma revolução intestina ocorrendo em vários lugares e setores da nossa vida.

Alone in the darkSó que o caos e o colapso causam muito mais impactos na sociedade em função da potencialização que ganham pela mídia! Nada mais interessante para os “donos da notícia”; dá um bom retorno financeiro àqueles que a financiam e que vivem das más notícias, do espraiar de medos, das opiniões dúbias sobre fatos ocorridos, etc.. Quando olhamos as manchetes dos jornais, telejornais, revistas ou rádios, somos conduzidos ao ponto onde parece não haver a menor chance de salvação. Sentimo-nos atemorizados, pequenos, desesperançados...

Notícias sobre violências sem causa, geradas sem qualquer razão, que desmanipulacao-midiaticatroem, causam pânico e atrapalham a vida de todos nós. Sobre a insensibilidade (ou seria mais adequado usarmos outros adjetivos, mais duros e verdadeiros) das autoridades constituídas que parecem omissas diante de tudo o que se vê.

O colapso hídrico que ameaça várias cidades, bem como os constantes “apagões” ou as greves, sempre inoportunas à população, como a dos garis da cidade do Rio de Janeiro, que além de “emporcalhar” as vias públicas é uma séria ameaça de surtos epidêmicos pelo nosso clima tropical, ainda que de chuvas incertas.

A destruição dos valores básicos da família, que representa (ou será que, nesta altura dos acontecimentos, já representou?) o esteio da sociedade; criando novos pontos de violência pela segregação que promove (ricos x pobres; brancos x negros; heterossexuais x homossexuais; etc.), com base num suposto novo código de “direitos humanos”. Além de não valorizar os verdadeiros valores promove uma inquietude nos grupos de pessoas que, sem qualquer outra razão, passam a discriminar e/ou a sentirem-se discriminados.

Os governantes, indistintamente e sem qualquer pecha partidária, tratam a população como idiotas. Somos criançaHomer Simpsons fáceis de lograr (idiotas mansos) nas mãos do Governo que dispõe como quer (e se quiser) dos nossos direitos. O custo Brasil foi além do que qualquer analista poderia imaginar. Nos tratados de economia a corda já teria “rebentada” há muito tempo. Por bem ou por mal...

A arrecadação cresceu em relação ao PIB de forma acentuada. Saiu dos 24% no início dos anos 90 para além dos 37% em 2013. Imaginem que estamos falando de um percentual aplicado ao PIB, que cresce a cada ano. O volume de dinheiro retirado da economia produtiva é muito significativo, portanto.

A explicação mais razoável para o fantástico aumento de arrecadação tributária e o mínimo de devolução de benefícios aos cidadãos é atribuído ao mau uso do dinheiro público, aos desvios e os crimes organizados para saquear as verbas públicas. Como são feitos por organizações poderosas, às vezes mais poderosas que o próprio governo, a chamado crime de colarinho branco vai colocando suas patas em todas as possibilidades de recursos existentes. São exímios criadores de projetos que nunca dão em nada. Pontes, estradas e viadutos que ligam “o nada a coisa nenhuma”.

ImpunidadeO crescimento desse crime extremamente organizado causa, além do empobrecimento do país, com seu atraso em todas as áreas a morte pelo descaso com a saúde, com a segurança, com a educação, com a infraestrutura, etc.. Já faz muito tempo que – além das obras emergenciais para a copa – não vemos qualquer obra significativa (e útil) na área de infraestrutura. Para os aeroportos e portos o governo, ainda que tardiamente, reconheceu sua incompetência e resolveu licitar empresas para que façam as construções necessárias. Claro que essas obras terão, muito provavelmente, seus buracos para a lavagem de dinheiro. Muito dinheiro...

O texto está se alongando e eu ainda não falei nada sobre as boas coisas...

Tomara que deixem que essas pessoas que estão construindo o nosso novo país, melhorando a educação de nossas crianças, dando amparo às famílias (tudo sem qualquer ajuda de governos ou entidades públicas: federais estaduais ou municipais),Nucleos continuem a trabalhar sem se importar com os desmandos e a falta de ética de nossos atuais líderes públicos. Que as crianças consigam sobreviver (e continuar com sua inteligência divina) apesar do caos que estamos presenciando.

Tudo tem um fim. Mesmo um mal tão grande como este que se abate sobre nós nos últimos 30 anos.

Conversa em Rede

 

As comunidades em Rede vencerão!!!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Proibido, na Europa, uso de pesticida, que matava as abelhas...

Esta é uma notícia que vale a pena ser divulgada. Felizmente em algum lugar deste planeta alguém começou a olhar para as abelhas...

Elas estão, infelizmente, morrendo. No mundo todo; inclusive aqui, no Brasil!

A falta de atenção para esse importante inseto, que dá, de forma incansável, a vida a todos deste planeta pode, em pouco tempo, levar toda a vida animal e a maioria da vida vegetal à extinção.

Leia com atenção e faça o que estiver ao seu alcance.

Cara comunidade da Avaaz,

Conseguimos -- a Europa acabou de votar uma proibição aos pesticidas de abelhas! Grandes empresas como a Bayer lutaram com toda força contra a proposta, mas o poder popular, a ciência e a boa governança foi mais forte!!

Morte das abelhas na Alemanha
Abelhas "morrem" em frente à sede da Bayer em Colônia, na Alemanha
Vanessa Amaral-Rogers, da organização especializada em conservação, Buglife, disse:
"Foi um voto apertado, mas graças à enorme mobilização dos membros da Avaaz, criadores de abelhas e outros grupos, nós vencemos! Não tenho dúvidas sobre o quanto as enchentes de telefonemas e emails enviados aos ministérios, as ações presenciais em Londres (Reino Unido), Bruxelas (Bélgica) e em Colônia (Alemanha), e a gigante petição com 2.6 milhões de assinaturas foram responsáveis por esse resultado. Obrigado Avaaz e a todos que trabalharam tão arduamente para salvar as abelhas!"
As abelhas são responsáveis por polinizar ⅔ de todos os nossos alimentos. Por isso, quando os cientistas começaram a notar que, silenciosamente, as abelhas morriam em proporções aterrorizantes, a Avaaz entrou com tudo, e não parou até alcançar uma vitória. A vitória dessa semana é fruto de dois anos de campanhas que começaram com o envio de mensagens para ministros de governos, organização de protestos para chamar a atenção da mídia junto com criadores de abelhas, comissionamento de pesquisas de opinião e muito, muito mais. Foi assim que fizemos, juntos:
  • Assegurando a posição da França. Em janeiro de 2011, 1 milhão de pessoas assinaram nosso pedido para a França fazer valer a lei sobre o banimento de pesticidas neonicotinoides mortais. Membros da Avaaz participaram, junto com criadores de abelhas, de uma reunião com o Ministro da Agricultura francês, irradiando força e pressionando-o para que ele não se intimidasse pelo lobby da indústria e mantivesse a proibição aos pesticidas, assim enviando um forte sinal para outros países europeus.

  • Bernie em Bruxelas
    Bernie, a abelha gigante infável, ajudou na entrega de nossa petição com 2.6 mihões de assinaturas em Bruxelas
  • Cara à cara com a indústria. Bayer viu a Avaaz e seus aliados protestarem ferozmente nos últimos 3 encontros anuais da empresa. Os gerentes e investidores da gigante produtora de pesticidas foram recebidos pelos criadores de abelhas, que faziam bastante barulho e carregavam banners enormes mostrando nossa petição de mais de 1 milhão de assinaturas; a petição exigia a suspensão do uso dos neonicotinoides até que os seus efeitos na natureza fossem avaliados pelos cientistas. AAvaaz até mesmo fez uma apresentação dentro do encontro dos investidores, mas a Bayer insistiu no 'não'.

  • Destacando a importância da ciência. Em janeiro de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos descobriu três pesticidas que colocavam as abelhas em risco. Foi aí que entramos novamente, buscando garantir que os políticos europeus respondessem ao apelo dos cientistas. Nossa petição cresceu rapidamente e chegou a 2 milhões de assinaturas. Após várias conversas com tomadores de decisão da União Europeia, a Avaaz entregou as nossas vozes à sede da UE em Bruxelas. Logo depois, naquele mesmo dia, a Comissão Europeia propôs uma proibição de 2 anos aos pesticidas!

  • Marcha dos criadores de abelha
    Criadores de abelhas ajudam a entregar nossa enorme petição em Downing Street, Londres
  • Aproveitando a oportunidade. A batalha para salvar as abelhas pegou fogo nos meses de fevereiro e março. Em toda União Europeia, membros da Avaaz estavam prontos para dar uma resposta enquanto os 27 membros da UE decidiam se aceitariam ou não a proposta de proibição dos pesticidas. Quando grandes países agricultores como Reino Unido e Alemanha disseram 'não', a Avaaz conduziu pesquisas de opinião pública que mostraram que a maioria dos britânicos e dos alemães eram a favor da proposta de proibição. Além disso, membros da Avaaz enviaram meio milhão de emails para os Ministros da Agricultura dos países do bloco europeu. Aparentemente temendo mais os cidadãos do que o lobby da indústria, o ministro do Reino Unido, Owen Paterson, queixou-se de um "ciber-ataque", algo que os jornalistas trataram como uma história a nosso favor! E então veio o Bernie, nossa abelha inflável de 6 metros de altura situada em Bruxelas. Uma forma bem criativa de entregar a petição, enquanto as negociações chegavam na reta final. Os jornalistas cercavam o Bernie, e descobrimos que nossa atuação ajudou a garantir que o ministro espanhol olhasse com mais atenção para a ciência e mudasse o seu posicionamento acerca do tema para proteger as abelhas. Mas nesse dia não conseguimos a maioria necessária para assegurar a proibição.

  • Bernie no The Independent
    Bernie ganha destaque no jornal britânico The Independent
  • Do alerta vermelho para o sinal verde. Em abril, a proposta que poderia salvar as abelhas é enviada ao Comitê de Recursos, dando-nos um raio de esperança se finalmente conseguíssemos trazer mais alguns países-membros para o nosso lado. Na reta final, a Avaaz junta-se à outros grupos como a Environmental Justice Foundation, Amigos da Terra e a Pesticides Action Network, além dos criadores de abelha e estilistas famosas, para organizar uma ação do lado de fora do Parlamento do Reuno Unido. Na Alemanha, os criadores de abelha lançam sua própria petição no site da Avaaz direcionada ao governo, e 150.000 cidadãos alemães juntam-se à campanha em apenas dois dias; pouco depois as assinaturas são entregues em Colônia. Mais telefonemas são feitos para os gabinetes de ministros em diferentes capitais europeias, enquanto a Avaaz respondia a uma emenda destruidora feita pela Hungria no acordo de proibição e posicionava Bernie, a abelha, novamente em uma ação em Bruxelas. As empresas de pesticidas compraram espaços de publicidade no aeroporto de Bruxelas para chamar a atenção das comitivas diplomáticas, e aumentaram a pressão sugerindo propostas como a plantação de flores selvagens. Mas a máquina de propaganda deles é ignorada.Primeiro foi a Bulgária que mudou de posição. Depois, veio a grande vitória: a Alemanha muda de ideia a favor das abelhas e carimba nossa vitória. Mais da metade dos países da União Europeia votaram pela proibição dos pesticidas!
Conseguir essa vitória foi um processo longo, e isso não seria possível se não fosse a participação dos cientistas, especialistas, oficiais de governo, criadores de abelha e todos os nossos parceiros de campanha. Podemos ficar orgulhosos do que conseguimos fazer juntos!

Forte defensor das abelhas, Paul de Zylva, chefe da Unidade de Polinização e Pesticida da organização Amigos da Terra, disse:
"Obrigado aos milhões de membros da Avaaz que se mobilizaram online e nas ruas. Sem dúvida, a enorme petição e as campanhas criativas da Avaaz ajudaram a pressionar pela proibição dos pesticidas, complementando o nosso trabalho e o de outras ONGs."
Chegou a hora de festejar a conquista desse espaço para uma das criaturas mais importantes e preciosas de nosso planeta. Entretanto, a proibição da UE durará apenas dois anos até ser revisada. E, ao redor do mundo, as abelhas continuam a morrer por causa dos pesticidas que as enfraquecem e deixam-nas confusas, além da perda de seu habitat natural causada pela expansão das cidades. Na Europa, e ao redor do mundo, há ainda muito o que fazer para garantir que a ciência seja a condutora das nossas políticas agrícolas e ambientais. E somos a comunidade perfeita para tornar isso realidade. :)

Com esperança e alegria,

Ricken, Iain, Joseph, Emily, Alex, Michelle, Aldine, Julien, Anne, Christoph e toda a equipe da Avaaz

PS: Vamos continuar nossa luta -- ajude-nos a lançar campanhas rápidas e de impacto sobre questões que são importantes para todos nós: https://secure.avaaz.org/po/bees_victory/?bjQTEdb&v=24680

PPS: Muitas das campanhas da Avaaz, como a campanha criada por um criador de abelhas alemão, foram iniciadas por indivíduos ou grupos de indivíduos. Clique aqui para descobrir como começar sua própria campanha:http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?rba13

FONTES

A campanha das abelhas, e o papel da Avaaz nesse processo, foi mencionada em centenas de artigos. Aqui estão alguns deles:

UE proibirá três pesticidas mortais para abelhas por dois anos (R7)
http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/ue-proibira-tres-pesticidas-mortais-para-abelhas-por-dois-anos-20130429.html

UE proíbe três pesticidas que matam as abelhas (Euronews)
http://pt.euronews.com/2013/04/29/ue-proibe-tres-pesticidas-que-matam-as-abelhas/

Estilistas britânicos fazem campanha para salvar abelhas (Último Segundo)
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2013-04-26/estilistas-britanicos-fazem-campanha-para-salvar-abelhas.html

Proibição de pesticidas procura acabar com massacre das abelhas (PressEurop)
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/3735851-proibicao-de-pesticidas-procura-acabar-com-massacre-das-abelhas

Votacão histórica pela proibição dos pesticidas neonicotinoides causadores do declínio das populações de abelhas (em inglês) (The Independent)
http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/historic-vote-to-ban-neonicotinoid-pesticides-blamed-for-huge-decline-in-bees-8591807.html




A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 21 milhões de pessoas
 que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

Você está recebendo essa mensagem porque assinou a campanha "Community Petitions Site" no dia 2012-10-25 usando o seguinte endereço de email: antoniocarlos.pedrososiqueira@gmail.com.
Para garantir que as mensagens da Avaaz cheguem à sua caixa de entrada, por favor adicione avaaz@avaaz.org à sua lista de contatos. Para mudar o seu endereço de email, opções de idioma ou outras informações pessoais, entre em contato conosco, ou clique aqui para descadastrar-se.


Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

NIÓBIO! Será que vamos despertar???



Deputado Giovani Cherini, do PDT do Rio Grande do Sul, começa a tentar regulamentar a questão da exploração do NIÓBIO.


LINK DO VÍDEO: CLIQUE AQUI

VALE A PENA CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE ESSA RIQUEZA, DE ENORME PODER ESTRATÉGICO, QUE REPRESENTA UMA RIQUEZA MUITO MAIOR QUE A SUPOSTA RIQUEZA QUE SERÁ OBTIDA NA TEMÍVEL EXPLORAÇÃO DA CAMADA DO PRÉ-SAL...

O nióbio é um metal estratégico, com numerosas aplicações, principalmente nas indústrias aeroespacial, aeronáutica e nuclear. O Brasil detém mais de 90% do total do minério existente no planeta. Um projeto em tramitação propõe formas de controle na sua exploração. O deputado Giovani Cherini (PDT-RS) fala do assunto.

sábado, 22 de setembro de 2012

E a saúde? Como ficará após a decisão do STF?

Darth Vader

A decisão do STF sobre a questão da terceirização da saúde demonstra duas questões relevantes:

A primeira é que a área de saúde vem sendo tratada de forma muito displicente pelos administradores públicos.

A segunda é que o STF não conhece ou não vive no Brasil; ou ainda não sabe como é que a Saúde realmente funciona (ou não funciona, como temos visto).

Sempre que vejo uma decisão judicial fico imaginando o tempo despendido por grandes pensadores de nossa sociedade e da sociedade em geral. Que tomam suas decisões para que todas as coisas da sociedade, suas carências, suas necessidades e a racionalização de seus recursos, estejam melhor utilizadas pelo cidadão e todos os demais que vivem neste país.

Fico em dúvida, entretanto, quando vejo que decidiu pela impossibilidade de terceirização "dos cargos inerentes aos serviços de saúde, prestados dentro de órgãos públicos, por ter a característica de permanência e de caráter previsível, devem ser atribuídos a servidores admitidos por concurso público", conforme requereu o Sindicato dos Médicos (provavelmente do Rio de Janeiro), no Governo Cesar Maia.

Também entendo que todos os serviços prestados pelo município devam ser realizados por funcionários públicos, devidamente habilitados e credenciados para prestarem adequadamente o que lhes é requerido pela população em geral.

Só que a realidade brasileira – especialmente no que se refere a questão de contratação de profissionais de saúde – está muito distante daquilo que seria da essencialidade da atividade pública: prover todas as condições de boa saúde às pessoas.

A forma adotada atualmente, pela grande maioria de municípios brasileiros, é a de valer-se de “Organizações Sociais” para suprir suas necessidades.

Isso não significa que o médico que trabalha nessas organizações ganhe mais do que aquele que seria contratado pelo município. Em ambos os salários oferecidos estão muito aquém do que seria razoável. Só que ao trabalharem para as organizações eles podem acumular outros empregos, duplicando a renda e dando um péssimo atendimento a todos os usuários de seus serviços…

Outra questão que tem perpetuado essa forma de contratação de profissionais é a maior facilidade de corrupção existente. Será que alguém dúvida disso?

Gostaria de conhecer a posição do Conselho Regional de Medicina sobre essa questão. Ficam omissos, como se não fosse de seu interesse o zelo pelo profissional que depende desse registro para prestar seu serviço.

Mascaras Emocoes

Todos os responsáveis nessa questão ficam omissos, fazendo “cara de paisagem”, mostrando até, surpresa com o que vem acontecendo no serviço público de saúde.

O mais interessante é que a questão saúde é “um prato cheio” para todos os candidatos aos cargos de prefeito. Suas soluções são mágicas…

Soube hoje de que há candidato “diz que vai criar um HOSPITAL VETERINÁRIO PARA AS PESSOAS QUE NÃO PODEM PAGAR...

Confesso que chego a duvidar quem é que é, de fato, mais despreparado…

Sobre mais detalhes da notícia do STF basta clicar aqui.

Há esperança!

Sempre há esperança. Graças a Deus!

E ela é baseada numa questão simples e objetiva!

Se considerarmos que cerca de 90% das pessoas que vão aos médicos são sadias; precisando muito mais de alguém com quem possam conversar e se orientar para seus problemas íntimos, seria válido começarmos a pensar em resolver a questão de saúde, de todos os municípios brasileiros, principiando pelas seguintes ações:

  • fazer uma triagem de todos os pacientes que buscam consulta para atendentes que tenham um mínimo de experiência sobre saúde (medir pressão, auscultar batimentos cardíacos, etc.) para receberem o paciente e fazer a essencial anamnese;
  • a grande maioria irá sentir-se satisfeita em ter encontrado alguém com quem pudessem conversar e, principalmente, serem ouvidas. Sairiam da clínica em estado perfeito;
  • um detalhe importante é usar parte da propaganda governamental para informar que a maioria dos exames que hoje são solicitados aos pacientes seriam substituídos, com vantagem, pela nova forma de atendimento a ser feita (anamnese);
  • com esse tipo de procedimento seriam reduzidos significativamente a quantidade de dispêndios com exames (desnecessários) e entrega de medicamentos grátis (mais desnecessários, ainda);
  • àqueles pacientes que fosse diagnosticada uma necessidade de atendimento clínico mais aprofundada, estes seriam encaminhados IMEDIATAMENTE ao médico de plantão para uma análise detalhada e mais cuidadosa;
  • claro que nesses casos seriam necessários exames, que teriam seus prazos também reduzidos;
  • os médicos, com uma menor quantidade de pacientes a serem atendidos, dariam um atendimento melhor (muito melhor do que é feito hoje) e poderiam receber seus honorários profissionais mais dignamente.

Pensem nisso senhores candidatos…

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A sabedoria dos antigos e a agrofloresta

Quando os primeiros europeus (na maioria portugueses) chegaram ao Brasil, e passaram a conviver com os nativos encontrados (e que ainda não haviam eliminados) ficaram admirados pela falta de observação que os nativos tinham na preparação de suas roças.

(sim, minha gente, esse papo de que todo índio (nativo brasileiro) é preguiçoso e vagabundo não é verdadeiro. Se alguém duvidar basta ir viver durante um período em uma das comunidades ainda não totalmente contaminadas pelos nossos (maus) hábitos)

Voltando ao assunto: os portugueses ficavam admirados em ver que nos plantios de feijão, por exemplo, eles plantavam, próximas uma das outras, uma grande variedade de sementes de feijão. Na colheita, observavam os portugueses, dignos representantes do Rei e da Igreja, ícones na civilização ocidental, que apenas algumas poucas sementes vinham com muita força na produção. Boa parte produzia uma quantidade apenas razoável e outras sequer produziam…

Eles (os civilizados) ficavam indignados com essa evidente falta de coerência dos nativos. Os jesuítas passaram a pesquisar quais as variedades de feijão eram mais produtivas e decidiram fazer as novas roças apenas com as variedades “campeãs”. Sob protesto dos nativos, que alegavam que não daria certo deixar de plantar as demais variedades, fizeram suas novas roças.

Na primeira safra foi um grande sucesso. com maior área plantada somente com as sementes mais produtivas houve grande fartura e todos se alegraram. Especialmente os jesuítas que acreditavam ter feito “um grande bem à comunidade”.

A segunda safra foi um pouco menor que a primeira; mesmo assim bastante superior ao que era colhido anteriormente…

Na terceira safra houve uma grande invasão de pragas, que provocou uma grande quebra na produção de feijão.

Os jesuítas ficaram impressionados com o aparecimento de tanta praga ao mesmo tempo. Perguntaram, então, aos mais velhos: “O que aconteceu? De onde veio tanta praga?” E eles lhes responderam:

- “Essas pragas sempre existiram. Quando vinha o feijão das várias sementes elas iam e comiam daquela variedade; deixando as outras crescerem em paz. Preferiam aquelas espécies que, na colheita já não apresentavam nenhum grão; já alimentados não apreciavam o “gosto” das outras bagas, deixando-as para nós…”

Partilhavam sua colheita com algumas pragas que eram mantidas sob controle apenas pela diversidade com que faziam suas roças. Quando diminuiu a quantidade de sementes os insetos passaram a aprender a “gostar” também da nova variedade, atacando-as nas safras seguintes.

No artigo Agroflorestas – A Agricultura do Futuro fica evidente que a diversidade na natureza é condição que garante a qualidade e a sobrevivência das espécies.

Essa a principal razão de tantos julgarem danoso ao ambiente a prática da monocultura.

A recuperação das matas e a preservação da natureza depende de nosso reconhecimento da ignorância que nos move. Somos movidos pela ganância que o ganho financeiro proporciona no momento inicial. Continuamos limitados em pensar a longo prazo. Não sabemos planejar o futuro; nos falta o conhecimento que vai muito além do momentâneo ganho financeiro.

Precisamos reaprender economia, dando solidez ao nosso desenvolvimento, mesmo que aparente ser modesto, de forma permanente e sustentável.

É a sustentabilidade que nos garantirá a continuidade; não ganho financeiro baseado na ganância…

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A importância da auditoria

Depois da frase de Stephen Kanitz afirmando que “o Brasil não é um país corrupto. É apenas um país pouco auditado” em seu artigo sobre questão da Origem da Corrupção, com a qual concordo plenamente, passei a dar maior atenção às noticias sobre a atuação do Tribunal de Contas.
Dentre várias que pude observar, chamou a atenção a questão da duplicação dos custos com indenizações relativas às desapropriações de áreas que estavam (ou estão) ao longo do trecho de “600 quilômetros de calhas de cimento” exigidos pela obra.
Claros são os indícios de irregularidades na forma de avaliação das áreas a serem desapropriadas. Segundo os auditores “essa supervalorização é reflexo de defeitos encontrados na metodologia usada para o calculo dos valores de indenização”.
Há alguns anos muitas pessoas, dentre as quais alguns amigos, protestaram sobre a decisão do Governo Federal em promover a transposição do Rio São Francisco.
Mais do que a questão ambiental, que seria apenas agredida sem levar qualquer benefício aos mais carentes, havia a clara percepção de que haveria – até pelos estratosféricos números que eram projetados – elevados interesses de muitas pessoas, sem qualquer compromisso ético.
Pena que a decisão adotada para suspender esse "aparente butim” foi de suspender todos os pagamentos, se ainda houver pagamentos pendentes…
É de se supor que se houver pagamentos pendentes estes não devem ser daqueles que engordaram os valores das indenizações. Se ficou por pagar é, muito provavelmente, daqueles que tiveram suas terras tomadas e acabam ficando sem o dinheiro de sua pequena indenização.
Se na época em que se começou a falar da obra, e antes da aprovação pelo governo, os preços subiram até serem estimados em R$ 5 bilhões, hoje com os desmandos e a falta de gestão fala-se, no Ministério da Integração, em R$ 8,2 bilhões.
É muito dinheiro…
São poucos os auditores…
Pífios os resultados para os homens que vivem nas regiões áridas…
Grandes recursos para aqueles que usam desse dinheiro para suas campanhas pleiteando cargos políticos, em todas as instâncias…
Realmente são poucos auditores… Muito poucos…

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O papa, o crocodilo e o regime


É impressionante a constatação da realidade quando paramos para ver o que nos cerca...

Parece que os inúmeros terremotos que têm ocorrido em quase todos os lugares no mundo estão, também, fazendo com que tudo fique fora de seus lugares... Ou, ao menos, daqueles lugares que acreditávamos por tanto tempo ser o normal...

Em Cuba, assim como por aqui no Brasil, os governantes "perderam a mão". Ninguém pode mais dizer o que são (faço algum esforço para acreditar que algum dia tenham sido algo definível, ainda que só me lembre dos discursos de destruição, de combate e de outras violências mais. Claro que falo dos políticos que se dizem "sobreviventes da ditadura militar" e não dos milhões que passaram por todas as dificuldades para superar dificuldades e reconduzirem o país aos trilhos, depois dos difíceis anos que tivemos).

Vamos torcer para que haja uma crise de consciência e todos voltem aos seus "estados naturais". Esses políticos, que se deram bem, especialmente com a violência que muitos sofreram, deveriam, também, voltar às suas origens, assim como tal do crocodilo cubano.

Tá mais do que na hora da tartaruga sair de cima do poste...

Vejam o artigo abaixo para entenderem um pouco mais sobre os efeitos "tsunâmicos" pelos quais estamos passando.

O papa, o crocodilo e o regime | Instituto Millenium:

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Uma nova safra de empresários?

Governo quer que beneficiários do Bolsa Família virem empresários

Sem dúvida é uma meta bastante ousada do Governo!

Retirar um enorme contingente de pessoas (famílias) que recebem auxílio mínimo mensal pode representar uma grande redução dos gastos do governo.

Sendo ano eleitoral essa história tende a ficar meio fora de sintonia, já que o Governo depende do voto de cada um desses dependentes do auxílio governamental.

A ideia de se promover essa grande quantidade de pessoas da condição de dependentes do governo em "empresários de pequenas empresas", também representa uma forma de geração de emprego, ainda que sem "carteira assinada".

Como a transformação exige um esforço individual de autocapacitação, espero que haja uma melhora no nível geral de conhecimento e melhor educação, ainda que sem grandes esforços por parte do governo.

Se der certo o Governo terá marcado uma grande vitória ao transformar parte do recurso destinado à manutenção de famílias carentes num grande investimento para aumentar o número de contribuintes e - principalmente - de cidadãos!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Campanha para o bem do Brasil!

O assunto é recorrente…
Já foi postado por mim várias vezes o mesmo tema. Isso sem falar numa dezena de outros blogs, jornais e artigos de especialistas, tratando do mesmo assunto.
Por isso vou colocar apenas algumas chamadas (com os respectivos links, claro) para que possamos disseminar esse conhecimento que anda – por incrível que pareça – oculto de todos.
Vemos os governadores, senadores e deputados brigarem, chorarem, ou falarem muitas bobagens… Isso mesmo, discutem uma grande bobagem chamada pré-sal e os seus respectivos royalties…
O que se está alertando é para uma grande riqueza, provavelmente muito mais importante e muito maior do que a possível com o pré-sal, chamada de NIÓBIO.
Confira alguns dos artigos abaixo:
Além desse, também vale a pena dar uma olhada na denúncia sobre o que anda acontecendo com as fronteiras brasileiras do Norte e os acordos ocultos feitos pelos governantes e/ou líderes de alguns países. Confira em: Roraima e a Serra da Lua: A união indissolúvel do Brasil e as homologações das reservas
Se você ficar interessado há muito mais informações sobre essa riqueza e o destino que tem sido dado a esse minério, inclusive o preço vil com que tem sido praticado a maioria dos negócios realizados.

sábado, 3 de setembro de 2011

A Riqueza que o Governo do Brasil está deixando para os estrangeiros

vende-se

Faz algum tempo que alguns jornais têm noticiado sobre a questão do NIÓBIO. É claro que a grande maioria das pessoas ainda não se deu conta da importância desse elemento químico, cuja ocorrência na natureza é predominante no território brasileiro (especialmente na Amazônia).

Abaixo transcrevo (e destaco) algumas das suas aplicações. Acredito, realmente, que a liga formada com o NIÓBIO, venha a ser uma solução às usinas termonucleares.

Aplicações

O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos. Estas ligas devido à resistência são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias.

  • Usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais.
  • Usado em soldas elétricas.
  • Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em superligas para fabricação de componentes de motores de jatos , subconjuntos de foguetes , ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão. Pesquisas avançadas com este metal foram utilizados no programa Gemini.
  • O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores.

O nióbio se converte num supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas. Na pressão atmosférica (e quando puro) , tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos supercondutores de tipo I, 9.3 K. Além disso, é um elemento presente em ligas de supercondutores que são do tipo II (como o vanádio e o tecnécio ), significando que atinge a temperatura crítica a temperaturas bem mais altas que os supercondutores de tipo I (30K, por exemplo).

Nesta semana foi anunciada a venda – pela bagatela de US$ 1,95 bi de 15% da CBMM (empresa de mineração e siderurgia de NIÓBIO)  aos chineses.

Essa questão é muito mais importante do que se discutir, por exemplo, a possível riqueza que o brasileiro teria com a exploração do pré-sal. O Nióbio já existe e está ao dispor, até agora pelos estrangeiros. Os nossos “governantes” teimam em desconhecer essa realidade.

A notícia foi divulgada pelo jornal Valor Econômico.

Outras informações sobre Nióbio: Nióbio - A riqueza que o Brasil Despreza; Nióbio, palavra proibida aos brasileiros; Nióbio. Mais uma notícia; etc..

Na área da riqueza mineral temos sido extremamente desatenciosos com nosso futuro. Ou será que podemos ficar tranquilos de que a enorme quantidade de minério de ferro (sem qualquer beneficiamento) exportada aos outros países, que retornam depois de receberem muito valor agregado, além de mão-de-obra, poderá continuar por quanto tempo mais…

Estamos sendo saqueados, sem que toda essa riqueza, sequer, passe pela contrapartida de gerar um mínimo de riqueza aos brasileiros. Ao menos nas questões de educação, saneamento básico, saúde e dignidade.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Questões de Orçamento

Estamos caminhando para uma significativa mudança na área pública. A Lei de Responsabilidade Fiscal não conseguiu trazer a necessária condição de ferramenta gerencial ao orçamento. Espera-se que as novas normas contábeis para o setor público, chamadas de internacionais, consigam resolver essa condição.

O Orçamento das Entidades Públicas ainda continua a ser uma peça meramente ilustrativa, sem nenhum efeito prático para sua gestão. A origem certamente recai sobre a falta de elaboração de um planejamento alinhado com a realidade e comprometido com o desenvolvimento do país.

As questões políticas devem ser limitadas às condicionantes de ondem técnica, além da própria realidade. Clamor de deputados para atrair luzes da mídia nem sempre tem a seriedade necessária para a elaboração do orçamento ou avaliação do planejamento.

Só que nada disso interessa…

Em matéria divulgada hoje, com o título: O Discurso contraditório do governo na área fiscal observa-se que estamos nos últimos momentos da grande nau TITANIC, que já está bem avariada com tantos “icebergs” aliados.

Os jornais dão em suas manchetes os indícios do que está acontecendo. Alguns analistas econômicos, em seus comentários lacônicos, mais confundem do que esclarecem…

E a população? Bem a população, como uma “enorme plateia” fica contando os capítulos para ver se há algum final feliz em mais essa novela…

Só que, na vida real, os bandidos e cafajestes e imorais e etc., costumam se dar bem…

Que ninguém se esqueça de que há eleições no ano que vem…

E o TITANIC?

Quem sabe ele ‘guenta’ mais uma reformazinha até lá… depois das eleições é preparação para a Copa, outra eleição…

Já tem gente torcendo para que as profecias Maias sejam antecipadas…

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Lá como cá... O Poder é sempre do mais forte...


As notícias nos dão conta do grave problema pelo qual passam os EUA. O Presidente Obama vem buscando negociar uma solução para um risco pelo qual passam todos os credores americanos.

Uma das sugestões apresentadas compreende o "fim dos subsídios". Só que esses subsídios compreendem em benefícios que somente alcançam os mais ricos. Um dos subsídios, por exemplo, é para reduzir o custo dos combustíveis dos jatinhos...

Não é muito difícil entender a razão para que haja tanto clamor político para que esses subsídios não sejam retirados...

Pois bem, no Brasil também não somos muito diferentes. Os diversos tributos existentes, que oneram de forma significativa aos trabalhadores e pequenas empresas (veja o artigo: Carga tributária atinge baixa renda e pequenas empresas).

Essa pesquisa revela que entre 19 países utilizados na amostra o Brasil tem a 15ª menor carga fiscal àqueles que possuem alta renda (recebem US$ 200 mil anuais).

Paralelo a isso, a mesma pesquisa demonstra que o Brasil tem a 9ª maior carga fiscal para assalariados de baixa renda (que ganham US$ 25 mil anuais), dentre os mesmos 19 países da amostra.

A forma de tributação brasileira, assim como as taxas de juros praticadas, vêm impedindo que haja investimentos pelas empresas, dificultando bastante sua continuidade.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Manifestação contra a carga tributária

Até quando estaremos submissos a Tirania?

Sempre comentamos sobre a absurda carga tributária que temos no Brasil. Mostramos dados, pesquisas, informações, evidências, etc.

E nada acontece! Qual a razão dessa quietude e mansidão?

Veja este artigo: A Contabilidade Catarinense contra o absurdo da garga tributária brasileira.

Além de fazermos alguma manifestação constante contra o absurdo que há na arrecadação de tributos, sem que haja qualquer benefício à população, ao cidadão ou ao país, é extremamente importante que haja uma explicita manifestação do cidadão, quer por meio de seu voto, quer por meio de pressão aos candidatos eleitos.

Do jeito que a coisa está caminhamos para o caos total, onde ninguém irá sobreviver.

Venha à vida! Alerte-se e acorde os demais ao seu lado...

Dependência de nióbio é causa de preocupação de Washington

Que bom que a imprensa começa a falar sobre esse minério...

Provavelmente este minério representa uma oportunidade para o Brasil muito maior e mais relevante que o "pré-sal". Claro que há a necessidade de acordarmos os políticos e a sociedade. E isso nunca será fácil! Há sempre muitos interesses 'difusos' envolvidos em questões como essa.

Leia a matéria nesse link: Dependência de nióbio

Felizmente a imprensa brasileira dá - ainda que muito raramente - algum espaço para esse mineral altamente estratégico para o Brasile para o mundo todo.

Ele representa uma segurança, que se revelou extremamente necessária, quando falamos da energia atômica. Também para voos de naves que vão ao espaço e outras questões vitais para a humanidade.

Quando iremos acordar? Espero que seja breve, pois estamos patinando há mais de 10 anos sem conseguirmos sair do lugar ou aproveitarmos os bons momentos dos demais países.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Quando uma boa notícia é ruim...

A matéria jornalística está neste link: Importação ajuda arrecadação federal

Claro que devemos, sempre, elogiar quando uma notícia publicada é boa, não é verdade?

Elevar a arrecadação da Receita Federal significa que haverá mais recursos para serem destinados aos bens essenciais da população e do cidadão brasileiro.

Convenhamos, entretanto, que a raiz dessa notícia significa que:

  • Estamos importando mais bens de consumo do que bens de produção;
  • Parte da indústria nacional, dedicada a produção de artigos similares, sofrerá séria concorrência, já que seus impostos, no Brasil, são substancialmente superiores (praticamente o dobro) aos impostos de importação;
  • Continuamos com elevadas exportações de bens primários que, beneficiados pela chamada Lei Kandir, diminui a receita dos Estados e gera mais desemprego pela forma como é aplicada.
Além disso, no final do artigo é revelado que a maior fonte da arrecadação federal ainda continua a ter como fonte a massa salarial.

Pena que esse tipo de vitória possa significar mais desnacionalização da indústria e, por consequência, menor quantidade de empregos.


terça-feira, 21 de junho de 2011

O BEM-ESTAR DA SOCIEDADE

Leia a matéria deste link, antes de continuar no post: Brasil é o país que pior investe dinheiro de impostos

Essa notícia, sobre a má aplicação do valor arrecadado com impostos, não deve abalar ninguém que a lê. Afinal são tantos anos que vemos essa forma de governo que já nos acostumamos a pagar dobrado por tudo o que é essencial e já deveria estar coberto - em grande parte - pelo Estado.

É assim com a Saúde, que devemos ter um plano privado se quisermos ter garantia de atendimento mais adequado do que é oferecido pelo Estado.

É assim com a Educação, pela qual devemos escolher escolas particulares, ou pagar professores particulares, para dar suplementação à nossa educação e aos nossos filhos.

É assim com a Segurança, que requer que tenhamos uma série de formas próprias para nos garantir contra os riscos que há na convivência em sociedade.

É assim com Transportes, que obriga ao trabalhador uma infindável série de peripécias para, após um bom número de horas de seu dia, poder chegar ao local de seu trabalho; ou dele voltar até sua casa.

Essa questão do Bem Estar da Sociedade é de grande importância para todos. Nós Cidadãos e, claro, ao próprio Estado, caso deseje manter um crescimento sustentável.

O Brasil é o último colocado em termos de retorno que oferece ao cidadão em troca de todo tributo que arrecada. É preciso que haja consciência de cada um de nós sobre a grande importância disso para a nossa vida.

E não adianta dizer que não se interessa pelo assunto por ter sua situação financeira equilibrada e "não ter disposição para ligar-se a problemas dos políticos e das empresas".

O caso é gravíssimo e requer a atenção de todos sobre ele!

Faça uma reflexão sobre o artigo... e coloque sua opinião, seu comentário ou qualquer outra manifestação que possa ligar-se a alguma atitude efetiva e objetiva para mudar para melhor a situação em que nos encontramos.

Algumas atitudes possíveis:
  • Exigir nota fiscal de todas as compras que realiza;
  • Conhecer o tributo que está sendo pago em cada uma das compras ou gastos que é realizado;
  • Num país como o nosso todos pagam impostos. E pagam muito!
  • Acorde e desperte outras pessoas que você conhece...
Nossos filhos e netos merecem uma país e um futuro melhor do que este que lhes estamos reservando por nossa inércia!

domingo, 15 de maio de 2011

No País dos Iguais Diferentes

Jose Neumane Pinto … com tanta clareza não é necessário colocar mais nenhuma frase ou palavra…

Nobreza civilizada, só um  disfarce para vil barbárie

 José Nêumanne - Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde

(Publicado na página A2 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 11 de maio de 2011

Neste País, em que todos são iguais, os políticos se dão o direito de enfiar a mão no bolso de todos

O Brasil não é um país só, mas muitos. E opostos! Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) fez as vezes do Congresso Nacional e legitimou a união afetiva entre pessoas do mesmo sexo. Muito além do respeito à opção sexual, o acórdão foi ao âmago do pleno exercício da democracia, ao estabelecer o primado do livre-arbítrio no sexo e na família. Com isso consagrou numa questão profana um conceito sagrado: a igualdade de todos perante a lei. Durante pelo menos um fim de semana a Nação foi autorizada a se considerar civilizada, com irrestrito respeito à liberdade individual.

Mas já na semana posterior à jurisprudência histórica os leitores deste jornal caíram na real desses contrastes ao terem notícia de decisão diametralmente oposta. O Partido dos Trabalhadores (PT), que venceu a eleição presidencial pela terceira vez consecutiva, e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), a principal agremiação de uma oposição meio de fancaria, uniram-se para enfiar a mão no bolso do contribuinte e zerar suas dívidas de campanha arrombando o mealheiro da viúva. Numa manobra de matar de inveja e vergonha os coronéis de antanho, os autodenominados representantes da classe operária e os proprietários locais da sigla que instalou o Estado do bem-estar social na Europa aumentaram em R$ 100 milhões os repasses da União para o Fundo Partidário com o objetivo de calafetar rombos de R$ 16 milhões nos cofres da legenda governista vencedora e R$ 11,4 milhões dos tucanos derrotados. Ao não vetar a gatunagem solidária, aprovada por unanimidade na Comissão Mista de Orçamento da Câmara e que nem chegou a ser debatida em plenário, a presidente Dilma Rousseff acumpliciou-se aos parlamentares, associando-se à arbitrária causa própria de companheiros e adversários, que instituíram o “financiamento público”das campanhas de forma sorrateira, clandestina e abusada, como bem definiu o diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Aldo Fornazieri.

E na mesma página em que noticiou essa maroteira sórdida (a A4 de segunda 9/5), o Estado registrou um símbolo do convívio entre a nobreza de princípios e a vileza de atividades, ao noticiar a solenidade em que o Ministério da Defesa condecorou o petista José Genoino no Dia da Vitória.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, civil na chefia de uma pasta que reúne sob suas ordens os comandantes das três Forças Armadas, deu uma demonstração pública do respeito de seus subordinados fardados à hierarquia do Estado Democrático de Direito, na homenagem a um ex-combatente. José Genoino nada tem que ver com a campanha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália: nasceu em Quixeramobim (CE) em 1946, um ano depois de a 2.ª Guerra Mundial haver terminado. E “vitória” não é termo que possa ser usado para definir seu destino de militante: os guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que quiseram instituir a “ditadura do proletariado” sublevando camponeses do Araguaia, ele entre eles, foram dizimados pelo Exército.

De qualquer maneira, digamos que sua presença entre os condecorados pudesse representar o triunfo da tolerância sobre o temor, até por ter ocorrido neste ano em que as comemorações de aniversário do golpe militar de 1964 saíram dos quartéis e se abrigaram nos clubes militares. Há, contudo, lama na medalha que o chefe lhe pendurou no peito. Não consta do noticiário a respeito da solenidade nada que justifique funcionalmente a honraria. Nada que Genoino pudesse ter feito a favor da defesa nacional nestes dias em que está pendurado num cabide de emprego justifica a decisão de Nelson Jobim de escolhê-lo como signo de paz e democracia e prova de que o Brasil não quer retaliar o passado. Sua inclusão entre os 284 homenageados é um coice de mula na Justiça, que o pôs na condição de réu num clamoroso escândalo de corrupção chamado de “mensalão”.

Nada, a não ser servilismo, naturalmente. Estranho no ninho do governo petista, o bacharel que adora envergar uniformes militares de camuflagem está sempre disponível para se alistar no “cordão dos puxa-sacos”, que, segundo o refrão da canção usada por Sílvio Santos em seus programas de auditório, “cada vez aumenta mais”. E não falta a Sua Excelência experiência no ramo. Para servir ao chefe Ulysses Guimarães, emendou o texto da Constituição sem consultar os pares – conforme ele próprio viria a confessar depois. Agora foi a vez de inverter a hierarquia, e o chefe bajulou o subordinado sem sequer ter esperado que este fosse absolvido pela última instância do Judiciário.

Ao condecorar um réu, Sua Excelência mostrou que se foi o tempo dos dois Brasis – o real e o oficial – de Machado de Assis. Há agora muitos Brasis e neles o vilão do Judiciário, rejeitado pelo eleitorado para voltar ao Legislativo, é tratado como herói de guerra pelo Executivo que o emprega. O PT, em que Genoino milita e que Jobim bajula, tem também seu universo à parte. Recentemente “reabilitou” – como fazia Josef Stalin com os camaradas que ousavam dissentir, mas depois se arrependiam contritos, ajoelhados aos pés do chefão – o ex-tesoureiro Delúbio Soares, burocrata insignificante, mas réu importante no mesmo famigerado processo. A respeito da volta do tesoureiro, acusado que nunca foi julgado nem condenado, o secretário-geral da Presidência e porta-voz oficioso do ex-chefe Lula, Gilberto Carvalho, produziu mais uma pérola do cinismo que os petistas aprimoraram neste seu período de donos do poder republicano. “Se ele voltar a errar, o partido, da mesma forma que o recebeu de volta, vai ter que puni-lo de novo”, previu o burocrata, com aquele jeitão pio de ser.

Os Brasis truculentos, que tratam ética e lógica como trastes inúteis, esmagam o outro, que insiste em ficar ereto e garantir a igualdade de todos perante a lei, tornando-o assim o que querem que seja: um nobre disfarce.