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terça-feira, 30 de março de 2010

Em tempos de emPACação...

Dilma, a Candidata

É certo de que estamos no Século XXI, ainda que em sua primeira década.

É certo, também, que a democracia, da forma como é praticada está bem longe dos seus objetivos efetivamente democráticos...

Já sabemos que o resultado do chamado PAC 1 não foi alcançado. Chegou, segundo informações oficiais a míseros 40,3%. Ou seja frustrou a todos!

Agora, usando de um poder que vai muito além do razoável, é anunciado mais um sonho... Não há mais a necessidade de alcançarmos qualquer meta do PAC 1. Basta colocar outra adiante e... tudo bem...

Viramos notícia e garantimos a vitória da camarada, ops, Candidata...

Sem dúvida podemos interpretar que além do engôdo, há uma certeza tão grande de continuidade de comando que é praticamente um grande desperdício a realização de uma eleição presidencial.

Cada candidato deve gastar (ao menos em termos oficiais, sem contar os recursos escusos do chamado Caixa 2) algo em torno de R$ 150 milhões. Essa cifra vale para os dois candidatos de ponta.

Se os demais candidatos mais modestos, que participam pelo único objetivo de apresentar ao Mundo a existência de nossa "democracia", tiverem orçamento bem menores ainda assim os gastos deverão exceder a R$ 500 milhões. MEIO BILHÃO DE REAIS!!! Quase 10% do PAC 1 que foi orçado em R$ 638 bilhões. O PAC 2, por sua vez tem um orçamento, até 2011, de R$ 598,9 bilhões.

É muito dinheiro, se analisarmos sob o ponto de vista dos investimentos públicos realizados nos últimos anos. Sob o ponto de vista das necessidades do País é quase justo. As necessidades da população em geral ainda não serão atendidas. Em ambos PAC's as escolhas das áreas de investimento não tiveram uma análise minimamente atenta às necessidades de nosso desenvolvimento.
  • Continuaremos a Exportar Empregos para outros países;
  • Continuaremos a gerar subempregos e miséria por todo o País;
  • A ignorância será cada vez maior. Só que, agora, diplomada e certificada;
  • O Custo Brasil continuará a crescer;
  • A carga tributária continuará a se elevar diante do PIB (cada vez mais insignificante, diante de nosso potencial);
  • O dinheiro público continuará a servir aos desonestos, só que com o aval da justiça e do legislativo;
  • O Big Brother continuará a fazer sucesso. Cada vez maior;
  • As armas e as drogas passarão a ter proteção governamental, especialmente se forem comercializadas pelos "amigos" próximos ao poder;
  • O Estado passará a ser, definitivamente, AUTOCRÁTICO, deixando de lado qualquer bobagem que possa atribuir direito ao cidadão;
  • Aliás, cidadão, passará a ter um novo significado: Escravo que Labuta de Sol a Sol para proporcionar a boa vida aos mesmos políticos que lhes exploram por tanto tempo...
É o sinal da Revolução Bolivariana cada dia mais próxima

segunda-feira, 29 de março de 2010

Carta do Zé Agricultor... para o Luís, da cidade



Ainda me surpreendo com o constante Aumento da Ignorância, especialmente nas pessoas do Governo (no Presidente da República; vários dos Ministros; enorme quantidade de Governadores, Senadores, Prefeitos e Assessores. Sobre os Deputados, então, a quantidade tende ao infinito); nos Eleitores (como podemos entender a eleição de pessoas condenadas na Justiça?); e, nos Meios de Comunicação (continua a tese de "quanto pior melhor")...
É importante, em minha opinião, continuarmos mais uma vez a Combater esses focos de ignorância, especialmente pelo fato de que a "burrice se espalha em maior proporção do que os mosquitos da dengue”. Chegamos ao cúmulo de termos Ilustres Boçais com títulos de Pós Doutorado, ocupando cargos de Juízes, Governadores, Presidentes da República, Líderes de Governo, etc.
Esse é o problema da nossa passividade; por acharmos que "OS OUTROS darão um jeito nas coisas". A gente pode continuar a assistir a tudo que acontece “bem tranquilo”, sem movermos uma palha sequer. Basta fazermos cara de “Intelectuais Ofendidos”.

Chega de inatividade! Acordem, pelo amor de Deus... Parem de alimentar a ignorância, pois ela, por si, só já tem muita força.

Façam isso para que haja alguma esperança de sobrevivermos a tantos absurdos... Façam pelos seus filhos...

O texto abaixo é uma forma cômica de apresentar nosso problema. Avaliem... 


Luís, quanto tempo!
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né?
O Zé do sapato sujo?
Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo.
Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu.
Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite.
De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas.
Por isso eu só vivia com sono.
Do Zé Cochilo você lembra né Luís?
Pois é.
Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom.
Muito mato, passarinho, ar puro...
Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade.
Tô vendo todo mundo falar que nóis da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só.
O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade.
Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro da tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar.
Se ele falou deve ser verdade, né Luís?
Prá ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado.
Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou.
Ele morava aqui com nóis num quarto dos fundos de casa.
Comia com a gente, que nem da família...
Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite.
Os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia.
Nossa!
Eu não sei como encompridar uma cama, só comprando outra né Luís?
O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele.
Bom Luís, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelos fiscais e pelas leis.
Mas eu acho que não deu muito certo.
Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado.
Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover.
Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros .
Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor.
Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas.
O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade.
Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas to preocupado com a água do rio.
Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados.
As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão.
Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade.
A pocilga já acabou as vacas não podem chegar perto.
Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo.
Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis?
Quem será?
Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!
Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes de ela cair por cima da casa...
Fui ao escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui ao IBAMA da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar.
Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei.
Pronto!
No outro dia chegou o fiscal e me multou.
Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente.
Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau.
Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luís, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia.
Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia...
Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo.
Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar aí com vocês, Luís.
Mais fique tranquilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira.
Aqui no sítio eu tenho que pegar tudo na roça.
Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa.
Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo.
Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luís.
Ah, desculpe Luís, não pude mandar a carta em papel reciclado, pois não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.



* (Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.) *
 “Na prática, a teoria é outra."
(Recebi sem os créditos de autoria)
Faz-nos refletir: aonde esta o erro?
Em quem administra sem conhecimento ou em quem não acompanhou a evolução do "jeitinho brasileiro" e continua vendo as pessoas como a si mesmas...
Anda a circular há muito tempo pela Internet...
E em casas e sindicatos de agricultores e similares...


"Num povo ignorante a opinião pública representa sua própria ignorância" – Marquês de Maricá
 

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Chororô ainda é livre num estado autocrático

 
Temos assistido nos últimos dias manifestações de governantes e prefeitos buscando garantir aos seus estados e cidades os recursos financeiros, decorrentes de royalties, e que entendem ser legítimos pela legislação até então vigente.
Como vivemos num estado totalitário e autocrático, embora ainda seja chamado de “Estado Democrático de Direito” as mudanças de regras – como esta que vem sendo provida em relação à partilha da exploração de recursos naturais – são impostas e acabam promovendo acordos que penalizam a todos.
Quem sabe essa manifestação possa ser acompanhada por reivindicações sobre a gravidade da política tributária, que concentra, cada vez mais, recursos na União sem que haja uma clara contrapartida à melhoria de vida dos cidadãos ou que promovam uma efetiva redução do chamado “Custo Brasil”.
Vale a pena conhecer um breve artigo sobre o que acontece com os municípios brasileiros, cada vez mais dependentes e, por isso, submissos a esse tipo de política. Trata-se de um breve alerta denominado “De Pires e Migalhas”, que tangencia o problema causado pela falta de visão e planejamento de Estado.
A esse “chororô” de governantes deveriam juntar-se todos (governantes, prefeitos e cidadãos) restaurando, de fato, o Estado Democrático de Direito que entendemos estar expresso (ainda) na Constituição Federal.
O resto é fantasia e festa, sem mudanças e melhorias!

Assim dispõe a Constituição Federal do Brasil:
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
 III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
 Como podemos constatar, pelo que está escrito na Constituição, nenhum governante está livre de culpa! Afinal ninguém está minimamente preocupado em qualquer um dos itens constantes desse artigo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Americanos inovam no combate a Terremotos no Haiti

Estes são os navios que estão no Haiti (Cruzador de misseis guiados USS Normandy e Porta Aviões USS Carl Vinson)


Sempre me pergunto, quando vejo uma nação mais poderosa oferecer ajuda a outra, mais pobre ou necessitando de apoio, se o que está sendo entregue é, de fato: AJUDA ou COMÉRCIO?

Vale a pena dar uma lida na nota sobre a Militarização da Ajuda ao Haiti que está acontecendo. Claro que a proximidade como Cuba é uma grande oportunidade que não poderia ser deixada de lado...

Ações como a tomada da pelos exilados cubados, que invadiram a Embaixada Brasileira de Miami, faz parte de um grande jogo de estratégias de dominação, com apoio popular.

Passamos a ver violências com a mesma atitude com que assistimos a uma partida de futebol, uma novela, uma "espiadinha de BBB", etc. E ainda com um diferencial. Pelo "apoio popular" tudo passa a ser "em defesa da democracia", etc. e tal...

Sei que isso não vai parar; nem há quem possa fazer isso parar. Essas atitudes são muito antigas e já conhecidas de muitos anos (quem ainda se lembra da ALALC?).

Deixo somente para registro...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A cada tempo, quando ainda há tempo...

Não há como nos iludirmos, nem tentar negar...
Somos uma ponte segura para que a criança chegue à fase adulta;
e somos a imagem mais forte que ela reflitirá... 
Há bem pouco tempo estava assistindo uma demonstração de um vídeo onde eram apresentadas músicas com temas indianos. Após rolar várias cenas houve uma pequena pausa e uma breve entrevista com o músico. Gravei da conversa uma frase, respondendo a pergunta sobre a felicidade das pessoas (se é grande a busca pela felicidade) que reproduzo abaixo:
Pergunta do Entrevistador: "E a felicidade? Cada vez maior o número de pessoas em busca de sua felicidade?"
Resposta do Entrevistado: "Embora as pessoas digam estar buscando a felicidade elas não desejam ser feliz. Elas querem, apenas, 'serem legais'."
Concluí que ele está totalmente correto nessa avaliação sobre as pessoas e o que de fato elas querem. Todos desejamos, apenas, parecermos felizes PARA OS OUTROS. Internamente a nossa satisfação está em (apenas) "parecermos ser legais"...

Não importa que as crianças da geração "Y" tenham um nível muito maior de informação fora de casa (ou mesmo fora do acesso dos pais, como a Internet, por exemplo). Assim como muitos de minha geração fiz várias coisas que meus pais nunca souberam. (a não ser que, por algum acaso houvesse um "desastre" não previsto e as "comadres ou vizinhas" viessem lhe contar. Quando isso ocorria recebia castigos antes de saber a razão do mesmo).

Tudo é relativo à sua época e ao seu tempo.

É nesse sentido que volto a comentar sobre esse tema, apresentando um vídeo produzido para a TAC (Transport Accident Commission), sobre a causa de acidentes. Origem e consequências...

Se nossas maiores artes e travessuras, em nosso tempo, tivéssemos um potencial tão grande de "estragos" como há hoje, a população mundial seria, certamente, bem menor. A exposição ao risco "mortal" é muito maior nos dias de hoje.

Ainda que dentre as várias informações que os jovens recebem de todos os meios de comunicação, até mesmo antes de aprenderem a falar, é que:
  • Fumar é prejudicial à Saúde
  • Beba com moderação. Se beber não dirija e se for dirigir não beba
  • Ao viajar, de automóvel ou ônibus, sempre use cinto de segurança
  • Faça sexo seguro. Use camisinha
  • Droga mata (apresentando várias fotos e depoimentos de pessoas dependentes e que estão perdidas para a vida)
  • Etc.
Também sou Pai e sei que fui e sou superprotetor. Quem não é?

Apenas uma questão sempre restou muito clara às minhas filhas, quando lhes dizia: "Vocês são responsáveis pelos seus atos. Ainda que eu esteja sempre ao seu lado, deverão arcar com todas as consequências".

Quem sabe a visão das consequências apresentadas neste vídeo traga os jovens ao mundo real, onde as coisas acontecem de fato e, por isso, é preciso ter atenção, cuidado e observar melhor suas atitudes e as atitudes das pessoas ao seu redor...

É mais uma gota na esperança de que haja mais alegria e, realmente possamos estar feliz em todos os momentos; independentemente de não "parecermos tão legaizinhos assim..."

Se puder, divulgue...


domingo, 7 de fevereiro de 2010

À quem serve o "Graal"?

     Quase sempre que me deparo com um jovem mal educado digo que seus avós deveriam ser surrados em praça púbica...
     Aos que me olham esclareço que esses avós deveriam ter ensinado aos filhos a importância da Autoridade, o valor da Disciplina e, claro, a Educação e o Respeito.
"É a nossos filhos que pagamos a nossa dívida para com os nossos pais." (Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo)
     Os pais, preocupados em cumprir seu papel, entregam seus filhos às melhores escolas, acreditando que estas irão cumprir com a obrigação de educadores. Ledo engano!
     As escolas mal conseguem prestar informação elementar aos seus alunos. Normalmente mantém um quadro de professores mal pagos e insatisfeitos. E que não recebem o menor sinal de respeito pelo que fazem. Aliás, se exercerem alguma autoridade terão reprimendas por parte da direção e dos pais dos alunos, que aprendem - desde cedo - o fascínio do poder tirânico que podem exercer sobre os adultos.


“No Brasil de hoje não é mais o mérito que determina o valor das pessoas, mas sua ideologia. Sua cor. Sua raça. Falar bem o idioma é motivo de piada. Ser elite é quase uma maldição. Música de sucesso é aquela que for mais escatológica. O homem honesto aparece na televisão como se fosse algo inédito. Roubar é normal. Bala perdida é normal. Corrupção é normal. Vivemos uma inversão de valores sem precedentes e é contra esse estado das coisas que devemos gritar” (Luciano Dias Pires Filho)

     Quando o filho ultrapassa a idade de 20 anos, fazendo ou tentando fazer vestibular para uma carreira que lhe foi estabelecida pelos pais e adultos, ele já está suficientemente deseducado. Sabe que pode exercer seu poder sobre os pais, e mente até para si mesmo, atribuindo a outros os fracassos que vai acumulando.
     Na busca de soluções esses pais acabam causando mais mal do que bem. Descarregam sua ansiedade (e culpa) sobre o jovem, que, para livrar-se da pressão vai aceitando ser conduzido de um lado para outro. E sempre encontrando algo ou alguém a quem atribuir seus fracassos.
     Pais frustrados, em carreiras bem sucedidas financeiramente e verdadeiros fracassos em realização pessoal, continuam a delegar a terceiros a responsabilidade que lhes cabia. Como alguém pode culpá-los se "escolheram as melhores escolas e os melhores educadores aos seus filhos?"




“A primeira vez que você vier a mentir e eu acreditar, a culpa será sua. A segunda, será minha” (Theodor Boehme)

     Esquecem-se de que o aprendizado efetivo ocorre pelas atitudes presenciadas ao longo da vida; nunca numa sala de aula onde um desconhecido, desvalorizado e totalmente desmotivado professor tenta passar - de forma arcaica informações sobre conhecimentos que não são (ou não estão) alinhados com o que vivenciam, em casa ou fora dela.
     A sociedade tinha, até há pouco mais de trinta anos, alguns rituais que marcavam a mudança de estado dos jovens, de crianças passavam à condição de adultos (Homens), com nítido conhecimento sobre suas responsabilidades e limites.
Isso foi abolido. Especialmente para os meninos; que continuam crianças até a idade de 30 ou 35 anos. E os pais acham isso "maravilhoso"; a dependência desses filhos aparentemente confere um grande poder aos pais. Tudo errado!
     Por ser totalmente dependente (mora na casa dos pais, tem carro, roupas e alimentação feita na hora e a qualquer hora, traz a namorada para transar dentro de casa, já que isso faz com a mãe sinta-se mais segura em relação ao filho, etc.) ele não adquire qualquer noção sobre a consequência de seus atos.
     Para conseguir dinheiro, além da mesada que recebe (ele não consegue ter um emprego, ou permanecer num por muito tempo), ele torna-se presa fácil de pequenos atos ilícitos, que lhe rendem algum trocado... até chegarem às drogas (pode começar a fazer negócios com ela e, muito provavelmente, tornam-se usuários após algum tempo).
     Com a total ausência de valores na formação dos jovens sua recuperabilidade é cada vez mais difícil. Até chegar o momento em que os pais, colocando-se na condição de vítimas, não sabem mais à quem atribuir sua culpa.
     Nesse ponto todos perdemos. Perdemos o cidadão potencial, perdemos os pais que ficam amargos, frustrados e depressivos, perdemos o futuro!
     Num momento em que assistimos a tantas histórias, presenciamos a tantas tragédias humanas, é chegado o momento de revivermos os antigos mitos para tentarmos mudar o comportamento e a atitude que temos com nossos filhos e netos.
     É preciso permitir que a Natureza haja, sem estabelecermos regras ditadas pelo nosso ego ou antigas frustrações. Um pálido exemplo disso é um fato bastante corriqueiro nos dias de hoje:
  • Crianças passam do prézinho para o primeiro grau em idades cada vez menores. Que condição terá a criança quando, antes da puberdade tiver de conviver com vários amiguinhos, todos púberes e com outras ideias ou interesses, causando uma grande confusão em sua cabeça.
  • Os pais disputam por escolas renomadas, sem importar-se em avaliar os interesses e/ou necessidades de seu filho. A eles interessa poder "bater no peito com orgulho" e dizer que seu filho estuda nesta ou naquela escola...
  • As promessas e indução para escolha de carreiras, impostas aos jovens no período pré vestibular, assemelha-se à tortura; além das terríveis comparações com outros que "tiveram sucesso".
  • Acreditar que todo o conhecimento necessário à formação do filho será obtido na escola; e que ele só irá ter acesso ao que realmente for necessário "à sua boa formação"...
     Costumava dizer que a educação que damos aos nossos filhos é como um bilhete de loteria. O custo desse bilhete corresponde a toda a dedicação e orientação que lhes damos. Tenho certeza de que todo Pai age, sempre, com a melhor das intenções nessa atribuição indelegável...
     Precisamos de 20 anos para sabermos se o "bilhete que compramos" foi premiado...




quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Descobri que sou um Ignorante e Dependente; e Você?

HelpAté meados da década de 1980 meus recursos para desenvolver meus trabalhos profissionais constituíam-se, basicamente, de lápis, borracha, caneta e papel.

Claro que o produto final do que elaborava era enviado à secretária que fazia a datilografia do mesmo, produzindo o relatório, objeto do trabalho realizado. Depois de pronta a datilografia iniciava a etapa de revisão e correção, que implicava, normalmente em retrabalho, de minha parte e por parte da secretária.

Facilmente encontrava as “ferramentas” necessárias para a realização do trabalho. Uma das sofisticações era, na época, o uso de máquina calculadora eletrônica, que me maravilhava e nem fazia idéia de como funcionava. Apenas confiava nos resultados que apresentava; e pronto!

Hoje, todo meu trabalho e de meus assistentes, é desenvolvido em uma tecnologia colocada à nossa disposição facilitando, enormemente, a eficiência do trabalho realizado.

Planilhas eletrônicas se encarregam de informar correta e rapidamente, cada resultado e dado que lhe tenha inserido. Todos os trabalhos passaram a contar com essa ferramenta. Claro que ela, aliada ao Editor de Texto, dispensa quase que completamente o trabalho da secretária.

Naquela época, se faltasse energia para a máquina de datilografia elétrica, bastava deslocar o trabalho para uma máquina de escrever manual. Máquinas de calcular eram, também, manuais em sua maioria. E os cálculos podiam ser feitos mentalmente, sem necessidade de máquinas.

Quando me lembro daquela época, e comparo com a tecnologia disponível, observo que hoje sou totalmente ignorante sobre que recursos usar se, por exemplo, faltar energia elétrica por um período superior a carga que as baterias da maior parte dos aparelhos suporta. E a comunicação então? As facilidades de conversarmos ou enviarmos uma mensagem a uma determinada pessoa tornou-se quase que instantânea.

Basta um simples movimento de dedos e pronto! Resolve-se qualquer questão pendente...

Agora posso, com os mesmos aparelhos: trabalhar, de forma isolada ou partilhada com outros colegas; informar-me; acessar outras pessoas; estudar; etc. Posso me sentir no Mundo, permanecendo no mais profundo isolamento.

Tudo isso; toda essa tecnologia e recursos disponíveis funcionam sem que eu consiga saber bem como. Sou leigo (ou isso é um sinal de ignorância?) e totalmente despreparado para lançar mãos de alternativas que não correspondam ao uso de aparelhos que, ao longo dos anos, vão ficando cada vez menores; sofisticados e menos compreensíveis quanto à forma como funcionam.

Tornei-me, como a maioria das pessoas com quem convivo social e profissionalmente, totalmente dependente da tecnologia, que nos incita a buscar mais e mais novidades. Somos dependentes (viciados?) em novidades.

Cada vez mais investimos nosso tempo – e dinheiro – para conhecer os novos lançamentos, tanto em termos de aparelhos como de facilitadores de nossos trabalhos.

O resultado de tudo isso?

Estamos – cada vez mais – escravos da tecnologia que nos permite trabalhar em qualquer lugar em que estivermos e sermos “acessados” por todas as pessoas, em qualquer horário ou local em que estivermos.

Fica a pergunta se tudo isso nos tronou mais produtivos ou dispersivos...

Agora, além de ignorante e dependente, avançamos cada vez mais nas horas do dia que seriam destinadas ao lazer e ao descanso. O que tende a nos transformar pessoas muito diferentes daquelas que nasceram na metade do século passado.

Se isso é bom ou não, só com o tempo saberemos...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Você sabe onde fica o Haiti?

Afinal, onde fica o Haiti? Até há bem pouco tempo - com exceção de pessoas como Dra. Zilda Arns, da Pastoral da Criança, - praticamente ninguém se importava com a situação daquele País. Sua enorme riqueza natural, praticamente destruída, enriqueceu muita gente, que certamente não vive mais no Haiti.


"Pobres são como podres"... diz a letra da música.

Ainda que minha preferência seja a de divulgar notícias favoráveis, os acontecimentos dos últimos anos torna obrigatório darmos um "grito de alerta". Ainda que para uma grande quantidade de "surdos". Já que é mais conveniente "fingir-se de surpreso e indignado", sem nada fazer...

Até que ocorresse o fato lamentável acontecido na cidade de Porto Príncipe, alguns poucos brasileiros já acompanhavam as questões do Haiti; questionando a validade da participação de vários patriotas do Exército Brasileiro, buscando levar "a ordem onde reina(va) o caos".

Muitas coisas foram realizadas, buscando melhorar a situação daquelas pessoas. Entretanto, as profundas marcas de "Papa(s) e Baby(s) Doc('s)" deixadas ao longo da história impelia a maioria das pessoas a buscar sua sobrevivência, e a de seus familiares, a qualquer custo. Num clima político como aquele é muito difícil pretendermos que a maioria da população (pobres, famintos, perseguidos, explorados até as últimas consequências) mantivessem alguma atitude diferente.

Vale, nesse caso, a lei do mais forte. A lei do cão...

Agora todos os países, e mesmo aquelas pessoas com mais recursos e famosas, saem em ajudas expressivas àquela região. Toneladas de alimentos, medicamentos, etc. chegam em grande quantidade (ou ao menos em quantidade adequada ou suficiente) que, por qualquer razão (absurda), não são distribuídas por falta de Gestão.

Além da falta de gestão, alegada pela própria mídia, fico a imaginar se o problema não seria causado, também, pela enorme carga de corrupção que cada agente de governo, ou "autoridade", carrega e, ao se ver, de repente, diante da possibilidade de enriquecer, ainda que à custa de tanta miséria... Nojento! Triste e nojento!

Essas notícias, e o pensamento dessa possibilidade, deixa a grande maioria de brasileiros indignada. Julga-se um absurdo que tal atitude possa ser praticada diante de um quadro tão doloroso, dantesco, como essa que aconteceu com aquelas pessoas...

Mudando de paralelo...
Quem ainda se lembra das tragédias que aconteceram no Brasil? Até certo ponto recentemente; também provocando mortes, vários desabrigados, muitos soterrados, etc. em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, dentre outras...

Muitas verbas governamentais foram liberadas em discursos emocionados dos "políticos da hora" (e, pelo que consta, ainda não chegaram a nenhum dos lugares ao menos até agora). Só houve promessas e discursos (especialmente de políticos, inclusive do próprio Presidente da República, diante das câmaras de televisão, após fazerem o "famoso" sobrevôo para "analisar de perto a situação")!

Em Santa Catarina, algumas reportagens chegaram a denunciar os desvios, praticados por pessoas influentes e/ou ligadas ao governo, das melhores doações recebidas naquele Estado, e que foram feitas por várias pessoas, sensibilizadas com a tragédia acontecida em cada local.

Quando vejo, na música de Caetano, a frase "pobres são como podres", fico imaginando quem são os "pobres" e quem são os "podres"? Afinal há apenas a inversão de uma letra para mudar "Podre" para "Poder"!

Sim, minha gente...

O que há de Podre e Pobre em qualquer lugar do mundo em que haja uma tragédia é aquela parte de pessoas com algum Poder, delegado sabe Deus por quem, totalmente despidos de toda Moral ou Ética, que conseguem, sem ter qualquer problema de estômago e/ou insônia, quando "furtam" (ou seria melhor "roubam") a atenção e/ou as doações de pessoas tão necessitadas como aquelas que sofreram um severo revés da natureza...

Podemos entender que, com esse tipo de humanidade que formamos, com pessoas dotadas de uma insana busca de sucesso e riqueza, a qualquer custo e sem qualquer resquício moral, infestando todos os cantos do Mundo, o Haiti é Aqui; e é, também, em qualquer lugar do mundo...

Nojo; asco; tristeza...