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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Grande Ameaça dos Pequenos Poderes

Já faz algum tempo, creio que cerca de 12 anos se não me falha a memória, passamos por uma incrível mudança de classes, no comando do governo brasileiro.

Antes tínhamos uma classe que era denominada de “intelectual”, confesso que não consigo entender bem a razão para esse nome… Afinal, para que serve um intelectual? Pode servir para muitas coisas (ainda que seja trocar lâmpada de um abajur, por exemplo); fico em dúvida se ele serve para liderar um governo…

Bem, passada essa fase – que também durou cerca de 8 anos, se não falha minha memória – passamos para um novo tipo de governo. Um governo sindicalista, liderado por uma pessoa, que foi em sua juventude, orientado para orquestrar paralizações das indústrias metalúrgicas, principalmente de São Paulo. Sem dúvida esse exercício deve contribuir para a formação de belas negociações, todas regadas com muita bebida, muita comida, muita música (bem barulhenta e sem muito sentido) que é para agradar aos “cumpanheiros” de militância.

Não vou entrar no mérito das greves que foram realizadas pelos idos dos anos 1980. Havia muitos interesses “estranhos” dirigindo a cabeça dos ignaros sindicalistas (se não fossem ignorantes as lideranças eram “muito espertas” pois ganhavam para fazer a incitação e ganhavam vários “favores”). Quem não se lembra dos principais atores dessa época? Sempre que a greve acabava todos (empregados e patrões) ficavam felizes… Os preços dos produtos (especialmente carros) subiam e ficava tudo certo…

Esses sindicalistas construíram uma imagem de puros. Tão puros que montaram um partido político que atraiu muita gente. Gente de boa fé… Outros, nem tanto…
Passados os anos e com experiências acumuladas o partido (outrora puro) passou a acolher outras facções, talvez atraídos pela facilidade que um sistema democrático (ainda que iniciante) proporciona a todos. E isso parece ter sido bom para todos!

Sim!

Todos os partidos, estivessem na situação ou na oposição, reuniam candidatos com a mesma origem, intelectuais ou não eram militantes de oposição ao extinto governo (ditadura?) militar. Na realidade, depois da anistia e a retirada dos militares, parece que tudo virou festa. A separação estava entre os que fumavam charutos e tomavam bebidas finas e aqueles que buscavam coisas mais fortes baseadas em… bem, baseados e mais fortes. Todos muito alegres e felizes.

Por isso, no Brasil, o governo de situação é tão parecido com aqueles que se autodenominam de “oposição”. Não há espaço para oposição, já que todos desejam esgotar todos os recursos da “mãe gentil”. É uma grande luta! Uma luta onde vale tudo para amealhar a melhor parte do butim em que transformaram o país.

Claro está que as classes lideradas, por este ou por aquele, mantiveram-se sempre confiantes de que também fariam parte dos ganhos “incomensuráveis” que poderiam ser transferidos aos trabalhadores que deram apoio ao governo.

Não resta a menor dúvida de que as classes que estão atualmente em greve no Brasil são compostas por profissionais extremamente essenciais para a continuidade das atividades. Como podemos dizer que Professores, Policiais, Médicos, etc. não merecem o justo reconhecimento pelos seus trabalhos? Claro que merecem…

Aliás, todos nós merecemos! Quem sabe se houvesse uma suspensão dos enormes desvios de recursos… (epa, lá estou eu desviando, de novo, de assunto…)

Nunca foi tão ameaçadora a frase ”grevista unido, jamais será vencido”.

Não há como perder diante de um governo sindicalista que – ficando somente do lado da “amealhação” de riquezas – desaprenderam a negociar e argumentar.

Essa tibieza fortaleceu esses sindicatos atuais, cujas lideranças são muito pequenas, diante daquelas que já pudemos conhecer num passado relativamente recente.

Qualquer um deles pode, a partir de agora, decidir paralisar as atividades de determinado setor, comprometendo a normalidade de todo o país. Sentimos isso durante a movimentação dos Caminhoneiros (que não se pode chamar de greve, mas de paralisação de aviso), dos Professores, que causam um grave apagão de mão de obra com alguma formação, dos Policiais Federais, que causaram diversos problemas e nos envergonham como “parte da civilização ocidental”, além de outros.

O governo sindicalista mostrou-se totalmente incompetente e despreparado para essa situação (não me lembro, neste momento, em quais setores onde foram bem). Apenas mostraram que as armas dos sindicatos pode ser mortal e pode paralisar o Brasil.

Tomara que tudo isso não passe apenas de um sonho ruim. Precisamos acordar… eu preciso acordar…

Sobre esse tema vale a pena conhecer opinião expressada no artigo: “As greves e o princípio da realidade”, onde são apresentados outros fatos dentro do mesmo contexto.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quando a Copa chegar...

Copa do Mundo 2010
Tenho andado por várias cidades brasileiras nos últimos meses. Especialmente em capitais dos Estados do Sul, Sudeste e Centro Oeste...
Em cada uma delas pude observar alguns sinais do despreparo existente sobre algumas questões, que considero essenciais. Parece que os governantes, tanto da esfera federal, como da estadual ou municipal, preocupam-se mais com grandes planos... só não fica muito claro qual o custo e quem serão os beneficiados com eles...
Há algumas questões que vem se agravando, as mais comuns são:

Na vida cotidiana:

  • O trânsito das cidades anda caótico. A quantidade de carros em circulação é crescente e já parece estar acima de qualquer índice razoável em relação às vias públicas existentes. Sem abordar a questão de lógica, sinalização, espaços destinados ao tráfego e estacionamento. Dependendo da distância a ser percorrida uma caminhada despende um tempo menor que o automóvel. Os estudos mostram que a velocidade média dos veículos nas cidades – mesmo em horas fora dos “picos” – está menor do que a das carroças ou charretes utilizadas até meados do século passado.
  • Os trabalhadores, de um modo geral, estão morando em áreas sem grande infraestrutura, com riscos à saúde (falta de água, saneamento, etc.), riscos de segurança, falta de escolas e postos de atendimento médico. Grande parte do dia desses trabalhadores é consumida com o tempo despendido em sua locomoção entre o local de sua casa e o trabalho, além do grande desconforto e isolamento familiar.
  • Os restaurantes, especialmente aqueles mais populares, estão com graves problemas de higiene e limpeza. Sem entrar na questão da qualidade dos mesmos, a efetividade de sua validade alimentar ou na possibilidade de acesso pelos preços praticados.
  • As calçadas não oferecem a segurança mínima necessária aos pedestres. Sujeira, buracos, objetos deixados sobre a mesma, dificultam a todos. Nem entro no aspecto de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. De nada adianta construir rebaixamento nas guias, para trânsito de cadeirantes, se o passeio é feito de forma inclinada, mantido com buracos ou materiais que impedem a passagem.

Nos deslocamentos entre cidades

  • As estradas encontram-se em estado precário de conservação. As que estão bem conservadas possuem praças de pedágio ao longo do trecho que encarecem bastante o custo de deslocamento, de pessoas e mercadorias.
  • Os aeroportos estão no limite, não necessariamente quanto ao numero de voos, mas em relação ao acesso aos mesmos. Está cada vez mais difícil de se chegar aos mesmos por conta da falta de previsibilidade das áreas de desembarque das pessoas que irão embarcar.
  • As cidades estão com ocupação de hotéis tomada, por tantas pessoas que viajam. Além disso muitos já ostentam tabelas de preços fantasticamente elevados, “por conta da época da copa”.
  • Os serviços prestados nos aeroportos estão sofríveis em termos de higiene, limpeza e organização; e, qualquer consumo de alimentos, especialmente, com preços extremamente elevados.

No atendimento à segurança

  • Nesta área estamos caminhando para situações de extrema gravidade. Além do aumento de ações criminosas contra qualquer pessoa há um contingente de segurança cada vez menor e menos preparado.
  • A segurança também é impactada no trânsito, onde cresce o risco de acidentes com gravidade por conta da falta de responsabilidade de uma parte dos motoristas que teima em dirigir em alta velocidade e sem estar convenientemente sóbrio.
  • Se o cidadão que sofreu alguma violência for cumprir com seu dever e fizer a queixa terá de despender um bom tempo, até encontrar onde poderá ser atendido. Sem falar na questão da cordialidade e atenção por parte dos atendentes. Falta-lhes preparo.
Esta lista poderia continuar. Nosso crescimento é comprometido pela falta de importantes investimentos nas áreas essenciais a todos. Não importa em qual momento estejamos nos referindo...
Resta, entretanto, a esperança de que “quando for a época da Copa Mundial de Futebol” todas as questões, inclusive as listadas acima estarão resolvidas. Ao menos é o que as nossas autoridades estão nos informando. Tudo estará pronto no momento em que se iniciarem os “jogos da copa”!
Espero que as pessoas passem a desligar seus aparelhos de televisão e passem a perceber melhor o ambiente em que vivem... Acorda Brasil!!!

sábado, 26 de março de 2011

O Assistencialismo é um Bem?

Não há dúvida quanto a necessidade de diminuirmos a distância entre ricos e pobres. A distância em termos financeiros é grande. Ela é gigantesca, entretanto, em termos de acesso ao conhecimento.

No texto abaixo somos convidados a refletir um pouco mais sobre ações que a mídia e todo um arcabouço político criado favoreceu ao encontrar as pessoas com a necessidade de 'parecerem bonzinhos aos olhos de outros...'

Faz algum tempo que ouvi que "Estamos aqui não para sermos bonzinhos... Estamos aqui para sermos MELHORES..."


Normalmente, ao repetir essa frase, completo com a seguinte: "Os 'Bonzinhos' irão arder no fogo mais quente do Inferno por toda Eternidade mais meia hora!"

Há grande diferença entre assistência e assistencialismo. Espero que o Governo retome as rédeas da situação e promova o enriquecimento das pessoas sem transformá-las em parias e massa eleitoral direcionada aos seus míseros interesses (até para não dizer outras coisas mais terríveis).

Fazendo o bem com o dinheiro dos outros
Acredito que há uma falácia básica em todas as medidas de bem estar e seguridade social. A falácia está em acreditar que é possível fazer o bem com o dinheiro de outras pessoas. Esta idéia tem pelo menos dois defeitos. Se eu vou fazer o bem com dinheiro dos outros, primeiro preciso tirar o dinheiro deles, o que significa que a filosofia de seguridade social é na sua base uma filosofia de violência e coerção. É contra a liberdade porque eu tenho que usar de força para conseguir o dinheiro. Em segundo lugar, muito pouca gente gasta o dinheiro de outras pessoas com o mesmo cuidado com que gastaria o seu próprio dinheiro.
Um dos grandes erros é julgar políticas e programas pelas suas intenções em lugar de julgá-los pelos seus resultados. Nós todos sabemos qual é o caminho que está pavimentado de boas intenções. As pessoas que vão por aí falando sobre a ternura de seu coração, eu as admiro pelo seu coração mole, mas infelizmente muito frequentemente essa moleza se extende também às suas cabeças. O fato é que programas que são vendidos como sendo para ajudar os pobres e necessitados, quase sempre terminam tendo efeitos que são exatamente opostos aos efeitos que seus bem-intencionados proponentes pretendiam alcançar.
Milton Friedman

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Governabilidade será possível no Brasil de hoje?

Há pouco tempo os jornais apresentaram o posicionamento de sindicalistas que não concordaram em serem 'deixados de lado' pela Presidente! E deram um recado de que o Governo de Dilma não seria fácil...

O primeiro erro do governo Dilma | Valor Online

Até que ponto a sociedade será passiva com esse absurdo; com essa inversão de comando que estamos percebendo, claramente, por meio de notícias diárias dos jornais?

Será que um dia acordaremos? Até onde essa filosofia, baseada na teoria de Gramsci (Antonio), engessará tudo na sociedade?

Do jeito que anda a sociedade só acordará quando já estiver mortinha...

A notícia acima referida está no post: Centrais Sindicais Reclamam de Tratamento dispensado por Dilma

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

As razões da violência e da ignorância

Carga Tributária Gera Aumento no Preço de Material Escolar - clique para ler matéria completa

Há alguns anos (na realidade algumas dezenas de anos) era praxe ouvirmos a explicação, fornecida pelos técnicos da Receita Federal, para a diferenciação de alíquotas dos tributos aplicáveis em cada classe de produtos.

"A carga tributária incidia em cada produto de acordo com o 'princípio da essencialidade', fazendo com que aqueles considerados essenciais fossem menos onerados pelos tributos do que aqueles considerados 'supérfluos'."

Difícil era explicar o que era supérfluo; pois, se realmente fossem supérfluos não haveria razão para que alguém consumisse tal produto. Mas isso já é outra história...

Vemos, pela cuidadosa e detalhada análise apresentada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, que os materiais escolares são severamente onerados por tributos.

E devemos observar que os tributos somados são apenas aqueles de incidência direta no produto. Não são considerados outros como: Tributos Trabalhistas e Previdenciários; Tributos de Licença e Funcionamento (Alvará); Tributos incidentes sobre a Energia e a Telecomunicação, essencial para o funcionamento de qualquer estabelecimento; etc.; etc.; e, tal (a lista vai bem longe).

Dá para entender a estratégia do Governo Federal. Educação não é prioridade do Estado. Somente considerando que Educação seja um 'produto' supérfluo é que dá para entender essa oneração.

Fica explicado, também, a razão pela qual os dois governos (Lulla e Dilma) mantém 'aquilo' como Ministro da Educação. Não precisa ter ninguém competente numa área tão supérflua e desnecessária como a Educação...

Criança que não vai a escola, por falta de dinheiro da família para aquisição de material adequado aos estudos, é criança que fica abandonada, sujeita a receber da escola da vida outros tipos de educação. A educação passada por traficantes, por viciados, por bandidos de vários tipos.

Melhor parar por aqui. É muita irresponsabilidade do governo e da sociedade que é leniente com esse tipo de governo instalado.

Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Meu dever é falar, não quero ser cúmplice.) (Émile Zola)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mortos em Teresópolis sobem e número passa dos 25 no Rio

Mortos em Teresópolis sobem e número passa dos 25 no Rio - Últimas Notícias - MSN Estadão

Todo início de ano há uma contabilização de desastres causados pela ação do Homem e pela inação dos goverrnantes. Ambas são resultante de grande incompetência e profunda ignorância.

Se perguntarmos para qualquer uma das pessoas atingidas pelos desastres: "Em quem você votou para Senador e Deputado, na última eleição?", a resposta que teremos será, na quase totalidade dos casos: "Não lembro!".

Que se pode esperar dos políticos que são eleitos com base na fome e ignorância do povo?

Apenas o que está se vendo neste início de ano: a contabilização de desastres e mortes...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A violência que criamos…

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Crianças do Conjunto do Alemão cumprimentam militares ao seguirem para a escola (Foto: Glauco Araújo/G1)

Estive na cidade do Rio de Janeiro, nesta última semana. Ainda que boa parte dos políticos e líderes (alguns nacionais) teime em “trabalhar” contra, a cidade, com sua natureza exuberante, continua maravilhosa.

Foi uma semana com notícias diárias sobre acontecimentos ocorridos em vários pontos da cidade e região metropolitana, mostrando imagens de atos de terrorismo e guerra, ante uma população que, surpreendentemente, se fortaleceu e resolveu, pelo menos, NÃO SENTIR MEDO. Claro que há cuidados, ninguém se expõe desnecessariamente; as empresas liberam seus funcionários mais cedo, para que possam chegar em casa com um mínimo de luz natural, já que estamos no horário de verão.

Por mais surpresa que possa causar vi pessoas que – diariamente – usam 3 horas pela manha e 3 horas à tarde para chegarem aos seus locais de trabalho. Parece-me totalmente insano a sociedade admitir que grande parte dela despenda até 25% de cada dia em deslocamento. Quanta riqueza esta sendo desperdiçada! Será falta de administradores, de sociólogos, ou de vergonha na cara?

Há muitos anos a sociedade brasileira convive com a violência. Nesse período tem adotado, na maioria das vezes, atitudes hipócritas, que nunca buscaram dar a solução necessária para cadaa uma das questões que compõe essa questão, sem dúvida complexa...

A sociedade que alimenta o tráfico de drogas é formada pela própria sociedade. O número de dependentes cresce continuamente. E, pior, aumenta a potência do mal que a droga causa. Mesmo assim temos leis que abrandam os crimes cometidos num “estado de crise de abstinência” ou motivados “pelo uso de drogas”. A quem está se protegendo, afinal?

É comum encontrarmos, nas capitais e grandes cidades, barracas, carrinhos, etc. dos chamados “vendedores ambulantes”. A maioria deles (ou pelo menos a aceitação pela sociedade) teve origem nos anos 70, com pessoas que viviam à margem do sistema ( os “hippies” da época pós Woodstoc). Não aceitavam “trabalhar para o sistema” e, para sustento próprio e da família, produziam e vendiam uma série de artesanatos.

Era comum ouvir das pessoas da sociedade a frase: “Pelo menos não estão roubando...”

Esse pensamento da sociedade previa que, se ela não aceitasse o trabalho marginal e ilegal, essas pessoas se voltariam, de forma violenta, contra elas.

No início dos anos 80 o Brasil quebrou. Literalmente. Houve o maior enxugamento do Estado, especialmente na sua folha de salários. Havia uma grande quantidade de funcionários públicos de altíssima qualidade profissional. Os serviços prestados pelas empresas estatais e pelo próprio Estado eram muito superiores aos que recebemos hoje, mesmo de empresas privadas que “fazem” os serviços que seriam, constitucionalmente, da responsabilidade do Estado (Educação, Saúde e Segurança).

A certeza da impunidade e de que a classe mais rica da população (além da classe política) é quem melhor se locupletava dessa atividade ilegal foi se fortalecendo, graças a omissão (ou medo) da população que ainda é, em boa parte, de trabalhadores e honestos.

Deu no que está aí. As cidades dominadas, o estado impotente e o país com governantes vivendo numa Ilha da Fantasia, só falando e fazendo besteiras, gastando dinheiro sem o menor critério ou responsabilidade. Sustentados por uma democracia da barriga vazia e da garantia de sustento sem ter de trabalhar, ou mesmo estudar.

Um país que vibra com a justiça que vê nos cinemas, em filmes como TROPA DE ELITE, por exemplo, que deixa evidente a mistura entre políticos, o crime organizado e o policial corrupto.

Quem sabe, agora, com essa reação na cidade do Rio de Janeiro, a população brasileira resolva terminar com a extrema violência que nós mesmos criamos!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

México - Olhe o que a polícia encontrou na casa de um narcotraficante!

Realmente é impressionante! E pensar que os governantes de vários países são responsáveis pela “facilitação” do tráfego das drogas e de sua permissão, votando leis que apenas estimulam ao crescimento da dependência em favor de uns poucos…
Não há nada pior do que a omissão. Somos – em todos os países e não apenas no Brasil – omissos em relação a essa questão que vem destruindo uma grande quantidade de jovens!
Por que o Governo não dá um basta a essa situação? Ora, claro que ele tem muito intere$$e ni$$o, não é verdade?


Observe a qualidade do armamento! Quantos exércitos tem armas menos mortíferas que os Narcotraficantes?

A honra e o orgulho que impera nesse tipo de sociedade é totalmente diverso do nosso; ao menos daquela que julgamos a desejável e temos esperança em alcançar.


É uma peça digna de um colecionador. Rico, com certeza!



Coleção riquissima… E, certamente, não se trata de um museu público…


Os esconderijos são coisa de cinema!










Sem dúvida é muito dinheiro. Grande parte retirado de crianças nas portas das escolas.
Os Pais podem não saber. As autoridades, sem dúvida, são omissas e partilham dos ganhos criminosos!











E ainda existem pessoas achando que podem derrotar  o tráfico apenas com campanhas pacifistas contra as drogas.
Doce ilusão!
Quem investiu toda essa grana, foram os viciados, protegidos por lei e pelo Ministério Público (MP) como 'apenas' usuários.

domingo, 19 de setembro de 2010

Tudo é Relativo…

charge_171 Já faz algum tempo que aprendi que tanto a “Verdade” como a “Mentira” não são “absolutas”. Ambas têm essa dubiedade de forma intrínseca.

Portanto a “Verdade” e a “Mentira” são, sempre, RELATIVAS.

Muito provavelmente, por isso, o texto que está descrito com o Título: “CASA CIVIL: O IMBRÓGLIO CONTINUA”, deverá ser considerado como “a mais pura verdade” por alguns e, “uma deslavada mentira” pelos demais.

Minha intenção não é a de fazer uma pesquisa ou investigação sobre o que leio, acho interessante e, ao ver que há algo do outro lado da notícia, procuro divulgar e dar minha impressão (nem sempre completa, por óbvios motivos) sobre os fatos apresentados.

Só sei que me engano, às vezes...

Uma delas foi quando, em 2001, após a eleição do Lula para Presidente, fiz vários comentários de que ali estaria sendo o início do fim do PT. Imaginava, pelo ângulo vislumbrado e o estágio de desenvolvimento do país, aliado ao fato de que o Lula teve, como melhor cabo eleitoral de sua campanha o próprio Presidente Fernando Henrique (que havia deixado às traças o candidato Serra sem a mínima chance de ganhar), que “havia uma missão ao PT, antes de se desfazer”.

Algumas das razões para pensar dessa forma estavam alicerçadas nas seguintes questões:

· Já há alguns anos o governo FHC vinha sinalizando, fortemente, sobre a necessidade de se promover a famosa “Reforma da Previdência”, sob pena de quebra do governo e, por consequência, do Brasil

· Todas as sugestões técnicas que eram apresentadas para essa reforma envolviam uma pesada penalização de toda a sociedade dependente do sistema previdenciário geral e público. Nenhum governante teve sustentação (prá não dizer coragem) suficiente para dar seguimento a essa reforma. Todos anteviam uma grave crise social e com conflitos de graves consequências

· Num governo populista (PT) seria “mais fácil” promover o acordo necessário com a população para que fosse feita a dita reforma. A crise seria minimizada pelo “velho e experiente líder sindical”. Era como se você solicitasse “a outro que lhe pegasse o pinhão quente da chapa, para que você não queimasse seus dedos”. Parecia uma solução ideal. De quebra o PT, cuja oposição crescia, ficaria bastante enfraquecido para permitir, após 4 anos, o retorno dos mesmos “governantes” ao poder

· A origem do PT é bem obscura. Ele foi gestado da brilhante cabeça do então Ministro no governo João Figueiredo, Golbery do Couto e Silva que buscava minimizar o efeito do retorno de Brizola, Arraes e outros líderes trabalhistas, que retornavam ao país, após a anistia

· Aparentemente, o grande receio que o governo militar tinha é que, com sua saída, todas as bandeiras antes levantadas pelos líderes trabalhistas do início dos anos 60 voltassem “a causar turbação da ordem social”. Por isso o pensamento de dividir a classe trabalhadora, que identifica no líder sindical, que fora criado para atender as demandas dos próprios empresários das grandes empresas metalúrgicas de São Paulo, uma forte possibilidade de divisão entre os trabalhistas

· A criatura criada (PT) fortaleceu-se e o seu criador (Golbery) não repassou a outro a informação sobre como “desligar os fios da tomada, de onde provinha a energia que dava vida ao seu boneco”

· Ainda assim acreditava que esse PT que deveria ter ganhado as eleições de 1989 e ser extinto em seguida, só veio ao poder para realizar o ‘trabalho sujo’ junto aos trabalhadores, no início dos anos 2000. E, esse ‘trabalho sujo’ o faria perder totalmente o apoio de suas bases e, assim, também se extinguiria

· Estava enganado!

· O PT não fez a reforma da previdência. Aliás, NÃO FEZ REFORMA NENHUMA! E assim não se enfraqueceu com a opinião pública

· O programa Fome Zero, que substituiu o programa assemelhado do governo anterior, tinha algumas diferenças básicas:

  • A família que recebia o benefício não precisava manter seu filho na escola
  • Uma grande quantidade de políticos (vereadores, prefeitos e outros) passou a fazer ‘lobby’ e a enriquecer, desviando a verba do 'Fome Zero' para seus próprios bolsos
  • Grande recurso fazendo estardalhaço na mídia, dizendo que o programa era um presente do governo às classes menos favorecidas
  • Alavancagem política do partido com os recursos públicos gerados

· Grande parte do apoio que o Partido tinha, antes de ingressar na Presidência do país, vinda de organismos como a CNBB e outras entidades Evangélicas, transformou-se em aversão, quando ficou evidente que o objetivo era bem diferente daquele apresentado no discurso...

Agora vemos que a “criatura” gerou uma nova “criatura”. Tudo bem que não tem o mesmo esmero, já que feita de forma tosca e apressada ou em decorrência de ter havido vários escândalos, expurgando (?) da vida pública (ao menos em termo de exposição pública) aqueles que estavam destinados a dar a tônica do Governo do PT e ser sua continuidade, mesmo além fronteiras.

Parece muita loucura. E é mesmo! Totalmente absurdo o que vemos nos últimos anos...

No primeiro turno foi criada a comparação com o “teflon”, já que nada, nem um dos graves escândalos e denúncias conseguiram “grudar” na pessoa do Presidente. Usando de sua carinha de “bobo” conseguiu convencer a todos de que era uma pessoa que nada sabia e, por isso, sentia-se traído pelas pessoas em quem confiava.

Tá certo... a gente acredita nessa!

Por isso vamos ver o que você acha: é “verdade” ou é “mentira”? Ou você também não está nem aí. Vai votar no candidato que as pesquisas, mesmo que totalmente manipuladas, indicam como à frente dos demais, SÓ PRÁ PODER APROVEITAR TOTALMENTE O FERIADO DE 15 DE NOVEMBRO, SEM TER DE ‘CUMPRIR COM A OBRIGAÇÃO DE VOTAR NO 2º TURNO’.

Isso me leva a concluir que: além da ignorância crescente, vem crescendo a quantidade de pessoas preguiçosas e vagabundas, sem a menor preocupação além da de participarem do festim e do butim. Claro que falando um amontoado de bobagens e acusando os outros de serem culpados por não trabalharem mais e repartirem o que ganharam com todos.

É – ao contrário da fábula – o vagabundo, o pilantra, o safado, o ‘cumpanhero’ vivendo à custa do que –mesmo sem capital ou apoio- monta um pequeno negócio e tenta crescer, produzir, criar, gerar riqueza, proporcionar empregos, pagar (um monte) de impostos que sustenta uma máquina publica ineficiente e cara...

Que pena que eu me enganei daquela vez...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Em benefício à memória nacional!

Censura_MPB_Calabar Censura, nunca mais! (Entendeu, Sr. Lula e Dna. Dilma!)

Nem sempre temos boas lembranças da época da ditadura militar.

Lembro-me de que vários de meus professores simplesmente sumiram; sem que ninguém, nunca mais, soubesse de seu paradeiro. São Paulo vivia tempos agitados...

Como estudante e no início da puberdade as minhas ansiedades eram para que tivéssemos maior liberdade, claro! Aprender a viver numa cidade com medo é uma coisa terrível especialmente aos quatorze anos de idade.

Quando iniciei meu curso Científico, um pouco mais crescido, já participava das famosas “setembradas” que representavam encontros para ouvirmos inflamados discursos relâmpagos. Lembro, em especial, de uma dessas vezes quando, descendo na estação de trem, no bairro da Lapa, um batalhão da PE (Polícia do Exército) nos aguardava na saída. Seguimos todos no “corredor polonês” formado pelos soldados que batiam, ameaçadoramente, os seus cassetetes na palma da mão, além de dizer uma série de palavras de provocação. Aquilo foi uma armação ‘prá’ nos apanhar. Felizmente foi mais susto e correria que outra coisa (fico pensando... se tivesse sido detido naquela época será que também teria direito a aposentadoria como o Presidente? Sei não... há uma classe de direitos que só vale para alguns...).

Sempre estudei a noite. Tinha de trabalhar para ganhar meu sustento e deixar algum em casa. Comecei a trabalhar, fora de casa, com 11 anos. Sim, pois até essa idade ajudava em casa, primeiro nos trabalhos de minha mãe e depois cuidando da pequena horta e da casa, já como “irmão mais velho”. E confesso que NUNCA me senti em um “escravizado”.

E foi estudando à noite que consegui – assim que concluí o curso científico – entrar na Faculdade, vencendo a barreira do vestibular da época. Concorrência boa, que nos exigia aprimoramento em várias áreas, mesmo àquelas que a escola havia deixado de nos ensinar.

Na faculdade foi que vivi o famoso momento do AI-5. Quando entrou o Diretor da Faculdade de Economia e nos informou que “o Diretório havia sido fechado e para eu tomássemos cuidado com o que (e com quem) falávamos, pois havia agentes do governo infiltrado nas escolas”. Como já havia visto professores serem “sumidos” logo no início dos anos da Ditadura, não tive motivos para duvidar do Diretor que, branco como uma folha de papel, nos anunciava aquelas notícias terríveis.

Sendo a minha resistência na área de não aceitar as imposições que – nitidamente – vinham dos norte-americanos (direita extremista) minha tendência era de criticá-las. Quando encontrava alguém da “direita” pela frente, logo eu era taxado de “comunista”.

Por fazer algo que já era raro naquela época (e hoje praticamente ninguém mais faz), que era pensar com minha própria cabeça e viver as minhas experiências sem pedir “o boné a ninguém”, quando reunido com pessoas chamadas da esquerda eu era conhecido como “americanista” ou “entreguista”.

Ficavam, tanto os da “direita” como os da “esquerda” p. da vida comigo quando lhes respondia que “Não era nem americanista nem comunista. Eu era (e sou) Brasileiro!”

Tenho recebido mensagens contendo uma informação atribuída a Olavo de Carvalho. Filósofo e cientista político a quem admiro. No Blog que encontrei o texto é chamado de Os Militares e a Memória Nacional contendo um relato muito importante para todos nós que participamos ou devemos relembrar um pouco de nossa história.

Nesse texto, com toda sua arte, Olavo de Carvalho vai descortinando o que era a vida dos infantes naquela época. Constate você também e comente se desejar estabelecer um propósito aos mais jovens que nos seguem.

sábado, 28 de agosto de 2010

Napolão(*) tem razão...

Retransmito este alerta, que recebi em meu e-mail, por entender que tudo está caindo. Nossos direitos civis que, após a Constituição de 1988, passaram a ser muito mais limitados do que sempre foram (mesmo na época da chamada Ditadura Militar). Não há Estado Democrático de Direito; há muito tempo.

O Governo (?) do PT apenas escancarou, um pouco mais, o aspecto da TIRANIA que caracteriza o Partido. Quem pensar (ou ousar pensar) diferente aos seus líderes é rifado (ou desaparece em formas misteriosas...).

Isso que é chamado de democracia, e as televisões e jornais tanto aplaudem, jamais poderia ser chamado, verdadeiramente, de Democracia. Vivemos, simplesmente, uma TIRÂNICA DITADURA DA MAIORIA, mantida na crescente ignorância garantindo, indefinida e permanentemente, os líderes criados num poder da opressão e do mais forte.

Faça sua parte, se quiser que haja algum mundo - ao menos razoável - para seus descendentes.

Basta de Tirania. Basta de Mentiras. Basta...

Posted: 27 Aug 2010 10:50 AM PDT
Uma proposta que foi apresentada no dia 14 de abril deste ano tem como objetivo cercear a liberdade de expressão no Brasil através de blogs, umas das poucas fontes de informação ainda não controladas.

Se você mantém um blog ou se simplesmente se importa com a sua liberdade de expressão e com a defesa e garantia de liberdades individuais e coletivas informe-se e faça algo a respeito antes que todos tenhamos que testemunhar o nascimento de uma nova e poderosa CENSURA.

A proposta de número 7.131 de autoria do deputado federal Gerson Peres (PP-PA), foi apresentada no dia 14 de abril e pretende instaurar mecanismos de censura sob o pretexto de regulamentação.

Este ofensivo projeto de lei, que não só inclui blogs, mas também fóruns e mecanismos similares de publicação na internet (termos muito convenientemente vagos), inclui basicamente três pontos principais:

  • Comentários de blogs (e semelhantes) terão que ser previamente moderados.
  • Crimes contra honra - calúnia, injúria e difamação - advindos dos comentários de blogs serão de responsabilidade de seus editores, proprietários ou autores. Ações civis poderão ser impetradas contra o dono do blog.
  • Todos os blogs (e semelhantes) terão que ser registrados no registro.br. Este registro inclui informações tais como: Nome Completo, Endereço completo, Bairro, Cidade, Estado, CEP, Telefone (fixo, celular ou os dois), CPF e RG.

Caso o blog ou similar não estiver em conformidade com estas regras terá que pagar uma multa de R$2.000 até R$10.000 reais!!! Por exemplo, o meu blog seria multado, porque meu registro não é no registro.br, e provavelmente nunca será!

O pretexto utilizado é que os blogs e afins, por mais que tenha aumentado as possibilidades de manifestação do pensamento e liberdade de expressão, não são passíveis de responsabilização civíl e penal no caso de ocorrência de crimes contra a honra.

O que vemos aqui é um dupla armadilha. A primeira será de manter a identificação e o registro de cada um de nós blogueiros. Não haverá mais anonimato, todos os blogueiros serão conhecidos, pelo menos para o governo. A segunda é que, quando bem entenderem, poderão cancelar o registro no registro.br. Alguém ousou criticar a nova campanha de vacinação do governo? Simples, cancele seu registro, afinal, onde já se ouviu tamanha calúnia! ;)

Em relação ao comentários anônimos, caso você não tiver habilitado moderação ou não tiver muito cuidado para não deixar passar um comentário calunioso, pessoas mal intencionadas (ou até mesmo empresas ou departamentos do governo que se sintam expostos pelo blog ou fórum) poderão simplesmente escrever algo que possa ser visto como calúnia para que o responsável seja processado de forma civil e penal.

Apesar do foco da lei ser nos comentários anônimos, no meu ver o real objetivo é identificar e registrar todos os blogueiros, além de criar burocracia e esta ameaça constante que com certeza fará com que menos pessoas se aventurem a abrir um blog.

No caso dos fóruns, esta lei irá torná-los totalmente ineficaz. Ou você terá que achar uma forma de identificar os usuários do fórum ou terá que moderar todas as mensagens. Quem irá usar um fórum assim?

Uma outra implicação serão nos blogs corporativos de jornais, ou até matérias de jornais que permitam comentários. Os veículos de mídia terão que se certificar da identidade dos autor dos comentǽrios ou arcar com a responsabilidade por processos. O resultado será que lamentavelmente irão remover quaisquer oportunidades de interação com os usuários. A internet simplesmente virará o que vemos hoje na TV, um total controle da mídia corporativa.

Não apenas seremos todos nós blogueiros identificados, dando oportunidade para retaliações e coações por parte do governo quando postarmos verdades inconvenientes, mas teremos nosso blog rapidamente retirado do ar quando bem entenderem.

De acordo com o site Terra, o projeto de lei (PL-7131/2010) tramita na Câmara em regime de urgência, e aguarda apreciação em plenário, ainda sem data definida.

Leis similares estão sendo criadas nos Estados Unidos, e não me surpreende que o Brasil está querendo ficar a frente em matéria de controle totalitário.

Por favor, passe esta mensagem adiante, ou leia esta lei e dê sua opinião.

Por gentileza repasse este texto, mobilize suas redes e vamos barrar este texto absurdo. A omissão pode trazer sérias consequências.

Clique aqui para mandar sua reclamação para o nosso nobre deputado. Seja educado mas faça valer sua opinião.

Fontes:
Íntegra da proposta
Página de Gerson Peres na Camara
Ferramentas Blog: Projeto de lei quer responsabilizar donos de blogs por comentários "anônimos"
UOL: Projeto de lei quer regularizar os blogs brasileiros
Terra: Projeto de lei: anonimato na web pode penalizar blogueiros

(*)  Napoleão é o personagem da Revolução dos Bichos, de George Orwel. O Presidente e outros líderes do PT assemelham-se, e muito, aos personagens dessa fantástica história.

terça-feira, 30 de março de 2010

Em tempos de emPACação...

Dilma, a Candidata

É certo de que estamos no Século XXI, ainda que em sua primeira década.

É certo, também, que a democracia, da forma como é praticada está bem longe dos seus objetivos efetivamente democráticos...

Já sabemos que o resultado do chamado PAC 1 não foi alcançado. Chegou, segundo informações oficiais a míseros 40,3%. Ou seja frustrou a todos!

Agora, usando de um poder que vai muito além do razoável, é anunciado mais um sonho... Não há mais a necessidade de alcançarmos qualquer meta do PAC 1. Basta colocar outra adiante e... tudo bem...

Viramos notícia e garantimos a vitória da camarada, ops, Candidata...

Sem dúvida podemos interpretar que além do engôdo, há uma certeza tão grande de continuidade de comando que é praticamente um grande desperdício a realização de uma eleição presidencial.

Cada candidato deve gastar (ao menos em termos oficiais, sem contar os recursos escusos do chamado Caixa 2) algo em torno de R$ 150 milhões. Essa cifra vale para os dois candidatos de ponta.

Se os demais candidatos mais modestos, que participam pelo único objetivo de apresentar ao Mundo a existência de nossa "democracia", tiverem orçamento bem menores ainda assim os gastos deverão exceder a R$ 500 milhões. MEIO BILHÃO DE REAIS!!! Quase 10% do PAC 1 que foi orçado em R$ 638 bilhões. O PAC 2, por sua vez tem um orçamento, até 2011, de R$ 598,9 bilhões.

É muito dinheiro, se analisarmos sob o ponto de vista dos investimentos públicos realizados nos últimos anos. Sob o ponto de vista das necessidades do País é quase justo. As necessidades da população em geral ainda não serão atendidas. Em ambos PAC's as escolhas das áreas de investimento não tiveram uma análise minimamente atenta às necessidades de nosso desenvolvimento.
  • Continuaremos a Exportar Empregos para outros países;
  • Continuaremos a gerar subempregos e miséria por todo o País;
  • A ignorância será cada vez maior. Só que, agora, diplomada e certificada;
  • O Custo Brasil continuará a crescer;
  • A carga tributária continuará a se elevar diante do PIB (cada vez mais insignificante, diante de nosso potencial);
  • O dinheiro público continuará a servir aos desonestos, só que com o aval da justiça e do legislativo;
  • O Big Brother continuará a fazer sucesso. Cada vez maior;
  • As armas e as drogas passarão a ter proteção governamental, especialmente se forem comercializadas pelos "amigos" próximos ao poder;
  • O Estado passará a ser, definitivamente, AUTOCRÁTICO, deixando de lado qualquer bobagem que possa atribuir direito ao cidadão;
  • Aliás, cidadão, passará a ter um novo significado: Escravo que Labuta de Sol a Sol para proporcionar a boa vida aos mesmos políticos que lhes exploram por tanto tempo...
É o sinal da Revolução Bolivariana cada dia mais próxima

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A cada tempo, quando ainda há tempo...

Não há como nos iludirmos, nem tentar negar...
Somos uma ponte segura para que a criança chegue à fase adulta;
e somos a imagem mais forte que ela reflitirá... 
Há bem pouco tempo estava assistindo uma demonstração de um vídeo onde eram apresentadas músicas com temas indianos. Após rolar várias cenas houve uma pequena pausa e uma breve entrevista com o músico. Gravei da conversa uma frase, respondendo a pergunta sobre a felicidade das pessoas (se é grande a busca pela felicidade) que reproduzo abaixo:
Pergunta do Entrevistador: "E a felicidade? Cada vez maior o número de pessoas em busca de sua felicidade?"
Resposta do Entrevistado: "Embora as pessoas digam estar buscando a felicidade elas não desejam ser feliz. Elas querem, apenas, 'serem legais'."
Concluí que ele está totalmente correto nessa avaliação sobre as pessoas e o que de fato elas querem. Todos desejamos, apenas, parecermos felizes PARA OS OUTROS. Internamente a nossa satisfação está em (apenas) "parecermos ser legais"...

Não importa que as crianças da geração "Y" tenham um nível muito maior de informação fora de casa (ou mesmo fora do acesso dos pais, como a Internet, por exemplo). Assim como muitos de minha geração fiz várias coisas que meus pais nunca souberam. (a não ser que, por algum acaso houvesse um "desastre" não previsto e as "comadres ou vizinhas" viessem lhe contar. Quando isso ocorria recebia castigos antes de saber a razão do mesmo).

Tudo é relativo à sua época e ao seu tempo.

É nesse sentido que volto a comentar sobre esse tema, apresentando um vídeo produzido para a TAC (Transport Accident Commission), sobre a causa de acidentes. Origem e consequências...

Se nossas maiores artes e travessuras, em nosso tempo, tivéssemos um potencial tão grande de "estragos" como há hoje, a população mundial seria, certamente, bem menor. A exposição ao risco "mortal" é muito maior nos dias de hoje.

Ainda que dentre as várias informações que os jovens recebem de todos os meios de comunicação, até mesmo antes de aprenderem a falar, é que:
  • Fumar é prejudicial à Saúde
  • Beba com moderação. Se beber não dirija e se for dirigir não beba
  • Ao viajar, de automóvel ou ônibus, sempre use cinto de segurança
  • Faça sexo seguro. Use camisinha
  • Droga mata (apresentando várias fotos e depoimentos de pessoas dependentes e que estão perdidas para a vida)
  • Etc.
Também sou Pai e sei que fui e sou superprotetor. Quem não é?

Apenas uma questão sempre restou muito clara às minhas filhas, quando lhes dizia: "Vocês são responsáveis pelos seus atos. Ainda que eu esteja sempre ao seu lado, deverão arcar com todas as consequências".

Quem sabe a visão das consequências apresentadas neste vídeo traga os jovens ao mundo real, onde as coisas acontecem de fato e, por isso, é preciso ter atenção, cuidado e observar melhor suas atitudes e as atitudes das pessoas ao seu redor...

É mais uma gota na esperança de que haja mais alegria e, realmente possamos estar feliz em todos os momentos; independentemente de não "parecermos tão legaizinhos assim..."

Se puder, divulgue...


domingo, 7 de fevereiro de 2010

À quem serve o "Graal"?

     Quase sempre que me deparo com um jovem mal educado digo que seus avós deveriam ser surrados em praça púbica...
     Aos que me olham esclareço que esses avós deveriam ter ensinado aos filhos a importância da Autoridade, o valor da Disciplina e, claro, a Educação e o Respeito.
"É a nossos filhos que pagamos a nossa dívida para com os nossos pais." (Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo)
     Os pais, preocupados em cumprir seu papel, entregam seus filhos às melhores escolas, acreditando que estas irão cumprir com a obrigação de educadores. Ledo engano!
     As escolas mal conseguem prestar informação elementar aos seus alunos. Normalmente mantém um quadro de professores mal pagos e insatisfeitos. E que não recebem o menor sinal de respeito pelo que fazem. Aliás, se exercerem alguma autoridade terão reprimendas por parte da direção e dos pais dos alunos, que aprendem - desde cedo - o fascínio do poder tirânico que podem exercer sobre os adultos.


No Brasil de hoje não é mais o mérito que determina o valor das pessoas, mas sua ideologia. Sua cor. Sua raça. Falar bem o idioma é motivo de piada. Ser elite é quase uma maldição. Música de sucesso é aquela que for mais escatológica. O homem honesto aparece na televisão como se fosse algo inédito. Roubar é normal. Bala perdida é normal. Corrupção é normal. Vivemos uma inversão de valores sem precedentes e é contra esse estado das coisas que devemos gritar” (Luciano Dias Pires Filho)

     Quando o filho ultrapassa a idade de 20 anos, fazendo ou tentando fazer vestibular para uma carreira que lhe foi estabelecida pelos pais e adultos, ele já está suficientemente deseducado. Sabe que pode exercer seu poder sobre os pais, e mente até para si mesmo, atribuindo a outros os fracassos que vai acumulando.
     Na busca de soluções esses pais acabam causando mais mal do que bem. Descarregam sua ansiedade (e culpa) sobre o jovem, que, para livrar-se da pressão vai aceitando ser conduzido de um lado para outro. E sempre encontrando algo ou alguém a quem atribuir seus fracassos.
     Pais frustrados, em carreiras bem sucedidas financeiramente e verdadeiros fracassos em realização pessoal, continuam a delegar a terceiros a responsabilidade que lhes cabia. Como alguém pode culpá-los se "escolheram as melhores escolas e os melhores educadores aos seus filhos?"




A primeira vez que você vier a mentir e eu acreditar, a culpa será sua. A segunda, será minha” (Theodor Boehme)

     Esquecem-se de que o aprendizado efetivo ocorre pelas atitudes presenciadas ao longo da vida; nunca numa sala de aula onde um desconhecido, desvalorizado e totalmente desmotivado professor tenta passar - de forma arcaica informações sobre conhecimentos que não são (ou não estão) alinhados com o que vivenciam, em casa ou fora dela.
     A sociedade tinha, até há pouco mais de trinta anos, alguns rituais que marcavam a mudança de estado dos jovens, de crianças passavam à condição de adultos (Homens), com nítido conhecimento sobre suas responsabilidades e limites.
Isso foi abolido. Especialmente para os meninos; que continuam crianças até a idade de 30 ou 35 anos. E os pais acham isso "maravilhoso"; a dependência desses filhos aparentemente confere um grande poder aos pais. Tudo errado!
     Por ser totalmente dependente (mora na casa dos pais, tem carro, roupas e alimentação feita na hora e a qualquer hora, traz a namorada para transar dentro de casa, já que isso faz com a mãe sinta-se mais segura em relação ao filho, etc.) ele não adquire qualquer noção sobre a consequência de seus atos.
     Para conseguir dinheiro, além da mesada que recebe (ele não consegue ter um emprego, ou permanecer num por muito tempo), ele torna-se presa fácil de pequenos atos ilícitos, que lhe rendem algum trocado... até chegarem às drogas (pode começar a fazer negócios com ela e, muito provavelmente, tornam-se usuários após algum tempo).
     Com a total ausência de valores na formação dos jovens sua recuperabilidade é cada vez mais difícil. Até chegar o momento em que os pais, colocando-se na condição de vítimas, não sabem mais à quem atribuir sua culpa.
     Nesse ponto todos perdemos. Perdemos o cidadão potencial, perdemos os pais que ficam amargos, frustrados e depressivos, perdemos o futuro!
     Num momento em que assistimos a tantas histórias, presenciamos a tantas tragédias humanas, é chegado o momento de revivermos os antigos mitos para tentarmos mudar o comportamento e a atitude que temos com nossos filhos e netos.
     É preciso permitir que a Natureza haja, sem estabelecermos regras ditadas pelo nosso ego ou antigas frustrações. Um pálido exemplo disso é um fato bastante corriqueiro nos dias de hoje:
  • Crianças passam do prézinho para o primeiro grau em idades cada vez menores. Que condição terá a criança quando, antes da puberdade tiver de conviver com vários amiguinhos, todos púberes e com outras ideias ou interesses, causando uma grande confusão em sua cabeça.
  • Os pais disputam por escolas renomadas, sem importar-se em avaliar os interesses e/ou necessidades de seu filho. A eles interessa poder "bater no peito com orgulho" e dizer que seu filho estuda nesta ou naquela escola...
  • As promessas e indução para escolha de carreiras, impostas aos jovens no período pré vestibular, assemelha-se à tortura; além das terríveis comparações com outros que "tiveram sucesso".
  • Acreditar que todo o conhecimento necessário à formação do filho será obtido na escola; e que ele só irá ter acesso ao que realmente for necessário "à sua boa formação"...
     Costumava dizer que a educação que damos aos nossos filhos é como um bilhete de loteria. O custo desse bilhete corresponde a toda a dedicação e orientação que lhes damos. Tenho certeza de que todo Pai age, sempre, com a melhor das intenções nessa atribuição indelegável...
     Precisamos de 20 anos para sabermos se o "bilhete que compramos" foi premiado...




domingo, 25 de outubro de 2009

Passa Nuvem Negra... passa...

"Não adianta me ver sorrir
Espelho meu
Meu riso é seu
Eu estou ilhada"
Já faz tempo que essa notícia é parte de nosso cotidiano. Na esperança de ver surgir a "Paz num milagre ou num passe de mágica" imobiliza (até de forma conveniente) todas as pessoas, que preferem esperar das "autoridades constituídas" as ações necessárias.
Não tive de ir muito longe... bastou uma breve busca com o Google para localizar notícias semelhantes as que hoje ocupam as manchetes dos jornais e os principais blocos nos noticiários apresentados na rádio ou na tv. Nada muda. Tudo é igual.
Irritantemente igual. As pessoas, ao menos a maioria que faz parte da assistência passiva dos fatos de violência, insistentemente repetidos, já faz comentário de indignação apenas "para fazer pose frente às câmaras".
"Hoje não ligo a TV
Nem mesmo pra ver o Jô"
A repetição faz com que as pessoas se tornem insensíveis. 
De forma cínica, poderemos afirmar que:
Tudo é normal, breve e passageiro. Que bom que temos a liberdade da democracia que nos permite escolher o candidato que fará as mudanças que esperamos, etc. e tal...
"Não vou sair
Se ligarem não estou
À manhã que vem
Nem bom-dia eu vou dar"
Nesta semana as manchetes tentam avaliar as consequências da nova onda de violência com os breves momentos de jogos em 2014 e 2016, onde haverá a paz à custa de negociação entre Estado e o Crime. Ao menos um dos dois é organizado...
"Se chegar alguém
A me pedir um favor
Eu não sei
Tá difícil ser eu
Sem reclamar de tu ...do"
Faça a leitura e, ao menos, uma breve reflexão...
7 de janeiro de 1981  Revista Veja.07/janeiro/1981
O Rio ferido a bala
A Baixada Fluminense fechou 1980 com 2.000 execuções e a zona sul do Rio torna-se, aos poucos, o quintal do crime numa cidade despoliciada
Há pelo menos uma coisa em comum entre o jornalista João Saldanha, antigo militante do Partido Comunista Brasileiro, e o general Antônio Carlos Muricy, estrela da linha dura militar até vestir o pijama. É a mesma que liga outras duplas de cariocas, por nascimento ou adoção, igualmente díspares - como o escritor Fernando Sabino e a novelista Janet Clair, ou o banqueiro Frank Sá e o ator Hugo Carvana. Todos são exemplos acabados de que um recente flagelo do Rio de Janeiro - os assaltos à mão armada - fez vítimas famosas em número suficiente para formar uma singular categoria de colunáveis do crime.
... CARTEIRA FALSA - Segundo o levantamento do Gallup, 36% dos entrevistados cariocas sofreram pelo menos um assalto em 1980, e 1 milhão de moradores do Rio, nos últimos dois anos, viram seu patrimônio parcialmente mutilado por homens armados. Dessa multidão de vítimas, 400.000 foram assaltadas mais de uma vez em 1980. E 700.000 cariocas preferiram não apresentar queixa à polícia. Alguns, porque o produto do roubo não justificava várias horas perdidas com a burocracia policial. A maioria, por estar convencida de que a polícia do Rio de Janeiro é irremediavelmente ineficaz, também por padecer há muitos anos da doença da corrupção.
... A perda da noção de segurança pessoal - sentimento indispensável para a vida tranquila nos centros urbanos - mudou os cariocas. Prosperam as empresas que vendem portas de aço com fechaduras adicionais - a Blind House viu crescer em 50% seu faturamento nos últimos três meses. Brotam ruas com acessos fortificados, como a Iposeira, em São Conrado, que convida os forasteiros a estacarem na guarita, ou a Osório Duque Estrada, na Gávea, que na sua parte superior dá passagem a uma colina de mansões entre as quais está a do banqueiro Marcos Magalhães Pinto. E, naturalmente, multiplicam-se as polícias particulares.
... Os terrores dos cariocas não levaram o comando da Polícia Militar do Rio a efetivamente espalhar pelas ruas os 30.000 policiais encarregados de proteger a população, como ordenou inutilmente o ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel. Mas popularizaram nos corredores das polícias civil e militar o argumento de que não há tantas razões para o medo - afinal, lembram os delegados, o trânsito, que fez mais de 1.500 cadáveres em 1980, matou mais que os assaltantes. O argumento é néscio. Ao agarrar um volante, um homem faz da máquina o prolongamento de seu corpo e corre um risco calculado: se não controlar a máquina, poderá ser vítima dela ou de outras. Esse mesmo homem não sai de casa e caminha pelas ruas pilotando dois revólveres.
... A marca do horror
Com os massacres do Natal, a Baixada Fluminense disparou nas estatísticas da violência
A quatro dias do Ano Novo, a Baixada Fluminense finalmente ultrapassa a marca dos 2.000 cadáveres em doze meses - uma sinistra barreira que há tempos parecia desafiar a multidão de assassinos diluída em seus 2,3 milhões de habitantes. A proeza foi emoldurada por requintes no melhor estilo da região, que mereceu da Organização das Nações Unidas o título de "a mais violenta do mundo".
...
"Passa nuvem negra
Larga o dia
E vê se leva o mal
Que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém"

Até quando? Até quando a chamada sociedade civil irá ficar inerte diante de sua responsabilidade?
Afinal, tudo que vem acontecendo conta com sua ativa participação, mesmo que com sua estrondosa omissão. Omissão que pode ser por medo. Tudo bem. Ninguém quer morrer ou ver seus familiares sofrendo de uma violência sem o menor sentido.
Esses são claros em suas ações. Declaram abertamente (ainda que ocultos por mecanismos para garantir sua identidade) o medo que sentem da retaliação que paira sobre cada um que descumprir a "Lei do Crime Organizado"...
"Esse amor que é raro
E é preciso
Pra nos levantar"
Que todos façam uma mínima coisa que seja; um esforço ínfimo... Não vale ficarmos apenas indignados... Temos que ter alguma ação que deixe claro o que se busca... O que "é preciso pra nos levantar"...
Por isso finalizo com a música do Djavan, apresentada por ele, Gal e Chico e com a grande esperança de que, cada um de nós, com um mínimo de ação, além da indignação, superem quando somadas toda essa fase negra (Nuvem Negra...) que nos tem deixado cada vez mais apequenados.
Por isso, cuidem-se políticos e candidatos a cargos políticos... A força que será gerada a partir da soma da ação de cada um de nós afastará o Mal em definitivo. Mesmo que eles sejam realizados (por omissão ou ação) por pessoas com altos cargos públicos. Tremei todos os que agem para o mal ou praticam o mal ou, simplesmente, deixam que o mal persista...




Nuvem Negra

Djavan

Não adianta me ver sorrir
Espelho meu
Meu riso é seu
Eu estou ilha ... da
Hoje não ligo a TV
Nem mesmo pra ver o Jô
Não vou sair
Se ligarem não estou
À manhã que vem
Nem bom-dia eu vou dar
Se chegar alguém
A me pedir um favor
Eu não sei
Tá difícil ser eu
Sem reclamar de tu ...do
Passa nuvem negra
Larga o dia
E vê se leva o mal
Que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém
Esse amor que é raro
E é preciso
Pra nos levantar
Me derrubou
nao sabe parar de crescer
e doer