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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Proibido, na Europa, uso de pesticida, que matava as abelhas...

Esta é uma notícia que vale a pena ser divulgada. Felizmente em algum lugar deste planeta alguém começou a olhar para as abelhas...

Elas estão, infelizmente, morrendo. No mundo todo; inclusive aqui, no Brasil!

A falta de atenção para esse importante inseto, que dá, de forma incansável, a vida a todos deste planeta pode, em pouco tempo, levar toda a vida animal e a maioria da vida vegetal à extinção.

Leia com atenção e faça o que estiver ao seu alcance.

Cara comunidade da Avaaz,

Conseguimos -- a Europa acabou de votar uma proibição aos pesticidas de abelhas! Grandes empresas como a Bayer lutaram com toda força contra a proposta, mas o poder popular, a ciência e a boa governança foi mais forte!!

Morte das abelhas na Alemanha
Abelhas "morrem" em frente à sede da Bayer em Colônia, na Alemanha
Vanessa Amaral-Rogers, da organização especializada em conservação, Buglife, disse:
"Foi um voto apertado, mas graças à enorme mobilização dos membros da Avaaz, criadores de abelhas e outros grupos, nós vencemos! Não tenho dúvidas sobre o quanto as enchentes de telefonemas e emails enviados aos ministérios, as ações presenciais em Londres (Reino Unido), Bruxelas (Bélgica) e em Colônia (Alemanha), e a gigante petição com 2.6 milhões de assinaturas foram responsáveis por esse resultado. Obrigado Avaaz e a todos que trabalharam tão arduamente para salvar as abelhas!"
As abelhas são responsáveis por polinizar ⅔ de todos os nossos alimentos. Por isso, quando os cientistas começaram a notar que, silenciosamente, as abelhas morriam em proporções aterrorizantes, a Avaaz entrou com tudo, e não parou até alcançar uma vitória. A vitória dessa semana é fruto de dois anos de campanhas que começaram com o envio de mensagens para ministros de governos, organização de protestos para chamar a atenção da mídia junto com criadores de abelhas, comissionamento de pesquisas de opinião e muito, muito mais. Foi assim que fizemos, juntos:
  • Assegurando a posição da França. Em janeiro de 2011, 1 milhão de pessoas assinaram nosso pedido para a França fazer valer a lei sobre o banimento de pesticidas neonicotinoides mortais. Membros da Avaaz participaram, junto com criadores de abelhas, de uma reunião com o Ministro da Agricultura francês, irradiando força e pressionando-o para que ele não se intimidasse pelo lobby da indústria e mantivesse a proibição aos pesticidas, assim enviando um forte sinal para outros países europeus.

  • Bernie em Bruxelas
    Bernie, a abelha gigante infável, ajudou na entrega de nossa petição com 2.6 mihões de assinaturas em Bruxelas
  • Cara à cara com a indústria. Bayer viu a Avaaz e seus aliados protestarem ferozmente nos últimos 3 encontros anuais da empresa. Os gerentes e investidores da gigante produtora de pesticidas foram recebidos pelos criadores de abelhas, que faziam bastante barulho e carregavam banners enormes mostrando nossa petição de mais de 1 milhão de assinaturas; a petição exigia a suspensão do uso dos neonicotinoides até que os seus efeitos na natureza fossem avaliados pelos cientistas. AAvaaz até mesmo fez uma apresentação dentro do encontro dos investidores, mas a Bayer insistiu no 'não'.

  • Destacando a importância da ciência. Em janeiro de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos descobriu três pesticidas que colocavam as abelhas em risco. Foi aí que entramos novamente, buscando garantir que os políticos europeus respondessem ao apelo dos cientistas. Nossa petição cresceu rapidamente e chegou a 2 milhões de assinaturas. Após várias conversas com tomadores de decisão da União Europeia, a Avaaz entregou as nossas vozes à sede da UE em Bruxelas. Logo depois, naquele mesmo dia, a Comissão Europeia propôs uma proibição de 2 anos aos pesticidas!

  • Marcha dos criadores de abelha
    Criadores de abelhas ajudam a entregar nossa enorme petição em Downing Street, Londres
  • Aproveitando a oportunidade. A batalha para salvar as abelhas pegou fogo nos meses de fevereiro e março. Em toda União Europeia, membros da Avaaz estavam prontos para dar uma resposta enquanto os 27 membros da UE decidiam se aceitariam ou não a proposta de proibição dos pesticidas. Quando grandes países agricultores como Reino Unido e Alemanha disseram 'não', a Avaaz conduziu pesquisas de opinião pública que mostraram que a maioria dos britânicos e dos alemães eram a favor da proposta de proibição. Além disso, membros da Avaaz enviaram meio milhão de emails para os Ministros da Agricultura dos países do bloco europeu. Aparentemente temendo mais os cidadãos do que o lobby da indústria, o ministro do Reino Unido, Owen Paterson, queixou-se de um "ciber-ataque", algo que os jornalistas trataram como uma história a nosso favor! E então veio o Bernie, nossa abelha inflável de 6 metros de altura situada em Bruxelas. Uma forma bem criativa de entregar a petição, enquanto as negociações chegavam na reta final. Os jornalistas cercavam o Bernie, e descobrimos que nossa atuação ajudou a garantir que o ministro espanhol olhasse com mais atenção para a ciência e mudasse o seu posicionamento acerca do tema para proteger as abelhas. Mas nesse dia não conseguimos a maioria necessária para assegurar a proibição.

  • Bernie no The Independent
    Bernie ganha destaque no jornal britânico The Independent
  • Do alerta vermelho para o sinal verde. Em abril, a proposta que poderia salvar as abelhas é enviada ao Comitê de Recursos, dando-nos um raio de esperança se finalmente conseguíssemos trazer mais alguns países-membros para o nosso lado. Na reta final, a Avaaz junta-se à outros grupos como a Environmental Justice Foundation, Amigos da Terra e a Pesticides Action Network, além dos criadores de abelha e estilistas famosas, para organizar uma ação do lado de fora do Parlamento do Reuno Unido. Na Alemanha, os criadores de abelha lançam sua própria petição no site da Avaaz direcionada ao governo, e 150.000 cidadãos alemães juntam-se à campanha em apenas dois dias; pouco depois as assinaturas são entregues em Colônia. Mais telefonemas são feitos para os gabinetes de ministros em diferentes capitais europeias, enquanto a Avaaz respondia a uma emenda destruidora feita pela Hungria no acordo de proibição e posicionava Bernie, a abelha, novamente em uma ação em Bruxelas. As empresas de pesticidas compraram espaços de publicidade no aeroporto de Bruxelas para chamar a atenção das comitivas diplomáticas, e aumentaram a pressão sugerindo propostas como a plantação de flores selvagens. Mas a máquina de propaganda deles é ignorada.Primeiro foi a Bulgária que mudou de posição. Depois, veio a grande vitória: a Alemanha muda de ideia a favor das abelhas e carimba nossa vitória. Mais da metade dos países da União Europeia votaram pela proibição dos pesticidas!
Conseguir essa vitória foi um processo longo, e isso não seria possível se não fosse a participação dos cientistas, especialistas, oficiais de governo, criadores de abelha e todos os nossos parceiros de campanha. Podemos ficar orgulhosos do que conseguimos fazer juntos!

Forte defensor das abelhas, Paul de Zylva, chefe da Unidade de Polinização e Pesticida da organização Amigos da Terra, disse:
"Obrigado aos milhões de membros da Avaaz que se mobilizaram online e nas ruas. Sem dúvida, a enorme petição e as campanhas criativas da Avaaz ajudaram a pressionar pela proibição dos pesticidas, complementando o nosso trabalho e o de outras ONGs."
Chegou a hora de festejar a conquista desse espaço para uma das criaturas mais importantes e preciosas de nosso planeta. Entretanto, a proibição da UE durará apenas dois anos até ser revisada. E, ao redor do mundo, as abelhas continuam a morrer por causa dos pesticidas que as enfraquecem e deixam-nas confusas, além da perda de seu habitat natural causada pela expansão das cidades. Na Europa, e ao redor do mundo, há ainda muito o que fazer para garantir que a ciência seja a condutora das nossas políticas agrícolas e ambientais. E somos a comunidade perfeita para tornar isso realidade. :)

Com esperança e alegria,

Ricken, Iain, Joseph, Emily, Alex, Michelle, Aldine, Julien, Anne, Christoph e toda a equipe da Avaaz

PS: Vamos continuar nossa luta -- ajude-nos a lançar campanhas rápidas e de impacto sobre questões que são importantes para todos nós: https://secure.avaaz.org/po/bees_victory/?bjQTEdb&v=24680

PPS: Muitas das campanhas da Avaaz, como a campanha criada por um criador de abelhas alemão, foram iniciadas por indivíduos ou grupos de indivíduos. Clique aqui para descobrir como começar sua própria campanha:http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?rba13

FONTES

A campanha das abelhas, e o papel da Avaaz nesse processo, foi mencionada em centenas de artigos. Aqui estão alguns deles:

UE proibirá três pesticidas mortais para abelhas por dois anos (R7)
http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/ue-proibira-tres-pesticidas-mortais-para-abelhas-por-dois-anos-20130429.html

UE proíbe três pesticidas que matam as abelhas (Euronews)
http://pt.euronews.com/2013/04/29/ue-proibe-tres-pesticidas-que-matam-as-abelhas/

Estilistas britânicos fazem campanha para salvar abelhas (Último Segundo)
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2013-04-26/estilistas-britanicos-fazem-campanha-para-salvar-abelhas.html

Proibição de pesticidas procura acabar com massacre das abelhas (PressEurop)
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/3735851-proibicao-de-pesticidas-procura-acabar-com-massacre-das-abelhas

Votacão histórica pela proibição dos pesticidas neonicotinoides causadores do declínio das populações de abelhas (em inglês) (The Independent)
http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/historic-vote-to-ban-neonicotinoid-pesticides-blamed-for-huge-decline-in-bees-8591807.html




A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 21 milhões de pessoas
 que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

Você está recebendo essa mensagem porque assinou a campanha "Community Petitions Site" no dia 2012-10-25 usando o seguinte endereço de email: antoniocarlos.pedrososiqueira@gmail.com.
Para garantir que as mensagens da Avaaz cheguem à sua caixa de entrada, por favor adicione avaaz@avaaz.org à sua lista de contatos. Para mudar o seu endereço de email, opções de idioma ou outras informações pessoais, entre em contato conosco, ou clique aqui para descadastrar-se.


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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A sabedoria dos antigos e a agrofloresta

Quando os primeiros europeus (na maioria portugueses) chegaram ao Brasil, e passaram a conviver com os nativos encontrados (e que ainda não haviam eliminados) ficaram admirados pela falta de observação que os nativos tinham na preparação de suas roças.

(sim, minha gente, esse papo de que todo índio (nativo brasileiro) é preguiçoso e vagabundo não é verdadeiro. Se alguém duvidar basta ir viver durante um período em uma das comunidades ainda não totalmente contaminadas pelos nossos (maus) hábitos)

Voltando ao assunto: os portugueses ficavam admirados em ver que nos plantios de feijão, por exemplo, eles plantavam, próximas uma das outras, uma grande variedade de sementes de feijão. Na colheita, observavam os portugueses, dignos representantes do Rei e da Igreja, ícones na civilização ocidental, que apenas algumas poucas sementes vinham com muita força na produção. Boa parte produzia uma quantidade apenas razoável e outras sequer produziam…

Eles (os civilizados) ficavam indignados com essa evidente falta de coerência dos nativos. Os jesuítas passaram a pesquisar quais as variedades de feijão eram mais produtivas e decidiram fazer as novas roças apenas com as variedades “campeãs”. Sob protesto dos nativos, que alegavam que não daria certo deixar de plantar as demais variedades, fizeram suas novas roças.

Na primeira safra foi um grande sucesso. com maior área plantada somente com as sementes mais produtivas houve grande fartura e todos se alegraram. Especialmente os jesuítas que acreditavam ter feito “um grande bem à comunidade”.

A segunda safra foi um pouco menor que a primeira; mesmo assim bastante superior ao que era colhido anteriormente…

Na terceira safra houve uma grande invasão de pragas, que provocou uma grande quebra na produção de feijão.

Os jesuítas ficaram impressionados com o aparecimento de tanta praga ao mesmo tempo. Perguntaram, então, aos mais velhos: “O que aconteceu? De onde veio tanta praga?” E eles lhes responderam:

- “Essas pragas sempre existiram. Quando vinha o feijão das várias sementes elas iam e comiam daquela variedade; deixando as outras crescerem em paz. Preferiam aquelas espécies que, na colheita já não apresentavam nenhum grão; já alimentados não apreciavam o “gosto” das outras bagas, deixando-as para nós…”

Partilhavam sua colheita com algumas pragas que eram mantidas sob controle apenas pela diversidade com que faziam suas roças. Quando diminuiu a quantidade de sementes os insetos passaram a aprender a “gostar” também da nova variedade, atacando-as nas safras seguintes.

No artigo Agroflorestas – A Agricultura do Futuro fica evidente que a diversidade na natureza é condição que garante a qualidade e a sobrevivência das espécies.

Essa a principal razão de tantos julgarem danoso ao ambiente a prática da monocultura.

A recuperação das matas e a preservação da natureza depende de nosso reconhecimento da ignorância que nos move. Somos movidos pela ganância que o ganho financeiro proporciona no momento inicial. Continuamos limitados em pensar a longo prazo. Não sabemos planejar o futuro; nos falta o conhecimento que vai muito além do momentâneo ganho financeiro.

Precisamos reaprender economia, dando solidez ao nosso desenvolvimento, mesmo que aparente ser modesto, de forma permanente e sustentável.

É a sustentabilidade que nos garantirá a continuidade; não ganho financeiro baseado na ganância…

domingo, 20 de maio de 2012

A falta de inteligência na área da agricultura (também…)

Há discussões que se transformam em verdadeira “Paixão Nacional”.
É assim que vejo, já há algum tempo, a questão da soja transgênica adotada por grande parte dos produtores brasileiros.
Sempre que fazia meus comentários, criticando essa “inovação” tecnológica recebia, como resposta, que usando esse tipo de semente o custo de produção iria cair – no custo direto do plantio e manutenção – e os ganhos iriam aumentar, por conta da maior produtividade prometida pelos técnicos que trabalhavam para a multinacional.
Com relação aos possíveis riscos de saúde – causados por um produto (soja) resistente ao herbicida, cujos efeitos aos que dele se alimentam podem ser inúmeros – a resposta era que já haviam muitas sementes transgênicas “e não seria esta que faria qualquer mal às pessoas…”
Vários jornais trazem, neste final de semana, uma opinião do Sr. César Borges de Souza,  presidente da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados, na matéria: “Mitos Transgênicos”, trazendo informações sobre os diferenciais entre os custos de produção com as sementes transgênicas e as da chamada “soja livre”.
Os produtores não terem percebido essa elevação no custo ao longo de alguns anos de uso é bastante estranho. Afinal, os produtores são reconhecidamente pessoas bastante cuidadosas na hora de fazer suas mudanças.
O que mais é estranho que – na época E MESMO HOJE – NENHUM ÓRGÃO GOVERNAMENTAL fez qualquer avaliação mais criteriosa sobre esse tema. Somente um Governador levantou-se contra a “novidade” que estava sendo imposta…Foi vencido pelas inevitáveis (e estranhas) circunstâncias que envolvem casos dessa natureza.
Infelizmente a agricultura brasileira carece de uma política inteligente, que pudesse orientar com maior cuidado os produtores, inclusive fazendo as sugestões para o equilíbrio das safras, sem causar desvalorização dos preços de venda do produto.
Os governos que têm passado, em todas as esferas: federal, estadual e municipal, são em sua grande maioria: omissos, incompetentes ou simplesmente desonestos…
Que pena!
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E tudo isso sem falar dos seguintes problemas causados por esse tipo de cultura de plantio de soja em grande extensão, para “ajudar o país na exportação”, causando:
a) desertificação das áreas, pela massiva quantidade de adubos químicos colocados no solo durante muitos e muitos anos seguidos (basta observar o estado do Rio Grande do Sul, que vem  transformando grande parte de suas áreas em plantio em grandes desertos);
b) a enorme quantidade de água necessária para a produção do soja, que é exportado. Normalmente os grandes importadores estão na Europa, onde o grave estresse hídrico já é uma realidade;
c) promovendo o desenfreado desmatamento, tanto nas áreas do cerrado como das florestas da Amazônia. Infelizmente. no Sul e no Sudeste já não dá mais para falar, sequer, em preservação ambiental…
d) aumentando a quantidade de trabalhadores rurais sem terras para trabalhar, ou onde morar. A tecnificação da agricultura exige que o trabalhador rural esteja, cada vez mais, melhor capacitado para poder trabalhar. E a quantidade de postos de trabalho vem diminuindo cada dia mais;
e) na gravíssima situação criada, graças a um erro tributário, que faz com que o Brasil tenha se transformado num dos “maiores exportadores de emprego” do mundo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O Brasil e suas salvaguardas para "competitividade dos produtos nacionais"

Brasil adotará salvaguardas para competitividade dos produtos nacionais:

Segundo Dilma, fundamental a defesa de um mercado mais equilibrado e justo.

Mais uma vez lemos o discurso da "Presidenta" tratando de um assunto vital para a economia e desenvolvimento do Brasil.

Quando o Brasil "quebrou" no início dos anos 80 foi realizado um gigantesco esforço para que o país passasse a produzir mais, a exportar mais produtos com valor agregado; deixando de depender tanto dos recursos do exterior para garantir a importação, especialmente de energia, da qual éramos extremamente dependentes.

Pois bem! Deixamos de ser, aparentemente, dependentes de petróleo nas quantidades que já fomos anteriormente, mesmo com o grande crescimento que tivemos...

Em 1988 foi promulgada a chamada "Constituição Cidadã", com profundas mudanças, especialmente nos aspectos de centralização de arrecadação pela União e distribuição de responsabilidades aos Estados e Municípios. Num simples olhar é possível ver a estúpida decisão tomada naquela oportunidade, que fomentou, além do empobrecimento das cidades e dos municípios produtores e geradores de riqueza, a corrupção pelo tráfego de influências e "emendas orçamentárias". Esta atividade, aliás, vem crescendo a cada ano e com agentes cada vez mais categorizados dentro do escalão do Governo!

Foi com as mudanças na forma de tributar que nos transformamos num grande país Exportador de Empregos... Isso mesmo! Nos transformamos em exportadores de emprego para países da Europa (especialmente para Alemanha), promovendo um empobrecimento cada vez maior dos Estados e dos postos de trabalho aos cidadãos...

Passamos a criar os "Sem alguma coisa", que receberam, em compensação uma série de "bolsas benefício" que enriquecem alguns poucos...

Salvaguardas? Sim! Precisamos de salvaguardas que nos livrem de tantas decisões erradas, tomadas (espero, sinceramente, que não) em benefício e gozo próprios.

Qualquer tributarista, ou mesmo um estudante aplicado da área contábil e tributária, pode delinear um modelo muito mais simples para todos, sem necessidade de reduzir (muito) a receita tributária dos entes federados e da União. Apenas adequando-a a real necessidade do tamanho do Estado que precisamos ter.Nada além disso...

Que venham as Salvaguardas...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

BEES FEEL THE STING - ENDANGERED BEES UNDER SCRUTINY

Com esse mesmo título, a Revista SCIENCE ILLUSTRATED, de Setembro/Outubro de 2011, ilustra a grave preocupação que há, ao menos numa pequena parte das pessoas e cientistas, sobre o que está acontecendo com as abelhas.

“As abelhas têm servido aos seres humanos por muitos anos, e agora é nossa vez de ajudar esses pequenos insetos. Equipado com uma ferramenta inovadora, os biólogos estão tentando determinar o que está causando a morte em massa de abelhas em todo o mundo. Microchips anexado às costas das abelhas francesas poderá permitir aos cientistas monitorar a vida dos insetos individualmente e descobrir o que as está matando.”

No quadro abaixo outra das chamadas da matéria:

image

“Em todo o mundo, as populações de abelhas estão em declínio em taxas alarmantes. Este não é apenas significativo na Produção de mel, mas para a produção de alimentos em geral, uma vez que as abelhas polinizam 75 por cento de todas as culturas consumidos pelos humanos. Em alguns lugares nos Estados Unidos, o número de abelhas diminuiu mais de 70 por cento em menos de 10 anos; na Europa, o número de colónias de abelhas diminui em 20 a 30 por cento ao ano. Ninguém sabe exatamente porquê. Pragas, predadores, doenças, sprays de pesticidas,mudança climática e os telefones móveis são todas as possíveis causas.”

 

Esperemos que mais pessoas passem a observar, com um pouco mais de atenção, o que acontece ao nosso redor, durante todo o tempo… De nada adianta acreditar que todas as informações de que necessitamos nos chegará pelos jornais, rádio, televisão ou pelo Face Book. Observar a natureza é uma boa forma de percebemos o que está acontecendo, ou por acontecer…

Por onde andam as Abelhas?


Faz algum tempo que venho observando a ausência das abelhas, que sempre estavam pelo quintal quando havia qualquer flor disponível ao seu ‘trabalho’ de coletora de néctar e pólen.
Já havia lido que elas estavam rareando pelos países do hemisfério norte, chegando a ser atribuída uma doença para essa diminuição…
Ainda que possa parecer estranha essa minha observação, creio que nunca é demais lembrar que sem as abelhas e outras classes de insetos que usam o pólen e o néctar o chamado Reino Vegetal passaria a ter um sério problema para sua sobrevivência.
Além das causas citadas na matéria abaixo, que dá esperança para o desenvolvimento quantitativo das abelhas, acredito que a existência de grande quantidade de sementes tratadas, hibridas ou transgênicas, podem, também, estar causando esse dano a essa importante criatura da natureza.
Não resisti e estou colocando a matéria divulgada na data de hoje sobre o projeto, ainda que promovido por uma empresas que pode, também ser uma das responsáveis pelo rareamento dessa espécie, no mundo todo.
Preste atenção e observe se há abelhas nos jardins próximo de onde você mora ou trabalha…

Projeto quer levar abelhas de volta às lavouras
Bettina Barros | De São Paulo 16/08/2011
Setor privado, encabeçado pela Syngenta, universidades e ONGs integram a iniciativa que vai abranger uma área de 10 mil hectares que circundam lavouras
Uma iniciativa entre o setor privado, universidades estaduais e organizações não governamentais tenta restaurar os habitats naturais de insetos polinizadores em três Estados americanos onde já há declínio em sua população. O programa, encabeçado pela Syngenta, uma das maiores empresas do mundo de agrotóxicos, tem como objetivo restaurar 10 mil hectares próximos a áreas agrícolas nos Estados Unidos até 2015.
A iniciativa é uma tentativa de reverter um problema ambiental grave: o desaparecimento de insetos responsáveis pela polinização das lavouras, sobretudo as abelhas, fenômeno em curso em vários países mas sentido mais fortemente nos Estados Unidos.
A polinização é um elemento crítico para a qualidade das lavouras. Mais de 100 culturas dependem dela - um em três alimentos consumidos pelo homem é resultado desse serviço ambiental prestado por insetos.
Somente a Califórnia, um dos principais berços agrícolas de pequenas culturas, necessita de quase 1,5 milhão de abelhas por ano para polinização - uma média de duas colmeias por acre. Por uma série de motivos, porém, o número de polinizadores recuou de forma dramática nos últimos 40 anos. A causa da "desordem de colapso das colônias", como foi cunhada recentemente, ainda não é conhecida, mas a destruição dos habitats e o uso extensivo de agrotóxicos no campo (que pode ter afetado o sistema imunológico das abelhas) são possibilidades consideradas por alguns especialistas.
"Por esse motivo, a Syngenta tenta reverter este quadro", explicou ao Valor Jeff Peters, gerente técnico para sustentabilidade e coordenador nacional do chamado "Programa Polinizador". "O programa não vai estancar a produtividade - ao contrário. A intenção é encorajar os produtores a utilizar terras marginais para plantas que atraiam insetos".
O projeto americano se baseou em uma experiência similar, a "Buzz Project", realizada no Reino Unido entre 2001 e 2004. Lá, a restauração dos habitats naturais provocou uma guinada populacional de 600% no caso de abelhas. A população de borboletas cresceu 21 vezes e a de outros insetos polinizadores, 10%. "Esse projeto foi a base para o esforço da Syngenta", diz Peter. A "Operação Polinizador" se estende atualmente a 13 países da Europa e à Austrália, além dos EUA.
O programa prevê que cada Estado americano participante atue com o apoio acadêmico de uma universidade e quatro produtores. No Michigan, o alvo de estudo são os mirtilos (blueberries). Na Califórnia, os melões. Na Flórida, os pesquisadores estudam o impacto da restauração nas cucurbitáceas (família das abóboras, abobrinhas, pepinos).
Na primeira fase, os pesquisadores analisam quais são as preferências de plantas nativas, de forma a se chegar a um "mix" ideal de flores que atraia insetos.
A ideia é plantar entre dois mil e oito mil metros quadrados com espécies nativas em cada propriedade. Essas áreas restauradas serão então comparadas a outras, onde não houve interferência, para a comparação do número de insetos polinizadores.
De acordo com Rufus Isaacs, entomologista da Universidade Estadual do Michigan, parceira do programa, os agricultores do Estado podem, por exemplo, pleitear ajuda financeira ao Natural Resources Conservation Service, incluída na Farm Bill, a legislação agrícola americana.
Os pesquisadores também tentarão quantificar os benefícios econômicos que as plantas em floração trarão aos agricultores. De acordo com Isaacs, que lidera os esforços em Michigan, pesquisas anteriores indicam que os insetos polinizadores podem incrementar a produtividade dos melões em até 10%.
O programa prevê ainda trabalhos de educação ambiental para ajudar a compreensão dos benefícios da polinização. Os habitats naturais também contribuem para a redução da erosão do solo e para melhorar a qualidade da água. Também participam da iniciativa ONGs como a National Fish and Wildlife Federation e Applewood Seed, além das universidades da Califórnia (UC Davis) e da Flórida.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Para Ajudar as Cidades do Litoral Paranaense

Morretes arte_floresta O Litoral do Paraná está com várias cidades sob as águas, desde a última semana. Abaixo está uma mensagem de um amigo disponibilizando uma forma para que as doações cheguem às pessoas que tem maior necessidade.

Se cada um fizer sua parte, solidarizando-se com as demais pessoas ao redor, passaremos a ter um mundo bem melhor.

Pessoal, sei que todos são muito ocupados, mas, a desgraça chegou forte em nossas barbas, e, o pessoal dessas localidades estão necessitando de tudo que puderem receber.

Eu, e mais um grupo de amigos jipeiros, estamos nos propondo a sermos os transportadores de tudo o que puder ser doado.

Nossa sugestão, para que vocês possam fazer a boa ação, sem perder tempo, é realizar alguma compra de cestas básicas e materiais de limpeza ou o que imaginarem para doar, e, comprar via Internet em algum supermercado e pedir para fazer a entrega. Assim, de sua mesa, sem sair de casa, vocês podem fazer esta boa ação. O débito é feito via cartão de credito, o que facilitara tudo.

Por enquanto, estou disponibilizando minha casa, na Rua Professora Maria Assumpção, 3530, Boqueirão.

E, se alguma boa alma resolver ajudar com doações, então, eu e mais os voluntários, estaremos carregando tudo em nossos veículos e levando até as comunidades carentes.

Teremos, para isso, orientação e assistência da Defesa Civil, onde temos amigos que já estão trabalhando nos locais atingidos, e, nos relatam que o povo esta necessitando de tudo. Não conseguimos imaginar o tamanho da destruição que ocorreu!

Peço que aqueles que forem realizando alguma doação, que, por favor me informem, pois, sabendo que haverão doações, já iremos preparar o carregamento e transporte.

Se alguém, dentre os que estão recebendo o e-mail, possuírem disponível um local mais central para receber as doações, então, daremos preferência a esse local. Se não, minha casa está a disposição.

Gente, vamos dar algo a esse pessoal, mas, principalmente, solidariedade e esperança!!!

Nelson Gasparotto

Gerente de Vendas Internacionais

+ 55.41.9965.1510

segunda-feira, 29 de março de 2010

Carta do Zé Agricultor... para o Luís, da cidade



Ainda me surpreendo com o constante Aumento da Ignorância, especialmente nas pessoas do Governo (no Presidente da República; vários dos Ministros; enorme quantidade de Governadores, Senadores, Prefeitos e Assessores. Sobre os Deputados, então, a quantidade tende ao infinito); nos Eleitores (como podemos entender a eleição de pessoas condenadas na Justiça?); e, nos Meios de Comunicação (continua a tese de "quanto pior melhor")...
É importante, em minha opinião, continuarmos mais uma vez a Combater esses focos de ignorância, especialmente pelo fato de que a "burrice se espalha em maior proporção do que os mosquitos da dengue”. Chegamos ao cúmulo de termos Ilustres Boçais com títulos de Pós Doutorado, ocupando cargos de Juízes, Governadores, Presidentes da República, Líderes de Governo, etc.
Esse é o problema da nossa passividade; por acharmos que "OS OUTROS darão um jeito nas coisas". A gente pode continuar a assistir a tudo que acontece “bem tranquilo”, sem movermos uma palha sequer. Basta fazermos cara de “Intelectuais Ofendidos”.

Chega de inatividade! Acordem, pelo amor de Deus... Parem de alimentar a ignorância, pois ela, por si, só já tem muita força.

Façam isso para que haja alguma esperança de sobrevivermos a tantos absurdos... Façam pelos seus filhos...

O texto abaixo é uma forma cômica de apresentar nosso problema. Avaliem... 


Luís, quanto tempo!
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né?
O Zé do sapato sujo?
Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo.
Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu.
Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite.
De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas.
Por isso eu só vivia com sono.
Do Zé Cochilo você lembra né Luís?
Pois é.
Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom.
Muito mato, passarinho, ar puro...
Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade.
Tô vendo todo mundo falar que nóis da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só.
O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade.
Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro da tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar.
Se ele falou deve ser verdade, né Luís?
Prá ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado.
Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou.
Ele morava aqui com nóis num quarto dos fundos de casa.
Comia com a gente, que nem da família...
Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite.
Os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia.
Nossa!
Eu não sei como encompridar uma cama, só comprando outra né Luís?
O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele.
Bom Luís, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelos fiscais e pelas leis.
Mas eu acho que não deu muito certo.
Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado.
Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover.
Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros .
Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor.
Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas.
O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade.
Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas to preocupado com a água do rio.
Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados.
As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão.
Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade.
A pocilga já acabou as vacas não podem chegar perto.
Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo.
Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis?
Quem será?
Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!
Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes de ela cair por cima da casa...
Fui ao escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui ao IBAMA da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar.
Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei.
Pronto!
No outro dia chegou o fiscal e me multou.
Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente.
Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau.
Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luís, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia.
Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia...
Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo.
Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar aí com vocês, Luís.
Mais fique tranquilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira.
Aqui no sítio eu tenho que pegar tudo na roça.
Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa.
Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo.
Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luís.
Ah, desculpe Luís, não pude mandar a carta em papel reciclado, pois não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.



* (Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.) *
 “Na prática, a teoria é outra."
(Recebi sem os créditos de autoria)
Faz-nos refletir: aonde esta o erro?
Em quem administra sem conhecimento ou em quem não acompanhou a evolução do "jeitinho brasileiro" e continua vendo as pessoas como a si mesmas...
Anda a circular há muito tempo pela Internet...
E em casas e sindicatos de agricultores e similares...


"Num povo ignorante a opinião pública representa sua própria ignorância" – Marquês de Maricá
 

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cartilha OLHO DO CONSUMIDOR - Produtos Orgânicos

O Ministério da Agricultura lança em 2009 a cartilha Olho do Consumidor. Nela você terá informações e curiosidades sobre produtos orgânicos. Com ilustrações de Ziraldo, Olho do Consumidor é uma importante ferramenta de promoção da Agricultura Orgânica no Brasil.

Cartilha Olho do Consumidor - Produtos Orgânicos from TV ORGÂNICA on Vimeo.

Se desejar baixar o arquivo em PDF, que permite maior facilidade, em alguns casos, o link onde o mesmo se encontra é: http://www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdf