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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

12 de Janeiro - Dia do Empresário Contábil

Portal Contábil SC | Unindo a Contabilidade Catarinense

Aproveito a nota enviada pelo Portal Contábil de Santa Catarina, para cumprimentar a todos os amigos que são empresários da contabilidade.

Que as profundas mudanças que ocorreram nestes últimos anos proporcionem a evolução profissional e pessoal daquele que se dedica e zela pelo conforto e manutenção dos bens das famílias, no mundo todo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As inconsistências contábeis do PanAmericano

Chimpanze pensando Normalmente encontro muitas explicações – que poderiam ser chamadas de “acusações gratuitas” – que causam grande confusão aos leitores, afastando-os da busca pela Verdade ou, o que é igualmente danoso: ao ser revelada a Verdade a notícia já não desperta o mesmo interesse.

Fica, somente, as acusações iniciais, de responsabilidade duvidosa, divulgadas pelos jornais e revistas. Cristalizam, como no presente caso, perguntas inadequadas, como:

  • Qual o papel da Contabilidade?
  • Que segurança há no parecer dos auditores independentes?
  • Afinal, para que serve a auditoria?

Assim como ficam perdidas no tempo as razões para fatos ocorridos no início da década, nas empresas norte-americanas, temos de ter consciência a importância de buscar-se as razões para o que aconteceu com o PanAmericano. É uma questão de espera responsável, sem acusações precoces e infundadas.

Muito interessante, por isso, a forma abordada pelo Sr. Paulo Caetano no artigo sobre as tais “inconsistências”, abaixo reproduzida.

É preciso responsabilidade para que os caminhos fiquem mais seguros para todos. E é com serenidade que devemos aguardar todos os esclarecimentos sobre esse caso.

 

As inconsistências contábeis do PanAmericano

22/11/2010 - Paulo César Caetano de Souza (1)

Foram atribuídas a “fraudes contábeis” as quebras de megaempresas, entre elas a Ahold, Enron, WorldCom, Vivendi, Stanley Steel e Parmalat, fatos que ainda hoje dão o que falar, na época surpreendendo e abalando acionistas, consumidores e todo mundo.

Arranhada também saiu a contabilidade, citada nesses casos como a caixa de Pandora, fonte de irregularidades, peças falhas ou falsas, apresentação de informações inverídicas, maquiagem de balanços, acusações não inteiramente descabidas - tanto que um contador chegou a se suicidar -, mas injustas na dose da responsabilização. Será que os altos dirigentes das empresas não sabiam de nada?

“Inconsistências contábeis” é a expressão que tem sido utilizada para tentar justificar a crítica situação do banco PanAmericano, que, para não fechar as portas, amargando um calote gigantesco, obteve um socorro de R$ 2,5 bilhões garantido por patrimônio do grupo controlador Sílvio Santos.

Na defesa da ciência contábil e no interesse da sociedade, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) decidiu investigar o que aconteceu de fato; verificar se as normas de contabilidade vinham sendo obedecidas e esclarecer que inconsistências são essas. O novo momento vivido pela contabilidade no país é de absoluta segurança técnica, científica, ética e transparência, marcado pelo Sistema Público de Escrituração Digital e pela convergência das normas contábeis brasileiras às internacionais. Em caso de fraude ou omissão de profissionais que trabalham na contabilidade do banco ou de auditorias contratadas, restará a punição na forma da lei.

Empresa nenhuma desmorona de uma hora para outra, causando espanto que a Caixa Econômica Federal tenha recentemente manifestado interesse e efetivamente fechado negócio com o Panamericano, comprando 35,54% das suas ações, um negócio analisado, aprovado e avalizado pelo Banco Central.

Bem sabemos que a injeção para tentar salvar o moribundo vem das próprias instituições financeiras que bancam o Fundo Garantidor de Créditos do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Mas seja como for, os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, devem explicações à população brasileira e principalmente aos crédulos investidores e clientes do PanAmericano.

Nosso particular interesse de tirar a limpo essa questão é para devolver à contabilidade a consistência que ela conquistou como ciência que cria valor e sustenta o crescimento econômico e social, por coincidência, um dos temas do Congresso Mundial de Contadores que acaba de ser realizado em Kuala Lumpur, na Malásia. Mudanças contábeis estão ocorrendo em todo o mundo, e elas vêm para garantir veracidade e confiabilidade ao mundo dos negócios.

(1) Paulo César Caetano de Souza; Contador; Empresário da Contabilidade; Presidente do CRCPR.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Carta do Zé Agricultor... para o Luís, da cidade



Ainda me surpreendo com o constante Aumento da Ignorância, especialmente nas pessoas do Governo (no Presidente da República; vários dos Ministros; enorme quantidade de Governadores, Senadores, Prefeitos e Assessores. Sobre os Deputados, então, a quantidade tende ao infinito); nos Eleitores (como podemos entender a eleição de pessoas condenadas na Justiça?); e, nos Meios de Comunicação (continua a tese de "quanto pior melhor")...
É importante, em minha opinião, continuarmos mais uma vez a Combater esses focos de ignorância, especialmente pelo fato de que a "burrice se espalha em maior proporção do que os mosquitos da dengue”. Chegamos ao cúmulo de termos Ilustres Boçais com títulos de Pós Doutorado, ocupando cargos de Juízes, Governadores, Presidentes da República, Líderes de Governo, etc.
Esse é o problema da nossa passividade; por acharmos que "OS OUTROS darão um jeito nas coisas". A gente pode continuar a assistir a tudo que acontece “bem tranquilo”, sem movermos uma palha sequer. Basta fazermos cara de “Intelectuais Ofendidos”.

Chega de inatividade! Acordem, pelo amor de Deus... Parem de alimentar a ignorância, pois ela, por si, só já tem muita força.

Façam isso para que haja alguma esperança de sobrevivermos a tantos absurdos... Façam pelos seus filhos...

O texto abaixo é uma forma cômica de apresentar nosso problema. Avaliem... 


Luís, quanto tempo!
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né?
O Zé do sapato sujo?
Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo.
Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu.
Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite.
De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas.
Por isso eu só vivia com sono.
Do Zé Cochilo você lembra né Luís?
Pois é.
Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom.
Muito mato, passarinho, ar puro...
Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade.
Tô vendo todo mundo falar que nóis da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só.
O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade.
Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro da tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar.
Se ele falou deve ser verdade, né Luís?
Prá ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado.
Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou.
Ele morava aqui com nóis num quarto dos fundos de casa.
Comia com a gente, que nem da família...
Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite.
Os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia.
Nossa!
Eu não sei como encompridar uma cama, só comprando outra né Luís?
O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele.
Bom Luís, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelos fiscais e pelas leis.
Mas eu acho que não deu muito certo.
Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado.
Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover.
Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros .
Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor.
Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas.
O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade.
Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas to preocupado com a água do rio.
Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados.
As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão.
Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade.
A pocilga já acabou as vacas não podem chegar perto.
Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo.
Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis?
Quem será?
Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!
Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes de ela cair por cima da casa...
Fui ao escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui ao IBAMA da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar.
Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei.
Pronto!
No outro dia chegou o fiscal e me multou.
Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente.
Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau.
Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luís, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia.
Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia...
Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo.
Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar aí com vocês, Luís.
Mais fique tranquilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira.
Aqui no sítio eu tenho que pegar tudo na roça.
Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa.
Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo.
Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luís.
Ah, desculpe Luís, não pude mandar a carta em papel reciclado, pois não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.



* (Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.) *
 “Na prática, a teoria é outra."
(Recebi sem os créditos de autoria)
Faz-nos refletir: aonde esta o erro?
Em quem administra sem conhecimento ou em quem não acompanhou a evolução do "jeitinho brasileiro" e continua vendo as pessoas como a si mesmas...
Anda a circular há muito tempo pela Internet...
E em casas e sindicatos de agricultores e similares...


"Num povo ignorante a opinião pública representa sua própria ignorância" – Marquês de Maricá
 

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Empresa Familiar - Nepotismo, Talentos e Sucesso



Pode parecer incrível, mas naturalmente a maioria de nós é preconceituosa em relação às empresas familiares.

Somos mais condescendentes com o nepotismo na área pública do que com as pessoas que, no início de suas carreiras, começam a trabalhar com seus pais, na empresa da família ou não.

Todas as empresas, mesmo aquelas que são consideradas com "mega-corporações" são resultantes de esforços promovidos por famílias, ainda que pela ausência e distanciamento durante grande fase da vida apenas do seu fundador.

Essencialmente as empresas são formadas por Gente. E Gente ainda nasce em uma família; ou forma família ao longo de sua vida... Por quê, então, somos tão "avessos" às chamadas "empresas familiares"?

Há algum tempo abrimos, em nossa empresa de auditoria e consultoria empresarial, a possibilidade de contratação de jovens, pertencentes àquelas famílias que possuiam negócios tradicionais, para que vivessem, ao menos pelo período de 1 ano as várias experiências que a atividade propicia.

Fizemos, também, em parceria com uma importante Entidade de Ensino, um conjunto de várias áreas de conhecimento empresarial a serem ministrados aos funcionários das empresas, na forma que conjugava fatores como:
a) O Saber - Proporcionado pela Escola e seus Mestres
b) O Fazer - Proporcionado pelas Equipes de Profissionais de Consultoria
c) O Fazer "fazer" - Que compreendia o efetivo aprendizado com sua aplicação prática, disseminada a terceiros.

Claro que, em ambos os casos acima citados, nosso propósito era social e comercial. Somente aqueles que já passaram pela diversidade é que "conseguem, mais facilmente, superar as adversidades".

Um candidato a postos de comando nas empresas deve, após ter a certeza de que é seu objetivo servir a família e a empresa com suas habilidades e despreendimento, passar por um aprendizado amplo que somente a prática alcançada em atividades diversas, realizadas pelas empresas de consultoria proporcionam. Claro que o prazo de um ano é um indicativo do tempo mínimo desse "estágio". Ele poderá ser estendido, se for o caso, aos escritórios da Consultoria localizados em outras cidades, tanto no Brasil como no Exterior.

Muito poucas pessoas souberam valer-se dessa oportunidade. Preferem ungir seus filhos com atributos nem sempre reconhecidos pelos demais. Submetem o jovem a pressão e tensão permanente. O resultado pode ser muito ruim para todos: Par os Pais; para o Jovem; para a Empresa; para a Sociedade...

Essas são, de fato, as atitudes que fazem com que tenhamos o preconceito que cito acima. Espero que todos passemos a fazer a coisa certa. Abaixo um texto sobre o tema.



11/09/2009
Como fazer sucesso com uma empresa familiar
Objetivos diversos, interesses, discussões, laços afetivos. A empresa familiar tem todos os desafios de qualquer outra, mas carrega, no seu âmago, a afetividade. Um fator que pode tanto destruir o patrimônio como torná-lo mais sólido.
Isso dependerá do tipo de atitude que a família terá em relação à empresa. Para o economista Fábio Bartolozzi Astrauskas, diretor da Siegen, empresa especializada em gestão empresarial, com ênfase em sucessão familiar, a primeira lição a ser aprendida por todos os envolvidos é que alguns terão talento, interesse e habilidade maiores para lidar com o tipo de empreendimento da família.
"Fazer da empresa um local sério, de ganha pão de todos e não um cabide de empregos é um dos passos mais importantes para que ela tenha a produtividade e o crescimento desejados", garante Fábio. De acordo com economista, essa escolha, muitas vezes, acontece de forma natural.
"É notório quando um filho tem mais talento e interesse na empresa, no sentido de fazê-la prosperar. O que precisa ficar claro é que ter talento para gerir a empresa não tira o mérito de outro filho, que pode muito bem desenvolver gosto por outros trabalhos ou ainda trabalhar em outra área na empresa onde seu talento poderá ser melhor aproveitado.
Esse tipo de esclarecimento tem de vir à tona cedo, caso contrário, a situação pode ser um estopim para brigas e discussões em torno de sentimentos e não ao redor de fatos reais e necessários para que a empresa continue seu desenvolvimento", alerta.
Outro ponto importante a ser destacado é a contratação. Sendo uma empresa familiar, como contratar alguém da família? Quem decide isso? O economista Rogério Silveira Monteiro, também diretor da Siegen, explica que a melhor forma é ter uma consultoria para fazer esse papel.
Ela vai avaliar quem está apto, independentemente de ser filho, sobrinho, cunhado. O especialista explica que assim é eliminada uma boa parte do antagonismo ou mesmo das desavenças que uma contratação poderia gerar, visto que não são os próprios familiares a indicarem quem será ou não contratado ou promovido ou até desligado da empresa. "A consultoria não irá avaliar a pessoa enquanto da família.
O objetivo é analisar quem, de fato, está ajudando, poderá ajudar ou está atrapalhando a empresa. Para a consultoria o que interessa é o resultado que se espera da empresa e como ela pode alcançar o que deseja, independentemente do grau de parentesco que se tenha. É claro que a decisão é dos dirigentes, mas eles têm como respaldar suas ações em estudos feitos pela consultoria", avalia Monteiro.

Vantagens e desvantagens

Entre as vantagens de se ter uma empresa familiar, destacam-se:
O interesse em torno de um patrimônio comum, o que gera um sentimento comum de unidade.
A sucessão de herdeiros competentes que poderão dar sustentabilidade e continuidade ao negócio;
O sentimento de ter um negócio próprio que pode gerar motivação, responsabilidade e prazer.
Conhecimento dos membros da família, inclusive do provável sucessor. Aqui também vai a questão de fazer com que os membros comecem a conhecer a empresa desde cedo e de se sentirem parte dela, ainda que não trabalhem lá.
Conhecimento profundo da empresa e, com isso, melhores chances de suportar dificuldades e a busca por soluções.
Por ser familiar, criar forte relação de credibilidade e confiança com seus clientes. As pessoas gostam de se sentir em casa, em família.
Entre as desvantagens estão:

- A concorrência entre os familiares pode levar ao stress e à perda de foco, deixando a empresa em segundo plano e prejudicando os negócios;
- A existência de nepotismo onde todos querem viver do dinheiro da empresa, mas nem todos têm talento ou mesmo interesse em trabalhar por ela;
- A dificuldade em demitir devido ao laço familiar;
- A falta de separação entre o que deve ser vivenciado na empresa e o que deve ser vivido em casa;
- A utilização da estrutura da empresa para fins particulares: ligações, impressões, salas, funcionários...
- A impunidade ao descumprir regras, o que gera sentimento negativo, especialmente em funcionários que vêm o próprio superior sem a preocupação devida com a empresa.


Fonte:Administradores.com.br

Ps.: Continuamos, na Moore Stephens Auditores e Consultores, acreditando na competência que temos para a formação e transformação de jovens em profissionais qualificados, quer para atuarem nas empresas de suas famílias ou para a sociedade em geral... Foi por essa razão que criamos a marca METRI (que grafamos m3Tri), pois utilizamos a Contabilidade, unindo sua Ciência e Arte, como a principal ferramenta para Medirmos o resultado, o desempenho, etc.

Só se Ama o que se Conhece. Só se Conhece o que se pode Medir.