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sábado, 29 de outubro de 2011

As manifestações populares e a transparência

De grande importância a análise feita por Alberto Carlos Almeida (sociólogo e professor universitário) em seu artigo "Não basta sair às ruas e protestar", abordando a questão da corrupção no Brasil e, principalmente a forte tendência de uma parte dos 99% da população em não mais aceitar essa situação.

Sua análise apresenta informações de grande relevância, pois permitem que cada cidadão passe, depois de conhecer os danos causados pela situação em que nos encontramos, a exigir diretamente de seu vereador, deputado estadual, deputado federal e senador; além dos cargos executivos de: prefeitos, governadores e presidente da república, uma ação efetiva na dinamização dos órgãos de controle.

Fica evidente a falta que a eficácia dos profissionais dos órgãos de fiscalização e controle faz às entidades públicas em geral e aos cidadãos, em especial.

Certamente não haveria tanta falta de atendimento aos doentes em geral, não faltariam recursos à Saúde, bem como à Educação, à Segurança e ao Saneamento Básico; só para citar algumas das áreas de maior carência.

Por isso é de grande importância que haja – por parte de cada cidadão – a exigência de maior fiscalização e independência dos profissionais dos Tribunais de Contas, da Procuradoria, do Ministério Público…

Uma das sugestões apresentadas pelo articulista:

Eis minha sugestão para os organizadores das marchas contra a corrupção: passar a defender o fortalecimento das instituições judiciárias, dos Tribunais de Contas e procuradorias, promover abaixo-assinados, para serem enviado a todos os juízes, defendendo a condenação à prisão de políticos considerados corruptos, e também negociar com faculdades públicas e particulares a criação de departamentos de ensino e pesquisa exclusivamente dedicados ao estudo de fraudes e corrupção. O movimento contra a corrupção deve não só criticar, mas também passar a apoiar explicitamente as instituições responsáveis pela cassação do mandato de 296 prefeitos entre 2005 e 2008 e de outros 274 que já foram cassados depois de 2008. A grande maioria deles perdeu o mandato por improbidade administrativa ou por infração à legislação eleitoral.

Uma das conclusões que apresenta:

Os cinco Estados que têm as instituições de controle mais fortes são Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O lanterninha é o Maranhão de Sarney, antecedido por Roraima, Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas. Isso mostra que a família Sarney e Collor não são fenômenos isolados, que pairam sobre o mundo sem ligação alguma com suas instituições. Pelo contrário, os Sarneys só existem porque em seu Estado não foram desenvolvidas as instituições que os combateriam. Não existe algo equivalente para os cinco Estados que lideram a lista das regiões brasileiras com maior controle de poder sobre os políticos.

As passeatas e outras manifestações populares devem, por isso, exigir transparência das informações, auditoria consistente e independente e ação rápida dos responsáveis pelo Ministério Público, dentro do sigilo que todo caso requer, até que seja finalizado.

Transparência e boas práticas de gestão. Apenas isso…

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pequenas empresas e baixa renda têm maior impacto tributário

A arrecadação assemelha-se a um buraco negro no espaço...
Ninguém consegue saber o que acontece depois.

Sob o argumento de que o "Brasil deve promover a Inclusão Fiscal", para só depois se pensar em redução de carga tributária, estamos acompanhando o significativo aumento da quantidade de contribuintes.

No artigo: Carga Tributária Atinge Baixa Renda e Pequenas Empresas fica evidenciada a distorção causada pela (má) política tributária adotada no Brasil.

Claro que sou favorável a Inclusão Fiscal. Ela representa a oportunidade para desenvolvimento de todos em melhoria de qualidade de vida e cidadania. Só não dá para concordar da forma como vem sendo feita...

Veja este comentário extraído do texto indicado:

Paralelo a isso, o Brasil tem a 9ª maior carga fiscal para assalariados de baixa renda (que ganham US$ 25 mil ao ano), dentre os 19 países da amostra.
Nesse mesmo contexto, o impacto da carga tributária nas micro e pequenas também é maior do que nas grandes companhias. "As empresas que estão no Lucro Presumido - onde entram aquelas micros e pequenas empresas que não podem, por lei, optar pelo Simples - recolhem os impostos somente sobre o faturamento, de modo a não poder retirar do cálculo as despesas, como são autorizadas as companhias - normalmente as grandes -, que tributam somente se tiver lucro (regime Lucro Real). O resultado disso é que aquelas que estão no Lucro Presumido veem seu patrimônio ser tomado pelas contribuições que são obrigados a fazer".

Por isso é recomendável que, antes de fazer uma escolha sobre a forma de tributação a ser adotada pela empresa, o empresário consulte os profissionais qualificados para analisar adequadamente sua situação e recomendar, com propriedade a melhor forma a ser adotada.

Além disso, o Consultor poderá orientar e ajudar na implantação de um Orçamento Empresarial, onde ficará transparente a capacidade de geração de resultados do seu negócio.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mudanças nos demonstrativos contábeis


Ainda nos encontramos no meio do enorme turbilhão em que se transformou a forma de elaboração e apresentação dos demonstrativos contábeis (também denominados de financeiros), a partir do ano calendário de 2008.

Àqueles que ainda não perceberam o alcance dessas mudanças, valerá a pena ler o artigo: A evolução dos demonstrativos financeiros

Agora não basta apenas fazer poucas contas com base nos diversos demonstrativos apresentados. Será necessário ler, com grande atenção, as notas explicativas e o relatório dos auditores independentes.


Uma das maiores mudanças deve-se as várias formas para avaliação de componentes do ativo e do passivo. Sempre será buscado o valor justo que melhor represente o patrimônio líquido da sociedade. E as bases de cada forma de avaliação vem descrita em mais de uma nota, normalmente...


Ganhará pontos com seus sócios e mercado em geral aquelas empresas que adotarem, de fato, as boas práticas de gestão de seus negócios; inclusive contando com uma eficiente política de Governança Corporativa.

Solução para compensações de tributos, sem risco de multa...

Trata-se de assunto corriqueiro.

A Receita Federal busca, de todas as formas, inibir aos contribuintes de buscarem seus direitos de reaverem créditos tributários. Neste caso, ocorrido com empresa gaúcha, foi encontrada uma forma de buscar o recurso financeiro sem que haja risco de multa.

Se seu caso é semelhante a este, ou você, como empresário, não tem certeza da existência de possíveis créditos fiscais, cujos montantes, quando recuperados, podem alavancar seus negócios, procure conversar com seu Consultor.

Mantemos, sempre, uma equipe de auditores fiscais permanentemente atualizada para atender a essas questões...

Sentença impede multa de 50% em compensação fiscal
Uma agroindústria do Rio Grande do Sul obteve sentença que garante a realização de compensações de créditos de PIS e Cofins para quitação de tributos federais sem o risco de aplicação de multa de 50%, caso a operação seja julgada indevida pelo Fisco. É a primeira decisão sobre o assunto que se tem notícia. A pena foi imposta pela Lei Federal nº 12.249, de 2010. O objetivo é desestimular situações de uso de créditos de PIS e Cofins que não são expressamente permitidas por lei. Segundo a Receita Federal, o volume de compensações caiu 50% logo após a entrada em vigor da nova multa.
A sentença foi proferida pelo juiz federal Adriano Copetti, da qual cabe recurso. O magistrado afasta a aplicação da multa "em caso de mero indeferimento de pedido de ressarcimento ou de compensação, exceto se for caracterizada má-fé da contribuinte". Para ele, quem tem boa-fé não pode ser ameaçado de multa só por exercer regularmente seu direito constitucional de pedir. "Ao invés disso, a Receita tem que estar aparelhada para dar cabo à demanda", afirma
A empresa gaúcha decidiu ir à Justiça preventivamente por acumular mensalmente um grande volume de créditos. Como a agroindústria é eminentemente exportadora, a cada trimestre precisa fazer pedidos de ressarcimento ou compensação. Assim, o risco de ser autuada é alto. "O problema é que a Receita tem uma política restritiva de reconhecimento de créditos", diz o advogado Gustavo Goulart, do escritório Martinelli Advocacia Empresarial, que representa a indústria no processo.
Antes da alteração, era aplicada apenas uma multa de 20% pelo atraso no pagamento dos tributos quitados com créditos indevidos. Para o advogado Luiz Roberto Peroba Barbosa, do escritório Pinheiro Neto Advogados, a multa de 50% é claramente confiscatória, além de violar o direito de pedir do contribuinte. "Quando o Fisco tenta executar alguma dívida infundada não é condenado a pagar uma multa de 50%", critica o tributarista.
Como a lei entrou em vigor em junho, ainda há poucos casos de empresas multadas em 50%. "Por enquanto, só apresentamos recurso administrativo", afirma o advogado Luiz Rogério Sawaya Batista, do escritório Nunes e Sawaya Advogados. "Mas é possível usar a sentença gaúcha como jurisprudência para obter o mesmo benefício."
O caso está sendo acompanhado pela Procuradoria Regional da Fazenda Nacional (PRFN) da 4ª Região. Por nota, o procurador regional José Diogo Cyrillo da Silva afirmou que o prazo de 30 dias para recorrer começou a contar no dia 5 e que a delegacia da Receita na região vai subsidiar a procuradoria em sua defesa.
Para a advogada Valdirene Franhani Lopes, do escritório Braga e Marafon Advogados, apesar do precedente, ainda é interessante esperar uma eventual autuação para só então contestá-la no Judiciário. Hoje, ela ainda defende empresas autuadas por compensações realizadas em 2008. "Só o contribuinte que fez compensação a partir de julho corre o risco de ser multado em 50%", diz a advogada.

Fonte: Valor Econômico 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Avalanche ou Tusnami? Sem dúvida um grave problema...

Avalanche diária de alterações promovidas pela União

O nome não importa. Avalanche, tsunami, diarréia normativa do legislativo ou executivo...

Até quando o Governo (ou os governantes) acreditaram que podem ter desenvolvimento sustentável manipulando seus frágeis cordões de regulamentação?

Isso só tem provocado o atraso no desenvolvimento do país, além do absurdo encarecimento na administração de tributos; tanto por parte dos contribuintes como do próprio governo. As formas de apuração de créditos, base de cálculo, aplicação de alíquotas diferenciadas, preenchimento de formulários que mudam conforme as 'penadas' dadas pelo executivo...

Esse um dos graves custos que nos fazem um país de outro mundo... Não estou buscando culpados. Apenas sensibilizar um número de pessoas de forma a melhorar essa triste realidade brasileira.

Não vou falar que um imposto difícil de ser entendido ou administrado provoca erros por parte dos contribuintes, que passam a ser alvo de fiscais corruptos que querem presentes e outros benefícios para 'aliviar a multa'. Só que isso não é mais possível!

O contribuinte deveria - no mínimo - saber que tudo é hoje interligado e um 'período de sossego' acertado com o fiscal, será cobrado com juros, correção e multas pesadas. Isso se não for parar na justiça penal.

Está próximo o Dia do Contabilista (25 de Abril). Que os governantes e seus tecnocratas dêem esse presente para todos nós. Chega de leis mal feitas e mal refeitas...

Performance com boas práticas


Uma medida para governança


Já faz algum tempo que nos acostumamos com métricas para quase tudo.

Afinal, se não conhecermos bem o que fazemos, não saberemos medir (é como diz o ditado: "Só amamos o que conhecemos."

E se não medimos ficamos sem uma resposta sobre a eficácia das ações tomadas.

Descrevendo dessa forma parece não ser tão complicado. Verdade?

Certamente essa questão é de alta complexidade. Especialmente pelo fato de que há um elevado grau de subjetividade na tomada de qualquer decisão.

Somos, ou podemos ser, influenciados no momento da tomada de nossa decisão por faores como: ambiente; humor; otimismo exagerado; dados incompletos ou equivocados; excesso de confiança; etc.

Sem dúvida que essá não é uma missão fácil! Faltam parâmetros adequados que tornem confiáveis os resultados obtidos numa enorme gradação da forma de ação proposta pelos membros do conselho, em cada momento...

Não é uma questão de maior ou menor número de reuniões; da quantidade de atividades a que cada conselheiro é submetido, do profundo conhecimento dos conselheiros sobre determinada área, da forma eficaz da comunicação da decisão tomada, ou tantas outras formas de se compor o conjunto de conselheiros...

Afinal, todas são igualmente importantes; tanto para o sucesso como para o fracasso das decisões tomadas.

No Brasil temos de desenvolver o nível de Contestabilidade dentro dos Conselhos, como forma de permitir um debate saudável e livre, sobre cada um dos temas que são importantes para a Empresa.

Não li, na matéria, nenhuma observação quanto à questão de CONTESTABILIDADE. Parece, até, que querem transformar em métricas 'simples' as formas utilizadas pelos conselhos para chegarem nas suas decisões. Cuidado!


terça-feira, 19 de abril de 2011

Imagem da Auditoria


Na data de hoje o IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil) comemora 40 anos.

Para começar a comemorar será feito os seguintes lançamentos:
  • Nova marca do IBRACON
  • A revista Transparência IBRACON
  • E os prêmios de Jornalismo e Universitário
Claro que nesta data marcante as mudanças não ficam somente nos aspectos de imagem do Instituto, cujas ações marcantes na sua história dignificam o profissional da área da Contabilidade e da Auditoria, especialmente a Auditoria Independente.

É de grande importância a comunicação mais intensa com todo mercado para que fiquem claras as atribuições da auditoria independente no exame que faz sobre as demonstrações contábeis.

Apesar da onda de denúncias de variados tipos, especialmente de ordem financeira, os auditores continuam e exercer suas atividades com zelo e grande responsabilidade.

No próximo dia 25 de Abril a classe dos Contabilistas comemora seu dia. Desta feita num mês totalmente especial, cheio de novidades por conta da enorme quantidade de mudanças que ocorreu.

Estamos tendo um verdadeiro Tsunami de normas e leis aplicáveis na elaboração e apresentação das demonstrações contábeis das empresas.

O desenvolvimento tecnológico, a complexidade do ambiente econômico e o crescimento das organizações, além da abundância de normas legislativas a serem atendidas (o tsunami já citado), vêm dificultando, em parte, o entendimento e a gestão dos negócios das empresas. A conseqüência natural desse processo é a necessidade, cada vez maior, de informações que auxiliem os administradores nas tomadas de decisões.

quarta-feira, 9 de março de 2011

"Dobra valor de processos e acordos com a CVM"

Para ler a notícia: =>ViewFenacon:
Eu só queria saber qual o montante de dinheiro que é arrecadado com as multas e qual sua destinação.

Será pedir muito? Ou a transparência não vale para o Governo e Entidades a ele ligadas?

terça-feira, 1 de março de 2011

Transferência de dinheiro ao BNDES anula esforço fiscal

Transferência de dinheiro ao BNDES anula esforço fiscal - Míriam Leitão: O Globo

A construção de magias fantásticas com o uso inadequado da Contabilidade tem sido uma característica de alguns partidos políticos.

Sem dúvida, dentre eles, o mais 'criativo' é o PT, que, desde Delúbio Soares (aquele ex-tesoureiro do PT), com a declaração de que o partido tinha "recursos financeiros não contabilizados", para justificar o Caixa 2 da Campanha, vem marcando sua criatividade de forma fantástica. É importante, embora aparentemente ninguém se abale com isso, esclarecer que, antes do PT, esse tipo de registro era crime contra 'a ordem tributária'.

Outras criações fantásticas do PT com o uso de uma contabilidade fabulosa (como fábulas; só que sem moral claro):

a) a capitalização da Petrobras com petróleo supostamente existente abaixo da camada do pré-sal, que gerou um 'superávit' nas contas do governo;
b) a mágica nas contas do PanAmericano que, até o momento, custamos a crer no que foi divulgado, com a benção e a aprovação da CVM e do BACEN.

Agora, com essa questão dos recursoso do Tesouro ao BNDES o Governo irá gerar uma brutal transferência de recursos financeiros gerados pela sangrenta arrecadação tributária para os bolsos dos banqueiros.

E ainda reclamam do FMI...

BTG terá R$ 2,5 bi em crédito fiscal do PanAmericano

Ao ler esta manchete exclamei: "Que falta de caráter dessas pessoas!"

Imediatamente ouvi uma voz dizendo: "Só haveria falta se algum dia tivessem tido."

Realmente! Caráter a gente tem; ou, então, nem sabe o que é isso!

Vivemos um momento da história no qual a característica comum na maioria das pessoas que estão no poder é a falta de caráter.

Estamos - todos - anestesiados; e achando que falta de caráter é a condição indispensável para escolhermos e elegermos nossos candidatos a governantes.

Nesse caso do PanAmericano, não bastasse o uso abusivo do dinheiro público (nosso dinheiro) para fazer o empréstimo e capital, numa aquisição que passa a cheirar mal depois de sabermos de toda essa palhaçada, os 'compradores' passam a ter um novo direito. Direito a um crédito tributário, que também é dinheiro público (nosso dinheiro).

O que espanta a falta de ação da sociedade e dos poderes existentes na outrora chamada de "sociedade civil organizada".

Acho que essa tal "Sociedade Civil Organizada" não está agindo por ser mantida sedada na UTI da Falta de Vergonha Nacional.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

o PanAmericano joga a contabilidade (e a vergonha) no buraco negro da conveniente impunidade

depressao2502 Há uma série de notícias correlacionadas neste caso tenebroso. Afinal de contas até onde pode chegar o ‘descaramento’ das nossas ‘autoridades’ responsáveis pelas áreas financeira e tributária; para não falarmos meramente em ética e zelo com o dinheiro público.

QUE É NOSSO DINHEIRO!

A FENACON apresenta vários desses textos iniciando pelo sugestivo título: “PanAmericano apaga passado”.

Sob esse título desfilam os seguintes:

a) Atual administração decide divulgar apenas números referente a dezembro, sem explicar em detalhes os ajustes nas contas

Fico imaginando a reação dos administradores e sócios do PanAmericano: “Explicar por quê? Ninguém tem que saber o que fizemos e como fizemos...”

Esse tipo de atitude somente me deixa cada vez mais preocupado, pelas seguintes razões:

· Há dinheiro publico nesse Banco; ou seja: o seu dinheiro, o meu dinheiro, o nosso dinheiro...

· Quem foi beneficiado com essa grana? Afinal uma importância dessa magnitude deve ter favorecido alguém muito importante. Isso fica evidente pelo fato de não quererem divulgar o que aconteceu de fato. Aumenta o campo das suposições...

· Posso supor que grande parte desse dinheiro foi destinado à campanha de algum político, já que 2010 foi um ano eleitoral?

· Supondo que isso seja possível qual o político que foi beneficiado?

· Ainda nessa suposição avanço imaginando que não deve ter sido dirigida à campanha de quem perdeu, claro. Afinal quem perdeu não teria mais poder para impedir que a verdade fosse revelada.

· Fico preocupado, também, com a omissão do Ministério Público nesse assunto. O que é que eles andam fazendo que os ocupa tanto para perceberem que há uma grande fortuna surrupiada da população?

b) Solução dada ao balanço passou por BC e CVM

· Confesso que li duas vezes e ainda não acredito no que estou lendo. Chamam de ‘solução inédita’! vejam só a que ponto chegam os técnicos do BACEN e CVM. Que absurdo!

· As peças contábeis de 2010 e 2009 são consideradas de ficção, sem qualquer qualidade ou confiabilidade. E ainda consideram que isso é a forma correta?

· Socorro! Será que Deus – depois dessa – ainda aceita ser qualificado de Brasileiro?

c) Suporte dado por FGC e Caixa garante liquidez do PanAmericano

Nessa parte do artigo fica claro que a continuidade do banco está mantido de pé graças ao suporte da Caixa Econômica e do Banco Garantidor de Créditos. Ambas são instituições públicas. Entendam bem isso: Entidades Públicas é que entregam o dinheiro (nosso dinheiro) para salvar o PanAmericano!

E a administração não quer dar nenhuma explicação a esse ‘suposto roubo’?

Cada vez mais acho que essa grana foi usada em fundo de campanha de algum político (que ganhou a eleição, claro!)

d) Contabilidade ao gosto do freguês

As expressões adotadas pelo Niero, um velho conhecido na área de auditoria contábil, vamos vendo um desfile de adjetivos que vão sendo apresentados sobre essas, com perdão da má palavra, demonstração de *mierdas*, já que não há como chamá-la de contábil. Alguns exemplos das expressões:

· “Valor Ajustado” em vez de Valor Justo

· “Inconsistências Contábeis” em vez de “Recursos não contabilizados”, para definição do Caixa 2 do PT (na época do Delúbio)

· “Balanço Autista” para designar a fraude bilionária, que é ignorada na ‘mensagem da administração’ – melhor seria que, no espaço destinado a publicação das demonstrações de *mierdas* fosse deixado um espaço em branco, como citado por Niero

· Contabilidade customizada

· Os trechos retirados do relatório da administração apenas revelam que ‘papel aceita tudo’

Será que a suposição de que tudo foi uma armação para gerar dinheiro público para a campanha política, causando uma ‘perda’ a ser abatida do imposto de renda, apenas com a certeza da impunidade e de que ‘o brasileiro tem memória curta’? ou melhor: ‘o brasileiro não tem nenhuma memória...’

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PanAmericano confirma rombo de 4,3 bilhões de reais

PanAmericano confirma rombo de 4,3 bilhões de reais

Tá; tá  tudo bem!


O sistema financeiro nacional foi protegido e nenhum outro banqueiro quebrou por causa disso. Afinal o que são R$ 4,3 BILHÕES? Muito pouco para quem nem sabe o que significa toda essa grana!


A pergunta que ainda não foi respondida em nenhuma das revistas ou jornais com notícias de empresas e economia é quem PERDEU, AFINAL DE CONTAS, TANTO DINHEIRO DE UMA ÚNICA VEZ?


Os sócios e os que adquiriram ações do Banco alegam que nada perderam; ‘empataram’, nas palavras de Senor Abravanel.


Tudo bem! Grande parte do prejuízo complementar de R$ 1,8 bilhões decorre de meros ajustes contábeis que poderão ser refletidos em perdas numa data futura.

Tá certo... Só que ainda resta explicar o destino de pouco mais de R$ 2,5 bilhões (que também é muito dinheiro, sim senhor!)


Quando teremos a conclusão da comissão formada para analisar e julgar sobre as razões pelas quais o rombo (ops... quase escrevi roubo. Quanta imprudência, numa época de meros ‘supostos’) não foi detectado a tempo.


Ok. Somos brasileiros. Já nos acostumamos com as cifras monumentais; com os mega escândalos; com decepções sucessivas daquelas pessoas que jamais imaginávamos serem capazes de fazer algo, etc.


E a grana do PanAmericano? Será que vão dizer com quem ficou? E de quem foi tirado?
Será que a discussão da unidade de real, para definir o Salário Mínimo é uma forma de recuperação da perda? Vai se saber, não é mesmo?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rombo do Panamericano inclui fraude e erros técnicos


Rombo do Panamericano inclui fraude e erros técnicos - INCOMPETÊNCIA

Má Gestão e Incompetência!

Além desses dois fatores há o componente da desonestidade, da ganância, da certeza da impunidade...

A certeza de que roubo de dinheiro público neste país não é investigado e nem cobrado por ninguém.

Vejam bem os fatos ocorridos nesse caso do PanAmericano:
a) Caixa Econômica adquire participação relevante no PanAmericano após proceder a exames normais de auditoria específicos para processo de aquisição (Due diligence). O relatório da auditoria é considerado normal e a aquisição de participação realizada;

b) A empresa responsável pelos exames de auditoria das demonstrações contábeis teve seus trabalhos encaminhados a comissão de 'notáveis' da área contábil para analisar possíveis erros no procedimento da auditoria. Até o momento nenhuma notícia quanto ao resultado. Aliás anda tão quietos que dá a impressão que esperam que esqueçamos das decisões tomadas na época;

c) Os recursos tomados pelo Senhor Abravanel 'como empréstimo' sem JUROS vieram de um fundo criado COM NOSSO DINHEIRO para cobrir perdas de CORRENTISTAS. Não de banqueiros;

d) Os sócios da Caixa Econômica viram seus papéis serem desvalorizados muito rapidamente. Quanto venderam, achando que haviam perdido. E, de fato, acabaram perdendo;

e) Da mesma forma as ações do PanAmericano, vendidas na bacia das almas no início do escândalo, estão muito valorizadas neste momento. Quem perdeu? Quem ganhou?

Espero que os responsáveis pelas empresas públicas e pelas decisões que favoreceram uns poucos, em prejuízo de muitos, façam esclarecimentos convincentes e sejam apurados os responsáveis.

E que haja apuração dos responsáveis por mais esse roubo e os culpados SEJAM PUNIDOS.

Será que estou pedindo muito?


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os mistérios do PanAmericano - Será que acabou?

G1 - 'Vendi o banco', diz Silvio Santos sobre Panamericano - notícias em Negócios

Então vendeu e PONTO FINAL! Só isso! Há várias coisas que ficaram sem ser respondidas nessa questão do PanAmericano. Não basta o Senhor Abravanel declarar, no artigo, que "Nada ganhou, nada perdeu".

Foram declarados R$ 4 BILHÕES de fraude no caso do Banco. Será que todo esse dinheiro saiu e voltou às mesmas mãos? E ninguém ganhou ou perdeu com toda essa brincadeira? Fala sério...

Será que a Caixa Econômica pode fazer essa declaração? E os sócios da Caixa Econômica? Ficaram sabendo, algum dia, o que - de fato - aconteceu?

E a contabilidade do Banco? E o diligente trabalho de sues auditores independentes? E a Ética? E a vergonha (ou falta dela)? E os R$ 4 BILHÕES???

Espero que esse caso não acabe assim. A impressão que fica é que foi uma jogada para gerar ganhos de toda natureza aos compradores, ficando o mico para os sócios dos seus gestores (no caso refiro-me aos sócios da Caixa Econômica, QUE SOMOS NÓS!)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Rombo no PanAmericano vai a R$ 4 bi

Rombo no PanAmericano vai a R$ 4 bi e BTG faz oferta | Valor Online

Quando anunciaram o rombo de R$ 2,5 bilhões já havia comentado sobre a existência de uma 'quadrilha' agindo de forma coordenada enquanto havia 'interesses a serem preservados'.

Afinal de contas qual é o rombo do PanAmericano? Será que a contabilidade dessa entidade está tão estranha que ninguém consegue fazer as contas certas? Nem mesmo o BACEN?

Há algo muito poderoso rondando esse escândalo financeiro. Quem será que anda por trás? E que poder, hem?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Após rombo, Carrefour vai refazer balanço

ViewFenacon
É uma pena que as informações que estão sendo divulgadas pelos jornais tragam mais confusão ao mercado.

Fica a impressão de que os ajustes que foram decididos agora, diferente ao estabelecido anteriormente; e possam trazer perdas aos investidores, fornecedores, colaboradores, etc.

É preciso maior responsabilidade na divulgação nesse tipo de notícia.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As inconsistências contábeis do PanAmericano

Chimpanze pensando Normalmente encontro muitas explicações – que poderiam ser chamadas de “acusações gratuitas” – que causam grande confusão aos leitores, afastando-os da busca pela Verdade ou, o que é igualmente danoso: ao ser revelada a Verdade a notícia já não desperta o mesmo interesse.

Fica, somente, as acusações iniciais, de responsabilidade duvidosa, divulgadas pelos jornais e revistas. Cristalizam, como no presente caso, perguntas inadequadas, como:

  • Qual o papel da Contabilidade?
  • Que segurança há no parecer dos auditores independentes?
  • Afinal, para que serve a auditoria?

Assim como ficam perdidas no tempo as razões para fatos ocorridos no início da década, nas empresas norte-americanas, temos de ter consciência a importância de buscar-se as razões para o que aconteceu com o PanAmericano. É uma questão de espera responsável, sem acusações precoces e infundadas.

Muito interessante, por isso, a forma abordada pelo Sr. Paulo Caetano no artigo sobre as tais “inconsistências”, abaixo reproduzida.

É preciso responsabilidade para que os caminhos fiquem mais seguros para todos. E é com serenidade que devemos aguardar todos os esclarecimentos sobre esse caso.

 

As inconsistências contábeis do PanAmericano

22/11/2010 - Paulo César Caetano de Souza (1)

Foram atribuídas a “fraudes contábeis” as quebras de megaempresas, entre elas a Ahold, Enron, WorldCom, Vivendi, Stanley Steel e Parmalat, fatos que ainda hoje dão o que falar, na época surpreendendo e abalando acionistas, consumidores e todo mundo.

Arranhada também saiu a contabilidade, citada nesses casos como a caixa de Pandora, fonte de irregularidades, peças falhas ou falsas, apresentação de informações inverídicas, maquiagem de balanços, acusações não inteiramente descabidas - tanto que um contador chegou a se suicidar -, mas injustas na dose da responsabilização. Será que os altos dirigentes das empresas não sabiam de nada?

“Inconsistências contábeis” é a expressão que tem sido utilizada para tentar justificar a crítica situação do banco PanAmericano, que, para não fechar as portas, amargando um calote gigantesco, obteve um socorro de R$ 2,5 bilhões garantido por patrimônio do grupo controlador Sílvio Santos.

Na defesa da ciência contábil e no interesse da sociedade, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) decidiu investigar o que aconteceu de fato; verificar se as normas de contabilidade vinham sendo obedecidas e esclarecer que inconsistências são essas. O novo momento vivido pela contabilidade no país é de absoluta segurança técnica, científica, ética e transparência, marcado pelo Sistema Público de Escrituração Digital e pela convergência das normas contábeis brasileiras às internacionais. Em caso de fraude ou omissão de profissionais que trabalham na contabilidade do banco ou de auditorias contratadas, restará a punição na forma da lei.

Empresa nenhuma desmorona de uma hora para outra, causando espanto que a Caixa Econômica Federal tenha recentemente manifestado interesse e efetivamente fechado negócio com o Panamericano, comprando 35,54% das suas ações, um negócio analisado, aprovado e avalizado pelo Banco Central.

Bem sabemos que a injeção para tentar salvar o moribundo vem das próprias instituições financeiras que bancam o Fundo Garantidor de Créditos do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Mas seja como for, os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, devem explicações à população brasileira e principalmente aos crédulos investidores e clientes do PanAmericano.

Nosso particular interesse de tirar a limpo essa questão é para devolver à contabilidade a consistência que ela conquistou como ciência que cria valor e sustenta o crescimento econômico e social, por coincidência, um dos temas do Congresso Mundial de Contadores que acaba de ser realizado em Kuala Lumpur, na Malásia. Mudanças contábeis estão ocorrendo em todo o mundo, e elas vêm para garantir veracidade e confiabilidade ao mundo dos negócios.

(1) Paulo César Caetano de Souza; Contador; Empresário da Contabilidade; Presidente do CRCPR.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Considerações sobre Transparência

            Já estamos nos acostumando a conviver com termos como: “boas práticas”, “fair trade” e “accountability”, como parte deste momento onde novas normas são estabelecidas para a elaboração e apresentação das Demonstrações Financeiras, buscando conformidade com normas internacionais.
A qualidade da informação a ser prestada pelas Empresas é uma nova e constante exigência do mercado. Certamente comporá a relação das barreiras não tarifárias dos importadores e/ou compradores de produtos, bens e serviços, cada vez mais exigentes. Aumentando, como conseqüência, os riscos regulatórios, como citava o Site Empreendedor (www.empreendedor.com.br) no artigo: “Os 10 Principais Riscos para os Negócios em 2008”.
É interessante observar que não há surpresas quando lemos com atenção os indicadores sobre o que nos reserva o futuro. Também não há surpresas quando temos os instrumentos adequados e uma estrutura para Gerenciamento de Riscos, quer de natureza interna ou externa. Especialmente quando há transparência na informação. Portanto, para que tudo funcione bem, é necessário que a organização possua também, boas práticas para a transparência. E é aqui que grande parte dos gestores ainda peca...
Não há mais espaço para análises complexas que nada informam. É irrelevante a contribuição de quadros comparativos que demonstram, por exemplo: “Vendas por Região ou Segmento”; “Gastos por Departamento”; etc. É preciso que a informação seja acompanhada de dados que revelem qual o objetivo alcançado ou benefício gerado. Não dá mais para esconder fatos com meros demonstrativos sem objetivo (ou, o que seria pior, com a intenção de lograr o leitor). É como diz o ditado: “Pior que uma mentira inteira, somente uma meia-verdade
As agendas ocultas estão – pouco a pouco – sendo apresentadas. É o momento de revelar-se também o novo profissional que, além da competência em elaborar dados para a contabilidade terá a responsabilidade de criar apresentações simples e claras a todos os usuários das informações contábeis.
Afinal de contas, há uma questão inquietante a ser respondida: “O que é Transparência?”
Podemos listar as seguintes qualidades sobre transparência: legitimidade; simplicidade; originalidade; revelar o que é essencial; etc.
Os sites governamentais que tratam da transparência pública entendem que ela é a “construção da relação entre o Estado e a Sociedade, mediante prática de prestação de contas”. Alguns órgãos chegam a criar leis e/ou normas para que “haja maior transparência”.
Empresas também criam novos controles e regras complexas, tendo como objetivo “serem mais transparentes”... Como se fosse possível graduá-la.
Ainda que a palavra transparência nos remeta a uma das características do vidro revelando vários graus de nitidez; há dois tipos apenas quanto à transparência da informação: Ela Existe ou Não.
O que se observa, infelizmente, é o receio de alguns empresários em apresentarem os principais fatos ocorridos na gestão de seu negócio. Há medo de dar informações demasiada aos concorrentes e com isso, acabam divulgando uma “meia verdade”. Os leitores acabam compreendendo de forma equivocada aquilo que está sendo revelado ou, o que é pior, imaginam algo oposto ao que deveria ser entendido.
A melhor política para o exercício da transparência é a simplicidade. Quanto mais simples for a informação mais facilmente ela será compreendida, eliminado interpretações equivocadas ou falsas. A simplicidade na comunicação é o segredo!
Os Contadores com formação nas áreas de Auditoria e Controladoria são mais habilitados a preparar, junto com um profissional de Comunicação, a forma e o conteúdo dos dados a serem divulgados aos usuários da informação contábil.


                As boas práticas estão aí para comprovar essa nova situação. A transparência e a ética são os vetores desses novos tempos.