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sábado, 17 de janeiro de 2009

Mizaru, Kikazaru e Iwazaru

Um não enxerga o mal! Outro não escuta o mal! O último não fala o mal!

São os três macacos sábios, esculpidos no Templo Xintoísta, na cidade de Nikko, no Japão. As esculturas são do Séc. XVII.

Aparentemente eles são muito atuais ainda hoje, especialmente na disputa dos poderes e decisões democráticas (seja lá o que isso possa significar).

É por isso que vemos a cultura popular completamente desestruturada; ou melhor: estruturada em uma forma única, como nos ensina o vídeo abaixo:

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Um País Diferente

Você acredita que sejamos um País diferente dos outros?

Onde você vê as nossas diferenças mais relevantes?

Seria capaz de listar aquelas em que somos melhores?

E onde perdemos feio para os demais países? Você saberia listar nossas diferenças.

Hoje li alguns e-mails e tomei conhecimento de algumas notícias (infelizmente vieram sem fonte e não tive tempo, ainda de checá-las. Assim que fizer a checagem alterarei e me desculparei, se houver inverdades) que me assustaram, e muito. Veja algumas das manchetes que eu li:

 

·         Brasil vai ceder helicópteros militares à Bolívia - O governo Lula vai ceder quatro helicópteros militares à Bolívia para reforçar as ações de fiscalização e combate ao narcotráfico na fronteira. Segundo o Ministério da Defesa, as aeronaves, usadas, serão submetidas à revisão e entregues sem custo ao governo boliviano, que se encarregará da manutenção dos aparelhos

·         Supremo garante a dez deputados estaduais alagoanos o retorno ao mandato - O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, decidiu nesta quinta-feira suspender uma decisão monocrática do desembargador Antônio Sapucaia da Silva, do Tribunal de Justiça daquele estado, para reconduzir ao exercício de seus mandatos dez deputados estaduais de Alagoas, afastados desde março do ano passado.

·         Lula diz que Itália tem de respeitar decisão brasileira de conceder refúgio a Battisti - O presidente Lula disse nesta quinta-feira que a Itália tem de respeitar a decisão soberana do Ministério da Justiça de conceder refúgio ao terrorista italiano Cesare Battisti, ex-militante comunista condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas na década de 70.

·         Marcos Valério deixa penitenciária de Tremembé - O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza deixou, às 18h10 desta quinta-feira, a Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P-2 de Tremembé), no interior de São Paulo, onde estava preso desde outubro do ano passado.

 

Se somos um país fica provado, pelos temas acima, que falta muito para adquirirmos o conceito de Nação.

Não se trata – apenas – de adotarmos atitude contra ou a favor de agremiações partidárias. Trata-se, apenas, de começarmos a buscar as mudanças que desejamos para o País que queremos ter.

 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Considerações sobre Transparência

            Já estamos nos acostumando a conviver com termos como: “boas práticas”, “fair trade” e “accountability”, como parte deste momento onde novas normas são estabelecidas para a elaboração e apresentação das Demonstrações Financeiras, buscando conformidade com normas internacionais.
A qualidade da informação a ser prestada pelas Empresas é uma nova e constante exigência do mercado. Certamente comporá a relação das barreiras não tarifárias dos importadores e/ou compradores de produtos, bens e serviços, cada vez mais exigentes. Aumentando, como conseqüência, os riscos regulatórios, como citava o Site Empreendedor (www.empreendedor.com.br) no artigo: “Os 10 Principais Riscos para os Negócios em 2008”.
É interessante observar que não há surpresas quando lemos com atenção os indicadores sobre o que nos reserva o futuro. Também não há surpresas quando temos os instrumentos adequados e uma estrutura para Gerenciamento de Riscos, quer de natureza interna ou externa. Especialmente quando há transparência na informação. Portanto, para que tudo funcione bem, é necessário que a organização possua também, boas práticas para a transparência. E é aqui que grande parte dos gestores ainda peca...
Não há mais espaço para análises complexas que nada informam. É irrelevante a contribuição de quadros comparativos que demonstram, por exemplo: “Vendas por Região ou Segmento”; “Gastos por Departamento”; etc. É preciso que a informação seja acompanhada de dados que revelem qual o objetivo alcançado ou benefício gerado. Não dá mais para esconder fatos com meros demonstrativos sem objetivo (ou, o que seria pior, com a intenção de lograr o leitor). É como diz o ditado: “Pior que uma mentira inteira, somente uma meia-verdade”
As agendas ocultas estão – pouco a pouco – sendo apresentadas. É o momento de revelar-se também o novo profissional que, além da competência em elaborar dados para a contabilidade terá a responsabilidade de criar apresentações simples e claras a todos os usuários das informações contábeis.
Afinal de contas, há uma questão inquietante a ser respondida: “O que é Transparência?”
Podemos listar as seguintes qualidades sobre transparência: legitimidade; simplicidade; originalidade; revelar o que é essencial; etc.
Os sites governamentais que tratam da transparência pública entendem que ela é a “construção da relação entre o Estado e a Sociedade, mediante prática de prestação de contas”. Alguns órgãos chegam a criar leis e/ou normas para que “haja maior transparência”.
Empresas também criam novos controles e regras complexas, tendo como objetivo “serem mais transparentes”... Como se fosse possível graduá-la.
Ainda que a palavra transparência nos remeta a uma das características do vidro revelando vários graus de nitidez; há dois tipos apenas quanto à transparência da informação: Ela Existe ou Não.
O que se observa, infelizmente, é o receio de alguns empresários em apresentarem os principais fatos ocorridos na gestão de seu negócio. Há medo de dar informações demasiada aos concorrentes e com isso, acabam divulgando uma “meia verdade”. Os leitores acabam compreendendo de forma equivocada aquilo que está sendo revelado ou, o que é pior, imaginam algo oposto ao que deveria ser entendido.
A melhor política para o exercício da transparência é a simplicidade. Quanto mais simples for a informação mais facilmente ela será compreendida, eliminado interpretações equivocadas ou falsas. A simplicidade na comunicação é o segredo!
Os Contadores com formação nas áreas de Auditoria e Controladoria são mais habilitados a preparar, junto com um profissional de Comunicação, a forma e o conteúdo dos dados a serem divulgados aos usuários da informação contábil.


                As boas práticas estão aí para comprovar essa nova situação. A transparência e a ética são os vetores desses novos tempos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Alternância de Poder. Até quando teremos desrespeito com a Coisa Pública?

Em nossa empresa, quando substituímos algum fornecedor de serviços, escolhido de acordo com os critérios formais estabelecidos, é porque buscamos a continuidade e o seguimento de boas práticas.
Acreditamos que as informações vitais que foram do conhecimento do nosso antigo prestador de serviços serão repassadas, normal e formalmente, ao novo prestador de serviços.
Ao menos é assim que funciona nos serviços de Auditoria Independente!
É uma prática usual do mercado, entre empresas de Auditoria, o repasse de informações importantes sobre a empresa auditada. Que pena que isso não ocorre em todas as áreas e atividades!!! Fiquei surpreendido, novamente, com as notícias divulgadas neste início de ano, após a posse de novos prefeitos. Há relatos espantosos, apresentando fatos criminosos, tais como: Prefeitura com Luz, Água e Telefone, cortados por falta de pagamento; Programas de Computador deletados; Coleta de lixo suspensa, visto que o contrato com a rpestadora havia vencido em Dezembro de 2008, sem ter sido renovado; Dívidas, cheques devolvidos; Uso da conta bancária da Prefeitura pelo Ex-Prefeito, sem que o Banco tenha mudado a conta para o nome e a assinatura do novo Prefeito; dentre tantas outras... É um absurdo enorme, inaceitável. E ainda vemos e ouvimos que vivemos num país democrático em pleno estado de direito. Só se for nas ondas do rádio e nas páginas dos jornais. Na vida a coisa é bem diferente, pelo que se pode observar. Os políticos continuam com atitudes mesquinhas, sem atender qualquer responsabilidade com o bem público e cidadãos. Pior: contam com a falta de ação do Judiciário, que lhes garante "o regalo do mal feito" contra seus desafetos políticos. Quanto ao povo... bem, o povo será lembrado na próxima campanha quando, num passe de mágica tudo será esquecido e novos embates serão travados. E eu que achava que isso tudo já tinha ficado para trás, no Século passado... De que adianta tanta propaganda se os direitos mínimos de qualquer um de nós não é respeitado? Quando teremos - de fato - em exercício um governo que faça sua gestão para o bem público e dos cidadãos? Quando teremos Prefeitos com programas claros sobre as principais linhas de seu governo, e que esta tenha sido a principal razão de sua vitória perante aos demais? Quando teremos eleitores com vocação para cidadãos? Sei não... acho mais fácil galinhas começarem a ter dentes...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Regime Tributário de Transição - RTT

Diante das alterações legislativas promovidas pela Lei 11.638/07 e mais recentemente pela MP 449/08, tecemos abaixo nossos breves comentários a respeito dos efeitos tributários decorrentes das mudanças promovidas na escrituração contábil das empresas brasileiras.

A MP 449/08 (que aguarda apreciação pelo Congresso Nacional) introduziu o Regime Tributário de Transição - RTT com o objetivo de neutralizar eventuais impactos dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei 11.638/07, na apuração das bases de cálculo de tributos federais nos anos-calendário de 2008 e 2009, aplicando-se a estes exercícios a legislação contábil vigente em 31 de dezembro de 2007.

O processo de harmonização das normas contábeis nacionais aos padrões internacionais deve se prolongar pelos próximos anos, razão pela qual o RTT deverá ser aplicado no biênio 2008/2009 e, se necessário, nos anos subseqüentes, caso não sejam editadas normas fiscais específicas sobre o tema.

Lembramos que nos anos-calendário 2008 e 2009 o RTT será opcional. Tal opção será manifestada, de forma irretratável e necessariamente para ambos os períodos, na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica 2009.

No caso de apuração do imposto de renda pelo regime do lucro real trimestral nos trimestres já transcorridos do ano-calendário 2008, a eventual diferença entre o valor do imposto devido com base na opção pelo RTT e o valor antes apurado deverá ser recolhida até o último dia útil do mês de janeiro de 2009.

Assim, em resumo, caberá ao contribuinte optar pelo RTT ou considerar em 2008 todos os efeitos tributários decorrentes da Lei 11.638/07 e da MP 449/08. Como mencionamos, a opção será irretratável para o biênio, com efeitos fiscais que poderão produzir reflexos financeiros favoráveis ou desfavoráveis aos contribuintes, o que requererá uma acurada análise da situação fática de cada empresa para fazer prevalecer a melhor alternativa.

Reiteramos que o prazo final para a opção se dará com a entrega da DIPJ/2009, a qual deverá ocorrer como em anos anteriores, ou seja, em 30 de junho de 2009; no entanto, como mencionado acima, tratando-se de apuração trimestral para o ano-calendário 2008, poderá requerer recolhimento adicional de tributos, até o ultimo dia útil do mês de janeiro de 2009.

Desta forma, colocamos à disposição de V.Sas. nossos serviços de "Revisão Especial do Regime Tributário de Transição - RTT" para auxiliá-los nesta importante tomada de decisão. Tais trabalhos contemplam, entre outros, a simulação dos resultados da empresa em ambos os regimes (antes e depois da Lei 11.638/07 e da MP 449/08) e seus correspondentes efeitos tributários.

Retransmitindo informação recebida da Gaia, Silva, Gaede & Associados

domingo, 4 de janeiro de 2009

Somos - ainda - um país do Amanhã?

Afinal de contas o que é ser um país do Amanhã?
Vamos aguardar por quanto tempo para que esse dia chegue?
Acabo de ver um explicação sobre o quanto tempo durará o amanhã. Segundo o personagem o Amanhã será igual a Eternidade mais um Dia!
É preciso que tenhamos uma mudança para fazermos - todos juntos - o rair desse novo dia! Sob pena de vivermos eternamente na esperança de que "algum dia tudo vai mudar. Mudar para melhor..."
Melhor em que?
Está mais do que na hora de começarmos a viver o Agora. O único tempo em que, verdadeiramente, vivermos e temos a chance de mudarmos de frequencia vibratória.
Façamos um esforço para que todos tenhamos a consciência elevada e um novo padrão mental para ordenar as coisas em nossa vida!
Vivamos o eterno Agora!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Incerteza soberana

É absurdo o descaso que está sendo feito ao povo brasileiro. Estão nos transofrmando em um bando de escravos, que tem como missão de vida apenas o sacrifício para gerar acumulação de riqueza a ser usada por alguns poucos que estão no Poder.
Um Poder que se perpetua, independente às cores partidárias que possua. Todos são um mesmo lado de uma moeda de troca, prostituida e sem qualquer valor.
Transcrevo um editorial da UOL (http://fontanablog.blogspot.com/2008/12/incerteza-soberana-editorial-folha-de.html) que revela a razão de minha indignação, que espero tenha eco com todas as pessoas minimamente sérias deste país.
Caso contrário só nos restará rezar para Deus continuar sendo brasileiro. Se tiver coragem!
editoriais@uol.com.br

A CONFUSÃO sobre o Fundo Soberano do Brasil, aprovado no Congresso e a seguir distorcido por uma medida provisória, começa pelo nome. Países com persistentes superávits fiscais (o governo arrecada mais do que gasta) e externos (sobram divisas no balanço das transações comerciais e financeiras com o restante do mundo) reúnem condições ideais para a instituição de fundos soberanos. O mecanismo é uma simples poupança: os recursos que sobram são depositados em aplicações no exterior em busca de boa remuneração. Em caso de necessidade, como numa crise, tais aplicações podem ser sacadas. O Brasil não preenche requisitos para constituir fundos soberanos. O governo gasta mais que arrecada, e faltam dólares nas transações externas. Nos dois casos, tomam-se recursos de terceiros para honrar compromissos, e o estoque de dívida pública e o passivo externo aumentam. O Fundo Soberano do Brasil, portanto, não é um fundo soberano. Trata-se apenas de um recurso fiscal e contábil para transferir gastos que seriam feitos neste ano para o ano que vem. Pode-se argumentar, a favor do governo, que é desejável, num ano de desaceleração econômica, sustentar investimentos públicos em infra-estrutura. Mas não se justifica a edição de uma medida provisória a sete dias do fim do ano que, a pretexto de dotar o fundo com R$ 14 bilhões (0,5% do PIB), modificou o que o Legislativo acabara de votar. A MP abre brecha para o governo financiar, a seu arbítrio, gastos não-financeiros à custa de dívida nova. Esse dispositivo produziu ruínas financeiras no passado e deveria estar extinto. O Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal precisam reagir depressa.

sábado, 20 de dezembro de 2008

"FUNDO SOBERANO" - A QUEM OS SINOS DOBRAM...

Estarrecido li a matéria de que o Senado aprovou no dia 18/12/08 o Projeto de Lei que cria o Fundo Soberano.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), relator do projeto, defendeu a criação do Fundo, “como um instrumento de defesa da produção e do emprego em épocas de crise. A capacidade de investimento tem de ser preservada”. A pergunta ao Senador: O que é Capacidade de Investimento? Vossa Excelência está defendendo a Produção e o Emprego de quais países? Como é que o Brasil entra nessa?

Segundo a própria notícia, se os recursos do fundo forem sancionados, deverão ser usados apenas para investimentos e inversões financeiras sob aquisição de ativos financeiros externos, mediante aplicação em depósitos especiais remunerados em instituição financeira federal ou pelo Ministério da Fazenda, nas cotas do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), que deverá ser instituído.

A questão dos sinos está realmente na finalidade dita na notícia de que "os recursos serão usados apenas para investimentos e inversões financeiras sob aquisição de ativos financeiros externos".

Será que isso significa o que estou entendendo? Será que os recursos de várias origens serão juntados para adquirir títulos estrangeiros que se encontram na iminência de se tornarem "podres"?

Socorro! Que Deus nos Ajude...