quarta-feira, 20 de abril de 2011
Qual é a 'mão' que balança a Justiça?
Avalanche ou Tusnami? Sem dúvida um grave problema...
O nome não importa. Avalanche, tsunami, diarréia normativa do legislativo ou executivo...
Até quando o Governo (ou os governantes) acreditaram que podem ter desenvolvimento sustentável manipulando seus frágeis cordões de regulamentação?
Isso só tem provocado o atraso no desenvolvimento do país, além do absurdo encarecimento na administração de tributos; tanto por parte dos contribuintes como do próprio governo. As formas de apuração de créditos, base de cálculo, aplicação de alíquotas diferenciadas, preenchimento de formulários que mudam conforme as 'penadas' dadas pelo executivo...
Esse um dos graves custos que nos fazem um país de outro mundo... Não estou buscando culpados. Apenas sensibilizar um número de pessoas de forma a melhorar essa triste realidade brasileira.
Não vou falar que um imposto difícil de ser entendido ou administrado provoca erros por parte dos contribuintes, que passam a ser alvo de fiscais corruptos que querem presentes e outros benefícios para 'aliviar a multa'. Só que isso não é mais possível!
O contribuinte deveria - no mínimo - saber que tudo é hoje interligado e um 'período de sossego' acertado com o fiscal, será cobrado com juros, correção e multas pesadas. Isso se não for parar na justiça penal.
Está próximo o Dia do Contabilista (25 de Abril). Que os governantes e seus tecnocratas dêem esse presente para todos nós. Chega de leis mal feitas e mal refeitas...
Performance com boas práticas
Uma medida para governança
terça-feira, 19 de abril de 2011
Imagem da Auditoria
- Nova marca do IBRACON
- A revista Transparência IBRACON
- E os prêmios de Jornalismo e Universitário
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Empresa do lucro real não paga multa
Essa decisão, ainda que no âmbito do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) da 1a Seção, abre um grande precedente sobre a forma de arrecadação de tributos sem que tenha ocorrido fato gerador.
Aliás o Brasil é um dos raros países onde se cobra tributo na presunção de que vá ocorrer fato gerador. Isso vale para o Imposto de Renda na Fonte, descontado dos salários e rendas recebidas pelas pessoas físicas ou jurídicas, bem como para o ICMS, PIS e COFINS, que também são exigidos antecipadamente ao fato gerador.
Casos comuns dessa exigência antecipada ocorrem com os combustíveis, medicamentos e uma extensa lista de mercadorias.
Essa antecipação aumenta a necessidade de capital de giro das empresas, cujo custo é elevado e impacta diretamente no preço final do produto ou serviço, ou reduz sensivemente as margens de lucratividade das empresas. Alé, claro, de forçar aumento de preços e inflação...
O pior é que o dinheiro antecipado é considerado, pelo Tesouro, como receita e aplicado em custos correntes. Se não ocorrer o fato gerador o Governo será obrigado a devolver ao contribuinte o montante recebido antecipadamente. No caso apresentado esse recebimento antecipado e sem o fato gerador que o justifique é considerado indevido.
Abre-se um precedente importante para todos os contribuintes e um duro golpe no caixa do Governo (Federal e Estadual).
domingo, 17 de abril de 2011
''O governo vai ter de aumentar a carga tributária''
Claro que essa tem sido a solução adotada por todos os governos. Nenhum deles, nem seus analistas aliados ou não, sequer dá-se ao trabalho de analisar novas formas para solucionar esse problema bem comum a todas as economias e, em especial, à brasileira.
Numa primeira análise a ser feita pode-se perguntar: "A quem interessa, de fato, um aumento de carga tributária?"
Todos sabem que mais dinheiro na mão do Governo significa:
- Menos dinheiro na mão da sociedade, quer para produzir, quer para consumir. Quando não se equaciona os índices de inflação, julgados aceitáveis, a economia entra naquela fase de estagflação, comprometendo todo o desenvolvimento e abrindo brechas para a 'revoada' do capital;
- Mais dinheiro com o Governo significa ampliar o montante dos gastos inúteis, que são mal administrados e, infelizmente, comumente desviados aos bolsos corruptos que emanam do poder;
- O aumento de complexidade tributária adotado no Brasil permite que grande parte do esforço, quer dos contribuintes, quer do próprio governo, sejam destinados à sua administração; ou seja: grande parte esvai-se sem qualquer proveito para qualquer parte;
- As exportações ficaram com seus preços de custos mais elevados, em função da falha no sistema tributário que não desonera as exportações, especialmente aquelas de produtos manufaturados.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Mesmo sem tanta Ordem, houve algum Progresso…
Autor: José Celso De Macedo Soares
A nossa bandeira traz escrita parte do lema positivista “O amor por principio, a ordem por base e o progresso por fim.” A doutrina filosófica positivista, foi fundada pelo filosofo francês Augusto Comte (1790-1858) e teve no Brasil inúmeros seguidores, destacando-se Miguel Lemos, Teixeira Mendes e Benjamim Constant, um dos fundadores da República. Pregava esta doutrina, entre outras ideias, o estabelecimento para governar um pais da “ditadura esclarecida” isto é, governos fortes, doutrina com a qual não concordo.
Vamos apenas discutir se, no nosso país, houve ordem e progresso desde a implantação da República, focalizando, primeiro, o funcionamento da democracia. As revoluções de 1893, 1922, 1924, 1930, 1937 e 1964 mostram claramente que nossa ordem democrática foi várias vezes perturbada. Getulio Vargas, seguidor de Julio de Castilhos político gaúcho adepto do positivismo, em 1937, decretou o “Estado Novo”, implantando a ditadura por 8 anos. Em 1964, outra quebra da ordem democrática. Felizmente desde 1985, o país desfruta de tranqüilidade democrática, mostrando sua maturidade, contrastando com alguns vizinhos sul-americanos. Acredito que a democracia está consolidada no Brasil para beneficio dos brasileiros. Precisamos apenas melhorar nosso comportamento quanto às posturas públicas, respeito à higiene e ao direito de outros cidadãos, como se viu recentemente no desfile de blocos no Rio de Janeiro que, interditaram ruas, proibindo até a saída de moradores de suas residências. Mas, isto é fruto de má educação e governos interessados em adular a massa populacional para obter seus votos.
Vamos agora à questão do progresso. Apesar das grandes dificuldades nos campos da infraestrutura, educação, saúde e a infernal burocracia governamental, para só mencionar os principais itens, temos tido grande progresso, principalmente no campo econômico .Em artigo anterior, com o título “Brasil, país do presente”, mostrei os grandes avanços que fizemos no agronegócio e, também colocando-nos na vanguarda mundial, no setor aeronáutico com a Embraer e, vários outros ramos de negócios. Nossa sociedade se adapta bem aos novos tempos, sendo notável o progresso da mulher brasileira, disputando com os homens a liderança nos vários campos de atividade.
Infelizmente, no campo político nossa representação deixa muito a desejar, com a proliferação de partidos, péssima legislação eleitoral, entre outros fatores. Por isto fico com Alexander Bush, jornalista alemão residente no Brasil: “Se fosse possível definir um ranking para avaliar a dinâmica brasileira em seus três grandes aspectos – economia, política e sociedade – eu diria que a economia ocupa o primeiro lugar. Em segundo vem a sociedade que se adapta razoavelmente depressa às novas realidades. E, em último lugar, eu colocaria a política que, reage devagar às mudanças”
Pelo que se verifica, não anda mal o Brasil quanto ao lema de sua bandeira “Ordem e Progresso”.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Lula prevê mensalão julgado em 2050
Excelente a declaração do ex-Presidente!
Sem dúvida a homenagem feita em Coimbra deve ter feito um bom trabalho de 'lustramento egóico', daqueles que agradam a qualquer pessoa. Ainda mais quando ocorre nas especialíssimas circunstâncias em que ocorreu...
Quanto a notícia do mensalão há algumas considerações importantes.
Em primeiro lugar ele reconhece a existência e seu conhecimento sobre algo que ele dizia desconhecer ou que não teria existido. A passagem pela presidência deve ter contribuído para essa evolução de cidadania...
Outro ponto positivo é a 'crítica subliminar' que ele faz ao sistema judiciário, cuja morosidade elimina totalmente a condição da prática do 'estado democrático de direito', tão apregoado...
Fica a dúvida em relação ao trabalho da Polícia Federal. O relatório é conclusivo? É tão primário como alega o ex-Presidente? Ou será que eles tiveram de colocar muitos 'sofismas' ara relatar situações que colocavam o 'ex' em condição adversa?
O tempo é mestre. O tempo dirá...





