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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Afinal, quem somos nós?

Ja vi isso Tempos modernos. Sim. Vivemos em “tempos modernos”... seja lá o que isso significa, realmente.

Recentemente apresentei uma questão: “Você também é sonegador”?

Ao apresentar essa questão abordei que todos somos “tentados” a aceitar algumas “facilidades” sempre que nos são apresentadas vantagens que nos façam sentir “seres especiais”.

Até que ponto isso é verdadeiro? Será que mudamos tanto assim? Afinal, quem somos nós?

Observando alguns tele-jornais que apresentavam a rotina das enchentes na cidade de São Paulo, que trouxeram desalento e desespero a muitas famílias, uma das imagens me chamou a atenção.

Tratava-se de uma marcha de pessoas que buscavam, mesmo a pé, caminhando por trechos alagados, chegarem aos seus locais de trabalho. Seguiam por onde os veículos (ônibus, especialmente) não conseguiam transitar. Seguiam, de forma célere, sem se preocuparem com eventuais acidentes que pudessem estar ocorrendo em seus lares; a elas importava, apenas, chegar aos seus trabalhos e cumprirem com suas obrigações, sem qualquer preocupação quanto à forma pela qual poderiam – ao final do dia – retornarem aos seus lares.

Pude inferir, então, que uma grande parte da população é formada por pessoas cientes de sua obrigação, ainda que esta pudesse estar acima de sua segurança pessoal. Ou da segurança de seus familiares. Pessoas honestas!

Como julgar de forma igual a todos? Se acreditarmos nas notícias que normalmente nos chegam pela TV, Rádio ou Jornais podemos entender que “o brasileiro é um ‘folgado’, sem vontade de trabalhar, irresponsável e, principalmente: venal”.

Apesar da tragédia, causada pelo pico das chuvas que acontecem em várias cidades brasileiras, com acentuada incidência na São Paulo, vemos pessoas que, corajosamente, seguem em marcha silenciosa e firme, aos seus postos de trabalho.

Afinal? Quem é, de fato, o brasileiro? Uma pessoa indolente? “Sperta”? Pouco afeita ao ‘batente’? Ou será que há uma grande parte com valores morais e éticos admiráveis que devem propagar – com seu exemplo – a formação de jovens e outras pessoas com quem convivem?

Nos mesmos tele-jornais pude observar o desastre que a má estão causa às pessoas. No Haiti – após o cataclismo que ceifou tantas vidas e deixa a maior parte da população sem qualquer fonte de recurso – o Governo (se é que podemos chamá-lo assim) se perde totalmente na distribuição do volume de doações que tem recebido. Uma parte dos integrantes desse Governo, aparentemente, continua a praticar atos de corrupção, subtraindo das pessoas carentes o benefício que lhes chega de todas as partes do mundo. Fico indignado com a “gestão” praticada naquele país: incompreensível e inaceitável, independente à forma de governo (supostamente há governo) adotada naquele país.

Ah, Democracia... Quantos meliantes se escondem sob seu manto...

A corrupção é um vício! Sua prática continuada ceifa da pessoa corrupta qualquer atitude razoável de ‘humanidade’. Permanecem, como inconscientes, a praticar atos condenáveis, provavelmente ensinados pelos péssimos governantes que o Haiti teve nos últimos 50 anos.

Voltando ao Brasil. Confesso que fiquei emocionado com as imagens! Tantas pessoas, superando todas as dificuldades e adversidades, caminhando céleres aos seus postos de trabalho.

Devemos repelir veementemente qualquer insinuação de que “o povo brasileiro é folgado”. Isso não é Verdade! Essa imagem, injusta, vem sendo atribuída por conta dos principais líderes que ocupam cargos no executivo, legislativo e judiciário. Lá há, proporcionalmente, uma grande quantidade de pessoas desonestas e sem qualquer ética ou valor moral.

O brasileiro é – por sua natureza – uma pessoa crédula e ingênua. Acredita que as pessoas que lhes pede voto tenham as mesmas características e formação moral que lhes moldou o caráter.

E caráter é uma coisa séria. Tão séria que: “se caráter tiver preço, eu pago”.

Por mais incoerente que possa parecer, as imagens me deixaram orgulhoso sem ser brasileiro.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Só se houver uma poção mágica

Bruxa 2Como acontece todo o ano, ao menos para as regiões Sul e Sudeste, os profissionais das áreas de jornalismo, talvez com maior destaque àqueles da Rádio e TV, repetem “ad-nausea” suas informações sobre a extensão dos desastres e a contabilização de corpos encontrados e a quantidade de desabrigados.
Isso sem falar dos depoimentos dos “políticos da hora”, que ocupam os cargos de prefeitos, governadores e até de presidente do país. Todos os anos falam as mesmas coisas, e, em demonstrações de “grande generosidade”, especialmente se o ano antecede ou é ano eleitoral (o que acontece a cada dois anos), prometem a liberação de verbas, a tomada desta ou daquela providência, etc. e tal.
Exceto pela liberação de verbas que nunca chegam inteiras nas áreas atingidas, e servem para gastos sem regras ou efetiva aplicação. Isso se não houver os desvios para “os caixas de campanha eleitoral”.
A grande maioria transforma-se, pela rotina, em meros expectadores cada vez mais insensíveis e irresponsáveis…
Hoje foi a segunda 2ª Feira de 2010! Notícias sobre chuvas que colocam populações em alerta ainda há. Ao menos em São Paulo, que permanece “em estado de atenção”! Também há chuvas abundantes em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul!
O Rio de Janeiro vem apresentando temperatura exagerada; ao menos é o que nos revela a foto abaixo:
 calor_no_rio_de_janeiro_48 grausO forte calor deve ter afetado o termometro, sem dúvida
Na política tudo continua na mesma... Infelizmente ainda não houve nenhuma mudança que nos deixe (nem que seja uma pequena parte da população) ficar menos envergonhado e menos arrependido “por viver num estado democrático de direito”.
Na política econômica o Governo toma medidas que são estampadas nas manchetes dos jornais, tais como: “Governo reduz nível de etanol na gasolina”; “Saiba quando é vantagem usar álcool em seu carro flex. Aprenda a fazer a conta e ter vantagem.”; “Contribuinte de São Paulo tem dificuldade em pagar aumento do IPVA”; “PREVIDÊNCIA: Vem aí mais uma mordida ‘Social’”; etc.
tributos_laneFoto do Blog do doce Acido
Não sei qual dos dois tipos de manchetes (clima ou governo) representa desastre maior!
Esse estado de coisas me faz lembrar algumas frases sobre o Bom Senso.
Isso mesmo. Você entendeu direito. Falo do Bom Senso, que foi extinto há alguns anos no Brasil. E pelo jeito não há meios de encontrarmos alguém que possa substituí-lo.
Ditos populares até a bem pouco tempo:
«O mundo pertence àqueles que se levantam cedo»
«Não podemos esperar tudo dos outros»
Ou ainda,
«O que me acontece pode ser em parte também por minha culpa»
O BOM SENSO só vivia com regras simples e práticas como:
«Não gastar mais do que se tem»
e de claros princípios educativos como:
«São os pais quem dão a palavra final»
Acontece que, o BOM SENSO começou a perder o chão, quando os pais passaram a atacar os professores, que acreditavam ter feito bem o seu trabalho querendo que as crianças aprendessem o respeito e as boas maneiras.
Enfim, o BOM SENSO perdeu a vontade de viver quando percebeu que os ladrões e os criminosos tinham melhor tratamento do que as suas vítimas.
Também recebeu fortes golpes morais e físicos, quando a Justiça decidiu que era crime defendermo-nos de algum ladrão na nossa própria casa, enquanto a este último é dada a garantia de poder queixar-se por agressão e atentado à integridade física ...
O BOM SENSO perdeu definitivamente toda a confiança e a vontade de viver quando soube que uma mulher, por não perceber que uma xícara de café quente iria queimar-lhe, ao derramá-lo em uma das pernas...
Recebeu por isso, uma colossal indenização do fabricante da cafeteira elétrica.
Certamente você já reconheceu, que a morte do BOM SENSO foi precedida pelo falecimento:
- dos seu pais: Verdade e Confiança;
- da sua mulher Discrição;
- da sua filha Responsabilidade e do filho Juízo.
Então, o BOM SENSO deixa o seu lugar para quatro falsos irmãos:
- «Eu conheço os meus direitos e também os adquiridos»
- «A culpa não é minha»
- «Sou uma vítima da sociedade»
- «Meus pais não sabem nada e cobram demais»
Seria muito bom que você e cada um ao seu redor encontre os meios para fazer "viver", novamente, o BOM SENSO. Com certeza todos agradeceriam... a começar pelo próprio Planeta...

sábado, 2 de janeiro de 2010

2010! É o futuro acontecendo agora…

Raymond Kurzweil afirma nesta entrevista que em breve seremos uma nova forma de vida…
A continuidade da vida humana passará a ser mesclada com a tecnologia que já vem sendo pesquisada, e adotada experimentalmente.
Estaremos mais próximos a um tipo de ser com grande capacidade de criação e inteligência. Fica a dúvida com relação aos aspectos da emoção, que nos torna Anjos ou Bestas Feras.
É a emoção e não o intelecto que nos faz diferentes dos demais seres vivos. É por meio dela que somos levados à criação, aos momentos de “insigth”, à compaixão…
Recomendo que assista o vídeo até seu final…

Várias ideias nos surgem. Seremos seres com grande capacidade de comunicação? Será que teremos uma parte em nosso corpo onde será possívele estabelecermos conexão com todas as pessoas? Ou somente com quem decidirmos nos “conectar”?
De onde proverá a energia necessária à manutenção desse novo ser? Continuaremos a ingerir alimentos semelhantes aos que hoje usamos? Ou ser’que o Sol passará a ser nossa permanente fonte de energia?
Acumularemos energia suficiente durante o dia para quantas noites, ou dias sem Sol?
O que mais impressiona no depoimento é que já foi dado iníncio a esse novo modelo. A ciência vem realizando experiências cada vez mais ousadas…
É como dizia-se antigamente: “Quem viver, verá…”

Ainda não foram editadas as entrevistas seguintes na Globo. Quem se interessar poderá conhecer mais visitando o BLOG da HSM, com o Post sobre A Singularidade de Raymond Kurzweil.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Por onde andará Diógenes?



Por onde andará Diógenes? O que foi feito de sua Lanterna?

Por certo deve ter sofrido com o "apagão que o raio causou" um sério problema...

Nada disso... ela já tinha "pifado" há muito tempo. Gastou-se nas noites e nos dias em que, continuada e incansavelmente, buscava alguém Honesto!!!

Encontrei a pessoa da foto num ambiente de fraternidade, entre pessoas que buscavam ajudar ao próximo, trabalhando e levando algum conforto à quem - de qualquer um - necessitava. Era um dia frio, na cidade de Curitiba. Muitos estavam lá para ajudar...

Alguns estavam lá para receber ajuda, ainda que buscando manter sua dignidade...

Nas outras fotos deu para perceber que a maioria estava para ser fotografada, sair na mídia e auto promover-se. E a mídia, por mais estranho que possa parecer... ADORA!

Tenho uma outra foto do mesmo cidadão. Obtida nessa mesma oportunidade (que fique claro que as fotos foram obtidas do site em que se promoveu a realização do evento. Não fui eu quem as fez... Se não revelo a fonte é muito mais por preservação de muitos do que para agrado de uns poucos).


Ficou lindaço... Todo alinhado e com roupas novas e bem alimentado...

Será que ele carregará a Lanterna; como fez Diógenes? Será que ele, agora que foi alimentado e ganhou roupas novas, e até fumo para seu pito, saberá distinguir dentre tantos qual é o verdadeiro honesto?

Sei não... depois que inventaram essa tal de "Esmola Oficial", cheia de nomes bacanas e pomposos(!), ficou difícil encontrarmos pessoas com integridade e ética.

Parece que a população brasileira, que foi honesta por muito tempo (quem nunca ouviu falar em pessoas que faziam negócios apenas com o "fio do bigode"?), passou, logo após a nova fase da "democracia" chamada de "Nova República", a adotar uma nova fisionomia.

No livro "Os Miseráveis", diz Victor Hugo: "- É das feições dos anos que se compõe a fisionomia dos séculos".

Neste nosso pedaço de século não há mais espaço para Diógenes. Mais fácil achar uma agulha num palheiro, do que encontrar alguém, mesmo com origem humilde e alguma formação de "berço", que não tenha sucumbido a tamanhas  facilidades que o Poder Corrompido de nossa República tem para "comprar" cada uma delas. Mesmo que humildes e honestas, de certo, há a dor da fome (causada especialmente pelos mesmos políticos integrantes desse, cada vez maior, Poder Corrompido). E, dessa dor, só se escapa de duas maneiras: ou comendo ou morrendo.

A escolha natural é "Viver"! Por isso precisam comer...

E, para comer, são coagidos a vender seu voto, sua alma, seus valores...

Até quando será possível suportar tanto mal que esse suposto bem pretende fazer?

Ah Diógenes... Quisera que tua coragem e altivez voltassem a reinar, ou a inspirar a alguns poucos que comecem a repensar seus atos, compreendendo o quanto favorecem para que se perpetue esse roubo constante e sem fim... sem qualquer esperança de justiça ou de punição...



Segundo o Presidente, num discurso recente, ele declarou que pretende tirar o povo da "m*rda". Pena que ele não percebe (ou faz de conta que não percebe e assim engana a todos) que ele está entregando o país para outros... não importa quem, nem como, nem quando. É o maior entreguista deste País! (eu ia dizer nação... pelo andar da carruagem jamais nos tornaremos Nação. Para que isso ocorra são necessários alguns componentes básicos, que estão cada vez mais minguados, por conta dessa absurda forma de manter-se no poder, que foi inaugurada pela Nova República)

Um dia conto a minha versão sobre como tudo isso começou...

Só que já é outra história.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Você Também É Sonegador?

Quadrilha Há muitos anos (início dos anos 90) realizando uma entrevista com um possível futuro cliente, localizado em uma das importantes cidades do Estado do Paraná, fiquei surpreso quando deparei com uma série de procedimentos adotados na empresa que significavam práticas grosseiras de sonegação fiscal.
Antes de suspender a entrevista disse ao sócio responsável pelas informações se ele tinha consciência de que os procedimentos que adotava eram ilegais; passíveis de prisão, pois eram típicas de crime de evasão fiscal.
Com um meio sorriso e uma expressão entre desafiadora e debochada, esse empresário jovem e estrangeiro, me perguntou: “Quantos anos de prisão?”
A pergunta me pegou de surpresa. Como assim quantos anos? Não era melhor conversarmos sobre a forma de regularizar a situação de sua empresa? Como apurar e pagar os impostos grosseiramente sonegados, antes que houvesse alguma fiscalização que lhe exigisse sua liberdade?
Olhei fixamente em seus olhos e respondi que não sabia, já que se tratava de uma matéria de direito penal. Tentando intimidá-lo disse que deveria ser algo entre 3 e 5 anos de prisão.
Achei que essa informação “bombástica” lhe fizesse retomar a razão...
Sua resposta deixou-me completamente sem ação. Ele disse, com um sorriso: “Três anos... então vale a pena! Se eu trabalhasse duramente num período semelhante a esses três anos, jamais conseguiria ganhar riqueza num montante equivalente.”
Fui embora e nunca mais soube qualquer notícia desse “empresário”. Não sei se teve ou não algum problema com o fisco; ou ficou rico e hoje vive tranquilo em outro país…
Ou naturalizou-se brasileiro e hoje integra o Congresso Nacional…
oOo
Recebi um artigo comentando sobre esse tema: “Sonegar Vale a Pena?” onde vários bons motivos para que cada um comece a cuidar de suas coisas. Antes que as autoridades fiscais cheguem para tomar as contas.
O pior de tudo é que os fiscais, de um modo geral, continuam arrogantes e se acham infalíveis. Caso eles digam que você deixou de pagar algum tributo o ônus da prova é seu. É comum que eles solicitem uma cópia do comprovante continuamente (talvez na esperança de que você o perca e eles possam exigir com acréscimos de multas, juros e muita humilhação).
Falta seriedade! Falta transparência! Falta Ética! Falta berço! Falta vergonha na cara de todos!
Não falo apenas dos fiscais, neste caso. Falo de todos, até mesmo daquele cidadão que se considera o mais puro dos puros. Para que deixe de sê-lo basta que lhe ofereçam alguma vantagem. Qualquer uma, por mínima que seja o fará sentir-se importante; acima de todos os demais “que ralam; que nada tem; e, ainda, pagam elevadas importâncias como tributos”. Na sua imagem: “uns trouxas”...
Agora, se souber de alguém que tenha feito algo semelhante, ele levantará tudo contra o desonesto, o pilantra, etc.
Dirá: “Isto É Uma Vergonha!!!”
Infelizmente é essa a moral da maioria de brasileiros. Antes honestos e agora querendo participar da boquinha...
Você já ganhou seu Panetone especial de Brasília?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Copenhague e a Continuidade do Mundo

BEIJA7
É bem interessante acompanhar as notícias que chegam de Copenhague. Verdadeiramente as instalações e principalmente as notícias que saem da cidade transformaram-na em “Sala da Justiça”, reunindo vários Super-Herois com seus mágicos poderes e a grande vocação para “salvadores do mundo”.
Quando digo interessante, poderia utilizar outros termos para definir a banalidade e enorme hipocrisia em que nossa sociedade está se transformando.
Palavras como: “nojento”; “triste”; “decepcionante”; dentre tantas outras que surgem ao desvelarmos o circo montado em Copenhague…
É irônico até… Enquanto uma parte do planeta trabalha (mesmo que em condicões de escravo) outra parte se diverte e gasta sem medidas; enquanto uma parte desperdiça a comida que tem em abundância outra é subnutrida (ou até morre de fome!); enquanto muitos sofrem pela falta d’água muitos perdem suas vidas em enchentes ou desastres causados por chuvas intensas…
E, enquanto isso, na Sala da Justiça de Copenhague tudo é lindo e maravilhoso. Todos os destinos já foram traçados. De um lado os ricos; no outro os pobres. De um lado quem manda; no outro quem somente pode obedecer…
Nas notícias há de tudo. A dubiedade em relação aos termos anteriormente acordados no Protocolo de Kioto, que fazem países como a Índia sairem da condição de Bandido a Heroi; ou práticas de sedução ou prostituição de governantes, mediante a apresentação de Montanhas de Dinheiro, aos países com governantes nem sempre alinhados com a Ética; ou aqueles que se unem a comunidades indígenas, para bradar por Direitos à Vida (seja lá de qual vida – ou vida de quem - estejam falando)…
Felizmente há esperança. Afinal a natureza sempre é muito generosa com os humanos. Suporta todas as ofensas e ingratidões e, principalmente, o total descaso.
Se Você e Eu fizermos alguma coisa; por mínima que seja… Não devemos esperar que outros façam o que compete a cada um de nós. Chega de crermos que pessoas, só por terem sido “investidas de autoridade” são melhores que nós e com maior obrigação em atender a vida, a natureza, ao meio-ambiente…
Farei minha parte…
BEIJA1Ao ver um Beija-Flor, voando alegremente (ao menos foi assim que me pareceu) de flor em flor entendi que reclamar de algo só tem sentido se “dermos sentido ao que estamos sentindo”.
Esta mensagem é do “tipo alimente seu Beija-Flor”, que espera alcançar cada um e proporcionar um pouco de Mel…
Afinal “esses super-herois” de hoje não merecem – sequer – a nossa mínima atenção, já que a eles somente interessa o que nos puder tirar (ou seria melhor dizer: ‘roubar’), mesmo que travestidos como ardorosos defensores da “democracia e dos direitos humanos, etc. e tal…”

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Reforma da ONU ou mais uma ‘Palhaçada’…

mundo_matRecebi a entrevista abaixo e achei importante partilhá-la. Trata-se de uma avaliação feita por alguém que tem vivenciado uma série de situações que envolvem negociações e o poder global.
Não concordo com a necessidade de ser reconstruir a ONU. Até, ao contrário, entendo que esse tipo de entidade, bem como o FMI, deveriam ser revisionados; e, quem sabe, extintos.
Qual a razão que o mundo tem de manter um poder “mediador e/ou assitencialista” cujo comando é feito sempre de forma unilateral?
Maner pessoas com cargos e trabalhos apenas para servirem de ‘fachada’ para a dominação econômica (que se acredita ser menos dolorosa que a militar) que destroi vidas, pessoas, ambientes e até a Fé?
Sei que vivemos a Era da Hipocrisia. Só que há de haver um limite para tudo. Inclusive para a própria…

"G20, um poder usurpado"
Diante da Conferência do Clima em Copenhague, neste dezembro, nada como ouvir um dos grandes especialistas no assunto. Aliás, um dos grandes especialistas em mundo.
Aos 82 anos, mais de 30 deles como professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, o economista polonês Ignacy Sachs, naturalizado francês, aposta que Copenhague depende na verdade do "G2": EUA e China. Ótima aposta.
Segundo ele, que vai na contramão das verdades prontas e acabadas, a transformação do G8 [países ricos mais Rússia] em G20, com a inclusão dos países emergentes, é um erro. Duvidando que o pior da crise econômica tenha de fato passado, defende um outro foco: a reforma da ONU (Organização das Nações Unidas), para um novo equilíbrio mundial.
"Nós estamos sentados sobre escombros de paradigmas falidos, como o neoliberalismo, o socialismo, a social-democracia", diz Sachs, em muito bom português, aprendido nos anos que morou no Brasil, de 1941 a 1954.
PERGUNTA - O pior da crise passou?
IGNACY SACHS - Tem gente enterrando a crise rápido demais. E, ao dizer que tudo passou, que tudo está bem, que o que houve foi um pequeno acidente de percurso, nós não estamos aproveitando a oportunidade para melhorar nada, rediscutir as coisas, aprender com os erros.

PERGUNTA - O que é possível aprender?
SACHS - Estamos sabendo que, sem uma intervenção forte do Estado, vamos para o brejo. O Estado tem de estar numa posição de propor.

PERGUNTA - O que é o seu projeto "Crise & Oportunidade"?
SACHS - Há necessidade de fazer três coisas. A primeira é ampliar a rede universal de serviços sociais, ou seja, de educação, saúde, saneamento e, quem sabe, habitação popular, porque essa rede atua no bem estar da população sem a mediação do mercado. A segunda é ampliar, dentro da economia de mercado, o perímetro daquilo que vocês no Brasil chamam de "economia solidária" e de cooperativas, aquela parte do mercado que não se rege pelo princípio de apropriação individual do lucro. A terceira é uma parte da crise da qual não vamos escapar: mudar de rumo no que diz respeito às estratégias produtivas, para mitigar as mudanças climáticas. Ou seja, partir para a construção de uma civilização de baixo carbono, com uma biocivilização moderna, porque biomassa é alimento, é ração animal, é adubo verde, é energia, são fibras, são todos os produ tos da biorrefinaria. E tudo isso é captado pela energia solar. Definitivamente, não podemos contin uar com o desperdício das energias fósseis.

PERGUNTA - Um dos efeitos da crise não é um novo equilíbrio geopolítico, com novos atores no centro das discussões?
SACHS - Nós não tivemos uma crise só, tivemos três crises interconectadas. A bolha especulativa dos loiros de olhos azuis, para citar o presidente Lula, que era uma crise aguda do sistema financeiro de Wall Street, se espalhou rapidamente como crise social e econômica de âmbito mundial. O importante é que ela mostrou as incoerências do sistema baseado numa grande assimetria entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. E esse problema permanece: como reconstruir esse sistema internacional?

PERGUNTA - Brasil, Índia e China, por exemplo, não estão tendo um papel muito mais político? O G20 não é um resultado positivo da crise?
SACHS - O G20 é uma maneira de afundar paulatinamente as Nações Unidas, é um poder paralelo, um poder usurpado. O meu presidente, o da França [Giscard D'Estaing], convidou alguns dos seus pares para um fim de semana num hotel cinco estrelas na Martinica e foi assim que começou o G-7. Com a implosão da União Soviética, virou G8. De repente, isso está sendo ampliado para G-20. E daí? G20, G18, G31... Ao mesmo tempo, o prestígios das Nações Unidas vai se erodindo. Vejo que não há mais como o G8 evitar se transformar em G20, mas ao mesmo tempo não creio que a solução esteja aí. A solução está numa reforma do sistema das Nações Unidas. Qual o edifício que não precisa de uma reforma depois de quase 60 anos? O G20 não está ajudando para a reforma. Ao contrário, está post ergando os problemas.

PERGUNTA - O que é fundamental nessa reforma?
SACHS - O papel dos emergentes.

PERGUNTA - Ou seja, o sr. defende que o Brasil, por exemplo, tenha assento definitivo no Conselho de Segurança?
SACHS - Isso é o mínimo, mas a reforma não pode ficar só no Conselho de Segurança, que só é importante quando tem fogo, é o Corpo de Bombeiros da ONU. Vamos ver o sistema todo. O Banco Mundial e o próprio FMI têm uma culpa histórica pelos desmandos do neoliberalismo que eles apoiaram, ou deflagraram. É uma enorme satisfação ouvir o Lula dizer que, em vez de o Brasil chegar com o chapéu na mão no FMI, é o FMI que tem de chegar de chapéu na mão ao Brasil. Tudo bem, é uma pequena satisfação, mas vocês, Brasil, ainda não têm capacidade de se contrapor a isso, por dentro do FMI, por dentro do Banco Mundial.

PERGUNTA - O sr. acredita em crise do neoliberalismo e no fim da hegemonia americana?
SACHS - Não há dúvida quanto a um enfraquecimento da hegemonia americana e à falta de limites claros do neoliberalismo. Nós estamos sentados sobre escombros de paradigmas falidos, do socialismo real, do neoliberalismo, que não fez nada daquilo que pregou nesses 30 anos, e da Social-Democracia, que aderiu à posição de dizer sim à economia de mercado e não à sociedade de mercado. Acuados, vários países europeus foram longe demais nessa posição e não vão a lugar nenhum. Precisamos botar a cabeça para funcionar e colocar em circulação ideias novas.

PERGUNTA - Como não há vácuo de poder, quem ou o que emerge para ocupar o enfraquecimento relativo dos EUA?
SACHS - Não é tão simples assim, um desce, outro sobe.

PERGUNTA - Na economia, por exemplo, a China já passou o PIB da Alemanha e continua crescendo rapidamente.
SACHS - A China é para mim a maior incógnita para o futuro, eu não consigo entender a fundo o que está acontecendo agora lá, com um governo autoritário, uma fraseologia socialista e uma aposta forte numa conversão capitalista acelerada. Até mesmo na questão do ambiente, eles são dúbios: se você olha as políticas de proteção ao ambiente, são os maiores investimentos do mundo; se você olha o estado deles, é o país que tem sofrido as maiores devastações ambientais, com rios que não chegam mais ao mar. Um quebra-cabeça chinês.

PERGUNTA - E o Brasil?
SACHS - Não sei se o Brasil vai saber aproveitar, mas talvez seja o país em melhores condições para desempenhar um papel de liderança na terceira grande transição depois da revolução neolítica há 12 mil anos e da energia fóssil nos séculos 17, 18, que mudou definitivamente a face do mundo. Agora, entramos na terceira transição, a coevolução da espécie humana com a biosfera, a biocivilização moderna, que não vai ser de um dia para outro, pode durar até um século.

PERGUNTA - Quais suas expectativas para Copenhague?
SACHS - Tenho um medo enorme em relação a Copenhague, mas, se a Europa, o Obama e alguns emergentes se reúnem de repente e chegam a um compromisso, pode haver uma reversão importante.

PERGUNTA - O que seria uma reversão importante?
SACHS - Levar a sério a transição para uma economia de baixo carbono e acelerar o processo. Mas, para se ter uma política ambientalmente e socialmente correta, é preciso um Estado forte, não de um mercado.

PERGUNTA - Qual o peso da troca de Bush por Obama?
SACHS - Por um lado, um peso enorme, porque, sem Obama, o pessimismo seria total, irrevogável e negro. Com Obama, há alguma chance. Mas os grandes articulistas, inclusive o próprio Paul Krugman, mal dissimulam uma decepção. O Obama apostou que poderia fazer um governo bipartidário e já perdeu essa ilusão. E vai ter que pesar muito os argumentos contra e a favor, porque vai enfrentar uma eleição no ano que vem para o Congresso. Se perder, ele vai estar frito.

PERGUNTA - De outro lado, o Obama marcou muito uma posição mais aberta, tanto na campanha quanto já depois da posse. Ele tem condições de chegar a Copenhague sem ratificar nitidamente essa posição?
SACHS - Não tenho dúvidas sobre a importância histórica da eleição do Obama, mas ainda não dá para ter certezas e fazer prognósticos sobre o que será de fato o governo Obama, porque não dá para medir ainda o embate dentro dos EUA, só dá para saber que eles estão com problemas muito sérios e com o dólar indo para o brejo.

PERGUNTA - Ou seja: pelo que o sr. diz, o mundo todo está dependendo de duas grandes incógnitas, que são os EUA e a China?
SACHS - O fato é que nós estamos condenados a um G2, a China e os EUA. Com um paradoxo, porque é a maior potência capitalista do mundo e o último país que se diz socialista no mundo, e os dois estão numa situação de interdependência incrível, precisando de um acordo para definir o jogo. A China está sentada sobre uns US$ 1,3 trilhão do Tesouro americano e não quer perder isso. Por outro lado, se os EUA cederem a algumas pressões chinesas e os chineses começarem a gastar pelo mundo, o que vai acontecer?

PERGUNTA - Como fica a União Europeia nisso?
SACHS - A Europa está muito dividida, e o que nós construímos lá é um escândalo, porque foi justamente quando prevalecia a social-democracia na maior parte dos países que nós construímos um imenso monumento à madame [Margareth] Tatcher [ex-primeira-ministra linha dura do Reino Unido]. A UE foi e está muito impactada pelo neoliberalismo. Não creio que tenha peso significante.

PERGUNTA - É para levar a sério essa aliança estratégica entre a França e o Brasil?
SACHS - Eu, por ter sido envolvido na cooperação entre França e Brasil, fico muito satisfeito com essa aproximação, mas não posso deixar de lamentar que ela tenha sido feita pelo lado do armamento, não por outra coisa.

PERGUNTA - É só armamento mesmo, ou envolve um alinhamento político em foros internacionais, por exemplo?
SACHS - Faço votos para que seja e em outras coisa também. Será?

PERGUNTA - O sr. é sempre cético?
SACHS - E não só quanto à aliança. Eu sou bastante cético em relação à própria França, o que ela representa atualmente e qual será o real impacto da crise. Dá para imaginar um avanço mais rápido dos grandes emergentes diante dos europeus e, na minha avaliação, aliás, vocês não estão aproveitando suficientemente esse espaço.

PERGUNTA - O Lula não está? Nem mesmo politicamente?
SACHS - Não. Chegou um momento para que o Brasil seja um lugar onde se discuta o mundo. O protagonismo do Brasil deve aumentar não só a nível de comércio, onde está sendo empurrado para as commodities, mas também a nível da produção intelectual, cultural, política. O Brasil precisa surfar nessa onda altamente favorável aos emergentes e surfar, particularmente, nessa onda que é o enorme prestígio pessoal do Lula. Como disse o Obama, "he is the guy" ["esse é o cara"].

PERGUNTA - A Copa em 2014 e as Olimpíadas de 2016 já não são passos nessa direção?
SACHS - Olha, foi uma sorte o problema com o helicóptero no Rio não acontecer três semanas antes. Já imaginou a posição do Brasil na decisão das Olimpíadas?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Depoimento da Ex-Ministra da Saúde da Finlândia

As questões relativas à Saúde Pública deveriam ser objeto de permanente monitoramento pelos agentes de governo. Sejam de que partido, religião, sexo, ou outras divisões possíveis de se encaixar as pessoas neste nosso "mundo maravilhoso".

Em tempo: coloco comentário que recebi de uma pessoa amiga, esclarecendo sobre a senhora que faz as declarações.
Quem fez a primeira exposição dessa entrevista cometeu um erro - ela não foi ministra mas funcionária do governo da Finlândia - e isso tem servido para os capitalistas tentarem desqualificar o conteúdo das opiniões dela. Ela nada mais fez do que descrever como eles agem: manhosamente, criminosamente, prejudicialmente ao conjunto da humanidade. É um mundo controlado pela ambição do poder, do lucro, da insensatez gananciosa, que destrói o meio ambiente e explora vergonhosamente as pessoas.
Aproveito para agradecer a atenção que me foi dispensada pelo amigo Alceu, prestando esse esclarecimento.

Abaixo um vídeo que deve ser ao menos conhecido, de forma a permitir um princípio de avaliação e debate. Não se trata de dar ou não a autenticidade ao fato (contido no vídeo) em si.

Trata-se de começarmos a observar quais são as políticas públicas efetivas e práticas para garantir a saúde de todos.

O que venho observando é que os governantes (acho que ainda temos de chamá-los assim) estão muito mais preocupados em identificar novas possibilidades de doenças para poderem aproveitar os grandes volumes de recursos que lançam mão para "atender à população".