sexta-feira, 15 de julho de 2016

Cidadania

Que a Ética e a Cidadania, assim como a flor do Lótus,
floresçam do lodo que nos está sendo apresentado

O Brasil tem jeito...

Temos acompanhado, desde a década passada, a quantidade de investigações realizadas pelos integrantes dos Ministérios Públicos, Federal e Estaduais, que resultam em processos formais a serem analisados e julgados pela Justiça! Trabalho sem igual no Brasil e em grande parte do mundo!

As operações denominadas Mensalão e Lava Jato são modelos que estão sendo adotados por outros países, inclusive!

Com todo esse vigor é de se esperar que haja, daqui há bem pouco tempo, uma sensível melhoria em toda a sociedade e com grandes reflexos na condução da política nacional. Certo?
Infelizmente, nem tanto...

Ainda somos – em grande maioria – um povo que é crítico severo dos crimes, impunidades, etc. quando praticados por terceiros. Por incrível que possa parecer, adora conhecer os novos escândalos que surgem... Até por que ele já se esqueceu do anterior...

A grande maioria de nós não tem memória; sequer uma vaga lembrança... Acredito que a memória deva funcionar como mero espelho; lembramo-nos apenas enquanto as imagens estão sendo vistas nas manchetes dos jornais e é assunto de rodinhas de fofocas...

Falta cidadania! Ou, como disse, com outras palavras, um jornalista de Curitiba: “Não existe Cidadão Cívico no Brasil. O que temos é Cidadão Cínico, que sabe das falhas e faltas dos outros e as condena exigindo cadeia e outras penas. Só que ele continua a cometer toda sorte de irregularidades, quando lhe é necessário ou aparece alguma oportunidade.”

Entendo que a cidadania predominante é aquela que se identifica na grande maioria das pessoas, quer sejam pessoas comuns ou autoridades. É essa predominância para o descaso e falta de caráter que devemos começar a repensar, reprimir e mudar. Mudar para atitudes éticas de qualidade (o comportamento padrão também forma princípios éticos; ainda que indesejáveis).

Até por conta de legislação criada pelo Estado, houve um aumento significativo de práticas informais (e ilegais em muitos casos) que ajudaram vários governos. Agora há uma manifestação que julga ter ultrapassado o limite do bom senso e – por isso – desejam que essa informalidade cesse. Veja o artigo Informalidadecrescente prejudica a economia, onde são apresentadas – além da sua origem – as razões para que voltemos ao Estado formal.

Há que se considerar, entretanto, a forma de pensar da grande maioria de brasileiros, ao constatar, quase que diariamente, novos crimes que são cometidos por pessoas “poderosas”, que deveriam servir de exemplo.

É preciso uma profunda reflexão de cada um de nós para que possamos dar início a uma nova condição de cidadania.


Você está disposto a começar?

sábado, 4 de junho de 2016

O estupro do brasileiro


Nesta semana, por conta de várias notícias de casos de estupro ocorridos em cidades brasileiras o tema integrou a mente de muitas pessoas. Pudemos ver, ler e assistir várias matérias em função até do posicionamento dúbio do delegado que iniciou o atendimento à menor do Rio de Janeiro.

Claro que a “oportunidade” foi fértil para surgimento de feministas, manifestações públicas, ações do congresso nacional criando novas leis, pesquisadores e analistas, apoiados por profissionais da área de comportamento humano, buscando encontrar a melhor frase, o melhor substantivo, o melhor adjetivo, etc., que causasse maior impacto popular...

De acordo como essas notícias descobri, por exemplo, que o Brasil tem a “cultura do estupro”; seja lá o que isso possa significar... Será que somos educados, mesmo antes de nascermos, a sermos estupradores e/ou estuprados?

De acordo com essas novas definições, inclusive jurídicas, sobre o significado da palavra “estupro”, pude compreender que estupro é o ato entre duas pessoas no qual uma delas não esteja de acordo em praticá-la. Mesmo assim o estuprador força o ato...

Todas as pessoas com quem convivo trabalham e trabalham bastante... Sempre buscam fazer novos trabalhos para conseguir melhorar sua renda, que se tona minguada depois de deduzidos todos os tributos que incidem em qualquer rendimento. Por mais que reclamem e julguem que a parcela que lhes é tomada é injusta e muito maior do que deveria (e poderia) ser, sem terem qualquer retorno efetivo, são obrigados a pagarem o que lhes é exigido; sob pena de ameaça a integridade e à vida. É um abuso praticado constantemente pelo Estado...

Meu Deus!!! Se essa definição valer o brasileiro vem sendo estuprado há muitos anos... a quem ele pode pedir ajuda?

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Uma questão de Mindset?

Achei interessante o relato de Mentor Neto... No fundo trata daquilo que somos ou queremos ser...

Tudo uma questão de nascer com ambição e perseguir seu sonho ou, como se diz: "fazer seu destino".

Quem sabe essa é uma das razões pela qual há o dito bíblico de que àquele que tem mais lhe será dado e, àquele que nada tem tudo lhe será tirado...

Veja que não se trata de ter-se ou não caráter; ser ou não ser honesto... Creio que essas características ficam num outro nível... O que se fala, aqui, é de sonhos modestos, ainda que nem sempre alcançados pelo Pai de Mentor Neto, contraposição ao possível sucesso de seu tio...

Veja o texto:
Meu avô deve ter sido um cara bem rico.
Imagino.
Teve algumas revendas Chevrolet e viveu uma vida bem confortável.
Teve cavalos, uma casa com cinema e tudo.
Até um veleiro no Yatch Club de Santos.
Quarenta pés. 
O Sagres V.
Era um sujeito áspero, autoritário.
Meu pai começou a trabalhar com ele. 
E como lhe foi imposto começar por baixo, começou na oficina de uma das revendas.
Não deu certo, óbvio.
Veja, meu pai sempre foi um cara bom, então ao ver como meu avô tratava os outros mecânicos e depois de muitos conflitos familiares, resolveu trabalhar em outros lugares.
Desde que me entendo por gente até se aposentar, ele foi Consultor Técnico. Consultor Técnico é um nome pomposo para o recepcionista de uma revenda de veículos. 
Basicamente, o sujeito que recebe seu carro para uma revisão.
Aos poucos, aceitou que sua condição financeira não permitia muitos sonhos. 
Nem todo mundo nasce com o chip da ambição, enfim.
Restou-lhe apenas um sonho.
Mais para frente eu conto qual era.
Então estamos em 1963, quando se casou com minha mãe (a D. Nilza, tão íntima dos que leem minhas bobaginhas há mais tempo).
D. Nilza, diferente do meu pai, sempre correu atrás do que queria. Foi secretária na Caixa Econômica por dezoito longos anos.
Até eu completar 11 anos, portanto, essa era minha peculiar situação: morava com meus pais, árduos trabalhadores no apartamento elegante de Higienópolis do meu avô quase-rico.
De um lado meu avô, abastado. 
De outro, meus pais batalhadores. 
Para mim, de um lado, o dinheiro contado, de outro, os finais de semana dormindo no Sagres V.
O veleiro fazia tão parte da família, que meu tio George, irmão do meu pai, virou fuzileiro naval.
Enquanto isso, meu pai, mesmo tentado pelo veleiro, preferiu construir um barquinho de madeira para remar na Guarapiranga.
O fato que importa é que meu pai sempre foi um sujeito de extremo caráter e não aceitaria, jamais, algum favor do meu avô - além do teto para sua mulher e filho.
Tanto caráter que até hoje quando corto a barba ou a deixo crescer, lembro dele dizendo:- Homem tem que ter uma cara só. Se for deixar a barba, tem que ser para a vida toda.
Minha vida está repleta desses axiomas do meu pai.
Truismos sempre bem intencionados, mas que inúmeras vezes me fizeram colidir de frente com ele.
Difícil para uma criança entender o contraste das duas figuras paternas habitando o mesmo teto.
Essa catraia do meu pai, o Rachacuca, era um barquinho de dois lugares, a remo.
Seu sonho - voltamos a ele - era comprar um motor de popa.
Depois de anos juntando dinheiro, o dia chegou.
Ele e eu fomos à Sears, onde hoje é o Shopping West Plaza.
O motor era mínimo. 
Três cavalos e meio.
Foi a primeira vez que vi meu pai chorar. 
Acho que foi a primeira vez que vi um adulto chorar, para dizer a verdade.
O motor tinha subido de preço.
Não foi ainda daquela vez.
A vida seguiu.
Eventualmente meus pais conseguiram comprar um apartamento e meu pai seu tão sonhado motor de popa.
E hoje estou eu aqui contando essa história simples, prosaica, quase insignificante.
Por que?
Vou tentar explicar, já que você se deu ao trabalho de ler até aqui.
Conto isso tudo, essas intimidades, porque é a história da gente que define o nosso compasso moral.
Tenho certeza que você, que está lendo este texto, tem as suas razões e sua história para ser ético e acreditar no que acredita.
Minha história e minhas razões são essas que contei aqui.
Por isso me faz um mal viceral, ver o mau-caratismo imenso de nossos políticos, ver tudo que nos falta de recursos por culpa exclusivamente desses pulhas. Dói no fígado ver tudo o que sobra em apartamentos triplex, carros importados, viagens, tudo conseguido com dinheiro roubado. Quando leio o jornal e sinto vergonha de ser brasileiro, só consigo lembrar das lágrimas do meu pai por não conseguir comprar aquele maldito motor de popa, mesmo tendo um veleiro de quarenta pés ancorado no Yatch Clube de Santos.
Queria tanto poder expurgar toda essa gente da minha vida.
Só isso.
Texto de Mentor Neto

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Fábula européia

Exibindo ATT00001.jpe
Faz algum tempo que ouvimos a história de que o Brasil seria o país da MERITOCRACIA... Será que você se lembra?
Vejam este relato que recebi, avaliem e coloquem seus comentários.
Afinal, se quisermos ter alguma mudança deveremos iniciar por nós mesmos.


Um cidadão europeu me mandou a seguinte narrativa:
Eu comprei uma casinha, destas de alimentar pássaros .. Pendurei-a na varanda e a supri com ração. Ficou uma beleza, carinhosamente não deixei faltar as sementinhas. 
Dentro de uma semana, tivemos centenas de aves que se deleitavam com o fluxo contínuo de comida livre e facilmente acessível.
Mas, então, os pássaros começaram a construir ninhos nas beiras do pátio, acima da mesa e ao lado da churrasqueira.
Depois veio o cocô. Estava em toda parte: nas cadeiras, na mesa, em tudo! Algumas aves mudaram até de ideia. Tentavam me bombardear em voo de mergulho e me bicar, apesar de eu ser seu benfeitor.
Outras aves faziam tumulto e eram barulhentas. Elas se sentaram no alimentador e a qualquer hora exigiam ruidosamente mais comida quando esta ameaçava acabar.
Chegou uma hora que eu não conseguia mais sentar na minha própria varanda. Então, eu desmontei o alimentador de pássaros e em três dias acabaram indo embora. Eu limpei a bagunça e acabei com os ninhos que fizeram por todos os lados.
Assim tudo voltava ao que costumava ser... calmo, sereno... e ninguém exigindo direitos a refeições grátis.
E o remetente da história conclui:
Nosso governo dá a comida de graça a quem precisa, habitação subsidiada, assistência médica e educação gratuita; permite que qualquer pessoa nascida aqui receba automaticamente a cidadania.
Aí os ilegais chegaram às dezenas de milhares. De repente, os nossos impostos subiram para pagar os serviços gratuitos; pequenos apartamentos estão abrigando cinco famílias; você tem que esperar 6 horas para ser atendido numa emergência médica; seu filho, cursando o segundo grau, está a procura de outra escola, porque mais da metade da sua classe não fala a nossa língua. As caixas de cereais matinais agora vêm com rótulos bilíngues. Sou obrigado a usar teclas especiais para poder falar com o meu banco no nosso idioma e a ver pessoas estranhas acenando bandeiras, que não são a nossa, e as ouvir berrando e gritando pelas ruas, exigindo mais direitos e liberdades gratuitas.
É apenas a minha opinião, mas talvez seja hora de o governo desmontar o alimentador de pássaros.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

ONTEM ROLOU O MAIOR LEILÃO DE PRIVATIZAÇÃO EM 17 ANOS – OS CHINESES LEVARAM E VOCÊ NEM FICOU SABENDO

Em relação às empresas de energia elétrica o Brasil já registrou sua perda há muito tempo. Foi na época do governo do Fernando Henrique, quando foi realizada a maior privataria da nossa história.
Atualmente vemos um registro contábil  das perdas mais a longo prazo. Até por conta do custo Brasil que o valor desse insumo irá representar na nossa economia, restringindo, ainda mais, o nosso poder de compra e a competitividade de nossos produtos no exterior.
E, na contabilidade mágica do Governo, isso será registrado como “GANHO”. Será que somos tão desatentos e sem noção de nada que acreditamos que esse discurso que vem sendo feito pela mídia tem ALGUMA VERDADE?
Vejam o fato:
FATO NOTICIADO EM BRASIL 26 DE NOVEMBRO DE 2015
FELIPPE HERMES
Por onde quer que se olhe, a Lava Jato é uma operação impressionante e de grandes proporções: são 116 presos, 75 condenados, 16 empresas envolvidas, R$ 42 bilhões em desvios e quase R$ 10 bilhões em propinas. Mais impressionante, porém, é o vigor com o qual ocorrem as operações da Polícia Federal. Se a prisão do bilionário Marcelo Odebrecht, dono do terceiro maior grupo empresarial do país, já era um feito e tanto, colocar pela primeira vez na história do país um senador em exercício atrás das grades – e de quebra levar para a carceragem o banqueiro mais alinhado ao governo – é sem dúvida um feito capaz de tornar o 25 de novembro um dia histórico. A medida da importância destes fatos, no entanto, se dá por outro lado – por um fato ignorado: o 25 de novembro foi também a data em que realizamos, com sucesso, o maior leilão de venda de ativos públicos dos últimos 17 anos.
Você provavelmente, porém, estava com os olhos em outro lugar. Sem problema. Nós aproximamos a cena.
Delcídio do Amaral possui uma carreira política atípica. Ocupou, no início de sua vida pública, diretorias em empresas estatais como a Eletrosul e a Petrobras, onde foi diretor entre 2000 e 2001, até trocar o PSDB pelo PT – onde se tornaria senador. Desde então são 12 anos no cargo – onde presidiria a CPMI dos Correios, que viria a descobrir o caso do Mensalão.
André Esteves, o outro personagem do fatídico 25 de novembro, não poderia ter trajetória mais diferente. Iniciou como estagiário na corretora Pactual em 1989 para, em 10 anos, tornar-se um dos sócios controladoras do banco, ao “demitir” seu ex-chefe e fundador do banco. Esteves entrou para o time de grandes banqueiros do mundo ao realizar grandes jogadas, como a venda de seu banco ao UBS, e a posterior recompra, aproveitando-se da crise de 2008.
Desde que reassumiu o controle de seu banco, surfou como poucos o período de crescimento da economia brasileira, realizando ao longo de 5 anos operações de fusões e aquisições no valor de R$ 30 bilhões. Foram investimentos tão diversos quanto florestas, lojas de roupas, farmácias, incorporadoras e a maior fornecedora de navios sondas para a Petrobrás, a Sete Brasil. As apostas de Esteves na Petrobrás o levaram até mesmo a outro continente, quando comprou parte das operações da Petrobrás na África.
As ligações de Esteves com o governo, entretanto, não param por aí. Em 2010 o banqueiro se uniu a Lula e Eike Batista em uma empreitada que pretendia fundir a mineradora MMX de Eike com a gigante Vale do Rio Doce, por meio da aquisição da participação do Bradesco na controladora da empresa. Em 2012, uniu-se novamente a Eike e outro velho conhecido da Operação Lava-Jato, Marcelo Odebrecht, além de Sergio Andrade (fundador da Andrade Gutierrez) e Jorge Gerdau, para formar aquele que seria o time de “empresários conselheiros” de Dilma Rousseff.
A união de tamanhos nomes, ainda em alta, pretendia criar aquilo que a revista Veja chamou de “choque de capitalismo” – o maior programa de venda de ativos públicos da história: valores superiores a R$ 200 bilhões apenas em infraestrutura, que somados aos US$ 56 bilhões de dólares em vendas de ativos da Petrobrás (anunciados algum tempo depois), tornariam Dilma a presidente que mais vendeu patrimônio público da história. O PIL, programa de investimento em logística, como ficou conhecido, tinha a intenção de destravar obras em portos, aeroportos, ferrovias e no setor elétrico. Destes, porém, apenas o setor de aeroportos pode ser considerado um sucesso. Neste setor, o maior caso de venda de ativos deu-se, por coincidência, com a venda das operações do aeroporto do Galeão, justamente para a Odebrecht, empreiteira na qual Marcelo era presidente (até junho deste ano, quando foi preso pela operação Lava-Jato). A Odebrecht comprometeu-se a pagar R$ 20,5 bilhões em um prazo de 30 anos.
O retumbante fracasso do programa nas demais áreas pode ser considerado uma das causas da economia brasileira ter patinado durante os anos seguintes. Sem conseguir realizar os investimentos em infraestrutura que suportariam, por exemplo, o bem sucedido setor agrícola, ou dariam competitividade às exportações brasileiras de produtos industrializados, e incapaz de sustentar-se apenas com o foco no consumo, a economia brasileira entrou em recessão, acentuando o desastre nas contas do governo.
Não por acaso, ao assumir a missão de tirar o governo do atoleiro em que se encontra, os ministros Nelson Barbosa e Joaquim Levy viram na retomada do programa de venda de ativos e concessões uma saída para fechar as contas. Politicamente travados em questões como a abertura de capital da Caixa Econômica, a venda de imóveis e concessões em portos e hidrelétricas se tornou a melhor das opções. Ajudados pelo destino que ajudou a manter o mais absoluto silêncio por parte de qualquer ideólogo de plantão, as privatizações de usinas ocorreram também no fatídico 25 de novembro. Foram R$ 17 bilhões, dos quais R$ 11 bilhões pagos à vista e R$ 6,5 bilhões em até 6 meses.
Um dia depois de comprar 27% da Azul Linhas Áreas, os chineses protagonizaram também o leilão de hidrelétricas. Investidores chineses também haviam comprado partes do pré-sal em um leilão realizado em 2014. Ao contrário daquela oportunidade, porém, os leilões deste ano não geraram a empatia dos manifestantes que bradavam contra o capital estrangeiro. Não houve protestos, nenhuma oposição ou gritos de que a venda da terceira maior hidrelétrica brasileira em operação atente contra a soberania nacional.
A maior venda de ativos públicos desde o leilão da Telebrás, em julho de 1998, ocorreu graças a um fator técnico ignorado pelo partido do atual governo quando ainda na oposição. Quando na oposição, o PT encampou a luta contra as privatizações de companhias de energia. Defendeu que Furnas, uma das maiores geradoras do país, continuasse pública. Poucas foram as usinas concedidas na época, todas sob a pecha de “privatização”. Ocorre que, a exemplo de hoje, os contratos firmados entre 1998 e 2000 também possuíam prazos, de 15 anos. Após este período, tais usinas retornariam à posse do governo, que então licitaria as usinas novamente, a exemplo do que está fazendo hoje.
A dúvida persistente entre o que seriam privatizações ou concessões ao final pouco interessa. O repasse de ativos públicos para a gestão privada tornou-se uma unanimidade, cabendo aos governos não mais discutir quem gerencia melhor os ativos, mas quem vende tais ativos em melhores condições. Enquanto a militância luta com unhas e dentes para manter o manto ideológico intacto, o governo segue pragmático, como demandam tempos de crise, e procura a forma mais lucrativa para privatizar ou conceder, não importando o nome, mas os lucros que se obtém.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A indiferença sem vergonha da burguesia nacional

Este artigo é uma verdadeira paulada na moleira de muita gente “boa”... Vale a pena ler.
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Relatório Reservado

Rio de Janeiro, 17 de novembro de 2015 – Nº 5.249

Rubens Ometto, Jorge Gerdau, Abílio Diniz, Pedro Passos, Roberto Setubal e Benjamin Steinbruch, só para dizer o nome de alguns dos mais destacados empresários do país que, ao menos, se dizem interessados nos rumos do Estado Nacional. Digamos que esses acumuladores de dinheiro buscam colocar uma pitada de organicidade e interesse público naquilo que é seu mantra individual: incentivos, crédito direcionado, barreira protecionista, redução dos gastos públicos, subsídios e câmbio subvalorizado. Nenhuma dessas variáveis representa, solta, o interesse nacional, ou sequer o bordado de uma política setorial consistente. As experiências governamentais anteriores revelam que o surgimento de tecnocracias eficientes somente ocorreu em sintonia com a existência de grupos influentes de empresários orgânicos, que queriam moldar o Estado a sua semelhança e ocupá-lo virtualmente.

Os empresários citados no início deste texto não operam em grupo, não falam grosso, não conspiram em bloco, não têm um projeto de país que acomode bem seus negócios, e, sim, uma dúzia de pleitos de suas empresas que ignoram o Brasil. Os empresários têm sido a elite que traz a inovação capaz de quebrar a inércia após ciclos de dinamismo. FHC foi se pendurar em uma penca de financistas, ligados à aristocrática banca privada brasileira – Itaú, Safra e Unibanco – e a instituições do mercado de capitais, travestidos de acadêmicos independentes, ou seja, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pérsio Arida, Armínio Fraga e outros. No início do regime militar, Jorge Oscar de Mello Flores, Walter Moreira Salles, Antônio Gallotti, Gastão Bueno Vidigal e Eudoro Villela trabalharam com afinco no apoio à dupla estereotípica da tecnocracia, Roberto Campos e Otávio Gouveia de Bulhões. No Lula I e Lula II, o próprio Henrique Meirelles, saído do BankBoston, com a anuência de Antônio Palocci, era criatura e criador. Antes, é bem verdade, tinham vindo as empreiteiras – até a estigmatização pela Lava Jato, donatárias do melhor capital humano existente no país –, a Coteminas, de José de Alencar, e o Bradesco, única instituição financeira do país com uma preocupação nacional. Com o apoio desse núcleo ascenderam Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Joaquim Levy.

Os mais bem favorecidos perderam a amarra cívica, aquele tesão pelo país, a vontade de modelar o Estado até que ele fosse objeto de orgulho. A política empresarial é tímida, pífia e egoísta. Em pouco tempo, muitos deles sairão daqui, transferindo seus negócios para o exterior, de forma a que eles estejam protegidos naturalmente em dólar. Vai nos restar lembrar um dia 1º de janeiro, quando três anciões subiram a rampa do Palácio do Planalto esbaforidos e de braços dados, ajudando-se mutuamente, para uma frugal visita matinal ao então presidente da República, o general João Baptista Figueiredo. Roberto Marinho, Amador Aguiar e Azevedo Antunes eram a metáfora da fibra empresarial daqueles tempos. Tinham ido cumprimentar o presidente e conversar sobre o Brasil. Simbolicamente, os empresários morreram.

sábado, 8 de agosto de 2015

ACORDOS DO MUNDO FINANCEIRO

Ainda estamos passando pela crise da Grécia!

Até hoje ainda não se sabe qual a origem de sua queda vertiginosa... Claro que há uma questão que nos salta aos olhos, decorrente da "melhor vida" que o povo passou a ter depois das enxurradas de recursos financeiros que migraram para lá. A questão relevante é: Com quais objetivos? Para quais finalidades? Quem analisou e aprovou o ingresso desses recursos e os projetos que - supostamente - lhes dava a necessária "cobertura", nos termos internacionais de empréstimos...

Muitos se beneficiaram com esses recursos. Na realidade: MUITO POUCOS! Se tivesse havido, de fato, benefícios a todos a Grécia não estaria em crise hoje.

A grande crise foi dos bancos, portanto. Que safaram-se dela mediante a transferência de seus crédito micados para o Governo que, sem recursos disponíveis, deixava de honrar seus compromissos com o FMI, BCE e outros, normalmente oficiais.

As crises são, quase que sempre, de natureza financeira. Um banco deixa de realizar seus créditos (mesmo depois de ter ganho muito com a modalidade) e deixa de pagar seus compromissos. Seus credores acabam criando um fato político que é resolvido com a assunção da "parte podre" pelo Estado. Ou seja, quando um banqueiro vai mal todos os cidadãos acabam assumindo uma parcela das perdas apontadas pelo Banco.

E, ainda, os Bancos Mundiais (FMI, BCE, FED, ETC.) recomendam essa ação para que não haja uma "Crise Sistêmica (efeito dominó)". Com base nesse terrorismo e em seu poder vão obrigando os países a contraírem novos empréstimos para pagarem juros vencidos, aumentando o estoque de dívidas que já sufoca o país e engessa o poder de gestão de qualquer governo.

Há, agora, uma nova condição: as instituições devem ser estruturadas dentro de um arcabouço legal e capacidade técnica que lhes permita ter, e isso ser refletido sistemicamente, em Planos de Recuperação "resolúveis", ou seja: uma gestão fora do board causador da situação de insolvência.

Um aspecto importante: há consenso de que não são mais recursos financeiros que ajudarão a instituição a se recuperar. A recuperação depende de ações efetivas contidas em seu "Plano de Recuperação", que deverá ser revisto anualmente (se for o caso, claro).

Portanto faço a pergunta:

   a) Se para as instituições - sistemicamente importantes - é necessário que tenham um Plano de Recuperação;

   b) Se há consenso de que "não é maior quantidade de dinheiro que resolverá a crise da Instituição", devendo ser aplicadas ações efetivas para sua recuperação e/ou solução, sem que haja reflexo nas demais instituições, podendo causar o "efeito dominó";

   c) POR QUÊ PAÍSES TÊM DE ASSUMIR CONTINUADOS RECURSOS FINANCEIROS (NORMALMENTE PARA PAGAMENTO DE JUROS VENCIDOS) QUE APENAS SERVIRÃO PARA ACELERAR SUA CRISE E GRAVE EMPOBRECIMENTO DE SEUS CIDADÃOS?

Ainda não encontro respostas para essas questões... Só vejo o anunciado terrorismo que busca assaltar a todos os trabalhadores que "ousaram" juntar parcos recursos para terem uma velhice mais segura...

Sejam quais forem essas respostas não consigo deixar de pensar que as mesmas tipificam crimes hediondos praticados contra a humanidade.


sábado, 1 de agosto de 2015

Vencendo a Crise!

Temos acompanhado as notícias divulgadas pela mídia nos últimos meses; desde a época da frustração com a Copa de Futebol sediada no Brasil, que nos indicam a severidade do momento que teremos de atravessar.
Na minha opinião trata-se de uma crise política de natureza política e, claro, de gestão que compromete a governabilidade e as decisões mais cuidadosas com o interesse do País. De forma sistemática as decisões do Governo têm sido devastadoras à economia e à segurança empreendedora.
Temos algumas realidades que não podem deixar de ser reconhecidas, especialmente no campo do empreendedorismo, que se perpetuam no âmbito empresarial, de uma maneira expressiva.
Há muito pouco interesse, ainda e aparentemente, em fazer com que empreendedores e empresários entendam que houve uma grande mudança nas “regras do jogo” nesses últimos 15 ou 20 anos. É como se – num jogo eletrônico – em que estávamos habituados a “vencer as batalhas virtuais” chegássemos numa nova fase, onde os cenários parecem os mesmos. Só que as regras são totalmente diferentes.
Essa condição ficou ressaltada a partir de 2008, quando o País obteve, por conta da aprovação da Lei 11.638/2007, que mudou as normas brasileiras de contabilidade, o título de “Investment Grade“.
Sim! Foi graças a publicação dessa Lei que houve um crescimento na confiança das informações financeiras a serem apresentadas pelas empresas e não por outra razão política ou de forma de governo!
Exige-se, portanto, que as empresas de um modo geral, independentemente à forma pela qual estejam constituídas, passem a elaborar e apresentar suas demonstrações contábeis com base nas normas brasileiras de contabilidade; que foram harmonizadas com as do IFRS (International Financial Reporting Standards).
Para que haja segurança quanto a adoção continuada dessas normas é essencial que a Empresa adote procedimentos e processos que melhorem seu ambiente de controle interno. Deve-se, portanto, incorporar, no espírito empresarial e no de cada sócio, administrador e colaborador
As Boas Práticas de Gestão
Elas são o meio mais prático para que a Empresa mantenha com menor índice de risco seu desenvolvimento e sua continuidade operacional.
As Boas Práticas Gestoriais substituem, principalmente nas pequenas e médias empresas, o papel que deve ser feito, em qualquer organização, pública ou provada, pela
Governança Corporativa
Esse novo, que parece pomposo demais para as PMEs, é perfeitamente substituído pela adoção de Boas Práticas Gestoriais.
Por isso desenvolvemos vários estudos para que sua empresa possa incorporar as boas práticas e ter todas as vantagens de uma governança corporativa, com menor custo e igual eficiência.
Acreditamos, com base em nossa experiência de mais de 40 anos, que essa “ferramenta” possibilitará aos empresários e empreendedores, vencer a crise instalada no país. Todos já passamos por outras crises… E vencemos! Está requer que haja um reposicionamento de nossas atitudes, bem como a implementaçao de normas e práticas condizentes à nova realidade.
Para iniciar o conhecimento sobre esse tema preparamos um E-book “Governança Corporativa para PMEs
Consideramos ser esse um tema urgente e atual no ambiente empresarial brasileiro. Nosso objetivo com esse E-book é levantar a discussão da ética nas empresas, em suas diferentes instâncias e equipes, inclusive oferecendo subsídios para os departamentos de recursos humanos levantarem grupos de discussão interna sobre esse tema!
Agradecemos por seus comentários.
Obs.: (caso haja problema com o link acima clique aqui: http://migre.me/qZLt6 ou encaminhe seu e-mail para contato@siqueiraeassociados.net.br )