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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Por onde andam as Abelhas?


Faz algum tempo que venho observando a ausência das abelhas, que sempre estavam pelo quintal quando havia qualquer flor disponível ao seu ‘trabalho’ de coletora de néctar e pólen.
Já havia lido que elas estavam rareando pelos países do hemisfério norte, chegando a ser atribuída uma doença para essa diminuição…
Ainda que possa parecer estranha essa minha observação, creio que nunca é demais lembrar que sem as abelhas e outras classes de insetos que usam o pólen e o néctar o chamado Reino Vegetal passaria a ter um sério problema para sua sobrevivência.
Além das causas citadas na matéria abaixo, que dá esperança para o desenvolvimento quantitativo das abelhas, acredito que a existência de grande quantidade de sementes tratadas, hibridas ou transgênicas, podem, também, estar causando esse dano a essa importante criatura da natureza.
Não resisti e estou colocando a matéria divulgada na data de hoje sobre o projeto, ainda que promovido por uma empresas que pode, também ser uma das responsáveis pelo rareamento dessa espécie, no mundo todo.
Preste atenção e observe se há abelhas nos jardins próximo de onde você mora ou trabalha…

Projeto quer levar abelhas de volta às lavouras
Bettina Barros | De São Paulo 16/08/2011
Setor privado, encabeçado pela Syngenta, universidades e ONGs integram a iniciativa que vai abranger uma área de 10 mil hectares que circundam lavouras
Uma iniciativa entre o setor privado, universidades estaduais e organizações não governamentais tenta restaurar os habitats naturais de insetos polinizadores em três Estados americanos onde já há declínio em sua população. O programa, encabeçado pela Syngenta, uma das maiores empresas do mundo de agrotóxicos, tem como objetivo restaurar 10 mil hectares próximos a áreas agrícolas nos Estados Unidos até 2015.
A iniciativa é uma tentativa de reverter um problema ambiental grave: o desaparecimento de insetos responsáveis pela polinização das lavouras, sobretudo as abelhas, fenômeno em curso em vários países mas sentido mais fortemente nos Estados Unidos.
A polinização é um elemento crítico para a qualidade das lavouras. Mais de 100 culturas dependem dela - um em três alimentos consumidos pelo homem é resultado desse serviço ambiental prestado por insetos.
Somente a Califórnia, um dos principais berços agrícolas de pequenas culturas, necessita de quase 1,5 milhão de abelhas por ano para polinização - uma média de duas colmeias por acre. Por uma série de motivos, porém, o número de polinizadores recuou de forma dramática nos últimos 40 anos. A causa da "desordem de colapso das colônias", como foi cunhada recentemente, ainda não é conhecida, mas a destruição dos habitats e o uso extensivo de agrotóxicos no campo (que pode ter afetado o sistema imunológico das abelhas) são possibilidades consideradas por alguns especialistas.
"Por esse motivo, a Syngenta tenta reverter este quadro", explicou ao Valor Jeff Peters, gerente técnico para sustentabilidade e coordenador nacional do chamado "Programa Polinizador". "O programa não vai estancar a produtividade - ao contrário. A intenção é encorajar os produtores a utilizar terras marginais para plantas que atraiam insetos".
O projeto americano se baseou em uma experiência similar, a "Buzz Project", realizada no Reino Unido entre 2001 e 2004. Lá, a restauração dos habitats naturais provocou uma guinada populacional de 600% no caso de abelhas. A população de borboletas cresceu 21 vezes e a de outros insetos polinizadores, 10%. "Esse projeto foi a base para o esforço da Syngenta", diz Peter. A "Operação Polinizador" se estende atualmente a 13 países da Europa e à Austrália, além dos EUA.
O programa prevê que cada Estado americano participante atue com o apoio acadêmico de uma universidade e quatro produtores. No Michigan, o alvo de estudo são os mirtilos (blueberries). Na Califórnia, os melões. Na Flórida, os pesquisadores estudam o impacto da restauração nas cucurbitáceas (família das abóboras, abobrinhas, pepinos).
Na primeira fase, os pesquisadores analisam quais são as preferências de plantas nativas, de forma a se chegar a um "mix" ideal de flores que atraia insetos.
A ideia é plantar entre dois mil e oito mil metros quadrados com espécies nativas em cada propriedade. Essas áreas restauradas serão então comparadas a outras, onde não houve interferência, para a comparação do número de insetos polinizadores.
De acordo com Rufus Isaacs, entomologista da Universidade Estadual do Michigan, parceira do programa, os agricultores do Estado podem, por exemplo, pleitear ajuda financeira ao Natural Resources Conservation Service, incluída na Farm Bill, a legislação agrícola americana.
Os pesquisadores também tentarão quantificar os benefícios econômicos que as plantas em floração trarão aos agricultores. De acordo com Isaacs, que lidera os esforços em Michigan, pesquisas anteriores indicam que os insetos polinizadores podem incrementar a produtividade dos melões em até 10%.
O programa prevê ainda trabalhos de educação ambiental para ajudar a compreensão dos benefícios da polinização. Os habitats naturais também contribuem para a redução da erosão do solo e para melhorar a qualidade da água. Também participam da iniciativa ONGs como a National Fish and Wildlife Federation e Applewood Seed, além das universidades da Califórnia (UC Davis) e da Flórida.

Um golpe contra a liberdade

 

Claro que há uma clara ameaça à liberdade civil É um movimento que visa, certamente, impedir que ocorram movimentos populares contra o poder instalado… A seguir a matéria:
POLÍTICOS QUEREM MUDAR A INTERNET ANTES QUE ELA MUDE A POLÍTICA - PETIÇÃO CONTRA O PL84/99

Discurso do deputado Elvino Bhon Gass

http://www.youtube.com/watch?v=dCMuQYM7jRo&feature=player_embedded

Transcrição do discurso:

Senhor presidente, senhoras deputadas e senhores deputados e povo do RS!

Hoje ocupo este espaço para deixar um convite a senhoras deputadas e aos senhores deputados, aos  movimentos sociais, as entidades, as organizações e a toda a comunidade do Rio Grande. Convidamos a todos os que realmente defendem e acreditam na liberdade da Internet, que é mais do que uma rede mundial de computadores, é uma rede de pessoas. Estamos convocando a todos para participarem, no dia 25 de maio, às 14 horas, do Ato Contra a ditadura na Internet, o AI-5 Digital que acontecerá no 4º andar na sala Maurício Cardoso da Assembléia Legislativa do RS.

O movimento que estou compondo é contrário ao projeto de lei nº 84/99, do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), já aprovado no Senado Federal e que agora está para ser aprovado também pela Câmara dos Deputados. Entre outras barbaridades, este projeto criminaliza com muita rigidez o livre uso da Internet que é o meio de comunicação mais democrático já criado pela humanidade. O projeto também abre possibilidades para impedir o direito de uso justo e sem fins lucrativos de obras protegidas pela propriedade intelectual, garantido no artigo 184, parágrafo quarto do Código Penal, e exige que quaisquer provedores de acesso a Internet vigiem todos os dados transmitidos na rede e denunciem suspeitos de praticar crimes, ferindo de morte o direito à privacidade na rede.

Eu e muitos companheiros e companheiras deputados estaduais e federais do Rio Grande do Sul e de São Paulo resolvemos nos unir a entidades representativas da sociedade civil neste ato do dia 25 de maio para clamar pela não aprovação deste projeto, que pode ser votado a qualquer momento no plenário da Câmara Federal, sem um amplo debate com a sociedade brasileira para a construção de uma lei dos direitos civis na Internet.

É preciso compreender que estamos vivendo um momento histórico com profundas mudanças democráticas em nossa sociedade, mudanças estas que estão sendo influenciadas pela Internet. A troca de conhecimentos que a rede permite, cria inúmeras novas possibilidades políticas, sociais, culturais e econômicas, e isso tem se traduzido em avanços nos processos de produção, que estão mais coletivos e mais criativos.

A Internet em si, já é o mais importante avanço tecnológico de nossa sociedade, ela remodifica paradigmas sociais. Reafirmo: não estamos falando apenas de uma rede de computadores, mas de uma rede de pessoas. E esta rede foi desenvolvida com interatividade e colaboração.  E ainda é, em muitos aspectos, um sistema de comunicação democrático, diversificado e plural.

Por isso, entendo que: “não é possível democratizar o Brasil sem democratizar a forma de produzir conteúdos e a comunicação.” E questiono às Senhoras e Senhores: Por que, há tanta pressa em controlar a Internet quando estamos em vias de iniciar o processo de conferências de comunicação decretado pelo Presidente Lula? Por que, antes do projeto, não discutimos este tema nas conferências da comunicação?Simplesmente porque todas essas  transformações possuem implicações na ação política. Os meios de comunicação tradicionais de massa são centralizados e pouco interativos, e por isso, não possuem o nível de poder que possuíam 10 anos atrás. Hoje a Internet mudou a realidade da comunicação mundial, e por essa razão, querem tornar crime a troca dos conhecimentos que ela propicia. É isso que querem os bancos, as gravadoras e os meios de comunicações tradicionais que estão a serviço da indústria cultural.

É para reagir a esta tentativa de golpe que surge o movimento pela liberdade na comunicação,  para construir novas sínteses, desenvolver estratégias de ação política que tragam a unidade na diversidade, fomentar praticas participativas, descobrir novos horizontes e possibilidades de luta social.

Somos contra a ditadura na Internet porque queremos contribuir para a oxigenação dos movimentos sociais mais antigos e interagir com a juventude criadora dos novos processos que estão emergindo nos diferentes espaços de contestação da ordem capitalista estabelecida.

Esta luta passa também pela crise mundial que vivemos agora, que mais uma vez repete-se, pela extrema valorização do mercado competitivo onde tudo é uma mercadoria a ser vendida para dar lucros. Esta crise é a da disputa do conhecimento público e livre versus o conhecimento privado. É a disputa do software livre versus o proprietário, é a luta das sementes livres versus as transgênicas que prejudicam o meio ambiente e ameaçam a nossa biodiversidade. É também, a luta da comunicação comunitária/pública versus a comercial, a propriedade intelectual que transforma tudo em mercadoria a ser vendida e a fazer lucrarem as pessoas de sempre.

Entendemos, senhor presidente, senhoras e senhores deputados, que a Internet é uma rede de comunicação aberta e livre, onde podem – e devem - ser criados conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização - nem de governos, nem de corporações. E é exatamente por ter democratizado o acesso às informações e assegurado práticas colaborativas importantíssimas para a diversidade cultural, que nós defendemos que a rede mundial de comunicação seja imune a qualquer tentativa de cerceamento e vigilantismo.

Precisamos ter em mente que a Internet reduziu as barreiras de entrada para que nos comuniquemos com liberdade e para que sejamos capazes de disseminar mensagens e difundir conhecimento.

Defendemos também uma legislação que tipifique e estabeleça punições para crimes praticados pela Internet. É importante ressalvar que este projeto não tem qualquer relação com o combate à pedofilia, já que o Congresso Nacional já aprovou legislação neste sentido.

Queremos sim uma legislação que garanta a segurança do usuário contra estes crimes, mas rejeitamos a ampliação da vigilância do Estado. E é isso que queremos debater democraticamente nas conferências de comunicação. Rejeitamos a banalização da quebra do sigilo das comunicações porque a ampliação da vigilância pelo Estado resulta na bisbilhotagem, na espionagem e em outras formas de invasão da privacidade.

Convocamos a todas e todos que defendem a regulamentação da Internet, mas para combater criminosos e não para retirar a privacidade dos usuários e das usuárias da rede.

Aquelas e aqueles que entendem que a liberdade é um direito humano estarão conosco.

Deputado Elvino Bohn Gass - PT - RS

domingo, 7 de agosto de 2011

Existe tanto dinheiro?

Entenda a magnitude da dívida pública norte-americana

Dívida norte-americana: muito se fala, pouco se entende. Vai abaixo um infográfico para tentar ajudar a entender e visualizar o tamanho da encrenca. Não tenha dúvida, meu caro amigo, minha cara amiga: não é porque vivemos no país do PAC, do bolsa família, da prosperidade Antonio Palocciana… Se os EUA dançam, o mundo inteiro vai atrás deles até o fundo do buraco. Nunca antes na história desse planeta valeu tanto aquela expressão… No mundo globalizado com economia on-line, estamos todos no mesmo barco.

Agora, vamos enxergar o tamanho do buraco dos nossos irmãos do norte através de um infográfico criado pelo WFTnoway com dados do US Debt Clock, o reloginho que marca em tempo real o tamanho da dívida do estado norte-americano.

100 dólares: nota de dinheiro mais conhecida do mundo.

100 Dolares

10 mil dólares: grana suficiente para torrar numas férias caprichadas ou num carro usado. É o valor médio equivalente a um ano de trabalho de um cidadão no planeta Terra.

10 mil dolares

1 milhão de dólares: prêmio de reality show brasileiro. É o valor equivalente a cerca de 92 anos de trabalho de um humano médio no planeta Terra.

1 milhao de dolares

100 milhões de dólares: opa, já dá para arrumar a vida de qualquer bom gastador. Ladrão que botar a mão numa bolada dessa já vai precisar de uma empilhadeira para levar o tutu para casa.

100 milhoes dolares

1 bilhão de dólares: agora a coisa ficou séria. Brincadeira de cachorro grande, o clube do bilhão é só para pesos pesados. Repare: vemos aí uma pilha dupla, em unidades encaixadas de 100 milhões de dólares.

1 bilhao dolares

1 trilhão de dólares: Se você gastasse 1 milhão de dólares desde o dia 1 do ano que Jesus nasceu, não teria gasto até hoje a soma de 1 trilhão de dólares, mas apenas cerca de 700 bilhões.

Quando o governo dos EUA reconhece um déficit de U$ 1,7 trilhão, isto representa apenas o valor que ele tomou emprestado em 2010 para manter a máquina do estado em movimento.

1 trilhao de dolares

Para facilitar sua visualização do tamanho da encrenca: o trilhão de dólares comparado a um jato ou um campo de futebol.

1 trilhao de dolares 2

15 trilhões de dólares: Se o governo americano não resolver o déficit, a dívida alcançará 15 trilhões de dólares até o natal de 2011. Estoura o teto máximo permitido por lei, hoje fixado em U$ 14,3 trilhões. Um volume capaz de assustar a Estátua da Liberdade.

15 trilhoes de dolares

114,5 trilhões de dólares: é o endividamento dos EUA sem lastro, que fica a descoberto, sem garantias. Representa o valor necessário para o país financiar previdência social, serviços médicos e remédios, fundo de desemprego, despesas militares e pensões para os civis… Enquanto isso, eles continuam acelerando nos gastos. Só a guerrinha no Afeganistão custa a bagatela de U$ 2 bilhõezinhos por semana!

114 bilhoes dolares

Meritocracia na Midiotice

meritocraciaTudo é uma questão de interpretação própria. Ponto de vista, como se diz…

Este artigo é atual e tem os elementos necessários para que qualquer pessoa exercite seu próprio julgamento.

E pensar que eu ainda dei crédito a questão da Meritocracia, anunciada antes da possa da Presidente…

A midiotice e a faxineira

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Vinhosa
O presente artigo mostra o estreito relacionamento entre a ação da mídia (ou midiotice) e a reação da presidente Dilma em três casos distintos de acusação de corrupção envolvendo tráfico de influência em órgãos governamentais. As conclusões sobre os casos relatados (Ministério dos Transportes, Erenice Guerra e Gemini) serão deixadas a cargo dos leitores.
Assim, baseado nos incontestáveis fatos a seguir descritos, o leitor é quem julgará se a presidente Dilma merece, ou não, o elogioso tratamento de “faxineira” – que tem recebido por ter demitido sumariamente dezenas de servidores públicos acusados de corrupção.
Ministério dos Transportes
É completamente absurdo imaginar que só agora, por meio da mídia, Dilma Rousseff veio a saber de desmandos na área dos transportes.
Obviamente, Dilma – a responsável maior pela distribuição dos recursos do PAC – não poderia desconhecer o que sempre ocorreu no relacionamento das empreiteiras com os administradores públicos que cuidam das estradas do país. Afinal, todos sabem que não foi superfaturando produtos para a merenda escolar ou para hospitais públicos que nossas empreiteiras se tornaram as mais famigeradas assaltantes do tesouro nacional.
Porém, reconhecer que isso sempre aconteceu – antes do governo Lula, durante o governo Lula e após o governo Lula – não era conveniente para a imagem de quem tinha, durante o governo Lula, o dever de controlar a aplicação de recursos do PAC em infra-estrutura.
Um fato: Dilma não tomou as devidas providências na época em que era responsável por distribuir os recursos do PAC.
Outro fato: só depois dos recentes escândalos veiculados na mídia, Dilma resolveu apresentar serviço, jogando às feras seus (até então) aliados do Ministério dos Transportes.
Mais outro fato: num golpe de publicidade muito oportuno – com a demissão sumária da cúpula do Ministério dos Transportes – Dilma está faturando grandes dividendos políticos, e sendo colocada como alguém que, de fato, apura e pune as denúncias de corrupção na área sob seu comando.
Ontem, deu mais lance de efeito especial: Nomeou o General Jorge Ernesto Pinto Fraxe, Engenheiro e da turma da AMAN de 1975, para o espinhoso cargo de novo Diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). Para o segundo posto mais importante do DNIT foi nomeado um auditor da Controladoria Geral da União (CGU), Tarcísio Gomes de Freitas, que será Diretor-executivo.
Erenice Guerra
Desde o início de 2003, Erenice era o braço-direito de Dilma. Naquela época, Dilma era a Ministra de Minas e Energia, e Erenice ocupava a assessoria jurídica do ministério. O papel desempenhado por Erenice era tão relevante que, ao assumir a Casa Civil da Presidência da República em junho de 2005, Dilma fez de Erenice a Secretária-Executiva da Casa Civil.
E, ao se desincompatibilizar para fazer campanha, em março de 2010, Dilma escalou Erenice para ser sua sucessora como Ministra-Chefe da Casa Civil.
Acontece que a mídia denunciou coisas de Erenice e seu filho.
Diante da pressão da mídia, Dilma não titubeou, lançou Erenice às feras e, revoltada, chegou a declarar em seu blog: “não vou aceitar que se julgue a minha pessoa baseado no que aconteceu com o filho de uma ex-assessora minha”.
No Jornal Nacional, Dilma foi ainda mais enfática, afirmando que jamais abrigou práticas ilegais nas suas proximidades, e ressaltando: “Todas as denúncias têm que ser rigorosamente apuradas e investigadas. Acredito que as pessoas culpadas tenham de ser drasticamente punidas”.
Gemini
Com a Gemini – espúria sociedade da Petrobras com uma empresa privada para produzir e comercializar gás natural liquefeito – tudo está sendo diferente.
Apesar das denúncias segundo as quais a Gemini é o maior crime de lesa-pátria praticado contra o setor petróleo-gás do país, a grande mídia ainda não se interessou pelo caso. E, diante da falta de interesse da grande mídia, Dilma não se manifesta sobre o assunto.
Atualmente, as notícias sobre a Gemini têm ficado circunscritas ao combativo mundo da internet, estando facilmente ao alcance de qualquer interessado.
Porém – antes de ter levado um cala-boca de alguma importante autoridade – o sindicato dos trabalhadores na indústria de petróleo (Sindipetro) publicou em seu jornal gravíssimas matérias, acusando explicitamente a ocorrência de corrupção na Gemini.
Numa das matérias no jornal do Sindipetro-RJ, datada de 23/03/06, pode-se ver uma charge bastante sugestiva: um homem com uma mala recheada de dinheiro na qual se encontra gravado o nome da sócia da Petrobras na Gemini. Em outra matéria, publicada em 03/08/07, sob o título “Petrobrás entrega mercado de GNL aos EUA”, uma charge mostra a mão do Tio Sam acionando um cilindro de gás de onde jorra dinheiro. Numa terceira matéria, de página inteira, publicada em 29/05/08, além de uma charge bastante sugestiva, depara-se com um título esclarecedor: “Soberania Nacional Ameaçada – Mercado de GNL brasileiro está nas mãos de multinacional”.
Acontece que a Gemini foi arquitetada no período em que Dilma acumulava as funções de Ministra de Minas e Energia e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras, cargo que só veio a deixar em março de 2010.
Apesar de ser acusada de ser a “Mãe da Gemini”, e de ter sido formalmente por mim informada do risco que corria o dinheiro público com a espúria sociedade, aquela que hoje posa de “faxineira” sequer se manifestou. Faxina na cozinha dos outros é refresco.
Reportando-me às palavras pronunciadas por Dilma no Jornal Nacional (“Todas as denúncias têm que ser rigorosamente apuradas e investigadas. Acredito que as pessoas culpadas tenham de ser drasticamente punidas”.), deixo no ar a pergunta: Isso vale também para a Gemini, Senhora Presidenta?
João Vinhosa é engenheiro - joaovinhosa@hotmail.com

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quando a Copa chegar...

Copa do Mundo 2010
Tenho andado por várias cidades brasileiras nos últimos meses. Especialmente em capitais dos Estados do Sul, Sudeste e Centro Oeste...
Em cada uma delas pude observar alguns sinais do despreparo existente sobre algumas questões, que considero essenciais. Parece que os governantes, tanto da esfera federal, como da estadual ou municipal, preocupam-se mais com grandes planos... só não fica muito claro qual o custo e quem serão os beneficiados com eles...
Há algumas questões que vem se agravando, as mais comuns são:

Na vida cotidiana:

  • O trânsito das cidades anda caótico. A quantidade de carros em circulação é crescente e já parece estar acima de qualquer índice razoável em relação às vias públicas existentes. Sem abordar a questão de lógica, sinalização, espaços destinados ao tráfego e estacionamento. Dependendo da distância a ser percorrida uma caminhada despende um tempo menor que o automóvel. Os estudos mostram que a velocidade média dos veículos nas cidades – mesmo em horas fora dos “picos” – está menor do que a das carroças ou charretes utilizadas até meados do século passado.
  • Os trabalhadores, de um modo geral, estão morando em áreas sem grande infraestrutura, com riscos à saúde (falta de água, saneamento, etc.), riscos de segurança, falta de escolas e postos de atendimento médico. Grande parte do dia desses trabalhadores é consumida com o tempo despendido em sua locomoção entre o local de sua casa e o trabalho, além do grande desconforto e isolamento familiar.
  • Os restaurantes, especialmente aqueles mais populares, estão com graves problemas de higiene e limpeza. Sem entrar na questão da qualidade dos mesmos, a efetividade de sua validade alimentar ou na possibilidade de acesso pelos preços praticados.
  • As calçadas não oferecem a segurança mínima necessária aos pedestres. Sujeira, buracos, objetos deixados sobre a mesma, dificultam a todos. Nem entro no aspecto de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. De nada adianta construir rebaixamento nas guias, para trânsito de cadeirantes, se o passeio é feito de forma inclinada, mantido com buracos ou materiais que impedem a passagem.

Nos deslocamentos entre cidades

  • As estradas encontram-se em estado precário de conservação. As que estão bem conservadas possuem praças de pedágio ao longo do trecho que encarecem bastante o custo de deslocamento, de pessoas e mercadorias.
  • Os aeroportos estão no limite, não necessariamente quanto ao numero de voos, mas em relação ao acesso aos mesmos. Está cada vez mais difícil de se chegar aos mesmos por conta da falta de previsibilidade das áreas de desembarque das pessoas que irão embarcar.
  • As cidades estão com ocupação de hotéis tomada, por tantas pessoas que viajam. Além disso muitos já ostentam tabelas de preços fantasticamente elevados, “por conta da época da copa”.
  • Os serviços prestados nos aeroportos estão sofríveis em termos de higiene, limpeza e organização; e, qualquer consumo de alimentos, especialmente, com preços extremamente elevados.

No atendimento à segurança

  • Nesta área estamos caminhando para situações de extrema gravidade. Além do aumento de ações criminosas contra qualquer pessoa há um contingente de segurança cada vez menor e menos preparado.
  • A segurança também é impactada no trânsito, onde cresce o risco de acidentes com gravidade por conta da falta de responsabilidade de uma parte dos motoristas que teima em dirigir em alta velocidade e sem estar convenientemente sóbrio.
  • Se o cidadão que sofreu alguma violência for cumprir com seu dever e fizer a queixa terá de despender um bom tempo, até encontrar onde poderá ser atendido. Sem falar na questão da cordialidade e atenção por parte dos atendentes. Falta-lhes preparo.
Esta lista poderia continuar. Nosso crescimento é comprometido pela falta de importantes investimentos nas áreas essenciais a todos. Não importa em qual momento estejamos nos referindo...
Resta, entretanto, a esperança de que “quando for a época da Copa Mundial de Futebol” todas as questões, inclusive as listadas acima estarão resolvidas. Ao menos é o que as nossas autoridades estão nos informando. Tudo estará pronto no momento em que se iniciarem os “jogos da copa”!
Espero que as pessoas passem a desligar seus aparelhos de televisão e passem a perceber melhor o ambiente em que vivem... Acorda Brasil!!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Recado do Ricardo…

Brasil - VergonhaComo sempre tem acontecido as decisões de governo passam, sempre, pela máxima adotada pelo império romano, em sua decadência.

“Pão-e-circo”. Essa a receita para a perpetuação no poder; mesmo que à custa do futuro, mesmo que imediato…

Faz poucos dias eu comentei, também sobre isso no post: “Na pátria de chuteiras…”, onde fica evidente a distorção entre a nossa realidade diante da derrota da seleção brasileira de futebol e a Verdadeira Vergonha Nacional.

Este texto do Ricardo Jordão, sempre lúcido, mostra uma realidade que deveria ser a esperada por todos nós. Pena que a maioria ainda prefira libertar Barrabás…

Jesus Cristo ou Barrabás?

O futuro pertence àqueles que se preparam hoje.

Querida(o) Amiga(o),

Quatro anos atrás, o lula deveria ter interrompido o Jornal Nacional para fazer o seguinte pronunciamento:

"Caros Brasileiros e Brasileiras, existe uma grande chance do nosso querido país ser escolhido para sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Mas antes de batermos o martelo com os nossos camaradas da Fifa e CBF, Nike e Coca-Cola, Rede Globo e Cervejas, eu gostaria de saber a opinião do povo brasileiro sobre o que devemos fazer.

Para tanto, eu convido a todos vocês a participarem de um plebiscito nacional a favor ou contra a realização da Copa de 2014 no Brasil.

A situação é a seguinte: pelas nossas estimativas iniciais, vamos gastar 40 bilhões de dólares para realizar a Copa no Brasil.

MAS, como vocês mesmo sabem, NUNCA NA HISTÓRIA DESSE PAÍS fizemos alguma obra dentro do prazo e muito menos dentro do orçamento inicial.

Nós somos muito ruins de planejamento e execução; e ainda temos que contar com toda a problemática da corrupção que rola solta nesses momentos.

Portanto, em "off", eu acredito que vamos torrar 120 bilhões de dólares para fazer a Copa no Brasil. 120 bilhões de dólares! É dinheiro para xuxu.

Para conhecimento Wikipediano de vocês, esse valor - 120 bilhões de dólares - é maior que os gastos somados das últimas seis copas juntas!!!

Então, a decisão que eu gostaria que vocês tomassem é a seguinte:

Pega o seu telefone agora mesmo e disque 1 caso você acredite que o país deva investir 120 bilhões de dólares na realização da Copa de 2014 no Brasil, e Disque 2 caso você acredite que devemos pegar esse mesmo valor - 120 bilhões de dólares - e investir na construção de escolas, hospitais, saneamento básico, estradas, aeroportos, melhores salários para professores, segurança e polícia, internet banda larga para absolutamente todos os brasileiros, faculdades, computadores populares e muito mais.

Pelas nossas contas, é possível construir 65 hospitais, 150 escolas, 23 faculdades, distribuir 1.5 milhões de livros didáticos, 250 mil computadores, resolver o problema de saneamento básico em 25 grandes cidades, e ainda construir 400 escolinhas de futebol para ensinar o "corpo são" para 40 mil crianças e jovens brasileiros.

"Cumpanheiro", não vale dizer que temos que fazer as duas coisas. Você e eu sabemos que não vamos conseguir. Coloca o pé no chão. Olhe o nosso histórico e encare a realidade de frente.

Portanto, a minha pergunta ao povo brasileiro é a seguinte:

Vocês preferem tornar o Brasil conhecido mundialmente como o país que realizou a Copa de Futebol mais cara da história do planeta, ou vocês preferem tornar o Brasil conhecido mundialmente pela qualidade das suas escolas e paz social para todos?

"Cumpanheiras" e "Cumpunheiros", eu adoro futebol tanto quanto todos vocês. Eu sou "Curinthiano" como milhões de outros brasileiros. Mas eu acredito que a prioridade do país não é exatamente futebol. Mas quem sou eu para achar alguma coisa, certo? Eu quero saber o que vocês querem para o país.

Então, Disque 1 se você é a favor da Copa, ou Disque 2 se você é a favor da educação e infraestrutura.

E concluindo, com a realização desse plebiscito eu quero deixar bem claro para todos que eu estou lavando as minhas mãos. O que vocês decidirem está decidido."

Infelizmente esse discurso nunca foi feito.

Meia dúzia de caras pálidas engravatados decidiram que a Copa de 2014 seria no Brasil, e assim foi, amém.

Passados quatro anos, os orçamentos para a Copa estão furados, estourados e incompletos. As estimativas mudam a cada três meses, as taxas de urgência vão pipocando aqui e ali, a distribuição de milhões de reais sem licitação já está rolando, e a bagunça só vai aumentar.

O importante, como todos dizem por ai, é não passar vexame perante o mundo. A Copa tem que acontecer. Custe o que custar.

O Brasil vai passar vexame. O loiro de olho azul sabe que estamos tocando fogo em dinheiro para fazer uma festa para ficar bem na fita quando todos os vizinhos sabem que dentro de casa não temos dinheiro nem para contratar um decorador para arrumar a nossa sala de estar.

A Copa é mais um erro de investimentos, tempo e recursos que o Brasil está fazendo. Mais um erro entre tantos que rolam por aqui. Somando o período de pré-Copa, Copa, pós-Copa, pré-Olimpíada e Olimpíadas, vamos queimar 10 anos de investimentos públicos e foco de prioridades.

Se tivessem me dado a oportunidade de escolher, eu teria votado contra a Copa no Brasil.

A Copa é um evento supervalorizado. Os únicos que realmente ganham com a realização da Copa são a FIFA, CBF, os jogadores, as grandes construtoras, a televisão e os vendedores de cerveja. Ponto.

60 dias atrás o U2 tocou no estádio do Morumbi para 80 mil pessoas por noite. 80 mil!!! E posso te dizer que a cidade de São Paulo não parou porque o U2 estava no Estádio do Morumbi com 80 mil neguinhos. Te garanto que milhões de paulistanos nem sabiam que os caras estavam na zona Sul tocando para 80 mil carinhas. 3 jogos com 45 mil pessoas dentro não fazem nem cócegas na economia da cidade.

O circo da Copa é supervalorizado e inflacionado além da conta por aqueles que fazem a coisa toda acontecer justamente porque precisam fazer a galera acreditar que é preciso torrar dinheiro com esse circo.

Se, os jogadores da seleção tivessem o espírito que tinham o Pelé e o Zico, eu até diria que vale a pena investir nesses caras; mas com o tipo de seleção mercenária que tem hoje, vocês ainda vão armar o circo para esses "profissionais" do futebol moderno ganharem mais e mais dinheiro???

A Copa nada mais é do que a grande oportunidade dos jogadores valorizarem seus passes.

Além do mais, eu aposto o que vocês quiserem que apenas 30% das pessoas presentes nos jogos nos estádios da Copa serão estrangeiros. Os outros 70% serão brasileiros. Brasileiros que tem por baixo 800 reais sobrando para gastar com cada ingresso. O povão não vai conseguir nem vender camiseta pirata em volta do estádio. E os caras ainda votam na coisa toda.

O alemão, o holandês, o italiano, o inglês, o americano, não vão pagar o preço do ingresso, a viagem, hotéis, e o trabalho de se submeter ao sufoco que eles imaginam que podem passar em terra brasilis para assistir a Copa no Brasil.

Hoje, essa turma tem em suas casas televisões HD 3D de LCD de 50 polegadas, transmissão com múltiplas câmeras, som de alta definição etc.

Em 2014 essa galera terá televisões de 80 polegadas com ultra definição e sei lá mais o quê.

Por que sair do conforto do seu país, sofá e família para se aventurar a assistir 2 ou 3 jogos na América do Sul??

Poucos virão. Quem vai mesmo assistir ao jogo do Azerbaquistão Versus Coréia serão os torcedores do Atlético Mineiro, Flamengo e Sport.

E mais, a construção dos estádios da Copa não vai melhorar a vida da galera que mora em sua volta. Imbecil o cara que acredita nessa conversa fiada. Não existe qualquer plano para melhorar as casas e ruas ao redor. É só papo. A coisa nem começou, e não vai começar. É só você olhar para o Rio de Janeiro que cerca o Engenhão para ter uma boa ideia do que vai acontecer com Itaquera depois que o Estádio do Corinthians for construído por lá.

Nada.

Por que eu estou escrevendo esse texto? Porque eu acredito que deveríamos PARAR a Copa. "Impeachment" no Ricardo Teixeira, FIFA e tudo que está rolando.

Como pode alguém liberar a coisa toda sem saber quanto vai custar???

E como pode todo mundo aceitar tudo que está rolando na boa sem qualquer reação ou sentimento de revolta???

Será que se eu enviar um tweet para a galera do Egito eles nos ajudam a virar a mesa por aqui?? Definitivamente os nossos universitários não são melhores que os universitários do Egito. A galera por aqui quer circo, quer coliseu romano, quer copa do mundo.

Chama os Egípcios! Os caras tem culhão!

2 mil anos se passaram e o povo ainda não aprendeu. Eles preferem soltar o bandido (Barrabás) do que apostar na Coisa Certa (Jesus Cristo).

Quando finalmente temos a oportunidade de escolher o caminho da ética, moral e boa vontade, a galera escolhe o caminho do pão e do circo.

Vai Barrabás, cumpre a sua sina! Bota a bandidagem na rua, a galera assina embaixo!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Ricardo Jordão Magalhães
Impeachment a CBF & FIFA!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Na pátria de chuteiras…

Sempre que é anunciado um jogo da Seleção Brasileira de Futebol, especialmente de Domingo, há festa na maioria das casas.

O brasileiro gosta de futebol! Especialmente quando tem a oportunidade de assistir junto com amigos para ‘comemorar juntos’ tudo o que puderem partilhar: comida, bebida, alegrias e tristezas…

Pão e circo! Nada mais eficaz para manter todos os problemas verdadeiros em baixo do tapete. Tá na hora de começarmos a sentir vergonha…

A derrota da seleção e a verdadeira vergonha

Vinícius André Dias

- Há exatamente 40 anos, Pelé disputava sua última partida com a camisa da seleção brasileira. Esse fez falta ontem.

Eu também torci pela seleção de futebol da CBF. Eu também me irritei com os quatro pênaltis perdidos. Eu também fiquei sentido com a desclassificação. Mas tudo isso durou o tempo da partida – no máximo uma hora a mais, enquanto eu revia os lances num programa esportivo. Em seguida, passou. Como passa a decepção depois de uma péssima sessão de cinema. Como some o desapontamento depois de um show abaixo da crítica. Espetáculos, entretenimento, com algumas lições para a vida, se calhar, mas nada que justifique uma noite mal dormida.

Num país que segue o futebol como se fosse uma religião e que santifica (ou demoniza, dependendo da rodada) os atletas, sei que é difícil pensar assim – eu mesmo já sofri muito com a seleção e com o “meu” Botafogo. Mas penso que assistir a uma derrota do “time de coração” deveria ser tão frustrante quanto assistir a um filme ruim do diretor favorito ou a uma música desafinada do cantor preferido. Quando isso acontece, ninguém sai quebrando o cinema, pedindo a cabeça do diretor ou dos atores. Ninguém fica chorando de raiva pela decepção musical, gritando ao cantor: “você deveria honrar a MPB, seu safado”! Seria uma cena ridícula – tão ridícula quanto as choradeiras e quebradeiras que costumam seguir os jogos de futebol.

Nessas ocasiões de derrota nos campos, também sempre surge o papo de que “os jogadores ganham demais”, “só querem saber de dinheiro”... Concordo com o argumento de que os enormes ganhos financeiros por parte de jogadores de futebol revelam certa inversão de valores, quando comparados aos salários de professores, médicos da saúde pública, policiais e tantos outros profissionais fundamentais ao bom funcionamento da sociedade. Mas o mesmo pode ser dito dos ganhos astronômicos de certas estrelas da música, do cinema, da televisão... De novo: depois de um filme ruim, ninguém sai chamando o ator de mercenário, ninguém o acusa de “ganhar muito”, de “só querer saber de dinheiro” e descuidar da atuação. Não é a mesma coisa? É! Nós é que nos apaixonamos pela coisa errada: o futebol, como conhecemos hoje, é uma atividade de entretenimento, privada! Até mesmo a "seleção brasileira" é particular! E os jogadores são atores do espetáculo, que ganham dinheiro conforme o lucro que geram – como estrelas de cinema ou cantores de sucesso, ou nós mesmos, se pensarmos bem.

Recentemente, assisti a uma entrevista feita pelo Luciano Huck com o Daniel Alves, lateral-direito da seleção e do Barcelona. Ao responder a uma pergunta do Luciano Huck sobre a pressão que sentia antes de um jogo como a final da Liga dos Campeões da Europa, torneio de clubes mais importante do mundo, Daniel Alves respondeu algo como: “pressão eu sentia quando plantava cebola e não sabia se teria o que comer no final do dia. Jogador de futebol, sentir pressão? Agora é tranquilo”. A resposta é sincera e revela duas coisas. Primeiro: enquanto alguns torcedores passam uma semana chorando por conta de uma derrota (e até deixam de se importar com problemas reais, míopes em relação à importância das coisas), os grandes jogadores até podem ficar chateados, mas em seguida entram nos seus carrões, vão para suas mansões e passam a pensar no próximo show. Segundo: geralmente, os jogadores merecem o sucesso. O Daniel Alves passou fome no árido e pobre interior da Bahia, plantou cebola e batalhou muito, suou a camisa para vencer na vida. Hoje é um dos grandes atores de um dos principais espetáculos da Terra, que movimenta bilhões. Ele não merece ganhar o que ganha? Se há muita gente que paga para assisti-lo, que compra suas camisas, é claro que merece!

A gente quer se revoltar contra a riqueza alheia? Pois que nos revoltemos contra quem fez fortuna indevidamente, sem trabalhar, desviando dinheiro público – inclusive no futebol. Que nos revoltemos contra os maus políticos! Esses merecem o nosso repúdio, a nossa revolta, os nossos cartazes, as nossas vaias!

Vergonha

Logo após a partida em que a seleção foi desclassificada da Copa América pelo Paraguai, o Twitter foi inundado de comentários sobre #vergonhabrasil. Eu mesmo postei um. Mas depois fiquei pensando: #vergonhabrasil? Por causa de futebol? Por perder um jogo para o Paraguai? A gente deveria sentir vergonha por não conseguir acabar com o tráfico de drogas e armas na fronteira com o Paraguai... A gente deveria sentir vergonha dos grandes problemas brasileiros: educação abaixo da média, saúde em estado terminal, falta de segurança, infraestrutura desestruturada, corrupção... A gente deveria sentir vergonha da nuvem de roubalheira que parece estar se formando no horizonte dos grandes eventos esportivos no Brasil... A gente deveria sentir vergonha de nós mesmos, por termos eleito para representar nossos interesses mais fundamentais pessoas de quem se desconfiaria até na administração das moedinhas de troco... A gente deveria sentir vergonha por não fazer nada a respeito... A gente deveria sentir vergonha por sofrer mais com o futebol do que com a nossa miséria... #vergonhabrasil!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

X-Tudo pronto para ser degustado... Por quem?

Já vi isso antes...

Ontem, numa loja do aeroporto, comprei alguns produtos antes de embarcar. Para que ficasse clara a minha aquisição de uma mercadoria para os eventuais exames a que somos submetidos antes de entrar na sala de embarque, pedi a vendedora que me fornecesse uma Nota Fiscal.

Assim como já acontecido em outros lugares, sempre que peço a emissão da Nota Fiscal correspondente a minha compra, a Loja forneceu apenas um 'recibo contendo o carimbo da loja e seus dados'. Não tinha a nota fiscal...

É para combater esse tipo de situação, de clara sonegação de tributos, que a Prefeitura do Município de São Paulo que adotar o programa denominado "X-Tudo".

Nesse programa é seguida a forma já adotada, com sucesso, pelo Estado de São Paulo; mediante uma série de incentivos aos consumidores.

Será uma forma de fazer uma pequena mudança nas alíquotas pagas pelos profissionais que seguiam para outros municípios para pagar seus tributos com alíquotas inferiores às cobradas por São Paulo.