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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O futuro está chegando…

A manchete da Revista Amanhã parece coisa de filme de terror… Seu cérebro está na mira das empresas, bem que poderia ser o título de um dessas modernas séries de monstros devoradores de cérebros…

Na realidade esse artigo apenas nos revela o que já vem acontecendo, de forma crescente, de alguns anos para cá. Cada vez mais são encontradas crianças que, por um golpe de sorte, não foram deformadas pela escola ou pela família. Mantém, intacta, grande parte da genialidade natural que cada um de nós trouxe quando nasceu.

Infelizmente os padrões de ensino e de educação, tanto na escola como na maioria das famílias é totalmente castradora. Tem por objetivo transformar a criança numa pessoa medíocre e infeliz. É esse o legado que recebemos dessa tal civilização ocidental gestada com base na necessidade de dominação do Homem pelo próprio Homem. Se os dominadores permitissem que a maioria das pessoas continuasse seu desenvolvimento natural haveria uma grande quantidade de gênios, de líderes e de críticos ao nosso “status quo”.

Já faz tempo que a ciência, que analisa o comportamento humano, vem apresentando as melhores características de cada pessoa para ocupar uma determinada função. As pessoas não têm virtudes ou ‘defeitos’ (vícios); o que destaca na atitude de cada uma delas são as características.

Se soubermos identificar as principais características de uma pessoa haverá grande chance de obtermos um bom resultado no desempenho das funções dessa pessoa.

Há alguns anos, antes de começar a pensar sobre essas questões, fui surpreendido quando me disseram que, para admissão de maquinistas (maquinista é aquele que é responsável pela condução de locomotivas, levando um grande comboio, normalmente de carga, de um ponto para outro. Uma atividade muito solidária e enfadonha) o Departamento de Recrutamento de Pessoal da Rede Ferroviária Federal definia que o candidato deveria ser “um pouco mais desequilibrado que as demais pessoas”. Diante de minha surpresa ele esclareceu: “Somente uma pessoa meio desequilibrada é que pode acreditar que, numa emergência, conseguirá frear a tempo uma composição enorme, como é comum eles conduzirem. É certo que, em caso de acidente praticamente sucumbirão, sem qualquer chance…”

Por isso é importante que cada um de nós busque conhecer quais são suas características dominantes. São elas que nos conduzem ao sucesso, se soubermos escolher a atividade profissional mais adequada a essas características.

Agora o economista Eduardo Giannneti da Fonseca nos revela que a neurociência poderá fazer com que os recrutadores consigam localizar “o funcionário dos sonhos”, mediante o uso de técnicas de ‘leitura de mentes’.

Ficção? Surreal? Apenas neurociência…

É, de qualquer forma, assustador. Basta pensarmos nos vários desdobramentos que esse tipo de análise possibilitará a todas as áreas da atividade humana.

Me veio a imagem de uma colmeia de abelhas, onde cada indivíduo tem sua função que é definida antes mesmo de nascer…

Acho que ando vendo muitas propagandas de filmes (de terror e/ou ficção) que passam na televisão…

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Grande Ameaça dos Pequenos Poderes

Já faz algum tempo, creio que cerca de 12 anos se não me falha a memória, passamos por uma incrível mudança de classes, no comando do governo brasileiro.

Antes tínhamos uma classe que era denominada de “intelectual”, confesso que não consigo entender bem a razão para esse nome… Afinal, para que serve um intelectual? Pode servir para muitas coisas (ainda que seja trocar lâmpada de um abajur, por exemplo); fico em dúvida se ele serve para liderar um governo…

Bem, passada essa fase – que também durou cerca de 8 anos, se não falha minha memória – passamos para um novo tipo de governo. Um governo sindicalista, liderado por uma pessoa, que foi em sua juventude, orientado para orquestrar paralizações das indústrias metalúrgicas, principalmente de São Paulo. Sem dúvida esse exercício deve contribuir para a formação de belas negociações, todas regadas com muita bebida, muita comida, muita música (bem barulhenta e sem muito sentido) que é para agradar aos “cumpanheiros” de militância.

Não vou entrar no mérito das greves que foram realizadas pelos idos dos anos 1980. Havia muitos interesses “estranhos” dirigindo a cabeça dos ignaros sindicalistas (se não fossem ignorantes as lideranças eram “muito espertas” pois ganhavam para fazer a incitação e ganhavam vários “favores”). Quem não se lembra dos principais atores dessa época? Sempre que a greve acabava todos (empregados e patrões) ficavam felizes… Os preços dos produtos (especialmente carros) subiam e ficava tudo certo…

Esses sindicalistas construíram uma imagem de puros. Tão puros que montaram um partido político que atraiu muita gente. Gente de boa fé… Outros, nem tanto…
Passados os anos e com experiências acumuladas o partido (outrora puro) passou a acolher outras facções, talvez atraídos pela facilidade que um sistema democrático (ainda que iniciante) proporciona a todos. E isso parece ter sido bom para todos!

Sim!

Todos os partidos, estivessem na situação ou na oposição, reuniam candidatos com a mesma origem, intelectuais ou não eram militantes de oposição ao extinto governo (ditadura?) militar. Na realidade, depois da anistia e a retirada dos militares, parece que tudo virou festa. A separação estava entre os que fumavam charutos e tomavam bebidas finas e aqueles que buscavam coisas mais fortes baseadas em… bem, baseados e mais fortes. Todos muito alegres e felizes.

Por isso, no Brasil, o governo de situação é tão parecido com aqueles que se autodenominam de “oposição”. Não há espaço para oposição, já que todos desejam esgotar todos os recursos da “mãe gentil”. É uma grande luta! Uma luta onde vale tudo para amealhar a melhor parte do butim em que transformaram o país.

Claro está que as classes lideradas, por este ou por aquele, mantiveram-se sempre confiantes de que também fariam parte dos ganhos “incomensuráveis” que poderiam ser transferidos aos trabalhadores que deram apoio ao governo.

Não resta a menor dúvida de que as classes que estão atualmente em greve no Brasil são compostas por profissionais extremamente essenciais para a continuidade das atividades. Como podemos dizer que Professores, Policiais, Médicos, etc. não merecem o justo reconhecimento pelos seus trabalhos? Claro que merecem…

Aliás, todos nós merecemos! Quem sabe se houvesse uma suspensão dos enormes desvios de recursos… (epa, lá estou eu desviando, de novo, de assunto…)

Nunca foi tão ameaçadora a frase ”grevista unido, jamais será vencido”.

Não há como perder diante de um governo sindicalista que – ficando somente do lado da “amealhação” de riquezas – desaprenderam a negociar e argumentar.

Essa tibieza fortaleceu esses sindicatos atuais, cujas lideranças são muito pequenas, diante daquelas que já pudemos conhecer num passado relativamente recente.

Qualquer um deles pode, a partir de agora, decidir paralisar as atividades de determinado setor, comprometendo a normalidade de todo o país. Sentimos isso durante a movimentação dos Caminhoneiros (que não se pode chamar de greve, mas de paralisação de aviso), dos Professores, que causam um grave apagão de mão de obra com alguma formação, dos Policiais Federais, que causaram diversos problemas e nos envergonham como “parte da civilização ocidental”, além de outros.

O governo sindicalista mostrou-se totalmente incompetente e despreparado para essa situação (não me lembro, neste momento, em quais setores onde foram bem). Apenas mostraram que as armas dos sindicatos pode ser mortal e pode paralisar o Brasil.

Tomara que tudo isso não passe apenas de um sonho ruim. Precisamos acordar… eu preciso acordar…

Sobre esse tema vale a pena conhecer opinião expressada no artigo: “As greves e o princípio da realidade”, onde são apresentados outros fatos dentro do mesmo contexto.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Uma Cidade Solar!

Já temos algumas boas experiências com energia renovável no Brasil.

A maioria é de origem eólica. Apesar do Brasil, em sua dimensão continental, receber uma grande quantidade de radiação solar, praticamente durante o ano todo, ainda há poucas unidade de geração com base na energia solar.

Acabei de conhecer um Blog que trouxe uma notícia espetacular, ao menos para quem busca alternativas de energia e que sejam sustentáveis. Trata-se de uma cidade japonesa, na província de Gunma, a 138 km de Tokio, chamada de Cidade Solar.

A surpresa é maior pela solução estar em uma cidade cujo país encontra-se num grave dilema de energia. Sabe que suas usinas nucleares estão necessitando de reparos e, pelos riscos, devem ser descontinuadas. A grande questão é: Onde obter energia?

Claro que a geração nas casas localizadas na cidade de Ota é pequena, em relação à própria necessidade local.

Vemos essa notícia como uma pequena luz que se acende após tantos problemas sofridos pelo Japão.

Que a nota sirva, também, para despertar investidores brasileiros na colocação dessa tecnologia em cidades remotas, sem acesso fácil (e barato) de energia elétrica.

Que sejam estimulados, também, novos produtos, de baixo consumo e maior rentabilidade de energia.

Enfim, que as Luzes sejam acendidas, também no Brasil!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A sabedoria dos antigos e a agrofloresta

Quando os primeiros europeus (na maioria portugueses) chegaram ao Brasil, e passaram a conviver com os nativos encontrados (e que ainda não haviam eliminados) ficaram admirados pela falta de observação que os nativos tinham na preparação de suas roças.

(sim, minha gente, esse papo de que todo índio (nativo brasileiro) é preguiçoso e vagabundo não é verdadeiro. Se alguém duvidar basta ir viver durante um período em uma das comunidades ainda não totalmente contaminadas pelos nossos (maus) hábitos)

Voltando ao assunto: os portugueses ficavam admirados em ver que nos plantios de feijão, por exemplo, eles plantavam, próximas uma das outras, uma grande variedade de sementes de feijão. Na colheita, observavam os portugueses, dignos representantes do Rei e da Igreja, ícones na civilização ocidental, que apenas algumas poucas sementes vinham com muita força na produção. Boa parte produzia uma quantidade apenas razoável e outras sequer produziam…

Eles (os civilizados) ficavam indignados com essa evidente falta de coerência dos nativos. Os jesuítas passaram a pesquisar quais as variedades de feijão eram mais produtivas e decidiram fazer as novas roças apenas com as variedades “campeãs”. Sob protesto dos nativos, que alegavam que não daria certo deixar de plantar as demais variedades, fizeram suas novas roças.

Na primeira safra foi um grande sucesso. com maior área plantada somente com as sementes mais produtivas houve grande fartura e todos se alegraram. Especialmente os jesuítas que acreditavam ter feito “um grande bem à comunidade”.

A segunda safra foi um pouco menor que a primeira; mesmo assim bastante superior ao que era colhido anteriormente…

Na terceira safra houve uma grande invasão de pragas, que provocou uma grande quebra na produção de feijão.

Os jesuítas ficaram impressionados com o aparecimento de tanta praga ao mesmo tempo. Perguntaram, então, aos mais velhos: “O que aconteceu? De onde veio tanta praga?” E eles lhes responderam:

- “Essas pragas sempre existiram. Quando vinha o feijão das várias sementes elas iam e comiam daquela variedade; deixando as outras crescerem em paz. Preferiam aquelas espécies que, na colheita já não apresentavam nenhum grão; já alimentados não apreciavam o “gosto” das outras bagas, deixando-as para nós…”

Partilhavam sua colheita com algumas pragas que eram mantidas sob controle apenas pela diversidade com que faziam suas roças. Quando diminuiu a quantidade de sementes os insetos passaram a aprender a “gostar” também da nova variedade, atacando-as nas safras seguintes.

No artigo Agroflorestas – A Agricultura do Futuro fica evidente que a diversidade na natureza é condição que garante a qualidade e a sobrevivência das espécies.

Essa a principal razão de tantos julgarem danoso ao ambiente a prática da monocultura.

A recuperação das matas e a preservação da natureza depende de nosso reconhecimento da ignorância que nos move. Somos movidos pela ganância que o ganho financeiro proporciona no momento inicial. Continuamos limitados em pensar a longo prazo. Não sabemos planejar o futuro; nos falta o conhecimento que vai muito além do momentâneo ganho financeiro.

Precisamos reaprender economia, dando solidez ao nosso desenvolvimento, mesmo que aparente ser modesto, de forma permanente e sustentável.

É a sustentabilidade que nos garantirá a continuidade; não ganho financeiro baseado na ganância…

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A equação da educação brasileira

Ou quando “Menos” mais “Menos” produz “Mais”… Pena que os determinantes não sejam bons.

É o que revela o Professor Vicente Falconi, ao lado do empresário Jorge Gerdau em um Painel para desenvolvimento sustentável, realizada recentemente.

Menos Educação, Menos Conhecimento, Mais Desperdícios

Ainda que saibamos que o Governo, em todas as instâncias, tem se mostrado totalmente incompetente na questão da Educação, provocando grandes confusões e tomando decisões equivocadas, é importante que o Empresário, as pessoas de um modo geral e as lideranças percebam a necessidade de mudarmos esse quadro dantesco.

Se não houver uma reação positiva por parte das lideranças da sociedade não teremos, em breve, um país em condição de prover o sustento de seus habitantes. Estamos caminhando, celeremente, para o caos…

Segundo Falconi, a aposta no tripé conhecimento técnico, liderança e conhecimento gerencial continua sendo a melhor saída para a inovação. “O líder é um educador. Ele bate metas com o seu time e fazendo a coisa certa. Se você se conscientiza que bate meta com as pessoas, você resolve investir nelas. E o trabalhador só consegue inovar quando é levado a pensar”, pregou Falconi.  Logo, concluiu, não adianta o país deixar a educação básica de lado e tentar recuperar o atraso mais tarde.

É viável promovermos essa mudança em nossas empresas, em nossas organizações sociais e em nossos lares.

Não há mais espaço para a competição sem sentido, que nos trouxe até o momento atual com graves consequências para as economias dos países, das pessoas e – principalmente – do meio ambiente.

Estamos num momento em que a palavra a ser adotada em nossas relações é “Colaborativo”.

É essa a nova forma de atuarmos em nosso trabalho, na escola e na sociedade. Em colaboração com os demais.

Somente com um espírito colaborativo é que passaremos a desenvolver nossa criatividade e a encontrar as melhores soluções para todos os casos.

Aos empresários e aos líderes deixo esse recado: mudem o ambiente interno de suas empresas para que o trabalho colaborativo seja estimulado. Todos irão ganhar, e muito, com isso.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

De acordo com a Presidente Dilma: 'País vive uma realidade nunca antes vista'

Até parece que estou ouvindo a música...

"O barquinho vai... a tardinha cai..."

Estamos vivendo num mar de tranquilidade. Há somente marolas para nos embalar suavemente.

Enquanto isso vamos tomando conhecimento do que está ocorrendo na Europa, e nos questionamos: "Como será que ficamos tão espertos de uma hora para outra..."

É isso mesmo. Parece que estamos mais espertos e melhores preparados do que qualquer outro país neste vasto mundo de traquinagens financeiras...

Só que há algumas questões que parecem que não se encaixam bem em todo esse processo. São elas:

  • a redução da taxa de juros, imperceptível para a maioria dos devedores de carão de crédito ou cheque especial, afastou os investidores internacionais, que retiraram, rapidamente, os seus recursos em dólar aplicados no mercado especulativo
  • a redução de impostos de determinados bens de consumo não parece ser suficiente para aquecer a economia, que vem definhando em cada dia que passa. Não acredita? Passe nas lojas e veja quantos vendedores e quantos clientes há em cada uma
  • está ocorrendo, até por conta da elevação do dólar em relação ao real, uma forte pressão nos custos causando a redução das margens de lucratividade e o aumento dos preços
  • estamos num ano de eleições. É natural que haja maiores gastos, especialmente públicos, sem efetiva melhoria sustentável da economia
  • a inflação já começou a apresentar seus sinais...
Enquanto isso, até pelas declarações e notícias divulgadas na imprensa, nada muda o rumo do barquino intrépido nessas águas que nem sempre são calmas...

Acredito que a maioria das pessoas deva acreditar que, realmente, temos a oportunidade de nos fortalecermos passando por mais esse momento de crise. Basta estarmos, de fato, preparados. Bem preparados...

Por isso, algumas medidas parecem ser essenciais, tais como:
  • reavaliação da política tributária nacional. Totalmente descabida em relação aos serviços (e investimentos) que são realizados em contrapartida
  • necessidade de realização de uma política de reforma fiscal de verdade. Em todos os níveis de governo. Claro que a União é quem deve dar o maior exemplo, eliminando suas áreas de desperdício de recursos sem qualquer efetividade (dá 'prá' eliminar quase 50% dos ministérios, bem como os tais cargos de confiança)
  • desenvolver um projeto de formação e educação para a população. É imprescindível que todas as pessoas melhorem seu nível de conhecimento. Que passem a entender, ao menos, o que leem
  • e que possam, também, aprender a escrever de forma a que outras pessoas entendam
  • que se ensine - ao menos - noções de Aritmética, Português, História e Geografia. E que esse ensinamento seja de qualidade (para isso será necessário preparar professores, capacitando-os para essa missão de fornecedores de conhecimento e motivação aos aprendizes)
  • que sejam suspensas as brincadeiras de aprendiz de feiticeiro, que estão sendo feitas pelo Governo; especialmente no Ministério da Fazenda. Afinal economia é algo muito sério e necessita, além de profundo conhecimento, um elevado grau de respeito
  • que se crie um projeto de desenvolvimento nacional, baseado na ocupação de mão-de-obra capacitada, especialmente nos moldes estabelecidos para a formação e educação da população
  • etc. Aliás, um monte de etc...

Querendo conhecer a matéria que motivou este post basta clicar aqui: Dilma imita Lula: 'País vive uma realidade nunca antes vista'

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pardinho recebe o Programa Cidades Sustentáveis

Vista na subida de Pardinho

Em tempo de eleição eu normalmente fico meio ressabiado.

Todas as notícias são para divulgar os milagres que serão realizados por este ou aquele candidato, se "eleito for".

Se o candidato é da oposição ao partido do Prefeito atual todas as obras existentes são ruins e todos os problemas são exaltados. Se, ao contrário, o candidato for "sucessor" ou mesmo candidato à reeleição somos brindados com as "fantásticas realizações" de seu governo.

Sou um fã da cidade de Pardinho. Especialmente por sua natureza que, não sendo exuberante como tantas outras, proporciona àquele que a visita um contato fantástico com sua poderosa energia...

Pois bem, agora foi informado sobre a assinatura de uma Carta Compromisso a ser firmada por todos os candidatos. Quem dera mais cidades brasileiras tivessem essa iniciativa cidadã e começassem a dar seus primeiros passos ao desenvolvimento...

Lembrando que desenvolvimento não é sinônimo de "progresso" como tem sido aplicado na maioria das cidades, no mundo todo.

Desenvolvimento está atrelado ao conhecimento das necessidades essenciais de cada pessoa e de sua coletividade. Não deve haver preocupação em acumulação que prive a qualidade de vida; ou mesmo nos prive dela...

Quem sabe Pardinho, com sua poderoso energia consiga fazer com que essa ideia ILUMINE todas as demais

Município de Pardinho recebe o Programa Cidades Sustentáveis | Rede Nossa São Paulo:

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A importância da auditoria

Depois da frase de Stephen Kanitz afirmando que “o Brasil não é um país corrupto. É apenas um país pouco auditado” em seu artigo sobre questão da Origem da Corrupção, com a qual concordo plenamente, passei a dar maior atenção às noticias sobre a atuação do Tribunal de Contas.
Dentre várias que pude observar, chamou a atenção a questão da duplicação dos custos com indenizações relativas às desapropriações de áreas que estavam (ou estão) ao longo do trecho de “600 quilômetros de calhas de cimento” exigidos pela obra.
Claros são os indícios de irregularidades na forma de avaliação das áreas a serem desapropriadas. Segundo os auditores “essa supervalorização é reflexo de defeitos encontrados na metodologia usada para o calculo dos valores de indenização”.
Há alguns anos muitas pessoas, dentre as quais alguns amigos, protestaram sobre a decisão do Governo Federal em promover a transposição do Rio São Francisco.
Mais do que a questão ambiental, que seria apenas agredida sem levar qualquer benefício aos mais carentes, havia a clara percepção de que haveria – até pelos estratosféricos números que eram projetados – elevados interesses de muitas pessoas, sem qualquer compromisso ético.
Pena que a decisão adotada para suspender esse "aparente butim” foi de suspender todos os pagamentos, se ainda houver pagamentos pendentes…
É de se supor que se houver pagamentos pendentes estes não devem ser daqueles que engordaram os valores das indenizações. Se ficou por pagar é, muito provavelmente, daqueles que tiveram suas terras tomadas e acabam ficando sem o dinheiro de sua pequena indenização.
Se na época em que se começou a falar da obra, e antes da aprovação pelo governo, os preços subiram até serem estimados em R$ 5 bilhões, hoje com os desmandos e a falta de gestão fala-se, no Ministério da Integração, em R$ 8,2 bilhões.
É muito dinheiro…
São poucos os auditores…
Pífios os resultados para os homens que vivem nas regiões áridas…
Grandes recursos para aqueles que usam desse dinheiro para suas campanhas pleiteando cargos políticos, em todas as instâncias…
Realmente são poucos auditores… Muito poucos…