terça-feira, 27 de agosto de 2013

Agora vou falar...

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“Como não faz distinções entre o que é produtivo ou destrutivo para sociedade, o PIB só passa por indicador de progresso para quem nunca tenha visitado sua cozinha.” (Economista José Eli da Veiga em 15/04/2008)

Já está enfadonha a política econômica brasileira em relação à importância que seus técnicos têm dado aos humores do PIB. Uma hora falam em PIBÃO, noutra falam em PIBINHO. E a mídia em geral faz dessas declarações seu prato cheio para dar opiniões que em nada modificam o cenário político e econômico. Nem ajudam aos demais mortais interpretar o quê, de fato, está acontecendo... Tudo é um grande engodo; uma simples brincadeira de ignorantes falando para uma população que já se acostumou a dar importância ao que não é importante.

As políticas adotadas assemelham-se mais aos “programas” adotados pelas famílias mais pobres que tomam, normalmente, suas decisões baseada nas necessidades imediatas, sem qualquer capacidade de avaliar as possíveis consequências futuras, ainda que imediatas decorrentes da mesma.

É assim que eles resolvem seus problemas habitacionais, por exemplo.

Ainda falando sobre as “soluções das famílias mais pobres”, descrevo um bem provável exemplo:

Quando moram numa casa pequena (quem se lembra daquelas chamadas de 3 ou 4 peças) e os filhos crescem, resolvem a situação mediante a construção de um “puxadinho” para acomodar melhor seus filhos, mantendo o casal num quarto isolado. E seguem nessa “estratégia” até o momento em que o filho cresce, casa e tem de morar junto com os pais... mais um puxadinho acolhe o jovem casal. Nasce o neto... a solução já está pronta... basta fazer mais um puxadinho...

Ao que tudo indica a Presidente, seus Ministros e Conselheiros Econômicos, atuam na mesma ‘estratégia’... Resolve-se qualquer crise com a criação de uma nova; ainda que suas consequências sejam igualmente desastrosas... Ou piores, como a história recente vem demonstrando.

Os equívocos, a falta de uma análise cuidadosa da situação pela qual passa o país e os demais países é uma prática comum. Parece, até, uma ‘política de governo’. Se é que tenham alguma capacidade em engendrá-los...

A cada decisão encontramos motivos para (i) serem reduzidos mais postos de trabalho; (ii) aumentar o déficit comercial; (iii) desestimular a produção interna; (iv) aceleração da inflação e desvalorização do real; (v) etc.

Tudo vem de improviso, sem qualquer conexão ou compromisso com o que é esperado de qualquer governo. Minimamente sério!

Por sua vez, as pessoas em geral vem adotando, também, suas soluções nessas mesmas bases. A maioria esperando o dia em que devem buscar os seus ‘rendimentos’ compromissados por bolsas criadas com o único objetivo de continuar a prática de apostar na elevação do PIB mediante o consumo interno. A maioria atende ao apelo do governo comprando algo desnecessário usando a facilidade de compromissar-se num novo carne, para pagamento a longo prazo...

Modificam alguma coisa, com outras desastradas consequências, alterando políticas tributárias, que servem mais para criar problemas municipais do que desenvolver, efetivamente, uma evolução da economia.

Quando a situação parece calamitosa resolvem o problema com a mídia que informa as ‘melhoras dos índices de aprovação da presidente’. Ou modificando os índices que indicam a ‘elevação da quantidade de pessoas na classe média’...

Foram proféticas as palavras de Renato Russo... “Que país é este?”