sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quando a Copa chegar...

Copa do Mundo 2010
Tenho andado por várias cidades brasileiras nos últimos meses. Especialmente em capitais dos Estados do Sul, Sudeste e Centro Oeste...
Em cada uma delas pude observar alguns sinais do despreparo existente sobre algumas questões, que considero essenciais. Parece que os governantes, tanto da esfera federal, como da estadual ou municipal, preocupam-se mais com grandes planos... só não fica muito claro qual o custo e quem serão os beneficiados com eles...
Há algumas questões que vem se agravando, as mais comuns são:

Na vida cotidiana:

  • O trânsito das cidades anda caótico. A quantidade de carros em circulação é crescente e já parece estar acima de qualquer índice razoável em relação às vias públicas existentes. Sem abordar a questão de lógica, sinalização, espaços destinados ao tráfego e estacionamento. Dependendo da distância a ser percorrida uma caminhada despende um tempo menor que o automóvel. Os estudos mostram que a velocidade média dos veículos nas cidades – mesmo em horas fora dos “picos” – está menor do que a das carroças ou charretes utilizadas até meados do século passado.
  • Os trabalhadores, de um modo geral, estão morando em áreas sem grande infraestrutura, com riscos à saúde (falta de água, saneamento, etc.), riscos de segurança, falta de escolas e postos de atendimento médico. Grande parte do dia desses trabalhadores é consumida com o tempo despendido em sua locomoção entre o local de sua casa e o trabalho, além do grande desconforto e isolamento familiar.
  • Os restaurantes, especialmente aqueles mais populares, estão com graves problemas de higiene e limpeza. Sem entrar na questão da qualidade dos mesmos, a efetividade de sua validade alimentar ou na possibilidade de acesso pelos preços praticados.
  • As calçadas não oferecem a segurança mínima necessária aos pedestres. Sujeira, buracos, objetos deixados sobre a mesma, dificultam a todos. Nem entro no aspecto de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. De nada adianta construir rebaixamento nas guias, para trânsito de cadeirantes, se o passeio é feito de forma inclinada, mantido com buracos ou materiais que impedem a passagem.

Nos deslocamentos entre cidades

  • As estradas encontram-se em estado precário de conservação. As que estão bem conservadas possuem praças de pedágio ao longo do trecho que encarecem bastante o custo de deslocamento, de pessoas e mercadorias.
  • Os aeroportos estão no limite, não necessariamente quanto ao numero de voos, mas em relação ao acesso aos mesmos. Está cada vez mais difícil de se chegar aos mesmos por conta da falta de previsibilidade das áreas de desembarque das pessoas que irão embarcar.
  • As cidades estão com ocupação de hotéis tomada, por tantas pessoas que viajam. Além disso muitos já ostentam tabelas de preços fantasticamente elevados, “por conta da época da copa”.
  • Os serviços prestados nos aeroportos estão sofríveis em termos de higiene, limpeza e organização; e, qualquer consumo de alimentos, especialmente, com preços extremamente elevados.

No atendimento à segurança

  • Nesta área estamos caminhando para situações de extrema gravidade. Além do aumento de ações criminosas contra qualquer pessoa há um contingente de segurança cada vez menor e menos preparado.
  • A segurança também é impactada no trânsito, onde cresce o risco de acidentes com gravidade por conta da falta de responsabilidade de uma parte dos motoristas que teima em dirigir em alta velocidade e sem estar convenientemente sóbrio.
  • Se o cidadão que sofreu alguma violência for cumprir com seu dever e fizer a queixa terá de despender um bom tempo, até encontrar onde poderá ser atendido. Sem falar na questão da cordialidade e atenção por parte dos atendentes. Falta-lhes preparo.
Esta lista poderia continuar. Nosso crescimento é comprometido pela falta de importantes investimentos nas áreas essenciais a todos. Não importa em qual momento estejamos nos referindo...
Resta, entretanto, a esperança de que “quando for a época da Copa Mundial de Futebol” todas as questões, inclusive as listadas acima estarão resolvidas. Ao menos é o que as nossas autoridades estão nos informando. Tudo estará pronto no momento em que se iniciarem os “jogos da copa”!
Espero que as pessoas passem a desligar seus aparelhos de televisão e passem a perceber melhor o ambiente em que vivem... Acorda Brasil!!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Recado do Ricardo…

Brasil - VergonhaComo sempre tem acontecido as decisões de governo passam, sempre, pela máxima adotada pelo império romano, em sua decadência.

“Pão-e-circo”. Essa a receita para a perpetuação no poder; mesmo que à custa do futuro, mesmo que imediato…

Faz poucos dias eu comentei, também sobre isso no post: “Na pátria de chuteiras…”, onde fica evidente a distorção entre a nossa realidade diante da derrota da seleção brasileira de futebol e a Verdadeira Vergonha Nacional.

Este texto do Ricardo Jordão, sempre lúcido, mostra uma realidade que deveria ser a esperada por todos nós. Pena que a maioria ainda prefira libertar Barrabás

Jesus Cristo ou Barrabás?

O futuro pertence àqueles que se preparam hoje.

Querida(o) Amiga(o),

Quatro anos atrás, o lula deveria ter interrompido o Jornal Nacional para fazer o seguinte pronunciamento:

"Caros Brasileiros e Brasileiras, existe uma grande chance do nosso querido país ser escolhido para sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Mas antes de batermos o martelo com os nossos camaradas da Fifa e CBF, Nike e Coca-Cola, Rede Globo e Cervejas, eu gostaria de saber a opinião do povo brasileiro sobre o que devemos fazer.

Para tanto, eu convido a todos vocês a participarem de um plebiscito nacional a favor ou contra a realização da Copa de 2014 no Brasil.

A situação é a seguinte: pelas nossas estimativas iniciais, vamos gastar 40 bilhões de dólares para realizar a Copa no Brasil.

MAS, como vocês mesmo sabem, NUNCA NA HISTÓRIA DESSE PAÍS fizemos alguma obra dentro do prazo e muito menos dentro do orçamento inicial.

Nós somos muito ruins de planejamento e execução; e ainda temos que contar com toda a problemática da corrupção que rola solta nesses momentos.

Portanto, em "off", eu acredito que vamos torrar 120 bilhões de dólares para fazer a Copa no Brasil. 120 bilhões de dólares! É dinheiro para xuxu.

Para conhecimento Wikipediano de vocês, esse valor - 120 bilhões de dólares - é maior que os gastos somados das últimas seis copas juntas!!!

Então, a decisão que eu gostaria que vocês tomassem é a seguinte:

Pega o seu telefone agora mesmo e disque 1 caso você acredite que o país deva investir 120 bilhões de dólares na realização da Copa de 2014 no Brasil, e Disque 2 caso você acredite que devemos pegar esse mesmo valor - 120 bilhões de dólares - e investir na construção de escolas, hospitais, saneamento básico, estradas, aeroportos, melhores salários para professores, segurança e polícia, internet banda larga para absolutamente todos os brasileiros, faculdades, computadores populares e muito mais.

Pelas nossas contas, é possível construir 65 hospitais, 150 escolas, 23 faculdades, distribuir 1.5 milhões de livros didáticos, 250 mil computadores, resolver o problema de saneamento básico em 25 grandes cidades, e ainda construir 400 escolinhas de futebol para ensinar o "corpo são" para 40 mil crianças e jovens brasileiros.

"Cumpanheiro", não vale dizer que temos que fazer as duas coisas. Você e eu sabemos que não vamos conseguir. Coloca o pé no chão. Olhe o nosso histórico e encare a realidade de frente.

Portanto, a minha pergunta ao povo brasileiro é a seguinte:

Vocês preferem tornar o Brasil conhecido mundialmente como o país que realizou a Copa de Futebol mais cara da história do planeta, ou vocês preferem tornar o Brasil conhecido mundialmente pela qualidade das suas escolas e paz social para todos?

"Cumpanheiras" e "Cumpunheiros", eu adoro futebol tanto quanto todos vocês. Eu sou "Curinthiano" como milhões de outros brasileiros. Mas eu acredito que a prioridade do país não é exatamente futebol. Mas quem sou eu para achar alguma coisa, certo? Eu quero saber o que vocês querem para o país.

Então, Disque 1 se você é a favor da Copa, ou Disque 2 se você é a favor da educação e infraestrutura.

E concluindo, com a realização desse plebiscito eu quero deixar bem claro para todos que eu estou lavando as minhas mãos. O que vocês decidirem está decidido."

Infelizmente esse discurso nunca foi feito.

Meia dúzia de caras pálidas engravatados decidiram que a Copa de 2014 seria no Brasil, e assim foi, amém.

Passados quatro anos, os orçamentos para a Copa estão furados, estourados e incompletos. As estimativas mudam a cada três meses, as taxas de urgência vão pipocando aqui e ali, a distribuição de milhões de reais sem licitação já está rolando, e a bagunça só vai aumentar.

O importante, como todos dizem por ai, é não passar vexame perante o mundo. A Copa tem que acontecer. Custe o que custar.

O Brasil vai passar vexame. O loiro de olho azul sabe que estamos tocando fogo em dinheiro para fazer uma festa para ficar bem na fita quando todos os vizinhos sabem que dentro de casa não temos dinheiro nem para contratar um decorador para arrumar a nossa sala de estar.

A Copa é mais um erro de investimentos, tempo e recursos que o Brasil está fazendo. Mais um erro entre tantos que rolam por aqui. Somando o período de pré-Copa, Copa, pós-Copa, pré-Olimpíada e Olimpíadas, vamos queimar 10 anos de investimentos públicos e foco de prioridades.

Se tivessem me dado a oportunidade de escolher, eu teria votado contra a Copa no Brasil.

A Copa é um evento supervalorizado. Os únicos que realmente ganham com a realização da Copa são a FIFA, CBF, os jogadores, as grandes construtoras, a televisão e os vendedores de cerveja. Ponto.

60 dias atrás o U2 tocou no estádio do Morumbi para 80 mil pessoas por noite. 80 mil!!! E posso te dizer que a cidade de São Paulo não parou porque o U2 estava no Estádio do Morumbi com 80 mil neguinhos. Te garanto que milhões de paulistanos nem sabiam que os caras estavam na zona Sul tocando para 80 mil carinhas. 3 jogos com 45 mil pessoas dentro não fazem nem cócegas na economia da cidade.

O circo da Copa é supervalorizado e inflacionado além da conta por aqueles que fazem a coisa toda acontecer justamente porque precisam fazer a galera acreditar que é preciso torrar dinheiro com esse circo.

Se, os jogadores da seleção tivessem o espírito que tinham o Pelé e o Zico, eu até diria que vale a pena investir nesses caras; mas com o tipo de seleção mercenária que tem hoje, vocês ainda vão armar o circo para esses "profissionais" do futebol moderno ganharem mais e mais dinheiro???

A Copa nada mais é do que a grande oportunidade dos jogadores valorizarem seus passes.

Além do mais, eu aposto o que vocês quiserem que apenas 30% das pessoas presentes nos jogos nos estádios da Copa serão estrangeiros. Os outros 70% serão brasileiros. Brasileiros que tem por baixo 800 reais sobrando para gastar com cada ingresso. O povão não vai conseguir nem vender camiseta pirata em volta do estádio. E os caras ainda votam na coisa toda.

O alemão, o holandês, o italiano, o inglês, o americano, não vão pagar o preço do ingresso, a viagem, hotéis, e o trabalho de se submeter ao sufoco que eles imaginam que podem passar em terra brasilis para assistir a Copa no Brasil.

Hoje, essa turma tem em suas casas televisões HD 3D de LCD de 50 polegadas, transmissão com múltiplas câmeras, som de alta definição etc.

Em 2014 essa galera terá televisões de 80 polegadas com ultra definição e sei lá mais o quê.

Por que sair do conforto do seu país, sofá e família para se aventurar a assistir 2 ou 3 jogos na América do Sul??

Poucos virão. Quem vai mesmo assistir ao jogo do Azerbaquistão Versus Coréia serão os torcedores do Atlético Mineiro, Flamengo e Sport.

E mais, a construção dos estádios da Copa não vai melhorar a vida da galera que mora em sua volta. Imbecil o cara que acredita nessa conversa fiada. Não existe qualquer plano para melhorar as casas e ruas ao redor. É só papo. A coisa nem começou, e não vai começar. É só você olhar para o Rio de Janeiro que cerca o Engenhão para ter uma boa ideia do que vai acontecer com Itaquera depois que o Estádio do Corinthians for construído por lá.

Nada.

Por que eu estou escrevendo esse texto? Porque eu acredito que deveríamos PARAR a Copa. "Impeachment" no Ricardo Teixeira, FIFA e tudo que está rolando.

Como pode alguém liberar a coisa toda sem saber quanto vai custar???

E como pode todo mundo aceitar tudo que está rolando na boa sem qualquer reação ou sentimento de revolta???

Será que se eu enviar um tweet para a galera do Egito eles nos ajudam a virar a mesa por aqui?? Definitivamente os nossos universitários não são melhores que os universitários do Egito. A galera por aqui quer circo, quer coliseu romano, quer copa do mundo.

Chama os Egípcios! Os caras tem culhão!

2 mil anos se passaram e o povo ainda não aprendeu. Eles preferem soltar o bandido (Barrabás) do que apostar na Coisa Certa (Jesus Cristo).

Quando finalmente temos a oportunidade de escolher o caminho da ética, moral e boa vontade, a galera escolhe o caminho do pão e do circo.

Vai Barrabás, cumpre a sua sina! Bota a bandidagem na rua, a galera assina embaixo!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Ricardo Jordão Magalhães
Impeachment a CBF & FIFA!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Na pátria de chuteiras…

Sempre que é anunciado um jogo da Seleção Brasileira de Futebol, especialmente de Domingo, há festa na maioria das casas.

O brasileiro gosta de futebol! Especialmente quando tem a oportunidade de assistir junto com amigos para ‘comemorar juntos’ tudo o que puderem partilhar: comida, bebida, alegrias e tristezas…

Pão e circo! Nada mais eficaz para manter todos os problemas verdadeiros em baixo do tapete. Tá na hora de começarmos a sentir vergonha…

A derrota da seleção e a verdadeira vergonha

Vinícius André Dias

- Há exatamente 40 anos, Pelé disputava sua última partida com a camisa da seleção brasileira. Esse fez falta ontem.

Eu também torci pela seleção de futebol da CBF. Eu também me irritei com os quatro pênaltis perdidos. Eu também fiquei sentido com a desclassificação. Mas tudo isso durou o tempo da partida – no máximo uma hora a mais, enquanto eu revia os lances num programa esportivo. Em seguida, passou. Como passa a decepção depois de uma péssima sessão de cinema. Como some o desapontamento depois de um show abaixo da crítica. Espetáculos, entretenimento, com algumas lições para a vida, se calhar, mas nada que justifique uma noite mal dormida.

Num país que segue o futebol como se fosse uma religião e que santifica (ou demoniza, dependendo da rodada) os atletas, sei que é difícil pensar assim – eu mesmo já sofri muito com a seleção e com o “meu” Botafogo. Mas penso que assistir a uma derrota do “time de coração” deveria ser tão frustrante quanto assistir a um filme ruim do diretor favorito ou a uma música desafinada do cantor preferido. Quando isso acontece, ninguém sai quebrando o cinema, pedindo a cabeça do diretor ou dos atores. Ninguém fica chorando de raiva pela decepção musical, gritando ao cantor: “você deveria honrar a MPB, seu safado”! Seria uma cena ridícula – tão ridícula quanto as choradeiras e quebradeiras que costumam seguir os jogos de futebol.

Nessas ocasiões de derrota nos campos, também sempre surge o papo de que “os jogadores ganham demais”, “só querem saber de dinheiro”... Concordo com o argumento de que os enormes ganhos financeiros por parte de jogadores de futebol revelam certa inversão de valores, quando comparados aos salários de professores, médicos da saúde pública, policiais e tantos outros profissionais fundamentais ao bom funcionamento da sociedade. Mas o mesmo pode ser dito dos ganhos astronômicos de certas estrelas da música, do cinema, da televisão... De novo: depois de um filme ruim, ninguém sai chamando o ator de mercenário, ninguém o acusa de “ganhar muito”, de “só querer saber de dinheiro” e descuidar da atuação. Não é a mesma coisa? É! Nós é que nos apaixonamos pela coisa errada: o futebol, como conhecemos hoje, é uma atividade de entretenimento, privada! Até mesmo a "seleção brasileira" é particular! E os jogadores são atores do espetáculo, que ganham dinheiro conforme o lucro que geram – como estrelas de cinema ou cantores de sucesso, ou nós mesmos, se pensarmos bem.

Recentemente, assisti a uma entrevista feita pelo Luciano Huck com o Daniel Alves, lateral-direito da seleção e do Barcelona. Ao responder a uma pergunta do Luciano Huck sobre a pressão que sentia antes de um jogo como a final da Liga dos Campeões da Europa, torneio de clubes mais importante do mundo, Daniel Alves respondeu algo como: “pressão eu sentia quando plantava cebola e não sabia se teria o que comer no final do dia. Jogador de futebol, sentir pressão? Agora é tranquilo”. A resposta é sincera e revela duas coisas. Primeiro: enquanto alguns torcedores passam uma semana chorando por conta de uma derrota (e até deixam de se importar com problemas reais, míopes em relação à importância das coisas), os grandes jogadores até podem ficar chateados, mas em seguida entram nos seus carrões, vão para suas mansões e passam a pensar no próximo show. Segundo: geralmente, os jogadores merecem o sucesso. O Daniel Alves passou fome no árido e pobre interior da Bahia, plantou cebola e batalhou muito, suou a camisa para vencer na vida. Hoje é um dos grandes atores de um dos principais espetáculos da Terra, que movimenta bilhões. Ele não merece ganhar o que ganha? Se há muita gente que paga para assisti-lo, que compra suas camisas, é claro que merece!

A gente quer se revoltar contra a riqueza alheia? Pois que nos revoltemos contra quem fez fortuna indevidamente, sem trabalhar, desviando dinheiro público – inclusive no futebol. Que nos revoltemos contra os maus políticos! Esses merecem o nosso repúdio, a nossa revolta, os nossos cartazes, as nossas vaias!

Vergonha

Logo após a partida em que a seleção foi desclassificada da Copa América pelo Paraguai, o Twitter foi inundado de comentários sobre #vergonhabrasil. Eu mesmo postei um. Mas depois fiquei pensando: #vergonhabrasil? Por causa de futebol? Por perder um jogo para o Paraguai? A gente deveria sentir vergonha por não conseguir acabar com o tráfico de drogas e armas na fronteira com o Paraguai... A gente deveria sentir vergonha dos grandes problemas brasileiros: educação abaixo da média, saúde em estado terminal, falta de segurança, infraestrutura desestruturada, corrupção... A gente deveria sentir vergonha da nuvem de roubalheira que parece estar se formando no horizonte dos grandes eventos esportivos no Brasil... A gente deveria sentir vergonha de nós mesmos, por termos eleito para representar nossos interesses mais fundamentais pessoas de quem se desconfiaria até na administração das moedinhas de troco... A gente deveria sentir vergonha por não fazer nada a respeito... A gente deveria sentir vergonha por sofrer mais com o futebol do que com a nossa miséria... #vergonhabrasil!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

X-Tudo pronto para ser degustado... Por quem?

Já vi isso antes...

Ontem, numa loja do aeroporto, comprei alguns produtos antes de embarcar. Para que ficasse clara a minha aquisição de uma mercadoria para os eventuais exames a que somos submetidos antes de entrar na sala de embarque, pedi a vendedora que me fornecesse uma Nota Fiscal.

Assim como já acontecido em outros lugares, sempre que peço a emissão da Nota Fiscal correspondente a minha compra, a Loja forneceu apenas um 'recibo contendo o carimbo da loja e seus dados'. Não tinha a nota fiscal...

É para combater esse tipo de situação, de clara sonegação de tributos, que a Prefeitura do Município de São Paulo que adotar o programa denominado "X-Tudo".

Nesse programa é seguida a forma já adotada, com sucesso, pelo Estado de São Paulo; mediante uma série de incentivos aos consumidores.

Será uma forma de fazer uma pequena mudança nas alíquotas pagas pelos profissionais que seguiam para outros municípios para pagar seus tributos com alíquotas inferiores às cobradas por São Paulo.

Lá como cá... O Poder é sempre do mais forte...


As notícias nos dão conta do grave problema pelo qual passam os EUA. O Presidente Obama vem buscando negociar uma solução para um risco pelo qual passam todos os credores americanos.

Uma das sugestões apresentadas compreende o "fim dos subsídios". Só que esses subsídios compreendem em benefícios que somente alcançam os mais ricos. Um dos subsídios, por exemplo, é para reduzir o custo dos combustíveis dos jatinhos...

Não é muito difícil entender a razão para que haja tanto clamor político para que esses subsídios não sejam retirados...

Pois bem, no Brasil também não somos muito diferentes. Os diversos tributos existentes, que oneram de forma significativa aos trabalhadores e pequenas empresas (veja o artigo: Carga tributária atinge baixa renda e pequenas empresas).

Essa pesquisa revela que entre 19 países utilizados na amostra o Brasil tem a 15ª menor carga fiscal àqueles que possuem alta renda (recebem US$ 200 mil anuais).

Paralelo a isso, a mesma pesquisa demonstra que o Brasil tem a 9ª maior carga fiscal para assalariados de baixa renda (que ganham US$ 25 mil anuais), dentre os mesmos 19 países da amostra.

A forma de tributação brasileira, assim como as taxas de juros praticadas, vêm impedindo que haja investimentos pelas empresas, dificultando bastante sua continuidade.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Virtudes morais despertam interesse das empresas e instituições

imagem_balancosocial
Um dos grandes desafios das empresas atualmente é formar e reter talentos.
A nova geração que vem substituindo os diversos níveis de trabalhadores trazem perspectivas e expectativas diversas daquela que até então eram comuns às empresas.
Estamos migrando de uma sociedade “industrial”, onde há hierarquias e lideranças definidas e preestabelecidas, para um novo modelo de sociedade que se comporta e age na forma de uma grande rede distribuída.
Vale a pena, sobre esse tema, conhecer o ensaio apresentado no endereço: Da Sociedade Industrial à Sociedade em Rede, de Maristela Moura, numa atenta observação dessa nova forma de sociedade que foi apresentada por Augusto de Franco em seminário realizado na FIEP.
Essa moçada, extremamente talentosa e inquieta, tem novo comportamento nos ambientes de trabalho. Não conseguem manterem-se subordinadas a qualquer forma de comando que lhes exija atitudes de rotina. São extremamente havidas por novos conhecimentos (que também são descartados mais rapidamente ainda).
A liderança atualmente é situacional. Não é mais possível termos equipes com lideranças fixas, nem sempre inovadoras, e com focos muito estreitos.
A busca que as empresas passaram a buscar, alimentando crenças coletivas e valores morais, pode representar uma possível solução para a formação e retenção dos novos talentos.
Já há alguns anos as empresas vêm buscando adequar-se às chamadas “boas práticas de administração”, bem como na aplicação do “fair trade”. São essas práticas que dão a sustentação à criação dos valores morais das empresas, que devem praticá-las de forma autêntica e contínua.
A globalização e a comunicação na forma de redes faz com que todos saibam tudo sobre todos... e rapidamente. Por isso, comete grave erro aquele que ‘fingir’ adotar essas práticas apenas no discurso. Se não houver integridade todo o esforço feito poderá representar um grande retrocesso; dificilmente recuperável.
A adoção de boas práticas é sinal de responsabilidade social pelos empreendedores. A aplicação e perpetuidade das mesmas dará o respaldo necessário para o crescimento da empresa e a satisfação daqueles que nela trabalham.
As nossas recomendações, especialmente quando atuamos como ‘advisor’ de conselhos empresariais, é a de buscar fortalecer as políticas de governança e transparência, mediante a adoção ética dos princípios de ‘accountability’.
Mantemos a esperança de que essas mudanças nas empresas ocorram rapidamente, alastrando-se de forma quântica, como temos observado em tantas situações análogas atualmente.

Pequenas empresas e baixa renda têm maior impacto tributário

A arrecadação assemelha-se a um buraco negro no espaço...
Ninguém consegue saber o que acontece depois.

Sob o argumento de que o "Brasil deve promover a Inclusão Fiscal", para só depois se pensar em redução de carga tributária, estamos acompanhando o significativo aumento da quantidade de contribuintes.

No artigo: Carga Tributária Atinge Baixa Renda e Pequenas Empresas fica evidenciada a distorção causada pela (má) política tributária adotada no Brasil.

Claro que sou favorável a Inclusão Fiscal. Ela representa a oportunidade para desenvolvimento de todos em melhoria de qualidade de vida e cidadania. Só não dá para concordar da forma como vem sendo feita...

Veja este comentário extraído do texto indicado:

Paralelo a isso, o Brasil tem a 9ª maior carga fiscal para assalariados de baixa renda (que ganham US$ 25 mil ao ano), dentre os 19 países da amostra.
Nesse mesmo contexto, o impacto da carga tributária nas micro e pequenas também é maior do que nas grandes companhias. "As empresas que estão no Lucro Presumido - onde entram aquelas micros e pequenas empresas que não podem, por lei, optar pelo Simples - recolhem os impostos somente sobre o faturamento, de modo a não poder retirar do cálculo as despesas, como são autorizadas as companhias - normalmente as grandes -, que tributam somente se tiver lucro (regime Lucro Real). O resultado disso é que aquelas que estão no Lucro Presumido veem seu patrimônio ser tomado pelas contribuições que são obrigados a fazer".

Por isso é recomendável que, antes de fazer uma escolha sobre a forma de tributação a ser adotada pela empresa, o empresário consulte os profissionais qualificados para analisar adequadamente sua situação e recomendar, com propriedade a melhor forma a ser adotada.

Além disso, o Consultor poderá orientar e ajudar na implantação de um Orçamento Empresarial, onde ficará transparente a capacidade de geração de resultados do seu negócio.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Um futuro sonhado...

Já há algum tempo - quando li este artigo no primeiro número da Revista "O Cruzeiro", de 1928, - fiquei abismado com o exercício de futurologia apresentado pelo Professor Laboriau, relatando como antevia a nossa realidade no ano 2000.

Já passamos mais de uma década do ano 2000 e ainda continuamos, no mundo todo, dependentes de energias fósseis para a locomoção dos veículos, trens, navios e aviões...

Foi pelos anos 20, do século XX, que as experiências realizadas por Nicola Tesla nos EUA, findaram numa explosão, que destruiu seu laboratório e seu sonho de proporcionar - a todos, sem distinção - a abundância de energia elétrica a ser irradiada a quem dela necessitasse.

Claro que essa questão é cheia de mistérios e intere$$e$ nunca revelados...

Leia o artigo. Com certeza você irá se surpreender. Tomei a liberdade de grifar alguns trechos, para chamar sua atenção.

O Professor F. Labouriau, Cathedratico de Metallurgia da Escola Polytechnica, diz como
será o distante anno 2000.

O Cruzeiro - 10 de novembro de 1928 A Éra das Forças Hydraulicas
Anno 2000.
A população do Brasil attingiu 200 milhões de pessoas a precisarem de energia para as suas multiplas actividades: compreende-se como essa necessidade levou ao aproveitamento das forças hydraulicas. Lentamente, medrosamente, a principio, essa utilização de energia se foi, depois, aos poucos accelerando. No anno 2000 já estão longe os tempos em que ainda se importavam carvão e petroleo! Esses recursos primitivos, condemnados pelo progresso da technica, foram desapparecendo, passando a constituir apenas uma recordação historica.
Os 50 milhões de cavallos-vapor de energia hydro-electrica, utilizados no Brasil, no anno 2000, equivalendo ao trabalho mecanico de 600 milhões de homens, a população brasileira, do ponto de vista energetico, é então computavel em 800 milhões. Nessas condições, não admira que sejam enfrentados e convenientemente resolvidos os problemas da producção. As questões nacionaes são, então, estudadas por gente competente, tendo acabado, ha muito, a influencia dos politicos profissionaes. A Natureza, dia a dia dominada, é cada vez mais perfeitamente aproveitada. A luta do homem para o progresso passou a ser travada especialmente nos laboratorios de pesquisa. Ahi é que perscrutam, pacientemente, os segredos da Natureza, e dahi é que saem os processos, cada vez mais aperfeiçoados, de dominio da energia cosmica. Como estamos longe dos tempos em que nem havia Universidade no Brasil, a nao ser umas instituições de fachada, formadas por escolas exclusivamente para ensino profissional, e onde a pesquisa scientifica não se podia fazer!
Todas as actividades industriaes foram avassaladas pela energia electrica. São as industrias electro-chimicas, num desdobramento maravilhoso; é a electro-metallurgia; é, ainda, a energia para tudo. As distancias desappareceram, por assim dizer, desde que se resolveu o problema de irradiação da energia.
Lembram-se todos como começou a ser resolvida essa questão. Foi, a principio, a radio-telephonia, logo seguida da radio-photographia. Pouco depois, irradiava-se energia pra fins industriaes, e os motores electricos com energia irradiada se installaram em todos os vehiculos: bondes, trens, automoveis, aeroplanos, navios; e em todas as fabricas; e em todos os logares onde a energia se faz precisa. O problema da distribuição da energia passou, desde então, a ser uma questão definitivamente resolvida.
Transformara-se, com isso, a vida, que Nietzsche affirmou ser, essencialmente, uma aspiração á maior somma de poder, numa vontade que permanece, intima e profunda, em todo ser vivo. A luta pela existencia, pelo poder, pela preponderancia, com a nova forma de distribuição de energia passara a ser uma luta pela posse da energia electrica. A importancia dos povos se alterara, sendo regida a sua classificação pelo valor das reservas em forças hydraulicas.
É assim que o 1° lugar passara a ser da Africa, com os seus 190 milhões de cavallos-vapor hydro-electricos. Em 2° logar vinha a Asia, com 71 milhões. A America do Norte, com 62 milhões, ficara em 3° logar, e a America do Sul em 4° logar, com 60 milhoes de cavallos-vapor hydro-electricos, dos quase 50 cabendo ao Brasil. A Europa, com 45 milhões de cavallos, ficara tendo atrás de si unicamente a Oceania, com 17 milhões.
Cabia agora o dominio aos povos que dispunham de maior somma de energia hydro-electrica. Passara o tempo do imperialismo do carvão e do petroleo, e chegara a era da energia electrica. Os 445 milhões de cavallos-vapor, em que se orçara a energia total das forças hydraulicas da Terra, passaram a regular decisivamente a importancia relativa das 5 partes do mundo.
Ainda ha, no anno 2000, philosophos a indagarem se o progresso existe, affirmando que o que interessa não é poder ser enviado o pensamento á volta da terra, em alguns segundos, mas sim saber se esse pensamento é melhor, mais profundamente humano, mais justo. A vida, em todo caso, mudou completamente. Melhor? Peor? - É difficil sabe-lo. Mas, seguramente, é differente.
É a era da electricidade.
A differença entre a vida de então e a dos anteriores é alguma coisa como a differença hoje existente entre a vida dss grandes cidades e a do campo. O ambiente é outro. Outra é a organização da vida. Cada vez o homem se afasta mais da Natureza. Primeiro, liberta-se do dia e da noite. A luz artifical permitte-lhe a vida nocturna absolutamente igual á do dia; a luz solar não é mais reguladora dos habitos quotidianos. A vida em grandes aglomerações vae, aos poucos, deixando em todos os habitos a sua marca. As facilidades augmentam para tudo e os multiplos actos da vida se vão, lentamente mas constantemente, adaptando á nova ordem das coisas. O tempo se distribue de outro modo, e os affazeres são outros. Outros são, tambem, os divertimentos. Insensivelmente, as differenças se vão accentuando.
As viagens e os proprios passeios diminuiram muito, desde que, sem sair de casa, pode-se ver o que ha em qualquer parte da Terra: a televisão, juntada á telephonia, modificou radicalmente os habitos. Não ha necessidade de sair para fazer compras: vê-se, escolhe-se, encommenda-se tupo pelo telephone-televisor automatico. Não ha mais necessidade de viajar, para ver terras longinquas: é só ligar o receptor, e visita-se, commodamente, qualquer museu, ou qualquer paiz. Sómente os objectos devem ser transportados.
Na era da electricidade o rei dos metaes é o aluminio, retirado das argilas pela energia electrica. O aluminio supplantou, com as suas ligas, o ferro, pesado demais e facilmente oxydavel, e ainda substitui o papel, tão facilmente deterioravel. De aluminio são os livros. É em folhas de aluminio que se escreve.
A era da electricidade se caracteriza, essencialmente, pelo emprego da electricidade em todas as formas de energia. Energia luminosa: tudo se iluminna electricamente. Energia chimica: tudo deriva da electricidade. Energia thermica: tudo se aquece ou se resfria pela electricidade. Energia mecanica: tudo se movimenta pela electricidade.
Servindo para tudo, a energia electrica passa a ser a nova moeda. O ouro e as suas representações são formas obsoletas de medir valores. A moeda, no anno 2000, é, tambem, a energia electrica. Pagam-se as compras em kilowatts. Paga-se o trabalho en kilowatts.
A revolução trazida é principalmente nos habitos. Continúa a haver desigualdades sociaes. Ha ricos, possuidores de milhões de killowatts-horas, remediados, que têm alguns milhares de unidades de energia; e pobres, que dispõem apenas de algumas unidades. É verdade que não ha mais fome, desde a adopção do trabalho obrigatorio minimo, nas usinas distribuidoras de energia. Mas as questões sociaes continuam.
Muitos pretendem estender o dominio da actividade industrial do Estado. Parece-lhes insufficiente o monopolio governamental das usinas geradoras e distribuidoras de energia. Começou a questão a proposito da regularização do clima. Uma vez reservada para o Estado a faculdade de provocar as chuvas pela energia irradiada ás nuvens, determinando-lhes a condensação, pareceu a muitos que se deveriam ampliar ainda mais as horas de trabalho obrigatorio minimo, servir-se-ia melhor a colectividade minima do trabalho. Só haveria vantagens nisso.
Objectam, porém, alguns ser o caso das usinas de energia, evidentemente, especial. Da mesma forma, o da distribuição das chuvas, vantajosamente affecto ás autoridades, para beneficio geral. A Repartição das Chuvas, dispondo de todo o serviço official de estatistica, e em connexão com os demais repartições do Ministerio da Agricultura, é uma organização que se resolveu dever ser do Estado. Ampliar, porém, ainda mais os serviços governamentaes, numa socialização progressiva de todas as actividades, não merece as sympathias de um grupo numeroso. Já todos os homens e todas as mulheres, maiores de 18 annos, são obrigados a um serviço diario de 2 horas. Breve serão 3 horas. Onde se irá para nesse caminho? Invocam-se contra as idéias de socialização os velhos principios da liberdade individual. A questão está, assim, longe de ser resolvida
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Sonho? - Sim. Mas o sonho de hoje poderá ser, amanhã, realidade. Sabe-se lá até onde nos levará a evolução que hoje se processa tão acceleradamente? Como será a vida no anno 2000?
O Cruzeiro on line é um trabalho de preservação histórica do site Memória Viva

Mudanças nos demonstrativos contábeis


Ainda nos encontramos no meio do enorme turbilhão em que se transformou a forma de elaboração e apresentação dos demonstrativos contábeis (também denominados de financeiros), a partir do ano calendário de 2008.

Àqueles que ainda não perceberam o alcance dessas mudanças, valerá a pena ler o artigo: A evolução dos demonstrativos financeiros

Agora não basta apenas fazer poucas contas com base nos diversos demonstrativos apresentados. Será necessário ler, com grande atenção, as notas explicativas e o relatório dos auditores independentes.


Uma das maiores mudanças deve-se as várias formas para avaliação de componentes do ativo e do passivo. Sempre será buscado o valor justo que melhor represente o patrimônio líquido da sociedade. E as bases de cada forma de avaliação vem descrita em mais de uma nota, normalmente...


Ganhará pontos com seus sócios e mercado em geral aquelas empresas que adotarem, de fato, as boas práticas de gestão de seus negócios; inclusive contando com uma eficiente política de Governança Corporativa.

Até quantos % de tributos há numa mercadoria?

Sem dúvida que nas datas comemorativas, quando é comum as pessoas trocarem presentes, a Receita Federal aproveita para reforçar bastante seu caixa com a arrecadação de tributos.

Neste artigo Tributos respondem por até 78% dos preços o IBPT mostra que há casos em que o tributo chega a 78% do preço pago. Isso significa que a mercadoria (mesmo com uma série de outros tributos, não computados no cálculo) vale apenas 22% do valor despendido.


Há a necessidade de maior conhecimento sobre o montante dos tributos arrecadados, em cada produto e/ou mercadoria adquirida, para que comecemos a promover uma mudança na situação geral em que nos encontramos.


Muito imposto arrecadado, quase nada retornado ao bem estar da sociedade...


Será que podemos trocar essa forma cara de governo por um grupo de gerentes eficientes e honrados?

Solução para compensações de tributos, sem risco de multa...

Trata-se de assunto corriqueiro.

A Receita Federal busca, de todas as formas, inibir aos contribuintes de buscarem seus direitos de reaverem créditos tributários. Neste caso, ocorrido com empresa gaúcha, foi encontrada uma forma de buscar o recurso financeiro sem que haja risco de multa.

Se seu caso é semelhante a este, ou você, como empresário, não tem certeza da existência de possíveis créditos fiscais, cujos montantes, quando recuperados, podem alavancar seus negócios, procure conversar com seu Consultor.

Mantemos, sempre, uma equipe de auditores fiscais permanentemente atualizada para atender a essas questões...

Sentença impede multa de 50% em compensação fiscal
Uma agroindústria do Rio Grande do Sul obteve sentença que garante a realização de compensações de créditos de PIS e Cofins para quitação de tributos federais sem o risco de aplicação de multa de 50%, caso a operação seja julgada indevida pelo Fisco. É a primeira decisão sobre o assunto que se tem notícia. A pena foi imposta pela Lei Federal nº 12.249, de 2010. O objetivo é desestimular situações de uso de créditos de PIS e Cofins que não são expressamente permitidas por lei. Segundo a Receita Federal, o volume de compensações caiu 50% logo após a entrada em vigor da nova multa.
A sentença foi proferida pelo juiz federal Adriano Copetti, da qual cabe recurso. O magistrado afasta a aplicação da multa "em caso de mero indeferimento de pedido de ressarcimento ou de compensação, exceto se for caracterizada má-fé da contribuinte". Para ele, quem tem boa-fé não pode ser ameaçado de multa só por exercer regularmente seu direito constitucional de pedir. "Ao invés disso, a Receita tem que estar aparelhada para dar cabo à demanda", afirma
A empresa gaúcha decidiu ir à Justiça preventivamente por acumular mensalmente um grande volume de créditos. Como a agroindústria é eminentemente exportadora, a cada trimestre precisa fazer pedidos de ressarcimento ou compensação. Assim, o risco de ser autuada é alto. "O problema é que a Receita tem uma política restritiva de reconhecimento de créditos", diz o advogado Gustavo Goulart, do escritório Martinelli Advocacia Empresarial, que representa a indústria no processo.
Antes da alteração, era aplicada apenas uma multa de 20% pelo atraso no pagamento dos tributos quitados com créditos indevidos. Para o advogado Luiz Roberto Peroba Barbosa, do escritório Pinheiro Neto Advogados, a multa de 50% é claramente confiscatória, além de violar o direito de pedir do contribuinte. "Quando o Fisco tenta executar alguma dívida infundada não é condenado a pagar uma multa de 50%", critica o tributarista.
Como a lei entrou em vigor em junho, ainda há poucos casos de empresas multadas em 50%. "Por enquanto, só apresentamos recurso administrativo", afirma o advogado Luiz Rogério Sawaya Batista, do escritório Nunes e Sawaya Advogados. "Mas é possível usar a sentença gaúcha como jurisprudência para obter o mesmo benefício."
O caso está sendo acompanhado pela Procuradoria Regional da Fazenda Nacional (PRFN) da 4ª Região. Por nota, o procurador regional José Diogo Cyrillo da Silva afirmou que o prazo de 30 dias para recorrer começou a contar no dia 5 e que a delegacia da Receita na região vai subsidiar a procuradoria em sua defesa.
Para a advogada Valdirene Franhani Lopes, do escritório Braga e Marafon Advogados, apesar do precedente, ainda é interessante esperar uma eventual autuação para só então contestá-la no Judiciário. Hoje, ela ainda defende empresas autuadas por compensações realizadas em 2008. "Só o contribuinte que fez compensação a partir de julho corre o risco de ser multado em 50%", diz a advogada.

Fonte: Valor Econômico 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A sustentabilidade vai entrar no balanço

Faz tempo que venho comentando sobre a importância das
empresas apresentarem sua realidade social e ambiental

Conheça a proposta contida no artigo A sustentabilidade vai entrar no balanço para compreender a importância que isto trará para todos.

Um dos primeiros países a prestar informações sociais, para elaboração de dados oficiais, foi o Brasil.

Certamente poucos se lembram de quando começaram a ser coletados os dados sobre as informações sobre os funcionários, mediante a obrigatoriedade de apresentação da RAIS anualmente.

Os dados coletados, se utilizados por empresas, ou pelo próprio Estado, poderiam oferecer soluções de desenvolvimento muito mais apropriadas do que as orientadas pelo 'feeling' dos políticos ou tecnocratas.

As informações sobre sutentabilidade oferecem um maior volume de informações e riqueza para pesquisas e análises de tendências. Basta que as empresas atendam ao cumprimento dessa obrigação e comecemos a observar e acompanhar os dados revelados.

A radicalização do bullying

Veja o artigo: A radicalização do bullying

Apenas para que não seja esquecida a questão, pois quando a mídia deixa de pautar o assunto parece que, como num passe de mágica, tudo está resolvido!

É preciso estar atento, sempre.

Manifestação contra a carga tributária

Até quando estaremos submissos a Tirania?

Sempre comentamos sobre a absurda carga tributária que temos no Brasil. Mostramos dados, pesquisas, informações, evidências, etc.

E nada acontece! Qual a razão dessa quietude e mansidão?

Veja este artigo: A Contabilidade Catarinense contra o absurdo da garga tributária brasileira.

Além de fazermos alguma manifestação constante contra o absurdo que há na arrecadação de tributos, sem que haja qualquer benefício à população, ao cidadão ou ao país, é extremamente importante que haja uma explicita manifestação do cidadão, quer por meio de seu voto, quer por meio de pressão aos candidatos eleitos.

Do jeito que a coisa está caminhamos para o caos total, onde ninguém irá sobreviver.

Venha à vida! Alerte-se e acorde os demais ao seu lado...

Dependência de nióbio é causa de preocupação de Washington

Que bom que a imprensa começa a falar sobre esse minério...

Provavelmente este minério representa uma oportunidade para o Brasil muito maior e mais relevante que o "pré-sal". Claro que há a necessidade de acordarmos os políticos e a sociedade. E isso nunca será fácil! Há sempre muitos interesses 'difusos' envolvidos em questões como essa.

Leia a matéria nesse link: Dependência de nióbio

Felizmente a imprensa brasileira dá - ainda que muito raramente - algum espaço para esse mineral altamente estratégico para o Brasile para o mundo todo.

Ele representa uma segurança, que se revelou extremamente necessária, quando falamos da energia atômica. Também para voos de naves que vão ao espaço e outras questões vitais para a humanidade.

Quando iremos acordar? Espero que seja breve, pois estamos patinando há mais de 10 anos sem conseguirmos sair do lugar ou aproveitarmos os bons momentos dos demais países.