terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Incerteza soberana

É absurdo o descaso que está sendo feito ao povo brasileiro. Estão nos transofrmando em um bando de escravos, que tem como missão de vida apenas o sacrifício para gerar acumulação de riqueza a ser usada por alguns poucos que estão no Poder.
Um Poder que se perpetua, independente às cores partidárias que possua. Todos são um mesmo lado de uma moeda de troca, prostituida e sem qualquer valor.
Transcrevo um editorial da UOL (http://fontanablog.blogspot.com/2008/12/incerteza-soberana-editorial-folha-de.html) que revela a razão de minha indignação, que espero tenha eco com todas as pessoas minimamente sérias deste país.
Caso contrário só nos restará rezar para Deus continuar sendo brasileiro. Se tiver coragem!
editoriais@uol.com.br

A CONFUSÃO sobre o Fundo Soberano do Brasil, aprovado no Congresso e a seguir distorcido por uma medida provisória, começa pelo nome. Países com persistentes superávits fiscais (o governo arrecada mais do que gasta) e externos (sobram divisas no balanço das transações comerciais e financeiras com o restante do mundo) reúnem condições ideais para a instituição de fundos soberanos. O mecanismo é uma simples poupança: os recursos que sobram são depositados em aplicações no exterior em busca de boa remuneração. Em caso de necessidade, como numa crise, tais aplicações podem ser sacadas. O Brasil não preenche requisitos para constituir fundos soberanos. O governo gasta mais que arrecada, e faltam dólares nas transações externas. Nos dois casos, tomam-se recursos de terceiros para honrar compromissos, e o estoque de dívida pública e o passivo externo aumentam. O Fundo Soberano do Brasil, portanto, não é um fundo soberano. Trata-se apenas de um recurso fiscal e contábil para transferir gastos que seriam feitos neste ano para o ano que vem. Pode-se argumentar, a favor do governo, que é desejável, num ano de desaceleração econômica, sustentar investimentos públicos em infra-estrutura. Mas não se justifica a edição de uma medida provisória a sete dias do fim do ano que, a pretexto de dotar o fundo com R$ 14 bilhões (0,5% do PIB), modificou o que o Legislativo acabara de votar. A MP abre brecha para o governo financiar, a seu arbítrio, gastos não-financeiros à custa de dívida nova. Esse dispositivo produziu ruínas financeiras no passado e deveria estar extinto. O Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal precisam reagir depressa.

sábado, 20 de dezembro de 2008

"FUNDO SOBERANO" - A QUEM OS SINOS DOBRAM...

Estarrecido li a matéria de que o Senado aprovou no dia 18/12/08 o Projeto de Lei que cria o Fundo Soberano.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), relator do projeto, defendeu a criação do Fundo, “como um instrumento de defesa da produção e do emprego em épocas de crise. A capacidade de investimento tem de ser preservada”. A pergunta ao Senador: O que é Capacidade de Investimento? Vossa Excelência está defendendo a Produção e o Emprego de quais países? Como é que o Brasil entra nessa?

Segundo a própria notícia, se os recursos do fundo forem sancionados, deverão ser usados apenas para investimentos e inversões financeiras sob aquisição de ativos financeiros externos, mediante aplicação em depósitos especiais remunerados em instituição financeira federal ou pelo Ministério da Fazenda, nas cotas do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), que deverá ser instituído.

A questão dos sinos está realmente na finalidade dita na notícia de que "os recursos serão usados apenas para investimentos e inversões financeiras sob aquisição de ativos financeiros externos".

Será que isso significa o que estou entendendo? Será que os recursos de várias origens serão juntados para adquirir títulos estrangeiros que se encontram na iminência de se tornarem "podres"?

Socorro! Que Deus nos Ajude...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Aos raros humanos que sabem ler...

Um verdadeiro Tapa na Cara!
Não tenho maiores informações sobre a origem do texto e/ou de seu autor. Aliás, se pensarmos um pouco mais, constataremos que conhecemos cada uma das informações que ele cita. Apenas deixamos a coisa correr...

Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.    "Vou fazer um slideshow para você. Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes. Quem sabe até já se acostumou com elas. Começa com aquelas crianças famintas da África. Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele. Aquelas com moscas nos olhos. Os slides se sucedem. Êxodos de populações inteiras. Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro. Durante décadas, vimos essas imagens. No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto. Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados. São imagens de miséria que comovem. São imagens que criam plataformas de governo. Criam ONGs. Criam entidades. Criam movimentos sociais. A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza. Ano após ano, discutiu-se o que fazer. Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.

Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo. Resolver, capicce? Extinguir. Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta. Não sei como calcularam este número. Mas digamos que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro. Ou o triplo. Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo. Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse. Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse. Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia."

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar. Se quiser, repasse, se não, o que importa? O nosso almoço tá garantido mesmo...
A tragédia ocorrida em Santa Catarina vem ocupando grande parte da mídia e sensibilizando fortemente a opinião pública, que vem se organizando na prestação da solidariedade possível, neste momento.
A pergunta: E as autoridades que aprovaram a devastação dos morros, os famosos cortes que permitiram a construção de casas luxuosas? De estradas sem análise de viabilidade? Será que as pessoas que sofreram perdas de bens e de vidas terão alguma reparação por parte deles? Será que alguém encontrará forma de exigir a reparação das empresas e políticos que enriqueceram com o crime ambiental cometido?
Afinal, todos sabemos, as chuvas com esse volume, conforme ocorreu nestes dias, são cíclicas. A maior ou menor gravidade fica, sempre, por conta das pessoas que agem de forma inconseqüênte, ocupando espaços onde o risco é maior...
E os Bancos brasileiros, todos com elevados números em seus resultados? Quais foram os recursos que colocaram para apoir as vítimas?
As grandes lojas e supermercados? Quais os trabalhos que estão realizando?
Tá na hora da sociedade civil ser mais organizada e exigente, para que a solidariedade seja eficaz...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Surfando na Onda da crise...

Em destaque a manchete divulgada pelo Plantão Globo em 26/11/2008 (http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/11/26/lula_diz_que_crise_financeira_global_pode_render_oportunidades_ao_brasil-586559217.asp):
Lula diz que crise financeira global pode render oportunidades ao Brasil
Recado de Lula a respeito de que a crise financeira internacional "nasceu" no seio dos países desenvolvidos, quando assinou cinco acordos de cooperação com o governo russo - nas áreas técnico-militar e diplomática.
Esperamos que a mídia dê destaque a essas palavras para que renasça, entre os brasileiros, a confiança de que somente com o trabalho e a geração de riqueza real poderemos superar essa crise.
A restrição de crédito aos produtores agrícolas é uma decisão temerária, que protege o capitalismo de possíveis riscos, neste momento, e nos condena a todos para um futuro de escassez e pressão inflacionária, por falta de alimentos.
Vamos torcer para que haja, pelo menos um pouco menos de insistência, por parte da mídia, de notícias que vêm atemorizando e retraindo o mercado produtor.
Afinal, sabemos todos do significado da palavra crise, no ideograma chinês: é a junção de Risco e Oportunidade. O Lula tá certo...

Entidades Filantrópicas - Novidades

O Jornal do Senado (ver em: http://www.contadores.cnt.br/guia/?modulo=noticias&acao=ver&id=10525) informa que:
"A decisão do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, de devolver ao Executivo a Medida Provisória 446/08, que regula a certificação de entidades filantrópicas, teve o apoio dos senadores de oposição e levou o governo a negociar uma solução para o impasse. O líder da base governista, Romero Jucá (PMDB-RR), informou que pode apresentar nesta semana projeto de lei para substituir a chamada MP das Filantrópicas."
Vamos, todos nós, nos manifestarmos a respeito do Projeto. Quem sabe retomaremos o Direito de vivermos em um País com um futuro melhor...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Trasparência

Trabalho com auditoria independente desde 1971 (caramba, já passa dos 37 anos!).

O objetivo do trabalho de auditoria sempre foi o de tornar as demonstrações contábeis das empresas mais transparente aos seus usuários: Empresários, Bancos, Investidores, Clientes, Fornecedores, Funcionários, Governo, etc.

Os anos mais difíceis para se atender a esse objetivo, sem dúvida, foram os anos com inflação elevada e descontrolada. A contabilidade, graças aos grandes mestres que o Brasil teve (alguns ainda vivos), conseguiu criar diversos mecanismos que possibilitavam uma leitura dos balanços, de forma bastante aceitável. Foi idéia dos contadores criar mecanismos para se reduzir o impacto da inflação na apuração do resultado econômico e na melhor forma de apresentação do valor patrimonial das empresas.

Foi de um grupo de contadores, também, a criação dos mecanismos denominados de "Correção Integral" e registro dos bens e obrigações a preços corrente, para a apresentação das demonstrações contábeis das empresas que tinham ações no mercado aberto (Bolsa de Valores).

Sempre com o objetivo de se prestar a melhor informação aos usuários da contabilidade, com toda a transparência possível, mesmo em um ambiente com inflação altamente corrosiva em relação à informação de Valores de Ativos, Passivos e Resultado.

Com as recentes mudanças na legislação das sociedades anônimas, bem como das próprias normas de contabilidade (agora teremos a adoção das normas internacionais), voltamos a ler matérias acerca da Transparência. Os textos nos remetem a essa prática como uma “verdadeira novidade”. Será?

Receio que, na ânsia das autoridades firmarem seu posicionamento favoravelmente à transparência, algumas comecem a editar novas leis e normas “para sermos transparentes”, ainda que sob a "força da lei".

Transparência não requer novas normas, leis ou qualquer outra denominação possível. Transparência requer, apenas, a simplicidade. Quanto mais simples forem os processos e as informações geradas maior será a nossa prática nesse sentido. Nesse sentido, também os empresários e gestores, não devem “cair na tentação” de implantar novos e sofisticados controles, para serem “mais” transparentes... Aliás, transparência não tem graduação. Ela simplesmente existe ou não!

Apenas uma recomendação, além da busca da simplificação em suas atitudes pessoais e em sua Empresa, passe a exigir a mesma prática das pessoas e empresas com quem você se relaciona. Poderemos operar um milagre!

domingo, 23 de novembro de 2008

ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

A Medida Provisória n: 446, de 07/11/2008, publicada no DOU de 10/11/2008, dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social, e dá outras providências.
Mais uma meleca do Governo. Lança em vala comum todas as entidades filantrópicas. A maioria é boa! Só que fica no ar aquele cheiro de coisa "podre, estragada", fazendo com que a opinião pública continue acreditando que todas as entidades filantrópicas existem para que "os espertos" peguem dinheiro público para si, e ainda sem pagar impostos...
Há mais de dois anos venho contribuindo com um grupo de profissionais, juntando leis tributárias e normas contábeis que demonstram que a isenção de impostos das entidades filantrópicas não pressupõe que haja uma isenção em toda a "cadeia produtiva" dos bens e/ou serviços gerados para a sociedade. Quando se analisa o processo é possível constatarmos que há uma geração de tributos, que é paga pelas pessoas ou empresas que participam em cada uma das fases. A isenção é exclusiva à Entidade; e, mesmo assim, ela terá de cumprir uma série de atividades burocráticas (e custosas) para ter o direito de continuar produzindo bens e/ou serviços que seriam da obrigação do poder público.
Os gestores de entes públicos preferem realizar suas ações com essas entidades pelas simples razão de que as mesmas têm pessoal treinado, focado e dedicado. Esses gestores conseguem realizar seus programas com menor custo e prazo. E de forma muito mais eficaz!
Só que a Entidade Filantrópica terá de prestar uma série de informações e comprovações aos auditores dos tribunais de contas; que examinam seus registros como se estivessem examinando uma entidade pública. A consequência é o uso político feito por esses agentes e/ou pela mídia.
Se a Entidade Filantrópica é dirigida por uma "pessoa amiga" o Agente usa a Lei para elogiar e aprovar todas as contas. Caso contrário o Agente usa a mesma Lei para criticar e desaprovar todas as contas. Nesse último caso, quando o fato "vaza" para a mídia a culpabilidade é definitiva. A mídia se encarrega de julgar e condenar, independente dos fatos e/ou das fases a serem ainda avaliadas.
A mídia é um Minotauro havido por sangue fresco!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

CRISE GLOBAL E COLAPSO MORAL

Tudo bem que alguma coisa deveria ter sido feita. Afinal o crescimento do PIB mundial indicado pelos agentes internacionais revelavam que havia algo de errado com ele. Não se consegue aumentar a riqueza em tão curto espaço de tempo e em montantes tão elevados. Os dados revelavam que havia “algo de podre” no meio do crescimento indicado.

Em minha opinião, a crise dos EUA é antiga. Ela era minimizada com os rombos que foram causados na Ásia, México e Brasil, na década passada. A estratégia de gerar riqueza por meio das empresas “Ponto.Com”, no final dos anos 90, foi um fiasco. A alternativa adotada pelo governo americano foi de criar uma nova bolha; concentrada na área imobiliária e automobilística (nem entro no aspecto petróleo, que oscila de acordo com o balançar da “varinha do maestro americano”.

Considero ter sido altamente estratégico, sob o ponto de vista dos Governantes Norte-Americanos, o fato ocorrido em 11 de Setembro de 2001. Foi o “gatilho” que precisavam para por em prática uma série de medidas protecionistas e internacionalmente intervencionistas. As guerras provocadas tiveram por objetivo, além de preservar o Dólar na comercialização mundial dos produtores de petróleo, tornar o EUA credor perante as Nações Unidas “pela defesa que fazia ao mundo livre”. Outro fator que esse fato provocou foi o esvaziamento das reais razões que redundaram na quebra das grandes empresas americanas em meados de 2001. Ao Mundo ficou a impressão de que tudo fora causado por uma “manobra contábil” realizada de forma oculta. Ninguém conseguiu ligar o fato que originou as manobras das empresas com o discurso do Presidente Americano, na primeira semana de seu mandato, afirmando que “Não haveria apagão na Califórnia”. Foi a partir desse discurso que a negociação de contratos milionários de compra e venda de energia foram gerados. Só que o Inverno chegou e não houve a anunciada crise. Todos os contratos foram desfeitos, gerando enormes prejuízos... O resto da história, todos conhecemos.

A opinião pública mundial contra a Guerra dificultou o ressarcimento dos gastos americanos junto à ONU. Aparentemente não houve nenhum outro cuidado por parte das pessoas do Mundo inteiro, em relação ao que – de fato – estava acontecendo, ou viria a acontecer. À exceção dos governantes de alguns poucos países, o restante da população parecia em letargia profunda; como num “pré-coma” anunciado e em andamento progressivo.

Concomitante ao aceleramento do “crédito fácil”, que gerava bons lucros a todos (até no Brasil os produtores de madeira para construção estavam satisfeitos. Afinal os EUA aumentaram significativamente o volume de negócios importando expressivas quantidades de madeira brasileira beneficiada), foi iniciada as negociações com a China, rapidamente declarada como “sociedade de mercado” apta a negociar com todos os demais países. Ficava difícil entender a estratégia das empresas americanas que colocavam polpudas somas de capital na China, dólares convertidos na moeda local (totalmente depreciada e fixa) que sofria de uma inflação anual superior aos juros remuneratórios. Era um jogo claro para perder-se dinheiro! Inacreditável que alguém, em sã consciência, achasse que isso era um bom negócio...

A partir do ano passado, quando a Bolha Imobiliária começou a vazar, alguns países (inclusive – e especialmente – o Brasil) passaram a ter suas moedas valorizadas perante o Dólar Americano. Nenhum meio de comunicação, ou analista econômico, informava que o que estava havendo, na realidade, era a exportação da inflação americana para o resto do mundo, que negociava e entesourava o Dólar. O preço do petróleo, assim com a grande maioria de commodities, vinha tendo seus preços elevados gerando graves especulações pelos investidores.

Agora começa a segunda fase do estouro da Bolha. Seus reflexos são devastadores. O Mundo terá de “queimar” toda a riqueza falsa, gerada nos últimos 15 ou 20 anos, num prazo muito curto. Ninguém quer aceitar que errou ao especular com elevados riscos. Pretendem disseminar sua culpa para todos os habitantes do planeta, seja gente, bicho ou meio-ambiente. Ninguém será poupado! Todos serão chamados a “socializar as perdas do capitalismo”. Muito mais que selvagem e predador! Um capitalismo baseado na imoralidade e no crime contra a humanidade.

Hoje os países em condição de produzir riqueza concentram-se, em minha visão, na América do Sul especialmente. Afinal é aqui que geramos riquezas de alimentos, com base em nossa abundância de água (que ainda temos de razoável qualidade) e no Sol que brilha durante grande parte do ano. Entretanto, vejo o capitalismo boicotar as possibilidades desses países encontrarem o crédito necessário para essa produção de riqueza constante, que a Natureza ainda nos oferece. Será que o Capitalismo tem a mesma natureza do Escorpião? Ainda que possa morrer, prefere matar aquele que pode lhe salvar?

A crise de hoje não se compara com as até hoje vividas por esta humanidade. Ela difere, essencialmente, em sua natureza e origem. Imprevisível seus efeitos, gerados pelo medo de muitos e oportunismos de poucos. Enquanto não for reconhecida a origem e a existência do Mal ele irá continuar a existir e a ser “ajudado” por todos que não conseguem vê-lo, de fato, como é.

Abaixo um artigo que busca quantificar o possível volume do está sendo “queimado” e a conivência de todos em continuarmos a viver “num mundo de sonho (melhor dizendo: pesadelo)”.

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CRISE GLOBAL E COLAPSO MORAL :

- Registro minha indignação pelas mentiras que continuam sendo divulgadas para minimizar a devastadora crise que vai atingir não só o povo dos Estados Unidos más toda a humanidade.

Os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido do período 1975/2008, o Sistema do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos constituído de  bancos privados), o Banco Mundial, a Organização das Nações Unidas, os dez principais bancos dos Estados Unidos e do City Londres e os dois principais bancos da Holanda e Suíça devem ser responsabilizados.

O colapso moral destes governos e instituições precede as incontroláveis crises financeira, ambiental e social mundiais.

Os 700 bilhões de dólares que os contribuintes dos Estados Unidos estão repassando aos bancos correspondem à apenas 5% da insolvência hipotecária norte americana (16 trilhões de dólares) e à menos de 0,4% da imediata insolvência interbancária internacional com a previsível derrocada 2009/2010 dos derivativos financeiros.

O furo criado pela mega-especulação dos financistas internacionais com commodities, minérios, ações, moedas e títulos dos grandes bancos e dos governos é da ordem de  mais de 160 trilhões de dólares.

Sim, cidadãos do mundo, este é o roubo que os príncipes do bezerro de ouro cometeram contra todos os cidadãos e empresários honestos, trabalhadores e dignos deste planeta!

O sistema financeiro e de poder mundial devem sofrer a maior renovação da história e os custos serão pagos com vidas, falências e  sofrimento de milhões de inocentes.

Francisco Ortiz, Presidente do WWI Worldwide Institute,

Instituto Mundial para a Liberdade, o Progresso e a Paz.

www.wwifoundation.com

fortiz@wwicorp.com

Francisco José Ortiz Carrillo

RG. 2.567.064-5 SSP-SP – ADESG 78/6044

Te: 55 11 8762 3678

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Aprendendo a Aprender...

Este texto foi elaborado em setembro de 2001, para ser apresentado em uma palestra de jovens que desejavam conhecer um pouco mais sobre como conquistar empregabilidade, bem como aos pais também presentes e igualmente ansiosos.

Observo que o conteúdo mantém-se no contexto atual. As mudanças são de ordem tecnológica e de velocidade nas informações, nada mais.

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Aprendendo a Aprender!(*)

De um modo geral todos nós começamos as nossas carreiras profissionais em virtude de uma série de fatos fortuitos que nos foram sucedendo durante a fase em passamos pela nossa adolescência, ingressando na fase adulta. Há algum tempo atrás a fase da adolescência estava definida como sendo um período que ia dos 16 ou 17 até os 22, 23 anos. Hoje, aparentemente, a nossa sociedade vem admitindo que a adolescência se prolongue até após os 30 anos! Isso ainda me parece incrível! Entretanto, é fato! Mesmo assim é esperado que os jovens, a partir dos 14 anos (já vi pais que se preocupam com isso quando o filho ainda não completou seu décimo aniversário!), já comecem a pensar em qual o curso e qual a faculdade que irão fazer. Todo o direcionamento de seus estudos, suas conversas com seus colegas e, principalmente, as “cobranças” (mesmo que silenciosas) feitas pelos pais (e demais adultos com quem convive) converge, invariavelmente, para aquele curso estabelecido ou área de conhecimento. É um período de pressão máxima ao qual todos são submetidos!

Uma questão que também parece de grande relevância é o fato de que as escolas de 3o grau (faculdades) eram em bem menor número do que as existentes nos dias atuais. Até os cursos disponíveis eram em menor número, ou menos diversificados dos atualmente existentes. Embora passar pelo vestibular fosse mais concorrido do que parece ser atualmente, não podemos esquecer de que as dificuldades somente podem ser medidas pela pessoa que, de fato, esteja enfrentando-a. É sempre muito fácil comentarmos com os mais jovens de que “hoje é moleza... há cursinhos especializados na preparação de jovens que são direcionados para o curso que ele quiser! As escolas estão sempre mais próximas dos alunos. Antigamente tínhamos que viajar, de ônibus, de trem ou a pé, longas distâncias para conseguirmos levar nosso curso.”, etc., etc. e etc.

Esse discurso só serve para deixá-los mais confusos e com menores esperanças de conseguirem êxito na disputa por uma vaga em alguma escola; em algum curso. Além de tudo, os jovens ainda pensam: “Qual o curso que devo escolher? Será que conseguirei entrar em uma faculdade pública? Só que passando em uma Universidade Federal os cursos ocupam a quase totalidade do dia, dificultando que eu consiga meu primeiro emprego. Emprego!?! Meu Deus! Qual será a profissão que devo seguir? Acho que aquela que der mais dinheiro. Afinal, dinheiro é o mais importante! Além disso, acho que meus pais ficarão felizes se eu escolher uma profissão que me faça ficar rico! Uau! É isso mesmo. Vou começar a ver quais as pessoas que eu conheço e que têm sucesso para que eu possa escolher meu curso e minha escola!”

E é pensando assim que o jovem, na maioria das vezes, acaba entrando em um verdadeiro labirinto; sem saída! Afinal, a maioria das pessoas de sucesso que elas encontram está exercendo sua profissão sem que tenham feito algum curso universitário. Às vezes até encontram pessoas que alcançaram grande sucesso e nunca conseguiram fazer ou concluir qualquer curso superior. Ao se depararam com esses fatos acabam ficando mais confusas; sem saber qual rumo tomar em suas vidas.

Mesmo deparando-se com todas essas dúvidas e pressão temos que ter em mente o meio ambiente no qual os jovens de hoje vivem. Sem dúvida os últimos anos têm sido surpreendentes em matéria de novas descobertas, maiores facilidades de comunicação e divulgação de um gigantesco número de informações. As informações nos chegam por todas as formas e de todas as maneiras. Em todas as casas nós temos um maior número de aparelhos de rádio, e até de aparelhos de televisão. O número de canais disponíveis chega a centenas. Jornais e revistas bem variados. Livros vendidos até em farmácias! E, acima de tudo, há a Internet! Uma realidade admirável! Um sem número de informações, instantaneamente colocadas a disposição. Informações que só teríamos acesso, até há bem pouco tempo, após consultas de uma infinidade de livros a serem pacientemente garimpados nas poucas bibliotecas à disposição do público. Realmente vivemos na Era da Comunicação, na Era do Conhecimento! Tudo isso ainda nos soa como algo fantástico, mágico. Um verdadeiro milagre da tecnologia!

Essa é a nova realidade que está pressionando a todos os jovens que desejam ingressar na fase adulta de suas vidas, escolherem bem sua carreira e definirem, de algum modo, o curso que irão realizar. Eles merecem um pouco mais de compreensão pelo que lhes está sendo exigido, até por que eles podem simplesmente ficarem apenas pensando sem decidir, arrastando ao máximo a sua adolescência.

Os adultos, especialmente os Pais e Professores, devem começar a aprender sobre essa nova realidade que está diante de nossos filhos! Devemos começar a aprender as dificuldades que estão sendo colocadas diante de cada um deles para, então, permitir que eles aprendam a aprender. Aprendam que é possível realizar qualquer curso nesta fase juvenil pela qual estão passando, complementando seus conhecimentos a partir do momento em que suas carreiras profissionais estiverem sendo mais bem definidas. Afinal de contas a juventude é o melhor dos períodos, mesmo considerando que todos são muito bons (as brincadeiras da infância, as conquistas do adulto, a certeza da plenitude e a paz serena que a maioridade nos dá).

A proposta que estamos fazendo, portanto, é que cada um de nós passe a identificar as formas pela qual aprendemos. Se aprendermos lendo, vendo filmes, conversando, através de experiências pessoais, observando, etc. não importa. O que importa é sabermos como aprendemos. Uma das formas que podemos aprender essa habilidade é começarmos a conversar mais abertamente, sem qualquer preconceito de “adulto” com nossos filhos e/ou alunos. E com eles desenvolvermos as técnicas do aprender aprendendo.

Devemos, por isso, estarmos todos prontos para a impermanência da vida. E enquanto nela estivermos devemos continuar, a cada dia e em todos os dias, a aprender. Somente dessa maneira, estamos sempre abertos a aprender é que passaremos cada período de nossas vidas com o nosso espírito e mente eternamente jovem!

(*) Antonio Carlos Pedroso de Siqueira é Professor e Consultor Empresarial, sócio e diretor da Moore Stephens Auditores & Consultores

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Caráter: tem preço?

É verdade! Neste poema escrito pelo poeta português Sidónio Muralha nos é revelado o quanto custa termos caráter

Nesta Democracia que nos é impingida pelos poderosos, deste ou de outros países, somos obrigados a tentar sobreviver. É nessa sobrevivência que cada cidadão se vê à frente de situações que lhe provocam o caráter. Infelizmente há uma quantidade de pessoas que fraqueja. Infelizmente, também parece que essa quantidade de pesosas é cada vez maior...

Não importa! Custe o que custar; "se caráter custa caro, pago o preço".

 

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Caráter: tem preço?

Parar. Parar não paro.

Esquecer. Esquecer não esqueço.

Se caráter custa caro

pago o preço.

Pago embora seja raro.

Mas homem não tem avesso

e o peso da pedra eu comparo

à força do arremesso.

Um rio, só se for claro.

Correr sim, mas sem tropeço.

Mas se tropeçar não paro

não paro nem mereço.

E que ninguém me dê amparo

nem me pergunte se padeço.

Não sou nem serei avaro

se caráter custa caro

pago o preço.

[Sidónio Muralha]

Sou Reacionário!

Recebi uma mensagem com o texto intitulado "Sou Reacionário".

A idéia é contrapor conceitos que vemos, principalmente nos livros de História, a respeito de líderes "revolucionários", "conservadores" e, em menor quantidade, aqueles chamados de "reacionários".

A atitude do revolucionário é, em minha opinião, totalmente inóqua... Ele (o revolucionário) faz movimentos que interferem na vida de todos e acaba voltando aos mesmos erros e enganos que, um dia, resolveu combater.

Todos sabemos que a Terra tem vários movimentos. Os principais são os movimentos de Translação (que é a revolução que a Terra realiza em torno do Sol) e de Rotação (que é a revolução que a Terra realiza em torno de seu eixo imaginário).

Ora, a palavra "re - volver" representa voltar ao mesmo lugar, já que implica numa dupla volta (volver).

Assim, os tão aclamados "Líderes Revolucionários", tenham a cor da bandeira que tiverem, não passam de meros agitadores que fazem com que as sociedades simplesmente se acomodem cada vez mais em sua mediocridade.

A Reação é um movimento típico do Conservador. Ele prefere ficar no terreno do conhecido, sem aventurar em novas, e incertas, experiências.

VAle a pena ler o texto e, ao menos, dedicar alguns minutos em uma reflexão pessoal...

 

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Sou Reacionário

Não gosto dos sem terra e de todos os outro sem.

Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, indústrias, supermercados, Congresso Nacional, Assembléias Legislativas, Câmaras de Vereadores, Palácios do Executivo, parando ruas e estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.

Sou Reacionário.

Não gosto dos congressistas que aprovam a demarcação de áreas indígenas nas fronteiras de nosso país, maiores do que muitos países europeus, para meia dúzia de índios aculturados e (muito bem) preparados no exterior, para formar uma nação ou várias, desmembradas do Brasil.

Sou Reacionário.

Não gosto de índios insuflados por interesses obscuros parando explanação de engenheiros de estatais com facões, para parar o lento andar do progresso na construção de usinas hidrelétricas para geração de energia que tanto necessitamos (já tivemos apagões e teremos outros se não agilizarmos as novas construções).

Sou Reacionário.

Não gosto de bufões que gritam contra governos estrangeiros e vendem petróleo a eles. Não gosto de cocaleiros que estatizam empresas brasileiras sem o devido ressarcimento dos investimentos feitos em seus países.

Não gosto de esquerdistas eleitos em seus países, que querem discutir contratos firmados há mais de 30 anos, em hidrelétricas construídas com dinheiro tomado emprestado pelo Brasil, e, que nós estamos pagando com juros altíssimos.

Sou reacionário.

Não gosto de governantes frouxos que não tomam atitudes enérgicas para impedir a espoliação de nossos investimentos externos, que compram aviões de empresas estrangeiras em detrimento das nacionais. Não gosto de governantes semi-analfabetos que acham que instrução e educação não são importantes para o povo.

Não gosto de governantes que pouco trabalharam na vida, aposentados como perseguidos políticos, tendo ficado menos de 24 horas detidos, que cortam o próprio dedo para conseguir indenização e que moram ou moraram em casas emprestadas por 'compadres'...

Sou Reacionário.

Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros...

Sou Reacionário.

Não gosto da farta distribuição de Bolsas tipo Família, vale gás, vale isso, vale aquilo, que na realidade são moedas de troca nas eleições, para que certos partidos políticos com seu filiados corruptos, possam se perpetuar no poder.

Sou Reacionário.

Não gosto das bases de sustentação de governos eleitos de forma minoritária, com loteamento de cargos públicos e desvios de dinheiro público para partidos e seus filiados, como nos casos do mensalão e Detran.

Sou Reacionário.

Hoje não se pode mais deixar os filhos trabalharem com idade inferior a 18 anos, mas pode deixá-los fazer sexo em casa com o(a) namorado(a), sair nas festinhas e 'raves' e para beber e consumir drogas. Podem roubar e até mesmo matar, sem serem devidamente punidos pelas faltas (somente medidas sócio-educativas) cometidas, e, com 21 anos já estão de novo na rua para cometerem novos crimes.

Estou velho.

Não quero ouvir mais notícias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, crianças adotadas sendo maltratadas pelos pais adotivos, velhos jogados (ou amontoados) em asilos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Estou mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir. Eu não acredito em nada. Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carros e outros bens, todos adquiridos com honestidade e muito trabalho (mais de 12 horas por dia, seis dias por semana), por ser amado por minha mulher . Nada mais me comove...

Estou bem envelhecido!!!

Bem, sou um brasileiro 'Reacionário', indignado com as sacanagens e roubalheiras deste país.

E você ???

PENSE !!!

O melhor da Democracia não é eleger os melhores, é derrotar os corruptos, os demagogos, os mentirosos.

AUTOR DESCONHECIDO

sábado, 13 de setembro de 2008

Guerra de Interesses Pessoais

Até quando conseguiremos suportar essa guerra de interesses pessoais que - ao que parece - nos acostumamos a ver, sem reclamar, neste Brasil "novarepúblicano - especialmente pós 1988"?

Claro que sou totalmente favorável a Liberdade e à observação do Estado de Direito. Aparentemente o governo deixou de observar essas questões, já há algum tempo. É como na história da "Revolução dos Bichos"; a cada mentira dos animais governantes pega pelos outros animais da fazenda, sempre era providenciada uma boa desculpa; ou uma "medida providencial" acontecia e ninguém percebia...

Pelo que vejo estamos vivendo na Fazenda em que a história acima foi escrita. Os porcos, que lideram o governo fazem suas disputas internas para saber quem manda mais e, por isso, pode mais que os demais. E a frase repetida pela população escrava da própria inércia, falando do Porco Líder da Fazenda, chamado de Napoleão, era invariável, sempre que alguém discordava. As ovelhas baliam, sem parar a frase: "Napoleão tem razão! Napoleão tem razão!"

Aproveito essas observações para inserir um artigo da Academus (http://www.academus.pro.br/implementos/artigos/impressao_artigo.asp?codigo=1580&nome_categoria=Artigos%20de%20livre%20acesso), muito oportuno e ao qual recomendo a leitura e reflexão.

A releitura do texto da Constituição Federal, conforme vem sendo feita e aplicada pelo Supremo Tribunal Federal, não nos dá nenhuma garantia de direito individual. Neste país, já há alguns anos, não existe direito a livre expressão. Os que tentaram sumiram; ou tiveram de se retratar para continuarem vivendo sem as perseguições a que foram submetidos.

As eleições municipais que estamos vivendo são as mais apagadas de todos os tempos. Pelo jeito é totalmente dispensável irmos até as urnas par colocar o Voto. Além de muito caro. Os novos prefeitos já foram antecipadamente escolhidos. Dá dó ver os ainda iludidos que fazem com que estejamos vivendo "um momento da Democracia", ainda que sem importância; "já que o que importa, neste país é o voto para Presidente da República. No máximo para Governador de Estado e Distrito Federal". As eleições municipais estão servindo, apenas, para apresentar ao povão quem será o próximo Presidente do Brasil. Nada mais que isso. Democracia de cabresto, isso sim!

Basta ler as manchetes e artigos na própria imprensa! Ou nos jornais da TV! Quem viver (e puder continuar a ter autonomia de seus pensamentos) verá!

oOo

Categoria: ARTIGOS DE LIVRE ACESSO

Tensão entre os Poderes da República?

Autor(a): Editorial Academus


Os acontecimentos recentes da vida política nacional, em especial os episódios envolvendo as atuações da Polícia Federal e as decisões emanadas do Poder Judiciário, parecem revelar uma indisfarçável tensão, ou, para muitos, verdadeira guerra, entre os Poderes da República.
De um lado se indaga sobre os limites da atuação do Poder Executivo, especialmente por parte dos Ministérios encarregados de realizar mais propriamente as atividades executivas e, dentre as muitas atribuições, destaca-se aquela cometida ao Ministério da Justiça, em última instância encarregado de velar pelas atuações da Polícia Federal.
Expressões que ganharam destaque recentemente, como “grampolândia”, revelam o sentimento generalizado que passa a existir, ou ao menos a suspeita, de que as atividades policiais de interceptação e monitoramento de ligações telefônicas tenham escapado ao controle daqueles responsáveis pelo monitoramento ou, o que se afiguraria mais grave todavia, a prática clandestina desse tipo de operação.
Em outra ponta se manifestam eventuais prejudicados, muitos dos quais membros do Poder Legislativo, surpreendidos com acusações formuladas ou mesmo com a divulgação de diálogos ilegalmente obtidos e divulgados sem qualquer autorização judicial, em clara ofensa ao Texto Constitucional que consagra os direitos e garantias individuais, entre os quais o respeito à intimidade e a vida privada.
Em meio a todo esse quadro há que se destacar o importante papel cometido ao Supremo Tribunal Federal, órgão máximo do Poder Judiciário, nesse momento histórico que o país atravessa, a começar pela reiteração constante, em todos os julgamentos das garantias constitucionais mínimas, especialmente a presunção de inocência.
Como se não bastasse, vale ressaltar as corajosas decisões emanadas nos julgamentos de questões envolvendo as famosas omissões legislativas, em que a lentidão do Congresso Nacional em regulamentar certas matérias impedia que muitos direitos pudessem ser regulamentados e, por via de conseqüência, prejudicava a vida de muitos brasileiros.
Iniludível, pois, que em meio ao grave quadro de tensões e atritos constantes que se fazem sentir entre os Poderes da República, agiganta-se a missão do Supremo Tribunal Federal na consecução da harmonia entre todos os Poderes e na augusta missão de buscar a pacificação social.

Fonte: Portal Academus

12/9/2008

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Ovo da Serpente – A possível origem da violência em nossa sociedade

Sempre que as conversas entre amigos convergem para a crescente violência urbana que estamos presenciando coloco que o grande responsável é a própria sociedade. Essa afirmação incendeia a conversa, com vários tipos de contestação.

As razões para esse meu entendimento vem da observação, lá pelo final dos anos 80, quando em Curitiba, nas escadas da Receita Federal, vários ambulantes vendiam cigarros contrabandeados. Ao comentar com o então Superintendente da Receita Federal essa estranha situação ele alegou que a “Receita Federal nada poderia fazer, pois a atribuição da fiscalização nesses casos cabia à Prefeitura e não à União e seus Órgãos”.

Apesar de esclarecido, fiquei abismado! Havia várias senhoras de idade que vendiam cigarros, com um temor nos olhos de que, há qualquer momento pudesse chegar o “rapa” da Prefeitura, elas buscavam completar os seus minguados orçamentos advindos da aposentadoria. A sociedade assistia aquilo de forma “compreensiva”, acreditando que era melhor essa pessoa estar obtendo dinheiro daquela maneira (que julgavam mais honesta do que estarem pedindo esmolas ou, até mesmo, roubando).

Dessa maneira essas pessoas humildes passaram para o campo da marginalidade. Sem perceber que estavam sendo “convenientemente treinadas” pela própria sociedade a fazer algo ilegal.

Minha pergunta: qual a diferença entre uma pessoa que vende cigarros contrabandeados de outra que vende drogas na porta da escola? Em minha opinião ambas estão cometendo uma transgressão. A diferença está no resultado do ganho. Sem dúvida aquela que vende drogas deve ter um “incremento” ao seu orçamento doméstico muito maior.

Minha análise, portanto, é de que o povo brasileiro que sempre foi honesto e trabalhador passou a ter algumas “oportunidades” crescentes quando passava a ser, ao menos um pouquinho, desonesto. E onde ele foi buscar a autorização para cometer seus pequenos delitos? Na própria sociedade que – em vez de exigir dos governantes maior ação na proteção dos menos favorecidos – permitia que parte dos tributos sonegados permanecesse com os ambulantes, “já que a carga tributária era muito alta” para que os pequenos comerciantes pudessem se inscrever de forma regular perante a sociedade.

Foram muitos os governos, especialmente municipais, que fizeram suas campanhas baseadas “na vista grossa” sobre os comerciantes ilegais. A sociedade a tudo assistia e achava, até, uma forma de “garantir sustento dessas pessoas sem por a mão no bolso”. Hipocrisia pura!

Também nos anos 80 foi que presenciamos o crescimento do crime organizado (aliás, desorganizado apenas a nossa política e nossos governantes. O crime sempre agiu de modo ordenado, apenas quando disputaram, entre si, as lideranças, em cada “boca de fumo” ou ponto de venda de armas. foi que a sociedade se assustou). Mais hipocrisia!

A rede Globo instigou os movimentos – especialmente na cidade do Rio de Janeiro – denominados de “arrastão” para combater a liderança dos governantes que não gozavam de sua simpatia, ou a combatia. E a sociedade assistia a tudo aquilo com a imagem de que as notícias da televisão sempre eram “verdadeiras” e não cabia, a ninguém, delas duvidar... povo ignorante. Ignorante e Arrogante! Jogava para “baixo do tapete” todas as suas falhas de “cidadão”.

Ainda nos anos 80 vimos as mudanças no Brasil e no mundo, como situações naturais e normais; não precisávamos fazer absolutamente nada. Tudo era resolvido pelas “autoridades constituídas”, tanto no Brasil como no mundo...

Vimos a queda do muro; a extinção das repúblicas socialistas soviéticas; a constituinte e a tal da "Constituição Cidadã” que nos traz vários problemas para o desenvolvimento e consolidação da sociedade.

Estamos em mais um período pré-eleitoral. Novamente estamos observando discursos idênticos aos que já ouvimos há bastante tempo... nada de novo! Nenhuma das promessas de campanha foi (ou puderam) ser cumpridas e/ou atendidas. E continuamos a acreditar, até por comodidade, que este ou aquele candidato irá ser o “salvador da pátria” desta vez. Ingenuidade ou, novamente, hipocrisia? Ou será coisa pior? Será que a nossa ignorância está além de todos os limites?

Acostumamos-nos a ouvir que a Democracia é a melhor forma de Governo. De fato é! Já que as demais formas são extremamente centralizadoras e lideradas, normalmente, por pessoas tiranas.

Uma reflexão. Será que os tiranos existem somente nos modelos ditatoriais de governo? Ou também podem ser eleitos, democraticamente, pelo voto popular? É de se buscar o real significado da palavra Tirania, para identificarmos mais claramente o perigo que é a suposição de que num sistema de voto popular podemos ter democracia. Exercitar a democracia, pelo voto, não é termos um regime democrático. E não é apenas no Brasil que isso acontece!

Fiquem com as reflexões...

domingo, 27 de julho de 2008

Será que sabemos mesmo o que é DEMOCRACIA?

Em muitas conversas, quando abordo a questão da forma com a Democracia é praticada, é comum o interlocutor assustar-se e perguntar: "Você prefere a Ditadura?"

É desnecessário argumentar que questionar a democracia, na forma como ela é adotada em todos os países, não significa que eu "prefira outra forma de governo". Parece que as pessoas estão, em sua maioria, adormecidas e sem nenhuma vontade de despertarem.

Encontrei um artigo, publicado no Jornal Valor Econômico, que nos leva a fazer uma série de reflexões; inclusive sobre a "utilidade" da forma "democrática" que estamos vivendo.

Boa reflexão:

Votar é eleger uma imagem?

Por Sócrates Nolasco, para o Valor, do Rio -- 13/06/2008

Sabemos que vigora no Brasil uma descrença nos políticos, isso não é novidade. Os motivos pelos quais a população chegou a essa conclusão foram muitos. Todavia, qualquer político presente na cena pública foi eleito pelo voto. Há quem diga que se o voto não fosse obrigatório nenhum político se elegeria. No entanto, esse não é o caso: um político da situação foi escolhido pela urna, quer dizer, alguém votou nele. Afinal, como pensa o eleitor que vota no político que, posteriormente, desqualificará? Quais são os parâmetros que poderíamos utilizar para compreender essa dinâmica, que envolve um eleitor e a imagem que o faz votar no político que escolhe? Votar é eleger uma imagem?

clip_image001Além de ato político, o voto serve como catalisador para a fantasia do eleitor, que, transcodificada em imagem, firma o compromisso entre seu mundo interno e a realidade da qual faz parte. Posto dessa forma, esse pacto é pura magia, herdeira da mesma que Fausto usou para realizar seus desejos.

Podemos considerar duas hipóteses norteadoras dessa fantasia do eleitor-candidato. A primeira parte do princípio de que o Brasil lhe deve alguma coisa. A segunda complementa a primeira, compondo com ela a visão de mundo desse eleitor. Ela supõe que o candidato será alguém que virá para cuidar de sua vida, fazendo-a melhorar.

Essa entrega fantasiosa expressa no voto tem para o eleitor-candidato um impacto emocional maior do que o político, gerando nele apatia e conformismo. Portanto, ela é necessária para a manutenção do establishment; conseqüentemente, favorece que o eleitor-candidato fique de braços cruzados.

O eleitor-candidato justifica suas ações escusas ou abusivas, partindo de ambos pressupostos, na medida em que ele sente que o mundo está em dívida com ele. Ele é vitima.

Na falta de um banheiro, o sujeito urina na rua, pois a cidade lhe deve um vaso sanitário na hora em que ele precisa urinar. Se foi de esquerda porque bem quis, julga-se no direito de ser indenizado pelos problemas que essa opção lhe causou. Quando rouba, ele só furta o que é de grife, pois a mercadoria do camelô não serve. Mesmo que esteja fortemente armado para viabilizar seus negócios com drogas, nem pensa em usar essas armas para fazer uma revolução social. Se tem um cartão corporativo, paga suas contas na Disney - afinal, o Brasil lhe deve isso.

Um sujeito que trabalha sobre essa base funciona segundo a lei da vítima, que nos nossos dias tem muito status. Ser vítima é um bom negócio, na maioria das vezes até melhor do que as ações da Vale.

O eleitor e seu político compõem uma unidade. Juntos, fazem existir um cotidiano permeado por abuso de poder, violência e ganância. Travestido de uma falsa modéstia, esse eleitor-político se sente no direito de se apropriar do que considera seu. Talvez isso sirva para abafar o conflito moral produzido pelos delitos cometidos. O eleitor-candidato está em toda parte e se faz presente em várias classes sociais. Sua máxima é se dar bem a qualquer custo, porque é uma vitima do destino. Ele pode ser flanelinha, banqueiro, governo ou ainda um cidadão comum que joga altinho na praia, cheia, aos domingos.

Cada vez que vota, esse tipo de eleitor acaba com o mistério que existe na vida, fazendo surgir um clima de descrença e medo no cotidiano. Para suportar tudo isso, ele se alimenta de frenesi e excitação - deixou de saber o que é alegria.

Tempos atrás, foi dito que para cada homem há uma imagem que faz o mundo inteiro desaparecer. O mundo da vítima faz desaparecer o mundo do compromisso, da lealdade e da amizade sem interesse. O eleitor-candidato, quando age impelido por sua fantasia, pensa que pode bastar a si mesmo. Ele aspira a uma vida cheia de milagres, sem perceber que vive dentro de uma desilusão radical, motivado por um sentimento de incapacidade para construir um novo presente para si mesmo. Esse eleitor-candidato nasceu da pobreza da experiência, nos parâmetros de Benjamin, é ele quem financia a barbárie.

Sócrates Nolasco, psicanalista, é professor de psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), autor de "O Mito da Masculinidade, de Tarzan a Homer Simpson: Violência Masculina", dentre outros.

Este artigo reflete as opiniões do autor e não do "Valor". O jornal não se responsabiliza nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

"... o que dá voto é mata-burro..."

As notícias já revelam que os “gastos públicos dos Estados e Municípios dispararam”; cresceram 14,5% - em termos reais – em relação ao mesmo período de 2007 (quadrimestre). Esse aumento é observado na realização das despesas não financeiras.

É um ano eleitoral. O Voto para Prefeito deveria ser considerado por todos nós muito mais importante do que o voto para Presidente da República. Afinal o Prefeito é a autoridade com quem poderemos ter mais facilmente contato. Com o Presidente, com toda certeza, é muito mais improvável...

Sabemos que tudo o quê acontece no País, e no Mundo, ocorre dentro do limite de um Município, seja ele qual for, gostaria de saber por que damos tanta importância ao voto para o País; até mesmo para o Estado. Trata-se de espécies de ”Ficção Jurídica”.

Busquei saber um pouco onde é que os Prefeitos de algumas cidades estão gastando o dinheiro público. Como sempre, tenho andado por vários municípios. Desde São Paulo até a pequena cidade de Caldas de Santa Rita, ou mesmo do distrito de Pocinhos do Rio Verde... em todas essas cidades haverá um pleito para decidir sobre seu novo Prefeito e integrantes de sua câmara de vereadores. Na maioria delas senti muito baixa a vontade da população nessa obrigação “cívica”.

Até para instigar conversas, costumo fazer comentários sobre algumas das questões visíveis que necessitariam de uma ação do Prefeito ou de algum Vereador. Normalmente são questões antigas, graves e de solução razoavelmente “fácil”, já que dependem mais da “vontade política” do que qualquer outra coisa. As opiniões variam, claro, de acordo com as “torcidas” que são formadas em cada local.

Se a melhoria “for do interesse daquele eleitor perguntado” a ineficiência é de todos os políticos. Caso contrário, e sendo ele um “correligionário”, sua resposta tende a ser menos agressiva e ter, até, aparência de desculpa...

Uma das melhores respostas, entretanto, que consegui observar nessas andanças, veio de uma mocinha, atendente de um Hotel em um município com várias atrações potencias e que nunca teve serviço de guias turísticos para explorar essa atividade e trazer maiores benefícios ao município e seus moradores. A resposta foi a seguinte:

“O Prefeito não faz nada (organizando uma área municipal de turismo com infra-estrutura mínima para atender aos turistas que chegam à Cidade) porque Turista não vota! O que dá voto é mata-burro.”

“A dor é inevitável, mas o sofrimento, opcional”.

É um tempo de muita tecnologia colocada à nossa disposição. A velocidade com que foram criadas nestes últimos 20 anos é fantasticamente insuportável.

Ficamos sempre com o desejo de comprar o último modelo colocado no mercado para, imediatamente após retirá-lo da loja,  descobrirmos que há um novo modelo, que coloca, inclusive, outras opções que você nem sequer imaginava que poderia precisar...

O Luciano Pires é um de nós... também pena com as diversas armadilhas cotidianas. Especialmente aquelas decorrentes da falta de respeito ao nosso tempo. Seja mais um: Não se Conforme.

Como estou fazendo agora...

 

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SUICÍDIOS COTIDIANOS
Faz duas horas que estou apanhando do computador, tentando instalar uns programas. Recebi um DVD com a entrevista que dei ao Juca Kfouri e fui copiar. E então começou meu calvário. Tem que ter um programa pra copiar e outro para transformar a cópia num arquivo que eu possa manipular. E depois precisa de outro programa para editar o que foi copiado. Falei com um geninho nerd dos computadores e ele foi firme: é a coisa mais fácil! Me deu os nomes dos programas e lá fui eu. Duas horas apanhando. Um programa não conversa com o outro e o outro não se adapta ao um... Uma confusão sem tamanho! Mas é assim que é. Tenho que me resignar.
E lá se vão três horas apanhando do computador.
Aos domingos vou até a padaria comprar o lanchinho da noite. É o pãozinho aqui e os frios ali. Desde criança me fascina o processo de corte dos frios. O sujeito pega aquele pedação de presunto e bota naquela maquininha de fatiar e vai pegando fatia por fatia e colocando alinhadinha numa bandeja de papel. O que me fascina é apostar se ele vai adivinhar quantas fatias são necessárias para completar os 150 gramas que pedi. Quando ele pára e leva a bandeijinha para a balança é um momento de expectativa! Deu 153 gramas. Ou 147 gramas. Quase o peso exato que eu pedi!
Mas uma coisa me intriga desde criança: será que ninguém até hoje fez um cortador de frios com a balança acoplada? O cara iria cortando as fatias e cada uma que caísse já marcaria o peso. Não teria que adivinhar! Seria mais rápido. Mas que besteira, Luciano. Assim é que é. Tenho que me resignar.
E lá se foram quatro horas com o computador!
Nesta semana vivi a experiência de homologar minha saída do emprego. Primeiro no Ministério do Trabalho de Diadema. Fila. Depois na Caixa Econômica. Fila. Aí no Poupa Tempo. Fila. Caixa Econômica de novo. Fila. E de fila em fila foram-se pelo menos quatro dias e não resolvi todas as questões. Uma loucura. E cruzei com outras centenas de pessoas na mesma situação. No Brasil devem ser milhares ou milhões diariamente gastando tempo e energia nas filas para resolver processos que deveriam ser simples. E olha que o Poupa Tempo já simplifica! Mas é assim que é. Tenho que me resignar.
Cinco horas e o computador não ajuda.
Quanto tempo perdido. Tempo é vida. Quanta vida perdida...
Meu tempo é meu bem mais precioso. Cuido dele com zelo. Penso duas vezes antes de investi-lo. Não tenho tempo de sobra. Não tenho tempo pra perder. Por isso fico doente quando percebo que meu único, precioso e não renovável tempo está sendo desperdiçado por pequeninas coisas do cotidiano que, juntas, tornam-se o grande ladrão de vidas do cotidiano.
Mas quando reclamo, dizem que tenho que me conformar, que é assim mesmo, que todo mundo passa por isso, que tem gente em pior situação, que as coisas são mesmo complicadas, que isto aqui é o Brasil...
- Resigne-se, homem!
Bem, lá se vão seis horas. E agora me recomendam baixar a atualização do Windows. Meu dia se foi, enrolado com aquilo que o desgraçado do nerd disse que era a “coisa mais fácil”. Mas assim é que é, não é?
O escritor francês Honoré de Balzac disse que “a resignação é um suicídio cotidiano.” E a escritora estadunidense Bárbara Johnson parece completar: “A dor é inevitável, mas o sofrimento, opcional”.
Suicídios cotidianos. Opções.
Eu fiz a minha: optei por não me resignar.
Mas como dói...
Luciano Pires
www.lucianopires.com.br

Irregularidades na Prestação de Contas Públicas

Democracia é isso!

É termos transparência nas contas públicas e informações claras sobre o que está acontecendo com a Administração Pública.

Ainda que essa divulgação possa estar - de alguma forma - comprometida com alguma ideologia (contra ou a favor), não há como negar que ela cumpre com o seu papel informativo e democrático, disponível a todos (ainda que dependente de tecnologia ou um mínimo de recurso), e em tempo real.

Mais do que na hora de vermos todos os Tribunais de Contas prestando informações sobre quais são os candidatos elegíveis e quais os que foram recusados, especialmente por "desleixo na prestação de contas".

O Jornal Valor Econômico de hoje, 09/06/08, traz matérias relativas aos Gastos que estão sendo realizados pelos Estados e Municípios (poderia trazer, também, uma comparação dos gastos que estão sendo realizados pelo Governo Federal. Além disso é preciso que conheçamos ONDE ESSES RECURSOS ESTÃO SENDO APLICADOS. Abaixo os títulos dos principais artigos divulgados no Jornal Valor Econômico e, mais abaixo um pouco, artigos divulgados pelo Tribunald e Contas do Estado do Paraná.

Gastos disparam nos Estados e municípios

Repasse da União para municípios e Estados cresce 27%

Municípios e Estados aumentam os gastos mais do que a União

Sabemos que "o preço da liberdade é a eterna vigilância", conforme antigo dito americano. Acredito ser válido, também, pensarmos que o Exercício da Democracia é a Eterna Vigilância...

 

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Desleixo na prestação de contas é maior motivo de irregularidades (http://www.documentoreservado.com.br/ 06/06/08)

O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE), Nestor Baptista, entregou na tarde desta quinta-feira (05) a lista dos políticos com contas desaprovadas no último mandato ao juiz Roberto Antonio Massaro, da 1ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR). São 976 nomes e, segundo o presidente do TCE, a maioria dos casos de irregularidades se deve a falta de qualificação nos relatórios, falta de documentos e perda de prazos. “Eu diria que entre 70 e 75% dos casos é por não qualificação. Um pequeno número é realmente fraude e malversação do dinheiro público”, afirmou Baptista. Com a lista em mãos, o juiz Massaro irá analisar os nomes e repassar aos juízes eleitorais de cada região do Paraná para
que eles também acompanhem o registro das candidaturas. Mas quem esperava ver o registro do candidato negado por desaprovação de contas pode ter as expectativas frustradas, pois basta que o político recorra à Justiça para que o nome saia da lista. “Há uma exceção na lei. Se houver questionamento perante o Poder Judiciário, fica suspensa a indicação até que o problema seja sanado”, declarou o juiz. Sobre a decisão de barrar
a candidatura de políticos que tem a ficha suja na Justiça comum, Roberto Massaro diz que aguarda uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Temos que nos balizar pela Constituição, que garante a presunção da inocência. A gente vive em um estado denuncialesco. Não se pode penalizar o candidato se ele está respondendo uma ação”, argumenta Massaro. No caso das contas dos vereadores, o presidente do TCE afirma que os motivos mais freqüentes de desaprovação nas contas são inclusão de despesas que não são da alçada do Legislativo Municipal, como gastos com combustível e carros particulares do político. Nas prefeituras, o mais comum é irregularidades com licitações, gastos indevidos com publicidade, remuneração acima do limite para prefeito, vice-prefeito e secretários municipais e não aplicação das cotas mínimas para saúde e educação.
Foto: Divulgação/TCE

As esferas dos incluídos

Os 1.325 processos que compõem a lista são relativos a 314 dos 399 municípios paranaenses. Dos 976 agentes públicos incluídos, 79,1% são responsáveis por um processo considerado irregular, 13,2% por dois processos e 7,7% por um volume entre três e nove processos. Em relação à esfera de poder, 79% são relativos a agentes do âmbito municipal – 279 presidentes de Câmaras (com um total de 350 processos), 255 prefeitos (334 processos) e 219 responsáveis por entidades municipais (409 processos) –, 15,8% são de responsáveis por entidades não-governamentais que recebem recursos públicos; 5,2% da administração indireta estadual e 4,9% da administração direta estadual, entidades federais e consórcios intermunicipais. No ano de 2006, o Tribunal fiscalizou a aplicação de um volume de recursos que soma R$ 31 bilhões – R$ 18 bilhões investidos pelo Estado e R$ 13 bilhões pelos municípios.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A crise mundial dos alimentos...

Ok... Sei que a not;icia abaixo é antiga e muita coisa já rolou pelos noticiários. Só que as notícias rebatem, sempre, na mesma tecla. não mudam nada no cenário...

A grande questão que está pressionando a demanda por mais alimentos no mundo decorre, em minha opinião, pelo simples direito que uma grande maioria de pessoas, que se encontravam abaixo da linha de miséria passaram a ter a possibilidade de se alimentarem, ao menos uma vez ao dia, com alguma dignidade.

Esse fato nos leva a pensar se será, realmente, o caso de aumentarmos as produções dos alimentos em escala mundial. Isso, a gente sabe, nunca deu certo. É a fome subindo de elevador e a produção indo, penosamente, pela escada. Não há vencedor nesse caso; somente maior distribuição da miséria e maior concentração da riqueza.

Duas das soluções que acho viável para este caso são:

a) Educação - somente com investimento na qualidade do conhecimento das pessoas é que permitirá um adequado planejamento familiar e um desenvolvimento digno, sem escapes à violência ou geração de bolsões de miséria;

b) Conter o Desperdício - sem dúvida há um grande desperdício de alimento no mundo todo. Nas classes mais ricas é comum haver sobras que dariam para alimentar até duas outras pessoas. Se considerarmos que essas classes fazem até 4 refeições diárias, é de se imaginar que alcancariamos um mínimo de mais 5 ou 6 pessoas alimentadas, sem nenhuma necessidade de mudança na quantidade de produção.

Outros desperdícios conhecidos:

  • Na fase da colheira. Há muito desperdício dos grãos, que permanecem sem colher ou simplesmente são destruídos ou dispensados
  • Na fase do tratamento da produção colhida, com as secagens, silagens e outros tratamentos
  • Na fase de transporte até o ponto de venda com uma grande quantidade desperdiçada pelas estradas

Será que alguém pode entender o que está por trás dessa crise? Penso que isso será uma boa desculpa para a elevação de preços de vários produtos, além do petróleo, dos insumos e, até, da própria inflação que parece estar sendo "necessária" em alguns países.

Como se dizia: "Quem Viver Verá..."

oOo

 

28/04/2008
Entenda a crise mundial dos alimentos (http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=37837)

Os alimentos estão mais caros e, no mundo todo, o tema deixa autoridades em alerta e esquenta debates em torno das possíveis causas para a escassez de comida.

Para explicar a crise atual, no entanto, não é possível eleger um “vilão” específico. Segundo especialistas, são muitos os fatores que culminaram no cenário de inflação agravado desde o começo do ano.

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, a falta de alimentos ameaça como um "tsunami silencioso", e pode afundar na fome 100 milhões de pessoas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO) são quatro os principais fatores que influenciam a alta dos preços dos alimentos: aumento da demanda, alta do petróleo, especulação e condições climáticas desfavoráveis. Há controvérsias sobre a dimensão da responsabilidade dos biocombustíveis, cujas matérias-primas (cana, milho e outras) disputam espaço com culturas destinadas à produção de comida. Saiba mais sobre cada um desses fatores:

Mais demanda, menos oferta

A população mundial está comendo mais. Especialmente nas economias que têm registrado maior expansão, como a da China, que tem 1,3 bilhão de habitantes. Com mais gente comprando, vale a lei da oferta e da procura: os produtos se valorizam no mercado e ficam mais caros.

Alta do petróleo

O preço do barril de petróleo vendido em Nova York e em Londres tem, sim, relação direta com a escalada do valor dos alimentos, já que a agricultura demanda grandes quantidades do óleo, seja no maquinário, tratores, uso de fertilizantes ou transporte, até esse produto chegar ao consumidor. “O aumento no petróleo também faz com que o preço final dos alimentos fique mais caro”, diz.

Para Francisco Carlos Teixeira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o preço do barril influi diretamente nas commodities agrícolas em duas pontas: na produção e na distribuição.

“Hoje, a agricultura é totalmente industrializada e depende em boa medida do petróleo, usado como matéria-prima para uma série de produtos, como defensivos agrícolas e químicas de preparação da lavoura. Além disso, também movimenta os veículos que transportam as safras agrícolas”, diz Teixeira.

Especulação

Com a queda do dólar, investidores que ganhavam dinheiro investindo na moeda norte-americana migraram para a aplicação em outras commodities, como os produtos agrícolas.

Muitos fundos têm usado as bolsas de mercadorias para especular com a antecipação da compra de safras futuras em busca de melhor rentabilidade, o que também contribui para valorizar e o preço de commodities como o trigo e o arroz.

Segundo a FAO, os preços internacionais do arroz começaram uma escalada desde o início do ano, depois de subirem 9% em 2006 e 17% em 2007. O preço do produto subiu 12% em fevereiro e mais 17% em março, segundo o índice All Rice Price, elaborado pela entidade.

Condições climáticas

O clima é outro fator que reduziu a quantidade de alimentos produzida no mundo, segundo relatório da ONU divulgado na semana passada.

As condições climáticas desfavoráveis devastaram culturas na Austrália e reduziram as colheitas em muitos outros países, em particular na Europa, segundo a FAO.

Segundo as previsões da FAO, as reservas mundiais de cereais caíram para o seu nível mais baixo em 25 anos com 405 milhões de toneladas em 2007/08, 5 % (21 milhões de toneladas) abaixo do nível já reduzido do ano anterior.

Biocombustíveis?

"Os biocombustíveis são apenas uma gota no oceano desse cenário de aumentos”, diz a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Suzana Kahn Ribeiro.

Segundo ela, o caso do biocombustível é particular do etanol fabricado a partir do milho dos Estados Unidos. "O milho é uma cultura alimentar e, de fato, começou a haver um desvio da produção de milho com finalidade para alimento para a produção do etanol", diz.

Com a redução da oferta de milho subiu o preço dos derivados, o que começou um processo em cadeia; aumentou o preço da ração dos animais e, conseqüentemente, das carnes. "No Brasil (onde o etanol é feito a partir da cana-de-açúcar) a realidade é bem diferente; tanto que, no nosso histórico dos últimos 30 anos, aumentamos a produção não só de etanol, mas também de alimentos", diz.
(Fonte: Ligia Guimarães / G1)