terça-feira, 29 de junho de 2010

Como seria bom se os Governantes e Políticos tivessem coragem...

Susaa03 É verdade!

Quantas vezes não nos perguntamos: “Será possível que o Prefeito (ou o Governador ou o Presidente) não sabia disso?

E vamos presenciando – e até nos acostumando e achando normais – atos de governantes e políticos que são criminosos.

Há algum tempo escrevi que se fosse aplicado o que prescreve os 5 primeiros artigos de nossa constituição nossos governantes, especialmente o Presidente e os Governadores, estariam presos, sem possibilidade de defesa. Tantos são os crimes que cometem; propositadamente ou por simples ignorância.

Acabo de ler o artigo de Günter Pauli demonstrando que há a necessidade de mudarmos a forma pela qual entendemos (ou interpretamos) o que seja desenvolvimento. O artigo A Economia Azul apresenta a realidade que vivemos, toda ela baseada em dados falsos.

Na abundância de informações que recebemos não atinamos para o que é, de fato, Real.

Não é possível, por exemplo, termos Desenvolvimento Econômico sem pensarmos em sustentabilidade. Só que sustentabilidade teria de ser verdadeira e não a que estamos acreditando que existe e é praticada pelas corporações e governos…

É a continuidade da vida que deve ser avaliada nas ações praticadas.

A falácia da chamada Economia Verde, baseada em uma enorme quantidade de voluntários “bonzinhos”, que desejam ver o mundo transformado naquilo que imaginam ser o Paraíso. Só que na característica visceral de serem “bonzinhos” são transformados, também, em boçais. E, o mais grave, Boçais com Poder e/ou Doutorados com PhD.

E a ignorância, por sua natureza, é contagiosa e invencível...

As soluções para a grande maioria de nossas dificuldades e crises estão à disposição de todos. Basta que aqueles que detém poder deixem de serem subservientes à “mão-invisível”; para que sejam fomentadas as diversas criações, inovações e – até mesmo – o bom senso.

É preciso mudar a Métrica pela qual o Mundo vem sendo medido. Em vez da financeirização que tal iniciarmos uma verdadeira mudança da ordem econômica (na verdadeira acepção da palavra).

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Descascando a Bala

reciclaReciclar conceitos também é melhorar…

Recebi este texto atribuído a Paulinho da Viola. Não vi necessidade de confirmar a autoria.

Vi, isso sim, a importância em colocar o texto no Blog, numa tentativa de dar uma pouco mais de visibilidade ao mesmo!

Especialmente hoje; quando, numa conversa, ficaram sendo atribuídas “cores” às “democracias” existentes no Brasil e em outros países.

Não vejo a questão por esse prisma… Simplista demais.

Vivemos um momento de muitas e profundas mudanças. Continuar a agir com modelos que podem ser importantes apenas como fatos históricos é falta de inteligência.

Aliás, inteligência tem sido um componente cada vez mais raro nas relações humanas…

Que pena!

 

Parece um detalhe minúsculo diante da grandiosidade do fato histórico que acabamos de presenciar, mas eu começo meu texto falando em quem? Nele, no Presidente Lula. Para ressaltar o que acho ser o vale profundo que separa nossos países.

Lula descasca uma bala, Obama a desembrulha. Lula joga o papel no chão e acha isso perfeitamente natural; insiste que no mundo todo isso nem seria notado. Obama, caso aceitasse comer uma bala durante solenidade oficial, poria o papel no bolso até poder jogá-lo numa lixeira. É um detalhe? É, mas daqueles  fundamentais, como o sorriso da Mona Lisa: em toda a tela de da
Vinci, quanta beleza, quanto talento, quantos simbolismos. Mas o que mais chama atenção? O   pequeno detalhe do sorriso.

Obama foi eleito presidente dos EUA e não do mundo. Seu interesse primeiro é seu país e o povo americano. Problemas internos, muito sérios, não lhe vão faltar. Mas, pela primeira vez na história daquele país, foi eleito um homem mestiço, filho de um queniano e de uma jovem do Kansas, que passou parte da infância entre o Havaí e a Indonésia, teve oportunidade de
conviver com crianças e jovens de  outras nacionalidades, de conhecer outras religiões e filosofias, e que por mérito e esforço próprios cursou boas universidades na Costa Leste. Isso o diferencia de todos os outros presidentes americanos.

Sobretudo o diferencia de George W. Bush, rapaz muito rico, mas que até ser presidente da República nunca tinha ido além do México. E assim mesmo porque era muito perto de sua casa, talvez até considerasse aquele país a continuação de seu quintal.

A eleição foi uma festa, uma linda festa que congregou, e aí está sua maior beleza, a grande maioria dos americanos e não somente os brancos, anglo-saxões e protestantes. Os EUA celebraram aquilo que já deveria ter sido celebrado desde o fim da Guerra Civil, desde que imigrantes começaram a desembarcar de navios abarrotados de gente no porto de Nova York. Finalmente ouviram a voz da Estátua da Liberdade e responderam aos agourentos que achavam aquela grande nação à beira do desaparecimento. Como disse o presidente-eleito na noite de sua vitória: "Foi a resposta dada pelos jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, índios, homos, heteros, inválidos e não inválidos - somos e sempre seremos, os Estados Unidos da América".

Barack Obama viu mais longe que os outros; não podemos desmerecer a luta e o sacrifício pessoal de Lincoln, de Martin Luther King, de Rosa Parks, dos meninos de Little Rock. Mas Obama viu que o que uniria o país era a força de seu "melting pot" em potencial, e não o ódio, não a vingança, não o punho cerrado, mas o abraço.

Pode ser que ele não consiga realizar o sonho das multidões que vibravam e choravam na noite de 4 para 5 de novembro. Seja como for, ele abriu a porta, derrubou barreiras, rasgou a picada, deu os primeiros passos. Torcida não lhe vai faltar.

Enquanto isso, no Brasil, o Chefe da Nação não diz duas palavras sem atiçar o fogo, sem jogar brancos contra negros, pobres contra ricos, instruídos contra iletrados, nordestinos contra sulistas, partidos contra partidos, povo contra a Imprensa, todos contra todos. Não fala, grita, berra. Esfalfado, ouve os uivos da platéia, acha que está sendo adorado, e parte para outro palanque.

Criou um Ministério da Integração Racial que é tudo que nós menos precisamos. Seu titular teve a idéia de criar a Delegacia do Negro! Se um negro é assaltado, ele vai procurar a delegacia dele, não uma delegacia qualquer.. Breve, delegacias para japoneses, coreanos, chineses... e o nome disso é Integração Racial.

"Espero que Obama (...) não vá gastar um ano sem resolver imediatamente a crise. Agora a crise pode ser debitada ao atual governo, mas um ano depois de ele tomar posse é dele também", disse Lula. Quer dizer, o Obama não pode apelar para a herança maldita do Bush! E ainda: "Acho que ele é suficientemente inteligente para tomar as medidas para evitar que a crise continue".

Pode deixar, Lula, Obama é brilhante. Peça ao Amorim para ler consigo o site que ele inaugurou logo no dia 5, Change.gov. Vá direto à política externa. É de chorar de emoção. Depois, leia todo o site e aprenda como se faz política respeitando o povo, o eleitor, o cidadão. O dado concreto, Lula, é que Change.gov é extraordinário!

As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender!

  Paulinho da Viola

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Cala a Boca Galvão" - Uma Campanha Mundial!

Claro que o Galvão Bueno não é uma unanimidade nacional. Afinal de contas ele é contratado da Globo e tem seus amigos e companheiros.

Entretanto o fato ocorrido com a campanha "Cala a Boca Galvão" é algo sensacional. Digno dos tempos da Web 2.0.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Livros - Caetano Velozo

Somos um país que - cada vez mais - dá menor atenção à cultura e ao conhecimento de seu povo. O Modelo de Educação adotado no Brazil é um grande propoulsor da ignorância diplomada. Ignorância até com Pós Doutorado...

São esses Doutores, investidos de autoridade e gozando de uma grave cumplicidade com a maioria dos meios de comunicação, que fazem a Estória do "nunca antes nesse país"...

A baixa qualidade de ensino vem aumentando assustadoramente o nível dos riscos operacionais em todos os tipos de atividade. As seguradoras passarão a ter novos parâmetros para avaliar os prêmios a serem pagos nas coberturas mais corriqueiras (sobre esse tema podemos falar durante muito tempo. O risco é muito grande. Para todos nós.)

Já há algumas décadas somos grandes exportadores de empregos para outros países, assim como exportamos mercadorias e produtos, com valores agregados que não fazem nenhuma diferença no preço pago. Essa questão é uma das mais graves distorções que temos na política tribuária brasileira. E que ninguém quer mudar! Claro que há, por trás de tudos isso, muita esperteza e muita ignorância! Infelizmente somos assim! Ao menos a grande maioria é assim...

Dentro em breve estaremos importando trabalhadores de outros países. As pessoas que vivem no Brazil, consideradas nativos, são mantidas totalmente despreparadas. Seus conhecimentos correspondem apenas ao leve verniz colocado sobre o diploma, entregue por uma das várias linhas de "produção de graduados, pós graduados, mestre, doutores e pós doutores". Isso custa barato e o desastre ocorrerá, provavelmente num mandato futuro (que o político de hoje espera que esteja nas mãos da oposição, seja ela quem for).

A música de Caetano, em especial a letra (apresentada ao final), vale a pena ser conhecida e nos levar a uma reflexão.



Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.
Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.
Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou  o que é muito pior  por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.

A carga tributária é de 50%! E todos estão felizes! Isso é maravilhoso!!!

Somos um país de pessoas felizes. Basta saber que - de acordo com a opinião pública estabelecida pela mídia em geral - o brasileiro "gosta de carnaval, cachaça, futebol e mulher pelada". É assim que a imagem é divulgada pelo munda afora...

Estamos ficando um país muito importante. O nosso modelo tributário é elogiado por todos. A Hillary Clinton ficou admirada e fez alguns comentários atribuindo a Carga Tributária o "bom momento em que vive o Brasil"; gerando, em contrapartida, sua comparação à personagem Magda.
Muito provavelmente é por essa razão que o Presidente Lula, esquecendo-se completamente de sua bandeira, brandida durante tantos anos exigindo a Reforma Tributária, no período em que era da oposição, fez um discurso um tanto debochado sobre países que têm carga tributária equivalente a cerca de 20% a 30% da que é praticada no Brasil.

Claro que não entro no aspecto da complexidade que há na forma de apuração, entendimento sobre a quantidade de alíquotas, quando que um tributo incide sobre outro, como fatores de elevado custo aos contribuites em se organizar para informar, elaborar declarações, preencher guias de recolhimento, etc., e que também fazem parte do Custo Brasil.

Nossa complexidade é tamanha que, mesmo atribuíndo grande parte dos serviços e trabalho aos contribuintes, via informações pela Internet, o custo do controle do que é arrecadado ainda é bastante alto. Em 1990 esse custo era equivalente a 30% do montante arrecadado. É isso mesmo que você entendeu. O Governo gastava 30% do total arrecadado em pagamento da estrutura do controle do que era arrecadado. Não é FANTÁSTICO? Atualmente esse custo gira em torno dos 12% a 15%.


A grande questão a ser levantada e discutida com "nossos representantes" é que vivemos num país onde o sistema de arrecadação, selvagem e predatório, produz uma "riqueza" que não retorna ao cidadão. Ele é aplicado com grande generosidade na melhoria de vida de grande parte dos políticos e sua curríola (crescente) de apaníguados.

Nenhum cidadão, seja da classe pobre, média, média superior e, até mesmo, daqueles que quase estão na classe alta, tem qualquer direito, pleno e respeitoso, à segurança, à saúde, à educação, à propriedade, à liberdade, etc. (leiam a Constituição Federal. Ao menos até o atigo 10o).

Acredito que é por isso que vivemos, cada dia mais, próximos de uma Tirania Autocrática. Ninguém mais se lembra - sequer - de ler e conhecer seus direitos e suas obrigaçõesa (repito, vejam a Constituição Brasileira, de 1988, ao menos até o seu 10o Artigo). Não é preciso muito para descobrirmos que vivemos numa grande mentira. E constatamos que a grande maioria, infelizmente, "até gosta de viver nessa ilha da Fantasia".

Em momento de campanha eleitoral vemos candidatos com a cara mais deslavada do mundo falar em "Fazer a Reforma Tributária que o Pais precisa..."

Pelo jeito vamos ter a oportunidade, nesses próximos meses, de vivenciar muitas brigas, palavras ofensivas e muita, muita... muita mentira. Além da baixaria que é natural do povo estrelado...

Claro que o Brasil (e os brasileiros) em época de Copa do Mundo de Futebol encontram nesse momento um excelente fator anestesiador para a sua NORMALMENTE BAIXA disposição de PENSAR. Que pena!