quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

o PanAmericano joga a contabilidade (e a vergonha) no buraco negro da conveniente impunidade

depressao2502 Há uma série de notícias correlacionadas neste caso tenebroso. Afinal de contas até onde pode chegar o ‘descaramento’ das nossas ‘autoridades’ responsáveis pelas áreas financeira e tributária; para não falarmos meramente em ética e zelo com o dinheiro público.

QUE É NOSSO DINHEIRO!

A FENACON apresenta vários desses textos iniciando pelo sugestivo título: “PanAmericano apaga passado”.

Sob esse título desfilam os seguintes:

a) Atual administração decide divulgar apenas números referente a dezembro, sem explicar em detalhes os ajustes nas contas

Fico imaginando a reação dos administradores e sócios do PanAmericano: “Explicar por quê? Ninguém tem que saber o que fizemos e como fizemos...”

Esse tipo de atitude somente me deixa cada vez mais preocupado, pelas seguintes razões:

· Há dinheiro publico nesse Banco; ou seja: o seu dinheiro, o meu dinheiro, o nosso dinheiro...

· Quem foi beneficiado com essa grana? Afinal uma importância dessa magnitude deve ter favorecido alguém muito importante. Isso fica evidente pelo fato de não quererem divulgar o que aconteceu de fato. Aumenta o campo das suposições...

· Posso supor que grande parte desse dinheiro foi destinado à campanha de algum político, já que 2010 foi um ano eleitoral?

· Supondo que isso seja possível qual o político que foi beneficiado?

· Ainda nessa suposição avanço imaginando que não deve ter sido dirigida à campanha de quem perdeu, claro. Afinal quem perdeu não teria mais poder para impedir que a verdade fosse revelada.

· Fico preocupado, também, com a omissão do Ministério Público nesse assunto. O que é que eles andam fazendo que os ocupa tanto para perceberem que há uma grande fortuna surrupiada da população?

b) Solução dada ao balanço passou por BC e CVM

· Confesso que li duas vezes e ainda não acredito no que estou lendo. Chamam de ‘solução inédita’! vejam só a que ponto chegam os técnicos do BACEN e CVM. Que absurdo!

· As peças contábeis de 2010 e 2009 são consideradas de ficção, sem qualquer qualidade ou confiabilidade. E ainda consideram que isso é a forma correta?

· Socorro! Será que Deus – depois dessa – ainda aceita ser qualificado de Brasileiro?

c) Suporte dado por FGC e Caixa garante liquidez do PanAmericano

Nessa parte do artigo fica claro que a continuidade do banco está mantido de pé graças ao suporte da Caixa Econômica e do Banco Garantidor de Créditos. Ambas são instituições públicas. Entendam bem isso: Entidades Públicas é que entregam o dinheiro (nosso dinheiro) para salvar o PanAmericano!

E a administração não quer dar nenhuma explicação a esse ‘suposto roubo’?

Cada vez mais acho que essa grana foi usada em fundo de campanha de algum político (que ganhou a eleição, claro!)

d) Contabilidade ao gosto do freguês

As expressões adotadas pelo Niero, um velho conhecido na área de auditoria contábil, vamos vendo um desfile de adjetivos que vão sendo apresentados sobre essas, com perdão da má palavra, demonstração de *mierdas*, já que não há como chamá-la de contábil. Alguns exemplos das expressões:

· “Valor Ajustado” em vez de Valor Justo

· “Inconsistências Contábeis” em vez de “Recursos não contabilizados”, para definição do Caixa 2 do PT (na época do Delúbio)

· “Balanço Autista” para designar a fraude bilionária, que é ignorada na ‘mensagem da administração’ – melhor seria que, no espaço destinado a publicação das demonstrações de *mierdas* fosse deixado um espaço em branco, como citado por Niero

· Contabilidade customizada

· Os trechos retirados do relatório da administração apenas revelam que ‘papel aceita tudo’

Será que a suposição de que tudo foi uma armação para gerar dinheiro público para a campanha política, causando uma ‘perda’ a ser abatida do imposto de renda, apenas com a certeza da impunidade e de que ‘o brasileiro tem memória curta’? ou melhor: ‘o brasileiro não tem nenhuma memória...’

A falta de indignação é crescente

Brasil - Vergonha  Vivemos um momento em que várias pessoas fizeram manifestações seguidas para retirar do poder ‘líderes’ tirânicos, numa ditadura de décadas!

  A imprensa mundial – e todos nós – olhamos com entusiasmo as mudanças que serão possíveis ocorrer ‘melhorando a vida de várias pessoas’, ainda que distantes geograficamente ne nós.

  Transcrevo um artigo publicado nos jornais no início do mês que nos dá uma pequena mostra uma das razões para os tempos de ‘piorança’ que estamos vivendo. Deixamos de nos indignar com coisas erradas. Deixamos que os outros invadam a privacidade e os direitos das pessoas, desde que seja a privacidade e o direito de outro. Enquanto o ‘nosso’ estiver mantido não moveremos nenhuma palha.

  Estamos acomodados na situação. Estamos muito mal acomodados!

  O que será preciso fazer para nos incendiarmos? O que será necessário acontecer para que tenhamos um levante unido em uma única voz e propósito?

Do ''rouba, mas faz'' ao ''fala, mas não faz''

O depoimento do então secretário demissionário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Barreto de Castro, em audiência da Comissão Representativa do Congresso Nacional, em 20 de janeiro, é um dos documentos mais relevantes e reveladores da incúria administrativa e do cinismo político no Brasil. E da forma como esses vícios foram levados a extremos do descalabro nas gestões petistas de Luiz Inácio Lula da Silva.

Infelizmente, esse testemunho não teve a repercussão merecida nos meios de comunicação nem provocou em nenhum dos Poderes da República (se é que funciona de fato aqui um sistema tripartite de governo) e na sociedade o debate que deveria ter provocado para que os absurdos por ele indicados sejam evitados.

O primeiro absurdo já havia sido noticiado antes de o técnico ter sido ouvido em vão pelos congressistas, a convite da senadora Marina Silva (PV-AC), que foi ministra do Meio Ambiente do governo em questão. Os brasileiros que não tiveram o privilégio de acompanhar esse depoimento ou mesmo a audiência já sabiam que em 2005, quando um tsunami devastou praias asiáticas, o ex-presidente Lula tinha firmado um compromisso com outros 167 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para instalar, ao custo de R$ 115 milhões, um sistema de radares para prevenir desastres naturais.

No entanto, não foi investido nenhum centavo e os cidadãos que pagam os impostos que bancam as despesas públicas só ficaram sabendo disso quando, em 17 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff mostrou que não é tão loquaz como o antecessor, mas aprendeu muito bem alguns de seus mais caros truques de marketing, ao anunciar um tal Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais para o País.

Seria uma piada de mau gosto se não fosse uma tragédia amarga. Pois ela anunciou para daqui a quatro anos a instalação do mesmo equipamento com cuja aquisição pelo Brasil seu antecessor e padrinho se havia comprometido em documento oficial internacional havia seis anos. A caradura do anúncio do governo foi tal que o prazo para o funcionamento, que era de dez anos, passou a ser de quatro, considerado insuficiente por quem conhece o assunto.

O depoimento do especialista no Congresso tornou-se histórico por relatar como e por que a palavra empenhada por Lula na ONU virou titica de galinha na prática. O burocrata que deixou o posto por discordar da forma como a promessa foi triturada nos trâmites da máquina pública federal revelou, antes de entregar o abacaxi com casca e tudo ao substituto nomeado, Carlos Nobre: "Há dois anos fizemos um plano de radares para entrar no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-1), não conseguimos.

Fomos orientados a entrar no PAC 2, ficamos fora. E aí eu perguntei para meu ministério: E agora? O presidente disse que devíamos colocar no Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação Governamental (PCTI), que não teria fôlego para financiar os R$ 115 milhões".

Tudo isso seria ridículo se não fosse mais doloroso. Domingo, O Globo constatou que os responsáveis pelos PACs, pelo PCTI e pelo Orçamento da União (inclusive os representantes do povo no Poder Legislativo) não encontraram meios de conseguir R$ 115 milhões para salvar vidas em 500 áreas de risco e 300 sujeitas a inundações no Brasil, mas autorizaram o pagamento de R$ 1,2 bilhão para construir ou alugar prédios suntuosos para repartições públicas.

Na Região Serrana do Rio, na Grande São Paulo e em Santa Catarina, só para citar os casos mais recentes e urgentes, brasileiros morrem ao desamparo de seus representantes e mandatários, enquanto a elite funcional federal se refestela nas sedes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Polícia Federal (PF), do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Ministério da Cultura (MinC).

Sem dinheiro para radares, para instalar varas federais no interior, para melhorar a saúde pública nem para construir aeroportos seguros, a União não enfrenta entrave algum para pagar contas de cerveja, chicletes de menta e bolas de futebol ou até para financiar eventos que afugentem o estresse da nata burocrática que na União Soviética era chamada de Nomenklatura. Tudo isso, porém, vira café pequeno se comparado com os desastres naturais: só a nova sede do TSE custará mais que o triplo do dinheiro que deveria ter sido, mas não foi aplicado nestes seis anos para salvar as vítimas dos temporais.

E não me venham com a conversa de que o excesso de precipitação pluviométrica pegou os maganões federais, estaduais e municipais com as barras arriadas das calças. A ONU, sempre a ONU, revelou em Genebra que, de 2000 a 2010, 7,5 milhões de brasileiros sofreram com 60 catástrofes naturais (sem contar as enchentes e os deslizamentos deste verão): 6 secas, 37 enchentes, 5 deslizamentos de terra, 5 tempestades, 1 terremoto, 3 incidentes provocados por excesso de calor e 3 epidemias.

Os leitores de Graciliano Ramos perceberão que houve seis vezes mais desastres provocados por excesso do que por falta de chuvas no País, acostumado a lamentar o flagelo da estiagem. Os observadores da cena política terão mais a aprender da frase do técnico federal em prevenção de enchentes Luiz Antônio Barreto de Castro, que resumiu exemplarmente o comportamento de Lula e seu popularíssimo governo de oito anos: "Falamos muito e não fizemos nada".

O flagelo das secas foi imerso sob a desgraça das cheias. E o país do "rouba, mas faz", ainda em plenos vigência e esplendor, ganhou agora outra dimensão trágica: é também a pátria do "fala, mas não faz". Falar menos do que Lula, Dilma já fala. Agora precisa fazer mais - muito mais do que anunciar o que foi prometido antes e nunca realizado.

José Nêumanne*, jornalista e escritor para O Estado de S.Paulo - 02/02/2011

*Jornalista e escritor, José Nêumanne é editoralista do "Jornal da Tarde"

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PanAmericano confirma rombo de 4,3 bilhões de reais

PanAmericano confirma rombo de 4,3 bilhões de reais

Tá; tá  tudo bem!


O sistema financeiro nacional foi protegido e nenhum outro banqueiro quebrou por causa disso. Afinal o que são R$ 4,3 BILHÕES? Muito pouco para quem nem sabe o que significa toda essa grana!


A pergunta que ainda não foi respondida em nenhuma das revistas ou jornais com notícias de empresas e economia é quem PERDEU, AFINAL DE CONTAS, TANTO DINHEIRO DE UMA ÚNICA VEZ?


Os sócios e os que adquiriram ações do Banco alegam que nada perderam; ‘empataram’, nas palavras de Senor Abravanel.


Tudo bem! Grande parte do prejuízo complementar de R$ 1,8 bilhões decorre de meros ajustes contábeis que poderão ser refletidos em perdas numa data futura.

Tá certo... Só que ainda resta explicar o destino de pouco mais de R$ 2,5 bilhões (que também é muito dinheiro, sim senhor!)


Quando teremos a conclusão da comissão formada para analisar e julgar sobre as razões pelas quais o rombo (ops... quase escrevi roubo. Quanta imprudência, numa época de meros ‘supostos’) não foi detectado a tempo.


Ok. Somos brasileiros. Já nos acostumamos com as cifras monumentais; com os mega escândalos; com decepções sucessivas daquelas pessoas que jamais imaginávamos serem capazes de fazer algo, etc.


E a grana do PanAmericano? Será que vão dizer com quem ficou? E de quem foi tirado?
Será que a discussão da unidade de real, para definir o Salário Mínimo é uma forma de recuperação da perda? Vai se saber, não é mesmo?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ilha das Flores

Sempre tão atual! E desesperador...

Dá vontade de sair gritando para todos os que estão adormecidos, achando que tudo é um grande BBB.


l'État c'est moi!

bode preto
          Quando analisamos a história num período de tempo maior observamos que tudo se mantém absurdamente igual…
          A História se repete… se perpetua…
          Vejam este diálogo e reflitam:
Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é
diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se...Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais,sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.
É por isso que não há como se pensar em sustentabilidade em termos de Estado. Tampouco pensarmos em punição a culpados, se estes pertencem a classe nobre dos amigos do Rei.
Realmente – e ao menos por algum tempo – só se resolve ‘CORTANDO AS CABEÇAS’!

Democracia Brasileira. Quanta Bobagem, meu Deus!

Na verdade nada temos a reclamar. Afinal dispendemos muito esforço em ‘conquistar a democracia em que vivemos’.

Não se trata de querer outro tipo de governo; afinal democracia é, segundo já dito há bastante tempo, a forma menos ruim que existe!

Agora, falando sério… dá muita vergonha vermos o estágio de ignorância, dependência e safadeza que levamos a palavra: “democracia”, alcançar! Está no último dos infernos! Lá nada resiste; muito menos a verdade e a coerência.

De que valeu a denúncia feita pelo wikileaks dos roubos, dos desvios de dinheiro para o exterior, da absurda ladroagem que vem sendo praticada pelo clã ‘sarney’ (entre aspas por isso não ser nome, apenas uma forma de tratamento dado a alguém; provavelmente com nome Nei).

Sem dúvida que sabemos o quanto custa o Congresso. Sabemos estimar, também, quanto custa as Assembleias Estaduais, as Câmaras Municipais… além dos amigos dos apadrinhados pela política ‘conquistada pelo voto direto’.

Essa tal mania do ‘políticamente correto’ só podia acaba nisso. Numa bobagem sem fim. Maior do que todo o universo…

A seguir o artigo de Dora Kramer, precedido do comentário recebido:

Reeleito José Sarney para a presidência do Senado. O mesmo político que mandou censurar um jornal da estatura de O Estado de São Paulo. Motivo: esse periódico ousou publicar falcatruas envolvendo um dos filhos deste "ilustre" político maranhense. Até hoje o jornal permanece censurado.Triste país o Brasil.

A falência da elite

Dora Kramer, O Estado de S. Paulo

Nunca foi tão verdadeiro o bordão da ex-senadora Heloisa Helena sobre o "balcão de negócios" que se instalara na Praça dos Três Poderes e comandava as relações políticas no Brasil.

O que há algum tempo era denúncia de uma personalidade rebelde hoje é voz corrente entre os parlamentares. Amanhã poderá - não se duvide disso - vir a ser prática reconhecida oficialmente, tal a rapidez com que se deteriora o Poder Legislativo.

Há cinco anos a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) para a presidência da Câmara foi um ponto fora da curva. Hoje, a escolha de deputado inexpressivo junto ao público para dirigir a Casa é fato aceito, padrão incorporado. Amanhã poderá vir a representar o curso natural das coisas.

Há dois anos causou espanto a quantidade de irregularidades reveladas a partir da eclosão do escândalo dos "atos secretos", mediante os quais a diretoria do Senado fazia e desfazia ao arrepio da lei, do regimento e da transparência.

Hoje ainda não se reduziram os funcionários de confiança, afilhados políticos seguem em seus empregos, não houve punições significativas. Da reforma administrativa prometida só se conhecem os R$ 500 mil pagos à Fundação Getúlio Vargas por um projeto que deu em nada e aumento de salários.

Hoje será eleito pela quarta vez o presidente que, ao assumir o posto pela terceira vez, em 2009, passou um ano como protagonista de uma crise que revelou desvios de conduta em série e só não resultou em renúncia por interferência do então presidente da República.

Sob incrédulo desdém geral e a tolerância desarticulada de suas excelências, José Sarney (PMDB-AP) consagra-se como o mais qualificado entre os 81 senadores. Mal visto pela opinião pública, mas, no dizer dos nobres colegas, o melhor e mais indicado para presidi-los.

Aqui merecem destaque os parlamentares de oposição. Muitos, não todos, clamaram pela regeneração da Casa. Quando viram que não daria resultado, dobraram-se docemente às conveniências corporativas. E isso sem o pretexto do dever de ofício frente às exigências de uma estratégia governista.

Um exemplo: nem um pio sobre a condução da Comissão de Orçamento. É possível que tenha a ver com acerto feito com o então relator Gim Argello (antes da apressada e conveniente renúncia) para o aumento das verbas do fundo partidário? Muito provável.

Amanhã, quando surgirem novas denúncias nenhum senador poderá dizer que a cigana os enganou. Mesmo entre os que chegam agora raros são os neófitos, todos sabem muito bem por onde andam as cobras e, ainda assim, aceitam as regras tais como elas são.

Rombo do Panamericano inclui fraude e erros técnicos


Rombo do Panamericano inclui fraude e erros técnicos - INCOMPETÊNCIA

Má Gestão e Incompetência!

Além desses dois fatores há o componente da desonestidade, da ganância, da certeza da impunidade...

A certeza de que roubo de dinheiro público neste país não é investigado e nem cobrado por ninguém.

Vejam bem os fatos ocorridos nesse caso do PanAmericano:
a) Caixa Econômica adquire participação relevante no PanAmericano após proceder a exames normais de auditoria específicos para processo de aquisição (Due diligence). O relatório da auditoria é considerado normal e a aquisição de participação realizada;

b) A empresa responsável pelos exames de auditoria das demonstrações contábeis teve seus trabalhos encaminhados a comissão de 'notáveis' da área contábil para analisar possíveis erros no procedimento da auditoria. Até o momento nenhuma notícia quanto ao resultado. Aliás anda tão quietos que dá a impressão que esperam que esqueçamos das decisões tomadas na época;

c) Os recursos tomados pelo Senhor Abravanel 'como empréstimo' sem JUROS vieram de um fundo criado COM NOSSO DINHEIRO para cobrir perdas de CORRENTISTAS. Não de banqueiros;

d) Os sócios da Caixa Econômica viram seus papéis serem desvalorizados muito rapidamente. Quanto venderam, achando que haviam perdido. E, de fato, acabaram perdendo;

e) Da mesma forma as ações do PanAmericano, vendidas na bacia das almas no início do escândalo, estão muito valorizadas neste momento. Quem perdeu? Quem ganhou?

Espero que os responsáveis pelas empresas públicas e pelas decisões que favoreceram uns poucos, em prejuízo de muitos, façam esclarecimentos convincentes e sejam apurados os responsáveis.

E que haja apuração dos responsáveis por mais esse roubo e os culpados SEJAM PUNIDOS.

Será que estou pedindo muito?


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Governo Catarinense dá bom exemplo!

Ações do MP de SC buscam imposto sonegado

A notícia do Diário Catarinense, divulgada pelo Portal Contábil de SC, revela as ações em andamento naquele Estado.

É bom quando tomamos conhecimento de ações de Estado na busca de recuperação de suas finanças por meio de Gestão Política, Administrativa e Tributária competente.

Faço votos que todo esse trabalho de recuperação seja acompanhado pela Sociedade Civil, capitaneada pelo Conselho Regional de Contabilidade-SC e OAB-SC para garantir que os recursos arrecadados sejam vertidos ao erário, sem desvios ou favorecimentos estranhos...

Em terra de "pizza" tudo é possível...

Os mistérios do PanAmericano - Será que acabou?

G1 - 'Vendi o banco', diz Silvio Santos sobre Panamericano - notícias em Negócios

Então vendeu e PONTO FINAL! Só isso! Há várias coisas que ficaram sem ser respondidas nessa questão do PanAmericano. Não basta o Senhor Abravanel declarar, no artigo, que "Nada ganhou, nada perdeu".

Foram declarados R$ 4 BILHÕES de fraude no caso do Banco. Será que todo esse dinheiro saiu e voltou às mesmas mãos? E ninguém ganhou ou perdeu com toda essa brincadeira? Fala sério...

Será que a Caixa Econômica pode fazer essa declaração? E os sócios da Caixa Econômica? Ficaram sabendo, algum dia, o que - de fato - aconteceu?

E a contabilidade do Banco? E o diligente trabalho de sues auditores independentes? E a Ética? E a vergonha (ou falta dela)? E os R$ 4 BILHÕES???

Espero que esse caso não acabe assim. A impressão que fica é que foi uma jogada para gerar ganhos de toda natureza aos compradores, ficando o mico para os sócios dos seus gestores (no caso refiro-me aos sócios da Caixa Econômica, QUE SOMOS NÓS!)

Arrecadação de Primeiro Mundo com retorno pífio

ViewFenacon: "Arrecadação de Primeiro Mundo com retorno pífio"

Há um movimento de governadores, senadores e deputados, incitados (e talvez liderados por trás dos panos) pelo ex-Presidente Lulla, para que a carga tributária volte a ter um novo componente em substituição à CPMF.

Mais uma vez é demonstrado C L A R A M E N T E que o problema do Brasil, dos Estados e dos Municípios é questão de C O M P E T Ê N C I A e G E S T Ã O! por isso, Senhor Lulla, Senhora Presidente, Senhores Governadores, Senadores e Deputados. NÃO HÁ MAIS QUALQUER ESPAÇO PARA ELEVAÇÃO DA BRUTAL E TOTALMENTE INJUSTA CARGA TRIBUTÁRIA. TENHAM UM MÍNIMO DE VERGONHA NA CARA!

Claro que honestidade, transparência e ética devem ser componentes mínimos de todo servidor público. Infelizmente é o contrário que vemos.

Rouba-se de crianças, de idosos, de doentes. Rouba-se do jovem qualquer esperança. Rouba-se pelo simples vício incontrolável de roubar.

Claro que esse Ladrão (talvez fosse melhor chamá-lo de Doutor Ladrão, visto seus vários títulos e cargos que ocupa) faz tudo isso pois a leniência está dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário); seus integrantes são os fiéis garantidores da impunidade.

Como já ouvi alguém dizer: "O Brasil não é um país do Primeiro Mundo. Também não é um país do Segundo ou do Terceiro Mundo. O Brasil é um país do Outro Mundo."

Povo (c)ordeiro, que se refestela na festa de eleição presidencial (no máximo para governador), como se essa droga de democracia que nos é servida fosse o bem de todos os males que ela proporciona.

Essa Democracia, devemos entender, é a forma estabelecida pela quadrilha dos Ladrões Doutorados e Pós-Doutorados na arte de surrupiar das crianças, dos pobres, dos doentes, dos idosos, do trabalhador, do jovem, etc.

Socorro! Que Deus nos acuda! E rápido, antes que esses bandidos levem todas as vidas embora...