terça-feira, 30 de março de 2010

Em tempos de emPACação...

Dilma, a Candidata

É certo de que estamos no Século XXI, ainda que em sua primeira década.

É certo, também, que a democracia, da forma como é praticada está bem longe dos seus objetivos efetivamente democráticos...

Já sabemos que o resultado do chamado PAC 1 não foi alcançado. Chegou, segundo informações oficiais a míseros 40,3%. Ou seja frustrou a todos!

Agora, usando de um poder que vai muito além do razoável, é anunciado mais um sonho... Não há mais a necessidade de alcançarmos qualquer meta do PAC 1. Basta colocar outra adiante e... tudo bem...

Viramos notícia e garantimos a vitória da camarada, ops, Candidata...

Sem dúvida podemos interpretar que além do engôdo, há uma certeza tão grande de continuidade de comando que é praticamente um grande desperdício a realização de uma eleição presidencial.

Cada candidato deve gastar (ao menos em termos oficiais, sem contar os recursos escusos do chamado Caixa 2) algo em torno de R$ 150 milhões. Essa cifra vale para os dois candidatos de ponta.

Se os demais candidatos mais modestos, que participam pelo único objetivo de apresentar ao Mundo a existência de nossa "democracia", tiverem orçamento bem menores ainda assim os gastos deverão exceder a R$ 500 milhões. MEIO BILHÃO DE REAIS!!! Quase 10% do PAC 1 que foi orçado em R$ 638 bilhões. O PAC 2, por sua vez tem um orçamento, até 2011, de R$ 598,9 bilhões.

É muito dinheiro, se analisarmos sob o ponto de vista dos investimentos públicos realizados nos últimos anos. Sob o ponto de vista das necessidades do País é quase justo. As necessidades da população em geral ainda não serão atendidas. Em ambos PAC's as escolhas das áreas de investimento não tiveram uma análise minimamente atenta às necessidades de nosso desenvolvimento.
  • Continuaremos a Exportar Empregos para outros países;
  • Continuaremos a gerar subempregos e miséria por todo o País;
  • A ignorância será cada vez maior. Só que, agora, diplomada e certificada;
  • O Custo Brasil continuará a crescer;
  • A carga tributária continuará a se elevar diante do PIB (cada vez mais insignificante, diante de nosso potencial);
  • O dinheiro público continuará a servir aos desonestos, só que com o aval da justiça e do legislativo;
  • O Big Brother continuará a fazer sucesso. Cada vez maior;
  • As armas e as drogas passarão a ter proteção governamental, especialmente se forem comercializadas pelos "amigos" próximos ao poder;
  • O Estado passará a ser, definitivamente, AUTOCRÁTICO, deixando de lado qualquer bobagem que possa atribuir direito ao cidadão;
  • Aliás, cidadão, passará a ter um novo significado: Escravo que Labuta de Sol a Sol para proporcionar a boa vida aos mesmos políticos que lhes exploram por tanto tempo...
É o sinal da Revolução Bolivariana cada dia mais próxima

segunda-feira, 29 de março de 2010

Carta do Zé Agricultor... para o Luís, da cidade



Ainda me surpreendo com o constante Aumento da Ignorância, especialmente nas pessoas do Governo (no Presidente da República; vários dos Ministros; enorme quantidade de Governadores, Senadores, Prefeitos e Assessores. Sobre os Deputados, então, a quantidade tende ao infinito); nos Eleitores (como podemos entender a eleição de pessoas condenadas na Justiça?); e, nos Meios de Comunicação (continua a tese de "quanto pior melhor")...
É importante, em minha opinião, continuarmos mais uma vez a Combater esses focos de ignorância, especialmente pelo fato de que a "burrice se espalha em maior proporção do que os mosquitos da dengue”. Chegamos ao cúmulo de termos Ilustres Boçais com títulos de Pós Doutorado, ocupando cargos de Juízes, Governadores, Presidentes da República, Líderes de Governo, etc.
Esse é o problema da nossa passividade; por acharmos que "OS OUTROS darão um jeito nas coisas". A gente pode continuar a assistir a tudo que acontece “bem tranquilo”, sem movermos uma palha sequer. Basta fazermos cara de “Intelectuais Ofendidos”.

Chega de inatividade! Acordem, pelo amor de Deus... Parem de alimentar a ignorância, pois ela, por si, só já tem muita força.

Façam isso para que haja alguma esperança de sobrevivermos a tantos absurdos... Façam pelos seus filhos...

O texto abaixo é uma forma cômica de apresentar nosso problema. Avaliem... 


Luís, quanto tempo!
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né?
O Zé do sapato sujo?
Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo.
Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu.
Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite.
De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas.
Por isso eu só vivia com sono.
Do Zé Cochilo você lembra né Luís?
Pois é.
Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom.
Muito mato, passarinho, ar puro...
Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade.
Tô vendo todo mundo falar que nóis da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só.
O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade.
Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro da tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar.
Se ele falou deve ser verdade, né Luís?
Prá ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado.
Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou.
Ele morava aqui com nóis num quarto dos fundos de casa.
Comia com a gente, que nem da família...
Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite.
Os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia.
Nossa!
Eu não sei como encompridar uma cama, só comprando outra né Luís?
O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele.
Bom Luís, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelos fiscais e pelas leis.
Mas eu acho que não deu muito certo.
Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado.
Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover.
Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros .
Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor.
Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas.
O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade.
Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas to preocupado com a água do rio.
Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados.
As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão.
Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade.
A pocilga já acabou as vacas não podem chegar perto.
Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo.
Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis?
Quem será?
Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!
Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes de ela cair por cima da casa...
Fui ao escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui ao IBAMA da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar.
Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei.
Pronto!
No outro dia chegou o fiscal e me multou.
Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente.
Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau.
Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luís, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia.
Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia...
Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo.
Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar aí com vocês, Luís.
Mais fique tranquilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira.
Aqui no sítio eu tenho que pegar tudo na roça.
Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa.
Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo.
Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luís.
Ah, desculpe Luís, não pude mandar a carta em papel reciclado, pois não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.



* (Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.) *
 “Na prática, a teoria é outra."
(Recebi sem os créditos de autoria)
Faz-nos refletir: aonde esta o erro?
Em quem administra sem conhecimento ou em quem não acompanhou a evolução do "jeitinho brasileiro" e continua vendo as pessoas como a si mesmas...
Anda a circular há muito tempo pela Internet...
E em casas e sindicatos de agricultores e similares...


"Num povo ignorante a opinião pública representa sua própria ignorância" – Marquês de Maricá
 

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Chororô ainda é livre num estado autocrático

 
Temos assistido nos últimos dias manifestações de governantes e prefeitos buscando garantir aos seus estados e cidades os recursos financeiros, decorrentes de royalties, e que entendem ser legítimos pela legislação até então vigente.
Como vivemos num estado totalitário e autocrático, embora ainda seja chamado de “Estado Democrático de Direito” as mudanças de regras – como esta que vem sendo provida em relação à partilha da exploração de recursos naturais – são impostas e acabam promovendo acordos que penalizam a todos.
Quem sabe essa manifestação possa ser acompanhada por reivindicações sobre a gravidade da política tributária, que concentra, cada vez mais, recursos na União sem que haja uma clara contrapartida à melhoria de vida dos cidadãos ou que promovam uma efetiva redução do chamado “Custo Brasil”.
Vale a pena conhecer um breve artigo sobre o que acontece com os municípios brasileiros, cada vez mais dependentes e, por isso, submissos a esse tipo de política. Trata-se de um breve alerta denominado “De Pires e Migalhas, que tangencia o problema causado pela falta de visão e planejamento de Estado.
A esse “chororô” de governantes deveriam juntar-se todos (governantes, prefeitos e cidadãos) restaurando, de fato, o Estado Democrático de Direito que entendemos estar expresso (ainda) na Constituição Federal.
O resto é fantasia e festa, sem mudanças e melhorias!

Assim dispõe a Constituição Federal do Brasil:
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
 III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
 Como podemos constatar, pelo que está escrito na Constituição, nenhum governante está livre de culpa! Afinal ninguém está minimamente preocupado em qualquer um dos itens constantes desse artigo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Americanos inovam no combate a Terremotos no Haiti

Estes são os navios que estão no Haiti (Cruzador de misseis guiados USS Normandy e Porta Aviões USS Carl Vinson)


Sempre me pergunto, quando vejo uma nação mais poderosa oferecer ajuda a outra, mais pobre ou necessitando de apoio, se o que está sendo entregue é, de fato: AJUDA ou COMÉRCIO?

Vale a pena dar uma lida na nota sobre a Militarização da Ajuda ao Haiti que está acontecendo. Claro que a proximidade como Cuba é uma grande oportunidade que não poderia ser deixada de lado...

Ações como a tomada da pelos exilados cubados, que invadiram a Embaixada Brasileira de Miami, faz parte de um grande jogo de estratégias de dominação, com apoio popular.

Passamos a ver violências com a mesma atitude com que assistimos a uma partida de futebol, uma novela, uma "espiadinha de BBB", etc. E ainda com um diferencial. Pelo "apoio popular" tudo passa a ser "em defesa da democracia", etc. e tal...

Sei que isso não vai parar; nem há quem possa fazer isso parar. Essas atitudes são muito antigas e já conhecidas de muitos anos (quem ainda se lembra da ALALC?).

Deixo somente para registro...