sexta-feira, 8 de julho de 2011

Virtudes morais despertam interesse das empresas e instituições

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Um dos grandes desafios das empresas atualmente é formar e reter talentos.
A nova geração que vem substituindo os diversos níveis de trabalhadores trazem perspectivas e expectativas diversas daquela que até então eram comuns às empresas.
Estamos migrando de uma sociedade “industrial”, onde há hierarquias e lideranças definidas e preestabelecidas, para um novo modelo de sociedade que se comporta e age na forma de uma grande rede distribuída.
Vale a pena, sobre esse tema, conhecer o ensaio apresentado no endereço: Da Sociedade Industrial à Sociedade em Rede, de Maristela Moura, numa atenta observação dessa nova forma de sociedade que foi apresentada por Augusto de Franco em seminário realizado na FIEP.
Essa moçada, extremamente talentosa e inquieta, tem novo comportamento nos ambientes de trabalho. Não conseguem manterem-se subordinadas a qualquer forma de comando que lhes exija atitudes de rotina. São extremamente havidas por novos conhecimentos (que também são descartados mais rapidamente ainda).
A liderança atualmente é situacional. Não é mais possível termos equipes com lideranças fixas, nem sempre inovadoras, e com focos muito estreitos.
A busca que as empresas passaram a buscar, alimentando crenças coletivas e valores morais, pode representar uma possível solução para a formação e retenção dos novos talentos.
Já há alguns anos as empresas vêm buscando adequar-se às chamadas “boas práticas de administração”, bem como na aplicação do “fair trade”. São essas práticas que dão a sustentação à criação dos valores morais das empresas, que devem praticá-las de forma autêntica e contínua.
A globalização e a comunicação na forma de redes faz com que todos saibam tudo sobre todos... e rapidamente. Por isso, comete grave erro aquele que ‘fingir’ adotar essas práticas apenas no discurso. Se não houver integridade todo o esforço feito poderá representar um grande retrocesso; dificilmente recuperável.
A adoção de boas práticas é sinal de responsabilidade social pelos empreendedores. A aplicação e perpetuidade das mesmas dará o respaldo necessário para o crescimento da empresa e a satisfação daqueles que nela trabalham.
As nossas recomendações, especialmente quando atuamos como ‘advisor’ de conselhos empresariais, é a de buscar fortalecer as políticas de governança e transparência, mediante a adoção ética dos princípios de ‘accountability’.
Mantemos a esperança de que essas mudanças nas empresas ocorram rapidamente, alastrando-se de forma quântica, como temos observado em tantas situações análogas atualmente.