sexta-feira, 15 de julho de 2016
Cidadania
sábado, 4 de junho de 2016
O estupro do brasileiro
Nesta semana, por conta de várias notícias de casos de estupro ocorridos em cidades brasileiras o tema integrou a mente de muitas pessoas. Pudemos ver, ler e assistir várias matérias em função até do posicionamento dúbio do delegado que iniciou o atendimento à menor do Rio de Janeiro.
Claro que a “oportunidade” foi fértil para surgimento de feministas, manifestações públicas, ações do congresso nacional criando novas leis, pesquisadores e analistas, apoiados por profissionais da área de comportamento humano, buscando encontrar a melhor frase, o melhor substantivo, o melhor adjetivo, etc., que causasse maior impacto popular...
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Uma questão de Mindset?
Meu avô deve ter sido um cara bem rico.
Imagino.
Teve algumas revendas Chevrolet e viveu uma vida bem confortável.
Teve cavalos, uma casa com cinema e tudo.
Até um veleiro no Yatch Club de Santos.
Quarenta pés.
O Sagres V.
Era um sujeito áspero, autoritário.
Meu pai começou a trabalhar com ele.
E como lhe foi imposto começar por baixo, começou na oficina de uma das revendas.
Não deu certo, óbvio.
Veja, meu pai sempre foi um cara bom, então ao ver como meu avô tratava os outros mecânicos e depois de muitos conflitos familiares, resolveu trabalhar em outros lugares.
Desde que me entendo por gente até se aposentar, ele foi Consultor Técnico. Consultor Técnico é um nome pomposo para o recepcionista de uma revenda de veículos.
Basicamente, o sujeito que recebe seu carro para uma revisão.
Aos poucos, aceitou que sua condição financeira não permitia muitos sonhos.
Nem todo mundo nasce com o chip da ambição, enfim.
Restou-lhe apenas um sonho.
Mais para frente eu conto qual era.
Então estamos em 1963, quando se casou com minha mãe (a D. Nilza, tão íntima dos que leem minhas bobaginhas há mais tempo).
D. Nilza, diferente do meu pai, sempre correu atrás do que queria. Foi secretária na Caixa Econômica por dezoito longos anos.
Até eu completar 11 anos, portanto, essa era minha peculiar situação: morava com meus pais, árduos trabalhadores no apartamento elegante de Higienópolis do meu avô quase-rico.
De um lado meu avô, abastado.
De outro, meus pais batalhadores.
Para mim, de um lado, o dinheiro contado, de outro, os finais de semana dormindo no Sagres V.
O veleiro fazia tão parte da família, que meu tio George, irmão do meu pai, virou fuzileiro naval.
Enquanto isso, meu pai, mesmo tentado pelo veleiro, preferiu construir um barquinho de madeira para remar na Guarapiranga.
O fato que importa é que meu pai sempre foi um sujeito de extremo caráter e não aceitaria, jamais, algum favor do meu avô - além do teto para sua mulher e filho.
Tanto caráter que até hoje quando corto a barba ou a deixo crescer, lembro dele dizendo:- Homem tem que ter uma cara só. Se for deixar a barba, tem que ser para a vida toda.
Minha vida está repleta desses axiomas do meu pai.
Truismos sempre bem intencionados, mas que inúmeras vezes me fizeram colidir de frente com ele.
Difícil para uma criança entender o contraste das duas figuras paternas habitando o mesmo teto.
Essa catraia do meu pai, o Rachacuca, era um barquinho de dois lugares, a remo.
Seu sonho - voltamos a ele - era comprar um motor de popa.
Depois de anos juntando dinheiro, o dia chegou.
Ele e eu fomos à Sears, onde hoje é o Shopping West Plaza.
O motor era mínimo.
Três cavalos e meio.
Foi a primeira vez que vi meu pai chorar.
Acho que foi a primeira vez que vi um adulto chorar, para dizer a verdade.
O motor tinha subido de preço.
Não foi ainda daquela vez.
A vida seguiu.
Eventualmente meus pais conseguiram comprar um apartamento e meu pai seu tão sonhado motor de popa.
E hoje estou eu aqui contando essa história simples, prosaica, quase insignificante.
Por que?
Vou tentar explicar, já que você se deu ao trabalho de ler até aqui.
Conto isso tudo, essas intimidades, porque é a história da gente que define o nosso compasso moral.
Tenho certeza que você, que está lendo este texto, tem as suas razões e sua história para ser ético e acreditar no que acredita.
Minha história e minhas razões são essas que contei aqui.
Por isso me faz um mal viceral, ver o mau-caratismo imenso de nossos políticos, ver tudo que nos falta de recursos por culpa exclusivamente desses pulhas. Dói no fígado ver tudo o que sobra em apartamentos triplex, carros importados, viagens, tudo conseguido com dinheiro roubado. Quando leio o jornal e sinto vergonha de ser brasileiro, só consigo lembrar das lágrimas do meu pai por não conseguir comprar aquele maldito motor de popa, mesmo tendo um veleiro de quarenta pés ancorado no Yatch Clube de Santos.
Queria tanto poder expurgar toda essa gente da minha vida.
Só isso.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Proibido, na Europa, uso de pesticida, que matava as abelhas...
Elas estão, infelizmente, morrendo. No mundo todo; inclusive aqui, no Brasil!
A falta de atenção para esse importante inseto, que dá, de forma incansável, a vida a todos deste planeta pode, em pouco tempo, levar toda a vida animal e a maioria da vida vegetal à extinção.
Leia com atenção e faça o que estiver ao seu alcance.
| Cara comunidade da Avaaz, Conseguimos -- a Europa acabou de votar uma proibição aos pesticidas de abelhas! Grandes empresas como a Bayer lutaram com toda força contra a proposta, mas o poder popular, a ciência e a boa governança foi mais forte!!
"Foi um voto apertado, mas graças à enorme mobilização dos membros da Avaaz, criadores de abelhas e outros grupos, nós vencemos! Não tenho dúvidas sobre o quanto as enchentes de telefonemas e emails enviados aos ministérios, as ações presenciais em Londres (Reino Unido), Bruxelas (Bélgica) e em Colônia (Alemanha), e a gigante petição com 2.6 milhões de assinaturas foram responsáveis por esse resultado. Obrigado Avaaz e a todos que trabalharam tão arduamente para salvar as abelhas!"As abelhas são responsáveis por polinizar ⅔ de todos os nossos alimentos. Por isso, quando os cientistas começaram a notar que, silenciosamente, as abelhas morriam em proporções aterrorizantes, a Avaaz entrou com tudo, e não parou até alcançar uma vitória. A vitória dessa semana é fruto de dois anos de campanhas que começaram com o envio de mensagens para ministros de governos, organização de protestos para chamar a atenção da mídia junto com criadores de abelhas, comissionamento de pesquisas de opinião e muito, muito mais. Foi assim que fizemos, juntos:
Conseguir essa vitória foi um processo longo, e isso não seria possível se não fosse a participação dos cientistas, especialistas, oficiais de governo, criadores de abelha e todos os nossos parceiros de campanha. Podemos ficar orgulhosos do que conseguimos fazer juntos!
Forte defensor das abelhas, Paul de Zylva, chefe da Unidade de Polinização e Pesticida da organização Amigos da Terra, disse: "Obrigado aos milhões de membros da Avaaz que se mobilizaram online e nas ruas. Sem dúvida, a enorme petição e as campanhas criativas da Avaaz ajudaram a pressionar pela proibição dos pesticidas, complementando o nosso trabalho e o de outras ONGs."Chegou a hora de festejar a conquista desse espaço para uma das criaturas mais importantes e preciosas de nosso planeta. Entretanto, a proibição da UE durará apenas dois anos até ser revisada. E, ao redor do mundo, as abelhas continuam a morrer por causa dos pesticidas que as enfraquecem e deixam-nas confusas, além da perda de seu habitat natural causada pela expansão das cidades. Na Europa, e ao redor do mundo, há ainda muito o que fazer para garantir que a ciência seja a condutora das nossas políticas agrícolas e ambientais. E somos a comunidade perfeita para tornar isso realidade. :) Com esperança e alegria, Ricken, Iain, Joseph, Emily, Alex, Michelle, Aldine, Julien, Anne, Christoph e toda a equipe da Avaaz PS: Vamos continuar nossa luta -- ajude-nos a lançar campanhas rápidas e de impacto sobre questões que são importantes para todos nós: https://secure.avaaz.org/po/bees_victory/?bjQTEdb&v=24680 PPS: Muitas das campanhas da Avaaz, como a campanha criada por um criador de abelhas alemão, foram iniciadas por indivíduos ou grupos de indivíduos. Clique aqui para descobrir como começar sua própria campanha:http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?rba13 FONTES A campanha das abelhas, e o papel da Avaaz nesse processo, foi mencionada em centenas de artigos. Aqui estão alguns deles: UE proibirá três pesticidas mortais para abelhas por dois anos (R7) http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/ue-proibira-tres-pesticidas-mortais-para-abelhas-por-dois-anos-20130429.html UE proíbe três pesticidas que matam as abelhas (Euronews) http://pt.euronews.com/2013/04/29/ue-proibe-tres-pesticidas-que-matam-as-abelhas/ Estilistas britânicos fazem campanha para salvar abelhas (Último Segundo) http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2013-04-26/estilistas-britanicos-fazem-campanha-para-salvar-abelhas.html Proibição de pesticidas procura acabar com massacre das abelhas (PressEurop) http://www.presseurop.eu/pt/content/article/3735851-proibicao-de-pesticidas-procura-acabar-com-massacre-das-abelhas Votacão histórica pela proibição dos pesticidas neonicotinoides causadores do declínio das populações de abelhas (em inglês) (The Independent) http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/historic-vote-to-ban-neonicotinoid-pesticides-blamed-for-huge-decline-in-bees-8591807.html ![]() A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 21 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter. Você está recebendo essa mensagem porque assinou a campanha "Community Petitions Site" no dia 2012-10-25 usando o seguinte endereço de email: antoniocarlos.pedrososiqueira@gmail.com. Para garantir que as mensagens da Avaaz cheguem à sua caixa de entrada, por favor adicione avaaz@avaaz.org à sua lista de contatos. Para mudar o seu endereço de email, opções de idioma ou outras informações pessoais, entre em contato conosco, ou clique aqui para descadastrar-se. Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact. |
domingo, 3 de março de 2013
A raiz de todos os males…
Ok… Tudo bem!
Pode ser que não seja de todos os males que afligem a humanidade atual. Mas, que é uma de suas raízes isso é fato.
Basta observamos um pouco mais o mundo ao nosso redor. E se somos pais ou avós a questão é muito mais séria…
Corremos o risco de sermos os vetores dessa praga que vem crescendo de forma assustadora.
Falo da: RITALINA. Um medicamento cada vez mais comum. Segundo informações o Brasil já é o Segundo país que mais consome essa droga. A grande maioria de seus consumidores são crianças com menos de 15 anos!
Assustador, não é?
O programa Caminhos Alternativos, da Rádio CBN-Campinas, do dia 23/02/13, preparou uma matéria muito interessante sobre esse tema. Recomendo que reserve um tempo para ouvi-lo. Clique AQUI (procure na página o programa em: Quando a medicalização ultrapassa o limite racional do viver).
Acredito, entretanto, que as crianças que estão sendo diagnosticadas como hiperativas estão tendo um diagnóstico equivocado pelos médicos.
Basta indagarmos: “Será que as crianças de hoje são tão diferentes das crianças que cresceram e foram nossos avós ou pais (ou nós mesmos, dependendo de nossa idade)?”
Sem dúvida há diferenças profundas, que não devem ser, entretanto, a causa dessa hiperatividade…
Vejo nas diferenças existentes no crescimento das crianças a principal razão para que essas crianças atuais fiquem tão dependentes de drogas químicas.
Houve época em que para fazer com que uma pessoa se recuperasse o mais comum e caseiro dos remédios era “um copo de água com açúcar”.
Hoje a maioria das pessoas, e em especial as crianças que não têm ninguém a defende-las, consomem – praticamente durante o dia todo – grande quantidade de açúcar. Seja naquele simples adoçar do café e mamadeiras, sejam nos refrigerantes, bolos, chocolates, balas e outras bobagens alimentares modernas... Todas com o intuito de manter a criança quieta por alguns momentos, mesmo vendo televisão...
Com tanto açúcar no organismo, gerando uma enorme ‘usina interna de energia’, e sem ter como ‘gasta-la’, a criança, que vive presa num apartamento – podendo brincar apenas com vídeos games ou jogos que não implicam em qualquer esforço físico – acaba adquirindo uma das duas (ou ambas em parte dos casos) condições:
- torna-se hiperativa, para gastar o excesso de energia ingerido
- torna-se obesa, para acumular o acúmulo da energia ingerida e não gasta
Quer para com esse caminho de destruição?
Comece eliminando os refrigerantes dentre seus hábitos...
Conheça o volume de açúcar que há em cada bebida... E faça sua escolha...
Faça seu filho (e você também) correr todos os dias, onde for possível e no horário que for mais adequado a todos. Só não vale deixar de ‘gastar energia’.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Não deixe isso morrer…
Repassando!
ESTA MÚSICA É DA DÉCADA DE 1970, ANIMOU MUITOS BAILES, MAS CREIO QUE QUASE NINGUÉM ENTENDIA O QUE HURRICANE SMITH ESTAVA CANTANDO.
AGORA SE VÊ QUE ELE, HÁ QUASE 40 ANOS, JÁ ESTAVA PREVENDO O QUE IRIAM FAZER COM O MUNDO.
ASSISTA AO VÍDEO, VEJA A LETRA DA MÚSICA E OUÇA A MELODIA MARAVILHOSA NA VOZ ROUCA DE HURRICANE SMITH!
VAMOS FAZER COM QUE ESSA MENSAGEM CORRA O MUNDO!
ISSO MESMO, QUEM SABE ASSIM NÓS CONSEGUIREMOS RETARDAR UM POUCO ESSE FIM!
domingo, 7 de agosto de 2011
Existe tanto dinheiro?
Entenda a magnitude da dívida pública norte-americana
Dívida norte-americana: muito se fala, pouco se entende. Vai abaixo um infográfico para tentar ajudar a entender e visualizar o tamanho da encrenca. Não tenha dúvida, meu caro amigo, minha cara amiga: não é porque vivemos no país do PAC, do bolsa família, da prosperidade Antonio Palocciana… Se os EUA dançam, o mundo inteiro vai atrás deles até o fundo do buraco. Nunca antes na história desse planeta valeu tanto aquela expressão… No mundo globalizado com economia on-line, estamos todos no mesmo barco.
Agora, vamos enxergar o tamanho do buraco dos nossos irmãos do norte através de um infográfico criado pelo WFTnoway com dados do US Debt Clock, o reloginho que marca em tempo real o tamanho da dívida do estado norte-americano.
100 dólares: nota de dinheiro mais conhecida do mundo.
10 mil dólares: grana suficiente para torrar numas férias caprichadas ou num carro usado. É o valor médio equivalente a um ano de trabalho de um cidadão no planeta Terra.
1 milhão de dólares: prêmio de reality show brasileiro. É o valor equivalente a cerca de 92 anos de trabalho de um humano médio no planeta Terra.
100 milhões de dólares: opa, já dá para arrumar a vida de qualquer bom gastador. Ladrão que botar a mão numa bolada dessa já vai precisar de uma empilhadeira para levar o tutu para casa.
1 bilhão de dólares: agora a coisa ficou séria. Brincadeira de cachorro grande, o clube do bilhão é só para pesos pesados. Repare: vemos aí uma pilha dupla, em unidades encaixadas de 100 milhões de dólares.
1 trilhão de dólares: Se você gastasse 1 milhão de dólares desde o dia 1 do ano que Jesus nasceu, não teria gasto até hoje a soma de 1 trilhão de dólares, mas apenas cerca de 700 bilhões.
Quando o governo dos EUA reconhece um déficit de U$ 1,7 trilhão, isto representa apenas o valor que ele tomou emprestado em 2010 para manter a máquina do estado em movimento.
Para facilitar sua visualização do tamanho da encrenca: o trilhão de dólares comparado a um jato ou um campo de futebol.
15 trilhões de dólares: Se o governo americano não resolver o déficit, a dívida alcançará 15 trilhões de dólares até o natal de 2011. Estoura o teto máximo permitido por lei, hoje fixado em U$ 14,3 trilhões. Um volume capaz de assustar a Estátua da Liberdade.
114,5 trilhões de dólares: é o endividamento dos EUA sem lastro, que fica a descoberto, sem garantias. Representa o valor necessário para o país financiar previdência social, serviços médicos e remédios, fundo de desemprego, despesas militares e pensões para os civis… Enquanto isso, eles continuam acelerando nos gastos. Só a guerrinha no Afeganistão custa a bagatela de U$ 2 bilhõezinhos por semana!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
OBESIDADE MENTAL
No texto abaixo há um conceito pelo qual venho buscando dialogar com outras pessoas, sem sucesso!
Realmente o título: “Obesidade Mental” deve ter maior sucesso do que minha forma de abordagem, que principiava pelo nível de conhecimento das pessoas e um muito provável stress tecnológico, que será alcançado dentro de pouco tempo.
Minhas razões são as mesmas contidas nessa obra do Prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard: a sociedade está intoxicada pelo excesso de um suposto conhecimento que, na realidade, é apenas um fino verniz sobre o que é importante saber para que as coisas funcionem.
Ao comparar o excesso de informação disponível e consumida pelas pessoas, com a obesidade que se transforma no mal de todos, especialmente daqueles mais pobres, ele consegue levar à nossa mente o grave risco que corremos.
Apreciem (e comentem) o texto a seguir:
"O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades."
O professor Andrew Oitke publicou o seu polêmico livro "Mental Obesity", que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
"Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses."
Segundo o autor, a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.
O problema central está na família e na escola. Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma "alimentação intelectual" tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção... é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.
Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: "O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular."
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante. Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam por que. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.
Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil... paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Sensaboria: pra quem, como eu, não sabia o significado. Ato ou acontecimento desinteressante, sem atrativos; insipidez.
Não se trata de uma decadência, uma "idade das trevas" ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa, sobretudo, de "Dieta Mental."
sexta-feira, 25 de março de 2011
Energia – para a vida e para a morte
Este post é feito após a leitura do artigo Terremoto da Energia, onde o jornalista e professor Igor Fuser nos mostra os vários absurdos que justificam o título de Terremoto, pela sua força destrutiva, da natureza e da vida!
Pouco tempo depois de começar a ler, dentre tantas coisas novas, descobri que era atribuído, como grande invenção do homem das cavernas o Fogo e a Roda.
Em minha inocência ficava imaginando como esse homem, que me parecia ser muito próximo dos animais, foi se desenvolvendo até dar funcionalidade às suas ‘descobertas’.
Admirava mais a descoberta da roda do que do fogo... a razão era simples: o fogo podia ser encontrado na natureza, proveniente de vulcões ou raios nas florestas...
Ainda acho que eu tinha razão...
É com tristeza que percebemos ao ponto que o Homem (agora chamado de civilizado) vai conduzindo o planeta e a vida sobre ele. É insana a sua busca por energia, seja ela qual for e donde vier. Por ela se mata e se morre. Só que quem a domina mata e quem a usa acaba morrendo pela contaminação ou destruição da vida...
Apesar de estarmos vivendo uma sucessão de manifestações irracionais de guerra (se é que há alguma que possa ser chamada de racional) para dominar a Energia e, ao mesmo tempo, os cataclismos que ocorrem destruindo mais vidas, até por causa dessa insanidade, parecem não modificar a percepção das pessoas. É como se tudo isso fosse normal e aceitável...
Desnecessário lembrar os mais recentes e graves acidentes que ocorreram por conta de vazamento de petróleo no Golfo do México. As guerras do Afeganistão, Iraque, países do Norte da África, do Oriente Médio, etc. Some-se, a tudo isso, o pavor que a questão de radiação, que está ocorrendo no Japão, vem causando. Falta muito pouco para que essas questões comecem a ocorrer nos países da América, em especial –claro- da América do Sul…
Em todas essas questões a insana busca da Energia é a raiz...
Vou voltar para pesquisar um pouco mais as razões para meu pensamento, quando menino, de não dar tanta importância, assim, à energia. Afinal, também hoje, entendo que a maior fonte de energia que o Homem (se for civilizado) pode contar é inesgotável e limpa. Basta olhar o Sol e a Água!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Acidente nuclear no Japão faz os EUA tremerem
HÁ MUITO TEMPO QUE O HOMEM SE CONSIDERA IGUAL (as vezes até superior) AO PRÓPRIO DEUS QUE ESCOLHEU PARA SUAS ORAÇÕES E DEVOÇÃO.
Há uma certa arrogância, de fato, na raça humana; especialmente nessa que se autodenomina “Civilização Ocidental”, da qual fazemos parte.
O artigo que serve de base para este post está na Revista Digital Envolverde e mostra, claramente, o grande medo que reina no ocidente. Em meu entender esse medo decorre muito mais da insegurança que todos têm em relação às usinas nucleares instaladas em seus próprios países, do que os fatos que estão, a cada dia, sendo revelados nas fotos e reportagens diárias do que acontece no Japão.
É muito mais relevante para esse esforço midático dedicar-se a falar sobre o problema que ‘está acontecendo no Japão, não revelado pelo governo japonês’, do que tratar dos infinitos dramas que acontecem após cataclismas – especialmente nessa magnitude.
Ninguém fala sobre a alimentação, sobre a água, sobre a condição de reabastecimento, do frio, da chuva… das pessoas…
Qual a razão pela qual essa mídia deixa de nos informar sobre as questões corriqueiras, elementares, aquelas que são – apenas – humanas?
Em vez disso lemos a contabilização da perda estimada em relação ao PIB do Japão; ou da queda na bolsa de valores internacional, por conta dessa tragédia… Ou, ainda, comentando sobre a importância em se repensar a estratégia do “Just-in-time” já que há, em casos semelhantes ocorrer desabastecimento da região, etc. etc.
Não acredito que o desvio do foco da informação seja devido ao pejo de esconder a dor e o medo. Deve ser muito mais por causa da possibilidade de ganhos financeiros que esse tipo de fatalidade proporciona a determinado tipo de especuladores financeiros. Isso é a verdadeira miséria humana, sem dúvida.
Quanto ao Japão e ao povo japonês tenho uma certa serenidade. Fiquei muito tranquilo quando, numa noite dessas, acordei com a palavra “Bushido” soando muito forte dentro de minha cabeça. Assim que acordei entendi que, mesmo sendo extremamente grave a situação, a força que o povo japonês sabe tirar de sua filosofia de vida, tão própria e inigualável com outros povos, proporcionará o florescer e a marcha, mesmo que lenta, à recuperação. A vida florescerá na mesma beleza que as cerejeiras irão florir e perfumar todo o Japão, inclusive a agora temida Fukushima. Cada japonês terá a oportunidade de renovar-se praticando o “Hanami” (que significa apreciar a flor), um costume que atravessa gerações…
”Não tenho vida nem morte, faço do eterno minha vida e minha morte” => ideograma para Bushido e um verso de origem samurai.
Esse será o caminho do gerreiro. Esse o código moral de vida e honra que marca aquele povo…
Ainda que a tal da civilização ocidental, com muito medo e só pensando em dinheiro, “financeirizando” a tragédia ocorrida, não consegue entender.
sábado, 2 de janeiro de 2010
2010! É o futuro acontecendo agora…
A continuidade da vida humana passará a ser mesclada com a tecnologia que já vem sendo pesquisada, e adotada experimentalmente.
Estaremos mais próximos a um tipo de ser com grande capacidade de criação e inteligência. Fica a dúvida com relação aos aspectos da emoção, que nos torna Anjos ou Bestas Feras.
É a emoção e não o intelecto que nos faz diferentes dos demais seres vivos. É por meio dela que somos levados à criação, aos momentos de “insigth”, à compaixão…
Recomendo que assista o vídeo até seu final…
De onde proverá a energia necessária à manutenção desse novo ser? Continuaremos a ingerir alimentos semelhantes aos que hoje usamos? Ou ser’que o Sol passará a ser nossa permanente fonte de energia?
Acumularemos energia suficiente durante o dia para quantas noites, ou dias sem Sol?
O que mais impressiona no depoimento é que já foi dado iníncio a esse novo modelo. A ciência vem realizando experiências cada vez mais ousadas…
É como dizia-se antigamente: “Quem viver, verá…”
Ainda não foram editadas as entrevistas seguintes na Globo. Quem se interessar poderá conhecer mais visitando o BLOG da HSM, com o Post sobre A Singularidade de Raymond Kurzweil.








