terça-feira, 10 de março de 2009

Uma morte lenta e silenciosa

Foto Montagem de Fabiano Vidal
Quando ingerímos alimentos naturais acreditamos que estamos fornecendo ao nosso organismo todos os nutrientes necessários à nossa perfeita saúde. O milho, que já foi conhecido como o Ouro dos Incas, dos Maias e outras civilizações das américas, é hoje apresentado como um espécime vegetal muito bonito e rico em amido e água. De pouco nos serve como alimento de verdade.
É impressionante a dificuldade que tenho em encontrar espigas de milho, ou mesmo uma broa ou pamonha, com cheiro e sabor... mesmo andando por pequenas cidades que ficam no "interior do interior" do Brasil.
Parece que hoje tudo está sendo feito em laboratório, com produtos químicos e muita tecnologia. Do plantio apenas se espera que a semente, tratada geneticamente, produza em um solo, tratado quimicamente, frutos enriquecidos com pesticidas e outros venenos. Da natureza há apenas a água e o Sol.
Não é a toa que os alimentos derivados do milho pareçam com "raspas de isopor" colorizadas e incrementadas com aromas discutíveis...
A sociedade, especialmente a brasileira, vem aderindo aos alimentos artificiais. Há entendidos que explicam que "esse alimento modificado irá preparar o novo homem para o mundo do amanhã..."
Eu pergunto: com todas as modificações que serão processadas em nosso corpo (sintetizando várias químicas e vários tipos de venenos), que espécie de amanhã teremos?
Aquele que estiver interessado em conhecer um pouco mais sobre esse tema veja a entrevista feita com o Sr. Antonio Inácio Andrioli no siste: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/milho-transgenico-uma-morte-lenta-e-silenciosa/
Ainda que estejamos falando apenas do milho, entendo ser muito importante termos conhecimento sobre o que estamos ingerindo, de fato, nos alimentos que adquirimos nos supermercados e nas feiras livres.
Até quando poderemos fazer nossas escolhas?
Apesar das ações das mega corporações serem uma imposição da qual não temos como escapar, fico feliz quando encontro pessoas com pequenas propriedades que ainda plantam, ao menos para seu próprio sustento, alguns alimentos básicos e criam seus animais (galinhas, especialmente) pastando diretamente na natureza, sem nenhum (ou ao menos quase nenhum) produto químico que lhes modifique a natureza.
Que Deus nos proteja!