domingo, 19 de setembro de 2010

Tudo é Relativo…

charge_171 Já faz algum tempo que aprendi que tanto a “Verdade” como a “Mentira” não são “absolutas”. Ambas têm essa dubiedade de forma intrínseca.

Portanto a “Verdade” e a “Mentira” são, sempre, RELATIVAS.

Muito provavelmente, por isso, o texto que está descrito com o Título: “CASA CIVIL: O IMBRÓGLIO CONTINUA”, deverá ser considerado como “a mais pura verdade” por alguns e, “uma deslavada mentira” pelos demais.

Minha intenção não é a de fazer uma pesquisa ou investigação sobre o que leio, acho interessante e, ao ver que há algo do outro lado da notícia, procuro divulgar e dar minha impressão (nem sempre completa, por óbvios motivos) sobre os fatos apresentados.

Só sei que me engano, às vezes...

Uma delas foi quando, em 2001, após a eleição do Lula para Presidente, fiz vários comentários de que ali estaria sendo o início do fim do PT. Imaginava, pelo ângulo vislumbrado e o estágio de desenvolvimento do país, aliado ao fato de que o Lula teve, como melhor cabo eleitoral de sua campanha o próprio Presidente Fernando Henrique (que havia deixado às traças o candidato Serra sem a mínima chance de ganhar), que “havia uma missão ao PT, antes de se desfazer”.

Algumas das razões para pensar dessa forma estavam alicerçadas nas seguintes questões:

· Já há alguns anos o governo FHC vinha sinalizando, fortemente, sobre a necessidade de se promover a famosa “Reforma da Previdência”, sob pena de quebra do governo e, por consequência, do Brasil

· Todas as sugestões técnicas que eram apresentadas para essa reforma envolviam uma pesada penalização de toda a sociedade dependente do sistema previdenciário geral e público. Nenhum governante teve sustentação (prá não dizer coragem) suficiente para dar seguimento a essa reforma. Todos anteviam uma grave crise social e com conflitos de graves consequências

· Num governo populista (PT) seria “mais fácil” promover o acordo necessário com a população para que fosse feita a dita reforma. A crise seria minimizada pelo “velho e experiente líder sindical”. Era como se você solicitasse “a outro que lhe pegasse o pinhão quente da chapa, para que você não queimasse seus dedos”. Parecia uma solução ideal. De quebra o PT, cuja oposição crescia, ficaria bastante enfraquecido para permitir, após 4 anos, o retorno dos mesmos “governantes” ao poder

· A origem do PT é bem obscura. Ele foi gestado da brilhante cabeça do então Ministro no governo João Figueiredo, Golbery do Couto e Silva que buscava minimizar o efeito do retorno de Brizola, Arraes e outros líderes trabalhistas, que retornavam ao país, após a anistia

· Aparentemente, o grande receio que o governo militar tinha é que, com sua saída, todas as bandeiras antes levantadas pelos líderes trabalhistas do início dos anos 60 voltassem “a causar turbação da ordem social”. Por isso o pensamento de dividir a classe trabalhadora, que identifica no líder sindical, que fora criado para atender as demandas dos próprios empresários das grandes empresas metalúrgicas de São Paulo, uma forte possibilidade de divisão entre os trabalhistas

· A criatura criada (PT) fortaleceu-se e o seu criador (Golbery) não repassou a outro a informação sobre como “desligar os fios da tomada, de onde provinha a energia que dava vida ao seu boneco”

· Ainda assim acreditava que esse PT que deveria ter ganhado as eleições de 1989 e ser extinto em seguida, só veio ao poder para realizar o ‘trabalho sujo’ junto aos trabalhadores, no início dos anos 2000. E, esse ‘trabalho sujo’ o faria perder totalmente o apoio de suas bases e, assim, também se extinguiria

· Estava enganado!

· O PT não fez a reforma da previdência. Aliás, NÃO FEZ REFORMA NENHUMA! E assim não se enfraqueceu com a opinião pública

· O programa Fome Zero, que substituiu o programa assemelhado do governo anterior, tinha algumas diferenças básicas:

  • A família que recebia o benefício não precisava manter seu filho na escola
  • Uma grande quantidade de políticos (vereadores, prefeitos e outros) passou a fazer ‘lobby’ e a enriquecer, desviando a verba do 'Fome Zero' para seus próprios bolsos
  • Grande recurso fazendo estardalhaço na mídia, dizendo que o programa era um presente do governo às classes menos favorecidas
  • Alavancagem política do partido com os recursos públicos gerados

· Grande parte do apoio que o Partido tinha, antes de ingressar na Presidência do país, vinda de organismos como a CNBB e outras entidades Evangélicas, transformou-se em aversão, quando ficou evidente que o objetivo era bem diferente daquele apresentado no discurso...

Agora vemos que a “criatura” gerou uma nova “criatura”. Tudo bem que não tem o mesmo esmero, já que feita de forma tosca e apressada ou em decorrência de ter havido vários escândalos, expurgando (?) da vida pública (ao menos em termo de exposição pública) aqueles que estavam destinados a dar a tônica do Governo do PT e ser sua continuidade, mesmo além fronteiras.

Parece muita loucura. E é mesmo! Totalmente absurdo o que vemos nos últimos anos...

No primeiro turno foi criada a comparação com o “teflon”, já que nada, nem um dos graves escândalos e denúncias conseguiram “grudar” na pessoa do Presidente. Usando de sua carinha de “bobo” conseguiu convencer a todos de que era uma pessoa que nada sabia e, por isso, sentia-se traído pelas pessoas em quem confiava.

Tá certo... a gente acredita nessa!

Por isso vamos ver o que você acha: é “verdade” ou é “mentira”? Ou você também não está nem aí. Vai votar no candidato que as pesquisas, mesmo que totalmente manipuladas, indicam como à frente dos demais, SÓ PRÁ PODER APROVEITAR TOTALMENTE O FERIADO DE 15 DE NOVEMBRO, SEM TER DE ‘CUMPRIR COM A OBRIGAÇÃO DE VOTAR NO 2º TURNO’.

Isso me leva a concluir que: além da ignorância crescente, vem crescendo a quantidade de pessoas preguiçosas e vagabundas, sem a menor preocupação além da de participarem do festim e do butim. Claro que falando um amontoado de bobagens e acusando os outros de serem culpados por não trabalharem mais e repartirem o que ganharam com todos.

É – ao contrário da fábula – o vagabundo, o pilantra, o safado, o ‘cumpanhero’ vivendo à custa do que –mesmo sem capital ou apoio- monta um pequeno negócio e tenta crescer, produzir, criar, gerar riqueza, proporcionar empregos, pagar (um monte) de impostos que sustenta uma máquina publica ineficiente e cara...

Que pena que eu me enganei daquela vez...