sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dinheiro na mão é vendaval... é vendaval...

Na imagem abaixo há linhas que não existem; são criadas em nossas mentes. Temos essa característica. As vezes vemos o que não existe e, quase sempre, não conseguimos enxergar o que há de REAL...
Você se lembra... Foi o Grande Paulinho da Viola, quem compôs a música que tinha parte de sua letra, conforme abaixo:
Dinheiro na mão é vendaval É vendaval Na vida de um sonhador De um sonhador Quanta gente aí se engana E cai da cama com toda ilusão que sonhou E a grandeza se desfaz Quando a solidão é mais Alguém já falou Mas é preciso viver E viver não é brincadeira não Quando o jeito é se virar Cada um trata de si Irmão desconhece irmão E aí dinheiro na mão é vendaval Dinheiro na mão é solução E solidão
A manchete do Valor Econômico apresenta a notícia: "BNDES terá R$ 100 bi do Tesouro" me deixou pasmo... Vejam só... De uma hora para outra é feito um "aporte" do Governo ao BNDES para que ele atenda a necessidade de recursos financeiros para a continuidade das atividades das empresas.
Brilhante! É uma forma muito objetiva para que não haja descontinuidade no desenvolvimento da economia do país.
Será que a coisa funciona, realmente assim? Aparentemente os recursos serão destinados às empresas que não necessitam, tanto assim, desse tipo de alavancagem; a tendência é que as empresas que realmente buscam crédito fiquem forma dos critérios de escolha do BNDES.
Por falar nisso... será que alguém já conseguiu saber quais serão os critérios estabelecidos? Parece que a coisa será decidida de acordo com a política da conveniência... coisa de país democrático e coisa e tal...
Outra questão que me parece importante e muito oportuna, é a forma pela qual o BNDES e outros bancos que venham a emprestar dinheiro às empresas, farão a análise do credor. Com tantas mudanças na forma de elaboração e apresentação das Demonstrações Financeiras (perderam a denominação de Demonstrações Contábeis) será que os departamentos de análise e crédito estão preparados para encontrar a forma certa para avaliar as empresas...
Tenho muitas dúvidas... As empresas de um modo geral e os próprios auditores, responsáveis pela certificação das demonstrações das empresas estão muito cautelosos, já que há muitas dúvidas que sequer foram, ainda, identificadas.
E aí BNDES? E aí Bancos Comerciais e de Investimento? Vocês já tem essa questão equacionada? Ou será que os créditos que forme dados a entidades sem nenhuma condição de prosperidade e liquidação de seus compromissos serão, novamente, cobrados da sociedade num novo PROER?
Olho Vivo, gente!!!
Onde estão as linhas (especialmente as linhas de crédito) verdadeiras? Será que só conseguimos falar das que não existem?