sábado, 26 de setembro de 2009

Quando a ideologia é maior que a racionalidade

"As massas não buscam a reflexão crítica: simplesmente, seguem suas próprias emoções. Acreditam na teoria da exploração porque ela lhes agrada, não importando que seja falsa. Acreditariam nela mesmo que sua fundamentação fosse ainda pior do que é". (Eugen von Böhm-Bawerk  1851-1914)
As manchetes nos dão informações sobre a forma de vida que está ocorrendo na embaixada brasileira, em Honduras. A Revista Veja apresenta sua matéria destacando o pesadelo do lado brasileiro, acompanhado da inconsequente atitude de Zelaya e o oportunismo de Chaves.
Tudo numa única matéria!
Como podemos ser, em termos de diplomacia, tão "inocentes"? Se é que a palavra "inocente" cabe aos "líderes" brasileiros...
Lembro-me de minha infância... quando a teimosia e as brigas de rua tinham idade para acabar; ou seja: enquanto "moleques" eram admitidas; depois de algum tempo, já no ginásio, ninguém mais disputava "no muque e nos socos" qualquer ideologia que pudéssemos ter tido.
Havíamos atingido a idade onde a racionalidade começava a funcionar...
Que pena que os governantes dos países sulamericanos ainda não tenham chegado a esse momento...
Chamar de infantilidade pode qualificá-los como imaturos e irresponsáveis; e, até mesmo, acharmos graça (brasileiro gosta de achar tudo engraçado e ri de sí próprio muito facilmente). Não nos tira a responsabilidade e as consequências.
Admira-me, também, a inocência desse tal Zelaya. Será que imaginava que tudo estaria acabado quando ele (sabe Deus como) entrou na embaixada com mais um monte de gente.
Palhaçada!
Claro que deve ser condenada a "prática de golpes"; sempre tão comum nas repúblicas das bananas. Só que há maneira certa para se propor esse tipo de condenação.
Do jeito que foi feito, por "comando" das "lideranças" do governo brasileiro, não passou de atitude de quem só pensa em "dar banana" à racionalidade...