quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

o PanAmericano joga a contabilidade (e a vergonha) no buraco negro da conveniente impunidade

depressao2502 Há uma série de notícias correlacionadas neste caso tenebroso. Afinal de contas até onde pode chegar o ‘descaramento’ das nossas ‘autoridades’ responsáveis pelas áreas financeira e tributária; para não falarmos meramente em ética e zelo com o dinheiro público.

QUE É NOSSO DINHEIRO!

A FENACON apresenta vários desses textos iniciando pelo sugestivo título: “PanAmericano apaga passado”.

Sob esse título desfilam os seguintes:

a) Atual administração decide divulgar apenas números referente a dezembro, sem explicar em detalhes os ajustes nas contas

Fico imaginando a reação dos administradores e sócios do PanAmericano: “Explicar por quê? Ninguém tem que saber o que fizemos e como fizemos...”

Esse tipo de atitude somente me deixa cada vez mais preocupado, pelas seguintes razões:

· Há dinheiro publico nesse Banco; ou seja: o seu dinheiro, o meu dinheiro, o nosso dinheiro...

· Quem foi beneficiado com essa grana? Afinal uma importância dessa magnitude deve ter favorecido alguém muito importante. Isso fica evidente pelo fato de não quererem divulgar o que aconteceu de fato. Aumenta o campo das suposições...

· Posso supor que grande parte desse dinheiro foi destinado à campanha de algum político, já que 2010 foi um ano eleitoral?

· Supondo que isso seja possível qual o político que foi beneficiado?

· Ainda nessa suposição avanço imaginando que não deve ter sido dirigida à campanha de quem perdeu, claro. Afinal quem perdeu não teria mais poder para impedir que a verdade fosse revelada.

· Fico preocupado, também, com a omissão do Ministério Público nesse assunto. O que é que eles andam fazendo que os ocupa tanto para perceberem que há uma grande fortuna surrupiada da população?

b) Solução dada ao balanço passou por BC e CVM

· Confesso que li duas vezes e ainda não acredito no que estou lendo. Chamam de ‘solução inédita’! vejam só a que ponto chegam os técnicos do BACEN e CVM. Que absurdo!

· As peças contábeis de 2010 e 2009 são consideradas de ficção, sem qualquer qualidade ou confiabilidade. E ainda consideram que isso é a forma correta?

· Socorro! Será que Deus – depois dessa – ainda aceita ser qualificado de Brasileiro?

c) Suporte dado por FGC e Caixa garante liquidez do PanAmericano

Nessa parte do artigo fica claro que a continuidade do banco está mantido de pé graças ao suporte da Caixa Econômica e do Banco Garantidor de Créditos. Ambas são instituições públicas. Entendam bem isso: Entidades Públicas é que entregam o dinheiro (nosso dinheiro) para salvar o PanAmericano!

E a administração não quer dar nenhuma explicação a esse ‘suposto roubo’?

Cada vez mais acho que essa grana foi usada em fundo de campanha de algum político (que ganhou a eleição, claro!)

d) Contabilidade ao gosto do freguês

As expressões adotadas pelo Niero, um velho conhecido na área de auditoria contábil, vamos vendo um desfile de adjetivos que vão sendo apresentados sobre essas, com perdão da má palavra, demonstração de *mierdas*, já que não há como chamá-la de contábil. Alguns exemplos das expressões:

· “Valor Ajustado” em vez de Valor Justo

· “Inconsistências Contábeis” em vez de “Recursos não contabilizados”, para definição do Caixa 2 do PT (na época do Delúbio)

· “Balanço Autista” para designar a fraude bilionária, que é ignorada na ‘mensagem da administração’ – melhor seria que, no espaço destinado a publicação das demonstrações de *mierdas* fosse deixado um espaço em branco, como citado por Niero

· Contabilidade customizada

· Os trechos retirados do relatório da administração apenas revelam que ‘papel aceita tudo’

Será que a suposição de que tudo foi uma armação para gerar dinheiro público para a campanha política, causando uma ‘perda’ a ser abatida do imposto de renda, apenas com a certeza da impunidade e de que ‘o brasileiro tem memória curta’? ou melhor: ‘o brasileiro não tem nenhuma memória...’