sábado, 23 de janeiro de 2010

Um pouco de nossa história recente



É cada vez mais comum a sensação de que “o passar do tempo tem transcorrido de forma mais célere”...

A maioria das pessoas consegue reter fatos ocorridos na semana passada. E isso graças a uma enorme quantidade de revistas semanais que são consumidas (em alguns casos) de forma voraz. Também temos alguns programas televisivos que servem para fazer um resumo sobre as principais notícias “acontecidas” no decorrer da semana. Claro que há vários jornais com notícias e fatos (quase sempre interpretados), que reforçam ou dão mais detalhes.

Há uma parte (pequena, ainda) que lê comentários e informações por e-mails (“span”) que circulam enchendo as nossas lixeiras eletrônicas, ou mesmo pela Internet, que podem ter abrangência superior a uma semana.

Como a grande maioria das pessoas se vale dos mesmos recursos é natural que nas conversas as pessoas se sintam “totalmente inseridas no contexto”. Estão “up to date” em termos de informação julgada suficiente para “manter uma conversa minimamente inteligente” com qualquer outra pessoa.

Seus julgamentos são meras repetições das que conseguiram absorver nesse universo de informações. Acompanhando, cada um, esse ou aquele “agente noticioso”. Claro que o volume de informações disponibilizado é cada vez maior; sufocante!

Claro que não sou muito diferente dessa grande maioria. E isso é muito triste! Estamos nos acostumando com uma parcela muito pequena do que, realmente, acontece na parte do mundo em que vivemos, independentemente ao tamanho que lhe atribuirmos.

São os tempos modernos. Muita correria, muitas tarefas, necessidade de ser famoso em comunidades, redes sociais ou no twitter, conseguir o maior número de seguidores para os “posts” de seu blog, etc.


A vida está acontecendo fora do mundo real. Ela passou a ser muito intensa no meio virtual; onde solitários sentem que estão num palco de um enorme teatro (ou circo).

Atribui-se um grau de veracidade a tudo que se lê, vê ou ouve. Muitos poucos se mantêm em alerta, com seu senso crítico vívido.  Quase sempre, quando fazem comentários mais amplos e, por isso, discordam do senso comum, são chamados de “chatos” ou “do contra”.

Fiz todo esse preâmbulo para ir ao objetivo desta mensagem; alguns pontos sobre nossa história recente... Entendo que cada notícia ou fato novo com que nos deparamos é consequência de sucessivos fatos ou situações anteriores, onde tudo passa a ser decorrente. Por isso não se pode deixar de lado o contexto. É com o contexto histórico que podemos compreender melhor o outro lado das notícias...

Ainda que o terceiro milênio já tenha vencido sua primeira década, recordo de alguns fatos que aconteceram depois de 1950; e que, ao menos resumida e pontualmente, poderiam ser assim descritos:

·        A década de 1950 é marcada pelo grande desenvolvimento conquistado pelo Brasil, após os efeitos decorrentes da 2ª Guerra Mundial. A PETROBRAS e a VALE, por exemplo, é resultado do sacrifício de tantas vidas. Há um principio de desenvolvimento no Brasil, o que impõe um controle por parte dos países mais desenvolvidos e líderes mundiais (Inglaterra, EUA, França), que observam a atração da política brasileira para uma realidade destoante aos interesses daqueles países.
·         Um dos fatos marcantes foi a morte de Getúlio, em 1954, que posterga por 10 anos os planos de dominação mais “alinhada”. O período JK é marcado pela criação de Brasília, deslocando do Rio de Janeiro para o Planalto Central, a Capital do Brasil. É o início da indústria automobilística (com enormes reflexos na formação profissional e qualificação das pessoas, concentração de riquezas, e escolha do transporte por pneus, substituindo trilhos pelo país).
·         A dívida interna, gerada pelo descontrole da moeda e significativa elevação dos gastos públicos, dá início a inflação, que se tornará crônica, sem meios de amenizar as perdas dos trabalhadores que formam uma massa descontente à política econômica do governo. Estes ingredientes formam grande parte da desculpa principal para a interrupção do governo civil. Entendo que uma das razões foi o projeto de criação de uma grande hidrelétrica (Itaipu) que tinha projeto e financiamento soviético. Totalmente condenado pelos interesses de dominação das Américas, que já tinha sofrido com a perda de Cuba.

    Começo dos “sem-terra”

    ·         Para superar esse risco foi estabelecido um governo de exceção, militar com princípios rígidos e até muito bem intencionado em seu princípio. A necessidade de prolongamento do período nessa forma de governo trouxe outros reflexos, tais como: (i) mudança no sistema de ensino, que permitia um maior contingente de pessoas ingressar em faculdades e, com isso, migrarem na escalada social; (ii) mudança nas leis sobre a propriedade da terra (PIN, PROTERRA), que ocasionou a “expulsão” dos trabalhadores das fazendas para as cidades. Era o início da formação de favelas por miseráveis, que perderam sua segurança, ainda que tênue, de manter suas famílias com alguma integridade; (iii) eliminação de líderes que se mostravam discordantes com o sistema implantado. A oposição política era mantida apenas para demonstra que o país “tinha uma democracia relativa”.

    Mudanças na Educação fazem com que sejam formadas pessoas sem preparo

    ·         A década de 1970 apresenta indicadores bastante interessantes, de um modo geral.  Foi uma década de grande crescimento econômico. Graças à obtenção de muito capital externo e a manutenção de uma política social repressiva.
    ·         Mantém-se uma inflação oficial relativamente baixa, com exceção dos anos após os choques do petróleo dos países árabes (que foram “convencidos” a converter o resultado da exploração do petróleo em “petrodólares”, ajudando os EUA na continuada emissão de sua moeda). O Brasil não estava preparado para a recessão. Seu parque industrial estava sendo finalizado exatamente no momento da recessão mundial, que elevou a taxa de juros à estratosfera, reduziu as exportações de manufaturados, deixando todas as fábricas prontas e sem ter o que (ou para quem) produzir.
    ·         O Brasil quebrou. Era o início dos anos 1980!

      1980 – Uma década perdida?

      ·         As medidas adotadas – de forma simplificada – provocaram, entre outros: (i) a dispensa em massa dos técnicos e dos profissionais mais experientes, que foram substituídos por subordinados menos experientes e mais “baratos”; (ii) para abrigar o contingente de pessoas experientes e desempregadas, foi instituído o programa da “microempresa”, que permitia que essas pessoas, na forma de pessoas jurídicas, servissem de terceirizados, quando e se fossem necessários; (iii) os contratos de financiamento tinham cláusula limitante de atualização pela correção monetária (20%) independente da inflação que viesse a ser divulgada; (iv) a manutenção de inflação anual na faixa de 200% anuais, que tinham a capacidade de gerar “ganhos” monetários à maioria das empresas. Foi o início da prática de “over-night” que gerava ganhos suficientes para os empresários pagarem sua folha de pagamento, sem gerar maior impacto no desemprego ou falência das empresas; (v) baixa produtividade das indústrias e rígido controle sobre o cambio, além do fechamento do mercado internacional, especialmente para importação de tecnologia. Era o início do período chamado de “estagflação” e atraso em todos os segmentos econômicos.
      ·         Ao final do governo militar, com o compromisso de devolvê-lo à sociedade civil, além do retorno de todos os exilados, com promessa de anistia “ampla, geral e irrestrita”, foi arquitetada a criação de um novo partido que pudesse agregar a maioria dos trabalhadores, especialmente aqueles da chamada região do “ABC paulista”. Era a criação do Partido dos Trabalhadores, arquitetado por um General. Havia grande receio que o retorno de alguns líderes exilados pudesse mudar, de forma radical, o modelo que estava instalado no país.
      ·         A inflação, até o ano de 1984, seguia de forma equilibrada em patamares ao redor de 200% anuais. A magia da política econômica impedia que a retroalimentação inflacionária causasse uma espiral infinita de crescimento, onde ninguém mais conseguiria ter controle e governabilidade.

        A Nova República - 1985

        ·       A nova república inicia com sérios problemas. Além da morte do Presidente escolhido (Tancredo Neves) e da escolha de seu vice, para tentar acomodar as divergências entre militares e civis, houve a manutenção do mesmo ministério, escolhido pelo falecido presidente eleito, sem que houvesse um plano de governo, elaborado e/ou conhecido pelo vice, que ocupava seu lugar.

        ·         Esse início é marcado pela vingança, exercida especialmente por alguns dos ministros de governo. Além disso, “desmontou-se” totalmente o complexo econômico que mantinha as taxas de inflação anuais de forma “equilibrada”. Foi o início do total descontrole sobre a moeda. Começamos a ter índices oficiais de inflação elevados à estratosfera. Era o ano de 1985, que havia recebido uma grande riqueza com o resultado da produção agrícola recorde da safra 84/85. Inaproveitada!

          Início dos Planos Econômicos
          ·         1986 teve o Plano Cruzado, que provocou um congelamento dos preços de forma impositiva. De início essa estabilidade de preço provoca uma maior demanda à indústria, que vinha produzindo muito abaixo de sua capacidade instalada e que sobrevivia graças às práticas financeiras de “over-night”. Com essa política financeira, aliada à inflação, os resultados financeiros eram, normalmente, maiores que o resultado alcançado com a atividade operacional.
          ·         O aumento da demanda às indústrias e serviços em geral, gerou o caos. Ficou patente a incompetência que o quadro de pessoas, mantidos sem aprimoramento técnico e sem desenvolvimento de líderes, tinha em acompanhar a retomada da produção em maiores volumes, mesmo que bem aquém de sua capacidade instalada. A procura é o mais natural dos elementos para elevação de preços e, consequentemente, da inflação. O Plano Cruzado, até por razões políticas que não permitiram que o mesmo fosse ajustado às novas realidades, foi um grande fracasso.
          ·         Como sinal claro de que a teimosia é bem maior que a razão, em 1987 houve um novo plano econômico: o Plano Cruzado II, que, assim como os vários que lhe seguiram, resultaram em grande fracasso. Não havia mais credibilidade nem confiança. O governo adotava a truculência para tentar fazer valer suas determinações.
          ·         Em 1988 o país ficou aguardando a grande panacéia. Com a Assembléia Constituinte instalada foi elaborada a Constituição Cidadã, que conseguiu multiplicar os problemas (que causam reflexos até os dias atuais) além de provocar a ingovernabilidade, por não definir a forma de governo que o país teria. Ficamos entre o parlamentarismo e o presidencialismo, escolhendo o que há de pior em cada um deles.

            Voto direto para presidente da república

            ·         1989 é marcado pela peleja entre “Deus e o Diabo”. Era a primeira eleição direta para presidente da república. Um marco da democracia! O voto passou a ser plebiscitário, sem qualquer importância a apresentação de um modelo de governo, que viesse a ser apresentado pelos candidatos. O eleitor – considerado pela massa de votos – passou a ser um “maria vai com as outras”. Já demonstrava baixa capacidade de discernimento e de avaliação.
            ·         O governo Collor, primeiro eleito após quase trinta anos de exceção, produziu impactos fenomenais, tais como: sequestro da moeda de toda economia, abertura do mercado para importação de máquinas e tecnologia (não foi só para automóveis, substituindo as famosas “carroças”). Algumas das consequências: corrupção política, insatisfação de velhos caciques que, ainda que não tivessem coragem de serem governantes não abriam mão de sua condição de dominantes, e aumento da violência urbana. Tudo isso levou o presidente à renúncia, sendo substituído pelo seu vice.
            ·         O término do mandato pelo vice é cheio de contradições e sem objetividade. Marca-se apenas a questão da possibilidade de reeleição aos cargos executivos. Prática que passou a ser adotada pela maioria de países latino-americanos. Para o bem ou para o mal.

              O Neoliberalismo

              ·         A política neo-liberal instituída no governo FHC (acompanhando um tendência adotada em outros países) causou novas mudanças. O país passou a ser vendido sob argumentos nem sempre revelado (privatização). Institui-se o Plano Real que traz forte impacto à economia em geral. A estabilidade de preços provoca uma elevação significativa de consumo e exige gestão profissional e competente dos negócios. O aumento da renda da população é acompanhado pelo crescente número de falências. Entrega-se um grande volume de recursos aos bancos (PROER). A taxa de juros sobe e a inflação e o câmbio são mantidos por força do governo.
              ·         Essa mudança provoca, em vez de um desenvolvimento sustentável, a geração de oportunistas e a corrupção torna-se cada vez mais comum. Os efeitos da globalização, até por conta da tecnologia que proporcionava maior facilidade de comunicação instantânea, passa a interferir nas decisões e nos negócios.
              ·         O sonho acaba em 1999, com a desvalorização do real e incertezas causadas pela necessidade de ajuste da economia americana, para fazer frente às suas perdas sucessivas e término de um “governo de sonhos”. A economia real mostra sua força ao provocar a quebra da nascente “economia virtual”.
              ·         É nesse clima de incerteza e recessão que o governo Bush inicia timidamente seu governo em 2001. A promessa de que ”não haveria apagão na Califórnia naquele ano” terminou com a quebra sucessiva de várias gigantes americanas (será que a verdade virá à tona algum dia?). O retorno de sua credibilidade deu-se graças ao atentado de 11 de setembro, que vitimou milhares de pessoas e trouxe uma política xenófoba e afeita ao combate e uso de armas, que perdura até hoje, mesmo que em menor escala.
              ·         Buscando manter a economia interna os EUA alimentam uma bolha que facilita o crescimento de vários setores industriais no Brasil. Apesar das dificuldades era como se vivêssemos “anos palidamente dourados”.
              ·         Isso produziu o final das possibilidades de continuidade do governo FHC, substituído por Lula com grande esperança de mudanças sociais e estabilidade no campo (onde os chamados “sem-terra” promoviam ações reivindicando direitos, cada vez mais distorcidos).

                Fome Zero

                ·         O novo governo promove ações de impacto no meio das populações carentes. O sucesso da medida faz com que o programa não busque as alternativas necessárias para promover o desenvolvimento social sustentável dessa camada da população. Ao contrário, a quantidade de carentes começa a aumentar e há muita corrupção e desvios dos recursos do governo.
                ·         Há uma continuo aumento da carga tributária, aliado a uma política de juros elevada (demora a iniciar sua redução gradual), que dificulta a geração de emprego e riqueza distribuída. Agrava-se a situação e as ações dos “sem-terra”.
                ·         A política de auxílio do governo garante facilmente a continuidade do governo. A oposição vai ficando cada vez menos atuante e sem objetivos claros. Passa a haver uma briga partidária, com “troca-trocas” cada vez mais intensos, na busca dos “favores” do governo. Essa é uma herança da Constituição Cidadã de 1988. Sem os favores do executivo aos membros do legislativo, em troca de aprovação das Medidas Provisórias, não há governabilidade.
                ·         A gestão do governo é baseada na edição de uma enormidade de Medidas Provisórias e textos legislativos confusos e trapalhadas crescentes no Congresso. Fica cada vez mais difícil distinguir quem é quem nos partidos. É o fim da Democracia Representativa. Os candidatos eleitos, em sua maioria, passam a ter compromissos exclusivamente de ordem pessoal, sem que haja qualquer mudança do comportamento, mesmo com renúncias, expulsões e cassação de mandatos. O circo passa a ser o grande espetáculo divulgado pelas mídias, sem trabalho efetivo e objetivo por parte dos congressistas. Desde a era FHC, tornou-se comum a instalação de CPI’s ou CPMI’s; um meio para o sucesso midiático de muitos. Ainda que sem nenhum resultado prático.




                  ·         Muitos escândalos são revelados. Depois de algum tempo tudo é esquecido. Especialmente pela revelação de um novo escândalo, normalmente maior que o anterior.
                  ·         Os empregos gerados não atraem mais os trabalhadores, especialmente aqueles das classes carentes. A segurança do programa assistencial é muito maior, e os ganhos bem melhores, que o possível de ser alcançado com a “carteira assinada”. Institucionaliza-se uma nova classe social de dependentes crônicos dos cofres do governo.
                  ·         O mundo passa por um desenvolvimento que não é acompanhado pelo Brasil. Não há aproveitamento das várias oportunidades de consolidação de uma política econômica sustentável.
                  ·         A educação torna-se banal. É fácil conquistar um diploma, inclusive de pós-graduação, mestrado ou doutorado. Os formandos são cada vez mais jovens. E sem qualquer experiência prática. A sabedoria conquistada ela experiência passa a ser secundária.
                  ·         A gestão do conhecimento, o capital intelectual, a inteligência competitiva e a inteligência de mercado requerem uma formação diferente da oferecida pelas escolas. É preciso aliar vários fatores, tais como conhecimento transdisciplinar, atitude resiliente, criatividade, observação e, principalmente, uma capacidade de “ligar os pontinhos”.

                    Início de uma nova era

                    ·         Em 2007 ocorre um fato importante. É sancionada a Lei que altera a legislação societária e dá nova forma para os demonstrativos financeiros das empresas. Com a aprovação dessa lei o Brasil conquista, quase que imediatamente, a condição de Investment Grade que proporciona a substituição das dívidas por investimento de capital. Há euforia e muita bobagem dita pelas autoridades econômicas do Brasil.
                    ·         A moeda brasileira passa a ser valorizada, especialmente frente ao dólar americano, provocando distorções superadas parcialmente pela ginástica (ou jogo) em derivativos financeiros.
                    ·         A explosão da bolha imobiliária, nos Estados Unidos, em 2008, que já vinha dando seus sinais ao longo de 2007, provoca uma reação global de recessão e crise financeira. As medidas tomadas pela política econômica nacional são tímidas, gerando – para manter o crescimento – outras bolhas, ou bolsões, que tem tempo limitado de duração.


                      ·         É nesse ambiente, de muitas mudanças rápidas e muitas incertezas, que o país se prepara para: (i) mais um ano eleitoral; (ii) superar as fatalidades ocasionadas pelo clima; (iii) iniciar planos de infra-estrutura para recepcionar eventos internacionais (copa mundial de futebol e olimpíadas); (iv) posicionamento internacional; e, política econômica, social e ambiental.
                      ·         Recursos naturais, como gás ou petróleo do pré-sal, são incógnitas. Não há como anteciparmos qualquer resultado que os mesmos trarão, nem se serão bons ou não.
                      ·         Continuamos com problemas básicos, que apenas vêm se agravando, como: Reforma Política; Reforma Administrativa; Reforma Judiciária; Reforma da Previdência; Reforma Fiscal; Reforma Tributária; Responsabilidade Ambiental; etc.


                        Cada um de nós tem o seu contexto próprio. Os dados acima fazem um pequeno pano de fundo para a forma de análise que aplico em cada fato que me chega. Espero não ter sido muito enfadonho ao tentar demonstrar a importância que há em se ligar os pontinhos a cada nova informação que recebemos.

                        Afinal há sempre algo além do que é divulgado, que deve ser buscado para podermos ter um pouco mais de base na formação de nossa opinião.