quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Enchentes em São Paulo: os problemas da cidade não são culpa da natureza, 1890-1940

ENVOLVERDE - Revista Digital de Meio Ambiente e Desenvolvimento

Há quem diga, com muita propriedade, que qualquer comunidade torna-se desumana a partir de uma determinada população. As cidades brasileiras sentem um orgulho incompreensível em serem, cada vez mais, maiores.
É resultada da estupidez humana ou simples ignorância?
É matematicamente impossível haver algo (tecnologia ou gente) que reúna todas as condições necessárias à perfeita administração harmônica de qualquer comunidade que vá sendo inchada sem meios de controle.
Vai muito além da questão de planejamento. É uma questão que contraria sentidos atávicos de que ‘serei mais forte se mais pessoas estiverem junto comigo’. Essa história pode funcionar com o feixe de gravetos; em relação às cidades (ou juntamentos humanos) a questão é bem outra...
Além de São Paulo, várias outras cidades brasileiras estão mostrando a insensatez dos números de habitantes que registram. Em vez de servir de incentivo para receber maior participação da receita dos impostos deveria servir era de alerta a qualquer pessoa minimamente coerente.
Claro que coerência não é o forte de nossos políticos ou autoridades. Até mesmo nas pessoas comuns essas minhas palavras podem soar estranhas e, até por isso, ‘erradas’!
O que se pode esperar dos políticos que ‘ganham’ quando pensam igual a maioria de seus eleitores (infelizmente mantidos na mais completa ignorância há tantos anos). Só podemos esperar decisões e leis equivocadas e ‘tapa-buracos’ que nos irão enterrar num prazo menor de tempo!
As soluções técnicas apresentadas, infelizmente –e provavelmente por questão política-, não aborda a imperiosa necessidade de se promover a descentralização das cidades, a descompressão habitacional, a imperiosa necessidade de convívio mais harmônico com a natureza!
Até que isso ocorra, temos de nos acostumar a ver as manchetes relatando as mesmas notícias, a cada ano, e, claro, sempre em maiores proporções.
Muitos (pobres e, agora ricos também) verão o fim do mundo mais rápido do que qualquer sinal de Nostradamus ou Calendário Maia pudesse prever. A destruição está em nossas mãos. Ou será em nossa percepção?